quarta-feira, 27 de abril de 2016

Compreender é compaixão



«Se pensarmos que a criança se comporta mal, certamente iremos pensar em maneiras de a castigar. Mas se pensarmos que a criança está a aprender a lidar com as suas dificuldades, iremos pensar em maneiras de a ajudar.»

Como muita frequência oiço comentários de pais, na minha opinião, desproporcionados da realidade, sobre o comportamento dos filhos. Por exemplo, «O meu filho é uma peste, não sei a quem sai.» ou «O meu filho está naquela idade do armário… só faz disparates.» ou «O meu filho quando for adolescente não sei como vai ser… ele é terrível.» Este tipo de comentários é revelador da frustração dos pais quanto às suas interpretações sobre os comportamentos dos filhos. Em muitos casos, a frustração dos pais gera dicotomia conduzindo a uma abordagem binária – 1. censura e 2. castigo.  Podemos cair no erro de rotularmos os nossos filhos, com base na frustração e assim poder influenciar pela negativa a relação de confiança.
Como pais (e sociedade) precisamos de proporcionar às crianças orientação na gestão das suas emoções (literacia emocional). Da mesma maneira que as ensinamos a estudar e a escolher uma carreira profissional, a adotarem regras e valores imateriais universais (certo e errado) em casa e na escola elas também precisam de aprender a lidar com os sentimentos: 
  • Nos sentimentos não existe certo ou errado, bonito ou feio. Os sentimentos são uma parte fundamental e integrante da personalidade que precisa de ser valorizada. Isto é, precisamos de ajudar as crianças a ser honestas com aquilo que elas sentem. Numa situação de conflito com a criança, pergunte como é que ela está a sentir e escute. Ela está triste? Zangada? Com medo? Valoriza estes sentimentos.
  • Se as crianças sentem dor, frustração, raiva isso significa que são saudáveis em vez de colocarmos rótulos e estereótipos que reforçam a vergonha. Reforçar a vergonha é o equivalente a estarmos a destruir a auto estima dos nossos filhos (auto conceito).



quarta-feira, 16 de março de 2016

«Filho és, pai serás»



« A filha precisa que o relacionamento com o pai seja uma referencia, pela qual irá servir para o futuro, na sua relação com o sexo masculino» Prego & Mommy Chat
Como pais, sabemos os desafios que representa educar e ser uma referencia positiva, para os nossos filhos. Por experiência própria, por vezes, sabemos o quão regredimos porque apesar dos nossos melhores esforços, não existe uma poção magica quanto ao papel de pai. Por outro lado, podemos responsabilizar pelo nosso próprio desenvolvimento moral e podemos fazer imenso em ambos sentidos, aprender com os erros e assumir o compromisso para mudar de atitudes e comportamentos.
Um dos grande desafios, como educadores e referências, é conseguirmos compreender a perspectiva dos filhos e conseguirmos separar os pontos de vista; a deles e a nossa. Isto é, conseguirmos compreender, a nossa experiência ( e vivências) como crianças, na relação com os nossos pais, e o nosso relacionamento com a criança/filho/a. Nas consultas, alguns pais, referem que o seu papel de pais, tem como referencia principal, a forma como foram educados pelos seus proprios pais. Esta situação pode dificultar a nossa compreensão das necessidades, da historia e da vida dos nossos filhos. 
   

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Castigo e recompensa? Ou alternativas disciplinadas


«Para disciplinar uma criança que tenha ultrapassado os limites, não se deve castigar, deve-se ensinar a forma correta, como ele podia ter agido nessa situação. Portanto, disciplina tem a ver com aquilo que os pais fazem, para ensinar as crianças.» National Center for Fathering. 
O Dr. Henry R. Brandth é autor de vários livros. 

Nota: Como pais, sabemos a capacidade das crianças para a aprendizagem; são uns agressivos e curiosos aprendizes. Isso significa, que para os disciplinar, precisamos de ser bons «professores», ser pacientes, disciplinados, honestos e compreensivos. Pessoalmente, não sou adepto do castigo e/ou da «palmada». Sou mais adepto das consequências em proporção do comportamento problemático: com a noção de que a consciência da criança, sobre o que está certo e errado, é completamente diferente da consciência do adulto; é um processo de aprendizagem. Como pais, em vez de os castigar (castigo e recompensa) podemos oferecer-lhes varias alternativas, aos comportamentos problemáticos, mais construtivas, eficazes e duradouras; este processo começa na abordagem dos adultos. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Feliz Natal 2015

  • A todos aqueles que são seguidores do blogue e aqueles interessados na prevenção das dependências contra o estigma, a vergonha e a negação, desejo-vos um FELIZ NATAL, o mais importante é ser Feliz
  • Merry Christmas, be happy

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Qual é o tipo de educação que você escolhe para o seu filho?


«As crianças ouvem tudo aquilo que os pais dizem. Elas imitam tudo aquilo que você faz. Seja uma referencia/modelo positivo.»

  • Se você bebe bebidas alcoólicas, na frente dos seus filhos, faça-o de uma forma responsável.
  • Se você consome drogas ilícitas, não o faça na frente dos seus filhos e não o encoraje a seguir o mesmo caminho em relação às drogas. Proporcione-lhes conhecimento cientifico sobre o assunto. Lá porque você não identifica problemas, relacionados com o uso de drogas, isso não quer dizer que o mesmo aconteça com o seu filho.
  • Se você é fumador, evite fazê-lo na presença do seu filho. Assuma perante o seu filho que a sua escolha em fumar está errada e que pode acarretar consequências graves de saúde e perda de qualidade de vida. Admita a dependência e fale com ele sobre o assunto.
  • Se você toma medicação, sujeita a receita medica, não o faça na frente do seu filho, é um assunto que só diz respeito a si próprio; faça-o de uma forma discreta e mantenha (guarde) os medicamentos longe do alcance das crianças.
  • Pratique desporto com o seu filho e encoraje-o a fazê-lo com os amigos.
  • Faça um tipo de alimentação diversificada, equilibrada e  saudavel. Evite expor o seu filho ao consumo excessivo de açucar.


Dê oportunidades ao seu filho para descobrir o mundo. Um mundo seguro, mágico, que desperta e estimula a curiosidade e interessante. Como pai/mãe seja um bom guia. Proporcione às crianças valores e princípios, morais universais, que fomentem a honestidade, a felicidade, a empatia, a confiança, a liberdade, a resiliência e a justiça livre de drogas. 




segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dia Mundial da Criança




A fim de a criança ser um adulto feliz precisa de brincar, precisa de segurança, precisa de amor, de ser ensinada a lidar com a frustração e a importância dos limites (valores morais universais), precisa de aprender o valor da gratidão e precisa de sentir confiança.
Segundo uma noticia do Jornal de Noticias, alguns especialistas alertam para o facto de as crianças levarem uma vida programada até à exaustão e acrescentam «As crianças levam uma vida de executivos» Manuel Coutinho, psiquiatra e coordenador da linha SOS da Criança. 
o mundo dos adultos não é seguro para algumas crianças vulneráveis.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

"Agora não posso"


Tradução - Filho:"Papá", resposta do pai "Agora não posso, filho." 
Uns anos mais tarde, o filho diz; "Papá", resposta do pai, "Agora não posso, filho."
Uns anos mais tarde, o filho diz: "Pai" reposta do pai, "Agora não posso." 
Uns anos mais tarde (adolescência), o pai diz: "Filho" o filho responde: "Agora não posso, pai"

Comentário: Esta pequena, mas significativa historia, faz-me lembrar as afirmações de alguns pais de filhos com problemas de dependência de drogas ilicitas que afirmavam: "Sempre dei tudo aos meus filhos...fartei-me de trabalhar para os sustentar...nunca imaginei que um dia, um dos meus filhos pudesse ter um problema com drogas. Que desilusão, como é que é possível?"

Como progenitores, precisamos de conseguir comunicar com os nossos filhos, e vice versa, e compreender as suas angustias, os seus medos, os seus anseios e inseguranças. Para isso, precisamos de fazer um investimento serio, todavia, este desafio complexo só será conseguido se dedicarmos uma parte significativa de tempo e não só, disponibilidade (mental) a fim de reforçarmos os vinculos de confiança. Os nossos filhos, ao longo do seu desenvolvimento, sejam do sexo feminino ou masculino, precisam de referencias e o pai, diferente da mãe, também é um modelo muito importante a ter em conta.

  • Como pai, que tipo de modelo/referencia é para o seu/sua filho/a? 
  • Como pai considera que uma parte significativa do seu tempo é dedicado à relação/comunicação com o/a seu/sua filho/a?