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segunda-feira, 15 de agosto de 2022
Egocentrismo
Quando permitimos que o ego não interfira nas decisões somos capazes de feitos extraordinários de uma nobreza fantástico.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Todos nós temos dificuldades, mas uns têm dificuldades desde a nascença
As crianças oriundas de contextos familiares de pobreza, estão expostas a níveis elevados de stress, responsável por despoletar problemas psicológicos ao longo das suas vidas.
De acordo com investigadores da Universidade de Cornell, nos
EUA, as crianças que vivem em contextos familiares de pobreza estão predispostas
a desenvolver problemas de memória e aprendizagem, comportamentos
violentos/agressivos e antissociais, tais como o bullying. O resultado da investigação, não revela que todas as
crianças provenientes de contextos familiares de pobreza se tornam violentas,
mas o risco de isso acontecer é elevado. Aquilo que o Dr. Gary Evan, autor do
estudo, afirma é «Se a criança nasce pobre, está mais vulnerável quanto a
desenvolver problemas psicológicos e ser pobre representa uma fonte enorme de
stress. Todas as pessoas são afetadas pelo stress, mas as famílias com baixos
rendimentos, incluindo as crianças, sofrem muito mais. Estas crianças
vulneráveis, expostas ao stress excessivo, sofrem o efeito cumulativo e de interação.»
Neste estudo sobre a memoria, envolveu crianças de classe
media e crianças pobres, durante quinze anos (desde os 9 aos 24 anos) e segundo
o autor, as crianças oriundas de classes sociais mais desfavorecidas apresentavam
maiores dificuldades no desenvolvimento das suas competências cognitivas, por
exemplo, na linguagem e desenvolvimento pessoal. Este estudo também veio
mostrar que os adultos, oriundos de classes desfavorecidas, apresentavam níveis
crónicos de stress desde crianças. Afim de prevenir este tipo de perturbações
psicológicas em crianças pobres é necessária uma intervenção prematura e
eficaz. Uma forma de o fazer é proporcionar apoios sociais aos pais destas
crianças, a fim de melhorar os seus orçamentos familiares. Este estudo foi recentemente
publicado em Proceedings of the National Academic Sciences.
Visando combater as assimetrias sociais, os investigadores
das universidades de Portsmouth (Reino Unido) e Viena (Áustria) apelam que a
saúde deve ser uma prioridade antes da riqueza e confirmam que desde 2009 até
2015 são cada vez mais os jovens do sexo masculino que se suicidam nos países
pobres da Europa (UE) na consequência das medidas de austeridade destinadas a combater
a crise. O desemprego que afeta, as classes mais desfavorecidas, é segundo os
autores deste estudo, uma das principais causas de suicídio entre os jovens.
Este estudo foi pioneiro no género porque visou relacionar as variáveis - austeridade
e taxas de suicídio.
Segundo o Observatório das Desigualdades, existiam em
Portugal 1.967 milhão de pessoas (dados de 2010) em risco de pobreza.
Durante mais de uma década trabalhei em instituições de
tratamento (regime residencial de internamento) para indivíduos adultos dependentes
de drogas lícitas, incluindo o álcool, e ilícitas, e venho por este meio
corroborar este estudo da Universidade de Cornell. Escutava com muita frequência,
por parte de indivíduos oriundos de classes desfavorecidas, o stress que representava
para eles ser rotulado como «pobre». Significava ser considerado um marginal
(estigma), viver dependente de apoios sociais e não possuir as mesmas
oportunidades, numa sociedade democrática, cujo sistema privilegia os indivíduos
de classes sociais mais favorecidas. Para finalizar, os indivíduos referiam que
o stress, era vivido antes mesmo de serem «apanhados» pela dependência de
substâncias psicoativas do Sistema Nervoso Central.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
A prevenção das dependências começa em casa
Os jovens são mais afetados pela publicidade ao álcool, revela estudo europeu recente. Segundo este estudo a exposição à publicidade a bebidas alcoólicas tem um enorme impacto no consumo entre os jovens e a autorregulação da industria não funciona. O estudo, em questão, publicado na reputada revista cientifica Addiction alerta para o impacto que o consumo de álcool tem entre os mais jovens e também alerta que o consumo de bebidas alcoólicas é a principal causa de incapacidade ou morte entre os jovens do sexo masculino com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos.
O resultado deste estudo, vem corroborar outros , portanto não se trata de nenhuma novidade. Todavia, conscientes do problema, quais são as medidas impostas, pelos decisores políticos, que visam travar estes fenómenos? 1. O abuso do álcool, o consumo de bebidas alcoólicas por jovens com idades abaixo do permito por lei e 2. binge drinking (beber bebidas alcoólicas com o intuito de ficar intoxicado) e 3. abuso de bebidas alcoólicas é a principal causa de incapacidade ou morte entre os jovens do sexo masculino.
Quando contemplamos, o abuso de álcool pelos jovens, não o devemos fazer somente através dos reguladores institucionalizados com recurso a leis restritivas. Sabemos que as leis existem, mas também existem formas engenhosas de as contornar. Por exemplo, as marcas de cerveja, anunciam a cerveja sem álcool, todavia, é a fidelização à marca que importa e o lucro das cervejas sem álcool não creio que seja relevante comparativamente à cerveja com álcool. Nas camadas jovens, quem é que bebe cerveja sem álcool? Nos festivais de verão quem é que consome cerveja sem álcool? Nas festas académicas quem é que consome cerveja sem álcool? Na minha opinião, o consumo é residual comparativamente à cerveja com álcool. Para agravar a situação, a cerveja com álcool, neste tipo de eventos, para além de estar disponível em garrafas, também é servida a copos, que torna a venda mais acessível (e mais lucrativa), mesmo para aqueles jovens com fracos recursos financeiros.
Por outro lado, considero que o problema são o comportamento das pessoas e não o álcool, propriamente dito. O problema não é o álcool. O problema não são as leis, são as pessoas que delineiam estratégias de marketing (publicidade) que visam somente o lucro (economia de mercado), o problema são os decisores políticos que evocam as questões económicas em detrimentos das consequências do álcool nas camadas mais jovens, o problema são os media que não fazem investigação e não alertam ( e sensibilizam) a sociedade para as consequências do álcool, as Instituições de ensino que formam profissionais, sem que estes estejam qualificados para abordar o assunto nas consultas e/ou nas urgências hospitalares e todos nós (sociedade civil) que compactua com esta «velha» tradição, imposta na nossa cultura, associada ao abuso do álcool, por exemplo, nas consultas ouço casos de alguns pais, com filhos de 11 e 13 anos, que afirmam o seguinte: “Os meus filhos já experimentam bebidas alcoólicas, começam a faze-lo em casa na presença dos pais. Por exemplo, numa festa é-lhes permitido, experimentar o álcool, com um gole.”. Contrariamente a este exemplo desafortunado, a prevenção mais eficaz, contra o abuso do álcool, começa em casa.
Infelizmente, o álcool ainda não é encarado como uma droga (substância psicoactiva do sistema nervoso central). Entre outras drogas o álcool é a droga mais perigosa, simplesmente, porque está disponível e porque permanecemos passivos perante todos estes fenómenos acimas referidos. Felizmente, nem todos os jovens abusam do álcool ou recorrem ao binge drinking, mas mesmo assim, a vida dos nossos jovens, mesmo em numero reduzido (refiro me aqueles que apresentam vulnerabilidades associados ao abuso do álcool), são mais importantes que o lucro das empresas e/ou tradições/tendências disfuncionais e retrogradas. É possível ser feliz, sem beber bebidas alcoolicas.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sábado, 25 de janeiro de 2014
Como não avançamos a tendência é para cristalizar
Em pleno seculo XXI, a prevenção das drogas em Portugal ainda
é um mito.
Você considera que a nossa cultura reforça a prevenção das
dependências? Na minha opinião, a resposta não é fácil, mas creio haver necessidade
de uma revolução, porque as dependências de substâncias psicoactivas licítas,
do Sistema Nervoso Central, incluindo o álcool e as ilícitas, são uma epidemia
e representam um problema de saúde pública com custos elevadíssimos. Caso não
se tomem as devidas precauções a tendência é para se agravarem visto negarmos esta realidade. E enquanto for negada vai assumindo proporções
epidémicas. Só para se ter uma ideia, o álcool é a droga mais perigosa,
comparativamente a todos as outras,por ser ser aceite socialmente.
Segundo Edward B. Tylor cultura é «Aquele todo complexo que
inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos
os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da
sociedade.» A sociedade somos nós.
O fenómeno tende a
alastrar-se
Desde o princípio dos anos 80, após a revolução do 25 de
Abril de 1974, não existe uma política que contemple um plano de prevenção das
dependências direccionado para os jovens, pais e escolas. Não existe uma
cultura de investigadores, de educadores, de instituições e profissionais e de
pais que assumam um compromisso sobre a prevenção. Outra situação idêntica, educação
sexual inexistente nas escolas. Se o ser humano pratica sexo há milhares de
anos, qual é o problema abordar o tema abertamente? São os mitos? Os
preconceitos? Ou outra razão que eu desconheça? O mesmo acontece com o álcool e
outras drogas. Se o ser humano sempre consumiu drogas, desde os primórdios da
humanidade, qual é o problema em abordar o tema abertamente?
Se o ser humano sempre consumiu drogas, a partir dos anos
60, este fenómeno assumiu proporções epidémicas em todo o mundo. O mundo das
drogas (produção, trafico, consumo e a dependência) é complexo, mas também
precisamos de admitir que o contexto social tem sido terreno fértil para a sua
propagação. Existe uma cultura (moda) que procura sensações fortes de prazer e
bem-estar a fim de descomprimir das tensões, do tédio e que visa acabar com o
sofrimento através de drogas, incluindo a auto medicação, substâncias sujeitas
a prescrição medica (por exemplo, os ansiolíticos). Existem drogas diferentes
para todos os tipos de preferências, tendências, contextos e estatuto sociais, a
procura supera a oferta; estão criadas as condições para um negócio lucrativo. O
tráfico, o consumo ocasional, o abuso e a dependência são uma indústria com
lucros muito significativos. Estima-se em 160 mil milhões de dólares, oriundos do narcotráfico, anualmente, lavados na banca internacional. O negócio global de muitos milhões de dólares,
dinheiro sujo das drogas, é constituído por um sem número de parceiros,
interesses e «fiéis» colaboradores que ajudam a sustentar a economia global. É
um círculo vicioso.
A prevenção das
dependências de drogas, incluindo o álcool, começa no berço.
Em Portugal, a prevenção das drogas nunca foi uma prioridade
para os decisores políticos, apesar de os candidatos às eleições visitarem
instituições, para pessoas com problemas com drogas, somente para angariarem
votos e fazerem promessas que depois não cumprem. Por exemplo em relação às
drogas ilícitas, os líderes políticos centram o combate no tráfico, recorrendo
às forças policiais. Esta estratégia não visa a prevenção, e está provado que
não surte efeito. Prende-se um traficante, imediatamente este é substituído por
mais dois ou três. Alguns países da Ásia, ainda aplicam a pena de morte aos
traficantes, mesmo assim, este tipo de leis não conseguem erradicar o tráfico de
drogas naqueles países.
Como referência de mudança de mentalidades e cultura, após o
25 de Abril de 1974 e o boom das
drogas ilícitas (por exemplo, refiro-me ao canábis, à heroína e à cocaína), passados 40 anos, actualmente
algumas pessoas ainda consideram «os drogados» uns criminosos e marginais que
deviam ir presos. As prisões não tratam as dependências. Alguns pais ainda
adoptam a estratégia de prevenção, em relação aos filhos adolescentes,
afirmando «Se tocas em drogas, esquece que sou teu pai», as ameaças ou a
agressividade nunca funcionaram, muito menos nos dia de hoje, enquanto outros pais,
creio serem em maioria, optarem pelo silêncio. Desde 1974 até 2014 quais são as
diferenças culturais que contemplam a prevenção das dependências? Ao longo dos
últimos 40 anos quais foram as lições que aprendemos sobre a prevenção das
dependências? Desde os anos 80, e após os avanços tecnológicos nos anos 90, continuamos
a ter pânico que os nossos filhos se tornem dependentes de drogas e ou álcool,
como se fosse um vírus, mas na realidade, pouco fazemos para mudar esse cenário
assustador. Negamos as evidências, com a agravante de ainda acreditarmos que esse
tipo de problema só acontece aos outros. Paradoxalmente, recordo conversas com pais,
políticos, professores, médicos, onde o tema central é a prevenção, e todos são
unânimes “ É urgente fazer qualquer coisa.” Falta passar das palavras aos
actos. O estigma, a negação e a vergonha relacionado com as drogas interferem
na prevenção das dependências. Isto é, sabemos que o problema subsiste, mas negamos
os factos.
Actualmente, relativamente à educação dos filhos, uma grande
parte dos pais tem sentimentos de culpa, porque considera que falharam em algo.
Surpreendentemente, o sentimento de culpa já existia antes mesmo de ser pai ou
mãe, já existia na família, na educação, no emprego ou carreira profissional. Delegamos
à escola e à sociedade, essa tarefa complexa da educação, porque como pais, não
possuímos disponibilidade para o fazer. Quando alguma coisa corre mal,
imediatamente apontamos o dedo e arranjamos um culpado. Não iremos resolver as
questões mais complexas encobrindo aquilo que realmente precisa de ser feito
procurando culpados. Oiço muitos pais afirmarem “ Ser pai/mãe é difícil. Não
existe um livro que nos ensine a educar os nossos filhos.» Eu acrescento, se
existisse o tal livro, não tínhamos tempo para ler. Andamos numa correria, sem
ter um propósito concreto. Como pais ansiamos que a educação que incutimos nos
nossos filhos resulte. Paralelamente, também ambicionamos ideais de grandeza e
sucesso para eles, mas por outro lado, como educadores sobrevivemos como
podemos a acontecimentos que colocam em risco a segurança e a pertença (amor).
Existe um sentimento geral de impotência perante o poder económico, a crise
financeira e social (injustiça, as desigualdades, o desemprego, a precariedade).
Será honesto e legitimo ambicionar ideais de grandeza e sucesso, para os nossos
filhos, quando na realidade, como pais sentimo-nos culpados e impotentes
perante a sociedade consumista e hedonista? Perante a sociedade, queremos ser
mais inteligentes, mas não somos. Queremos ser mais ricos, mas não somos.
Queremos ser mais felizes, mas não somos. Queremos um futuro para os nossos
filhos, mas não sabemos como orienta-los - qualquer coisa que possamos fazer,
nunca chega e nunca é suficiente, é preciso mais e mais.
É do conhecimento geral, e reforçado pelos estudos, que a pré-adolescência
é o período critico em que os jovens iniciam as suas primeiras experiências com
as drogas; primeiro com o tabaco, depois o álcool, de seguida, outras drogas
ilícitas. Sabendo deste fenómeno e os custos elevados, quais são as estratégias
de prevenção adoptadas para o período pré-adolescência/infância? Quais são as
estratégias de prevenção do binge
drinking, beber álcool cujo intuito é a intoxicação/embriaguez? Do tabaco?
Do consumo das drogas ilícitas? Da condução sob o efeito do álcool? Da gravidez
indesejada? Do suicídio? Da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis?
Alguns dados
- Outro fenómeno preocupante são as novas drogas legais. Sabia que até Abril 2013 foram identificadas 105 novas drogas legais. O consumo de droga, incluindo o álcool, é uma das principais causas de morte entre os jovens na Europa, refere o Relatório Europeu sobre Drogas 2013, divulgado em Lisboa pela agência europeia de informação sobre este problema (EMCDDA).
- Em Junho de 2011 a Comissão Global de Política de Drogas afirmou: "A guerra global contra as drogas falhou, com consequências devastadoras para indivíduos e sociedades pelo mundo. Cinquenta anos após o início da Convenção de Narcóticos da ONU, e anos depois do presidente Nixon ter lançado a guerra contra as drogas, reformas fundamentais no controlo global de drogas a nível nacional e internacional são urgentemente necessárias"
- A indústria do álcool, através do recurso a técnicas agressivas de marketing, da comunicação social e dos lóbis insistem em associar o consumo de bebidas alcoólicas e o desporto. Por exemplo, colando marcas de bebidas alcoólicas à selecção portuguesa de futebol e à Liga de Futebol. Na minha opinião, é inadmissível e são incompatíveis; não colam. O desporto e as drogas não são compatíveis. O álcool é uma droga lícita, tal como o tabaco. Esta situação só é possível graças aos milhares de euros, aos lobis e outros interesses. Causa-me consternação, agravada com a conivência das autoridades, existirem empresas e pessoas, membros de família e com filhos, que dedicam horas, dias e meses do seu trabalho a elaborar estratégias (marketing agressivo) que visam o consumo de álcool direccionado para os jovens.
- Segundo um inquérito aos alunos da Universidade de Lisboa (UL), resultado de uma parceria entre a UL, o Conselho Nacional de Juventude e o Serviço de Intervenção em Comportamentos Adctivos, afirma que 40% dos alunos do Superior já experimentaram drogas. Canábis lidera os consumos, seguido pelas smart drugs, anfetaminas e cocaína. 36,2% dos jovens que bebem álcool fizeram-no pela primeira vez antes dos 15 anos.
- 01/12/2013 Reportagem no Jornal de Noticias: “100 mil pessoas na rua naquela que é a noite mais longa em Guimarães. Recorde álcool no pinheiro Nicolino. (…) O que não se esperava é que os Bombeiros de Guimarães tiveram tanto trabalho no transporte de nicolinos alcoolizados. Foram 26 internamentos por princípio de coma alcoólico ou mesmo efectivado. O maior numero de sempre, sendo que no ano passado foram 17.”
- O Epiteen estudo realizado, pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, ao longo da última década, a quase três mil jovens, todos nascidos em 1990 e alunos nas escolas públicas e privadas do Porto, que avaliou os participantes aos 13, aos 17 e aos 21 anos revela relação de violência na adolescência com agressões mais tarde. 77% dos jovens afirmaram experimentar drogas por curiosidade. Canábis lidera os consumos, seguido pelo álcool e tranquilizantes. Segundo os jovens (24%) a escola é o local onde é possível obter o canábis.
- Anúncios entre programas de televisão infantis. Segundo o Conselho Económico e Social Europeu defende a erradicação total da publicidade nos intervalos de programas infantis, de forma a evitar outros efeitos, o aumento do «bullying de marca».
- Notícia do Jornal de Noticias: «Filhos dos pobres não conseguem fugir da pobreza. Portugal é dos países onde é mais difícil quebrar ciclos de pobreza entre gerações muito por causa da imobilidade educativa: pais pouco instruídos têm, sobretudo, filhos também pouco instruídos. Situação educativa e económica das famílias é determinante para o futuro dos filhos.»
- «A pobreza é como que hereditária” Eurostat, dados de 2011.
- Segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, registou 261 mortos, entre a população jovem, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de 2010 a 2012. O álcool está associado à mortalidade rodoviária entre os jovens.
- De acordo com um testemunho de um jovem de 24 anos, acerca da condução sobre o efeito do álcool afirmou: «É normal, já estou habituado.»
- As campanhas de sensibilização sobre os perigos da condução sobre o efeito do álcool não são suficientes. O objectivo das campanhas estão direccionadas para o comportamento do individuo, visando desresponsabilizar, os decisores políticos e a indústria do álcool. Quantas mortes são necessárias para inverter esta politica de negação?
Já diz o ditado popular «Mais vale prevenir do que remediar» e na prevenção das dependências urge uma revolução.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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segunda-feira, 25 de março de 2013
Onde é que ficamos? Qual é afinal a realidade? Decida você
“Governo recua e
distingue vinho e cerveja das bebidas espirituosas. Nova lei proíbe álcool de
teor elevado a menores mas mantém os 16 anos para bebidas “leves”. Associação
de bebidas e peritos falam em cedência a lóbis. A diferenciação dos limites
etários – 16 e 18 anos- consoante o teor de álcool, definida no novo diploma,
aprovado, no dia 21/2/13, pelo Conselho de Ministros, veio defraudar entidades
ouvidas durante a elaboração da lei para o consumo do álcool. É conhecida a
posição de Pires de Lima contra a proposta da proibição alargada aos 18 anos.
Pires de Lima é o presidente da Associação de Produtores de Cerveja e também
presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP. ” Lê se na notícia do Jornal de Notícias de
22/2/13. Podemos acrescentar na mesma notícia, segundo o secretário de Estado
adjunto da Saúde “(…) a medida tenciona sobretudo impedir a embriaguez dos
jovens” Jornal de Noticias, 22/2/13. Esta é a versão dos políticos, dos interesses da Industria
do Álcool (lobbies) e que contam com
a conivência dos órgãos da comunicação social, sobre o problema de saúde pública
relacionado com o álcool.
Repito mais uma vez, visto ter publicado já este facto no blogue, você sabia que existem um milhão e meio de
pessoas que bebe em excesso e metade delas é alcoólica, em Portugal? No artigo
do JN, para espanto de todos aqueles que trabalham nesta área e ou das
famílias, incluindo as crianças afectadas pelo álcool, o jornalista ainda refere
na notícia, “bebidas leves.” Apesar dos média teimarem em confundir a opinião
publica e alimentar mitos, não existe este conceito “bebidas leves” quando
sabemos o álcool é uma droga psicoactiva.
Reacções à Nova Lei
- “Há três, quatro meses, a proposta à qual tivemos acesso, o limite de 18 anos aplicava-se a todo o tipo de álcool. Esta proposta não é consistente, o elemento álcool está presente em todas. Não podemos diferenciar o bom álcool do mau álcool. Tínhamos ficado satisfeitos para a subida de idade mínima dos 16 para os 18 anos. A lei parece ceder a pressões de vários grupos. O álcool é sempre prejudicial aos jovens. Na cerveja há também vários graus” George Sandeman, presidente da Associação de Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos
- “Uma cedência total aos lobbies. Esta lei serve a estratégia de fidelizar os jovens para o consumo de álcool – beber desde cedo, para criar hábito. É uma cedência total aos lobbies das grandes empresas e das multinacionais. Estamos a mascarar o problema. O álcool é álcool. É uma medida trágica.” João Manuel Ramos, responsável pela Associação de Cidadãos Auto Mobilizados
- “A medida fica coxa, é uma medida a medo. Quem trabalha nesta área sabe que se está diante do efeito de pressões. A lei é confusa criando uma mensagem difícil de explicar aos mais novos” Rui Tato Marinho, medico e coordenador de hepatologia da Ordem dos Médicos
Excertos de uma
reportagem publicada no suplemento que faz parte da edição do Correio da Manhã. “Noite de copos. Consumo de álcool por adolescentes em Portugal
aumentou. Não há lei que trave. No grupo
de Alberto (nome fictício) já não há menores de idade. O mais novo dos seis
rapazes, Paulo (nome fictício), celebrava nessa noite 18 anos. Pelo menos, foi
o que disseram. Um afirma que começou a sair à noite aos 14 anos e já apanhou “algumas
bebedeiras. O acesso às bebidas, mesmo brancas, nunca foi problema, Nem vai
mudar com a lei. Os comerciantes querem é fazer dinheiro e fecham os olhos às
idades. E se não for assim, leva-se uma fotocópia do BI falsa, garante Alberto”
“Até dá dó. Às vezes, é preciso sair do carro para tocar às campainhas
e pô-los dentro do prédio para chegarem a casa. No outro dia era uma miúda que
estava estendida no largo, completamente inconsciente. A que estava com ela só
olhava. Ainda saí do carro e fui lá, mas outro colega já tinha chamado uma
ambulância” taxista na zona de Santos.
Segundo João Goulão, o presidente do Instituto da Droga e da
Toxicodependência, “(…) diz nada ter a acrescentar, depois de reconhecer, no
ano passado, que o consumo de bebidas alcoólicas aumentou entre os jovens, mas
que estes apanham “menos bebedeiras” e bebem” cada vez mais cerveja” num
consumo regular.
- “Álcool é sempre álcool e quando se faz a avaliação de um doente conta apenas o número de unidades que bebe e não o tipo de bebida. Todas são igualmente perigosas” Francisco Henriques, da Unidade de Alcoologia de Lisboa.
- “Esta lei é cínica e desrespeita o plano que fizemos com o Ministério da Saúde” Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais
- “Está provado que não se deveria beber antes dos 18 anos por causa do desenvolvimento cerebral” Luís Patrício, psiquiatra
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Bullying - "Até hoje"
Até hoje!
"Eles estavam enganados..."
As consequências do bullying podem permanecer para o resto da vida: "Mais Vale Prevenir Do Que Remediar"
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Efeitos da Ingestão Aguda de Álcool, segundo o Dr. Pedro Girão
O consumo de álcool…
- Torna mais fácil a integração no grupo.
- Reduz a tensão e a ansiedade.
- Alivia o stress e a baixa autoestima.
- Ajuda a esquecer preocupações, sentimentos depressivos e problemas relacionados com escola/família.
- Aumenta a confiança e atracão sexual.
Consequências do uso/abuso frequente
do álcool nos jovens:
- Queda no desempenho escolar;
- Dificuldades de aprendizagem/memória;
- Problemas no desenvolvimento emocional;
- Complicações decorrentes da desinibição excessiva (acidentes, etc.)
- Gastrite;
- Hepatite, pancreatite (fase crónica).
Intoxicação aguda: alcoolémia
- Para uma determinada quantidade de álcool ingerido, a alcoolémia (taxa de álcool no sangue) nem sempre é fácil de prever, variando sobretudo com o peso e o sexo (as raparigas são mais vulneráveis).
- Em média, ao fim de meia hora:
- 1 Dose bebida menos graduada – 12 grau alcoólico = 0,30 g/l
- 1 Dose bebida mais graduada – 40 grau alcoólico = 0,46 g/l
- Limite legal para conduzir: 0,5 g/l
- Taxa de 0,5 g/l - redução do stress, alívio da ansiedade;
- Taxa de 1,5 g/l - ligeira intoxicação (linguagem desinibida)
- Taxa> = 2,5 g/l - graves sintomas de intoxicação com perda de controlo. Pode ocorrer turvação da visão, descoordenação muscular, diminuição da capacidade de reação, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, deterioração da capacidade de raciocínio e da atividade social, irritabilidade, descoordenação, amnésia, etc.
- Taxa> 4,5 g/l - existe perigo de vida: risco de depressão respiratória,
Intoxicação aguda: quadro típico
- Hálito característico (nem sempre, por exemplo a vodka)
- Falta de coordenação de movimentos e dificuldade na articulação de palavras;
- Alegria e exuberância de atitudes;
- Conflitualidade;
- Ventilação irregular e acelerada;
- Palidez e suores frios;
- Contrações de pequenos grupos musculares;
- Alterações da lucidez, equilíbrio, força e consciência (em casos mais graves pode surgir o coma alcoólico).
Intoxicação aguda: coma alcoólico
- O coma alcoólico é o estado de coma causado pelo excesso de álcool no organismo. Esse quadro é grave e tem indicação para internamento hospitalar urgente. Caracteriza-se por:
- Ausência de resposta a estímulos (físicos, verbais);
- Perda de reflexos (tosse, deglutição);
- Depressão respiratória.
- Hipoglicémia: Baixa concentração de açúcar no sangue, podendo provocar um quadro convulsivo.
- Hipotermia: Baixa temperatura corporal (valores inferiores a 35ºC), provocando alterações das funções vitais.
Intoxicação aguda: atitudes a ter em
conta
- Se a vítima estiver consciente:
- Provocar o vómito para eliminar o conteúdo gástrico;
- Dar bebidas fortemente açucaradas;
- Manter a temperatura corporal;
- Vigiar as funções vitais.
Se a vítima estiver
inconsciente:
- Promover o transporte imediato para o hospital.
- Manter a via aérea permeável;
- Colocar a vítima em PLS (decúbito lateral);
- Manter a temperatura corporal;
- Colocar açúcar debaixo da língua;
- Vigiar as funções vitais;
Dr. Pedro Girão, Anestesista
Comentário: O meu
agradecimento ao Dr. Pedro Girão pela sua participação no Recuperar das Dependências.
Tal como já foi referido neste blogue, inúmeras vezes, alguns jovens,
que frequentemente recorrem ao álcool para se divertirem (desinibir, divertir) estão
expostos ao fenómeno do Binge Drinking
(Abuso na ingestão de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja
principal intenção é a intoxicação (embriaguez). Por ex. entre os homens o
consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou
mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante vários dias seguidos e afecta
negativamente o comportamento dos jovens - algumas consequências previsíveis
após o Binge Drinking:
acidentes, condução sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência, agressão
sexual e abuso, doenças sexualmente transmissíveis (hepatites, VIH, DST),
intoxicação alcoólica, coma e morte.
Hoje em dia através da internet você possui imensa
informação sobre este fenómeno, nesse sentido, organize atividades lúdicas
(jogos) em família. Seja criativo/a. Aborde esta temática junto dos seus filhos,
antes que surjam problemas associados ao abuso do álcool e/ou consumo de substâncias
psicoactivas ilícitas. Caso pretenda ajuda pode contatar-me através do email: xx.joao@gmail.com
«Mais vale prevenir
do que remediar»
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sexta-feira, 23 de março de 2012
Bullying - o bully e a vítima.
O bully (aquele que pratica a agressão) pode já ter sido vitima de bullying. O fenómeno do bullying entre os jovens. Os pais, as escolas e as comunidades precisam de unir esforços e competências para lidarem com este fenómeno que pode causar trauma para toda a vida.
Siga o link
http://www.youtube.com/watch?v=__IjcLVBBYc&feature=related
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Fenomeno Binge Drinking
Este video revela o Binge Drinking entre os jovens ingleses, todavia o fenomeno é identico em relação aos jovens em Portugal.
Proporcione aos seus filhos uma educação realista sobre as consequencias negativas do consumo abusivo do alcool, por exemplo doenças sexualmente transmissiveis, gravidez indesejada, bullying, condução sob o efeito do alcool (crime), intoxicação aguda pelo alcool.
Fenómeno Binge Drinking entre os jovens - Abuso no consumo de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação (embriaguez).
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Políticos e a Prevenção das dependências
De acordo com os últimos dados do Instituto da Droga e Toxicodependência
e do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência existe um numero
significativo de crianças e adolescentes portugueses afectados pelas
consequências negativas das substâncias lícitas, incluindo o álcool, e das
substâncias ilícitas. Não é novidade, mas apesar das evidências continuamos sem
uma política e uma cultura direccionada para a prevenção das dependências. Todavia,
estes relatórios não fazem referencias outro tipo de doenças do foro mental, em
muitos casos associados ao consumo de drogas, por exemplo, a depressão e o
suicídio. De acordo com a minha experiencia profissional, os dados disponíveis
estão subavaliados, isto é, sabemos apenas a ponta do “iceberg” e escondem a
verdadeira dimensão do problema.
O consumo e o abuso de substâncias psicoactivas lícitas,
incluindo o álcool, e as ilícitas entre os jovens, geram consequências graves a
nível psicossocial e elevados custos económicos ao longo da vida. A acrescentar
ao fenómeno preocupante e aos custos económicos, podemos também incluir os
danos à família, na escola e na comunidade. Para além do elevado peso económico,
o consumo e o abuso de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e
as ilícitas, também afecta as competências do desenvolvimento dos jovens, das
quais destaco os relacionamentos interpessoais saudáveis, sucesso escolar e
também a entrada no mercado do trabalho.
Como é óbvio, alguns problemas de saúde mental estão ligados
aos problemas de saúde física. Nesse sentido, podemos concluir: saúde mental saudável,
melhoras na saúde física. Todavia, os políticos portugueses, apesar do seu
conhecimento dos dados acima referidos, optam por negligenciar, e
consequentemente, aguardar até que os problemas relacionados com as dependências,
despontem, com consequências alarmantes e em alguns casos dramáticas, para
depois procurarem as soluções “atabalhoadas”, e excessivamente dispendiosas,
para os contribuintes portugueses e para a economia do país. As medidas
atabalhoadas, servem somente para “desenrascar” a situação em si, nunca o problema, na sua
verdadeira dimensão.
Na minha opinião, actualmente não existe, e nunca existiu desde
o 25 de Abril de 1974, (38 anos) uma vontade expressa e/ou um plano concertado
entre os parceiros sociais, a investigação científica, os médicos, a comunidade
escolar, os tribunais e a sociedade na área específica da prevenção das dependências.
As drogas, o alcoolismo, o tráfico, o consumo aparenta fazer parte de uma estratégia
de uma agenda política que visa, somente, angariar votos. Infelizmente, são
casos de polícia e dos tribunais. Um número significativo de reclusos, são jovens,
cujo delito está relacionado com drogas. Sabemos também que as prisões não
reabilitam ninguém, pelo contrário. Em Portugal, não existe história, cultura e
políticos que cumpram as suas promessas políticas, em prol dos direitos e das
liberdades das crianças, provavelmente, por as crianças não terem “voto na
matéria.”
Algumas áreas a necessitar de intervenção:
Prevenir a gravidez Indesejável e/ou em idade prematura.
Competências parentais /Planeamento familiar
Promover competências na escola contra o consumo de
substâncias psicoactivas, a violência (bullying),
e a educação sexual.
Prevenção das doenças do foro psicológico (depressão, suicídio,
outras)
Prevenção da adversidade e gestão das emoções e conflitos
(Separação, divorcio, dependências de substâncias dos pais, luto)
Promover comportamentos saudáveis junto de populações mais
desfavorecidas
Em plena crise social e económica, a indústria poderosa e
milionária das drogas e os seus parceiros, vai certamente proliferar. A oferta
supera a procura.
Em plena crise social e económica, a indústria poderosa e
milionária do álcool, vai certamente investir nas técnicas agressivas de
marketing e de venda, visto a legislação permitir essa ilegalidade. Por
exemplo, as bebidas alcoólicas e o desporto não se misturam.
Enquanto os políticos optarem pelo silêncio, sobre a
prevenção das dependências, estão a negligenciar e a consentir que algumas
crianças e adolescentes, famílias e comunidades continuem a sofrer as
consequências dramáticas, assim como a (des) responsabilização pelos custos
económicos elevados, associados á dependência das substâncias lícitas,
incluindo o álcool, e as substâncias ilícitas. O Mundo dos Adultos não é seguro
para algumas crianças vulneráveis. Desde tempos remotos, nunca foi, chegou a
altura de quebrar o silêncio.
Não será mais económico o investimento na prevenção dos
problemas de saúde do indivíduo, da família e da comunidade (física e mental)
em vez de o estado (contribuintes) suportar o peso elevadíssimo da factura na
negação dos sintomas e consequências? Qual o resultado pratico da luta contra
as drogas? Na minha perspectiva, não identifico um envolvimento e um
compromisso na maioria dos políticos na luta contra a droga. Precisamos de
líderes que saibam liderar e gerar confiança, precisamos de transparência nas políticas
deste país. Como diz o ditado popular: “Mais vale prevenir do que remediar”
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
ComSUMOS ACADÉMICOS
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
Killing Us Softly 3: Advertising's Image of Women
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Tommy | Underage Drinking Prevention
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Publicidade ao Alcool e conteudos perigosos no Facebook

Os senhores da guerra da Industria do Alcool e o Facebook.
A publicidade agressiva apelando ao consumo de bebidas alcoolicas continua a invadir os lares, neste caso especificio, os computadores das crianças e dos adolescentes atraves da internet.
Uma instituição americana, Marin Institute, veio revelar e alertar que está a ser permitido, atraves do Facebook, a publicidade e conteudos que encorajam o abuso de bebidas alcoolicas entre os jovens.
Na minha opinião e sem desejar ser alarmista, mas como profissional e pai repudio este tipo de publicidade e conteudos na internet, seja atraves do Facebook ou de outra rede social.
Só para lembrar que no Facebook existem aproximadamente 100 milhões de utilizadores cujas idades encontram-se abaixo dos 21 anos.
Se for utilizador do Facebook não permita este ABUSO.
Siga o link e veja o video (replay). Comente em Mais Vale Prevenir Do Que Remediar.
Leia o artigo na revista Global Drug Policy:
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
Bullying - Vitima e o Agressor
Podemos monitorizar e evitar consequencias negativas que este tipo de comportamento pode causar quer seja na vitima, quer seja no perpetrador. Refiro aos pais, intituições e profissionais.
Ver link
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31145
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sábado, 8 de novembro de 2008
Pedido de Ajuda Corajoso - Bullying
Recebi este pedido de ajuda corajoso que publico salvaguardando os dados pessoais dos intervenientes(confidencialidade).
“Boa tarde! O meu nome é Fernanda (nome fictício) tenho um filho com 7 anos que se chama Marco (nome fictício). Anda na 2ª classe e desde do ano passado que tenho tido bastantes problemas com ele na escola por causa de um colega que lhe bate muito e esta constantemente a chamar-lhe nomes tipo " és um idiota", Parvalhão entre outros mais graves.
O Marco o ano passado foi internado no hospital, porque estava paralisado da barriga para baixo não fazia coco nem xixi, pensavam os cirurgiões que seria uma apendicite, da qual ao fim de dia e meio a pediatra de serviço diria que era tudo nervos, que lhe estavam a bloquear na barriga, pensei eu SERÁ QUE O MARCO ESTÁ COM UMA CRISE DE NERVOS?! MAS PORQUE?!
Durante todo o ano passado sempre fui alertando a professora para a situação, finalmente chega ao fim de ano e daí vem as ferias, boas para o Marco parecia outro rapaz.
Este ano ele volta à escola que começou a pouco mais de 2 meses nem tanto, e já tive diversos problemas com ele, nunca me contou o que se passava apenas me dizia que tinha muitas dores de barriga, ate que um por um dia destes me apareceu em casa com a marca de um pé na cara e com a orelha toda vermelha, parecia que a tinha entalado numa porta sei lá.
Desde essa altura resolveu apresentar queixa no agrupamento escolar, do qual me responderam que o meu filho também agredia os colegas, pensei; será possível? Procurei saber.
Há coisa de 15 dias sempre que o vou buscar à escola os colegas do 4º ano me dizem que em todos os intervalos 4 ou 5 colegas da sala dele chegam-lhe perto e começam dar-lhe pontapés sem motivo algum, as meninas da sala dele dizem que lhe roubam os ténis e fogem dele, que lhe atam cordas na barriga, que lhe dão pontapés nas costas e que durante a aula de ginástica lhe chamam muitos nomes.
O meu filho desde que sabe que eu apresentei queixa no agrupamento deixou de me contar o que lhe fazem, mas não consegue copiar uma palavra que esta escrita mesmo à sua frente, não dorme de noite, e quando sai de casa para brincar no pátio da mesma cai sempre no chão O que poderei fazer para ajuda-lo?
Como poderei evitar estas situações? Já pedi transferência dele para outra escola mas dizem que não tem vagas.
Que poderei fazer?
Muito obrigada pela sua atenção
Atentamente"
Resposta: Boa noite Fernanda Imagino que seja uma situação complicada e ao mesmo tempo sensível de gerir.
È provável que o Marco esteja a sofrer as consequências do fenómeno "bullying" que está afecta imensas crianças mas que ainda é ignorado e negligenciado pelas autoridades escolares competentes.
Se calhar o Marco não será o único na escola a sofrer deste problema. Sugeria que contactasse a associação de pais da escola, caso não exista, pense seriamente em criar uma em conjunto com outros pais. Isto se não conseguir a tão desejada transferência.
Não gostaria de dramatizar, mas ser realista. Pelo seu relato (sinais e sintomas físicos e psicológicos) do Marco parece que a situação pode ser mais grave. Como sabe este sofrimento (pressão) pode influenciar o seu desenvolvimento do seu filho. Os miúdos (bullies/rufias) são em muitos casos "cruéis", manipuladores e também podem ser vítimas de algum tipo de “abuso” ex: humilhação, desrespeito, falta de limites e regras, ausência de monitorização dos seus comportamentos pelos pais e ou na escola.
Devem existir formas de você se "socorrer" nesta situação, exemplo: Ministério da Educação, Associações de Pais, psicólogos da própria escola, livros sobre o assunto, procure apoio em instituições que trabalhem neste tipo específico de problemas, etc.
Fernanda, sugeria que continuasse a sua debanda por soluções assim como perceber mais sobre o problema. Como já referi, provavelmente existem muitas crianças vítimas do bullying que permanecem em silêncio. No caso do Marco, você parece uma mãe atenta e zeladora. Expresse a sua compreensão, amor, apoio e segurança que só uma MÃE pode dar ao seu filho. Um dia esse amor pode "salvar-lhe" a vida.
Lembrei-me agora que se ele praticasse judo, visto ser um tipo de exercício físico, que promove a auto-defesa, a auto-estima, a disciplina, competências sociais o ajudasse no presente e no futuro a lidar com conflitos de uma forma saudável e construtiva.
Continue a procura de soluções.
Um Grande Bem Haja
Comentário: O fenómeno do bullying afecta muitas crianças principalmente nas escolas. Ainda parece ser negligenciado, conforme é perfeitamente ilustrado neste caso pela própria escola. Aparenta não existir medidas de prevenção (programas) que abordem e avaliem as dimensões deste problema. Não se vê, não se fala e não se sente – regra do silêncio. Este problema não é recente. Quando éramos crianças provavelmente alguns de nós fomos confrontados por colegas da escola que se divertiam a humilhar e agredir.
Recordo um caso de um jovem com 12 anos que frequentava a escola, que hoje em dia é adulto e pai de 2 filhotas.
Certo dia foi abordado por um colega mais velho da mesma escola (bullie/rufia) na casa de banho e este obrigou-o a fazer sexo, contra a sua vontade. Após o acto foi avisado para se manter em silêncio caso contrário, toda a escola teria conhecimento do sucedido sendo assim alvo de chacota e humilhação. A partir desse dia, aquela criança guardou para si próprio as memórias deste incidente. Como odiava ir para aquela escola, todos os dias dizia aos pais que não queria voltar. O pai não sendo informado do incidente não descortinando motivos razoáveis para tal atitude, levava o filho para a escola onde ele permaneceu por mais uns anos. De salientar que esta criança era confrontada diariamente com o seu agressor vivendo situações de pânico, angustia e desespero. Muitos anos mais tarde esta criança, hoje adulto, decidiu falar pela primeira vez deste incidente marcante e traumatizante. Memorias que ainda permanecem “vivas” na sua vida.
Este tipo de comportamento disfuncional que tem a designação de bullying deve ser identificado, avaliado e abordado desenvolvendo-se programas específicos que promovam mudança e medidas eficazes envolvendo as crianças, os pais e a escola.
Um grande aplauso a esta mãe corajosa e resiliente que apesar de estar a atravessar momentos difíceis é uma grande mãe, com todas as letras. Desejo que seja um exemplo de inspiração para muitas mães e pais. Os nossos filhos merecem.
“Boa tarde! O meu nome é Fernanda (nome fictício) tenho um filho com 7 anos que se chama Marco (nome fictício). Anda na 2ª classe e desde do ano passado que tenho tido bastantes problemas com ele na escola por causa de um colega que lhe bate muito e esta constantemente a chamar-lhe nomes tipo " és um idiota", Parvalhão entre outros mais graves.
O Marco o ano passado foi internado no hospital, porque estava paralisado da barriga para baixo não fazia coco nem xixi, pensavam os cirurgiões que seria uma apendicite, da qual ao fim de dia e meio a pediatra de serviço diria que era tudo nervos, que lhe estavam a bloquear na barriga, pensei eu SERÁ QUE O MARCO ESTÁ COM UMA CRISE DE NERVOS?! MAS PORQUE?!
Durante todo o ano passado sempre fui alertando a professora para a situação, finalmente chega ao fim de ano e daí vem as ferias, boas para o Marco parecia outro rapaz.
Este ano ele volta à escola que começou a pouco mais de 2 meses nem tanto, e já tive diversos problemas com ele, nunca me contou o que se passava apenas me dizia que tinha muitas dores de barriga, ate que um por um dia destes me apareceu em casa com a marca de um pé na cara e com a orelha toda vermelha, parecia que a tinha entalado numa porta sei lá.
Desde essa altura resolveu apresentar queixa no agrupamento escolar, do qual me responderam que o meu filho também agredia os colegas, pensei; será possível? Procurei saber.
Há coisa de 15 dias sempre que o vou buscar à escola os colegas do 4º ano me dizem que em todos os intervalos 4 ou 5 colegas da sala dele chegam-lhe perto e começam dar-lhe pontapés sem motivo algum, as meninas da sala dele dizem que lhe roubam os ténis e fogem dele, que lhe atam cordas na barriga, que lhe dão pontapés nas costas e que durante a aula de ginástica lhe chamam muitos nomes.
O meu filho desde que sabe que eu apresentei queixa no agrupamento deixou de me contar o que lhe fazem, mas não consegue copiar uma palavra que esta escrita mesmo à sua frente, não dorme de noite, e quando sai de casa para brincar no pátio da mesma cai sempre no chão O que poderei fazer para ajuda-lo?
Como poderei evitar estas situações? Já pedi transferência dele para outra escola mas dizem que não tem vagas.
Que poderei fazer?
Muito obrigada pela sua atenção
Atentamente"
Resposta: Boa noite Fernanda Imagino que seja uma situação complicada e ao mesmo tempo sensível de gerir.
È provável que o Marco esteja a sofrer as consequências do fenómeno "bullying" que está afecta imensas crianças mas que ainda é ignorado e negligenciado pelas autoridades escolares competentes.
Se calhar o Marco não será o único na escola a sofrer deste problema. Sugeria que contactasse a associação de pais da escola, caso não exista, pense seriamente em criar uma em conjunto com outros pais. Isto se não conseguir a tão desejada transferência.
Não gostaria de dramatizar, mas ser realista. Pelo seu relato (sinais e sintomas físicos e psicológicos) do Marco parece que a situação pode ser mais grave. Como sabe este sofrimento (pressão) pode influenciar o seu desenvolvimento do seu filho. Os miúdos (bullies/rufias) são em muitos casos "cruéis", manipuladores e também podem ser vítimas de algum tipo de “abuso” ex: humilhação, desrespeito, falta de limites e regras, ausência de monitorização dos seus comportamentos pelos pais e ou na escola.
Devem existir formas de você se "socorrer" nesta situação, exemplo: Ministério da Educação, Associações de Pais, psicólogos da própria escola, livros sobre o assunto, procure apoio em instituições que trabalhem neste tipo específico de problemas, etc.
Fernanda, sugeria que continuasse a sua debanda por soluções assim como perceber mais sobre o problema. Como já referi, provavelmente existem muitas crianças vítimas do bullying que permanecem em silêncio. No caso do Marco, você parece uma mãe atenta e zeladora. Expresse a sua compreensão, amor, apoio e segurança que só uma MÃE pode dar ao seu filho. Um dia esse amor pode "salvar-lhe" a vida.
Lembrei-me agora que se ele praticasse judo, visto ser um tipo de exercício físico, que promove a auto-defesa, a auto-estima, a disciplina, competências sociais o ajudasse no presente e no futuro a lidar com conflitos de uma forma saudável e construtiva.
Continue a procura de soluções.
Um Grande Bem Haja
Comentário: O fenómeno do bullying afecta muitas crianças principalmente nas escolas. Ainda parece ser negligenciado, conforme é perfeitamente ilustrado neste caso pela própria escola. Aparenta não existir medidas de prevenção (programas) que abordem e avaliem as dimensões deste problema. Não se vê, não se fala e não se sente – regra do silêncio. Este problema não é recente. Quando éramos crianças provavelmente alguns de nós fomos confrontados por colegas da escola que se divertiam a humilhar e agredir.
Recordo um caso de um jovem com 12 anos que frequentava a escola, que hoje em dia é adulto e pai de 2 filhotas.
Certo dia foi abordado por um colega mais velho da mesma escola (bullie/rufia) na casa de banho e este obrigou-o a fazer sexo, contra a sua vontade. Após o acto foi avisado para se manter em silêncio caso contrário, toda a escola teria conhecimento do sucedido sendo assim alvo de chacota e humilhação. A partir desse dia, aquela criança guardou para si próprio as memórias deste incidente. Como odiava ir para aquela escola, todos os dias dizia aos pais que não queria voltar. O pai não sendo informado do incidente não descortinando motivos razoáveis para tal atitude, levava o filho para a escola onde ele permaneceu por mais uns anos. De salientar que esta criança era confrontada diariamente com o seu agressor vivendo situações de pânico, angustia e desespero. Muitos anos mais tarde esta criança, hoje adulto, decidiu falar pela primeira vez deste incidente marcante e traumatizante. Memorias que ainda permanecem “vivas” na sua vida.
Este tipo de comportamento disfuncional que tem a designação de bullying deve ser identificado, avaliado e abordado desenvolvendo-se programas específicos que promovam mudança e medidas eficazes envolvendo as crianças, os pais e a escola.
Um grande aplauso a esta mãe corajosa e resiliente que apesar de estar a atravessar momentos difíceis é uma grande mãe, com todas as letras. Desejo que seja um exemplo de inspiração para muitas mães e pais. Os nossos filhos merecem.
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terça-feira, 24 de junho de 2008
Violência Aumenta entre Alunos nas Escolas

Relatórios da UNESCO indicam que entre 25 a 50% dos alunos a nível mundial é vitima de bullying
Um estudo das universidades do Minho , Porto e Técnica de Lisboa mostra que um em cada cinco alunos entre os 10 e os 12 anos é vitima de bullying na escola. Nesta relação entre colegas, um em cada oito assume-se como agressor.
Os rapazes parecem ser os mais afectados pelo problema, mas os investigadores não notaram grande diferença entre as escolas citadinas ou as rurais. Mas os dados do relatório da UNESCO sobre o bem-estar juvenil e juvenil nas economias mais avançadas do mundo são ainda mais preocupantes. Portugal pertence ao grupo de países onde mais de 40% das crianças inquiridas afirmam terem sido vitimas de violência física, verbal psicológica por parte dos colegas. Para combater este fenómeno a Associação Nacional dos Professores criou uma linha telefónica de apoio a crianças e jovens vitimas de bullying, já foram registados 19 chamadas.
Diario de Noticias
Comentário: Na minha perspectiva este fenómeno e as suas consequências ainda estão “encoberto” - negação e não é devidamente valorizado pelas pessoas e instituições responsáveis. Acredito que os pais, os filhos e as escolas podem desenvolver um esforço extra e conjunto de forma identificar e adoptarem medidas construtivas e preventivas no bullying.
Na perspectiva da vitima de bullying é altamente improvável apresentar queixa do seu agressor, sendo este ultimo, por vezes mais popular e “respeitado” entre os pares. Com a probabilidade desta vitima se tornar um dia também uma agressora. O ciclo do bullying alimenta-se numa espiral de violência.
Ao pais podem identificar comportamentos de risco nos seus filhos, eventuais agressores e/ou vitimas, em casa.
Devem existir programas nas escolas que promovam limites saudáveis quanto a vários tipos de comportamentos problemáticos, ex. agressão física, verbal e psicológica.
Núcleo de alunos e famílias – linha Bullying
http://www.anprofessores.pt/portal/PT/580/default.aspx
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Alunos Levam Armas para a Escola

A PSP já detectou 50 armas na posse dos alunos, menores de 16 anos, em escolas de todo os país. Na maioria eram facas e navalhas. Mas já foram detectadas armas de fogo
MAIS:
· Agressões e violência nas escolas
Até Abril deste ano a PSP detectou 50 armas na posse de alunos em escolas de todo o país, mais 11,1 por cento do que no ano lectivo anterior. A maior parte das armas encontradas na posse dos jovens com menos de 16 anos são facas e navalhas, no entanto, a polícia também apanhou sete armas de fogo, soube o PortugalDiário junto de fonte policial.
O transporte de armas para a escola não tem sempre o intuito de violência. Alguns casos são apenas para mostrar o objecto perigoso que conseguiram «apanhar». Mas as armas são também o meio mais utilizado para assustar e roubar. Os dados provisórios da PSP contabilizam como crime mais frequente os furtos e roubos junto aos estabelecimentos de ensino.
MAIS:
· Agressões e violência nas escolas
Até Abril deste ano a PSP detectou 50 armas na posse de alunos em escolas de todo o país, mais 11,1 por cento do que no ano lectivo anterior. A maior parte das armas encontradas na posse dos jovens com menos de 16 anos são facas e navalhas, no entanto, a polícia também apanhou sete armas de fogo, soube o PortugalDiário junto de fonte policial.
O transporte de armas para a escola não tem sempre o intuito de violência. Alguns casos são apenas para mostrar o objecto perigoso que conseguiram «apanhar». Mas as armas são também o meio mais utilizado para assustar e roubar. Os dados provisórios da PSP contabilizam como crime mais frequente os furtos e roubos junto aos estabelecimentos de ensino.
Casos crónicos de consumo de álcool
Outra das queixas mais frequentes que a PSP recebeu de pais e escolas é sobre o constante consumo de álcool por parte dos alunos perto dos estabelecimentos de ensino. Apesar de a venda de bebidas e tabaco ser proibida a menores de 16 anos a polícia tem já conhecimento de «casos crónicos de consumo». A fiscalização está a ser apertada. Os donos de cafés são os alvos.
No início do ano lectivo o programa «Escola Segura» efectuou várias operações de fiscalização junto de todas as escolas do país. Durante um mês e meio foram detectados 14 casos de venda de tabaco a menores e foram instaurados 22 processos por venda de bebidas alcoólicas a jovens com menos de 16 anos.
No início do ano lectivo o programa «Escola Segura» efectuou várias operações de fiscalização junto de todas as escolas do país. Durante um mês e meio foram detectados 14 casos de venda de tabaco a menores e foram instaurados 22 processos por venda de bebidas alcoólicas a jovens com menos de 16 anos.
À PSP têm chegado relatos de que a situação é preocupante e que a legislação não é, em muitos locais, cumprida. «Há casos de alunos que são detectados esporadicamente alcoolizados, mas há também situações crónicas de consumo», explicou ao Portugal Diário fonte policial. Estes comportamentos são reportados às Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco. http://www.cnpcjr.pt/
Os perigos perto das escolas também são muitos. Numa só operação desenvolvida em escolas de todo o país, a polícia prendeu 220 indivíduos por roubo, furto, tráfico ou ameaças. A droga é um dos principais problemas, e só nesta operação a polícia apreendeu 40 doses de cocaína, 52 de heroína, 1498 de haxixe e uma de ecstasy.
Voyeurs perto das escolas
As crianças são alvo dos criminosos e os pedófilos têm nas escolas um dos principais locais de miragem. A PSP registou 49 casos de atentado ao pudor. «A maior parte das ocorrências diz respeito a ofensas entre alunos, no entanto, alguns destes casos reportam a indivíduos que tentam aliciar os menores nas imediações escolares», avançou.
São, na sua maioria, homens e utilizam a oferta de rebuçados e boleias como abordagem ou ficam simplesmente a olhar. A PSP quando detecta estes indivíduos suspeitos procede a identificação e reforça a vigilância.
Nota: Esta reportagem saiu no Jornal Portugal Diario em 01.06.2006
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segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Empatia em Acção na Comunicação

Algumas definições de empatia na net
“[do grego empátheia] – Tendência de se colocar no lugar do outro, procurando sentir como se estivesse na mesma situação e circunstância experimentada pela outra pessoa.”
“Faculdade de experimentar os sentimentos e a conduta de outra pessoa. A empatia, ou endopatia, diz respeito a uma vivência pela qual quem a experimenta se introduz numa situação alheia, real ou imaginária, objectiva ou subjectiva, de tal modo que aparece como se estivesse dentro dela. “
Na minha opinião, uma das características mais proeminente na comunicação entre seres humanos (relacionamentos) é sem duvida a empatia.
Quem não gosta de ser ouvido activa e atentamente e/ou não ser interrompido quando se partilha um assunto sério? Quando se conversa com um amigo/a, quem não gosta de ser olhado nos olhos, como “prova” de ser escutado? Quem não procura ser compreendido e aceite tal como é? Quem não procura ser orientado e surpreendido pela positiva pelo seu amigo/a? Por ex. na relação entre o filho/a e os seus pais, entre mulher e marido, entre amigos/as, namorada e namorado, entre colegas de trabalho, nos rituais religiosos na nossa comunidade, patrão e empregado, etc.
Todos nós, procuramos alguém que esteja disponível, para nos apoiar e ou compartilhar, nas horas de maior sofrimento e/ou bem-estar e alegria. Somos seres gregários, por isso, precisamos de pessoas à nossa volta para satisfazer as nossas necessidades básicas, e claro vice-versa. Às vezes, criamos expectativas irreais e frustradas sobre o tipo de pessoas significativas que desejamos para a nossa vida, queremos algo que seja ideal e que imaginamos existir no nossos “imaginários”, contudo, mais tarde, constatamos que afinal havia algo “errado” nessa pessoa. Na realidade, ninguém é perfeito. Nós também não somos.
Podemos ambicionar que os nossos filhos sejam uma “imagem equilibrada e perfeita” de nós mesmos ou projectar neles futuros médicos/as, futebolistas, engenheiros/as, advogados/as, etc., como a única e exclusiva via para o sucesso emocional, financeiro e espiritual, não religioso, sem muitas vezes, respeitar as suas potencialidades e individualidades. Este tipo de situação também se aplica noutras realidades dos relacionamentos afectivos. Desrespeitamos e desvalorizamos as diferenças de personalidade e os valores morais.
Vemos isto a acontecer todos os dias nas nossas vidas, tanto como gostaríamos ou esperaríamos, das pessoas significativas à nossa volta? Se calhar a resposta é sim. Estamos desiludidos com alguém? Será que também desiludimos as pessoas significativas à nossa volta? Provavelmente sim. Ao contrario daquilo que nos acontece a todos, no dia-a-dia, estamos rodeados de “multidões” e na maioria dos casos, os verdadeiros amigos são somente “ um punhado” de pessoas, e às vezes nem isso, não é uma critica , mas uma constatação de um facto irrefutável.
Algumas das qualidades que procuramos nas pessoas à nossa volta são; alguém genuíno, integro, autentico, amoroso/a, com auto estima, flexível, responsável e disciplinado/a, com sentido de humor e com visão na vida. Podemos pensar, de que forma as nossas qualidades, em conjunto, e isto é muito importante, com as qualidades da outra pessoa podem contribuir para uma maior sinergia e entendimento?
Ao longo da minha experiência profissional, quando uma família, seja ela numerosa ou não e/ou que vivam todos “debaixo do mesmo tecto” ou separados, em que um ou vários dos seus membros se confrontem com um problema de abuso e ou dependência de drogas, álcool ou outro tipo de comportamentos adictivos alguns dos sintomas mais evidentes é sem duvida a incapacidade de comunicação aberta e sincera. Conforme o problema se vai “infiltrando” aplica-se uma regra que a curto e a médio prazo se torna disfuncional e geradora de insegurança e instabilidade na família que podemos chamar Regra do Silencio:
Não se fala sobre o assunto,
Não se ouve,
Não se expressa sentimentos entre os seus membros.
Todos na família são afectados por este ambiente disfuncional e gerador de discórdia e “apanhados nesta rede”.
Nesse sentido, gostaria de reforçar o “papel” da empatia, como “ferramenta” na comunicação e um traço de personalidade, na qualidade dos relacionamentos, na coesão entre relações, no respeito pelas diferenças de valores, na honestidade, e na estabilidade dos relacionamentos ao longo da vida. Precisamos de relacionamentos que permaneçam “sólidos” e “cresçam” no tempo. Que “sobrevivam” e ultrapassem os desafios e as vicissitudes ou conflitos existentes entre personalidades diferentes. Por vezes, são os conflitos entre relações, se geridos de uma forma construtiva e “justa para ambas a partes”, que se tornam num excelente bálsamo que acaba por reforça os “laços” de confiança e proporcionar uma maior longevidade e aceitação na relação entre pessoas.
Lembra-te que a empatia é uma característica da tua personalidade não pode ser somente uma competência profissional e ou de comunicação.
Concentra-te, cuidadosamente, quer física (linguagem corporal) quer psicologicamente, quando ouvires atentamente o ponto de vista da outra pessoa.
Tenta colocar de lado os teus próprios julgamentos e ou preconceitos.
Ouve ambas mensagens, as verbais e não verbais, e o seu contexto.
Responde frequentemente, de uma forma moderada, mas breve, às mensagens realmente importantes das outras pessoas. È importante ouvir.
Sê flexível e cuidadoso/a o suficiente na tua abordagem de maneira que a outra pessoa não se sinta desconfortável e ou intimidado/a.
Sê gentil, mas procura manter a outra pessoa focado nas questões importantes.
Responde somente às questões mais importantes; aquilo que é dito pela outra pessoa, por ex. experiências pessoais, comportamentos e sentimentos, a menos que exista uma razão para dar especial ênfase a uma delas especialmente.
Gradualmente conduz a conversa (exploração) na direcção de novos assuntos e sentimentos.
Depois de responderes com empatia, está atento às suas “pistas” que confirmem ou neguem a precisão das suas respostas/reacções. Por ex. se está a ser coerente com aquilo que diz e aquilo que sente.
Determina se as tuas atitudes / respostas, com empatia, ajudam a outra pessoa a permanecer focado no assunto importante, enquanto exploram e ou clarificam tópicos importantes
Identifica sinais de stress e/ou de resistência na outra pessoa. Tente aperceber-te se esse sinais surgem como consequência da tua falta de objectividade, por ex. não ser especifico ou porque estás a ser demasiado preciso ou exigente.
Mantém em mente que a capacidade em se utilizar a empatia é uma ferramenta que ajuda as outras pessoas a olharem para si mesmos e para as suas situações problemáticas mais claramente de forma a conseguirem lidar melhor com os seus problemas de mais eficazmente. Não conseguimos modificar os outros podemos proporcionar um ambiente de confiança, tolerância e seguro.
“Porque será que temos dois ouvidos e uma boca”. Será que precisamos de ouvir mais do que falar?
“[do grego empátheia] – Tendência de se colocar no lugar do outro, procurando sentir como se estivesse na mesma situação e circunstância experimentada pela outra pessoa.”
“Faculdade de experimentar os sentimentos e a conduta de outra pessoa. A empatia, ou endopatia, diz respeito a uma vivência pela qual quem a experimenta se introduz numa situação alheia, real ou imaginária, objectiva ou subjectiva, de tal modo que aparece como se estivesse dentro dela. “
Na minha opinião, uma das características mais proeminente na comunicação entre seres humanos (relacionamentos) é sem duvida a empatia.
Quem não gosta de ser ouvido activa e atentamente e/ou não ser interrompido quando se partilha um assunto sério? Quando se conversa com um amigo/a, quem não gosta de ser olhado nos olhos, como “prova” de ser escutado? Quem não procura ser compreendido e aceite tal como é? Quem não procura ser orientado e surpreendido pela positiva pelo seu amigo/a? Por ex. na relação entre o filho/a e os seus pais, entre mulher e marido, entre amigos/as, namorada e namorado, entre colegas de trabalho, nos rituais religiosos na nossa comunidade, patrão e empregado, etc.
Todos nós, procuramos alguém que esteja disponível, para nos apoiar e ou compartilhar, nas horas de maior sofrimento e/ou bem-estar e alegria. Somos seres gregários, por isso, precisamos de pessoas à nossa volta para satisfazer as nossas necessidades básicas, e claro vice-versa. Às vezes, criamos expectativas irreais e frustradas sobre o tipo de pessoas significativas que desejamos para a nossa vida, queremos algo que seja ideal e que imaginamos existir no nossos “imaginários”, contudo, mais tarde, constatamos que afinal havia algo “errado” nessa pessoa. Na realidade, ninguém é perfeito. Nós também não somos.
Podemos ambicionar que os nossos filhos sejam uma “imagem equilibrada e perfeita” de nós mesmos ou projectar neles futuros médicos/as, futebolistas, engenheiros/as, advogados/as, etc., como a única e exclusiva via para o sucesso emocional, financeiro e espiritual, não religioso, sem muitas vezes, respeitar as suas potencialidades e individualidades. Este tipo de situação também se aplica noutras realidades dos relacionamentos afectivos. Desrespeitamos e desvalorizamos as diferenças de personalidade e os valores morais.
Vemos isto a acontecer todos os dias nas nossas vidas, tanto como gostaríamos ou esperaríamos, das pessoas significativas à nossa volta? Se calhar a resposta é sim. Estamos desiludidos com alguém? Será que também desiludimos as pessoas significativas à nossa volta? Provavelmente sim. Ao contrario daquilo que nos acontece a todos, no dia-a-dia, estamos rodeados de “multidões” e na maioria dos casos, os verdadeiros amigos são somente “ um punhado” de pessoas, e às vezes nem isso, não é uma critica , mas uma constatação de um facto irrefutável.
Algumas das qualidades que procuramos nas pessoas à nossa volta são; alguém genuíno, integro, autentico, amoroso/a, com auto estima, flexível, responsável e disciplinado/a, com sentido de humor e com visão na vida. Podemos pensar, de que forma as nossas qualidades, em conjunto, e isto é muito importante, com as qualidades da outra pessoa podem contribuir para uma maior sinergia e entendimento?
Ao longo da minha experiência profissional, quando uma família, seja ela numerosa ou não e/ou que vivam todos “debaixo do mesmo tecto” ou separados, em que um ou vários dos seus membros se confrontem com um problema de abuso e ou dependência de drogas, álcool ou outro tipo de comportamentos adictivos alguns dos sintomas mais evidentes é sem duvida a incapacidade de comunicação aberta e sincera. Conforme o problema se vai “infiltrando” aplica-se uma regra que a curto e a médio prazo se torna disfuncional e geradora de insegurança e instabilidade na família que podemos chamar Regra do Silencio:
Não se fala sobre o assunto,
Não se ouve,
Não se expressa sentimentos entre os seus membros.
Todos na família são afectados por este ambiente disfuncional e gerador de discórdia e “apanhados nesta rede”.
Nesse sentido, gostaria de reforçar o “papel” da empatia, como “ferramenta” na comunicação e um traço de personalidade, na qualidade dos relacionamentos, na coesão entre relações, no respeito pelas diferenças de valores, na honestidade, e na estabilidade dos relacionamentos ao longo da vida. Precisamos de relacionamentos que permaneçam “sólidos” e “cresçam” no tempo. Que “sobrevivam” e ultrapassem os desafios e as vicissitudes ou conflitos existentes entre personalidades diferentes. Por vezes, são os conflitos entre relações, se geridos de uma forma construtiva e “justa para ambas a partes”, que se tornam num excelente bálsamo que acaba por reforça os “laços” de confiança e proporcionar uma maior longevidade e aceitação na relação entre pessoas.
Lembra-te que a empatia é uma característica da tua personalidade não pode ser somente uma competência profissional e ou de comunicação.
Concentra-te, cuidadosamente, quer física (linguagem corporal) quer psicologicamente, quando ouvires atentamente o ponto de vista da outra pessoa.
Tenta colocar de lado os teus próprios julgamentos e ou preconceitos.
Ouve ambas mensagens, as verbais e não verbais, e o seu contexto.
Responde frequentemente, de uma forma moderada, mas breve, às mensagens realmente importantes das outras pessoas. È importante ouvir.
Sê flexível e cuidadoso/a o suficiente na tua abordagem de maneira que a outra pessoa não se sinta desconfortável e ou intimidado/a.
Sê gentil, mas procura manter a outra pessoa focado nas questões importantes.
Responde somente às questões mais importantes; aquilo que é dito pela outra pessoa, por ex. experiências pessoais, comportamentos e sentimentos, a menos que exista uma razão para dar especial ênfase a uma delas especialmente.
Gradualmente conduz a conversa (exploração) na direcção de novos assuntos e sentimentos.
Depois de responderes com empatia, está atento às suas “pistas” que confirmem ou neguem a precisão das suas respostas/reacções. Por ex. se está a ser coerente com aquilo que diz e aquilo que sente.
Determina se as tuas atitudes / respostas, com empatia, ajudam a outra pessoa a permanecer focado no assunto importante, enquanto exploram e ou clarificam tópicos importantes
Identifica sinais de stress e/ou de resistência na outra pessoa. Tente aperceber-te se esse sinais surgem como consequência da tua falta de objectividade, por ex. não ser especifico ou porque estás a ser demasiado preciso ou exigente.
Mantém em mente que a capacidade em se utilizar a empatia é uma ferramenta que ajuda as outras pessoas a olharem para si mesmos e para as suas situações problemáticas mais claramente de forma a conseguirem lidar melhor com os seus problemas de mais eficazmente. Não conseguimos modificar os outros podemos proporcionar um ambiente de confiança, tolerância e seguro.
“Porque será que temos dois ouvidos e uma boca”. Será que precisamos de ouvir mais do que falar?
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 1 de agosto de 2007
O Bullying ( Rei-Bébe, Pequeno Tirano)

Os pais e os professores podem ter um papel importante na maneira como se lida com o bullying. De qualquer maneira, primeiro precisam de compreender o que é e quem são os bullies.
“Bullying is the persistent abuse of an underdog.”
O bullying é uma forma persistente de abuso. È aquele jovem que na relação com os seus pares reforça o fracasso e a discriminação entre as suas "vitimas". O bulliyng manifesta-se entre o grupo de pares, são comportamentos e atitudes negativas em que procuram claramente ofender, magoar, intimidar, manipular e gerar o conflito entre jovens. È um padrão de comportamento repetitivo que tem o seu inicio quando criança, e eventualmente, pode prolongar-se ao longo da vida.
O jovem que tem mais poder tira vantagem na maioria das situações, de uma maneira injusta, na relacionamento com o jovem com menos poder. O Bully (rei-bébé, pequeno tirano) observa e procura oportunidades para “apanhar a sua vitima”. O jovem com mais poder pode ser mais forte e mais crescido, com mais idade que a sua vitima. De qualquer maneira, as dinâmicas de poder do bully podem basear-se em diversos factores, tais como; pode ser filho de pais com recursos financeiros significativos, mais esperto, mais popular e ser um “ líder” de um grupo de seguidores “compinchas/cumplices”. A raça e ou o sexo podem ser factores deste tipo de poder desmedido.
Mais de metade dos tipos de bulliyng são abusos verbais, fazer julgamentos depreciativos, intimidar, insultos e humilhar. Existem outro tipo de ameaças, tais como, “Vou bater-te…”, “Vou roubar-te…”. Estas situações causam um efeito psicológico muito negativo. Depois existem as agressões físicas.
Consideramos importante, não confundir o acto de bullying com a violência e com a indisciplina. Na maioria dos casos, entendesse a violência como comportamentos isolados, por exemplo, roubo, assalto e agressão. A indisciplina está mais ligada ao interior da sala de aula, ao relacionamento pedagógico entre o professor e o aluno.
Os bullies tem um desejo muito forte de controlar e de poder sobre os outros jovens. Normalmente, são mais fortes do que aqueles que têm sua idade e são mais velhos que as suas vitimas.
Apesar das evidencias, os bullies apresentam algumas características comuns, que são surpreendentes. Por exemplo, os bullies normalmente tem uma auto estima normal ou acima da media. Não são muitos inseguros, não tem muita ansiedade e são normalmente calmos.
“Bullying is the persistent abuse of an underdog.”
O bullying é uma forma persistente de abuso. È aquele jovem que na relação com os seus pares reforça o fracasso e a discriminação entre as suas "vitimas". O bulliyng manifesta-se entre o grupo de pares, são comportamentos e atitudes negativas em que procuram claramente ofender, magoar, intimidar, manipular e gerar o conflito entre jovens. È um padrão de comportamento repetitivo que tem o seu inicio quando criança, e eventualmente, pode prolongar-se ao longo da vida.
O jovem que tem mais poder tira vantagem na maioria das situações, de uma maneira injusta, na relacionamento com o jovem com menos poder. O Bully (rei-bébé, pequeno tirano) observa e procura oportunidades para “apanhar a sua vitima”. O jovem com mais poder pode ser mais forte e mais crescido, com mais idade que a sua vitima. De qualquer maneira, as dinâmicas de poder do bully podem basear-se em diversos factores, tais como; pode ser filho de pais com recursos financeiros significativos, mais esperto, mais popular e ser um “ líder” de um grupo de seguidores “compinchas/cumplices”. A raça e ou o sexo podem ser factores deste tipo de poder desmedido.
Mais de metade dos tipos de bulliyng são abusos verbais, fazer julgamentos depreciativos, intimidar, insultos e humilhar. Existem outro tipo de ameaças, tais como, “Vou bater-te…”, “Vou roubar-te…”. Estas situações causam um efeito psicológico muito negativo. Depois existem as agressões físicas.
Consideramos importante, não confundir o acto de bullying com a violência e com a indisciplina. Na maioria dos casos, entendesse a violência como comportamentos isolados, por exemplo, roubo, assalto e agressão. A indisciplina está mais ligada ao interior da sala de aula, ao relacionamento pedagógico entre o professor e o aluno.
Os bullies tem um desejo muito forte de controlar e de poder sobre os outros jovens. Normalmente, são mais fortes do que aqueles que têm sua idade e são mais velhos que as suas vitimas.
Apesar das evidencias, os bullies apresentam algumas características comuns, que são surpreendentes. Por exemplo, os bullies normalmente tem uma auto estima normal ou acima da media. Não são muitos inseguros, não tem muita ansiedade e são normalmente calmos.
Apresentam outras características comuns:
Níveis baixos de popularidade ou acima do comum, muito populares, fora do seu próprio grupo de seguidores (grupo de pares) “compinchas.”
Capacidade de esconder o seu comportamento dos adultos. Aparentam ser inocentes e quando apanhados em flagrante, discutem defensivamente o seu ponto de vista.
Falta de empatia e compreensão pelos outros, baixa tolerancia.
Atitude defensiva perante a autoridade, recusa em seguir regras, por vezes, violentos para com os pais e os professores.
Os seus comportamentos abusivos vão piorando progressivamente quando as suas vitimas reagem às suas investidas.
Divertem-se a humilhar com os fraquezas das suas vitimas.
Os efeitos negativos que o bullying causa são do ponto de vista da estruturação da personalidade. As crianças sentem-se tristes e têm tendência para se isolarem, onde podem ser vitimas e ou noutras situações também elas podem tornar-se potenciais agressoras. Em muitos casos os jovens que são agredidos "vitimas" de bullying são incapazes de falar com os adultos (pessoas significativas, ex professores e /ou pais) sobre estas situações com medo das represalias e potenciarem o abuso. Por ex., casos nos EUA revelam que alguns alunos que pegaram em armas e depois vão para a escola. Existem também caso de bullying entre os jovens do sexo feminino. Apesar do abuso verbal, as raparigas têm tendencia a provocarem o boato, inventando historias falsas, "segredinhos" de forma humilhar ou a magoar a sua "vitima".
Os locais onde o maior numero de situações de bulliyng ocorrem é sobretudo nos recreios. Num inquérito, feito no 1º e 2º ciclo, em Portugal, chegou-se à conclusão que 72 por cento das situações de bulliyng são nos recreios.
Os intervalos são importantes para o desenvolvimento social, cognitivo, motor e para o equilíbrio emocional das crianças. Os alunos aprendem imensas coisas de uma maneira informal (relacionamento inter-pares).
O recreio promove a aprendizagem social de diferenças culturais, de género e idade, porque se encontram no mesmo espaço alunos de diversas idades. Deveria ser um espaço onde existisse margem de risco e ao mesmo tempo aventura.
A muitas crianças só lhes resta o recreio para brincarem porque em casa não existe espaço e muitas situações, não existe segurança na rua.
Verificamos que na maioria das escolas, os recreios não têm equipamentos onde os miúdos possam brincar. Recordo-me, por ex. das polemicas balizas que provocaram desastres serios e dramaticos. Nestas situações, verificam-se maior numero de ocorrências de bulliyng.
Devia de haver espaços onde fosse possível os alunos aliarem as suas actividades físicas às actividades de reflexão, em espaços com lugares sentados. Os alunos têm menos conflitos em espaços com materiais disponíveis e em bom estado de conservação.
Na minha opnião, o tempo de recreio nas escolas poderia ser um espaço mais construtivo e melhor aproveitado se fosse supervisionado e acompanhado, por pessoal da escola preparado para o efeito.
Não se deve agir somente nos momentos de crise, quando surgem problemas, mas intervir nomeadamente na prevenção. Identificar a relação que existe entre as pessoas e os factores de risco e os factores de protecção. Desenvolver programas que permitam às crianças a manifestação dos seus afectos, dos seus sentimentos e do contacto físico. A formação baseia-se em desenvolver competências sociais.
Níveis baixos de popularidade ou acima do comum, muito populares, fora do seu próprio grupo de seguidores (grupo de pares) “compinchas.”
Capacidade de esconder o seu comportamento dos adultos. Aparentam ser inocentes e quando apanhados em flagrante, discutem defensivamente o seu ponto de vista.
Falta de empatia e compreensão pelos outros, baixa tolerancia.
Atitude defensiva perante a autoridade, recusa em seguir regras, por vezes, violentos para com os pais e os professores.
Os seus comportamentos abusivos vão piorando progressivamente quando as suas vitimas reagem às suas investidas.
Divertem-se a humilhar com os fraquezas das suas vitimas.
Os efeitos negativos que o bullying causa são do ponto de vista da estruturação da personalidade. As crianças sentem-se tristes e têm tendência para se isolarem, onde podem ser vitimas e ou noutras situações também elas podem tornar-se potenciais agressoras. Em muitos casos os jovens que são agredidos "vitimas" de bullying são incapazes de falar com os adultos (pessoas significativas, ex professores e /ou pais) sobre estas situações com medo das represalias e potenciarem o abuso. Por ex., casos nos EUA revelam que alguns alunos que pegaram em armas e depois vão para a escola. Existem também caso de bullying entre os jovens do sexo feminino. Apesar do abuso verbal, as raparigas têm tendencia a provocarem o boato, inventando historias falsas, "segredinhos" de forma humilhar ou a magoar a sua "vitima".
Os locais onde o maior numero de situações de bulliyng ocorrem é sobretudo nos recreios. Num inquérito, feito no 1º e 2º ciclo, em Portugal, chegou-se à conclusão que 72 por cento das situações de bulliyng são nos recreios.
Os intervalos são importantes para o desenvolvimento social, cognitivo, motor e para o equilíbrio emocional das crianças. Os alunos aprendem imensas coisas de uma maneira informal (relacionamento inter-pares).
O recreio promove a aprendizagem social de diferenças culturais, de género e idade, porque se encontram no mesmo espaço alunos de diversas idades. Deveria ser um espaço onde existisse margem de risco e ao mesmo tempo aventura.
A muitas crianças só lhes resta o recreio para brincarem porque em casa não existe espaço e muitas situações, não existe segurança na rua.
Verificamos que na maioria das escolas, os recreios não têm equipamentos onde os miúdos possam brincar. Recordo-me, por ex. das polemicas balizas que provocaram desastres serios e dramaticos. Nestas situações, verificam-se maior numero de ocorrências de bulliyng.
Devia de haver espaços onde fosse possível os alunos aliarem as suas actividades físicas às actividades de reflexão, em espaços com lugares sentados. Os alunos têm menos conflitos em espaços com materiais disponíveis e em bom estado de conservação.
Na minha opnião, o tempo de recreio nas escolas poderia ser um espaço mais construtivo e melhor aproveitado se fosse supervisionado e acompanhado, por pessoal da escola preparado para o efeito.
Não se deve agir somente nos momentos de crise, quando surgem problemas, mas intervir nomeadamente na prevenção. Identificar a relação que existe entre as pessoas e os factores de risco e os factores de protecção. Desenvolver programas que permitam às crianças a manifestação dos seus afectos, dos seus sentimentos e do contacto físico. A formação baseia-se em desenvolver competências sociais.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
12:28:00
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