Mostrar mensagens com a etiqueta drogas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta drogas. Mostrar todas as mensagens

sábado, 12 de abril de 2014

Verdadeiro ou Falso?


Em Portugal, o fenómeno do consumo de drogas ilícitas evolui significativamente, a partir do final dos anos 70 e princípio dos anos 80, nesse sentido, alguns pais que durante a adolescência consumiram drogas socialmente, podem erradamente negligenciar sinais e sintomas da dependência nos seus filhos. Alguns relatos de pais:  "Eu também usei drogas, mas nunca tive problemas de dependência, e quando soube que o meu filho, também consumia, presumi, erradamente, que ele nunca iria desenvolver uma dependência. Quando o confrontei com o assunto, já foi tarde demais. Ele estava dependente."  

Sabe porque é que os adolescentes consomem drogas ilícitas? Por curiosidade, desafiar o perigo, para relaxar, para quebrar o tédio, o aborrecimento e para se integrarem num determinado grupo de pares. De início o consumo de drogas é frequentemente associado ao lazer e ao convívio. Algumas pessoas, mais vulneráveis, prolongam o consumo; aumentam a frequência, a duração e a intensidade.

Alguns factores que contribuem para a dependência de drogas no individuo. 
1. Usar drogas antes e durante a adolescência. 
2. Trauma: Abuso emocional, físico e/ou sexual 
3. Historial de dependência de drogas na família. Apesar de não existir consenso entre investigadores sobre os factores genéticos, uma criança que testemunhe consumo ou abuso de drogas, por pessoas significativas, pode crescer com a crença de que usar drogas é OK.

Se você tem filhos adolescentes sabia que as probabilidades de eles um dia consumirem drogas são reais? Eles podem parecer, de acordo com a sua avaliação, indivíduos que sabem o que querem da vida e seguros das suas decisões, mas o seu cérebro ainda não totalmente desenvolvido e isso significa que a capacidade de avaliar e tomar decisões seja diferente daquela que você pensa que eles têm na realidade.

Um dos motivos pelas quais, a maioria dos pais, reage com indignação, negação e/ou pânico quando toma conhecimento de que um dos seus filhos é consumidor de drogas ilícitas está relacionado com a seguinte crença:
Mito: O problema das drogas e as dependências só acontecem aos outros.
Realidade: Um individuo que deseje consumir drogas não precisa de fazer um grande esforço/sacrifício para satisfazer a sua vontade. A oferta das drogas supera a procura.

A cultura associada às drogas ilícitas, o canábis, que promove o consumo, como “droga leve” desvaloriza e nega a investigação cientifica e o conhecimento empírico dos profissionais que trabalham na área das dependências. Parte dessa cultura está assente no lucro, em detrimento da saúde das pessoas. Segundo algumas previsões, nos EUA, sobre os lucros da venda legal de canábis rondam os 3 mil milhões de dólares. Em Portugal, não existe maturidade política e legislação que monitorizem os efeitos da publicidade (técnicas agressivas de marketing) e salvaguardar o direito do individuo à informação, à prevenção e ao tratamento do impacto das drogas na saúde, incluindo o apoio às famílias afectadas pelas consequências negativas, incluindo as crianças. Podemos retirar um exemplo do fenómeno em relação ao álcool. O álcool, como se sabe, é um problema de saúde pública, todavia, os lucros da indústria do álcool (milhões de euros) e os interesses (lobbies capitalistas) estão acima do direito das pessoas – saúde. De acordo com a minha opinião, infelizmente o mesmo fenómeno irá acontecer com venda e o consumo da canábis. Nos últimos dez anos, os casos de indivíduos que procuram ajuda profissional, derivado ao consumo excessivo de canábis (marijuana e haxixe), tem aumentado significativamente.

Sabia que o consumo de canábis, vulgo marijuana (planta) e haxixe (resina), em doses elevadas podem conduzir a situações de elevada ansiedade, pânico e até a episódios de esquizofrenia. É um mito e errado classificar estas substâncias psicoactivas, como drogas leves. De acordo com o seu conhecimento, o álcool é uma droga «leve» ou «dura»?

«O consumo excessivo de canábis não mata, mas pode conduzir à loucura.»

domingo, 28 de julho de 2013

Consumo de Canabis (Marijuana) e o cérebro do adolescente

segunda-feira, 19 de março de 2012

Debate sobre a guerra contra as drogas


Sabia que a guerra contra as drogas foi iniciada com o presidente americano Richard Nixon? Veja o video e faça os seus comentários sobre este fenómeno global que afecta países, sociedades, comunidades, famílias, incluindo as crianças, e milhões de indivíduos em todo o mundo. Este debate tem a presença de Richard Branson.
Você já foi afectado, directa ou indirectamente, sobre este flagelo? Responda a esta questão, construtivamente. Bem haja.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O perigo pode estar na prória casa

Por vezes, as drogas estão em casa. Os jovens podem utilizar a medicação que encontram disponivel, por ex. no armario da casa de banho ou na gaveta da mesa de cabeceira no quarto dos pais e assim enfrentam sérios riscos de sofrer as consequencias adversas - acidentes ou em ultimo caso, abuso e adicção a drogas (dependência).A medicação não deve estar ao alcance dos jovens. Veja o video e comente em Mais Vale Prevenir Do Que Remediar

http://www.youtube.com/watch?v=PSo6S17_NlI&feature=PlayList&p=09A357344EE6F0FA&index=0

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Uso de Pequenas Quantidades de Drogas está "Liberalizado" em Seis Distritos



Falta de pessoal

Uso de pequenas quantidades de drogas está "liberalizado" em seis distritos


Jornal Publico 26.12.2007
Se alguém for apanhado a fumar um charro ou a inalar cocaína em pequenas quantidades no distrito de Santarém pode ter que pagar uma coima ou ser mandado para tratamento, se o mesmo acontecer no distrito de Lisboa, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra e Faro nada acontece. Neste momento há seis distritos do país onde a compra, posse e consumo de droga em pequenas quantidades não tem consequências porque as Comissões de Dissuasão da Toxicodependência (CDT) destes distritos estão sem poder decisório por falta de pessoal.Já este ano foi a vez de a CDT de Coimbra deixar de poder aplicar medidas a consumidores de drogas, mas o processo de perda de poder decisório tem sido gradual. Começou em 2003 com as CDT de Viseu e da Guarda, em 2004 foi a vez das CDT de Faro e Bragança, em 2005 foi a de Lisboa. No início da lei existiam 18 comissões operacionais, agora existem apenas 12.Do total de processos entrados em 2006 (6216), metade ficou pendente (3196), referem dados do Relatório Anual do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) de 2006.Falta de quórumEm 2001, a lei que descriminalizou a posse, compra e consumo de droga até um máximo de "consumo médio individual para dez dias" (no caso da cannabis ronda as 25 gramas) veio tirar estes casos dos tribunais, transferindo-os para as então criadas CDT.O problema é que nestes órgãos as decisões têm que ser tomadas por pelo menos dois dos três técnicos que compõem a comissão - há seis CDT em que ou não existe quórum ou não há qualquer membro. Os tribunais continuam a transferir processos para as comissões, no ano passado foram 524.Na prática, a lei da descriminalização não se aplica em seis dos 18 distritos onde foram criados estes órgãos, reconhece o presidente do IDT, João Goulão. Este responsável afirma que "nos primeiros dias de 2008" serão apresentadas propostas de alteração à lei (ver caixa)."Nesses seis distritos a droga não está descriminalizada, está liberalizada", sublinha o deputado social-democrata Emídio Guerreiro, notando que as CDT foram criadas "como garantia da não liberalização das drogas", com "a preocupação social de tentar que os consumidores deixem de o ser". O problema já é conhecido desde há muito, mas tem-se agravado, diz, e o próprio actual director do IDT, em 2004, fez parte de uma comissão técnica para tentar resolver o problema.

O PSD apresentou em Fevereiro deste ano um projecto de lei que é ipsis verbis a proposta do grupo que Goulão incorporou.

O Partido Comunista também apresentou um projecto de lei, nota o deputado Bruno Dias. "Há muitos meses que andamos a alertar para o problema. O consumidor deixou de ser tratado como criminoso, mas o consumo não poder ser visto como algo irrelevante", afirma. Ambas as propostas foram chumbadas.

Maria Antónia Almeida Santos, que foi presidente da CDT de Lisboa e agora é deputada socialista, afirma que é preciso mudar a lei para agilizar o funcionamento das comissões. IDT não responde, um grupo de deputados do PS mandou algumas sugestões para o IDT, mas até agora nada, critica.

Os membros das CDT tinham comissões de serviço de três anos que não foram renovadas. Por este motivo, e pela desmotivação dos seus membros perante a indefinição, foram esvaziadas.A deputada defende que, com a actual situação, se pode estar a criar "uma ideia de impunidade" e de "desigualdade no tratamento", porque tudo depende da área geográfica em que a pessoa é apanhada a consumir e a comprar substâncias que vão da cannabis à heroína, da cocaína ao ecstasy.O que preocupa a deputada não é tanto a parte de punir os consumidores, porque esse não é o principal objectivo das comissões, mas a do encaminhamento para tratamento de toxicodependentes, que é umas competências das CDT.

Ana Trigo Rosa, responsável pelo Gabinete de Apoio à Dissuasão, no IDT, nota que algumas das seis comissões inoperantes ainda podem encaminhar para tratamento, se os consumidores aderirem voluntariamente; caso contrário "não têm mecanismos legais para actuar": não podem, por exemplo, impor coimas ou ordenar trabalho a favor da comunidade.A responsável do IDT reconhece que "a lei não está a vigorar em pleno", o que pode "levantar um certo sentimento de impunidade". Nota ainda que se "corre o risco de as autoridades mobilizarem os seus recursos para outras questões", algo que ainda não acontece: 42 por cento dos casos foram remetidos pela Polícia de Segurança Pública e 28 por cento pela Guarda Nacional Republicana.

Presidente do IDT critica comissões de dissuasão
Quando em 2001 o consumo de droga deixou de ser crime acenou-se com "uma série de papões", um deles era o de que "Portugal iria tornar-se no paraíso da droga", lembra o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão. O que se percebeu pouco tempo depois da sua criação é que a rede de 18 comissões de dissuasão da toxicodependência (CDT), que aplica a lei, está "sobredimensionada, é onerosa, pesada e desproporcionada face à realidade", explica. Defende que a sua existência continua a fazer sentido como dispositivo "de prevenção dirigido a pessoas que ainda estão na fase de namoro com as drogas, para que invertam este processo que as pode levar à dependência". O responsável informa que nos primeiros dias de Janeiro vão apresentar uma proposta, que está de acordo com o que já foi proposto pelo PS. Pretendem que cada CDT passe a ter um decisor em vez de três, só em comissões com maior fluxo de processos, como Lisboa, defende que se mantenham os três membros. As CDT serão também enquadradas nas áreas de influência dos recém-criados 22 centros de resposta integrada (que incorporam os antigos centros de atendimento a toxicodependentes), diminuindo em membros mas aumentado em número.

Comentário: Esta noticia aparenta confirmar a tendência generalizada de se minimizar a importância da prevenção das toxicodependências nas crianças. Será que esta situação seria diferente se as crianças pudessem votar? Isto significaria que os políticos se debruçar-se-iam com maior responsabilidade sobre os problemas preocupantes que afectam as nossas crianças.
Sabemos a maioria dos jovens não consomem substancias mas, existe um grupo de jovens consumidores de drogas, incluindo o álcool, que são potenciais de desenvolverem dependência crónica e que se forem identificados e devidamente acompanhados pode ser possível inverter essa sua disposição para o comportamento de risco.


Mais uma vez, aproveito para reforçar a importância de os próprios pais, em conjunto com profissionais dedicados á causa (Prevenção das Toxicodependências) envolverem-se nesta missão de protegerem e ajudarem os seus filhos a tomarem decisões saudáveis e construtivas nas suas vidas. Não se pode estar á espera que os políticos deste nosso país consigam fazer um trabalho coerente, honesto, exigente e eficiente na área da Prevenção, Tratamento e Acompanhamento das Dependencias.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Prepare O Seu Filho Para Entrar Num Mundo Cheio de Drogas


"Já alguma vez sentiu uma dessas incríveis experiências paternas quando, por um instante, viu claramente quanta alegria, encanto e amor o seu filho trouxe à sua vida? Tive um desses instantes, anos atrás. Quando era estudante da Universidade da Carolina do Norte e o meu filho Danny tinha apenas quatro anos. Numa manhã de Inverno, acordei cedo para acabar um trabalho de fim de período antes do barulho do dia começar.
De repente, Danny saiu correr do quarto, gritando: “Neve! Neve!.” Olhei pela janela da cozinha e vi que o solo estava coberto por um manto espesso de neve fresca. As mãos de Danny tremiam ao tentar calçar as botas e vestir o casaco em cima do pijama. Estava corado e os seus olhos brilhavam. Lá fora, no alpendre, Charlie, o cão, sentiu a excitação e saltava no ar, tentando espreitar para dentro da janela da porta da cozinha. Finalmente, vestido, Danny precipitou-se lá para fora, tropeçou no Charlie e saltou do alpendre, com o cão nos calcanhares. Danny rindo e o Charlie a ladrar, correram pela neve acabada de cair.

Afastei o trabalho para o lado e fiquei sentado à mesa da cozinha, sozinho aquela hora da manhã, e observei o meu filho a brincar. Para ele, era o momento de pura e perfeita alegria. Para mim, era um momento perfeito como pai. Então atras de mim, o radio-despertador começou a funcionar, programado para tocar as sete da manhã. O noticiário dizia que uma capsula espacial tripulada iria entrar de novo na atmosfera terrestre naquela manhã.

Estávamos a meio da década de sessenta e os voos espaciais pilotados já eram considerados perigosos ao entrar em orbita, mas a entrada na atmosfera terrestre ainda causava um período de grande preocupação. Durante este período, os astronautas tinham de sair da segurança em orbita e atravessar um espaço durante o qual não conseguiam comunicar com a terra e os riscos aumentavam.

Enquanto observava Dannny e ouvia a radio, senti um medo vago e frio subir dentro de mim. Depois, Danny riu outra vez e desapareceu da minha vista. Sabia o que me causara medo; vira, algures no meu espirito, a comparação entre Danny e os astronautas prestes a entrar na atmosfera terrestre.

Naquele momento, ele estava lá fora, correndo em círculos no pequeno e seguro jardim das traseiras. Estava em comunicação directa com a família. Estava em orbita, às voltas. São e salvo. Mas também ele, como os astronautas, teria em breve de entrar no mundo. A escola, o desporto, novos amigos e novas coisas a fazer tirá-lo-iam da segurança da sua orbita familiar. Também ele, teria de passar por um período perigoso e sem comunicação. E um dos maiores riscos que o meu filho teria de enfrentar seria a droga. Isso eu sabia, mas pouco mais do que isso. Não fazia a ideia de como o ajudar a preparar-se para isso.

Esta consciência que interrompera e terminara o meu momento perfeito como pai, dera-me uma visão apenas dos ricos que o meu filho teria de enfrentar, e não o que fazer em relação a esses riscos. Só anos mais tarde, depois de Danny ter entrado no mundo e se envolver com drogas, tomei conhecimento das coisas que os pais podem fazer para dar aos seus filhos o saber, a capacidade e a força de que precisam para entrar num mundo cheio de drogas e poderem ultrapassa-lo. Seguem-se quatro amaneiras de ajudar o seu filho durante o tempo em que entra na mundo.

Fale com o seu filho sobre a influencia das drogasFaça com que os seus filhos conheçam todas as influencias das drogas. Diga-lhes que os espera. Use a lista de influencias para dizer ao seus filho o que os outros jovens dirão sobre a droga e a sua utilização. Temos de dizer aos nossos filhos – antes de outros adolescentes lhes dizerem – que o álcool e as drogas podem faze-los sentirem-se bem temporariamente. Temos de permitir que os nossos filhos saibam – antecipadamente – que alguns dos seus amigos irão usar drogas e pressiona-los a usa-las também. Se os nosso filhos souberem o que os espera, isso ajudá-los-á a fazerem planos e a prepararem-se.

Ouça o seu filho
È importante conversar com os nossos filhos sobre o álcool e outras drogas. Mas também precisamos de os ouvir.
Faça algumas perguntas para que eles se abram:
- O que é que pensas das drogas?
- O que mais te preocupa?
- O que estas a aprender sobre a droga?
- Há drogas na tua escola?
Depois ouça. Não debata nem discuta. Ouça apenas.

Ajude o seu filho a preparar-se para dizer «não» às drogas.
Podemos ajudar os nossos filhos a prepararem-se para dizer «não» às drogas, fazendo uma espécie de jogo. Nós assumimos o papel de um amigo ou de outra pessoa qualquer que lhes oferece álcool ou drogas, e deixamos que os nossos filhos se treinem connosco a dizer «não».
Também podemos ajudar os nossos filhos a prepararem-se para se livrarem de situações de consumo de drogas, ajudando-os a planear desculpas para sair dessa situação. Diga-lhes que qualquer desculpa serve, e que esta será confirmada por si. Eles podem dizer, por exemplo, que têm de ir ao dentista, ou que estão á espera deles em casa para limpar a garagem. Diga-lhes para dizer tudo o que for necessário e depois que lhe telefonem. Diga-lhes que irá busca-los a qualquer sitio, em qualquer altura.

Dê amor e apoio
Dizer «não» ás drogas pode fazer com que os adolescentes se sintam perdidos e infelizes. Os velhos amigos vão-se embora, e é difícil arranjar outros. Por vezes, dizer «não» pode causar solidão.
Durante estes momentos dolorosos, o amor e o apoio em casa pode tornar-se vital. Não minimize nem negue a dor do seu filho; dê-lhe apoio, dizendo: “ Eu sei que esta é uma altura difícil para ti. Sei que estás magoado. Quero que saibas que eu apoio a tua decisão de não ingerires drogas, e que gosto muito de ti.”

O amor é muito importante para ajudar os seus filhos a dizerem «não». Infelizmente, quando os adolescentes se envolvem com as drogas, o amor não conquista tudo. Por toda a América do Norte, há milhares de pais cheios de amor que podem dizer isto por experiência própria. Os pais também precisam de ser firmes."

“Os Nossos Filhos Livres da Droga” William Mack Perkins e Nancy Mcmurtie-Perkins


Comentário: Na minha opinião faz imenso sentido um pai/mãe ou pessoa significativa partilhar as suas experiência de sucessos e falhanços em relação à educação dos seus filhos. “Estamos todos no mesmo barco”. Revela o nosso lado humano (todos cometemos erros na educação dos nosso filhos e não somos pais perfeitos, isso não existe. Como não existem filhos perfeitos). Por outro lado, podemos sempre aprender com os erros dos outros e assim criar sinergias duradouras e saudáveis .Tal como este pai, podemos investir na prevenção. È um erro pensarmos que o nosso filho/a estará sempre em segurança (debaixo da alçada da família) em relação ao riscos de exposição e ou consumos de drogas. Hoje em dia as drogas, incluindo o álcool, encontram disponíveis em locais e pessoas que nunca imaginaríamos ser possível. Se não falarmos com sobre este assunto com os nosso filhos alguém poderá faze-lo, mais tarde, com o risco de a fonte dessa informação ser incorrecta, duvidosa e ou confusa.


[1] Algumas razões pelas quais nossos os jovens se envolvem nas drogas: “Todos os meus amigos bebem”; “Não pensei que me acontecesse a mim ter um problema com drogas”; “As pessoas que mais admiro bebem e tomam drogas”; “È proibido e perigoso” ;Televisão, cinema e musica; “Queria ser alguém”; “Está na moda ”; “È ser diferente

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Portugal foi um dos países com maior numero de mortes por abuso de drogas


Relatório anual de observatório europeu divulgado em 21.11.2007

Portugal foi um dos países da UE com maior número de mortes por consumo de drogas em 2005.

O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência divulga hoje em Bruxelas o seu relatório de 2007 sobre o problema da droga na União Europeia (UE). Portugal surge como um dos países com maior número de mortes por consumo de drogas em 2005 e o país com a maior incidência de Sida e VIH entre os Consumidores de Droga Injectável.No relatório sobre a Evolução do Fenómeno da Droga na Europa, Portugal é citado também por aspectos positivos. Entre eles está o facto de pertencer ao grupo de países com boas práticas na fiscalização da condução sob efeito de drogas e por ter centros de tratamento de toxicodependência destinados especificamente a jovens. Este ano, o relatório anual sobre a Evolução do Fenómeno da Droga na Europa contém dados dos 27 Estados-Membros da UE, da Noruega e da Turquia. Capítulos individuais dedicados a drogas específicas revelam a situação europeia no que toca à prevalência e padrões de consumo, oferta e disponibilidade, tratamento e outras intervenções, sendo complementados por análises relativas a tendências novas e emergentes no consumo de drogas; políticas e legislações; resposta aos problemas de consumo de droga; doenças infecto-contagiosas e mortes relacionadas com o consumo de droga. O relatório estará disponível em 23 línguas (21 da UE, norueguês e turco) e será acompanhado por três documentos em inglês dedicados a temas específicos: "Drogas e a condução", "Consumo de drogas entre os menores de 15 anos e problemas associados" e o "Impacto do consumo de cocaína e cocaína crack (fumável) na saúde pública". A agência europeia lançará, em simultâneo, o seu Boletim Estatístico de 2007, disponibilizado na Internet, que apresenta cerca de 400 quadros e gráficos estatísticos, apoiando grande parte das análises incluídas no relatório deste ano. Os perfis de dados nacionais completarão o relatório, fornecendo um resumo gráfico dos aspectos-chave da situação do fenómeno da droga a nível nacional.


Comentário: Infelizmente, ainda se continua a morrer, como demonstra o relatório onde Portugal aparece como um dos países da EU onde se verifica mais óbitos por causa directa do abuso de drogas. Preocupa-me saber que alguns jovens iniciam o abuso de drogas, incluindo do bebidas alcoólicas, podendo no futuro fazer parte destas estatísticos devastadoras. Bem sei que é impossível travar esta realidade dura e cruel. Apesar das evidencias procuro centrar-me na forma como posso reduzir (medidas de prevenção) o numero de vidas humanas neste flagelo que afecta a nossa comunidade e a sociedade.


È com pesar que recordo amigos que “partiram” (Rogério 23 anos, Tó Mané 30 anos, Agostinho 24 anos, Fonseca 26 anos, Victor 23 anos, José 24 anos, Perre 23 anos, Ruca 33 anos, etc) como consequência (doença) do abuso de drogas e bebidas alcoólicas. Neste sentido, gostaria de deixar aqui uma mensagem de pesar e saudade a estes amigos e também a todos aqueles que já “partiram”, sem excepção, e deixar uma mensagem de solidariedade às famílias. Para os familiares, profissionais dedicados e aos verdadeiros amigos assistir impotente à destruição de um ente querido e no fim à morte é um processo profundamente doloroso e angustiante. Quem passou por isso sabe como é (sentimentos de revolta e dôr, culpa e vergonha, raiva e ressentimento, isolamento e angustia, etc.) . Para aqueles que continuam envolvidos nesta area especifica (profissionais, familas e todos os interessados) é importante que estejamos todos dentro do mesmo "barco".


Na minha opinião, nao existe guerra contra a droga, porque enquanto houver pessoas a morrer perdemos a batalha, acredito na existencia de pessoas (poder do grupo) validas, corajosas, com espirito de abnegação, determinadas e inspiradas, no dia-a-dia, em recuperar as suas vidas e a vida dos outros. "Mais Vale Prevenir Do Que Remediar". Depois da morte ja não ha nada para remediar... Sofrem os que cá ficam.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Quando e Como Se Inicia o Abuso de Drogas


"Estudos anunciados pelo National Survey on Drug Use and Health, designado formalmente pelo National Household Survey on Drug Abuse, descrito pelo Substance Abuse and Menthal Health Services Administration advertem que actualmente algumas crianças iniciam os seus consumos de drogas entre os 12 e 13 anos de idade, enquanto outros iniciam os consumos ainda mais cedo.

O consumo prematuro envolve substancias tais como; tabaco, bebidas alcoólicas, inalantes1, canabinoides (haxixe e erva) e drogas licitas. Se o abuso de drogas persistir ate finais da adolescência, os jovens envolvem-se em consumos de haxixe, e mais tarde, em drogas ilegais, mantendo os consumos de tabaco e álcool. Estudos revelam que o abuso prematuro de drogas encontra-se associado a um maior envolvimento em vários tipos distintos de drogas, quer seja com as mesmas drogas ou outras diferentes. De qualquer maneira, estudos efectuados ao longo do tempo indicam que os jovens não progridem nos consumos de drogas diferentes. Mas entre aqueles que se envolvem progressivamente no abuso de drogas, o seu historial de abuso varia, entre a oferta de drogas na vizinhança, aspectos demográficos e outras características. Em geral, os padrões de abuso estão associados a comportamentos reprováveis sociavelmente, percepção do risco e a oferta de drogas na área de residência.

Cientistas lançaram varias hipóteses acerca do porquê sobre as pessoas que primeiro se envolvem com drogas e só depois o abuso se intensifica. Uma das explicações mais plausíveis tem a ver com causas biológicas, tais como ter familiares com historial de abuso de drogas e/ou álcool, que poderá haver uma predisposição genética para o abuso de drogas. Outra explicação para o abuso de drogas tem a ver com a associação a um grupo de pares que abusem de drogas que por sua vez coloca o indivíduo mais exposto a outro tipo de drogas diferentes. De qualquer maneira muitos outros factores podem estar relacionados.

Foram identificados diferentes padrões na iniciação de drogas baseados no género, raça, grupos étnicos e zonas geográficas. Por ex. os investigadores descobriram que as circunstancias onde são oferecidas drogas aos jovens podem depender de factores relacionados com o género. Geralmente, os rapazes são mais sujeitos a ofertas de drogas e em idades prematuras. (demasiado cedo nas suas vidas). O inicio do abuso de drogas podes ser influenciado nos locais onde as drogas são oferecidas, por ex., na rua , em parques, escolas, casa ou festas. Admite-se também que as drogas podem ser oferecidas por irmãos, amigos pelos próprios pais.
Enquanto maioria dos jovens não progridem nos consumos de drogas para além dos consumos esporádicos, outros rapidamente intensificam o abuso de drogas. Os investigadores descobriram que estes jovens têm maiores probabilidades de conseguir uma combinação de factores elevados de risco e reduzidos factores de protecção. Estes adolescentes são caracterizados por jovens com elevados níveis de stress, reduzido apoio parental e baixo rendimento escolar.

Contudo, existem factores de protecção que conseguem suprimir a progressão intensificada do abuso de drogas. Por ex. autocontrole, que inibe o comportamento problemático e que naturalmente promove a maturidade necessária durante a adolescência. Agregando, uma estrutura familiar protectora, uma personalidade individual e variáveis do ambiente reduzem os riscos de abuso de drogas. Intervenções protectoras fornecem habilidades e competências aos jovens de risco de forma a desenvolverem factores de protecção e a prevenir a intensificação do abuso de drogas."

1 Inalante designa toda a substância passível de ser inalada, isto é, introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou boca. Os inalantes são geralmente solventes. Estes são substâncias que têm a capacidade de dissolver outro produto e costumam ser bastante voláteis (evaporam-se com facilidade, daí a facilidade da sua inalação) e inflamáveis. Existem diversas substâncias que podem ser inaladas. As mais usuais são produtos químicos de uso doméstico como aerossóis, gasolina, colas, esmaltes, tintas, vernizes, acetonas, éter ou ambientadores.


National Institute on Drug Abuse (NIDA) – Prevenir o Uso de Drogas entre Crianças e Adolescentes

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Quais os Periodos de Maior Risco de Abuso de Drogas Entre os Jovens



A investigação revela que os períodos de maior risco de abuso de drogas ocorrem durante a transição das fases mais significativas da vida das crianças. A fase de transição do desenvolvimento, alterações físicas (por ex. puberdade), ou em contextos sociais (ex. processo de divorcio dos pais), onde as crianças estão sujeitas a uma exposição intensa por problemas comportamentais.

A primeira grande transição ocorre quando deixam a segurança do lar e iniciam a escola. Mais tarde, quando deixam o ciclo e passam para o ensino secundário, cruzam-se com experiências diferentes em termos do seu desempenho escolar e em eventos sociais mais complexos; aprendem a relacionar-se com um grupo mais vasto de pares e desenvolvem expectativas pelas suas carreiras escolares. È nesta fase, no inicio da adolescência, onde é mais provável, pela primeira vez nas suas vidas, terem contactos com as drogas. Entretanto entram no ensino universitário, onde encontram novos desafios a nível social, psicológico e educacional. Ao mesmo tempo podem ficar expostos à disponibilidade elevada de drogas, a pessoas que abusem de drogas e envolvimento em contextos sociais onde se consumam drogas. Estes desafios podem aumentar o risco de abusarem de álcool, tabaco e/ou outras drogas.

No final da adolescência, uma situação particularmente arriscada, quando os jovens saem de casa de forma a ingressar na universidade, sem a supervisão parental. O abuso de substancias, particularmente do álcool, permanece como uma problema de domínio publico, designadamente para os adolescentes.

Mais uma vez, os jovens adultos são confrontados por novos desafios e stress que podem conduzir a uma maior vulnerabilidade e risco em relação ao abuso de álcool e ou outras drogas quando os começam a trabalhar ou se casam. Todavia, estes desafios também podem revelar-se protectores quando são interpretados e encarados como oportunidades para crescer e reforçar os seus objectivos e interesses futuros . A investigação revela que estes novos estilos de vida quando adoptados como factores de protecção proporcionam um papel e uma experiência de vida mais valida e significativa do que abusar de drogas.

O factor risco aparece em todas as fases de transição; desde criança até á fase adulta. Entretanto os intervenientes na prevenção necessitam de avaliarem os seus objectivos-alvo (target audiences) e implementarem programas que promovam o apoio apropriado a cada fase de desenvolvimento da criança. Também é necessário avaliar como se podem detectar e reforçar os factores de protecção nas diferentes fases de transição do desenvolvimento."
National Institute on Drug Abuse (NIDA) – Prevenir o Uso de Drogas entre Crianças e Adolescentes

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

"Os Amigos São Para As Ocasiões"


Como é que o problema do meu amigo/a pode ser assim tão sério……?“ A minha amiga Clara usa demasiado drogas e anda-me a preocupar. Ela pensa que consegue controlar, mas sinto que não. Ela afirma que usar drogas não é crime nenhum, é uma coisa perfeitamente natural.”



Nem todas as pessoas que bebem e que usam drogas desenvolvem todas o mesmo tipo de sintomas e sinais e ou consequências, mas uma coisa em comum têm de certeza:
- Se o teu amigo/a tem um problema com drogas ou com álcool e, senão pedir ajuda, as coisas podem tornar-se cada vez piores.As pessoas com problemas sérios de drogas e ou álcool não gostam de admitir esse problema, mesmo para eles próprios. No principio, podem afirmar que se sentem óptimos, que beber uns copos, fumar uns charros, usar umas linhas de cocaína são as melhores coisas que aconteceram nas suas vidas. Mas depois as coisas mudam e ficam piores. Eventualmente, se não pedirem ajuda podem desenvolver sérios problemas físicos, ex.; danos no fígado e disfunção no cérebro (células/neurónios), depressão e suicídio e alguns podem morrer com overdose. Ficar bêbado ou pedrado afecta negativamente a capacidade de raciocínio e do julgamento (avaliar as situações perigosas e de risco) podendo conduzir a comportamentos que as pessoas normalmente não têm se estivessem sem a influencia dessas substancias – tais como, fazer sexo sem tomar as devidas precauções, que pode resultar em gravidez indesejada, VIH (SIDA) ou outras doenças sexualmente transmissíveis. Consumir substancias, pode tornar-se perigoso para a saúde do teu amigo, também pode provocar o insucesso escolar, perder amigos verdadeiros, perder valores morais, acabando mesmo por perder o respeito si mesmo.

Os problemas com drogas e ou álcool não escolhem as pessoas. Também não se preocupam com que tipo de pessoa és, que tipo de cor, se és rico ou pobre, com a tua idade, com a tua sexualidade, ou de onde és. Não se importam se és um pessoa boa, ou se és um bom jogador de futebol. Qualquer pessoa poderá ter problemas com drogas ou álcool. È preciso prevenir comportamentos de risco e procurar recursos disponíveis, por ex; na escola, em amigos verdadeiros, em familiares ou profissionais.

"O que é que pode causar um problema deste tipo num dos meus amigos?"
Imensas coisas podem acontecer que conduzam a este tipo especifico de problemas. Uma dos problemas mais frequentes surge nas famílias, tal como doenças do coração, do cancro e diabetes. Se ambos ou um dos pais do teu amigo é um alcoólico, ou se existe uma historia de alcoolismo ou dependência de drogas é muito provável que o teu amigo também se torne num alcoólico ou num dependente de drogas.
Na maioria dos casos, as pessoas bebem ou consomem drogas como forma de evitar os problemas mais aborrecidos e desconfortáveis que surgem no dia-a-dia. Por exemplo, usam substâncias se sofrerem algum tipo de pressão da parte do seu grupo de amigos, se têm stress/pressão na relação familiar, a irritação e o sentimento de que os adultos têm uma tendência para tentar controlar a vida dos filhos/as , e ou o sentimento horrível de que se é diferente das outras pessoas todas. Usam drogas e ou álcool para se sentirem melhor consigo mesmos. Beber ou consumir drogas, pode tornar as coisas ainda piores, porque depois de experimentar, o mais importante é ficar pedrado ou sob o efeito do álcool, e uma vez que isto aconteça torna-se difícil parar. Depois precisa de usar mais, e mais, para se sentir normal. Isto é um problema na vida dos jovens que consomem substancias. O álcool e as drogas alteram a forma como se pensa. Sob o efeito de substancias os jovens acreditam que as coisas estão melhor ou pior do que realmente estão. O álcool e ou drogas fazemproporcionam uma sensaçãode bem estar; “sintas bem” quando “pedrado”, mas quando o efeito desaparece, começam a sentir-se deprimidos.

"Porque é que é tão difícil para as pessoas receberem ajuda?"Para a maioria das pessoas, incluindo os jovens, torna-se muito difícil e doloroso admitir que tem um sério problema com substancias. È especialmente difícil, porque quando se é jovem nunca se imagina que um problema destes possa existir. A maioria das pessoas pensa que os dependentes e os alcoólicos são pessoas adultas, de idade e que vivem na rua, na realidade, pode acontecer a qualquer um. As pessoas que desenvolveram um problema sério com substancias, incluindo o álcool, dizem que o problema não é assim tão grave, que não consomem assim tanto e que eles sabem perfeitamente o que está a acontecer. Afirmam que controlam a situação. Nestes casos, negar a existência de um problema é muito comum. De facto, esta negação, em conjunto com o esconder o abuso das substancias dos amigos, torna-se em muitos casos, um problema tão sério como o próprio problema de dependência das drogas e ou do álcool. Ficar dependente de álcool ou drogas acaba por “cortar” com as relações com as pessoas que se preocupam com o bem-estar, acabando por ficar sozinho, confuso e assustado.
Os dependentes acabam por passar grande parte do seu tempo sozinhos, afirmam que conseguem resolver sozinhos o problema e ou pensam que arranjando um namorado/a ira conseguir resolver o problema por eles. Seguem este comportamento como forma de manter escondido o problema de abuso de substancias. Em primeiro lugar, o teu amigo precisa de admitir que o abuso de drogas ou álcool esta a desgovernar completamente a sua vida. De qualquer maneira, ainda podes fazer alguma coisa caso o teu amigo não admita que tenha problema.

"O que é que posso fazer para ajudar o meu amigo/a?"È possível, ajudares um amigo que tem um problema sério com álcool e ou outras drogas. Se o teu amigo aceita ou não a tua perspectiva e ou sugestão é na realidade da única e exclusiva responsabilidade dele. Por vezes, uma abordagem a um amigo que está com problemas, acompanhado de um outro amigo mutuo, pode tornar a vossa intervenção mais fácil porque estás em vantagem em termos de segurança e apoio, visto vocês serem duas pessoas.
O primeiro passo para que o vosso amigo receba realmente a ajuda é; ele precisa de falar com alguém que o possa orientar sobre o seu problema com o uso de drogas ou álcool. Eventualmente, poderá admitir que tem um problema sério e concordar em parar completamente com os consumos de alcool e ou outras drogas. O teu amigo precisa de auxilio e de alguém em quem confie o seu problema. Tu não consegues forçar ou convencer alguém a pedir ajuda, mas podes encorajar e apoiar o teu amigo a procurar ajuda e quem sabe a encontrar ajuda profissional.
Se estás preocupado com um amigo que tem problemas é importantíssimo que fales com alguém, em privado, que sintas que te pode ajudar e orientar numa situação tão difícil como esta. Falar com alguém sobre o problema do teu amigo não significa que sejas desleal ou que o estejas a trair. È importante saberes os factos, coisas concretas que tenham acontecido e ou que eventualmente tenhas observado, se consideras ajuda-lo. Não procures ajudar o teu amigo sozinho, sem antes falares com alguém em quem confies; por exemplo, um professor/a, doutor/a, enfermeiro/a, pai ou mãe, um profissional de saúde (psicólogo ou conselheiro) que tenha conhecimento e que te possa orientar neste teu plano. Podes pedir a esta pessoa que mantenha a vossa conversa confidencial, contudo é importante fazer algo, antes que possa acontecer algum acidente. A vida do teu amigo/a é demasiado importante, por isso é preciso agir. Não precisas de mencionar o nome do teu amigo, podes optar por falar de uma maneira geral sobre o problema. Como podes compreender falar com um profissional poderá ajudar-te a escolher qual a orientação mais eficiente numa situação tão delicada como esta.
Se decidires falar com o teu amigo podemos dar-te algumas orientações que podem ajudar-te e também ao teu amigo considerando um plano sobre como e o que é que podem fazer:
- Procura perceber se a altura para falarem sobre esse assunto é a mais apropriada. Fala com o teu amigo/a quando ele esta sóbrio e com “a cabeça no lugar”; por exemplo, antes da escola começar.
- Nunca acuses o teu amigo de ser um alcoólico ou um drogado, em vez disso, procura expressar as tuas preocupações. Tenta não culpar o teu amigo pelo seu problema; se o fizeres ele/ela pode virar-te as costas imediatamente.
- Fala sobre os teus sentimentos em relação aquilo que consideras que é o problema. Diz ao teu amigo/a que estás preocupado, e como te sentes ao vê-lo bêbado ou sobre o efeito das drogas.
- Diz ao teu amigo o que é que o viste fazer por ex. algo disparatado e inapropriado, enquanto ele estava sob o efeito do álcool e ou outras drogas. Dá exemplos específicos. Diz ao teu amigo que estás a procurar ajuda-lo, da melhor maneira possível.
- Fala de uma maneira compreensiva, sem "pena dele", mas realça a importância da amizade, principalmente quando se precisa do apoio de uma amigo.
- Prepara-te para a negação e para a raiva (hostilidade, agressividade verbal). O teu amigo pode reagir dizendo que não existe problema nenhum e ficar zangado contigo. Muitas pessoas com problemas com álcool e ou outras drogas reagem desta maneira. Quando confrontados com o uso a tendência é defenderem-se, culpar as outras pessoas pelo problema, ou dar uma longa lista de desculpas/razões pelas quais usam álcool ou outras drogas. Prepara-te, porque também poderá culpabilizar-te e dizer-te que não compreendes os seus problemas. Lembra-te de que não és responsavel ou culpado, pelo problema dele. Estas a dizer-lhe que estas disposto a ajuda-lo, se ele quiser.

- Procura identificar onde é que podes ser útil. Podes acompanha-lo e irem juntos procurar ajuda. Prepara-te para seguires este plano. Este gesto poderá revelar ao teu amigo que realmente estas ali para o ajudares e que te preocupas com ele.

Caso te sintas magoado ou desconfortavel com alguma coisa procura alguem para desabafar, alguem que sintas que te poderá orientar e ajudar, familiar, pai e/ou mãe, conselheiro ou psicologo, neste assunto tão delicado. Por vezes, acontecem situações na nossa vida em que nos sentimo impotentes e confusos e a melhor forma de lidar com estas emoções é partilhar com alguém de confiança.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Criterios de Determinação do Abuso e Dependência de Drogas


Critérios de Determinação do Abuso e Dependência DSM IV (O Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais é uma publicação da American Psychiatric Association, Washington D.C., sendo a sua 4ª edição conhecida pela designação “DSM-IV”. )

· Critérios de Dependência de Substancias
Padrão desadaptativo da utilização de substancias levando a défice ou sofrimento clinicamente significativo, manifestado por três (ou mais) dos seguintes, ocorrendo em qualquer ocasião, no mesmo período de 12 meses:
Tolerância, definida por qualquer um dos seguintes:
1.1 necessidade de quantidades crescentes de substancia para atingir a intoxicação ou o efeito desejado;
1.2 diminuição acentuada do efeito com a utilização continuada da mesma quantia de substancia
Abstinência, manifestada por um dos seguintes:

2.1 síndrome de abstinência característica da substancia (referencia aos critérios A e B para abstinência de substancias especificas;
2.2 a mesma substancia (ou outra relacionada) é consumida para aliviar ou evitar os sintomas da abstinência.

A substancia é frequentemente consumida em quantidades superiores ou por um período mais longo do que aquele que se pretendia.
Existe desejo persistente de ou esforços, sem êxito, para diminuir ou controlar a utilização da substancia.
È despendida grande quantidade de tempo em actividades necessárias à obtenção (por ex. cadeia de fornecedores) e à recuperação dos seus efeitos.
São abandonadas importantes actividades sociais, ocupacionais ou recreativas devido à utilização da substancia.
A utilização da substancia é continuada apesar da existência de um problema persistente ou recorrente, físico ou psicológico, provavelmente causado ou exacerbado pela utilização da substancia ( por ex. utilização de cocaína, apesar da existência de uma depressão induzida pela cocaína ou manutenção do consumo do consumo de álcool, apesar do agravamento de uma ulcera devido ao consumo deste).

· Critérios de Abuso de Substancias
Padrão desadaptativo da utilização de substancias levando a défice ou sofrimento clinicamente significativo, manifestado por um (ou mais) dos seguintes, ocorrendo em qualquer ocasião, no mesmo período de 12 meses:
Utilização recorrente de uma substancia resultando na incapacidade de cumprir obrigações importantes no trabalho, na escola ou em casa (por exemplo, ausência repetidas, suspensões ou expulsões escolares relacionadas com a substancia; negligencia das crianças ou deveres domésticos.
utilização recorrente da substancia em situações em que esta se torna fisicamente perigosa (por ex. guiar um automóvel ou trabalhar com maquinas quando diminuído pela substancia.)
Problemas legais recorrentes, relacionados com a substancia (por ex., prisões por comportamento desordeiros relacionados com a substancia.)
Continuação da utilização da substancia apesar dos problemas sociais ou interpessoais, persistentes ou recorrentes, causados ou exacerbados pelos efeitos da substancia (por ex. discussões com o cônjuge sobre as consequências da intoxicação; lutas físicas)


Estes são os sinais apresentados por quem abusa e é dependente de substâncias psicoativas (adictivas). Se apresentar um ou mais deste sinais peça ajuda a um profissional qualificado na area da dependencia. Pedir ajuda a profissionais, significa agir na prevenção e na esperança de uma vida melhor. Não agir na prevenção pode significar insanidade, "cometer os mesmos erros à espera de resultados diferentes"

terça-feira, 3 de julho de 2007

Os pais receiam abordar e debater o uso de drogas com os seus filhos


Os pais receiam abordar e debater o uso de drogas com os seus filhos.
Segundo, White House Office of National Drug Control Policy (ONDCP) é importante na educação dos filhos, os pais se concentrarem nas competências da comunicação e monitorizar as suas actividades, especialmente na fase da pre-adolescencia e adolescência. Um recente inquérito publico, nos EUA, revela que a maioria dos pais encontra dificuldades em abordar e discutir sobre assuntos e preocupações intimas dos seus filhos adolescentes, especialmente o uso de drogas. De acordo com um estudo da VitalSmarts ( http://www.vitalsmarts.com/ ), revela que a maioria dos pais sente-se desconfortável em falar com os seus filhos sobre os assuntos do dia-a-dia.

Nesse estudo, alguns dos pais (52 %) admite que se questiona, com alguma dificuldade em abordar, principalmente, os assuntos difíceis. Mais preocupante se revela, no mesmo estudo, quando os pais sabem que hoje em dia, as drogas fazem parte do dia-a-dia (directa ou indirectamente) da maioria dos adolescentes.

Mais de metade dos pais (56 %) inquiridos neste inquérito revela que os seus filhos vão a festas onde as drogas estão disponíveis e perto de metade (48%) acredita que os seus filhos têm amigos que usam drogas. Apesar disto alguns pais nada fazem para modificar esta situação.

Segundo, John P. Walters, Director of National Drug Control Policy, “Este inquérito revela uma tendência evidente e preocupante que se estabelece na relação entre pais e filhos. Demasiados pais evitam falar com os seus filhos sobre assuntos difíceis, atitudes e comportamentos preocupantes e/ou problemáticas, porque receiam afectar negativamente o relacionamento com os seus filhos. É importante para os pais serem coerentes com as suas responsabilidades e definir regras claras contra o uso de drogas."
Também Joseph Grenny, co-fundador da Vital Smarts e autor do livro “ Crucial Conversations: Tools for Talking When Stakes are High” declara, “ Não parece existir um assunto mais apropriado para os pais conversarem com os seus filhos do que, por ex. o uso de drogas. A maioria dos pais parece sentir-se totalmente inadequado sobre esta matéria, assim sendo, assumem uma atitude complacente e negligente sobre esta matéria. A nossa investigação revela boas noticias para a maioria dos pais; descobrimos que a diferença entre o sucesso e o falhanço na abordagem deste assunto crucial reside na aprendizagem de novas competências e aquisição poderosas habilidades na comunicação. A maioria dos pais sentem que devem escolher a paz, a qualquer custo, a adoptarem uma atitude disciplinada, coerente e realista, mas isto não é o mais eficaz.”

Artigo retirado da revista Counselor (Magazine for Addiction Professionals)

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Drogas e os seus consumidores

Quando menciono dependencias, procuro abranger todas as substancias alteradoras do humor (psico-activas) possiveis de desenvolverem dependencia; refiro-mer ao tabaco, bebidas alcoolicas e drogas licitas e ilicitas. Na minha opinião, não existem drogas "leves" ou drogas "duras". são todas drogas, devem ser abordadas de uma forma distinta e de acordo com as suas principais especificidades. As drogas não são o problema, o problema são os seus consumidores. O consumo é um acto voluntario, por isso, é importante agir, educar e informar abertamente, sem restrições e ou pressões.
O consumo de bebidas alcoolicas, de tabaco e drogas ilicitas está ligado, sem qualquer duvida, ao abuso (problema) de substancias. (Kandall,1980, 1982: Du Pont,1989, cf, Catalano, Kostermann, Hawkins, newcomb and Abbott, 1996)

Prevenção das Dependencias: Uma atitude diferente

Assiste-se a uma preocupação crescente com o consumo excessivo de alcool e o consumo intenso de drogas por um pequeno mas significativo numero de jovens vulneraveis. O consumo de substancias no inicio da adolescencia é um factor de risco relativamente a mais tarde se poder desenvolver um padrão nos consumos (abuso e/ou dependencia - adicção), bem como, actividades relacionadas com o crime (ex furtos, roubos, etc), doenças (ex. HIV/sida e/ou sexualmente transmissiveis) sendo maior o risco de emergir um tipo de comportamento anti-social no futuro (ex crimes, violencia, assaltos, violencia domestica, violações, etc)