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segunda-feira, 25 de março de 2013

Onde é que ficamos? Qual é afinal a realidade? Decida você



“Governo recua e distingue vinho e cerveja das bebidas espirituosas. Nova lei proíbe álcool de teor elevado a menores mas mantém os 16 anos para bebidas “leves”. Associação de bebidas e peritos falam em cedência a lóbis. A diferenciação dos limites etários – 16 e 18 anos- consoante o teor de álcool, definida no novo diploma, aprovado, no dia 21/2/13, pelo Conselho de Ministros, veio defraudar entidades ouvidas durante a elaboração da lei para o consumo do álcool. É conhecida a posição de Pires de Lima contra a proposta da proibição alargada aos 18 anos. Pires de Lima é o presidente da Associação de Produtores de Cerveja e também presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP.  ” Lê se na notícia do Jornal de Notícias de 22/2/13. Podemos acrescentar na mesma notícia, segundo o secretário de Estado adjunto da Saúde “(…) a medida tenciona sobretudo impedir a embriaguez dos jovens” Jornal de Noticias, 22/2/13. Esta é a versão dos políticos, dos interesses da Industria do Álcool (lobbies) e que contam com a conivência dos órgãos da comunicação social, sobre o problema de saúde pública relacionado com o álcool. 

Repito mais uma vez, visto ter publicado já este facto no blogue, você sabia que existem um milhão e meio de pessoas que bebe em excesso e metade delas é alcoólica, em Portugal? No artigo do JN, para espanto de todos aqueles que trabalham nesta área e ou das famílias, incluindo as crianças afectadas pelo álcool, o jornalista ainda refere na notícia, “bebidas leves.” Apesar dos média teimarem em confundir a opinião publica e alimentar mitos, não existe este conceito “bebidas leves” quando sabemos o álcool é uma droga psicoactiva.

Reacções à Nova Lei
  • “Há três, quatro meses, a proposta à qual tivemos acesso, o limite de 18 anos aplicava-se a todo o tipo de álcool. Esta proposta não é consistente, o elemento álcool está presente em todas. Não podemos diferenciar o bom álcool do mau álcool. Tínhamos ficado satisfeitos para a subida de idade mínima dos 16 para os 18 anos. A lei parece ceder a pressões de vários grupos. O álcool é sempre prejudicial aos jovens. Na cerveja há também vários graus” George Sandeman, presidente da Associação de Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos
  • “Uma cedência total aos lobbies. Esta lei serve a estratégia de fidelizar os jovens para o consumo de álcool – beber desde cedo, para criar hábito. É uma cedência total aos lobbies das grandes empresas e das multinacionais. Estamos a mascarar o problema. O álcool é álcool. É uma medida trágica.” João Manuel Ramos, responsável pela Associação de Cidadãos Auto Mobilizados
  • “A medida fica coxa, é uma medida a medo. Quem trabalha nesta área sabe que se está diante do efeito de pressões. A lei é confusa criando uma mensagem difícil de explicar aos mais novos” Rui Tato Marinho, medico e coordenador de hepatologia da Ordem dos Médicos
Depois de sabermos a opinião dos políticos e da Industria do Alcool, também iremos saber algumas reacções de entidades e os seus representantes, agora vamos abordar o lado realista e negro do fenómeno do alcool e as suas vitimas  Senão vejamos, "Coma alcoólico leva direcção do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) a suspender praxe. Foram ultrapassados os limites para além do tolerável, João Carvalho presidente do IPCA, em Barcelos, ao comentar o incidente, dentro do campus da instituição, que levou três alunos, em coma alcoólico, ao Hospital de Barcelos após o Rali das Tascas organizado pela Tuna do IPCA, em parceria com a Comissão de Praxe. (…) Os alunos hospitalizados, duas raparigas de 19 anos e um rapaz de 18, já tiveram alta. O caso mais grave saiu apenas na madrugada de ontem” Noticia do JN de 21/2/13

Excertos de uma reportagem publicada no suplemento que faz parte da edição do Correio da Manhã. “Noite de copos. Consumo de álcool por adolescentes em Portugal aumentou. Não há lei que trave.  No grupo de Alberto (nome fictício) já não há menores de idade. O mais novo dos seis rapazes, Paulo (nome fictício), celebrava nessa noite 18 anos. Pelo menos, foi o que disseram. Um afirma que começou a sair à noite aos 14 anos e já apanhou “algumas bebedeiras. O acesso às bebidas, mesmo brancas, nunca foi problema, Nem vai mudar com a lei. Os comerciantes querem é fazer dinheiro e fecham os olhos às idades. E se não for assim, leva-se uma fotocópia do BI falsa, garante Alberto”
“Até dá dó. Às vezes, é preciso sair do carro para tocar às campainhas e pô-los dentro do prédio para chegarem a casa. No outro dia era uma miúda que estava estendida no largo, completamente inconsciente. A que estava com ela só olhava. Ainda saí do carro e fui lá, mas outro colega já tinha chamado uma ambulância” taxista na zona de Santos.
Segundo João Goulão, o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, “(…) diz nada ter a acrescentar, depois de reconhecer, no ano passado, que o consumo de bebidas alcoólicas aumentou entre os jovens, mas que estes apanham “menos bebedeiras” e bebem” cada vez mais cerveja” num consumo regular.
  • “Álcool é sempre álcool e quando se faz a avaliação de um doente conta apenas o número de unidades que bebe e não o tipo de bebida. Todas são igualmente perigosas” Francisco Henriques, da Unidade de Alcoologia de Lisboa.
  • “Esta lei é cínica e desrespeita o plano que fizemos com o Ministério da Saúde” Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais
  • “Está provado que não se deveria beber antes dos 18 anos por causa do desenvolvimento cerebral” Luís Patrício, psiquiatra
Comentário: O fenómeno do Binge Drinking, que consiste no abuso de bebidas alcoólicas (período reduzido de tempo) cujo objectivo é a intoxicação/embriaguez é um problema que afecta crianças e jovens de todo o Mundo. Alguns países afirmam impotentes; ensinar as crianças a beber moderadamente não funciona, tal a pressão social, cultura que bebe, e as técnicas de marketing agressivas da indústria do álcool com a conivência dos políticos, da ordem dos médicos e advogados, tribunais e dos média. Infelizmente, Portugal inclui-se também nesta lista de países, com tendência para o fenómeno aumentar. Saiba mais sobre o que o Sr. secretário de Estado adjunto da Saúde afirmou recentemente sobre a prevenção e o serviço nacional de saúde sobre o álcool. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Prevenção: O poder do dinheiro sujo fala mais alto



Tradução:
Questão: "Consideram que chegamos ao fim da guerra contra as drogas? Não, Não, Não."

Comentário: Esta imagem é sugestiva quanto à ineficácia da estratégia da prevenção das dependências. O lucro associado ao trafico e ao consumo de substâncias psicoactivas ilícitas movimenta muitos milhões de dólares, "dinheiro sujo", todavia, de acordo com os interesses económicos e financeiros justificam por si só a sua existência, com a conivência das autoridades, politicos e de instituições ditas credíveis. Com guerra ou sem guerra contra as drogas haverá sempre vitimas da dependência (Adicção), incluindo as famílias e as crianças.

domingo, 24 de junho de 2012

Pedidos de Ajuda: Quebrar o estigma, a negação e a vergonha


Alguns pedidos de ajuda que recebo por email. Todos os dados das pessoas envolvidas, nestas histórias reais, foram modificados de forma a manter o sigilo completo. Respondo a todos os pedidos de ajuda.

1. “Boa tarde, chamo me T. Hoje durante a hora de almoço deparei-me com o seu blogue e gostaria de saber se pode prestar apoio.
 Resumindo, o meu filho, de 16 anos, por uma questão de alguma baixa estima (provocada por uma limitação física), talvez por não ter tido o acompanhamento paterno que deveria e talvez também por uma questão de fragilidade da própria personalidade, começou a consumir marijuana.
Sei que não é todos os dias, sei que não é em grandes quantidades, mas tem todos os indícios de já ter apanhado o vício. Tem um grupinho de colegas da escola que também fumam. Jura que nunca irá para as drogas mais fortes, mas a verdade, é que cada vez noto-o com mais necessidade de sair de casa, depois do jantar, para estar com o grupo de amigos. Já falei, montes de vezes, com ele, já o chamei à razão, ele diz-me que faz menos mal que o tabaco normal, e para eu estar descansada que ele sabe controlar-se.
Tentei proibi-lo de sair, mas ele ficou muito revoltado. Mais tarde, pediu desculpa, dizendo que não é o filho que eu gostava que ele fosse. Conheço bem o meu filho, é um miúdo sensível, muito amigo do seu amigo, e isso também o torna um bocado influenciável.
Não sei muito bem como atuar, sinto que tenho de manter um equilíbrio entre o coração e a razão, tenho tentado fazer isso, mas também penso que se o proibir de estar com os amigos, vou perder uma grande parte da sua confiança, até porque alguns deles são colegas de turma. Neste momento, fumar umas ganzas é tão natural, como na minha adolescência, fumar cigarros normais.
Gostaria de um conselho. Agradecida”

2. “Chamo me A. e o acaso quis que abrisse o seu blogue sobre a prevenção das dependências. Sou professora e a grande maioria dos meus alunos apresentam comportamentos desviantes tendo já um percurso de vida bastante atribulado, uns institucionalizados, outros com historiais de consumos e pequenos furtos, e claro, todos em situação de abandono escolar. Gostaria de saber qual a possibilidade e disponibilidade de uma intervenção sua junto das nossas turmas. Atenciosamente."

3. Chamo me P. e tenho um filho adicto que consome drogas desde os 12, actualmente tem 36 anos. Já fiz de tudo para o ajudar, mas ao fim de um determinado tempo, acaba por recair, e consequentemente, também sinto na “pele” as consequências negativas da sua adicção, visto ele viver comigo. Já estou cansada de abordar o assunto, onde ele, inclusive, já perdeu a família, incluindo três filhos, dos quais não pode contactar, por decisão judicial. Não sei mais o que fazer. Por favor ajude-me. Obrigada"

4. Olá meu nome é C. e há um mês descobri que meu filho, de 14 anos, está dependente de drogas. Foge de casa, quando regressa, é um farrapo. Chora imenso e pede ajuda para o problema das drogas, mas quando estamos dispostos a ajuda-lo, ele afirma que não quer ajuda. Como ele não tem recursos financeiros próprios, decidiu-se pelo tráfico para consumir, ou seja não sei mais o que faço. Devo coloca-lo num colégio interno para afastá-lo da droga? Uma vez que ele é menor de idade e não tem poder de decisão sobre si.
 Aguardo sua opinião, Obrigada”

5. “Chamo-me R. sou estudante de um curso de nível 4 na área das toxicodependências. Neste momento estou a fazer o estágio numa instituição que está interessada em participar na Acção Europeia sobre a Droga (EAD), nesse sentido, terei que propor um tema na área da prevenção. Andei a pesquisar na Internet e descobri o seu blogue, gostaria de saber se pode facultar informação específica sobre prevenção primária para escolas do 1º e 2ºciclo. Encontro imensa informação, mas como sabe, é excessiva e não é muito explícita. Se puder ajudar, agradecia imenso, visto este trabalho ter um significado muito importante, visto tratar-se do estágio curricular.
Obrigada pela atenção, com os melhores cumprimentos”

Comentário: O motivo da publicação, deste pedidos de ajuda, no blogue é unicamente, quebrar o estigma, a negação e a vergonha associados às dependências de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas. Portugal precisa, urgentemente, de uma cultura, ativa e diferente, que previna as dependências, atualmente, não existe prevenção.
Gostaria de alertar para a cultura que bebe, que reforça e promove o consumo de bebidas alcoólicas entre jovens menores de idade. Por exemplo, até à data deste post, Portugal é o único país da União Europeia, onde é permitido a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a menores de idade. Sabia que o abuso do álcool e o alcoolismo são um problema de saúde pública? Sabia que o álcool é a substâncias psicoactiva mais perigosa?
Você tem filhos? Já falou com eles sobre o consumo de bebidas alcoólicas? Já abordou o tema das drogas ilícitas? Já abordou os riscos do abuso (binge drinking – consumo excessivo de bebidas alcoólicas cujo intuito é a intoxicação /embriaguez) e do alcoolismo. Se você não o fizer outras pessoas fazem por si. Você tem alguém na sua família com problemas associados ao abuso do álcool e/ou do alcoolismo ou drogas ilícitas? Se a resposta for sim, mais uma razão forte para abordar o assunto em família, incluindo os jovens. Promova a comunicação, na família, que ajude a quebrar os tabu e  os mitos associados às drogas lícitas e/ou ilícitas.
Importante: Caso você esteja interessada/o em ver esclarecido algumas questão em relação à prevenção das dependências envie um email. Todos os dados pessoais confidenciais
Caso esteja interessado sobre a realidade Portuguesa e as drogas.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Festas de Verão e a publicidade agressiva da Industria do Alcool sem prevenção


No seguimento do trabalho sobre as Festas de Verão e a publicidade agressiva da Industria do álcool da qual os jovens são  alvo, na nossa sociedade, já de si extremamente afectada pelo alcoolismo, desde há dezenas de anos (cultura que bebe), onde tem permanecido activo e intocável ao longo das gerações. Na pratica, o álcool (substancia psicoactiva, depressora do sistema nervoso central – droga licita) e o alcoolismo (doença referida no DSM - Manual de Diagnostico e Estatísticas das Perturbações Mentais e no CID - Classificação Internacional de Doenças) são fenómenos ignorados e negligenciados ainda em Portugal, a nível da saúde, da prevenção, da vontade dos políticos, da legislação e das consequências sociais (ex. violência domestica, acidentes sob o efeito do álcool, o consumo e abuso de bebidas alcoólicos por menores de idade, a prevenção, o tratamento).

Desta vez, convidei uma empresa municipal (Camara Municipal de Lisboa) a EGEAC a participar num pequeno questionário sobre as Festas dos Santos Populares e a Industria do Álcool, que mais uma vez agradeço a sua disponibilidade.

Gostaria de destacar a inexistência de entidades competentes e/ou medidas que visem a Prevenção das Dependências durante as Festas de Verão, porque o lucro está acima dos direitos dos jovens. 
As respostas vieram confirmar os piores receios: O Mundo dos Adultos não é seguro para alguns jovens vulneráveis.   



Exmos srs EGEAC

É um fenómeno recorrente, nesta altura do ano (Verão) a publicidade, o marketing agressivo e a venda em relação às bebidas alcoólicas, em especial das cervejas, assume uma proporção muito significativa e capaz de influenciar e encorajar o consumo das referidas bebidas, principalmente entre os mais jovens, isto é, novos consumidores (fidelização à marca), técnicas de marketing que visam o publico jovem e o binge drinking (abuso de bebidas alcoólicas cujo intuito é a intoxicação - embriaguez). Por exemplo, nas Queimas das Fitas, nos festivais de música e nos Santos Populares. Estes eventos sazonais movimentam milhares de pessoas, incluindo os jovens, e são extremamente lucrativos para as marcas de cerveja.

Sou um profissional que trabalha na Prevenção e Tratamento das Dependências de Substancias Psicoactivas e venho por este meio solicitar o vosso apoio para o meu trabalho sobre a publicidade, a venda de bebidas alcoólicas (cervejas) e o super visionamento pelas entidades responsáveis por tais práticas. Qual o histórico e o V.  papel activo na prevenção deste tipo de mercado extremamente agressivo e lucrativo por parte da industria do álcool? Nesse sentido, gostaria de vos enviar um questionário e saber a quem pode ser dirigido.

Desde já os meus agradecimentos e estou disponível para qualquer esclarecimento adicional.
Atenciosamente
João Alexandre Rodrigues

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Resposta da EGEAC
Exmo. Senhor,
Acusamos a recepção do Vosso email que mereceu a nossa melhor atenção. Nesse âmbito informamos que também nós estamos cientes dos perigos inerentes ao consumo de álcool pelo que também nós temos colaborado com as autoridades no sentido de sensibilizar os vários participantes e espectadores das Festas de Lisboa.

Caso possamos ajudar na Vossa acção estaremos ao Vosso dispor
Cumprimentos
EGEAC

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Nota: Após a disponibilidade da EGEAC, em participar, reencaminhei um questionário com oito perguntas sobre a Publicidade e o Marketing agressivo em relação à venda de bebidas alcoólicas.



  • Resposta da EGEAC ao questionário

Exmo. Senhor
Conforme solicitado colocamos as nossas respostas junto das Vossas perguntas
Cumprimentos EGEAC

Questionário: Festas dos Santos Populares

1. Qual a função da EGEAC durante as Festas dos Santos Populares?

EGEAC: IMPORTA DESDE JÁ REALIZAR UM ESCLARECIMENTO, UMA COISA É O PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA DO QUAL A EGEAC É A ENTIDADE ORGANIZADORA E RESPONSÁVEL, OUTRA A FESTA DOS SANTOS POPULARES ONDE UM CONJUNTO MUITO SIGNIFICATIVO DE ENTIDADES E PRIVADOS DESENVOLVEM AS SUAS INICIATIVAS

2. Qual o numero aproximado, segundo os v. dados, de participantes nas Festas dos Santos Populares?

EGEAC: NÃO NOS É POSSÍVEL TERMOS UM VALOR EXACTO. NO QUE DIZ RESPEITO AO PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA O VALOR DEVERÁ RONDAR 1,5 MILHÕES DE ESPECTADORES CONTANDO COM AS TRANSMISSÕES DA TELEVISÃO.

3. Quais os incumprimentos mais detectados pela EGEAC sobre a publicidade, o marketing agressivo e a venda em relação às bebidas alcoólicas, nos últimos 5 anos?

EGEAC: EMBORA CIENTES DESSE PROBLEMA, NÃO ESTÁ NA MISSÃO DESTA EMPRESA MUNICIPAL ESSE TIPO DE AVALIAÇÃO. JULGAMOS NO ENTANTO QUE ACTUALMENTE O PROBLEMA NÃO RESIDE NO PERÍODO DAS FESTAS DE LISBOA MAS SIM ANUALMENTE CONSIDERANDO A RECENTE MODA DO "BOTILHÃO" OU SEJA A VENDA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS EM LOJAS QUE ESTÃO ABERTAS DIA E NOITE SEM NENHUM CONTROLO.

4. Quais as medidas especificas tomadas pela EGEAC durante as Festas dos Santos Populares de forma a monitorizar e a prevenir a publicidade e o marketing agressivo pela industria do álcool?

EGEAC: VOLTO A REFORÇAR A IDEIA DE QUE A EGEAC NÃO TEM COMO MISÃO TOMAR MEDIDAS SOBRE ESTA SITUAÇÃO. ESSE DEVER PRENDE-SE COM OUTRAS ENTIDADES E INSTITUIÇÕES QUE TÊM POR BASE NA SUA ACTIVIDADE AVALIAR E PREVENIR ESSA SITUAÇÃO, NOMEADAMENTE NO CAMPO DA FISCALIZAÇÃO. A EGEAC APENAS PROCURA QUE OS SEUS PARCEIROS CUMPRAM COM OS REQUISITOS QUE NÃO POSSIBILITEM UM CONSUMO EXAGERADO DESSE TIPO DE BEBIDAS NOS EVENTOS QUE REALIZA.

5. Consideram que a Industria do álcool, durante as Festas dos Santos Populares, adopta uma postura responsável em relação à publicidade e ao marketing?

EGEAC: VOLTO A FRISAR QUE NÃO COMPETE À EGEAC AVALIAR E/OU PRONUNCIAR-SE SOBRE ESSA SITUAÇÃO. TEMOS NO ENTANTO PROCURADO TRABALHAR COM OS NOSSOS PARCEIROS DIRECTOS PARA QUE A IMAGEM E O MARKETING UTILIZADO RELAIZE MAIS UMA ASSOCIAÇÃO DE MARCAS À MARCA LISBOA E FESTAS DE LISBOA DO QUE AO PRODUTO PROPRIAMENTE DITO, PROCURANDO DESTA FORMA DESENVOLVER UMA ACÇÃO PEDAGÓGICA. RELEMBRO NO ENATNTO QUE NO PERÍODO DOS SANTOS POPULARES EXISTEM OUTRAS ENTIDADES E MARCAS QUE NÃO POSSUEM ESSA PREOCUPAÇÃO.

6. Na opinião da EGAEC, qual o efeito do slogan pratico "Seja responsável beba com moderação" durante as Festas dos Santos Populares?

EGEAC: SÓ NOS PODEMOS PRONUNCIAR RELATIVAMENTE ÀS INICIATIVAS DIRECTAMENTE REALIZADAS PELA EGEAC. CONSIDERAMOS QUE A RESPECTIVA MENSAGEM TEM TIDO OS SEUS RESULTADOS QUANDO BEM VEICULADA.

Como sabem o Álcool é uma substância psicoactiva depressora do sistema nervoso central (droga lícita). O Alcoolismo é um problema de saúde pública em Portugal, isto é revelador na medida, em que, somos uma "cultura que bebe".

7. Quais a medidas especificas tomadas pela EGAEC, durante as Festas dos Santos Populares, de forma a monitorizar e a prevenir o Fenómeno Binge Drinking entre os jovens (Abuso de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação - embriaguez. Por ex. entre os homens, o consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante dias seguidos e afecta negativamente os comportamentos dos jovens. Algumas consequências previsíveis após o Binge-Drinking por ex. acidentes, condução
sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência e abuso - ex. bullying, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, intoxicação alcoólica e morte), e o consumo por jovens menores de idade (legal) que é de 16 anos?

EGEAC: VOLTAMOS A REFORÇAR A MENSAGEM: UMA COISA É O PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA DO QUAL A EGEAC É RESPONSÁVEL E ONDE A SITUAÇÃO QUE REPORTA NA SUA QUESTÃO NÃO SE COLOCA, OUTRA COISA TOTALMENTE DISTINTA SÃO AS FESTAS DOS SANTOS POPULARES QUE SÃO DA RESPONSABILIDADE DE VÁRIAS ENTIDADES E PRIVADOS E SOBRE O QUAL A EGEAC NÃO TEM CONHECIMENTO SOBRE OS PROCEDIMENTOS ADOPTADOS. JULGAMOS QUE A SITUAÇÃO APONTADA NA VOSSA QUESTÃO NÃO SÓ SE REPORTA AO PERÍODO DOS SANTOS POPULARES

8. Quais as medidas especificas tomadas, pela Organização das Festas dos Santos Populares, de forma a monitorizar e a prevenir o abuso das bebidas alcoólicas, não só entre os jovens mas também entre os adultos?

EGEAC: VOLTO A INFORMAR QUE A EGEAC APENAS INTERVÉM NAS ACÇÕES DO PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA SOBRE SUA RESPONSABILIDADE, PELO QUE PROCURAMOS SEMPRE JUNTO DOS NOSSOS PARCEIROS QUE AS ACÇÕES A REALIZAR NÃO PRODUZAM GRANDE CONSUMO DE ÁLCOOL JUNTO DOS VÁRIOS PÚBLICOS PARTICIPANTES.

O Álcool (substância psicoactiva geradora de dependência) e o alcoolismo· (doença) assumem uma dimensão preocupante visto as consequências representarem um elevado preço, quer seja para o próprio Estado, para as famílias, incluindo as crianças, para a comunidade e para a sociedade em 
geral.
As gerações futuras necessitam de orientação e apoio nos momentos mais críticos das suas vidas, por ex. a adolescência. Uma única vitima do abuso do álcool e ou do alcoolismo é demasiado.
Mais uma vez os meus sinceros agradecimentos pelo V. apoio.
Estou disponível para qualquer esclarecimento adicional
Atenciosamente
João Alexandre Rodrigues

Nota: Após as respostas inconclusivas ao referido questionário voltei a reencaminhar outro email com novas questões.

Boa tarde,

desde já os meus agradecimentos pela prontidão da resposta ao email/questionário.
Depois de ler, atenciosamente, as suas respostas surgem outras questões às quais continuam sem resposta.
Nesse sentido, se me permite, gostaria de colocar as seguintes questões.

Segundo o vosso site as Festas dos Santos Populares fazem parte de um conjunto de iniciativas das Festas de Lisboa,  "sendo a EGAEC uma empresa municipal responsável pela programação das mais variadas iniciativas· (Equipamentos e Eventos), onde se incluem as Festas dos Santos Populares.” E ainda "Contudo só em 1934 a Câmara Municipal de Lisboa chamou a si a organização dos tradicionais festejos inspirados nos Santos Populares." Desde 1934 até 2011 a Câmara Municipal de Lisboa organiza os tradicionais festejos.

EGEAC: COMO MENCIONEI A CML/EGEAC SÃO AS ENTIDADES RESPONSÁVEIS PELA ORGANIZAÇÃO DO PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA QUE INCLUI AS PRINICIPAIS INICIATIVAS CELEBRATIVAS DOS SANTOS POPULARES, NOMEADAMENTE DO SANTO ANTÓNIO.
NO ENTANTO NÃO É DA SUA RESPONSABILIDADE A TOTALIDADE DAS MUITAS INICIATIVAS
QUE TÊM LUGAR NA CIDADE NESTE PERÍODO
.

Tendo em conta a sua resposta, ao primeiro questionário, não faz qualquer referência específica ao "...conjunto muito significativo de entidades e privados desenvolvem as suas iniciativas".Quem são e o que fazem, de acordo com o teor do questionário? Quem são as entidades responsáveis públicas ou privadas pela monitorização da publicidade e o marketing agressivo assim como a venda das bebidas alcoólicas?

EGEAC: COMO CERTAMENTE SABERÁ ESSAS ENTIDADES SÃO DESDE AS VÁRIAS ASSOCIAÇÕES, COLECTIVIDADES, ESCOLAS, AGRUPAMENTOS DE ESCUTEIROS, ENTRE OUTROS QUE TAMBÉM ELAS REALIZAM NESTE PERÍODO VÁRIAS INICIATIVAS E NEGOCEIAM COM EMPRESAS DE BEBIDAS A SUA PRESENÇA NO ESPAÇO PÚBLICO E RESPECTIVA VENDA DE BEBIDAS.

Quem são as entidades publicas ou privadas responsáveis, durante as festas dos Santos Populares, pelas medidas implementadas no local de forma a monitorizar e prevenir a publicidade e o marketing agressivo pela industria do álcool? Recordo a sua resposta; 1,5 milhões de espectadores. É um número apetecível e extremamente atraente para a Industria do álcool e dos seus parceiros, refiro-me à publicidade, ao marketing agressivo e à venda.

EGEAC: VOLTO A FRISAR QUE ESSE NÚMERO QUE APONTEI DIZ RESPEITO AOS ESPECTADORES QUE ESTÃO PRESENTES NAS ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA EGEAC E/OU ASSISTEM ÀS MESMAS VIA OPERADOR TELEVISIVO PARCEIRO DA EGEAC.
QUANTO ÀS ENTIDADES PRIVADAS JÁ AS MENCIONEI AS MESMAS QUE SÃO CERTAMENTE
TAMBÉM DO SEU CONHECIMENTO.

Qual a entidade publica ou privada competente capaz de responder à questão
da pergunta nº 5?

EGEAC: NÃO SEREI EU A DIZER-LHE. NÃO ME CABE A MIM MENCIONAR, ATÉ PORQUE CERTAMENTE NÃO É DO MEU CONHECIMENTO.

Qual a entidade publica ou privada competente para responder à questão nº6?

EGEAC: IDEM, IBIDEM.

Sendo a EGEAC, a entidade organizadora das Festas de Lisboa, da qual as Festas dos Santos Populares fazem parte mas, não sendo a única, visto existirem um conjunto significativo de entidades,   qual delas (entidade envolvidas na organização) competente e capaz de responder à pergunta nº 7?

EGEAC: AS PERGUNTAS QUE INSISTE EM COLOCAR-ME NÃO PODEREI RESPONDER, POR NÃO SER A PESSOA ADEQUADA E OU POR DESCONHECIMENTO. REFORÇO UMA VEZ MAIS A IDEIA DE QUE NAS INICIATIVAS DA NOSSA RESPONSABILIDADE A EGEAC TEM PROCURADO JUNTO DOS SEUS PARCEIROS QUE SE REALIZE UM CONTROLO QUER EM TERMOS DE PUBLICITAÇÃO DE MARCAS ALCOÓLICAS, PROCURANDO SUBSTITUIR AS MESMAS POR MARCAS NÃO
ALCOÓLICAS QUER MEDIANTE CONTROLO NA VENDA DAS MESMAS JUNTO PÚBLICO PARA SE EVITAREM EXCESSOS.

Quais os parceiros, que refere, competentes para responder à pergunta nº8?
EGEAC: IDEM, IBIDEM - SENSIBILIZANDO JOVENS E ADULTOS NO ACTO DA COMPRA, PUBLICITANDO MAIS AS BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS E/OU SEM ALCÓOL .

Mais uma vez gostaria de destacar o carácter social e preocupante que o alcoolismo, o abuso do álcool, o binge drinking, o consumo de bebidas alcoólicas por jovens menores de idade assumem nos dias de hoje, com a agravante de o referido fenómeno assumir dimensões preocupantes.

EGEAC: ESTAMOS TOTALMENTE CIENTES DESSE PROBLEMA PELO QUE AS NOSSAS INICIATIVAS PROCURAM SEMPRE NÃO INCENTIVAR AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS NEM OUTRAS SUBSTÂNCIAS TAMBÉM PREJUDICIAIS À SAÚDE.

Mais uma vez agradeço a sua disponibilidade

Atenciosamente, EGEAC
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Nota: Voltei a reenviar o ultimo email:
Boa tarde,

Agradeço a sua disponibilidade em responder, pela segunda vez, às questões do referido questionário.

Pelo que percebo das suas respostas o assunto específico a que o questionário se refere Publicidade, e Marketing Agressivo sobre a venda de bebidas alcoólicas  aparenta não existir, na V. organização, dos Santos Populares,   uma entidade responsável e competente que monitorize este fenómeno que assume proporções alarmantes (a Publicidade e as técnicas
agressivas de marketing da Industria do álcool).

Lamento que assim seja, porque, como bem sabe, o abuso do álcool e o alcoolismo é um problema de saúde pública e o álcool é uma substancia psicoactiva depressora do sistema nervoso central. Como é possível determinadas praticas sejam permitidas, assim a como negação das consequências negativas refiro me por ex. ao binge drinking (abusar do alcool cujo intuito é a intoxicação/embriaguez) e ao consumo e abuso de bebidas alcoólicas por jovens menores de idade. O lucro não pode estar acima dos direitos das crianças e dos jovens.

Como deve saber, existem estudos nos Estados Unidos da América e no Reino Unido que estabelecem uma ligação entre a publicidade e o abuso de bebidas alcoólicas entre os jovens (novos consumidores e fidelização às marcas para o resto das suas vidas). Desde o final dos anos 90 existem medidas que monitorizam este tipo de práticas abusivas. Caso esteja interessado, posso reencaminhar alguns desses estudos.

Desde 1993 que trabalho na Prevenção e no Tratamento e posso assegurar-lhe o fenómeno do abuso do álcool e do alcoolismo surge cada vez mais cedo (precoce) na vida dos indivíduos que estão vulneráveis a este fenómeno.

Existem jovens adultos com idades entre os 25 e os 30 anos com sérios problemas de alcoolismo. Provavelmente, começaram a beber aos 15 ou 16 anos. Há 20 anos atrás o alcoolismo surgia aos 45 e/ou 50 anos.

Mais uma vez os meus sinceros agradecimentos ao ter, prontamente, respondido
aos emails.

Atenciosamente
João Alexandre Rodrigues
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Nota: Ultima resposta da EGEAC

Exmo. Senhor,
Gostaria que não interpretasse de forma incorrecta o que informei. A EGEAC é uma empresa municipal que tem por missão a organização e desenvolvimento de um conjunto de actividades culturais e gestão de equipamentos culturais que possam servir a Cidade e quem nela habita e/ou 
visita.
Como várias vezes informei nas respostas que lhe forneci a EGEAC está totalmente ciente do flagelo do consumo de bebidas alcoólicas em grau de excesso e como tal tem sempre trabalhado com os seus parceiros por forma a evitar que tal se realize nas iniciativas que são da responsabilidade directa desta empresa.
Mais informo que nas respectivas iniciativas que organizamos não se têm registado acontecimentos ocorridos relativamente ao excesso de álcool.
Mantemos no entanto a monitorização e o trabalho conjunto com os parceiros para se evitarem passar mensagens que indiciem o consumo desse tipo de bebidas.
Como várias vezes informei Festas dos Santos Populares é uma coisa, Festas de Lisboa outra. Gostaria pois que não fossem interpretadas de forma incorrecta as palavras
que escrevi.

Gostaria igualmente que ficasse uma vez mais reiterado que da nossa parte existe total preocupação relativamente a esse assunto que pelos vistos tem trabalho, e com todo o sentido de responsabilidade, ao longo dos anos. 
Infelizmente esse fenómeno que nos projecta é um grave problema do dia a dia e não só no período dos Santos Populares.

Certos da sua compreensão e desejando um bom trabalho, gostaria por último de informar que a EGEAC irá manter-se alerta e tudo fazer para que não se alastre essa situação
Cumprimentos,  EGEAC



segunda-feira, 12 de julho de 2010

Leaked footage of Corporate Tobacco Man

terça-feira, 26 de junho de 2007

Ser diferente por vezes pode ter um custo negativo

Aparenta existir uma atitude, na nossa cultura, que promove e reforça o abuso de substâncias adictivas, incluindo o álcool, como algo inócuo. As drogas, quando ingeridas no organismo, proporcionam prazer e euforia de uma forma eficaz. Existem drogas para todo o tipo de pessoas e existem pretextos suficientes e plausíveis para se experimentar a primeira vez o consumo. Toma-se drogas para ficar mais activo, para ficar mais relaxado e descontrair, para dormir, para ir ao cinema, para dançar, para ouvir música, para estudar, para conviver, para inibir o apetite, etc. Estas sensações de prazer e bem-estar são muitas vezes uma prioridade na forma com o lidamos com os nossas emoções mais desconfortáveis, procurando o prazer ou o alívio imediato, em vez de adiar a gratificação. No meu contacto com pessoas, exclamam “Se posso me divertir melhor...”, “Se consigo expressar-me melhor perante as outras pessoas e ficar mais descontraído...”, “Se consigo ter a atenção dos meus amigose cativa-los...”, “Se consigo dormir...”, “Se posso ter sexo e desinibir melhor...”, “Gosto de ser diferente das maioria das pessoas...”, “Gosto de pertencer a um grupo de amigos especiais que me identifico...”, “Se posso estudar e ficar mais concentrado com drogas porque não hei de consumir. Eu consigo controlar a situação. Não sou fraco. Qual é o problema? Toda a gente faz o mesmo...
É um mito. Gostaria de sublinhar que nem toda a gente consome e ou abusa de drogas, incluindo o álcool.