sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Prevenir é o melhor remedio




Porto: Associação de bares alerta para o “drink spiking”

Donos de bares da zona histórica do Porto aconselharam hoje os seus clientes a redobrarem a atenção para o fenómeno do «drink spiking», que consiste na adição de substâncias psicotrópicas em bebidas para facilitar roubos ou violações.

Em comunicado, a Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) enumera um conjunto de «mandamentos» que devem ser seguidos pelos frequentadores dos estabelecimentos nocturnos na passagem de ano.

Não abandonar o copo em circunstância alguma e não aceitar oferta de bebidas por estranhos, sem verificar quem as serviu, são dois dos «mandamentos» enunciados.
A um conjunto de 13 mandamentos directamente relacionados com o «drink spiking», a ABZHP acrescenta uma recomendação aos donos de estabelecimentos nocturnos para que vedem a entrada nos seus estabelecimentos a menores de 16 anos, nos termos da lei.

Diário Digital / Lusa

Comentário: Como profissional atento e visto já não ser novidade o “drink spining”, é a segunda vez que publico uma noticia destas no blogue, para alertar todos deste fenómeno.

Principalmente, para os pais de jovens que se deslocam a estas zonas de lazer.
Como a associação refere existirem "13 mandamentos" sugerir aos jovens e todos aqueles que se sintam expostos a este risco informarem-se junto da gerência dos bares sobre como protegerem-se de roubos e/ou violações associados ao "drink spiking".

Não querendo generalizar, provavelmente este fenómeno já ocorre em todo o país, não se limitando somente à zona do Porto.
Prevenir é o melhor remédio.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A Ciencia e a Prevençâo



Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência (OEDT)

Comunicado da Agencia da União Europeia de informação sobre a droga, Lisboa

IN AQUA VERITAS? ANÁLISE DE DROGAS ILÍCITAS EM ÁGUAS RESIDUAIS
Análise de águas residuais, uma perspectiva promissora de vigilância da droga, refere o OEDT

(3.12.2008, LISBOA) A agência da UE de informação sobre droga (OEDT) apresenta hoje, na última edição da série Insights, uma nova abordagem em matéria de vigilância do consumo de drogas ilícitas na comunidade intitulada: Análise de drogas ilícitas em águas residuais: potencial e limitações de uma nova abordagem de vigilância, o relatório explica o modo como a busca de resíduos de drogas ilícitas nas águas residuais municipais (nomeadamente de estações de tratamento) pode contribuir para uma compreensão em tempo real dos níveis de consumo de drogas e da evolução das tendências ao nível local.
O relatório explica em que medida o avanço tecnológico, aliado a técnicas de detecção mais sensíveis (espectrometria de massas; cromatografia líquida de alta eficiência), permitiram aos cientistas identificar resíduos de drogas em líquidos, mesmo em concentrações muito baixas. O método envolve a análise de águas residuais, de forma a medir os níveis de produtos de degradação das drogas ilícitas excretados na urina. Esses níveis são posteriormente usados para calcular os níveis de consumo de substâncias específicas numa determinada comunidade.

“Embora a actividade nesta área esteja ainda na sua fase inicial e subsistam incertezas consideráveis, a abordagem parece cada vez mais promissora”, declara Wolfgang Götz, Director do OEDT. “Torna-se evidente que os últimos progressos na nossa capacidade para detectar a presença de drogas e dos seus metabolitos nas águas residuais poderão ter um impacto importante nas novas abordagens que adoptamos para monitorizar ao longo do tempo as tendências em matéria de consumo de droga”.

O método foi inicialmente utilizado por cientistas nos anos 90, para monitorizar o impacto ambiental dos resíduos domésticos líquidos. O seu potencial no domínio da monitorização do consumo de drogas ilícitas foi rapidamente reconhecido, tendo em 2005 começado as actividades centradas na cocaína. Desde então, o procedimento foi alargado a outras drogas, nomeadamente os opiáceos, os estimulantes do tipo das anfetaminas bem como a cannabis. Embora seja possível recolher amostras tanto de águas residuais (por ex.
descargas líquidas não tratadas em estações de tratamento) como de águas superficiais (por ex. rios, lagos), o relatório centra-se nas águas residuais.

A investigação científica nesta nova área emergente está a desenvolver-se rapidamente e de forma multidisciplinar, envolvendo química analítica, fisiologia e bioquímica, estatística e epidemiologia espacial, engenharia sanitária e epidemiologia clássica do consumo de droga.

O relatório hoje publicado analisa as modalidades de aplicação desta abordagem de avaliação do consumo de droga na comunidade a partir dos seguintes aspectos: a degradação das drogas no organismo; o transporte
das drogas nos sistemas de drenagem urbanos; e o papel dos mapas e dos sistemas de informação geográfica (SIG) na compreensão das complexas relações entre população, doenças e ambiente. Os peritos consideram também os aspectos éticos e legais da amostragem de águas residuais e em que medida os dados dos estudos sobre águas residuais podem complementar as estimativas sobre o consumo de drogas baseadas em abordagens mais convencionais.

Como se refere no relatório, “o consumo de drogas ilícitas é, por natureza, uma actividade clandestina e dissimulada, pelo que os métodos de investigação tradicionais (tais como os inquéritos à população ou aos domicílios) podem revelar-se pouco concludentes ou mesmo ineficazes para avaliar os níveis de certos tipos de consumo de drogas ilícitas. A possibilidade de que uma nova técnica de avaliação do consumo de drogas ilícitas possa ser adicionada ao actual repertório de métodos de investigação constitui, por conseguinte, uma perspectiva interessante”.

Notas: Análise de drogas ilícitas em águas residuais: potencial e limitações de uma nova abordagem de vigilância, OEDT,
Insights N.º 9, Dezembro de 2008 — http://www.emcdda.europa.eu/publications/insights

domingo, 21 de dezembro de 2008

Prendas sim, mas com limites e amor



Qual é o melhor brinquedo para as crianças e para os pais? As pessoas, afirmam os estudiosos do comportamento humano. Então, porque se gasta tanto dinheiro em presentes? “Porque as pessoas têm pouca satisfação em estar umas com as outras e sentem a necessidade de compensação”, explica o pedopsiquiatra e psicanalista Emílio Salgueiro.

O Presidente do Colégio de Psiquiatria da Infância a da Adolescência da Ordem dos Médicos está convicto de que a vida moderna padece de uma crise social e a cura passa pela ponderação. ”Os pais devem reflectir sobre o espírito com que dão brinquedos. Quanto mais os adultos têm a sensação de que estão ausentes, mais brinquedos oferecem. É uma forma de se desculpabilizarem pela falta de disponibilidade e é isso que se vê na actual angústia natalícia”. A prova esta à vista de todos: As vendas de brinquedos aumentam de ano para ano.

O número de prendas é quase sempre proporcional ao orçamento, contudo, o excesso diminui valor dos presentes. ”Como são muitos, não é atribuído tanto valor e o gosto de desfrutar também é menor. É um pouco anestesiar as crianças”, ironiza Emílio salgueiro. Também pedopsiquiatra e psicanalista Maria José Gonçalves reconhece que “há de facto, uma tendência consumista e uma variedade de oferta que favorece que as crianças tenham mais brinquedos”. Ainda assim, esta realidade não tem de ser negativa. “Não há números ideais, mas os pais devem escolher os brinquedos de acordo com a idade da criança, as suas capacidades e interesses e não em função dos seus próprios gostos”.

E é preciso disciplina para não dar tudo o que é pedido. “As crianças lidam melhor com a frustração do que às vezes mostram ou do que os pais pensam. A satisfação imediata, seja em que área da vida da criança for, dificulta-lhes o lidar com a realidade e com os seus constrangimentos”, acrescenta.

Dosear e bom senso parental são as palavras de ordem, mesmo para os especialistas que estudam os adolescentes e crianças. “Os pais devem estabelecer limites para tudo menos para o amor firme”, sublinha o catedrático de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa, Daniel Sampaio. Mais do que o número de presentes, os estudiosos são unânimes em afirmar que “o importante é brincar com as crianças. O ideal era que os pais fizessem os brinquedos em conjunto com os filhos”, diz o psiquiatra José Gameiro.

Não o fazem porque dizem não ter tempo. “A sociedade actual tem dificuldade em esperar. As pessoas sentem-se hoje mais vazias, e por isso, com necessidade de presenteamento. Contudo, as crianças não precisam de compensação, mas sim de atenção”, sublinha Emílio Salgueiro. As brincadeiras entre pais e filhos são uma solução. “Mas, brincar não é infantilizar (com os pais a brincarem com carrinhos), é estar com as crianças e ser capaz de se colocar no seu nível de interesse. E não é preciso ter brinquedos”. Como se faz? Usam-se as situações do quotidiano: “um dos melhores lugares para a interacção entre pais e filhos é a viagem de carro entre casa e a escola”, diz a psiquiatra clínica, Inês Marques.
Artigo do Jornal Expresso, 20 de Dezembro 2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

Época Festiva - Natal


Estamos em plena época natalicia.

Andamos todos a pensar no Natal. Alguns passam em familia outros nem por isso, mas somos todos invadidos por um misto de nostalgia e euforia.

Gostaria simplesmente de referir e enaltecer a importancia de nos centrarmos no verdadeiro sentido e proposito do Natal em vez de no dinheiro, consumismo desenfreado.

Na minha opinião, considero o Natal como algo que "obedece" a certos rituais e tradições aos sonhos e à imaginação.

Boas Festas :º)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Pedido de Ajuda Corajoso - Agressividade



Pedido de Ajuda
Sou mãe de um jovem de dezoito anos, que durante a sua infância e pré adolescência nunca manifestou comportamentos agressivos ou algo do género, sempre foi um filho sensível, meigo e atencioso, com um bom senso que por vezes desejaríamos que alguns adultos tivessem.

O meu filho completou 18 anos em Julho 2008 mas...em Janeiro de 2008 começou a ter atitudes agressivas, prepotentes e de uma falta de educação inaceitável.
Falava com alguns familiares e amigos sobre o seu comportamento e iam-me dizendo, tens que ter calma, é uma fase, isso passa.

Eu sou muito carinhosa com os meus filhos mas ao mesmo tempo exigente e "pego no pé "como os meus filhos dizem, mas só quero o melhor para eles.
E quando digo, isto é, mesmo quando eles tem um comportamento incorrecto chamo atenção e sou chata se for necessário.

Mas tudo isto tem sido bastante complicado de gerir ,O meu filho sai quase todas as noites e quando eu lhe digo que não sais, por isto por aquilo etc... ele ameaça que sai, e sai mesmo, mesmo magoando.

Entrou este ano na faculdade, numa área que não era do seu agrado, depois de muito argumentar para que não desistisse mas aproveita-se as mais valias da frequência desse curso e que logo que a oportunidade surgisse mudava de curso, em vão faltou ate desistir definitivamente.

Desconfiei que andava a jogar no Casino, mas não tenho a certeza e como não consigo demove-lo de se envolver em situações que o possam vir a prejudicar fui desistindo porque vivo apavorada e tudo me passa pela cabeça até que esteja a drogar-se mesmo.

A linguagem dele alterou completamente até o grupo de amigos mais próximo dele tem reparado, começou a sair com outro tipo de amizades ,as quais nem me deixa chegar perto, não conheço nenhum dos amigos dele neste momento, poucos são os amigos que tinha que ainda se relacionam com ele.

Começou a trabalhar com o tio (irmão do meu marido, falta as responsabilidades todos os dias chega atrasado, sai do local de trabalho, mente, inventa desculpas maior parte descabidas.

Não consegue iniciar um projecto, e termina-lo normalmente, seja a coisa mais básica que possamos imaginar... por ex. diz que vai tomar banho depois arrumar o quarto ou fazer uma coisa qualquer, o telemóvel não pára, basta uma mensagem e ele muda o rumo da vida dele.

Grita comigo a toda a hora, mesmo quando lhe digo que não lhe admito mais faltas de educação , que o repreendo.

A resposta passou a ser Oh Pá! Oh Pá! E coisas do género. Antes de ontem (sábado) chegou as 6.30 da manhã a casa quando chegou ao local de trabalho , mandou uma mensagem ao tio a dizer que vinha a casa tomar banho e tomar o pequeno almoço, nunca mais lá apareceu. Quando chegou a casa perguntei-lhe, Então? Vieste embora hoje que a loja tem tanto movimento e o tio precisa de ti? Ele respondeu “Já falei com o tio e fiquei de ir de tarde.” Mais tarde vim a saber pelo meu cunhado que apenas lhe tinha enviado uma mensagem e lhe tinha dito ele que ia de tarde. Eu disse pois... deste um toque para o telefone. A mãe ligou e disseram-me que tinhas saído não está correcto. Miguel, (nome fictício) hoje é que o tio precisa de ti e é assim consegues ganhar o teu ordenado?

O meu filho responde..."não sabe, não fala" fiquei atónica, revoltada envergonhada não foi isto que ensinei aos meus filhos tenho a certeza. Refilei com ele disse-lhe que não lhe admitia tanta falta de educação e que estava saturada de tanta má criação do meu próprio filho. Mas de nada valeu ,foi-se deitar e disse agora deixa-me dormir eu nem posso acreditar este é o meu filho. Aquele a quem ensinei que a atitude era a melhor forma de enfrentar a vida que a educação era o nosso bilhete de identidade enfim uma infinidade de valores que considero vitais na minha vida.

Preciso de ajuda , estou a enlouquecer com tudo isto e para alem deste meu filho tenho uma menina com dez anos a quem ele maltrata constantemente, chegando até a bater-lhe, sem qualquer tipo de racionalização. Sinto-me tão sozinha o meu marido está sempre fora, ele não respeita ninguém nem ao próprio pai que anda dia e noite a tentar recuperar a nossa vida que nestes últimos dois anos deu uma reviravolta em termos económicos indescritíveis.

A minha menina e eu choramos todos os dias juntas, muitas vezes com medo do que possa ele fazer a seguir.
Estamos todos os dias sozinhas em casa e eu penso quando ela chegar á adolescência qual o efeito que esta situação terá nela?

Amo demais os meus filhos e não consigo viver nesta angustia, neste medo constante do que vem a seguir.

Amélia (nome fictício)

Resposta ao pedido de ajuda
Boa noite,
Lamento que esteja a atravessar um período difícil e compreendo perfeitamente a sua mágoa e a ansiedade.

Como sabe hoje em dia qualquer família está exposta e vulnerável a todo tipo de crises, por ex. doenças, desemprego, instabilidade financeira, luto, divórcio ou separações, acidentes, etc. Apesar de contemplarmos esta possibilidade, visto acontecer a inumeras pessoas à nossa volta, lá no fundo desejamos que nunca sejamos expostos a estas situações dolorosas.

Por vezes, tenho observado que quando surgem crises e privações nas famílias estes períodos de dor e confusão, adquirem um efeito catalisador que fomenta a coesão do grupo e a entreajuda. São nos momentos difíceis e de adversidade que nós nos revelamos. Isto é, aquilo que dizemos saber fazer é “posto à prova”. Falo-lhe por experiencia própria.

Apesar de estar limitado quanto à informação e ao conhecimento do problema (historial) posso sugerir algumas orientações.

È necessário manter a união familiar a todo o custo. Zelar pelas tradições, rituais e valores que proporcionam segurança, pertença e identificação. Por outro lado, rever a organização e procedimentos (ex. limites) nos “papéis” de cada um. Qual a função dos adultos – pai / mãe? Qual a função das crianças individualmente e entre eles? Será que estão todos desempenhar as suas funções? Caso a reposta seja não esta é a oportunidade ideal para que todos se reúnam e “afinem as agulhas”. Os adultos devem adoptar um plano concreto e específico.

Nada está perdido, e se calhar não existem culpados. Pode recomeçar HOJE a fazer a mudança na “casa.” O passado é história.

Sugeria que identificasse os aspectos vulneráveis na família (ex. crianças, finanças) e os recursos existentes a vossa disposição (ex. instituições e ou profissionais). Alterar a sua atitude em relação à sua filha mais nova. Ela precisa de segurança e de ter referencias resilientes dos pais. Se a Sra. estiver angustiada e quiser chorar é legitimo que o faça, mas não na presença da sua filha. Fale com o seu marido e partilhe com ele as suas emoções dolorosas. Ele também se vai identificar consigo.

Atenuar, o mais possível, a agressividade verbal e eliminarem a agressividade física. Definir um plano e tarefas que caso não sejam seguidas o V. filho sofre as consequências. È importante que as consequências sejam proporcionais ao comportamento problema. Por ex. se não arrumar o quarto irá viver na sua própria desorganização – monitorizado com frequência ou se for violento com a irmã ou com a mãe ser exigido um pedido de desculpas honesto. Fica de castigo no quarto sem internet ou sem telemóvel, reduzirem a semanada durante um período de tempo; sempre sujeito a monitorização dos pais.

Se houver mudanças por parte do V. filho fazer o reforço positivo dos seus comportamentos e nessas alturas cruciais revelar-lhe que estão disponíveis para o ouvir, apoiar e orientar na sua vida. Fomentar o diálogo construtivo e honesto sempre que possível e que existam condições.

Se necessário pode leva-lo ao médico e efectuar exames ou análises específicas de forma a detectar-se algo anormal.

Se desejar a minha orientação profissional pode também recorrer a consultas presenciais ou consultas online. Caso deseje mais informação pode contactar-me por correio electrónico ou telefone.

Se possível irei publicar no meu blogue o seu pedido de ajuda salvaguardando TODOS os seus dados pessoais (confidencialidade). Através do seu pedido de ajuda outras famílias que sofrem em silêncio com problemas semelhantes podem seguir o seu exemplo corajoso.

Desejo-lhe coragem, sabedoria e resiliência.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

60 anos de Direitos Humanos

Dia 10 de Dezembro comemora-se os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=12&Itemid=98

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

É apenas a ponta do Iceberg



Um novo estudo realizado na Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA) efectuado pelo departamento de pediatria revela que a maioria dos médicos aparenta ignorar as orientações gerais sobre o Plano Nacional de Saúde – Prevenção de Comportamentos de Risco. Durante as consultas aos adolescentes, os médicos deveriam promover um dialogo construtivo sobre comportamentos de risco, tais como; o uso de álcool e/ou drogas e outros assuntos relacionados com comportamentos de risco.

Os pesquisadores administraram um questionário a 2.192 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos de idade. Os jovens eram questionados sobre se alguma vez o seu médico/a tinha falado sobre o uso de tabaco, álcool, drogas (licitas e ilícitas), cinto de segurança e doenças sexualmente transmissíveis.

Mais de 80% dos médicos não abordam questões de segurança tais como; a utilização do cinto de segurança e o uso de capacete e pelos menos 70% não falam sobre o uso de substancias.

A violência entre adolescentes é o assunto menos discutido enquanto o exercício físico e a nutrição são os assuntos mais abordados refere o estudo.

Estudo publicado no Journal of Adolescent Health

Comentário: Pelo menos, nos EUA, algumas instituições de elevado valor, escutam os jovens e depois publicam o resultado dos estudos. Pelo menos alguns médicos, têm a humildade suficiente para em público, reconhecer que é preciso melhorar a abordagem da Prevenção das Dependências. Pelo menos, algum do dinheiro dos contribuintes é gasto a favor dos filhos/as desses mesmos contribuintes.

Considero que ignorar a realidade “escondida” será contribuir para uma sociedade “doente” que promove uma “ velha cultura que bebe” evoluindo para uma “jovem cultura” que consome substâncias adictivas licitas e/ou ilicitas. Sabemos que entre os jovens consumir drogas, incluindo o álcool, é um acto social. Quantos destes jovens se tornam dependentes, enquanto os adultos permanecem impotentes perante este fenómeno?

De acordo com o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (2003) estudos realizados em escolas dos países membros revelaram que 33% dos jovens portugueses entre 15 e os 16 anos de idade já experimentaram o estado de embriaguez. Portugal é dos países da União Europeia que apresenta taxas mais elevadas de consumo de bebidas alcoólicas, assim como problemas graves associados a esta prática, numa percentagem que chega atingir os 10% da população. Esta é apenas a “ponta do iceberg.”
“Mais vale prevenir do que remediar”

Plano Nacional de Saude