O ego insuflado pode conduzir-nos às nuvens mas quando está dorido arrasta-nos para a escuridão
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terça-feira, 23 de junho de 2020
Ego insuflado vs. ego dorido
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Todos nós temos dificuldades, mas uns têm dificuldades desde a nascença
As crianças oriundas de contextos familiares de pobreza, estão expostas a níveis elevados de stress, responsável por despoletar problemas psicológicos ao longo das suas vidas.
De acordo com investigadores da Universidade de Cornell, nos
EUA, as crianças que vivem em contextos familiares de pobreza estão predispostas
a desenvolver problemas de memória e aprendizagem, comportamentos
violentos/agressivos e antissociais, tais como o bullying. O resultado da investigação, não revela que todas as
crianças provenientes de contextos familiares de pobreza se tornam violentas,
mas o risco de isso acontecer é elevado. Aquilo que o Dr. Gary Evan, autor do
estudo, afirma é «Se a criança nasce pobre, está mais vulnerável quanto a
desenvolver problemas psicológicos e ser pobre representa uma fonte enorme de
stress. Todas as pessoas são afetadas pelo stress, mas as famílias com baixos
rendimentos, incluindo as crianças, sofrem muito mais. Estas crianças
vulneráveis, expostas ao stress excessivo, sofrem o efeito cumulativo e de interação.»
Neste estudo sobre a memoria, envolveu crianças de classe
media e crianças pobres, durante quinze anos (desde os 9 aos 24 anos) e segundo
o autor, as crianças oriundas de classes sociais mais desfavorecidas apresentavam
maiores dificuldades no desenvolvimento das suas competências cognitivas, por
exemplo, na linguagem e desenvolvimento pessoal. Este estudo também veio
mostrar que os adultos, oriundos de classes desfavorecidas, apresentavam níveis
crónicos de stress desde crianças. Afim de prevenir este tipo de perturbações
psicológicas em crianças pobres é necessária uma intervenção prematura e
eficaz. Uma forma de o fazer é proporcionar apoios sociais aos pais destas
crianças, a fim de melhorar os seus orçamentos familiares. Este estudo foi recentemente
publicado em Proceedings of the National Academic Sciences.
Visando combater as assimetrias sociais, os investigadores
das universidades de Portsmouth (Reino Unido) e Viena (Áustria) apelam que a
saúde deve ser uma prioridade antes da riqueza e confirmam que desde 2009 até
2015 são cada vez mais os jovens do sexo masculino que se suicidam nos países
pobres da Europa (UE) na consequência das medidas de austeridade destinadas a combater
a crise. O desemprego que afeta, as classes mais desfavorecidas, é segundo os
autores deste estudo, uma das principais causas de suicídio entre os jovens.
Este estudo foi pioneiro no género porque visou relacionar as variáveis - austeridade
e taxas de suicídio.
Segundo o Observatório das Desigualdades, existiam em
Portugal 1.967 milhão de pessoas (dados de 2010) em risco de pobreza.
Durante mais de uma década trabalhei em instituições de
tratamento (regime residencial de internamento) para indivíduos adultos dependentes
de drogas lícitas, incluindo o álcool, e ilícitas, e venho por este meio
corroborar este estudo da Universidade de Cornell. Escutava com muita frequência,
por parte de indivíduos oriundos de classes desfavorecidas, o stress que representava
para eles ser rotulado como «pobre». Significava ser considerado um marginal
(estigma), viver dependente de apoios sociais e não possuir as mesmas
oportunidades, numa sociedade democrática, cujo sistema privilegia os indivíduos
de classes sociais mais favorecidas. Para finalizar, os indivíduos referiam que
o stress, era vivido antes mesmo de serem «apanhados» pela dependência de
substâncias psicoativas do Sistema Nervoso Central.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sexta-feira, 14 de março de 2014
O mundo dos adultos não é seguro para algumas crianças vulneraveis
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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segunda-feira, 25 de março de 2013
Onde é que ficamos? Qual é afinal a realidade? Decida você
“Governo recua e
distingue vinho e cerveja das bebidas espirituosas. Nova lei proíbe álcool de
teor elevado a menores mas mantém os 16 anos para bebidas “leves”. Associação
de bebidas e peritos falam em cedência a lóbis. A diferenciação dos limites
etários – 16 e 18 anos- consoante o teor de álcool, definida no novo diploma,
aprovado, no dia 21/2/13, pelo Conselho de Ministros, veio defraudar entidades
ouvidas durante a elaboração da lei para o consumo do álcool. É conhecida a
posição de Pires de Lima contra a proposta da proibição alargada aos 18 anos.
Pires de Lima é o presidente da Associação de Produtores de Cerveja e também
presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP. ” Lê se na notícia do Jornal de Notícias de
22/2/13. Podemos acrescentar na mesma notícia, segundo o secretário de Estado
adjunto da Saúde “(…) a medida tenciona sobretudo impedir a embriaguez dos
jovens” Jornal de Noticias, 22/2/13. Esta é a versão dos políticos, dos interesses da Industria
do Álcool (lobbies) e que contam com
a conivência dos órgãos da comunicação social, sobre o problema de saúde pública
relacionado com o álcool.
Repito mais uma vez, visto ter publicado já este facto no blogue, você sabia que existem um milhão e meio de
pessoas que bebe em excesso e metade delas é alcoólica, em Portugal? No artigo
do JN, para espanto de todos aqueles que trabalham nesta área e ou das
famílias, incluindo as crianças afectadas pelo álcool, o jornalista ainda refere
na notícia, “bebidas leves.” Apesar dos média teimarem em confundir a opinião
publica e alimentar mitos, não existe este conceito “bebidas leves” quando
sabemos o álcool é uma droga psicoactiva.
Reacções à Nova Lei
- “Há três, quatro meses, a proposta à qual tivemos acesso, o limite de 18 anos aplicava-se a todo o tipo de álcool. Esta proposta não é consistente, o elemento álcool está presente em todas. Não podemos diferenciar o bom álcool do mau álcool. Tínhamos ficado satisfeitos para a subida de idade mínima dos 16 para os 18 anos. A lei parece ceder a pressões de vários grupos. O álcool é sempre prejudicial aos jovens. Na cerveja há também vários graus” George Sandeman, presidente da Associação de Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos
- “Uma cedência total aos lobbies. Esta lei serve a estratégia de fidelizar os jovens para o consumo de álcool – beber desde cedo, para criar hábito. É uma cedência total aos lobbies das grandes empresas e das multinacionais. Estamos a mascarar o problema. O álcool é álcool. É uma medida trágica.” João Manuel Ramos, responsável pela Associação de Cidadãos Auto Mobilizados
- “A medida fica coxa, é uma medida a medo. Quem trabalha nesta área sabe que se está diante do efeito de pressões. A lei é confusa criando uma mensagem difícil de explicar aos mais novos” Rui Tato Marinho, medico e coordenador de hepatologia da Ordem dos Médicos
Excertos de uma
reportagem publicada no suplemento que faz parte da edição do Correio da Manhã. “Noite de copos. Consumo de álcool por adolescentes em Portugal
aumentou. Não há lei que trave. No grupo
de Alberto (nome fictício) já não há menores de idade. O mais novo dos seis
rapazes, Paulo (nome fictício), celebrava nessa noite 18 anos. Pelo menos, foi
o que disseram. Um afirma que começou a sair à noite aos 14 anos e já apanhou “algumas
bebedeiras. O acesso às bebidas, mesmo brancas, nunca foi problema, Nem vai
mudar com a lei. Os comerciantes querem é fazer dinheiro e fecham os olhos às
idades. E se não for assim, leva-se uma fotocópia do BI falsa, garante Alberto”
“Até dá dó. Às vezes, é preciso sair do carro para tocar às campainhas
e pô-los dentro do prédio para chegarem a casa. No outro dia era uma miúda que
estava estendida no largo, completamente inconsciente. A que estava com ela só
olhava. Ainda saí do carro e fui lá, mas outro colega já tinha chamado uma
ambulância” taxista na zona de Santos.
Segundo João Goulão, o presidente do Instituto da Droga e da
Toxicodependência, “(…) diz nada ter a acrescentar, depois de reconhecer, no
ano passado, que o consumo de bebidas alcoólicas aumentou entre os jovens, mas
que estes apanham “menos bebedeiras” e bebem” cada vez mais cerveja” num
consumo regular.
- “Álcool é sempre álcool e quando se faz a avaliação de um doente conta apenas o número de unidades que bebe e não o tipo de bebida. Todas são igualmente perigosas” Francisco Henriques, da Unidade de Alcoologia de Lisboa.
- “Esta lei é cínica e desrespeita o plano que fizemos com o Ministério da Saúde” Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais
- “Está provado que não se deveria beber antes dos 18 anos por causa do desenvolvimento cerebral” Luís Patrício, psiquiatra
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Prevenção: O poder do dinheiro sujo fala mais alto
Questão: "Consideram que chegamos ao fim da guerra contra as drogas? Não, Não, Não."
Comentário: Esta imagem é sugestiva quanto à ineficácia da estratégia da prevenção das dependências. O lucro associado ao trafico e ao consumo de substâncias psicoactivas ilícitas movimenta muitos milhões de dólares, "dinheiro sujo", todavia, de acordo com os interesses económicos e financeiros justificam por si só a sua existência, com a conivência das autoridades, politicos e de instituições ditas credíveis. Com guerra ou sem guerra contra as drogas haverá sempre vitimas da dependência (Adicção), incluindo as famílias e as crianças.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Sobre o Dinheiro

Actualmente as crianças e os jovens têm mais dinheiro para gastar que antigamente.
Todavia será que se apercebem da “crise” que o país atravessa? Da importância de poupar, em vez de gastar? Dos níveis elevados de desemprego? Quais os valores morais que se associam ao dinheiro?
Muitos peritos em prevenção sugerem que os pais ensinem aos seus filhos a importância da responsabilidade financeira. Estas lições podem promover atitudes, hábitos positivos e permanecer ao longo da vida. Os jovens aprendem acerca do dinheiro através das experiências do dia-a-dia, tais como, as idas ao supermercado e observam a forma como os seus pais liquidam as contas e obtêm dinheiro das caixas de multibanco.
Valores familiares e o dinheiro
Comunicar e discutir em família sobre o dinheiro ajuda os jovens sobre poupança e como gastar de uma forma equilibrada e responsável. Isto não significa preocupar as crianças acerca das despesas excessivas e fazer com que eles se sintam culpadas por serem as responsáveis pelo problema financeiro da família. Ou discussões verbais na relação famíliar sobre o dinheiro como sendo o problema central e gerador de conflitos (ex. troca de acusações entre os pais por se gastar demasiado). Significa explicar o básico, por ex. existe uma certa quantidade de dinheiro que entra para o orçamento familiar e outra que sai em despesas de comida, roupas e outros consumos. O valor total das despesas é retirado ao dinheiro que entra.
Estas orientações permitem criar condições onde se fala sobre o dinheiro em casa:
Falar sobre dinheiro - Falar frequentemente com as crianças de uma maneira especifica, acerca das formas como o dinheiro é ganho e como é gasto. Explicar quais as decisões necessárias para se fazerem certas escolhas, ex. “Como precisamos de electricidade é necessário pagar a factura no fim do mês.” ou “Vamos comprar estas laranjas porque estão mais baratas.”
Ser modelo/referencia – As crianças desenvolvem as suas atitudes e comportamentos pelo que observam; não por aquilo que ouvem dizer. Uma lição sobre o dinheiro pode envolver algumas actividades familiares, por ex. “ Vamos alugar um vídeo, em vez de irmos ao cinema porque é mais barato. Assim, poupamos dinheiro para as nossas ferias.
Definir limites – Mesmo que seja possível comprar tudo aquilo que o seu filho/a deseje poderá considerar sensato definir alguns limites nas despesas. Aprenda a dizer NÂO aos seus filhos/as e manter-se firme. Ensine como apreciar certas coisas que não podem ser compradas tais como, trabalhar no “duro”, enfrentar desafios e obstáculos, frustrações e atingir objectivos.
A liberdade de tomar decisões – Conforme a criança vai crescendo e aprendendo permita que ela tome decisões sobre as suas finanças pessoais. Acompanhe e supervisione sobre aquilo que está a correr bem e aquilo que pode ser melhorado. Ajude o seu filho/a a aprender através dos seus próprios erros financeiros.
Ensine a o valor da partilha – Encoraje o seu filho/a a fazer doações de uma parte das suas poupanças. Partilhar com os outros ajuda-o/a a desenvolver o seu próprio sentido de dar, sem esperar nada em troca. Ensine-a a contribuir/ajudar os outros sem ser através de dinheiro, por ex.; tempo livre, energia e competências.
Poupança – Um mealheiro pessoal é uma forma adequada de se valorizar o dinheiro e as poupanças. Quanto mais cedo a criança aprender a poupar, mais cedo ela desenvolverá um sentido responsável pelo valor do dinheiro. Pode poupar para comprar o seu brinquedo favorito ou para atingir um objectivo distante no seu futuro, tais como, a escola ou carro.
“O mealheiro familiar” é uma forma positiva de ensinar sobre a importância do dinheiro e adquirir valores morais em prol da união familiar. Podem poupar para aquele aniversario em especial, ferias em conjunto, etc. Conforme a criança vai crescendo e as suas atitudes em relação ao dinheiro se vão alterando podem proporcionar reuniões familiares onde se discutem preocupações e objectivos subordinadas ao tema em questão.
“No poupar é que esta o ganho”
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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