sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Prevenir é o melhor remedio




Porto: Associação de bares alerta para o “drink spiking”

Donos de bares da zona histórica do Porto aconselharam hoje os seus clientes a redobrarem a atenção para o fenómeno do «drink spiking», que consiste na adição de substâncias psicotrópicas em bebidas para facilitar roubos ou violações.

Em comunicado, a Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) enumera um conjunto de «mandamentos» que devem ser seguidos pelos frequentadores dos estabelecimentos nocturnos na passagem de ano.

Não abandonar o copo em circunstância alguma e não aceitar oferta de bebidas por estranhos, sem verificar quem as serviu, são dois dos «mandamentos» enunciados.
A um conjunto de 13 mandamentos directamente relacionados com o «drink spiking», a ABZHP acrescenta uma recomendação aos donos de estabelecimentos nocturnos para que vedem a entrada nos seus estabelecimentos a menores de 16 anos, nos termos da lei.

Diário Digital / Lusa

Comentário: Como profissional atento e visto já não ser novidade o “drink spining”, é a segunda vez que publico uma noticia destas no blogue, para alertar todos deste fenómeno.

Principalmente, para os pais de jovens que se deslocam a estas zonas de lazer.
Como a associação refere existirem "13 mandamentos" sugerir aos jovens e todos aqueles que se sintam expostos a este risco informarem-se junto da gerência dos bares sobre como protegerem-se de roubos e/ou violações associados ao "drink spiking".

Não querendo generalizar, provavelmente este fenómeno já ocorre em todo o país, não se limitando somente à zona do Porto.
Prevenir é o melhor remédio.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A Ciencia e a Prevençâo



Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência (OEDT)

Comunicado da Agencia da União Europeia de informação sobre a droga, Lisboa

IN AQUA VERITAS? ANÁLISE DE DROGAS ILÍCITAS EM ÁGUAS RESIDUAIS
Análise de águas residuais, uma perspectiva promissora de vigilância da droga, refere o OEDT

(3.12.2008, LISBOA) A agência da UE de informação sobre droga (OEDT) apresenta hoje, na última edição da série Insights, uma nova abordagem em matéria de vigilância do consumo de drogas ilícitas na comunidade intitulada: Análise de drogas ilícitas em águas residuais: potencial e limitações de uma nova abordagem de vigilância, o relatório explica o modo como a busca de resíduos de drogas ilícitas nas águas residuais municipais (nomeadamente de estações de tratamento) pode contribuir para uma compreensão em tempo real dos níveis de consumo de drogas e da evolução das tendências ao nível local.
O relatório explica em que medida o avanço tecnológico, aliado a técnicas de detecção mais sensíveis (espectrometria de massas; cromatografia líquida de alta eficiência), permitiram aos cientistas identificar resíduos de drogas em líquidos, mesmo em concentrações muito baixas. O método envolve a análise de águas residuais, de forma a medir os níveis de produtos de degradação das drogas ilícitas excretados na urina. Esses níveis são posteriormente usados para calcular os níveis de consumo de substâncias específicas numa determinada comunidade.

“Embora a actividade nesta área esteja ainda na sua fase inicial e subsistam incertezas consideráveis, a abordagem parece cada vez mais promissora”, declara Wolfgang Götz, Director do OEDT. “Torna-se evidente que os últimos progressos na nossa capacidade para detectar a presença de drogas e dos seus metabolitos nas águas residuais poderão ter um impacto importante nas novas abordagens que adoptamos para monitorizar ao longo do tempo as tendências em matéria de consumo de droga”.

O método foi inicialmente utilizado por cientistas nos anos 90, para monitorizar o impacto ambiental dos resíduos domésticos líquidos. O seu potencial no domínio da monitorização do consumo de drogas ilícitas foi rapidamente reconhecido, tendo em 2005 começado as actividades centradas na cocaína. Desde então, o procedimento foi alargado a outras drogas, nomeadamente os opiáceos, os estimulantes do tipo das anfetaminas bem como a cannabis. Embora seja possível recolher amostras tanto de águas residuais (por ex.
descargas líquidas não tratadas em estações de tratamento) como de águas superficiais (por ex. rios, lagos), o relatório centra-se nas águas residuais.

A investigação científica nesta nova área emergente está a desenvolver-se rapidamente e de forma multidisciplinar, envolvendo química analítica, fisiologia e bioquímica, estatística e epidemiologia espacial, engenharia sanitária e epidemiologia clássica do consumo de droga.

O relatório hoje publicado analisa as modalidades de aplicação desta abordagem de avaliação do consumo de droga na comunidade a partir dos seguintes aspectos: a degradação das drogas no organismo; o transporte
das drogas nos sistemas de drenagem urbanos; e o papel dos mapas e dos sistemas de informação geográfica (SIG) na compreensão das complexas relações entre população, doenças e ambiente. Os peritos consideram também os aspectos éticos e legais da amostragem de águas residuais e em que medida os dados dos estudos sobre águas residuais podem complementar as estimativas sobre o consumo de drogas baseadas em abordagens mais convencionais.

Como se refere no relatório, “o consumo de drogas ilícitas é, por natureza, uma actividade clandestina e dissimulada, pelo que os métodos de investigação tradicionais (tais como os inquéritos à população ou aos domicílios) podem revelar-se pouco concludentes ou mesmo ineficazes para avaliar os níveis de certos tipos de consumo de drogas ilícitas. A possibilidade de que uma nova técnica de avaliação do consumo de drogas ilícitas possa ser adicionada ao actual repertório de métodos de investigação constitui, por conseguinte, uma perspectiva interessante”.

Notas: Análise de drogas ilícitas em águas residuais: potencial e limitações de uma nova abordagem de vigilância, OEDT,
Insights N.º 9, Dezembro de 2008 — http://www.emcdda.europa.eu/publications/insights

domingo, 21 de dezembro de 2008

Prendas sim, mas com limites e amor



Qual é o melhor brinquedo para as crianças e para os pais? As pessoas, afirmam os estudiosos do comportamento humano. Então, porque se gasta tanto dinheiro em presentes? “Porque as pessoas têm pouca satisfação em estar umas com as outras e sentem a necessidade de compensação”, explica o pedopsiquiatra e psicanalista Emílio Salgueiro.

O Presidente do Colégio de Psiquiatria da Infância a da Adolescência da Ordem dos Médicos está convicto de que a vida moderna padece de uma crise social e a cura passa pela ponderação. ”Os pais devem reflectir sobre o espírito com que dão brinquedos. Quanto mais os adultos têm a sensação de que estão ausentes, mais brinquedos oferecem. É uma forma de se desculpabilizarem pela falta de disponibilidade e é isso que se vê na actual angústia natalícia”. A prova esta à vista de todos: As vendas de brinquedos aumentam de ano para ano.

O número de prendas é quase sempre proporcional ao orçamento, contudo, o excesso diminui valor dos presentes. ”Como são muitos, não é atribuído tanto valor e o gosto de desfrutar também é menor. É um pouco anestesiar as crianças”, ironiza Emílio salgueiro. Também pedopsiquiatra e psicanalista Maria José Gonçalves reconhece que “há de facto, uma tendência consumista e uma variedade de oferta que favorece que as crianças tenham mais brinquedos”. Ainda assim, esta realidade não tem de ser negativa. “Não há números ideais, mas os pais devem escolher os brinquedos de acordo com a idade da criança, as suas capacidades e interesses e não em função dos seus próprios gostos”.

E é preciso disciplina para não dar tudo o que é pedido. “As crianças lidam melhor com a frustração do que às vezes mostram ou do que os pais pensam. A satisfação imediata, seja em que área da vida da criança for, dificulta-lhes o lidar com a realidade e com os seus constrangimentos”, acrescenta.

Dosear e bom senso parental são as palavras de ordem, mesmo para os especialistas que estudam os adolescentes e crianças. “Os pais devem estabelecer limites para tudo menos para o amor firme”, sublinha o catedrático de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa, Daniel Sampaio. Mais do que o número de presentes, os estudiosos são unânimes em afirmar que “o importante é brincar com as crianças. O ideal era que os pais fizessem os brinquedos em conjunto com os filhos”, diz o psiquiatra José Gameiro.

Não o fazem porque dizem não ter tempo. “A sociedade actual tem dificuldade em esperar. As pessoas sentem-se hoje mais vazias, e por isso, com necessidade de presenteamento. Contudo, as crianças não precisam de compensação, mas sim de atenção”, sublinha Emílio Salgueiro. As brincadeiras entre pais e filhos são uma solução. “Mas, brincar não é infantilizar (com os pais a brincarem com carrinhos), é estar com as crianças e ser capaz de se colocar no seu nível de interesse. E não é preciso ter brinquedos”. Como se faz? Usam-se as situações do quotidiano: “um dos melhores lugares para a interacção entre pais e filhos é a viagem de carro entre casa e a escola”, diz a psiquiatra clínica, Inês Marques.
Artigo do Jornal Expresso, 20 de Dezembro 2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

Época Festiva - Natal


Estamos em plena época natalicia.

Andamos todos a pensar no Natal. Alguns passam em familia outros nem por isso, mas somos todos invadidos por um misto de nostalgia e euforia.

Gostaria simplesmente de referir e enaltecer a importancia de nos centrarmos no verdadeiro sentido e proposito do Natal em vez de no dinheiro, consumismo desenfreado.

Na minha opinião, considero o Natal como algo que "obedece" a certos rituais e tradições aos sonhos e à imaginação.

Boas Festas :º)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Pedido de Ajuda Corajoso - Agressividade



Pedido de Ajuda
Sou mãe de um jovem de dezoito anos, que durante a sua infância e pré adolescência nunca manifestou comportamentos agressivos ou algo do género, sempre foi um filho sensível, meigo e atencioso, com um bom senso que por vezes desejaríamos que alguns adultos tivessem.

O meu filho completou 18 anos em Julho 2008 mas...em Janeiro de 2008 começou a ter atitudes agressivas, prepotentes e de uma falta de educação inaceitável.
Falava com alguns familiares e amigos sobre o seu comportamento e iam-me dizendo, tens que ter calma, é uma fase, isso passa.

Eu sou muito carinhosa com os meus filhos mas ao mesmo tempo exigente e "pego no pé "como os meus filhos dizem, mas só quero o melhor para eles.
E quando digo, isto é, mesmo quando eles tem um comportamento incorrecto chamo atenção e sou chata se for necessário.

Mas tudo isto tem sido bastante complicado de gerir ,O meu filho sai quase todas as noites e quando eu lhe digo que não sais, por isto por aquilo etc... ele ameaça que sai, e sai mesmo, mesmo magoando.

Entrou este ano na faculdade, numa área que não era do seu agrado, depois de muito argumentar para que não desistisse mas aproveita-se as mais valias da frequência desse curso e que logo que a oportunidade surgisse mudava de curso, em vão faltou ate desistir definitivamente.

Desconfiei que andava a jogar no Casino, mas não tenho a certeza e como não consigo demove-lo de se envolver em situações que o possam vir a prejudicar fui desistindo porque vivo apavorada e tudo me passa pela cabeça até que esteja a drogar-se mesmo.

A linguagem dele alterou completamente até o grupo de amigos mais próximo dele tem reparado, começou a sair com outro tipo de amizades ,as quais nem me deixa chegar perto, não conheço nenhum dos amigos dele neste momento, poucos são os amigos que tinha que ainda se relacionam com ele.

Começou a trabalhar com o tio (irmão do meu marido, falta as responsabilidades todos os dias chega atrasado, sai do local de trabalho, mente, inventa desculpas maior parte descabidas.

Não consegue iniciar um projecto, e termina-lo normalmente, seja a coisa mais básica que possamos imaginar... por ex. diz que vai tomar banho depois arrumar o quarto ou fazer uma coisa qualquer, o telemóvel não pára, basta uma mensagem e ele muda o rumo da vida dele.

Grita comigo a toda a hora, mesmo quando lhe digo que não lhe admito mais faltas de educação , que o repreendo.

A resposta passou a ser Oh Pá! Oh Pá! E coisas do género. Antes de ontem (sábado) chegou as 6.30 da manhã a casa quando chegou ao local de trabalho , mandou uma mensagem ao tio a dizer que vinha a casa tomar banho e tomar o pequeno almoço, nunca mais lá apareceu. Quando chegou a casa perguntei-lhe, Então? Vieste embora hoje que a loja tem tanto movimento e o tio precisa de ti? Ele respondeu “Já falei com o tio e fiquei de ir de tarde.” Mais tarde vim a saber pelo meu cunhado que apenas lhe tinha enviado uma mensagem e lhe tinha dito ele que ia de tarde. Eu disse pois... deste um toque para o telefone. A mãe ligou e disseram-me que tinhas saído não está correcto. Miguel, (nome fictício) hoje é que o tio precisa de ti e é assim consegues ganhar o teu ordenado?

O meu filho responde..."não sabe, não fala" fiquei atónica, revoltada envergonhada não foi isto que ensinei aos meus filhos tenho a certeza. Refilei com ele disse-lhe que não lhe admitia tanta falta de educação e que estava saturada de tanta má criação do meu próprio filho. Mas de nada valeu ,foi-se deitar e disse agora deixa-me dormir eu nem posso acreditar este é o meu filho. Aquele a quem ensinei que a atitude era a melhor forma de enfrentar a vida que a educação era o nosso bilhete de identidade enfim uma infinidade de valores que considero vitais na minha vida.

Preciso de ajuda , estou a enlouquecer com tudo isto e para alem deste meu filho tenho uma menina com dez anos a quem ele maltrata constantemente, chegando até a bater-lhe, sem qualquer tipo de racionalização. Sinto-me tão sozinha o meu marido está sempre fora, ele não respeita ninguém nem ao próprio pai que anda dia e noite a tentar recuperar a nossa vida que nestes últimos dois anos deu uma reviravolta em termos económicos indescritíveis.

A minha menina e eu choramos todos os dias juntas, muitas vezes com medo do que possa ele fazer a seguir.
Estamos todos os dias sozinhas em casa e eu penso quando ela chegar á adolescência qual o efeito que esta situação terá nela?

Amo demais os meus filhos e não consigo viver nesta angustia, neste medo constante do que vem a seguir.

Amélia (nome fictício)

Resposta ao pedido de ajuda
Boa noite,
Lamento que esteja a atravessar um período difícil e compreendo perfeitamente a sua mágoa e a ansiedade.

Como sabe hoje em dia qualquer família está exposta e vulnerável a todo tipo de crises, por ex. doenças, desemprego, instabilidade financeira, luto, divórcio ou separações, acidentes, etc. Apesar de contemplarmos esta possibilidade, visto acontecer a inumeras pessoas à nossa volta, lá no fundo desejamos que nunca sejamos expostos a estas situações dolorosas.

Por vezes, tenho observado que quando surgem crises e privações nas famílias estes períodos de dor e confusão, adquirem um efeito catalisador que fomenta a coesão do grupo e a entreajuda. São nos momentos difíceis e de adversidade que nós nos revelamos. Isto é, aquilo que dizemos saber fazer é “posto à prova”. Falo-lhe por experiencia própria.

Apesar de estar limitado quanto à informação e ao conhecimento do problema (historial) posso sugerir algumas orientações.

È necessário manter a união familiar a todo o custo. Zelar pelas tradições, rituais e valores que proporcionam segurança, pertença e identificação. Por outro lado, rever a organização e procedimentos (ex. limites) nos “papéis” de cada um. Qual a função dos adultos – pai / mãe? Qual a função das crianças individualmente e entre eles? Será que estão todos desempenhar as suas funções? Caso a reposta seja não esta é a oportunidade ideal para que todos se reúnam e “afinem as agulhas”. Os adultos devem adoptar um plano concreto e específico.

Nada está perdido, e se calhar não existem culpados. Pode recomeçar HOJE a fazer a mudança na “casa.” O passado é história.

Sugeria que identificasse os aspectos vulneráveis na família (ex. crianças, finanças) e os recursos existentes a vossa disposição (ex. instituições e ou profissionais). Alterar a sua atitude em relação à sua filha mais nova. Ela precisa de segurança e de ter referencias resilientes dos pais. Se a Sra. estiver angustiada e quiser chorar é legitimo que o faça, mas não na presença da sua filha. Fale com o seu marido e partilhe com ele as suas emoções dolorosas. Ele também se vai identificar consigo.

Atenuar, o mais possível, a agressividade verbal e eliminarem a agressividade física. Definir um plano e tarefas que caso não sejam seguidas o V. filho sofre as consequências. È importante que as consequências sejam proporcionais ao comportamento problema. Por ex. se não arrumar o quarto irá viver na sua própria desorganização – monitorizado com frequência ou se for violento com a irmã ou com a mãe ser exigido um pedido de desculpas honesto. Fica de castigo no quarto sem internet ou sem telemóvel, reduzirem a semanada durante um período de tempo; sempre sujeito a monitorização dos pais.

Se houver mudanças por parte do V. filho fazer o reforço positivo dos seus comportamentos e nessas alturas cruciais revelar-lhe que estão disponíveis para o ouvir, apoiar e orientar na sua vida. Fomentar o diálogo construtivo e honesto sempre que possível e que existam condições.

Se necessário pode leva-lo ao médico e efectuar exames ou análises específicas de forma a detectar-se algo anormal.

Se desejar a minha orientação profissional pode também recorrer a consultas presenciais ou consultas online. Caso deseje mais informação pode contactar-me por correio electrónico ou telefone.

Se possível irei publicar no meu blogue o seu pedido de ajuda salvaguardando TODOS os seus dados pessoais (confidencialidade). Através do seu pedido de ajuda outras famílias que sofrem em silêncio com problemas semelhantes podem seguir o seu exemplo corajoso.

Desejo-lhe coragem, sabedoria e resiliência.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

60 anos de Direitos Humanos

Dia 10 de Dezembro comemora-se os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=12&Itemid=98

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

É apenas a ponta do Iceberg



Um novo estudo realizado na Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA) efectuado pelo departamento de pediatria revela que a maioria dos médicos aparenta ignorar as orientações gerais sobre o Plano Nacional de Saúde – Prevenção de Comportamentos de Risco. Durante as consultas aos adolescentes, os médicos deveriam promover um dialogo construtivo sobre comportamentos de risco, tais como; o uso de álcool e/ou drogas e outros assuntos relacionados com comportamentos de risco.

Os pesquisadores administraram um questionário a 2.192 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos de idade. Os jovens eram questionados sobre se alguma vez o seu médico/a tinha falado sobre o uso de tabaco, álcool, drogas (licitas e ilícitas), cinto de segurança e doenças sexualmente transmissíveis.

Mais de 80% dos médicos não abordam questões de segurança tais como; a utilização do cinto de segurança e o uso de capacete e pelos menos 70% não falam sobre o uso de substancias.

A violência entre adolescentes é o assunto menos discutido enquanto o exercício físico e a nutrição são os assuntos mais abordados refere o estudo.

Estudo publicado no Journal of Adolescent Health

Comentário: Pelo menos, nos EUA, algumas instituições de elevado valor, escutam os jovens e depois publicam o resultado dos estudos. Pelo menos alguns médicos, têm a humildade suficiente para em público, reconhecer que é preciso melhorar a abordagem da Prevenção das Dependências. Pelo menos, algum do dinheiro dos contribuintes é gasto a favor dos filhos/as desses mesmos contribuintes.

Considero que ignorar a realidade “escondida” será contribuir para uma sociedade “doente” que promove uma “ velha cultura que bebe” evoluindo para uma “jovem cultura” que consome substâncias adictivas licitas e/ou ilicitas. Sabemos que entre os jovens consumir drogas, incluindo o álcool, é um acto social. Quantos destes jovens se tornam dependentes, enquanto os adultos permanecem impotentes perante este fenómeno?

De acordo com o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (2003) estudos realizados em escolas dos países membros revelaram que 33% dos jovens portugueses entre 15 e os 16 anos de idade já experimentaram o estado de embriaguez. Portugal é dos países da União Europeia que apresenta taxas mais elevadas de consumo de bebidas alcoólicas, assim como problemas graves associados a esta prática, numa percentagem que chega atingir os 10% da população. Esta é apenas a “ponta do iceberg.”
“Mais vale prevenir do que remediar”

Plano Nacional de Saude


sábado, 22 de novembro de 2008

Objectivo - Prevenção das Dependencias


Sempre com a Prevenção das Dependências como objectivo – actualização e informação:
Alguns sites interessantes à distância de um clique,apesar da CRISE:

Ciência Viva

Apoio À Vitima

Apoio À Vitima Para Os Jovens

Direcção geral dos Estabelecimentos Escolares

Sicad


Comentário: Apesar de não se falar de outra coisa nos dias que correm - CRISE financeira e económica (aliada à "velha" crise de talentosos gestores e politicos honestos) que o mundo atravessa, incluindo Portugal, é bom relembrar que a Prevenção das Dependências é sempre um assunto a ter em conta no dia-a-dia.

Senão vejamos; desemprego, precariedade, crise, endividamento, depressão, ansiedade, são apenas alguns sinónimos de instabilidade e vulnerabilidade no indivíduo, na família e na sociedade (CRISE SOCIAL). Contudo a "velha" CRISE SOCIAL não é um assunto merecedor de tanta tinta, papel,de gente anónima e peritos a debaterem o assunto,da preocupação de empresarios, de apoios financeiros pelo Estado, de justiça, de tanto tempo de antena nas TV`s,nos jornais, etc.

Para aqueles que se encontram numa "crise social" estão mais preocupados em como "sobreviver" no dia-a-dia do que preocupados com o desenvolvimento do país.O dinheiro (inofensivo) não é o principal problema desta CRISE, mas os valores a ele atribuidos pela sociedade (é a cultura do poder, do sucesso,da saude, da felicidade,da segurança, da competição,da mentira, do egoismo, do fanatismo, etc). Isto sim é a verdadeira CRISE.

Actualmente, negligenciar, desvalorizar ou negar a Prevenção das Dependências é adoptar um comportamento susceptível de potenciar a tão afamada CRISE SOCIAL (individual, familiar e sociedade) terreno fértil para o surgimento de atitudes e comportamentos disfuncionais e/ou destrutivos dos subsistemas familiares (relação entre os adultos -pais, relação entre adultos e as crianças e a relação entre os irmãos).

Todavia a crise também poderá ser sinónimo de MUDANÇA de ESTILO DE VIDA (união, intimidade, solidariedade, comunicação, entreajuda) em todos os sectores da nossa sociedade, sendo assim a oportunidade que tanto desejamos.
Se estamos em CRISE; venha ela e que DEUS nos ajude.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pedofilia - Predadores humanos



No outro dia recebi um email sobre a pedofilia, é obvio que me despertou a atenção visto tratar-se de um assunto sempre actual, por um lado, e digno de interesse (informação), por outro, infelizmente.

Ao longo da minha experiencia profissional já acompanhei inúmeros indivíduos (homens e mulheres) adultos que afirmaram ser vítimas de abuso físico, emocional e sexual, enquanto crianças. A prevenção activa e resiliente de eventuais situações de potencial abuso por parte de adultos - “predadores” homens e mulheres, parece ser um objectivo (desafio)ambicioso e presente no dia-a-dia por todos os adultos, incluindo as próprias crianças.

Na maioria dos casos o pedofilo "predador"(homem ou mulher)surge de onde menos se espera.

Considero urgente ensinar as nossas crianças a defenderem-se deste tipo de indivíduos. Não basta dizer NÂO a isto e NÂO aquilo. Ao enfrentarmos este assunto não serve de nada entrar em alarmismos. È preciso estar informado, atento e acima de tudo saber comunicar.

Não conheço a veracidade desta informação, creio que seja credível e digna de confiança. Ver link no final do texto.
Eis o conteúdo do email.

“ATENÇÃO AOS SIMBOLOS DE PEDOFILIA
Em Janeiro de 2008 o Federal Bureau of Investigation (FBI) elaborou um relatório sobre pedofilia. São referenciados uma serie de símbolos usados pelos pedófilos para se identificarem entre si mesmos. Os símbolos são, sempre, compostos pela união de 2 semelhantes, um dentro do outro. A forma maior identifica o adulto, a menor a criança. A diferença de tamanho entre elas demonstra a preferência por crianças maiores ou menores. Os homens “predadores” são triângulos, as mulheres “predadoras” corações. Os símbolos são encontrados em sites, moedas, jóias, entre outros objectos.

Os triângulos representam homens que abusam de crianças do sexo masculino, o detalhe cruel é o triângulo mais fino, representam homens que abusam de crianças de tenra idade; o coração são homens (ou mulheres) que abusam de crianças do sexo feminino e a borboleta são aqueles que abusam de ambos. De acordo com o relatório estas são informações recolhidas pelo FBI durante suas investigações. A ideia dos triângulos e corações concêntricos é a da figura maior envolvendo a figura menor, numa genialidade pervertida de um conceito gráfico. Existe um requinte de crueldade, pois esses seres fazem questão de se exibirem em código para outros, fazendo desses símbolos bijutaria, moedas, troféus, etc.

Clique no link para ter acesso a uma copia do relatório onde os símbolos são mostrados. Conhecer esses símbolos poderá ajudar a identificar esses indivíduos.”

https://secure.wikileaks.org/leak/FBI-pedophile-symbols.pdf

sábado, 8 de novembro de 2008

Pedido de Ajuda Corajoso - Bullying

Recebi este pedido de ajuda corajoso que publico salvaguardando os dados pessoais dos intervenientes(confidencialidade).

“Boa tarde! O meu nome é Fernanda (nome fictício) tenho um filho com 7 anos que se chama Marco (nome fictício). Anda na 2ª classe e desde do ano passado que tenho tido bastantes problemas com ele na escola por causa de um colega que lhe bate muito e esta constantemente a chamar-lhe nomes tipo " és um idiota", Parvalhão entre outros mais graves.

O Marco o ano passado foi internado no hospital, porque estava paralisado da barriga para baixo não fazia coco nem xixi, pensavam os cirurgiões que seria uma apendicite, da qual ao fim de dia e meio a pediatra de serviço diria que era tudo nervos, que lhe estavam a bloquear na barriga, pensei eu SERÁ QUE O MARCO ESTÁ COM UMA CRISE DE NERVOS?! MAS PORQUE?!

Durante todo o ano passado sempre fui alertando a professora para a situação, finalmente chega ao fim de ano e daí vem as ferias, boas para o Marco parecia outro rapaz.

Este ano ele volta à escola que começou a pouco mais de 2 meses nem tanto, e já tive diversos problemas com ele, nunca me contou o que se passava apenas me dizia que tinha muitas dores de barriga, ate que um por um dia destes me apareceu em casa com a marca de um pé na cara e com a orelha toda vermelha, parecia que a tinha entalado numa porta sei lá.

Desde essa altura resolveu apresentar queixa no agrupamento escolar, do qual me responderam que o meu filho também agredia os colegas, pensei; será possível? Procurei saber.

Há coisa de 15 dias sempre que o vou buscar à escola os colegas do 4º ano me dizem que em todos os intervalos 4 ou 5 colegas da sala dele chegam-lhe perto e começam dar-lhe pontapés sem motivo algum, as meninas da sala dele dizem que lhe roubam os ténis e fogem dele, que lhe atam cordas na barriga, que lhe dão pontapés nas costas e que durante a aula de ginástica lhe chamam muitos nomes.

O meu filho desde que sabe que eu apresentei queixa no agrupamento deixou de me contar o que lhe fazem, mas não consegue copiar uma palavra que esta escrita mesmo à sua frente, não dorme de noite, e quando sai de casa para brincar no pátio da mesma cai sempre no chão O que poderei fazer para ajuda-lo?

Como poderei evitar estas situações? Já pedi transferência dele para outra escola mas dizem que não tem vagas.

Que poderei fazer?
Muito obrigada pela sua atenção
Atentamente"

Resposta: Boa noite Fernanda Imagino que seja uma situação complicada e ao mesmo tempo sensível de gerir.

È provável que o Marco esteja a sofrer as consequências do fenómeno "bullying" que está afecta imensas crianças mas que ainda é ignorado e negligenciado pelas autoridades escolares competentes.

Se calhar o Marco não será o único na escola a sofrer deste problema. Sugeria que contactasse a associação de pais da escola, caso não exista, pense seriamente em criar uma em conjunto com outros pais. Isto se não conseguir a tão desejada transferência.

Não gostaria de dramatizar, mas ser realista. Pelo seu relato (sinais e sintomas físicos e psicológicos) do Marco parece que a situação pode ser mais grave. Como sabe este sofrimento (pressão) pode influenciar o seu desenvolvimento do seu filho. Os miúdos (bullies/rufias) são em muitos casos "cruéis", manipuladores e também podem ser vítimas de algum tipo de “abuso” ex: humilhação, desrespeito, falta de limites e regras, ausência de monitorização dos seus comportamentos pelos pais e ou na escola.

Devem existir formas de você se "socorrer" nesta situação, exemplo: Ministério da Educação, Associações de Pais, psicólogos da própria escola, livros sobre o assunto, procure apoio em instituições que trabalhem neste tipo específico de problemas, etc.
Fernanda, sugeria que continuasse a sua debanda por soluções assim como perceber mais sobre o problema. Como já referi, provavelmente existem muitas crianças vítimas do bullying que permanecem em silêncio. No caso do Marco, você parece uma mãe atenta e zeladora. Expresse a sua compreensão, amor, apoio e segurança que só uma MÃE pode dar ao seu filho. Um dia esse amor pode "salvar-lhe" a vida.

Lembrei-me agora que se ele praticasse judo, visto ser um tipo de exercício físico, que promove a auto-defesa, a auto-estima, a disciplina, competências sociais o ajudasse no presente e no futuro a lidar com conflitos de uma forma saudável e construtiva.

Continue a procura de soluções.
Um Grande Bem Haja

Comentário: O fenómeno do bullying afecta muitas crianças principalmente nas escolas. Ainda parece ser negligenciado, conforme é perfeitamente ilustrado neste caso pela própria escola. Aparenta não existir medidas de prevenção (programas) que abordem e avaliem as dimensões deste problema. Não se vê, não se fala e não se sente – regra do silêncio. Este problema não é recente. Quando éramos crianças provavelmente alguns de nós fomos confrontados por colegas da escola que se divertiam a humilhar e agredir.

Recordo um caso de um jovem com 12 anos que frequentava a escola, que hoje em dia é adulto e pai de 2 filhotas.

Certo dia foi abordado por um colega mais velho da mesma escola (bullie/rufia) na casa de banho e este obrigou-o a fazer sexo, contra a sua vontade. Após o acto foi avisado para se manter em silêncio caso contrário, toda a escola teria conhecimento do sucedido sendo assim alvo de chacota e humilhação. A partir desse dia, aquela criança guardou para si próprio as memórias deste incidente. Como odiava ir para aquela escola, todos os dias dizia aos pais que não queria voltar. O pai não sendo informado do incidente não descortinando motivos razoáveis para tal atitude, levava o filho para a escola onde ele permaneceu por mais uns anos. De salientar que esta criança era confrontada diariamente com o seu agressor vivendo situações de pânico, angustia e desespero. Muitos anos mais tarde esta criança, hoje adulto, decidiu falar pela primeira vez deste incidente marcante e traumatizante. Memorias que ainda permanecem “vivas” na sua vida.

Este tipo de comportamento disfuncional que tem a designação de bullying deve ser identificado, avaliado e abordado desenvolvendo-se programas específicos que promovam mudança e medidas eficazes envolvendo as crianças, os pais e a escola.

Um grande aplauso a esta mãe corajosa e resiliente que apesar de estar a atravessar momentos difíceis é uma grande mãe, com todas as letras. Desejo que seja um exemplo de inspiração para muitas mães e pais. Os nossos filhos merecem.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Prevenir das Dependencias é:


Podemos encarar a prevenção das dependências como uma atitude a desenvolver no dia-a-dia. É um projecto a ter em conta ao longo da vida das crianças (e dos adultos) desde que nascem até á idade adulta.

Nós como adultos, também somos confrontados com desafios e crises, por ex. segundo os analistas peritos na matéria estamos a atravessar uma crise financeira e económica. Não se fala noutra coisa. Desde os noticiários televisivos ate aos jornais.

Nestas situações difíceis que os adultos atravessam como é que as crianças e os jovens encaram estes assuntos e quais seus efeitos negativos ?

Quero dizer com isto que a prevenção das dependências é um forma de vida. È importante adoptar esta atitude quer seja nos momentos de felicidade e segurança quer seja nos momentos de crise e de adversidade que todos (indivíduo, família e sociedade) atravessem.

Hoje Prevenir as Dependências é:


Agir, Aprender, Apoiar,

Cooperar, Compromisso, Confiar, Cometer erros e aprender com eles,

Definir limites saudáveis,

Entre-ajuda, Educar, Estar vigilante, Estar actualizado/a, Encorajar, Estar disponível,

Informar,

Lutar por uma causa,

Pedir ajuda, Partilhar,

Ser irreverente e inconformado, Ser determinado/a, Ser diferente,

Ser resiliente, Ser honesto/a com problemas, pensamentos e sentimentos, Ser flexível, Ser realista, Ser humilde, Ser um referencia (modelo), Ser tolerante e paciente, Ser solidário, Ser genuino e espontaneo, ser carismatico,

Trabalho e espirito de equipa, Ter valores morais e espirituais, Ter fé e esperança,


Ter planos e objectivos,

Viver um dia de cada vez...è Amar e Ser Amado.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Prevenção à Mesa em Familia


Sabia que:

Aquelas crianças que por norma fazem as refeições em família, em especial o jantar, apresentam menos riscos de consumir tabaco, bebidas alcoólicas e cannabis (haxixe )

Qual o problema de não estar presente nas refeições, especialmente o jantar, em família?
Segundo um inquérito de 2007 da CASA (Center on Addiction and Substance Abuse) que envolveu adolescentes e os seus familiares revelou que os jovens que estão menos de três vezes, por semana, presentes ao jantar em família comparando aqueles que estão cinco ou sete vezes por semana ao jantar em família apresentam um risco maior de consumir cannabis; de experimentar tabaco e bebidas alcoólicas.

Os pais devem permanecer mais vigilantes quando os seus filhos iniciam o terceiro ciclo.

Este estudo efectuado pela CASA revelou que os adolescentes correm um serio risco de abusarem de substancias lícitas e ilícitas quando iniciam o ensino no terceiro ciclo.

Revela-se extremamente importante para si, como pai e/ou mãe ou pessoa significativa acompanhar e estar envolvido/a durante este período. Nesse sentido, as refeições ao jantar são uma óptima oportunidade para tal.

Porque é que é tão importante o jantar em família?

Os estudos revelam de uma forma consistente que as crianças que frequentam as refeições, especialmente o jantar:

Estão menos vulneráveis ao risco de consumo de substancias do que aquelas crianças que não estão presentes ao jantar em família.

Ficam menos expostos ao risco de se relacionarem com amigos que usam drogas ilícitas e/ou drogas legais.
A probabilidade de tirarem boas notas na escola e maior assim como, não consumirem tabaco, bebidas alcoólicas e drogas


Fonte: Center on Addiction and Substance Abuse (CASA) Universidade de Columbia, EUA


Comentário: A duração da refeição ao jantar pode ser um espaço de interacção e partilha de ideias e valores entre todos. Pode observar e estar atento a eventuais mudanças de atitudes e comportamentos. Também pode proporcionar convites aos amigos e amigas dos seus filhos/as para jantar lá em casa.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Fim de Semana Radical

A Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica,em Lisboa através do Espaço Jovem, vai realizar um Fim de Semana Radical nos dias 11 e 12 de Outubro, destinado aos jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos.

Quem estiver interessado, pode dirigir-se à secretaria da Junta (Rua Raul Carapinha - perto da igreja das Furnas em São Domingos de Benfica), até ao dia 30/09/08 e inscrever-se.

O preço da inscrição é de 50,00 € e inclui:

Actividades (Fantasticable - maior slide do mundo; Paintball; circuito de obstáculos e bungee trampolins), transporte, alimentação, alojamento e seguros.

Qualquer dúvida contactar o numero 217248610 (extensão 700) ou através do e-mail jfsdbespacojovem@hotmail.com

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Estrategias mediocres de prevenção



Na realidade, as estratégias de prevenção que visem somente fomentar o medo e assustar os jovens não funcionam.

Alguns pioneiros em prevenção têm aprendido ao longo do tempo a identificar quais as estratégias e programas que não funcionam e assumem a responsabilidade de não voltar a repeti-las. Estratégias mediocres incluem abordagens que evolvam o medo, apelos moralistas e abordagens centradas na informação sobre os perigos do consumo de drogas, programas que visem o desenvolvimento da auto-estima e equilíbrio emocional, fóruns, eventos e testemunhos.

Os jovens desvalorizam toda e qualquer informação, bem como o seu apresentador, que procure amplificar os perigos dos consumos de drogas, a informação falsa e/ou informação exagerada (J. Beck, 1998). Golub e Jonhson (2001) reforçam que mensagens exageradas falham o seu objectivo sobre a informação realista, tem o efeito contrario quando os jovens têm acesso a informação e à experiência contraria aquela que lhes é apresentada.

O director do Centro de Estudos para a Prevenção da Violência da Universidade de Colorado, EUA, Del Elliot afirma que “ Muitas das estratégias quando focadas na punição imediata das ocorrências, após os actos/acontecimentos, interferem negativamente nos resultados pretendidos omitindo assim as verdadeiras causas do problema. O violência intensifica-se porque os verdadeiros problemas não são abordados.”

Nacy Tobler (1992) e Linda Dusenbury (1995) resumem alguns factores essenciais numa estratégia de prevenção: foco em alternativas saudáveis, envolvimento dos pares, abordagens interactivas que incluam a pratica de competências e educação de regras de comportamento que promovam e esclareçam a diferença entre a verdade, ex. dados estatísticos, e os mitos.
Um ambiente escolar saudável e equilibrado é atingido através de uma combinação de políticas e procedimentos claros e realistas, de formação continua e apoio direccionado ao pessoal docente e não docente, alunos, familiares e colaboradores dentro da comunidade escolar.
Alguns peritos envolvidos em prevenção partilham da ideia que as energias aplicadas na educação são mais bem aproveitadas através da utilização de “ferramentas” científicas direccionadas na prevenção do que tentar interromper comportamentos perigosos, sem resultados práticos, através da manipulação e/ou punição e condenação.

Ao longo da minha experiência profissional em trabalhar com jovens que apresentam comportamentos violentos obtêm-se melhores resultados se trabalharmos em conjunto, facilitando parcerias, criando sinergias e a comunicação sendo genuínos, tolerantes, honestos e firmes.

Muitas vezes a resistência observada nos jovens começa em nós profissionais, quando colocamos “rótulos”, por vezes inconscientes e só identificados em supervisão, de “jovens difíceis”... “jovens agressivos”... “jovens defensivos”.

Referências: The Colorado Department of Education: Improving Academic Achievement - Safe and Drug-Free Schools and Communities

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sobre o Dinheiro



Actualmente as crianças e os jovens têm mais dinheiro para gastar que antigamente.

Todavia será que se apercebem da “crise” que o país atravessa? Da importância de poupar, em vez de gastar? Dos níveis elevados de desemprego? Quais os valores morais que se associam ao dinheiro?

Muitos peritos em prevenção sugerem que os pais ensinem aos seus filhos a importância da responsabilidade financeira. Estas lições podem promover atitudes, hábitos positivos e permanecer ao longo da vida. Os jovens aprendem acerca do dinheiro através das experiências do dia-a-dia, tais como, as idas ao supermercado e observam a forma como os seus pais liquidam as contas e obtêm dinheiro das caixas de multibanco.

Valores familiares e o dinheiro
Comunicar e discutir em família sobre o dinheiro ajuda os jovens sobre poupança e como gastar de uma forma equilibrada e responsável. Isto não significa preocupar as crianças acerca das despesas excessivas e fazer com que eles se sintam culpadas por serem as responsáveis pelo problema financeiro da família. Ou discussões verbais na relação famíliar sobre o dinheiro como sendo o problema central e gerador de conflitos (ex. troca de acusações entre os pais por se gastar demasiado). Significa explicar o básico, por ex. existe uma certa quantidade de dinheiro que entra para o orçamento familiar e outra que sai em despesas de comida, roupas e outros consumos. O valor total das despesas é retirado ao dinheiro que entra.

Estas orientações permitem criar condições onde se fala sobre o dinheiro em casa:
Falar sobre dinheiro - Falar frequentemente com as crianças de uma maneira especifica, acerca das formas como o dinheiro é ganho e como é gasto. Explicar quais as decisões necessárias para se fazerem certas escolhas, ex. “Como precisamos de electricidade é necessário pagar a factura no fim do mês.” ou “Vamos comprar estas laranjas porque estão mais baratas.”

Ser modelo/referencia – As crianças desenvolvem as suas atitudes e comportamentos pelo que observam; não por aquilo que ouvem dizer. Uma lição sobre o dinheiro pode envolver algumas actividades familiares, por ex. “ Vamos alugar um vídeo, em vez de irmos ao cinema porque é mais barato. Assim, poupamos dinheiro para as nossas ferias.

Definir limites – Mesmo que seja possível comprar tudo aquilo que o seu filho/a deseje poderá considerar sensato definir alguns limites nas despesas. Aprenda a dizer NÂO aos seus filhos/as e manter-se firme. Ensine como apreciar certas coisas que não podem ser compradas tais como, trabalhar no “duro”, enfrentar desafios e obstáculos, frustrações e atingir objectivos.

A liberdade de tomar decisões – Conforme a criança vai crescendo e aprendendo permita que ela tome decisões sobre as suas finanças pessoais. Acompanhe e supervisione sobre aquilo que está a correr bem e aquilo que pode ser melhorado. Ajude o seu filho/a a aprender através dos seus próprios erros financeiros.

Ensine a o valor da partilha – Encoraje o seu filho/a a fazer doações de uma parte das suas poupanças. Partilhar com os outros ajuda-o/a a desenvolver o seu próprio sentido de dar, sem esperar nada em troca. Ensine-a a contribuir/ajudar os outros sem ser através de dinheiro, por ex.; tempo livre, energia e competências.

Poupança – Um mealheiro pessoal é uma forma adequada de se valorizar o dinheiro e as poupanças. Quanto mais cedo a criança aprender a poupar, mais cedo ela desenvolverá um sentido responsável pelo valor do dinheiro. Pode poupar para comprar o seu brinquedo favorito ou para atingir um objectivo distante no seu futuro, tais como, a escola ou carro.

“O mealheiro familiar” é uma forma positiva de ensinar sobre a importância do dinheiro e adquirir valores morais em prol da união familiar. Podem poupar para aquele aniversario em especial, ferias em conjunto, etc. Conforme a criança vai crescendo e as suas atitudes em relação ao dinheiro se vão alterando podem proporcionar reuniões familiares onde se discutem preocupações e objectivos subordinadas ao tema em questão.

“No poupar é que esta o ganho”

terça-feira, 29 de julho de 2008

Livre de Fumos




Em 2008 o tema da Campanha “JUVENTUDE LIVRE DO TABACO” expressa a preocupação crescente da Organização Mundial de Saude (OMS) em estabelecer estratégias de combate às campanhas publicitarias “agressivas” da indústria tabaqueira ao eleger subtilmente o público jovem como “alvo” dos seus produtos de forma a manter os seus lucros, uma vez que o público adulto além de já estar conquistado, está dependente e mais próximo contrair doenças associadas ao consumo de tabaco.

Uma parte dos jovens iniciam o consumo do tabaco em tenra idade.
È do conhecimento de todos que o tabagismo constitui um dos maiores factores de risco de morte evitável, gerando várias enfermidades. Estas conclusões, por si só são suficientes e preocupantes podendo conduzir a medidas preventivas quer sejam implementadas no presente e/ou no futuro promotoras de qualidade de vida dos jovens.

O fumo é responsável por:
30% das mortes por cancro;
90% das mortes por cancro no pulmão;
97% do cancro da laringe;
25% das mortes por doença do coração;
85% das mortes por bronquite e enfisema;
25% das mortes por derrame cerebral e por
50% dos casos de cancro de pele.

De salientar que a grande maioria destes casos (doenças/morte) acontecem na população adulta. Por isso, é necessário “recrutar/aliciar” novos consumidores, de preferencia jovens que até atingirem a idade adulta vão contribuir significativamente para os lucros do industria tabaqueira, e alguns mais tarde iram fazer parte da lista "negra" das estatisitcas de doenças e mortes associados ao tabaco.

Durante a gravidez

O tabagismo pode atrasar a concepção, e durante a gravidez pode afectar de modo negativo o feto. Os recém-nascidos das mães fumadoras pesam menos que os das não fumadoras. O tabagismo materno durante a gravidez pode afectar a médio prazo o desenvolvimento físico e intelectual da criança.

Na minha experiência profissional constato que a grande maioria , diria 98% dos dependentes de drogas e/ou álcool e jogo compulsivo, que acompanhei e continuo a acompanhar, são fumadores que iniciaram os seus consumos durante a fase da pre-adolescencia.

Será que o consumo do tabaco pode “abrir um caminho”, a nível neurológico, para outras substancias adictivas (ex. cannabis, heroina, cocaína, álcool) e geradoras de dependência? Na minha opinião, a resposta a esta questão é sim.
Ensina ao teu filho/a outros hábitos e comportamentos mais saudáveis (ex. actividades físicas, leituras, passeios, contacto coma natureza, etc). E muito importante; sê um modelo - - não fumes.

terça-feira, 15 de julho de 2008

As Crianças e a Honestidade




Se os adultos conseguirem motivar as crianças dizerem a verdade será muito provável não recorrerem à mentira. Nas idades compreendidas entre os 4 e os 5 anos elas conseguem entender a diferença entre a verdade e a mentira. Algumas vezes procuram agradar aos adultos, passando por períodos difíceis quando necessitam de admitir os seus erros ou acidentes.


Algumas sugestões para se praticar a honestidade:

Não colocar "rótulos" nas crianças - Quando as crianças mentem não lhes chamem mentirosas. Explicar que não se gosta de mentiras; mas que se continua a adorar o seu filho/a. Permite-lhes a possibilidade de elas escolherem contar a verdade e explicar a razão pela qual elas mentem.

Se souberes a resposta, não faças perguntas – Se tiveres a certeza de que o teu filho/a partiu a lâmpada do candeeiro, não faças perguntas desnecessárias, podendo assim facilitar o recurso à mentira. Faz afirmações: “ Vi que partiste a lâmpada do candeeiro, que podes fazer diferente de forma a resolver a situação no futuro?”

Descobre a razão pela qual as crianças mentem – Quando o adulto procura entender as razões e os motivos pela qual a criança mente fica assim habilitado a identificar as inseguranças e as suas necessidades dos seus filhos/as. Por vezes, as crianças mentem por sentirem medo das consequências dos seus actos, ou porque desejam algo e pensam que seja apropriado obter aquilo que querem, nesse momento, em vez de ser mais tarde.

Valoriza e enalteçe a honestidade – Permite que o teu filho/a saiba que valorizas e aprecias a honestidade para contigo próprio e para com as outras pessoas.

Pratica a tolerância – Ao realmente constatar que o filho/a está a mentir fica atento aos teus sentimentos, principalmente à raiva (ex. comportamentos e atitudes desproporcionadas e punitivas). Pode tornar a criança mais ansiosa quanto a resolver algo desconfortável na próxima situação, recorrendo mais uma vez à mentira, evitando assim passar por uma experiência negativa, porque esteve exposta à tua raiva desproporcionada. A mentira é uma ofensa grave e seria, mas agir, racionalmente, pode permitir à criança aprender a fazer a coisa certa para a próxima vez.

Sê um exemplo e um modelo de referencia para a criança – ensina a honestidade; sendo honesto. Se a criança observar que o pai/mãe dá um desculpa desonesta a alguém ao telefone ou que fica com o troco, extra de 10 €, que o empregado do supermercado se enganou, então o filho/a aprende que nem sempre é necessário ser honesto.

Numa escala de 0 a 10 onde situas o nível de honestidade no relacionamento com:

1. Filho/a
2. Marido/mulher
3. Pais
4. Amigos/as

Se tiveres duvidas podes pedir feedback e ouvir (com os ouvidos) aquilo que os outros pensam sobre a tua honestidade. Arrisca

Sabemos, como adultos, o quão necessário e salutar a pratica da honestidade nos nossos relacionamentos. Primeiro passa por identificar os nossos sentimentos, crenças, motivações e sonhos. Ser honesto acima de tudo connosco próprios.
Por vezes, existem pessoas que não conhecem ou valorizam a honestidade nas suas relações. Ficando assim inibidas de valorizarem princípios e valores morais que promovem o altruísmo, a solidariedade, a auto estima, a resiliência, a honestidade, a espontaneidade e a integridade.
As nossas crianças necessitam destes valores de forma a que as suas vidas adquirem sentido, conteúdo e propósito, como de oxigénio necessário para respirar-mos.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Quando o Nós é Maior Do Que o Eu e Tu

Partilhar significa abrir os nossos horizontes e expandirmos as nossas experiencias uns com os outros.
Juntos, com objectivos em comum, fazemos a grande diferença.

http://www.iyouwesharetheworld.eu/

terça-feira, 24 de junho de 2008

Violência Aumenta entre Alunos nas Escolas


Relatórios da UNESCO indicam que entre 25 a 50% dos alunos a nível mundial é vitima de bullying

Um estudo das universidades do Minho , Porto e Técnica de Lisboa mostra que um em cada cinco alunos entre os 10 e os 12 anos é vitima de bullying na escola. Nesta relação entre colegas, um em cada oito assume-se como agressor.
Os rapazes parecem ser os mais afectados pelo problema, mas os investigadores não notaram grande diferença entre as escolas citadinas ou as rurais. Mas os dados do relatório da UNESCO sobre o bem-estar juvenil e juvenil nas economias mais avançadas do mundo são ainda mais preocupantes. Portugal pertence ao grupo de países onde mais de 40% das crianças inquiridas afirmam terem sido vitimas de violência física, verbal psicológica por parte dos colegas. Para combater este fenómeno a Associação Nacional dos Professores criou uma linha telefónica de apoio a crianças e jovens vitimas de bullying, já foram registados 19 chamadas.
Diario de Noticias

Comentário: Na minha perspectiva este fenómeno e as suas consequências ainda estão “encoberto” - negação e não é devidamente valorizado pelas pessoas e instituições responsáveis. Acredito que os pais, os filhos e as escolas podem desenvolver um esforço extra e conjunto de forma identificar e adoptarem medidas construtivas e preventivas no bullying.
Na perspectiva da vitima de bullying é altamente improvável apresentar queixa do seu agressor, sendo este ultimo, por vezes mais popular e “respeitado” entre os pares. Com a probabilidade desta vitima se tornar um dia também uma agressora. O ciclo do bullying alimenta-se numa espiral de violência.
Ao pais podem identificar comportamentos de risco nos seus filhos, eventuais agressores e/ou vitimas, em casa.
Devem existir programas nas escolas que promovam limites saudáveis quanto a vários tipos de comportamentos problemáticos, ex. agressão física, verbal e psicológica.

Núcleo de alunos e famílias – linha Bullying


http://www.anprofessores.pt/portal/PT/580/default.aspx

terça-feira, 17 de junho de 2008

Coragem - Motivação Para a Mudança


Agir nos sentimentos

Todos nós sabemos o quão árduo é admitir e reconhecer perante nós mesmos e depois perante os outros quando fazemos coisas que mais tarde nos arrependemos, em algumas situações profundamente. Fazemos coisas por impulso e depois prometemos nunca mais voltar a fazer a mesma coisa. Fazemos juras e/ou rezas. Ficamos furiosos e ressentidos com tudo e com todos. Sentimos vergonha e culpa.
Somos guiados por um mecanismo (instinto) que despoleta a nossa necessidade de gratificação (recompensa), por vezes imediata e/ou de defesa / segurança apesar das consequências negativas.

As vezes, é preciso cometer o mesmo erro, vezes sem conta, até começar-mos a compreender (introspecção) que algo não está bem, connosco próprios. Como seres humanos somos seres de hábitos e rotinas; funcionamos num contexto e padrões de comportamento que nos é familiar e seguro.

A mudança não acontece na nossa vida até que façamos qualquer coisa que desencadeia o processo de mudança (metamorfose). Se não fizermos algo; nada muda. Permanecemos nos mesmos “ velhos padrões e contexto familiar” apesar das consequências negativas.

Coragem é uma processo de enfrentar a ambivalência, o medo do desconhecido e a negação característico das adicções.

Coragem é:

Seguir a tua consciência em vez de dar ouvidos á intriguice, à critica "barata". È não agir nos sentimentos desconfortaveis (ex. raiva, vergonha, rejeição e inadequação, etc) e no prazer imediato.

Recusar participar em comportamentos que gerem sofrimento e que possam magoar os outros.

Sacrificar o beneficio pessoal e proporcionar bem-estar aos outros.

Assumir a inteira responsabilidade pelas tuas acções...e pelos teus erros.

Seguir as regras e insistir que os outros façam o mesmo.

Desafiar o status quo (rigidez, controle, perfeccionismo) em função de novas e diferentes soluções (entregar, adiar a gratificação, confiar, delegar).

Fazer aquilo que está certo (confiar no gut-level /intuição), apesar potenciais consequências e riscos.

Afirmar naquilo que acreditas; mesmo que os outros não concordem (ser assertivo).

terça-feira, 3 de junho de 2008

A Criança no Mundo dos Adultos


Seis Falsos Mitos sobre o Trabalho Infantil


- As crianças têm que trabalhar porque são pobres…
Este é o maior mito sobre o trabalho de crianças. Em todo mundo, de acordo com dados recolhidos pela 'Marcha Global Contra o Trabalho Infantil', a maioria das pessoas pensa que só o fim da pobreza poderá trazer, também, o fim do trabalho de crianças. Enquanto que as crianças continuarem analfabetas, sem conhecer os seus direitos e deveres e sem terem a noção de que podem ter uma vida diferente e melhor que a dos pais, o ciclo da pobreza não terminará. Segundo números da UNICEF, o exemplo de que a pobreza não justifica o trabalho infantil está na comparação entre dois países: o Quénia e a Zâmbia. São países com níveis muito similares de pobreza mas com números bem diferentes o que diz respeito ao trabalho de menores. No Quénia, 39% das crianças trabalham e na Zâmbia apenas 15 %. Se este mito fosse verdadeiro, o Quénia deveria ter um rendimento 'per capita' muito superior ao da Zâmbia. E não tem.


- O contributo das crianças é fundamental para o rendimento das famílias…
Sim, é verdade que muitas famílias vivem na pobreza e todo o dinheiro que conseguirem alcançar é fundamental. Mas, o Banco Mundial não tem dúvidas em assegurar que milhões de adultos não trabalham porque as tarefas são desempenhadas por crianças a um custo infinitamente mais baixo do que se realizadas por um adulto. O exemplo vem da Índia. Num questionário feito aos donos das empresas e oficinas que tinham um elevado número de crianças a trabalhar, 80 % dos 'empregadores' referiu que apenas emprega crianças porque é mais barato. Assim, no mundo, há cerca de 180 milhões de adultos desempregados e mais de 240 milhões de crianças a trabalhar. Como as famílias não estão mais ricas, apesar do trabalho das crianças, a conclusão que podemos tirar é que as tarefas que as crianças desempenham deveriam ser realizadas por adultos, com um trabalho digno e salários justos.


- Em algumas áreas, as crianças trabalham melhor que os adultos…
Sobretudo em áreas como os sectores têxtil e fiação criou-se o mito que como as crianças têm as mãos mais pequenas, conseguem trabalhar melhor que os adultos. É preciso acabar urgentemente com este argumento de que as crianças têm 'atributos especiais' para o trabalho. Os adultos têm capacidade física para trabalhar mais e melhor que as crianças.


- O trabalho das crianças é necessário para que os países pobres se desenvolvam…
Não há qualquer estudo económico do Banco Mundial que confirme esta teoria. Historicamente, o motor de desenvolvimento dos países é a educação e não o trabalho de meninas e meninos que têm idade para estar na escola. São as leis que implicam uma escolaridade obrigatória e a construção de mais escolas que fazem crescer, a longo prazo, a economia dos países.


- O trabalho infantil faz parte da educação das crianças…
Milhões de vítimas do trabalho infantil passaram os dias e as noites da sua infância em actividades físicas e mentalmente esgotantes. A Escola ensina mais do que a ler e a escrever. A Escola ensina a viver em sociedade e a conhecer o mundo. A educação 'transforma' uma criança num adulto responsável. Um estudo recente, mostra que os adultos que trabalharam enquanto crianças, produzem menos que os colegas que começaram a trabalhar na idade adequada. A UNICEF recomenda: 'Os adultos têm que perceber que o trabalho infantil não faz parte nem da educação nem do crescimento de uma criança'.


6º As crianças têm o direito de trabalhar se o quiserem fazer…
Nos últimos anos, um pouco por todo o mundo, algumas instituições têm vindo a defender esta causa. Todas as convenções internacionais defendem o direito à infância. Defendem e lutam pelo direito à educação e não pelo direito ao trabalho. Os direitos das crianças não são negociáveis nem dependentes de etnia, sexo ou religião. E todas as crianças têm direito à infância.

A Comissão Executiva da CNASTI
Confederação Nacional de Acção Sobre o Trabalho Infantil

http://www.cnasti.pt/cnasti/

terça-feira, 27 de maio de 2008

Segurança na Net

Durante a minha estadia nos EUA ouvi um especialista sobre segurança a afirmar que é tão perigoso permitir que uma criança navegue na net sem supervisão dos pais como deixar que ela (criança) ande sozinha na rua.
Sem alarmismos, mas com sabedoria nunca é demais supervisionar, educar, ensinar, orientar e encaminhar as crianças no mundo dos adultos.

http://www.miudossegurosna.net/

o assunto é diferente...mas tem tudo a ver com filhos (preciosos) e pais (exemplos). Vai dar tudo ao mesmo. Visitem

http://www.bipp.pt/

terça-feira, 20 de maio de 2008

Jovens Recorrem ao Consumo de Drogas e Alcool de forma a Praticarem Sexo

Adolescentes e jovens adultos europeus consomem bebidas alcoólicas e drogas numa estratégia deliberada para praticarem sexo. Estudos publicados pelo BioMed Central através do boletim BMC Public Health revelam que um terço dos jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 35 anos e um quarto das raparigas que participaram neste estudo consomem bebidas alcoólicas de forma aumentarem as possibilidades de praticarem sexo, enquanto o consumo de cocaína, ecstasy e cannabis é utilizado para prolongar a duração da relação sexual.

O estudo foi conduzido por investigadores com conhecimentos na área da saúde publica e das ciências sociais por toda a Europa. Mais de 1.300 pessoas com idades entre os 16 e os 35 anos sociavelmente activos na “vida nocturna” completaram questionários confidenciais.

Possivelmente, a maioria dos participantes neste inquérito iniciaram os consumos de bebidas alcoólicas – “primeiros “copos” entre os 14 e os 15 anos. Três quartos tentaram ou consumiram cannabis, enquanto 30 porcento consumiram uma vez, pelo menos, ecstasy ou cocaína.

De uma forma geral, o consumo de bebidas alcoólicas “apadrinha” a relação sexual, enquanto a cocaína e o cannabis são utilizados para excitar e produzir sensações relacionadas com o sexo. Apesar destas sensações desinibidoras em termos da relação sexual, todavia provocadas pelo consumo de bebidas alcoólicas e de outras drogas, adoptam-se comportamentos de risco acompanhados com sentimento de remorso após o acto sexual sob a influencia de drogas. Aqueles jovens que tenham estado sob a influencia do álcool (alcoolizados) durante 4 semanas é provável terem tido experiências sexuais com 5 ou mais parceiros sem a utilização de preservativo, acompanhado de sentimentos de remorso e/ou arrependimento após as suas experiências sexuais depois de consumirem álcool e ou outras drogas nos últimos 12 meses. O cannabis, a cocaína e o ecstasy estão interligados em semelhantes consequências.

“As tendências registadas nas ultimas décadas revelam que faz parte da rotinas normais da actividade nocturna, entre os jovens na Europa, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas onde predomina os “consumos excessivos; os jovens perdem a capacidade de parar de beber e/ou impor limites nas quantidades ingeridas (binge drinking) quem o afirma é o autor do estudo Mark Bells, da Universidade de Liverpool - John Moores. Milhões de jovens europeus consomem drogas e bebidas alcoólicas de forma que condicionam e alteram padrões de comportamento nas suas escolhas aumentando assim os riscos de praticarem sexo sem preservativo bem como depois se arrependerem de terem tido certas experiências relacionadas com o sexo. Apesar das consequências negativas, descobrimos que alguns jovens consomem, de forma deliberada, certas substancias de forma a atingir certos efeitos/sensações relacionados com o sexo.”

A probabilidade de jovens cujas com idades abaixo dos 16 anos de praticarem sexo é maior se consumirem bebidas alcoólicas, cannabis, cocaína ou ecstasy. Em particular, as raparigas com idades até aos 16 tornam-se mais vulneráveis de praticarem sexo se consumirem álcool ou cannabis.A actividade sexual acompanhada com o consumo de substancias não é algo que acontece espontaneamente, na maioria dos casos, acontece associado à motivação para o sexo.” afirma o co-autor psiquiatra consultor Amador Calafat. Intervenções direccionadas para a actividade sexual são desenvolvidas, conduzidas e implementadas independentemente das direccionadas para o consumo de substancias e vice versa. De qualquer forma, os jovens encaram o álcool, as drogas e o sexo como parte da mesma actividade social e abordar estas questões exige um esforço e uma abordagem conjunta.”

Artigo adaptado do Medical News Today

segunda-feira, 5 de maio de 2008

As crianças são demasiado preciosas para serem negligenciadas


"As crianças não sabem o quanto são amadas até lhes ser transmitido por gestos e acções” Jerry Moe - National Director of Children’s Programs at the Betty Ford Center

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Não ao abuso das crianças


Vamos denunciar, repudiar, criticar todas e qualquer forma de abuso a crianças (fisico, emocional e sexual).

As crianças estão vulneraveis a qualquer adulto cuja intenção seja abusar delas. Um abusador pode ser o vizinho/a, o pai/mãe, um professor/a, mentor/a, o amigo/a, o familiar...poder ser qualquer um. Por vezes, o/a abusador/a surge de onde menos se espera. Não tem um rosto...

È importante proteger as crianças porque elas não possuem recursos para o fazer de uma forma rapida, eficaz e segura.


terça-feira, 15 de abril de 2008

"Uma imagem vale mais que 1000 palavras"

video

http://www.becausemovie.com/

Reflitam sobre o poder da inspiração...nós, adultos somos os modelos/exemplos das nossas crianças.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Prevenção Primaria da Toxicodependencia e dos Comportamentos de Risco

De algum tempo a esta data, o trabalho com Crianças e Jovens nesta área específica sempre me fascinou! Cada vez mais acredito que aquilo que semeamos hoje, colheremos amanhã… O adulto de hoje não é mais do que o reflexo dos seus educadores enquanto criança e jovem!

Licenciei-me em Psicologia e em 2004, fui convidado para coordenar a equipa técnica de um Projecto numa Junta de Freguesia, Projecto este que se insere no Programa Municipal de Prevenção das Toxicodependências na Cidade de Lisboa (Programa Intervir). Actualmente coordeno dois Projectos, em duas Juntas de Freguesia da Cidade de Lisboa, neste âmbito. As acções/actividades que até hoje desenvolvi, com mais de 500 Crianças e Jovens da Cidade de Lisboa, deram-se em meio escolar e em meio comunitário.

Já li muita bibliografia sobre a prevenção, fui a muitos congressos neste âmbito, e frequentei formações e cursos acerca desta temática, mas devo vos dizer que, sei muito pouco acerca da mesma. Mais de 90% do que sei e aprendi sobre a Prevenção Primária da Toxicodependência e dos Comportamentos de Risco, foi-me facultado pelas minhas vivências com estas Crianças e Jovens com quem tenho trabalhado ao longo deste período.

A velha máxima de que cada caso é um caso, aplicou-se sempre ao longo da minha experiência nesta área. A actividade ou acção que resultou com a criança/jovem ou população específica, não resultou com outra criança/jovem ou população específica, e vice-versa.

A Prevenção Primária da Toxicodependência e dos Comportamentos de Risco é uma aprendizagem diária, que tem que se adaptar ao meio envolvente, à evolução da sociedade e à especificidade do caso, para tal, a criatividade dos Técnicos e a sua capacidade para lidar com a frustração e a impotência, são factores preponderantes para conseguir obter um resultado positivo entre muitos negativos. Como já foi referido, os livros não nos fornecem fórmulas para obter resultados 100% eficazes na Prevenção. É sabido que a crescente complexificação das sociedades actuais e as sucessivas transformações do tecido social obrigam-nos a redefinir conceitos e a ponderar, de uma forma crítica, os modelos de intervenção preventiva assentes em pressupostos tradicionais.

Será possível fazer Prevenção quando os educadores contrariam em casa e na escola tudo aquilo que nós, Técnicos, transmitimos a estas Crianças e Jovens como sendo modelos adequados de uma vida saudável? Como funcionará a cabeça de uma Criança ou de um Jovem quando lhe são transmitidas normas, regras e valores correctos e chegando a casa depara-se com normas, regras e valores opostos aos transmitidos? Ficaram estas crianças ou jovens cientes do que está correcto e do que está errado? Valerá a pena, para os Técnicos, dedicarem-se de alma e coração à Prevenção?

Quase todas estas Crianças e Jovens, muitas vezes, precisam apenas de um pequeno gesto por parte de alguém que se preocupe com elas… Alguém que lhes diga que o que estão a fazer não é correcto, mas que também lhes diga sempre que estão a fazer bem, quando o estão! Por vezes, 5 minutos de colo, um beijo ou um abraço tornam-se mais preventivos do que inúmeras actividades de Prevenção. Infelizmente, e citando o Pedopsiquiatra Pedro Strecht, “no mundo existem muitos pais com filhos mas, existem muito poucos filhos com pais”. É tudo isto que me move todos os dias para tentar ajudar, de alguma forma, estas Crianças e Jovens com quem tenho o privilégio de trabalhar, de aprender e de ser feliz com eles!

Dr. Pedro Reis


Comentario: Aproveito para agradecer do fundo do coração e desejar um grande BEM HAJA ao Dr Pedro Reis por colaborar connosco.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Os Direitos da Criança


Os Direitos da Criança
1. Direito á igualdade, sem distinção de raça, credo ou nacionalidade.


2. Direito a uma protecção especial para o seu desenvolvimento físico, mental e social.


3. Direito a um nome e uma nacionalidade.


4. Direito à alimentação adequada e atenção médica para a Criança e a Mãe.


5. Direito a uma educação e cuidados especiais para a Criança física e mentalmente diminuída.


6. Direito à compreensão e amor por parte dos Pais e da Sociedade.


7. Direito a receber educação gratuita e a brincar.


8. Direito a ser a primeiro a receber ajuda em caso de desastre.


9. Direito a ser protegida contra o abandono e trabalho infantil.


10. Direito a desenvolver-se num espirito de solidariedade, compreensão e amizade e justiça entre os Povos.

(texto livre adaptado da Declaração dos Direitos da Criança)

Comentário: Nós, adultos, já fomos crianças. Sabemos o que é ser totalmente dependente de carinho, de segurança e de conforto, de afecto e nutrição, de educação e de amor dos nossos Modelos/Exemplos (pais e/ou pessoas significativas). Atravessamos todos a “estrada da vida” através de um processo de crescimento (exploração, auto-realização, espiritualidade, criatividade e conhecimento) e de aprendizagem (competências – ex. “ferramentas” emocionais, talentos, habilidades bem como defeitos de caracter).


Seremos adultos com sucesso se protegermos as crianças. Em cada adulto, existe uma “criança interior” que também precisa de segurança, carinho, de pertencer, de afecto e amor.


Proporcionar, às crianças as “ferramentas do sucesso”, como diz uma amiga, “não é dar-lhes o peixe, mas proporcionar-lhes a cana e ensiná-los a pescar.”


Na minha opinião, o mundo é um lugar feito à medida dos adultos, em que as crianças precisam de se adaptar, (em alguns casos, sobreviver) necessitando de crescer muito rápido, num lugar onde não é possível, infelismente - brincar e sonhar. Mais tarde, estas crianças iram tornar-se em adultos e pais.


Como seria, se uma parte do mundo fosse concebido à medida das crianças onde elas pudessem “governar”?


Seria um mundo melhor para todos? Existiriam menos desigualdades? Mais tolerância? Mais alegria? Menos doenças?

terça-feira, 25 de março de 2008

Dicas Saudaveis - Dra Madalena Munoz


Dicas Saudáveis,


Espero que tenha tido uma Páscoa calorosa e feliz! A minha foi especialmente animada e rica em calor humano de tanta família, tanto que, só depois quando cheguei a casa (com fome) pensei que devia ter comido mais de certas iguarias que estavam na mesa... grrrr! Nunca lhe aconteceu? :-)

Hoje ía falar-lhe de alfaces mas recebi este anexo que acho que vale a pena partilhar aqui nas Dicas Saudáveis.
Relembra a importância do nosso ambiente, de estarmos alertas às mais pequenas, e aparentemente inofensivas, alterações dos hábitos, rotinas e estilos de vida... Estamos a viver num ambiente obesogénico, atenção! "Grão a grão enche a galinha o papo"! Assim, encorajo-a/o de não quebrar a sua rotina saudável ou recomeçar, pé ante pé, a sua rotina de exercício físico.
Menos tempo a ver televisão ou outros comportamentos muito sedentários, melhorarão em muito a sua saúde física e mental (e a dos seus filhos!), e ajudarão a gerir o seu peso. Claro, não se esqueça de comer hortícolas diariamente (misturas de alfaces e não só)

Votos dum bom ambiente e boa saúde sem televisão!

Madalena Muñoz
Nutricionista
Site: http://www.madalenamunoz.com/Blog: http://consultoriodenutricao.blogs.sapo.pt/Mulher Sapo: http://mulher.sapo.pt/ Consultório: Rua Rodrigues de Freitas, n 3, 2º Esq., OeirasTelemóvel: +351 93 828 73 98Telefone e fax: +351 21 441 2913Consultas: http://www.madalenamunoz.com/layout.php?op=sop03

Clínica Internacional de Saúde:Rua João Infante, Lote, 1, r/c A.Alto das Flores/Bairro do Rosário, CascaisTelefone: 21 486 5946/7Terças feiras por marcação directamente com a Clínica

Clínica Médica Internacional de Lisboa (CMIL):Av. António Augusto Aguiar, 40, r/c Esq. LisboaTelefone: 21 351 3310Sextas feiras por marcação directamente com a Clínica
Comentario: Um grande bem haja à dra Madalena Munoz por colaborar connosco neste blogue.

sábado, 15 de março de 2008

Condução Sob o Efeito do Alcool Faz Mais Vitimas


Condutor entregou-se à PSP com taxa de alcoolemia de 0,92

Taxista atropela quatro crianças no Porto e foge sem prestar auxílio às vítimas

15.03.2008 - 19h19 Lusa
Quatro crianças foram atropeladas esta tarde numa passadeira da Praça das Flores, freguesia do Bonfim, no Porto, por um taxista que fugiu do local. O condutor acabou por se entregar numa esquadra da PSP, apresentando uma taxa de alcoolemia de 0,92.Às 15h50, uma menina de sete, outra de oito e duas de 12 anos foram atropeladas por um taxista de 44 anos quando atravessavam a passadeira. As quatro crianças foram transferidas para o Hospital de São José, onde se encontram três com ferimentos leves e uma das mais velhas com ferimentos graves. "A rapariga de 12 anos deverá ficar internada no hospital", disse à Lusa o oficial de dia da PSP do Porto. Mais de uma hora após o acidente, o taxista apresentou-se na esquadra e foi constituído arguido por atropelamento com fuga e omissão de auxílio, revelou a PSP. Além destes crimes, o condutor apresentava ainda uma taxa de alcoolemia de 0,92, quando o máximo permitido é 0,5 gramas por litro de sangue. "Presumivelmente, se ficasse no local teria uma taxa muito superior", admitiu o oficial de dia.


Comentario: Uma vez sofri um acidente ligeiro causado por um condutor de uma viatura que embateu contra o meu carro que estava sob o efeito do alcool. Não hesitei, chamei as autoridades e denunciei aquela pessoa. Após ter chamado os policias senti um enorme sentimento de culpa por estar a denunciar alguem que aparentava estar naquele momento, aos meus olhos de denunciante, fragil e doente, debilitado e "perdido".

Passados, 17 anos deste incidente, se voltasse a acontecer-me uma situação identica faria a mesma coisa - chamaria as autoridades. No meu caso foi "chapa batida", acabei por ser eu proprio a arcar com os prejuizos, mas ainda penso no seguinte: Se nao tivesse denunciado o tipo alcoolizado, ele teria continuado a conduzir o seu carro, e o que poderia acontecer 100 metros à frente, por ex. numa passadeira?!

quarta-feira, 12 de março de 2008

Efeitos do Alcool na Condução



È do conhecimento geral os efeitos de bebidas alcoólicas provocados nos indivíduos na condução de veículos.
Estas imagens (video) ilustram perfeitamente, através deste equipamento, utilizado pelas autoridades norte-americanas (óculos especiais – fatalvision goggles) a forma como os indivíduos ficam afectados sob o efeito do álcool.
A ingestão de álcool não moderada, para além das graves consequências que acarreta para a saúde, abrange também inúmeros problemas financeiros, familiares e sociais e o seu consumo, mesmo que não excessivo, é causa, directa ou indirecta, de inúmeros acidentes de viação de que resultam milhares de vítimas em Portugal.

Devido ao efeito que provocam em grande parte dos consumidores, as bebidas alcoólicas são muitas vezes tidas como estimulantes que activam os processos físicos e mentais. Mas a realidade é bem diferente: o álcool é, de facto, um depressor que prejudica as capacidades psicofisiológicas mesmo se ingerido em pequenas doses. Após a ingestão de algumas doses, o indivíduo inicia a condução da sua viatura e surge “o sindrome do maior piloto de corridas”.

Quando um individuo está sob o efeito de bebidas alcoólicas e tendo já ultrapassado o limite, se alguém lhe sugere: “ Oh, Xavier já estas com uns copos a mais, deixa lá que eu conduzo o carro ate casa... Pode ser?! A resposta do outro lado pode ser: “ Quem eu?!... Copos a mais...?! Agora não me digas que não consigo conduzir?!?! Só bebi uns copitos...anda lá...vais ver como consigo.”

Conheço um caso, entre muitos, de um pai cujo filho apresenta problemas em relação ao álcool e que quando confrontado com o seu problema (alcoolismo) perante a condução; rejeita e ignora qualquer comentário e desloca-se na sua viatura como se nada fosse e sob o efeito de bebidas alcoólicas.

A taxa de álcool no sangue (TAS - alcoolémia) afecta as capacidades físicas e psíquicas do condutor, por isso, quando se julga conhecer o ponto de "tolerância" ao álcool, a realidade demonstra que, em regra geral, quando finalmente se admite que se está a chegar ao "ponto fatal" há muito que este já foi ultrapassado e já não se está em condições de se efectuar a condução com segurança. A presença de álcool no sangue reduz a acuidade visual, quer para perto, quer para longe.

Nestas imagens, não se trata de condução, ocorrem durante um intervalo de um jogo de basquetebol (NBA) em Phoenix, EUA em que um convidado coloca uns “óculos” especiais (ver site falatalvision.com) que permitem e provocam sensações idênticas (deteriorização e dos perigos) de alguém que está sob o efeito do álcool.

Estas imagens ilustram na perfeição, palavras para quê?

http://www.fatalvision.com/fv/home.php

video

quinta-feira, 6 de março de 2008

Consumo de bebidas alcoolicas por crianças com idades abaixo do limite legal

“Consigo comprovar consequências sérias e graves na nossa comunidade pelo consumo de álcool por jovens com idades abaixo do limite imposto por lei.

Recentemente um jovem de apenas 13 anos, em conjunto com os amigos mais velhos, consumiu bebidas alcoólicas de forma a fazer parte do grupo de pares (pertencer/status).
Após a ingestão de álcool desmaiou, dois amigos mais velhos despiram-no, agrediram-no e após as agressões decidiram sodomiza-lo. Peço desculpa se para alguns esta descrição do incidente é demasiado gráfica, mas o consumo de bebidas alcoólicas é um problema grave.

Quando a minha filha de 15 anos foi à sua primeira festa com as amigas de forma a pertencer ao seu grupo de pares administraram-lhe GHB ( droga de abuso para a prática de crimes de violação sexual e furtos) e foi brutalmente violada por três rapazes, que fizeram uma gravação em vídeo e no dia a seguir a este incidente pressionaram a minha filha a assistir ao respectivo vídeo.

A partir daquele dia perdi a minha rica filhota, nunca mais foi a mesma; aquela rapariguinha “doce” que era antes. Começou a consumir drogas e álcool e a fugir de casa. Levei 2 anos a conseguir que ela finalmente me contasse esse incidente trágico e devastador.

Aos 17 anos encontrei-a quase morta no sofá de casa por causa de intoxicação pelo consumo de álcool.
Depois de ser admitida num centro de tratamento permaneceu sóbria durante 22 meses e participou em campanhas direccionadas para os jovens alertando para os perigos e as consequências de consumo de bebidas alcoólicas em idades não permitidas por lei.

Aos 19 anos, voltou a beber de forma a “refugiar-se” da dor do trauma sofrido aos 13 anos. Nesta altura alistou-se na tropa e regressou em Novembro de 2006 e foi preciso eu apanhar o avião até El Paso, Texas, porque ela tinha tentado o suicídio e estava sob rigorosas medidas de vigilância.
Os factos, por si só, revelam-se assustadores é urgente apelar aos pais para reforçar o limite legal - “ Não é permitido a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a jovens com idade inferior a 21 ano”.

Não acredito que vocês (pais) não consigam invocar e implorar, junto da sociedade, governo e das nossas comunidades, com suficiente veemência sobre este assunto tão delicado e preocupante. È o meu objectivo pessoal (missão) ajudar todas a crianças na nossa comunidade. Não deveria ser o objectivo de todos ?
Obrigado
Lynea"

Comentário: Estas duas historias verdadeiras são demasiado dramáticas, mas realistas em que ambos os casos podem ser a historia de qualquer criança e/ou jovem português. Hoje em dia sabemos perfeitamente do perigo e as consequências do consumo de bebidas alcoólicas, especialmente no casos dos jovens. Agravado pela “tolerância”, apesar das evidencias, dos responsáveis em relação ás leis portuguesas.

Ambas as historias descrevem o caso dramático e traumático de dois jovens. Mas quantas famílias (adultos e crianças) sofrem as consequências deste flagelo social, que é o consumo excessivo e do alcoolismo, por ex. violência domestica, violações, doenças, acidentes de viação, intoxicações e nalguns casos morte só para enumerar alguns. Refiro-me somente aos adultos. E nos casos dos jovens, e em alguns casos em crianças, por ex. violação, doenças, gravidez indesejada, violência e agressões, acidentes?

Em Portugal, o consumo é permitido por jovens com idade acima dos 16 anos. Somos o único país da EU em que é permitido esta situação. Todavia a industria do álcool, descarta a sua responsabilidade moral e ética, advertindo o consumo responsável e moderado de bebidas alcoólicas, apelando para a responsabilização individual, mas quanto a publicidade é altamente agressiva e apelativa por ex. nos espectáculos de musica de verão, onde a maioria dos espectadores são jovens. È preciso não esquecer que o álcool é uma droga.

Por outro lado, nunca nos passa pela cabeça que uma destas situações acima referidas possa acontecer com os nossos filhos. Só acontecem aos filhos dos outros.
Mais vale prevenir do que remediar

sábado, 23 de fevereiro de 2008

A Prevenção das Dependências é à Hora das Refeições



“Quando diariamente muita coisa se afirma e se escreve sobre a Prevenção das Toxicodependências em relação às crianças e aos adolescentes, na realidade, este trabalho é uma operação a ser conduzida pelos próprios pais e mães.
Os pais não podem delegar a responsabilidade desta operação aos agentes da lei, às instituições de saúde publicas, nas escolas e professores, etc. A responsabilidade destas instituições e organizações são colossais e muitos significativas mas na realidade são secundarias.
Enquanto permanecer inalterável e incólume a questão central do combate à disponibilidade das drogas sejam legais e/ou ilegais entre as crianças e os jovens deste país, em conjunto com campanhas publicas, a realidade revela-nos que tais substancias e prescrições normais de medicação e outro tipo de drogas, tais como os produtos do lar, os aerossóis e outros inalantes – permaneceram sempre ao alcance daquelas crianças e jovens que tenham o desejo de ficarem “pedrados”. Estes factos reforçam a importância, cada vez maior, em investir nas crianças, sobre a sua aptidões e competências de forma a dizerem NÂO, e os pais são aqueles que reúnem as melhores condições para que os seus filhos consigam isso.

O poder e a influencia parental são os recursos mais potentes e eficazes nesta matéria, todavia os menos apreciados e menos utilizados como fonte de recursos disponíveis na educação dos seus filhos no combate a uma vida livre de drogas e abuso de álcool e/ou adicção (dependência). Quando pais e mães apreciam e reforçam este potencial ilimitado de forma a influenciar positivamente os seus filhos – e utiliza-lo de uma forma convicta e compassivo - conseguiremos dar um passo (salto) gigantesco em banir esta destruição que tanto afecta as crianças e causa sofrimento a tantas famílias e amigos. A linha da frente no combate ao problemas das drogas na América não reside nas salas das audiências legislativas ou nas salas dos tribunais conduzidos por políticos e juizes.
Reside principalmente, na sala de jantar às refeições, na mesa da cozinha, na sala de estar da casa dos pais e mães e suas famílias.” Livro “High Societyde Joseph A. Califano, Jr

Comentário: Provavelmente em Portugal nunca ouviremos nenhum tipo de afirmações semelhantes de alguém como este Sr. Este homem é o Presidente e um dos fundadores do National Center on Addiction and Substance Abuse (CASA).
Como pai, considero que educar uma criança e colaborar activamente no seu “curriculum” de vida, de forma a potenciar as suas competências como ser humano é um dos desafios mais estimulantese recompensador na vida dos pais. Nós pais (adultos) temos a experiência e o conhecimento que pode ser partilhado e enriquecido pelos nossos filhos.

Recordo-me um pai, de um filho que tem problemas com drogas, que há bem pouco tempo afirmou numa sessão de terapia.“ Nunca irei desistir de ajudar o meu filho. Não permito que ele se destrua. Não tolero que ele destrua a nossa família e o nosso património familiar.”

Preservar a união familiar (soma das partes), enquanto um dos membros se encontra irracional e disfuncional, è um desafio com avanços (esperança) e recuos (raiva e ressentimentos). A solução para o problema desta família existe dentro das dinâmicas e papeis familiares – na própria casa.