segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Prevenir das Dependencias é:


Podemos encarar a prevenção das dependências como uma atitude a desenvolver no dia-a-dia. É um projecto a ter em conta ao longo da vida das crianças (e dos adultos) desde que nascem até á idade adulta.

Nós como adultos, também somos confrontados com desafios e crises, por ex. segundo os analistas peritos na matéria estamos a atravessar uma crise financeira e económica. Não se fala noutra coisa. Desde os noticiários televisivos ate aos jornais.

Nestas situações difíceis que os adultos atravessam como é que as crianças e os jovens encaram estes assuntos e quais seus efeitos negativos ?

Quero dizer com isto que a prevenção das dependências é um forma de vida. È importante adoptar esta atitude quer seja nos momentos de felicidade e segurança quer seja nos momentos de crise e de adversidade que todos (indivíduo, família e sociedade) atravessem.

Hoje Prevenir as Dependências é:


Agir, Aprender, Apoiar,

Cooperar, Compromisso, Confiar, Cometer erros e aprender com eles,

Definir limites saudáveis,

Entre-ajuda, Educar, Estar vigilante, Estar actualizado/a, Encorajar, Estar disponível,

Informar,

Lutar por uma causa,

Pedir ajuda, Partilhar,

Ser irreverente e inconformado, Ser determinado/a, Ser diferente,

Ser resiliente, Ser honesto/a com problemas, pensamentos e sentimentos, Ser flexível, Ser realista, Ser humilde, Ser um referencia (modelo), Ser tolerante e paciente, Ser solidário, Ser genuino e espontaneo, ser carismatico,

Trabalho e espirito de equipa, Ter valores morais e espirituais, Ter fé e esperança,


Ter planos e objectivos,

Viver um dia de cada vez...è Amar e Ser Amado.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Prevenção à Mesa em Familia


Sabia que:

Aquelas crianças que por norma fazem as refeições em família, em especial o jantar, apresentam menos riscos de consumir tabaco, bebidas alcoólicas e cannabis (haxixe )

Qual o problema de não estar presente nas refeições, especialmente o jantar, em família?
Segundo um inquérito de 2007 da CASA (Center on Addiction and Substance Abuse) que envolveu adolescentes e os seus familiares revelou que os jovens que estão menos de três vezes, por semana, presentes ao jantar em família comparando aqueles que estão cinco ou sete vezes por semana ao jantar em família apresentam um risco maior de consumir cannabis; de experimentar tabaco e bebidas alcoólicas.

Os pais devem permanecer mais vigilantes quando os seus filhos iniciam o terceiro ciclo.

Este estudo efectuado pela CASA revelou que os adolescentes correm um serio risco de abusarem de substancias lícitas e ilícitas quando iniciam o ensino no terceiro ciclo.

Revela-se extremamente importante para si, como pai e/ou mãe ou pessoa significativa acompanhar e estar envolvido/a durante este período. Nesse sentido, as refeições ao jantar são uma óptima oportunidade para tal.

Porque é que é tão importante o jantar em família?

Os estudos revelam de uma forma consistente que as crianças que frequentam as refeições, especialmente o jantar:

Estão menos vulneráveis ao risco de consumo de substancias do que aquelas crianças que não estão presentes ao jantar em família.

Ficam menos expostos ao risco de se relacionarem com amigos que usam drogas ilícitas e/ou drogas legais.
A probabilidade de tirarem boas notas na escola e maior assim como, não consumirem tabaco, bebidas alcoólicas e drogas


Fonte: Center on Addiction and Substance Abuse (CASA) Universidade de Columbia, EUA


Comentário: A duração da refeição ao jantar pode ser um espaço de interacção e partilha de ideias e valores entre todos. Pode observar e estar atento a eventuais mudanças de atitudes e comportamentos. Também pode proporcionar convites aos amigos e amigas dos seus filhos/as para jantar lá em casa.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Fim de Semana Radical

A Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica,em Lisboa através do Espaço Jovem, vai realizar um Fim de Semana Radical nos dias 11 e 12 de Outubro, destinado aos jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos.

Quem estiver interessado, pode dirigir-se à secretaria da Junta (Rua Raul Carapinha - perto da igreja das Furnas em São Domingos de Benfica), até ao dia 30/09/08 e inscrever-se.

O preço da inscrição é de 50,00 € e inclui:

Actividades (Fantasticable - maior slide do mundo; Paintball; circuito de obstáculos e bungee trampolins), transporte, alimentação, alojamento e seguros.

Qualquer dúvida contactar o numero 217248610 (extensão 700) ou através do e-mail jfsdbespacojovem@hotmail.com

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Estrategias mediocres de prevenção



Na realidade, as estratégias de prevenção que visem somente fomentar o medo e assustar os jovens não funcionam.

Alguns pioneiros em prevenção têm aprendido ao longo do tempo a identificar quais as estratégias e programas que não funcionam e assumem a responsabilidade de não voltar a repeti-las. Estratégias mediocres incluem abordagens que evolvam o medo, apelos moralistas e abordagens centradas na informação sobre os perigos do consumo de drogas, programas que visem o desenvolvimento da auto-estima e equilíbrio emocional, fóruns, eventos e testemunhos.

Os jovens desvalorizam toda e qualquer informação, bem como o seu apresentador, que procure amplificar os perigos dos consumos de drogas, a informação falsa e/ou informação exagerada (J. Beck, 1998). Golub e Jonhson (2001) reforçam que mensagens exageradas falham o seu objectivo sobre a informação realista, tem o efeito contrario quando os jovens têm acesso a informação e à experiência contraria aquela que lhes é apresentada.

O director do Centro de Estudos para a Prevenção da Violência da Universidade de Colorado, EUA, Del Elliot afirma que “ Muitas das estratégias quando focadas na punição imediata das ocorrências, após os actos/acontecimentos, interferem negativamente nos resultados pretendidos omitindo assim as verdadeiras causas do problema. O violência intensifica-se porque os verdadeiros problemas não são abordados.”

Nacy Tobler (1992) e Linda Dusenbury (1995) resumem alguns factores essenciais numa estratégia de prevenção: foco em alternativas saudáveis, envolvimento dos pares, abordagens interactivas que incluam a pratica de competências e educação de regras de comportamento que promovam e esclareçam a diferença entre a verdade, ex. dados estatísticos, e os mitos.
Um ambiente escolar saudável e equilibrado é atingido através de uma combinação de políticas e procedimentos claros e realistas, de formação continua e apoio direccionado ao pessoal docente e não docente, alunos, familiares e colaboradores dentro da comunidade escolar.
Alguns peritos envolvidos em prevenção partilham da ideia que as energias aplicadas na educação são mais bem aproveitadas através da utilização de “ferramentas” científicas direccionadas na prevenção do que tentar interromper comportamentos perigosos, sem resultados práticos, através da manipulação e/ou punição e condenação.

Ao longo da minha experiência profissional em trabalhar com jovens que apresentam comportamentos violentos obtêm-se melhores resultados se trabalharmos em conjunto, facilitando parcerias, criando sinergias e a comunicação sendo genuínos, tolerantes, honestos e firmes.

Muitas vezes a resistência observada nos jovens começa em nós profissionais, quando colocamos “rótulos”, por vezes inconscientes e só identificados em supervisão, de “jovens difíceis”... “jovens agressivos”... “jovens defensivos”.

Referências: The Colorado Department of Education: Improving Academic Achievement - Safe and Drug-Free Schools and Communities

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sobre o Dinheiro



Actualmente as crianças e os jovens têm mais dinheiro para gastar que antigamente.

Todavia será que se apercebem da “crise” que o país atravessa? Da importância de poupar, em vez de gastar? Dos níveis elevados de desemprego? Quais os valores morais que se associam ao dinheiro?

Muitos peritos em prevenção sugerem que os pais ensinem aos seus filhos a importância da responsabilidade financeira. Estas lições podem promover atitudes, hábitos positivos e permanecer ao longo da vida. Os jovens aprendem acerca do dinheiro através das experiências do dia-a-dia, tais como, as idas ao supermercado e observam a forma como os seus pais liquidam as contas e obtêm dinheiro das caixas de multibanco.

Valores familiares e o dinheiro
Comunicar e discutir em família sobre o dinheiro ajuda os jovens sobre poupança e como gastar de uma forma equilibrada e responsável. Isto não significa preocupar as crianças acerca das despesas excessivas e fazer com que eles se sintam culpadas por serem as responsáveis pelo problema financeiro da família. Ou discussões verbais na relação famíliar sobre o dinheiro como sendo o problema central e gerador de conflitos (ex. troca de acusações entre os pais por se gastar demasiado). Significa explicar o básico, por ex. existe uma certa quantidade de dinheiro que entra para o orçamento familiar e outra que sai em despesas de comida, roupas e outros consumos. O valor total das despesas é retirado ao dinheiro que entra.

Estas orientações permitem criar condições onde se fala sobre o dinheiro em casa:
Falar sobre dinheiro - Falar frequentemente com as crianças de uma maneira especifica, acerca das formas como o dinheiro é ganho e como é gasto. Explicar quais as decisões necessárias para se fazerem certas escolhas, ex. “Como precisamos de electricidade é necessário pagar a factura no fim do mês.” ou “Vamos comprar estas laranjas porque estão mais baratas.”

Ser modelo/referencia – As crianças desenvolvem as suas atitudes e comportamentos pelo que observam; não por aquilo que ouvem dizer. Uma lição sobre o dinheiro pode envolver algumas actividades familiares, por ex. “ Vamos alugar um vídeo, em vez de irmos ao cinema porque é mais barato. Assim, poupamos dinheiro para as nossas ferias.

Definir limites – Mesmo que seja possível comprar tudo aquilo que o seu filho/a deseje poderá considerar sensato definir alguns limites nas despesas. Aprenda a dizer NÂO aos seus filhos/as e manter-se firme. Ensine como apreciar certas coisas que não podem ser compradas tais como, trabalhar no “duro”, enfrentar desafios e obstáculos, frustrações e atingir objectivos.

A liberdade de tomar decisões – Conforme a criança vai crescendo e aprendendo permita que ela tome decisões sobre as suas finanças pessoais. Acompanhe e supervisione sobre aquilo que está a correr bem e aquilo que pode ser melhorado. Ajude o seu filho/a a aprender através dos seus próprios erros financeiros.

Ensine a o valor da partilha – Encoraje o seu filho/a a fazer doações de uma parte das suas poupanças. Partilhar com os outros ajuda-o/a a desenvolver o seu próprio sentido de dar, sem esperar nada em troca. Ensine-a a contribuir/ajudar os outros sem ser através de dinheiro, por ex.; tempo livre, energia e competências.

Poupança – Um mealheiro pessoal é uma forma adequada de se valorizar o dinheiro e as poupanças. Quanto mais cedo a criança aprender a poupar, mais cedo ela desenvolverá um sentido responsável pelo valor do dinheiro. Pode poupar para comprar o seu brinquedo favorito ou para atingir um objectivo distante no seu futuro, tais como, a escola ou carro.

“O mealheiro familiar” é uma forma positiva de ensinar sobre a importância do dinheiro e adquirir valores morais em prol da união familiar. Podem poupar para aquele aniversario em especial, ferias em conjunto, etc. Conforme a criança vai crescendo e as suas atitudes em relação ao dinheiro se vão alterando podem proporcionar reuniões familiares onde se discutem preocupações e objectivos subordinadas ao tema em questão.

“No poupar é que esta o ganho”

terça-feira, 29 de julho de 2008

Livre de Fumos




Em 2008 o tema da Campanha “JUVENTUDE LIVRE DO TABACO” expressa a preocupação crescente da Organização Mundial de Saude (OMS) em estabelecer estratégias de combate às campanhas publicitarias “agressivas” da indústria tabaqueira ao eleger subtilmente o público jovem como “alvo” dos seus produtos de forma a manter os seus lucros, uma vez que o público adulto além de já estar conquistado, está dependente e mais próximo contrair doenças associadas ao consumo de tabaco.

Uma parte dos jovens iniciam o consumo do tabaco em tenra idade.
È do conhecimento de todos que o tabagismo constitui um dos maiores factores de risco de morte evitável, gerando várias enfermidades. Estas conclusões, por si só são suficientes e preocupantes podendo conduzir a medidas preventivas quer sejam implementadas no presente e/ou no futuro promotoras de qualidade de vida dos jovens.

O fumo é responsável por:
30% das mortes por cancro;
90% das mortes por cancro no pulmão;
97% do cancro da laringe;
25% das mortes por doença do coração;
85% das mortes por bronquite e enfisema;
25% das mortes por derrame cerebral e por
50% dos casos de cancro de pele.

De salientar que a grande maioria destes casos (doenças/morte) acontecem na população adulta. Por isso, é necessário “recrutar/aliciar” novos consumidores, de preferencia jovens que até atingirem a idade adulta vão contribuir significativamente para os lucros do industria tabaqueira, e alguns mais tarde iram fazer parte da lista "negra" das estatisitcas de doenças e mortes associados ao tabaco.

Durante a gravidez

O tabagismo pode atrasar a concepção, e durante a gravidez pode afectar de modo negativo o feto. Os recém-nascidos das mães fumadoras pesam menos que os das não fumadoras. O tabagismo materno durante a gravidez pode afectar a médio prazo o desenvolvimento físico e intelectual da criança.

Na minha experiência profissional constato que a grande maioria , diria 98% dos dependentes de drogas e/ou álcool e jogo compulsivo, que acompanhei e continuo a acompanhar, são fumadores que iniciaram os seus consumos durante a fase da pre-adolescencia.

Será que o consumo do tabaco pode “abrir um caminho”, a nível neurológico, para outras substancias adictivas (ex. cannabis, heroina, cocaína, álcool) e geradoras de dependência? Na minha opinião, a resposta a esta questão é sim.
Ensina ao teu filho/a outros hábitos e comportamentos mais saudáveis (ex. actividades físicas, leituras, passeios, contacto coma natureza, etc). E muito importante; sê um modelo - - não fumes.

terça-feira, 15 de julho de 2008

As Crianças e a Honestidade




Se os adultos conseguirem motivar as crianças dizerem a verdade será muito provável não recorrerem à mentira. Nas idades compreendidas entre os 4 e os 5 anos elas conseguem entender a diferença entre a verdade e a mentira. Algumas vezes procuram agradar aos adultos, passando por períodos difíceis quando necessitam de admitir os seus erros ou acidentes.


Algumas sugestões para se praticar a honestidade:

Não colocar "rótulos" nas crianças - Quando as crianças mentem não lhes chamem mentirosas. Explicar que não se gosta de mentiras; mas que se continua a adorar o seu filho/a. Permite-lhes a possibilidade de elas escolherem contar a verdade e explicar a razão pela qual elas mentem.

Se souberes a resposta, não faças perguntas – Se tiveres a certeza de que o teu filho/a partiu a lâmpada do candeeiro, não faças perguntas desnecessárias, podendo assim facilitar o recurso à mentira. Faz afirmações: “ Vi que partiste a lâmpada do candeeiro, que podes fazer diferente de forma a resolver a situação no futuro?”

Descobre a razão pela qual as crianças mentem – Quando o adulto procura entender as razões e os motivos pela qual a criança mente fica assim habilitado a identificar as inseguranças e as suas necessidades dos seus filhos/as. Por vezes, as crianças mentem por sentirem medo das consequências dos seus actos, ou porque desejam algo e pensam que seja apropriado obter aquilo que querem, nesse momento, em vez de ser mais tarde.

Valoriza e enalteçe a honestidade – Permite que o teu filho/a saiba que valorizas e aprecias a honestidade para contigo próprio e para com as outras pessoas.

Pratica a tolerância – Ao realmente constatar que o filho/a está a mentir fica atento aos teus sentimentos, principalmente à raiva (ex. comportamentos e atitudes desproporcionadas e punitivas). Pode tornar a criança mais ansiosa quanto a resolver algo desconfortável na próxima situação, recorrendo mais uma vez à mentira, evitando assim passar por uma experiência negativa, porque esteve exposta à tua raiva desproporcionada. A mentira é uma ofensa grave e seria, mas agir, racionalmente, pode permitir à criança aprender a fazer a coisa certa para a próxima vez.

Sê um exemplo e um modelo de referencia para a criança – ensina a honestidade; sendo honesto. Se a criança observar que o pai/mãe dá um desculpa desonesta a alguém ao telefone ou que fica com o troco, extra de 10 €, que o empregado do supermercado se enganou, então o filho/a aprende que nem sempre é necessário ser honesto.

Numa escala de 0 a 10 onde situas o nível de honestidade no relacionamento com:

1. Filho/a
2. Marido/mulher
3. Pais
4. Amigos/as

Se tiveres duvidas podes pedir feedback e ouvir (com os ouvidos) aquilo que os outros pensam sobre a tua honestidade. Arrisca

Sabemos, como adultos, o quão necessário e salutar a pratica da honestidade nos nossos relacionamentos. Primeiro passa por identificar os nossos sentimentos, crenças, motivações e sonhos. Ser honesto acima de tudo connosco próprios.
Por vezes, existem pessoas que não conhecem ou valorizam a honestidade nas suas relações. Ficando assim inibidas de valorizarem princípios e valores morais que promovem o altruísmo, a solidariedade, a auto estima, a resiliência, a honestidade, a espontaneidade e a integridade.
As nossas crianças necessitam destes valores de forma a que as suas vidas adquirem sentido, conteúdo e propósito, como de oxigénio necessário para respirar-mos.