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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Historias e memorias

Porque é que as memorias são importantes? Porque duram para sempre.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Florescer significa ir mais além do que somente sobreviver




Se queremos florescer, precisamos de amor como de oxigénio para respirar.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

As pessoas mais felizes gostam de pessoas



Somos mais parecidos uns com os outros do que aquilo que imaginamos. As pessoas mais felizes gostam de pessoas

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Fenomeno Binge Drinking



Este video revela o Binge Drinking entre os jovens ingleses, todavia o fenomeno é identico em relação aos jovens em Portugal. 
Proporcione aos seus filhos uma educação realista sobre as consequencias negativas do consumo abusivo do alcool, por exemplo doenças sexualmente transmissiveis, gravidez indesejada, bullying, condução sob o efeito do alcool (crime), intoxicação aguda pelo alcool. 
Fenómeno Binge Drinking entre os jovens - Abuso no consumo de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação (embriaguez).


terça-feira, 16 de março de 2010

Adolescência - certo e errado


Adolescência: Tomar decisões e fazer escolhas.
A adolescência é uma fase de aquisição e estruturação da identidade, em que se adquire competências para viver o mundo que nos rodeia e encontrar o lugar nele (propósito e significado). Recorrência através de experiências de risco (ex. perigosas) como situações de aprendizagem e referência para a construção da identidade e limites nas relações com os outros. Grande parte da experiencia e maturidade que adquirimos, como adultos, advém dos erros que cometemos. Será que colocamos expectativas irreais nos nossos jovens?

Desde que nascemos iniciamos um processo de aprendizagem e enriquecimento contínuo ao longo da vida (ex. curiosidade, intuição, exploração e da dor/sofrimento).

Tomar decisões e fazer escolhas, na adolescência, é o período “ideal” para essa aprendizagem de forma a fomentar uma estrutura para a mudança (ex. alterações hormonais, sexualidade, o cérebro está num processo de amadurecimento) e de resiliência (gestão da adversidade). É um período fluente de motivação para a exploração e a conquista. Os mecanismos que gerem as atitudes e os comportamentos dos adolescentes influenciam mais o impulso (Faz…sem pensar…não interessa as consequências…) do que a razão (Parar… e contemplar… Pensar antes de agir.

Como adolescente, a prioridade é direccionada para a identidade, viver dentro de um sistema de relações de pares (pertença ao grupo), a comunicação e a intensidade do momento. O planeamento, a organização, auto-critica e a gestão do futuro, não correr riscos “desnecessários ou de obediência aos adultos” aparenta não ser uma prioridade, mas pode tornar-se uma fonte de angústia para pais ansiosos, facilitadores, autoritários e demasiado zelosos. Pode-se cair no erro de cada parte -filhos e pais - desejarem remar o mesmo barco para direcções opostas. A comunicação pode ficar extremamente afectada para o resto da vida.

Será que a evolução determina que os adultos sejam descrentes em relação aos adolescentes?
Aparenta existir uma crença generalizada pelos adultos de que adolescência é sinónimo de dificuldades e problemas - carga de trabalhos. Será ser rebelde questionar o pai quanto à carreira de futuro que deseja seguir? Será ser impulsivo magoar a mãe através da agressividade verbal? É irresponsabilidade usufruir demasiado tempo na internet ou não cumprir cegamente com as ordens/orientações dos adultos? E aqueles adolescentes cuja agressividade não existe apoio e monitorização dos pais, por um conjunto de factores? Estes afirmam resignados “O meu filho/a é assim não há nada a fazer… Sai ao pai” ou “Sai à mãe”. É preciso encontrar um culpado?

Por vezes, aparenta-se responsabilizar o adolescente “irresponsável, irreverente e impulsivo” com base nos mesmos critérios, comportamentos e valores morais que um adulto. Se a relação com a escola vai mal…, se a relação com a mãe e/ou pai vai mal…, se a relação com a família vai mal…, o adolescente aparenta ser o culpado. Na minha opinião, é um erro enorme. È necessário visualizar toda a “fotografia” em vez de um determinado detalhe. Por ex. qual os efeitos determinantes do consumismo, da publicidade e do marketing, a ausência de valores morais, o ritmo de vida acelerado e a pressão exercida pelos adultos nos adolescentes?

Questão. Como pai ou mãe quais os indicadores em como a sua comunicação com o seu filho/a de 3 anos é eficiente e eficaz? Aos 10 anos? Depois aos 16 anos? Qual o feedback proporcionado pelas atitudes e comportamentos do seu filho/a em relação à sua comunicação? Pergunte ao seu filho/a “Consideras que és ouvido, correspondido, apoiado e compreendido pelo pai/mãe quanto às tuas ideias, crenças e expectativas?”

Como é que o seu filho sabe que a comunicação é eficiente e eficaz com os pais? Pode ter uma ideia bem diferente. Para variar, o pai adopta características diferentes da mãe na educação e só estou a constatar uma realidade. Já pensou que durante a adolescência será necessário reinventar, monitorizar e adaptar a sua comunicação às mudanças do filho/a? Oiço imensos casos de pais que afirmam que o filho não comunica, se isola, não expressa as suas ideias e preocupações, e alguns afirmam que o seu filho/a evita os pais.

Não existem culpados, mas responsáveis para quebrar os conflitos geracionais.
Com este texto não quero afirmar que os pais são “irresponsáveis e impulsivos” na educação, viso somente proporcionar ideias que podem ser aproveitadas para melhorar a comunicação, promover a aprendizagem e o enriquecimento contínuo ao longo da vida.

Deveríamos entender os jovens, não só como pessoas a vivenciar uma fase de intensas transformações e construções, mas também como seres sociais sujeitos a pressões como o acesso à informação, à sexualidade, à venda e à publicidade que induz fortemente à adesão de tais comportamentos e valores.  Os adolescentes são um grupo com uma forte influência na sociedade em geral e nos sistemas que a compõem. São também um grupo que sofre a influência das gerações mais velhas (tradições, crenças, rituais), bem como das características da sociedade em geral. É importante o optimismo e a confiança face ao que poderão ser e fazer enquanto adultos.

Aumento na incidência de abuso das substâncias entre adolescentes (Johnston et al., 1996);
 Decréscimo da idade em que é efectuado o primeiro diagnóstico de dependência de drogas (Reich et al., 1988);
Aumento na prevalência de abuso e de dependência de drogas ao longo da vida na população geral (Lewinsohn et al., 1996);
 Uso de álcool e de drogas é a principal causa de co-morbilidade e mortalidade entre os adolescentes, quando comparada com acidentes rodoviários, comportamentos suicidas, violência, entre outros (Dep. Estatística dos EUA, 1993).

Podemos inverter estas crenças disfuncionais – Tolerância e Confiança
«A nossa Juventude ama o luxo, é mal-educada, zomba da autoridade e não tem nenhuma espécie de respeito pelos mais velhos. As crianças de hoje são tiranas. Não se levantam quando um velho entra numa sala, respondem a seus pais e são simplesmente más.» Sócrates (filosofo Grego) Sec. V a.C.

«Não tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país, se a juventude de hoje toma o mando amanhã, porque esta juventude é insuportável, sem moderação. Simplesmente terrível.» Hesíodo (poeta Grego) Sec. VIII a.C.

«O nosso mundo atingiu um estado crítico. Os filhos não escutam os pais. O fim do mundo não pode estar muito longe.» Sacerdote egípcio 2000 anos a.C.

«Esta juventude está podre desde o fundo do coração. Os jovens são maus e preguiçosos. Não serão nunca a juventude de outrora. Os de hoje não são capazes de manter a nossa cultura» Descoberta nas ruínas de Babilónia 3000 a.C.

“A juventude de hoje é rasca” Vasco Pulido Valente

Quando adolescente também ouvi este tipo de afirmações inúmeras vezes pelos adultos. A nossa cultura é o resultado das nossas acções. Nada muda, se andarmos preocupados (excesso de zelo) ou procurarmos culpados. Como indivíduos, como membros de família e cidadãos somos responsáveis pelas nossas atitudes e comportamentos. “Mais Vale Prevenir do que Remediar”

Na sua adolescência, quais os comentários que chegavam aos ouvidos?



quarta-feira, 12 de agosto de 2009