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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A prevenção das dependências começa em casa


Os jovens são mais afetados pela publicidade ao álcool, revela estudo europeu recente. Segundo este estudo a exposição à publicidade a bebidas alcoólicas tem um enorme impacto no consumo entre os jovens e a autorregulação da industria não funciona. O estudo, em questão, publicado na reputada revista cientifica Addiction alerta para o impacto que o consumo de álcool tem entre os mais jovens e também alerta que o consumo de bebidas alcoólicas é a principal causa de incapacidade ou morte entre os jovens do sexo masculino com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos.

 O resultado deste estudo, vem corroborar outros , portanto não se trata de nenhuma novidade. Todavia, conscientes do problema, quais são as medidas impostas, pelos decisores políticos, que visam travar estes fenómenos? 1. O abuso do álcool, o consumo de bebidas alcoólicas por jovens com idades abaixo do permito por lei e  2. binge drinking (beber bebidas alcoólicas com o intuito de ficar intoxicado) e 3. abuso de bebidas alcoólicas é a principal causa de incapacidade ou morte entre os jovens do sexo masculino.

Quando contemplamos, o abuso de álcool pelos jovens, não o devemos fazer somente através dos reguladores institucionalizados com recurso a leis restritivas. Sabemos que as leis existem, mas também existem formas engenhosas de as contornar. Por exemplo, as marcas de cerveja, anunciam a cerveja sem álcool, todavia, é a fidelização à marca que importa e o lucro das cervejas sem álcool não creio que seja relevante comparativamente à cerveja com álcool. Nas camadas jovens, quem é que bebe cerveja sem álcool? Nos festivais de verão quem é que consome cerveja sem álcool? Nas festas académicas quem é que consome cerveja sem álcool? Na minha opinião, o consumo é residual comparativamente à cerveja com álcool. Para agravar a situação, a cerveja com álcool, neste tipo de eventos, para além de estar disponível em garrafas, também é servida a copos, que torna a venda mais acessível (e mais lucrativa), mesmo para aqueles jovens com fracos recursos financeiros.
      

Por outro lado, considero que o problema são o comportamento das pessoas e não o álcool, propriamente dito. O problema não é o álcool. O problema não são as leis, são as pessoas que delineiam estratégias de marketing (publicidade) que visam somente o lucro (economia de mercado), o problema são os decisores políticos que evocam as questões económicas em detrimentos das consequências do álcool nas camadas mais jovens, o problema são os media que não fazem investigação e não alertam ( e sensibilizam) a sociedade para as consequências do álcool,  as Instituições de ensino que formam profissionais, sem que estes estejam qualificados para abordar o assunto nas consultas e/ou nas urgências hospitalares e todos nós (sociedade civil) que compactua com esta «velha» tradição, imposta na nossa cultura, associada ao abuso do álcool, por exemplo, nas consultas ouço casos de alguns pais, com filhos de 11 e 13 anos, que afirmam o seguinte: “Os meus filhos já experimentam bebidas alcoólicas, começam a faze-lo em casa na presença dos pais. Por exemplo, numa festa é-lhes permitido, experimentar o álcool, com um gole.”. Contrariamente a este exemplo desafortunado, a prevenção mais eficaz, contra o abuso do álcool, começa em casa.

 Infelizmente, o álcool ainda não é encarado como uma droga (substância psicoactiva do sistema nervoso central). Entre outras drogas o álcool é a droga mais perigosa, simplesmente, porque está disponível e porque permanecemos passivos perante todos estes fenómenos acimas referidos. Felizmente, nem todos os jovens abusam do álcool ou recorrem ao binge drinking, mas mesmo assim, a vida dos nossos jovens, mesmo em numero reduzido (refiro me aqueles que apresentam vulnerabilidades associados ao abuso do álcool), são mais importantes que o lucro das empresas e/ou tradições/tendências disfuncionais e retrogradas. É possível ser feliz, sem beber bebidas alcoolicas.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vale a pena mudar ou permanecer cristalizados e impotentes?


Noticia no Jornal de Noticias de 30/12/12:  “Portugueses devem prevenir doenças para ajudar SNS”
O atual Secretario do Estado da Saúde considera que “ os portugueses têm a obrigação de contribuir para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde prevenindo doenças e recorrendo menos aos serviços.” Ainda na mesma notícia referia, e é esta a parte que mais interessa, visto contemplar a questão da prevenção das dependências, “Os problemas ligados ao tabaco, ao álcool e à diabetes tipo 2 (que é prevenível) representam um encargo para o Estado de cerca de 800 milhões de euros. O tabaco custa 500 milhões, o álcool 200 milhões e a diabetes 100 milhões, só em medicamentos. Na prevenção, os ministérios da Saúde e da Educação vão promover um campanha nacional nas escolas para alertar para os malefícios do tabaco, álcool e novas drogas. Em relação ao álcool, o Governo prepara-se para apresentar legislação que limita a venda de bebidas alcoólicas a maiores de 18 anos e que restringe a sua comercialização em bombas de gasolina ou lojas de conveniência durante o período noturno.”

Evitando entrar nas questões políticas e dos partidos, mas aproveitando o discurso do senhor secretário do estado, aproveito para abordar, mais uma vez, a inexistência de políticas nacionais que contemplam a Prevenção das Dependências. Segundo os números avançados pelo senhor secretário do estado, em relação aos custos para o Estado, quanto ao tabaco (500 milhões), álcool (200 milhões) onde não faz qualquer referência dos encargos relacionados com as drogas ilícitas, por exemplo as drogas ditas “leves”, posso concluir, mais uma vez pelas palavras do senhor secretario do estado que todos os esforços em relação à politica nacional da prevenção das dependências em Portugal ou são inexistentes visto não haver uma avaliação concreta ou não estão a dar resultados ou mais preocupante não existe. Esta realidade já é uma herança amarga de dezenas de anos, visto não haver vontade politica para mudar; a prevenção nunca funcionou e não funciona com campanhas nas escolas. A prevenção faz-se antes, durante, após o nascimento e ao longo da vida, como sabemos ninguém nasce com um manual de “boas praticas”, neste mundo em constante “alvoroço” e perigoso para algumas crianças vulneráveis.

De acordo com estudos, nos EUA, cada dólar investido na prevenção poupa-se sete dólares no tratamento e vinte e um dólares em serviços sociais. Então se poupa com a prevenção do que é que estamos à espera?

Na minha deslocação pelas escolas e famílias sobre a prevenção todos são unanimes em afirmar que é preciso fazer qualquer coisa porque o fenómeno já se transformou num flagelo, mas depois, quando é necessário elaborar programas e objetivos, assumir compromissos e envolver a investigação e a experiencia o resultado é nulo, porque não existem pessoas que assumam verdadeiramente a causa, com compromisso pela missão.

Por exemplo, quanto à afirmação do senhor secretario do estado sobre a alteração da legislação que limita a venda de bebidas alcoólicas a maiores de 18 anos, na minha opinião, a alteração já peca por tardia, visto haver noticias e a investigação realçar o surgimento do fenómeno denominado Binge Drinking entre adolescentes, e em alguns casos entre  jovens com 12 e 13 anos. Acredito que exista vontade política em mudar as mentalidades, mas na prática, é só um plano de intenções, porque nada muda. Esta “promessa” dos políticos e dos partidos, sobre a legislação que limita a venda de bebidas alcoólicas a maiores de 18 é difundida há vários anos, diria pelo menos há uma década, e permanece na secretaria dos ministros, visto não ser urgente e eventualmente, haver lobbies, da industria do álcool, que pretendam que as coisas permaneçam como estão, porque os nossos jovens, menores de idade, continuam a representar uma fonte de receita devido ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Se é assim com o álcool, como será com a legalização do cannabis? Não basta legalizar, e depois quais são as estruturas e políticas existentes para a prevenção? E para o tratamento?

De acordo com uma notícia do JN, em 2010, os hospitais portugueses registaram 28 óbitos por uso de álcool ou drogas. Neste mesmo ano, segundo dados da Direção Geral de Saúde (DGS) 3000 doentes foram assistidos por estes motivos, consumos de álcool ou drogas. Convém salientar que o álcool também é uma droga psicoativa e a mais perigosa. No mesmo relatório da DGS sobre a morbilidade hospitalar no Serviço Nacional de Saúde, 2010, houve 3197 doentes a receber alta dos hospitais por uso de álcool e ou outras drogas e perturbações mentais induzidas por estas substancias. Estes doentes representam quase 40 mil dias de internamento durante um ano. Em relação a 2009 registaram-se 31 óbitos por consumo de álcool ou droga, mais 4000 dias de internamento e mais 200 doentes observados por esta causa.

Definitivamente, “mais vale prevenir do que remediar”. A saúde e a qualidade de vida das nossas crianças, tem estar acima dos interesses económicos e dos lobbies. É preciso que os decisores políticos, em conjunto com a sociedade civil, assumam a negligência e mudem os paradigmas disfuncionais que reforçam o consumo, o abuso e as dependências de substâncias psicoativas lícitas, incluindo o álcool e as ilícitas, para depois não virem dizer que o Estado gasta não sei quanto milhões de euros. Em relação ao assunto das dependências, se nada muda, a tendência é para agravar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Efeitos da Ingestão Aguda de Álcool, segundo o Dr. Pedro Girão



O consumo de álcool…
  • Torna mais fácil a integração no grupo.
  • Reduz a tensão e a ansiedade.
  • Alivia o stress e a baixa autoestima.
  • Ajuda a esquecer preocupações, sentimentos depressivos e problemas relacionados com escola/família.
  • Aumenta a confiança e atracão sexual. 

Consequências do uso/abuso frequente do álcool nos jovens:
  • Queda no desempenho escolar;
  • Dificuldades de aprendizagem/memória;
  • Problemas no desenvolvimento emocional;
  • Complicações decorrentes da desinibição excessiva (acidentes, etc.)
  • Gastrite;
  • Hepatite, pancreatite (fase crónica).

Intoxicação aguda: alcoolémia
  • Para uma determinada quantidade de álcool ingerido, a alcoolémia (taxa de álcool no sangue) nem sempre é fácil de prever, variando sobretudo com o peso e o sexo (as raparigas são mais vulneráveis).
  • Em média, ao fim de meia hora:
  • 1 Dose bebida menos graduada – 12 grau alcoólico = 0,30 g/l
  • 1 Dose bebida mais graduada – 40 grau alcoólico = 0,46 g/l
  • Limite legal para conduzir: 0,5 g/l
  • Taxa de 0,5 g/l - redução do stress, alívio da ansiedade; 
  • Taxa de 1,5 g/l - ligeira intoxicação (linguagem desinibida)
  • Taxa> = 2,5 g/l - graves sintomas de intoxicação com perda de controlo. Pode ocorrer turvação da visão, descoordenação muscular, diminuição da capacidade de reação, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, deterioração da capacidade de raciocínio e da atividade social, irritabilidade, descoordenação, amnésia, etc.
  • Taxa> 4,5 g/l - existe perigo de vida: risco de depressão respiratória,

Intoxicação aguda: quadro típico
  • Hálito característico (nem sempre, por exemplo a vodka)
  • Falta de coordenação de movimentos e dificuldade na articulação de palavras;
  • Alegria e exuberância de atitudes;
  • Conflitualidade;
  • Ventilação irregular e acelerada;
  • Palidez e suores frios;
  • Contrações de pequenos grupos musculares;
  • Alterações da lucidez, equilíbrio, força e consciência (em casos mais graves pode surgir o coma alcoólico). 

Intoxicação aguda: coma alcoólico
  • O coma alcoólico é o estado de coma causado pelo excesso de álcool no organismo. Esse quadro é grave e tem indicação para internamento hospitalar urgente. Caracteriza-se por:
  • Ausência de resposta a estímulos (físicos, verbais);
  • Perda de reflexos (tosse, deglutição);
  • Depressão respiratória.
  • Hipoglicémia: Baixa concentração de açúcar no sangue, podendo provocar um quadro convulsivo.
  • Hipotermia: Baixa temperatura corporal (valores inferiores a 35ºC), provocando alterações das funções vitais.

Intoxicação aguda: atitudes a ter em conta
  • Se a vítima estiver consciente:
  • Provocar o vómito para eliminar o conteúdo gástrico;
  • Dar bebidas fortemente açucaradas;
  • Manter a temperatura corporal;
  • Vigiar as funções vitais.

 Se a vítima estiver inconsciente:
  • Promover o transporte imediato para o hospital.
  • Manter a via aérea permeável;
  • Colocar a vítima em PLS (decúbito lateral);
  • Manter a temperatura corporal;
  • Colocar açúcar debaixo da língua;
  • Vigiar as funções vitais;

Dr. Pedro Girão, Anestesista

Comentário: O meu agradecimento ao Dr. Pedro Girão pela sua participação no Recuperar das Dependências. Tal como já foi referido neste blogue, inúmeras vezes, alguns jovens, que frequentemente recorrem ao álcool para se divertirem (desinibir, divertir) estão expostos ao fenómeno do Binge Drinking (Abuso na ingestão de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação (embriaguez). Por ex. entre os homens o consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante vários dias seguidos e afecta negativamente o comportamento dos jovens - algumas consequências previsíveis após o Binge Drinking: acidentes, condução sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência, agressão  sexual e abuso, doenças sexualmente transmissíveis (hepatites, VIH, DST), intoxicação alcoólica, coma e morte.
Hoje em dia através da internet você possui imensa informação sobre este fenómeno, nesse sentido, organize atividades lúdicas (jogos) em família. Seja criativo/a. Aborde esta temática junto dos seus filhos, antes que surjam problemas associados ao abuso do álcool e/ou consumo de substâncias psicoactivas ilícitas. Caso pretenda ajuda pode contatar-me através do email: xx.joao@gmail.com 
 «Mais vale prevenir do que remediar»




domingo, 24 de junho de 2012

Pedidos de Ajuda: Quebrar o estigma, a negação e a vergonha


Alguns pedidos de ajuda que recebo por email. Todos os dados das pessoas envolvidas, nestas histórias reais, foram modificados de forma a manter o sigilo completo. Respondo a todos os pedidos de ajuda.

1. “Boa tarde, chamo me T. Hoje durante a hora de almoço deparei-me com o seu blogue e gostaria de saber se pode prestar apoio.
 Resumindo, o meu filho, de 16 anos, por uma questão de alguma baixa estima (provocada por uma limitação física), talvez por não ter tido o acompanhamento paterno que deveria e talvez também por uma questão de fragilidade da própria personalidade, começou a consumir marijuana.
Sei que não é todos os dias, sei que não é em grandes quantidades, mas tem todos os indícios de já ter apanhado o vício. Tem um grupinho de colegas da escola que também fumam. Jura que nunca irá para as drogas mais fortes, mas a verdade, é que cada vez noto-o com mais necessidade de sair de casa, depois do jantar, para estar com o grupo de amigos. Já falei, montes de vezes, com ele, já o chamei à razão, ele diz-me que faz menos mal que o tabaco normal, e para eu estar descansada que ele sabe controlar-se.
Tentei proibi-lo de sair, mas ele ficou muito revoltado. Mais tarde, pediu desculpa, dizendo que não é o filho que eu gostava que ele fosse. Conheço bem o meu filho, é um miúdo sensível, muito amigo do seu amigo, e isso também o torna um bocado influenciável.
Não sei muito bem como atuar, sinto que tenho de manter um equilíbrio entre o coração e a razão, tenho tentado fazer isso, mas também penso que se o proibir de estar com os amigos, vou perder uma grande parte da sua confiança, até porque alguns deles são colegas de turma. Neste momento, fumar umas ganzas é tão natural, como na minha adolescência, fumar cigarros normais.
Gostaria de um conselho. Agradecida”

2. “Chamo me A. e o acaso quis que abrisse o seu blogue sobre a prevenção das dependências. Sou professora e a grande maioria dos meus alunos apresentam comportamentos desviantes tendo já um percurso de vida bastante atribulado, uns institucionalizados, outros com historiais de consumos e pequenos furtos, e claro, todos em situação de abandono escolar. Gostaria de saber qual a possibilidade e disponibilidade de uma intervenção sua junto das nossas turmas. Atenciosamente."

3. Chamo me P. e tenho um filho adicto que consome drogas desde os 12, actualmente tem 36 anos. Já fiz de tudo para o ajudar, mas ao fim de um determinado tempo, acaba por recair, e consequentemente, também sinto na “pele” as consequências negativas da sua adicção, visto ele viver comigo. Já estou cansada de abordar o assunto, onde ele, inclusive, já perdeu a família, incluindo três filhos, dos quais não pode contactar, por decisão judicial. Não sei mais o que fazer. Por favor ajude-me. Obrigada"

4. Olá meu nome é C. e há um mês descobri que meu filho, de 14 anos, está dependente de drogas. Foge de casa, quando regressa, é um farrapo. Chora imenso e pede ajuda para o problema das drogas, mas quando estamos dispostos a ajuda-lo, ele afirma que não quer ajuda. Como ele não tem recursos financeiros próprios, decidiu-se pelo tráfico para consumir, ou seja não sei mais o que faço. Devo coloca-lo num colégio interno para afastá-lo da droga? Uma vez que ele é menor de idade e não tem poder de decisão sobre si.
 Aguardo sua opinião, Obrigada”

5. “Chamo-me R. sou estudante de um curso de nível 4 na área das toxicodependências. Neste momento estou a fazer o estágio numa instituição que está interessada em participar na Acção Europeia sobre a Droga (EAD), nesse sentido, terei que propor um tema na área da prevenção. Andei a pesquisar na Internet e descobri o seu blogue, gostaria de saber se pode facultar informação específica sobre prevenção primária para escolas do 1º e 2ºciclo. Encontro imensa informação, mas como sabe, é excessiva e não é muito explícita. Se puder ajudar, agradecia imenso, visto este trabalho ter um significado muito importante, visto tratar-se do estágio curricular.
Obrigada pela atenção, com os melhores cumprimentos”

Comentário: O motivo da publicação, deste pedidos de ajuda, no blogue é unicamente, quebrar o estigma, a negação e a vergonha associados às dependências de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas. Portugal precisa, urgentemente, de uma cultura, ativa e diferente, que previna as dependências, atualmente, não existe prevenção.
Gostaria de alertar para a cultura que bebe, que reforça e promove o consumo de bebidas alcoólicas entre jovens menores de idade. Por exemplo, até à data deste post, Portugal é o único país da União Europeia, onde é permitido a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a menores de idade. Sabia que o abuso do álcool e o alcoolismo são um problema de saúde pública? Sabia que o álcool é a substâncias psicoactiva mais perigosa?
Você tem filhos? Já falou com eles sobre o consumo de bebidas alcoólicas? Já abordou o tema das drogas ilícitas? Já abordou os riscos do abuso (binge drinking – consumo excessivo de bebidas alcoólicas cujo intuito é a intoxicação /embriaguez) e do alcoolismo. Se você não o fizer outras pessoas fazem por si. Você tem alguém na sua família com problemas associados ao abuso do álcool e/ou do alcoolismo ou drogas ilícitas? Se a resposta for sim, mais uma razão forte para abordar o assunto em família, incluindo os jovens. Promova a comunicação, na família, que ajude a quebrar os tabu e  os mitos associados às drogas lícitas e/ou ilícitas.
Importante: Caso você esteja interessada/o em ver esclarecido algumas questão em relação à prevenção das dependências envie um email. Todos os dados pessoais confidenciais
Caso esteja interessado sobre a realidade Portuguesa e as drogas.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

As competências mais significativas contras as drogas aprendem-se em casa






Sabia que os pais que falam com os filhos sobre as drogas, sabem o que se passa com os filhos e com quem eles se relacionam reduzem as possibilidades de consumirem drogas (Biglan e colegas, 2004)?


Devido às vidas atarefadas, alguns pais, infelizmente, não reconhecem a influência que exercem sobre a vida dos filhos. Como pais, conseguimos fazer a diferença entre aquilo que os nossos filhos pensam e fazem em relação às drogas. Conseguimos, facilmente, estabelecer comunicação com eles, sobre medidas que sirvam para prevenir e/ou adiar o consumo, e, caso se verifique necessário, através de factos concretos, elaborar um plano de acção quando eles estão envolvidos no consumo e/ou consumo problemático (abuso) de drogas.

Um estilo parental altruísta, dinâmico, carismático é suficiente para tratar, gerir e orientar o tema das drogas e o álcool na família. Sabemos que não é fácil, mas assumir um papel activo e assertivo, em vez de agressivo, manipulador ou passivo poderá fazer toda a diferença na vida dos nossos filhos.

No dia-a-dia, utilizamos drogas, tal como acontece com a alimentação, que modificam a maneira de pensar, sentir e agir. Podemos incluir, nesta lista, as drogas utilizadas para fins medicinais e terapêuticos, o álcool, o tabaco e a cafeína. Pertencemos a uma cultura que consome drogas, lícitas, incluindo o álcool e o tabaco, e as ilícitas. No entanto, existe uma preocupação, generalizada pela sociedade, quanto ao fenómeno das drogas ilegais (trafico, consumo, dependência), todavia, acaba por ser irónico, visto que, as drogas que provocam mais danos e representam um risco serio para os jovens são as drogas legais, tais como o álcool, o tabaco e a utilização indevida de medicamentos sujeitos a receita médica. Ao constatarmos esta realidade, sabemos que o processo de desenvolvimento dos jovens consiste em experimentar coisas diferentes e testar os limites e algumas regras impostos pela família, escola, comunidade e sociedade. Tal como aconteceu com os pais durante a sua adolescência, nesse sentido, não nos surpreendemos, se alguns jovens consumirem drogas ilegais. Felizmente, a maioria destes jovens não continuam o consumo regular e a maioria não desenvolve problemas sérios associados às drogas (por ex. dependência). Será mais realista pensar que os jovens permanecem curiosos sobre o efeito das drogas, sejam legais e/ou ilegais, ao invés de negar esse possibilidade.

Como pais, uma das preocupações é descobrir, que um dia, os nossos filhos usam drogas. A primeira reacção pode ser de choque, raiva, culpa, negação e procurar um/a culpado, “Como é possível isto estar a acontecer?! O que andas a fazer à tua vida?” Embora seja normal, este tipo de reacções, também precisamos de pensar e assumir um papel, activo e positivo, no apoio, aos nossos filhos, nos períodos de crise e adversidade, isto é, pode ser drogas como pode ser outro problema qualquer. O problema associado às drogas, é daqueles cenários catastróficos que nunca pensamos possível vir a acontecer. Acreditamos que o problema das drogas, legais e ou ilegais, só acontecem aos outros, às famílias carenciadas e sem recursos, desestruturadas, até ao dia que acordamos para a realidade (pesadelo). Alguns pais pensam “O que é que fiz de errado para isto estar a acontecer?”

Numa situação desta natureza complexa, como pais, é importante ter bem presente e em mente uma ligação privilegiada na comunicação (canal aberto) com os nossos filhos. Será através deste “canal aberto” que iremos manter activo o vínculo que proporcionamos no apoio que considerarmos necessário. Apesar de tudo, somos a referência e representamos o apoio necessário para eles se desenvolverem.

Educação parental e as drogas
Sabia que em relação à educação parental e as drogas os comportamentos (dos pais) funcionam melhor do que as palavras? Como pais e família precisamos de repensar o nosso próprio consumo de álcool, tabaco, medicação e ou outras drogas. Precisamos de estar alerta, conscientes, sobre a possibilidade de os nossos próprios lares/casas serem uma fonte acessível de drogas legais, álcool, tabaco e ou medicação receitada pelo medico. Nesse sentido, é preciso monitorizar o acesso a elas. Recordo vários casos, indivíduos dependentes de substancias psicoactivas licitas e ou ilícitas, que iniciaram os seus consumos com medicação dos seus pais, avós e outros que beberam álcool pela primeira vez, em idade prematura, com o consentimento dos pais.

Sabia que em relação à educação parental e as drogas é necessário existir uma atenção genuína, espontânea e honesta sobre os interesses e as vidas dos nossos filhos, desde crianças? Simples, converse com eles, não faça interrogatórios. Seja um ouvinte activo em relação às motivações, às ideias e ambições dos seus filhos. Durante a conversa com eles pergunte a si mesmo o seguinte “O que é que ele/a está a querer dizer?”

Sabia que em relação à educação parental e as drogas a palavra-chave é Comunicação? Ouvir, sem interromper, as ideias, as opiniões inovadoras e diferentes, mesmo que não concordamos com elas. Desta forma, promovemos uma maior proximidade e entendimento imprescindível (elo), afim de que, os nossos filhos, se sintam à vontade para nos dizer coisas e sobretudo falar em assuntos que nós, pais, não desejamos ouvir da boca deles, mas como pais, precisamos de ouvir. Por vezes, desenvolvemos expectativas irreais em relação ao que gostamos de ouvir dos nossos filhos, essas intenções podem não ser o mais importante. Alguns jovens afirmam “Não falei com os meus pais sobre as drogas porque eles iam castigar, senti medo.” Nós, os adultos, também recuamos perante o medo, nas mais diversas questões do dia-a-dia.

Sabia que em relação à educação parental e as drogas os pais não precisam de ter todas as respostas? Ao longo do desenvolvimento dos nossos filhos, vamos aperfeiçoando as competências na comunicação, todavia podem surgir assuntos mais complicados dos quais precisamos de pedir ajuda. Ao agir desta forma, estamos também a encorajar, os nossos filhos, a pedir ajuda, aos pais e ou a outras pessoas significativas (educadores) quando for necessário.

Sabia que em relação à educação parental e as drogas precisamos de saber responder, o mais honestamente possível, às questões colocadas pelos nossos filhos? Proporcionar-lhes informação actualizada e relevante, mas que eles consigam compreender. Como pai/mãe, educador/a, considera que os seus filhos/pupilos estão à vontade para abordar o assunto das drogas, legais e/ou ilegais?

Falar sobre drogas, tal como outros assuntos importantes, por exemplo o sexo, gestão de conflitos, competências, ambições, os estudos, a alimentação saudável e diversificada faz parte da responsabilidade parental, que ao inicio, pode ser um assunto delicado, mas havendo de ambas as partes, pais e  filhos, a abertura, o compromisso, a disponibilidade, a honestidade, a confiança, a cumplicidade, a intimidade suficiente, a relação entre ambos irá beneficiar através de uma vinculação genuína, resiliente e duradoura. É do senso comum, os filhos contam com o amor, a segurança e a protecção dos pais, para que um dia sigam o rumo das suas vidas (saudáveis), tal como os pais também fizeram. Os pais não são amigos dos filhos, são a família.

Por mais que tentemos ser árbitros perfeitamente calmos, a tarefa de educar acabará por produzir alguns comportamentos estranhos; não estou a referir-me aos miúdos.” Bill Cosby

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

É apenas a ponta do Iceberg



Um novo estudo realizado na Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA) efectuado pelo departamento de pediatria revela que a maioria dos médicos aparenta ignorar as orientações gerais sobre o Plano Nacional de Saúde – Prevenção de Comportamentos de Risco. Durante as consultas aos adolescentes, os médicos deveriam promover um dialogo construtivo sobre comportamentos de risco, tais como; o uso de álcool e/ou drogas e outros assuntos relacionados com comportamentos de risco.

Os pesquisadores administraram um questionário a 2.192 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos de idade. Os jovens eram questionados sobre se alguma vez o seu médico/a tinha falado sobre o uso de tabaco, álcool, drogas (licitas e ilícitas), cinto de segurança e doenças sexualmente transmissíveis.

Mais de 80% dos médicos não abordam questões de segurança tais como; a utilização do cinto de segurança e o uso de capacete e pelos menos 70% não falam sobre o uso de substancias.

A violência entre adolescentes é o assunto menos discutido enquanto o exercício físico e a nutrição são os assuntos mais abordados refere o estudo.

Estudo publicado no Journal of Adolescent Health

Comentário: Pelo menos, nos EUA, algumas instituições de elevado valor, escutam os jovens e depois publicam o resultado dos estudos. Pelo menos alguns médicos, têm a humildade suficiente para em público, reconhecer que é preciso melhorar a abordagem da Prevenção das Dependências. Pelo menos, algum do dinheiro dos contribuintes é gasto a favor dos filhos/as desses mesmos contribuintes.

Considero que ignorar a realidade “escondida” será contribuir para uma sociedade “doente” que promove uma “ velha cultura que bebe” evoluindo para uma “jovem cultura” que consome substâncias adictivas licitas e/ou ilicitas. Sabemos que entre os jovens consumir drogas, incluindo o álcool, é um acto social. Quantos destes jovens se tornam dependentes, enquanto os adultos permanecem impotentes perante este fenómeno?

De acordo com o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (2003) estudos realizados em escolas dos países membros revelaram que 33% dos jovens portugueses entre 15 e os 16 anos de idade já experimentaram o estado de embriaguez. Portugal é dos países da União Europeia que apresenta taxas mais elevadas de consumo de bebidas alcoólicas, assim como problemas graves associados a esta prática, numa percentagem que chega atingir os 10% da população. Esta é apenas a “ponta do iceberg.”
“Mais vale prevenir do que remediar”

Plano Nacional de Saude


segunda-feira, 30 de julho de 2007

Adolescência as Drogas e o Alcool


A dependência de substâncias psicoactivas (adictivas) consiste na adicção ao álcool e ou outras drogas lícitas e/ou ilicitas. È uma doença progressiva, primaria e se o processo destrutivo não for interrompido pode ser fatal.
Algumas diferenças sobre a dependência de químicos/alcool nos adolescentes e nos adultos:
- A dependência nos adolescentes é algo mais complexo.
- Competências insuficientes (experiência de vida) em lidar com a adversidade.
- A dependência química envolve a relação com os pais.
- O desenvolvimento ainda se encontra em transição (neurológico/físico/psicológico)
- Maturação sexual
- Período da frustração / raiva

Factores que podem contribuir para a adicção na adolescência:
- Insuficiente desenvolvimento espiritual ( valores e crenças)
- Saúde mental débil
- Sociedade que reforça e encoraja o uso de drogas lícitas, álcool e tabaco (publicidade)
- Curiosidade e ou fazer experiências com drogas
- Uso de substancias psicoactivas/ Abuso de substancias psicoactivas/ Adicção /Dependência

Algumas características encontradas em adolescentes adictos:
Abuso de nicotina e historial familiar com dependência de substâncias psicoactivas/alcoólico

Inexistência de um paralelo evidente para o desenvolvimento da adicção:
- Idade em que consome pela primeira vez
- Família disfuncional vs. família estruturada
- Inteligência (Q.I.)

Características da personalidade
- Desenvolvimento social e maturidade emocional demorada,
- Aparente resistência no desenvolvimento do superego/consciência,
- Tendência para o narcisismo,
- Baixa de auto estima,
- Fraca percepção e falta de autocrítica em comportamentos de risco (testar limites) e consequências negativas,
- Estados de humor instáveis, frequentemente identificados como depressão,
- Incapacidade de lidar com a realidade (ainda não está claro o porquê , mas parece que aqueles que usam drogas psicadélicas (alucinogénicas) já eram adolescentes instáveis antes do uso destas substancias.
- Paranóia e inadaptação sexual
- Capacidade de aprendizagem inadaptada (talentos e habilidades pessoais, insucesso escolar) e uso de químicos: muito comum
Desenvolvimento da maturidade e da autonomia

O uso de substâncias psicoativas/alcool afectam o processo :
1. Alterações físicas
2. Auto-conhecimento; modifica do concreto para o abstracto
3. Relacionamento entre pares
4. Relacionamento heterossexual
5. Autonomia dos pais
6. Identidade do “papel” sexual
7. Valores morais
8. Carreira profissional
Os adolescentes são portadores dos rituais, dos valores, da dinâmicas e do historial familiar.
Será que a família do dependente substâncias psicoactivas revela características negativas? Comportamento destrutivo? Conflitos?

Algumas características de uma família estruturada (saudável):
A família saudável comunica e ouve.
A família saudável reforça o positivo e apoia-se uns aos outros.
A família saudável ensina o respeito pelos outros.
A família saudável desenvolve o sentido de confiança.
A família saudável tem sentido de humor.
A família saudável partilha o sentido de responsabilidade entre todos.
A família saudável ensina o certo e o errado.
A família saudável tem rituais e tradições.
A família saudável é equilibrada na interacção entre os seus membros.
A família saudável desenvolve uma crença religiosa e/ou espiritual (não religioso, ausência de dogma e divindades).
A família saudável respeita a privacidade dos outros.
A família saudável valoriza o serviço para a comunidade.
A família saudável partilha as refeições e valoriza a comunicação entre os seus membros.
A família saudável partilha o tempo livre entre os seus membros.
Admite e procura ajudar nos problemas.

Aquilo que as famílias vêem nos jovens antes de admitirem que existe um problema de abuso/dependencia de substâncias psicoactivas / álcool.
1. Alteração da comportamentos na escola (absentismo)
2. Mudança súbita no padrão social
3. Secretismo sobre as amizades e as actividades
4. Alteração nas relações familiares
5. Alteração reconhecida na personalidade (atitudes e comportamentos)
6. Deterioração na aparência física
7. Problemas com a lei
Estilo de vida centrado no uso de drogas lícitas, incluindo o álcool e as drogas ilícitas.
Como reconhecer quando um adolescente é dependente? Observar o padrão de comportamentos em relação aquilo que é dito sobre as questões importantes na sua vida.

Assuntos básicos num adolescente "normal":Conquistar a independência no seio familiar,
Aceitação dos seus pares e definição de limites,
Amor e sexo,
Talentos e habilidades pessoais; trabalho e sentido de humor,
Formação de valores e moralidade,

Assuntos básicos num dependente substâncias psicoactivas /alcool:Ficar “pedrado”,
Manter o seu “stock” de drogas e ou alcool,
Aceitação dos seus pares,
Não ser “apanhado”,
Manter as pessoas, familiares e ou pessoas significativas, longe do seu problema


O adolescente que atravessa o seu processo de desenvolvimento saudavel deve estar sóbrio. O processo de crescimento mais lento naqueles que apresentam uma predisposição para se tornarem adictos. Um adolescente com 18 anos que normalmente usa substancias psicoactivas, desde os 13, apresenta um padrão de pensamento e emocional de um adolescente de 13 ou 14 anos. Estudos recentes revelam que aqueles indivíduos que consomem haxixe ou outros cannabinoides, ao longo da vida, apresentam alterações na estrutura do seu cérebro. Isto é, se compararmos o cérebro de um consumidor de cannabinoides com o cérebro de um individuo não consumidor, o cérebro do consumidor revela algumas diferenças ao nível do seu desenvolvimento e funcionamento.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Sinais que são Informação Util

Tal como ja foi referido varias vezes iniciam-se os consumos de qualquer substância alteradora do humor porque, essa mesma substância, provoca prazer e uma sensação de bem-estar imediata. Se assim não fosse provavelmente não existiria o problema do abuso e da dependência, e que tanto preocupa a nossa sociedade. Depois ninguém fica dependente de drogas ou álcool de um dia para o outro. A dependência (adicção) é um processo progressivo que ocorre na vida de uma pessoa, que afecta física, mental e espiritual.

Existem alguns sinais que revelam um potencial de risco. Por exemplo:

baixo rendimento escolar, 
roubos e mentiras constantes, 
absentismo na escola, redução em actividades extracurriculares, desinteresse em hobbies, ignorar reg
ras/valores familiares, 
antagonismo e arrogância extrema (justificação exagerada, “ser o dono da razão”), 
hostilidade e manipulação, 
“Promessas quebradas” quanto à mudança de comportamentos, 
mudança no ciclo de amigos. 
Também devem ser considerados a perda ou ganho excessivo de peso, 
fraca gestão dos recursos financeiros (gastos excessivos e pedidos frequentes de reforço financeiro aos pais e ou colegas, 
pedir dinheiro emprestado e acumulação de dividas), 
perda do interesse na aparência pessoal, 
higiene e auto-estima e o isolamento ou agressividade verbal/fisica entre pares e professores.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Drogas e os seus consumidores

Quando menciono dependencias, procuro abranger todas as substancias alteradoras do humor (psico-activas) possiveis de desenvolverem dependencia; refiro-mer ao tabaco, bebidas alcoolicas e drogas licitas e ilicitas. Na minha opinião, não existem drogas "leves" ou drogas "duras". são todas drogas, devem ser abordadas de uma forma distinta e de acordo com as suas principais especificidades. As drogas não são o problema, o problema são os seus consumidores. O consumo é um acto voluntario, por isso, é importante agir, educar e informar abertamente, sem restrições e ou pressões.
O consumo de bebidas alcoolicas, de tabaco e drogas ilicitas está ligado, sem qualquer duvida, ao abuso (problema) de substancias. (Kandall,1980, 1982: Du Pont,1989, cf, Catalano, Kostermann, Hawkins, newcomb and Abbott, 1996)