Não cabe na cabeça de ninguém cometer erros, mas mais tarde fazem sentido.
Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Competências individuais e sociais
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
18:29:00
0
comments
Marcadores:
comunicação,
direitos humanos,
educação,
estigma,
honestidade
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
Dar valor
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
17:41:00
0
comments
Marcadores:
auto-estima,
comunicação,
crianças,
educação,
família
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Algumas soluções exigem inovação e criatividade
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
17:29:00
0
comments
Marcadores:
educação,
espiritualidade,
honestidade,
mudança de comportamentos,
relações,
resiliencia,
sentimentos
quinta-feira, 21 de maio de 2020
O auto conhecimento e a felicidade
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
18:38:00
0
comments
Marcadores:
ansiedade,
auto-estima,
comunicação,
educação,
emoções,
empatia,
família,
honestidade,
meditação,
resiliência,
sentimentos
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Como é que o processo da dependência se desenvolve no adolescente? Por Philip Ward e Patricia Cobertt
«O abuso de
drogas , por parte dos adolescentes, precisa de ser compreendido no contexto do
próprio desenvolvimento dos jovens. A
compreensão do abuso de drogas, pelos adolescentes exige uma abordagem
multidimensional; biológica, psicológica, social e espiritual.
De acordo
com abordagem multidimensional, o
desenvolvimento da adolescência consiste num período de vida repleto de
mudanças dramáticas e transições. A diferença entre adultos e os adolescentes,
é que os jovens, durante este período de tempo encontram-se num processo de
transições, estando assim, mais expostos aos riscos, perigos do abuso das drogas
e consequências negativas, a longo prazo.
A adolescência é um período de
transição e caos de acordo com a seguinte lista de comportamentos observados
nos jovens:
- Os adolescentes estão num processo de mudança: da dependência para a independência.
- Exploram a sua identidade e o autoconceito.
- As suas experiências intrapessoais (sentimentos, desejos, valores, necessidades) refletem-se nos seus relacionamentos interpessoais.
- É considerado normal, afastarem-se dos pais e procurar a companhia dos pares.
- O processo biológico envolve o afastamento dos pais.
- O objetivo deste processo biológico é a autonomia e a vida adulta.
Porque é que
os “bons rapazes” envolvem-se em “comportamentos errados”? Existem pelo menos
duas respostas. 1) A resposta é simples, na maioria dos casos, os
“comportamentos errados” não produzem sensações negativas. 2) A resposta
representa um significado diferente para o adolescente: Qual é o risco de consumires
drogas? Para os pais, tudo aquilo que represente um potencial risco ou perigo
para os seus filhos, está incluído na lista das coisas “más” e “erradas”. Para
os adolescentes, em pleno processo de transição, que procuram integrar-se,
explorar a sexualidade, experimentar identidades, curiosidade em estilos
diferentes de vida e procurar o afastamento dos pais, os “comportamentos
errados”, segundo os pais, são
considerados uma ajuda que pode facilitar o processo de mudança caótico e
dramático. Tal como acontece na sociedade, certas normas e regras determinam o
comportamento permitido e lícito versus o comportamento errado e ilícito.
Processo da dependência – a introdução à “pedrada”; o individuo estar sob o efeito das substâncias psicoativas.
Os objetivos
de um adolescente com baixa autoestima, a que vamos chamar Pedro (nome
fictício), deslocar-se a uma discoteca são; parecer “cool” e divertir-se com os
seus amigos. Considerando este cenário, como ponto de partida, a dada altura na
discoteca, um dos amigos do Pedro, acende um charro, dá umas passas e depois
passa ao Pedro que faz o mesmo e passa a outro. Após a primeira experiência ao
dar umas passas num charro, o Pedro sente-se diferente e desinibido. Fumar canábis
pode atenuar ou neutralizar a ansiedade. Sob o efeito da substância o jovem
sente-se desinibido e ligado (identificado) aos seus pares. Tal como já foi
referido anteriormente, identificar-se com os seus amigos é um dos fatores
críticos do desenvolvimento da adolescência, assim sendo, se os amigos do Pedro
consomem drogas o efeito da identificação (pertença ao grupo) é reforçado. O
Pedro, pensa, “Afinal fumar canábis não é assim tão perigoso, como os meus pais
afirmam…”. Esta reflexão do Pedro poderá ser o fio condutor que o conduza às
próximas experiências com drogas, surte um efeito semelhante, durante os
primeiros dias de um envolvimento romântico apaixonado. No fim de semana
seguinte, o Pedro vai a outra festa, mas ninguém o convida para consumir
canábis, o jovem identifica um tipo diferente de sensações, enquanto na festa
anterior não sente ansiedade, nesta festa, fica com uma sensação desconfortável
e com a sensação de que toda a gente presente na festa, está ciente das suas
inseguranças e defeitos (centro das atenções). Esta constatação é acrescida
pelo seguinte raciocínio, pelo Pedro: “Se eu fumar canábis, sinto-me seguro e na
boa, mas se não fumar, sinto-me desconfortável…”
Nesta fase
do processo, em contextos sociais, pode ter havido uma mudança significativa na
perceção do Pedro; a procura do efeito desinibidor da canábis. Tudo isto não
acontece de um dia para o outro, é um processo e não se resume a somente a um
único evento. Tal como acontece com o tabaco, o objetivo dos jovens quando
começam a fumar não é desenvolver um enfisema pulmonar ou cancro. Ficar
pedrado, não se resume a um processo cognitivo, é um experiencia que envolve
todo o ser que prevê todo um conjunto de benefícios, tais como, ter amigos
diferentes, desenvolver um tipo de linguagem secreta/código, novas sensações,
novos conhecimentos e o consumo de canábis pode revelar-se mais recompensador
para o desenvolvimento do jovem adolescente. Agora, o Pedro pertence a uma
cultura com mentalidades diferentes e aparentemente foi aceite no seio dos seus
pares.
Conhecer o efeito da canábis – “A
pedrada”
Nesta fase
do processo, o Pedro passa uma parte considerável do tempo a refletir nestas experiências,
sensações e efeitos. Está a tentar compreender e a adquirir conhecimento do
significado de “estar pedrado”, o que na prática, pode consistir em; como é que
pode adquirir o produto, consumir, gerir o efeito da “pedrada” e esconder o
consumo de drogas. Todas estas atividades envolvem um tipo de doutrina
subjacente a este tipo de cultura. Na perspetiva do desenvolvimento do adolescente,
podemos equacionar e comparar esta subcultura à autonomia dos pais, uma nova
identidade e a pertença a um grupo de pares. Para quem não percebe nada do
assunto, todas estas atividades, exigem energia, compromisso, esforço e
segredos. Os adolescentes, não estão neurofisiologicamente preparados para
identificar e reconhecer os efeitos negativos do consumo de drogas,
principalmente a longo prazo. Consequentemente, todos os adolescentes,
envolvidos neste tipo de subcultura, desconhecem os riscos e os perigos. Tal como
o Pedro, os amigos que consomem drogas, não estão informados sobre a acumulação
sinérgica (efeitos a longo prazo) dos e efeitos negativos do consumo de drogas.
Com o tempo, o consumo frequente aumenta o potencial perigo, enquanto por outro
lado, a compreensão do adolescente sobre o fenómeno diminui. Enquanto mecanismo
de defesa (pensamento distorcido) a compreensão e a perceção do problema diminuem, enquanto o
perigo sobre o abuso aumenta, sem a existência da perceção necessária para
tomar medidas saudáveis por parte do adolescente. O processo da dependência
ocorre a níveis inconscientes e encobertos.
A próxima
fase do processo ocorre quando o jovem sente as primeiras consequências
negativas do consumo de drogas. Ao contrario do que acontece no período de
experimentação de drogas, as consequências negativas ocorrem quando existe uma
mudança de atitudes e comportamentos, que o colocam “oficialmente” no clube dos
dependentes em risco. Nesta fase, quando o jovem é confrontado com as
consequências negativas, tem somente duas hipóteses; 1) desviar-se deste
caminho ou 2) continuar o consumo, até ao abuso e a dependência. A opção número
dois é percecionada, erradamente, pelo adolescente, como uma forma de
neutralizar e negar as consequências negativas.
É admitido o consumo de drogas
Nesta fase,
as pessoas, incluindo os familiares e colegas que não estão envolvidos no
consumo de drogas, começam a identificar alguns sinais ou sintomas relacionados
com o consumo de drogas. Nesta altura do processo, o Pedro está a afastar-se da
“vida normal” e a desenvolver uma dependência. Na maioria dos casos, este
afastamento do adolescente, é enganador e gera alguma confusão entre os pais ou
professores porque do ponto de vista do desenvolvimento, pode ser confundido
com a autonomia dos pais e com o relacionar-se com os seus pares – “coisas da adolescência”.
Normalmente,
é permitido aos adolescentes, uma maior autonomia e liberdade quando
desenvolvem a sua independência, nestes casos de risco/abuso de drogas,
revela-se confuso e difícil distinguir entre o “normal” desenvolvimento
(cansaço, irritação, mau humor, segredos) e o comportamento adictivo
(dependência de drogas).
Os
adolescentes, durante o período do desenvolvimento, são constantemente
bombardeados com mensagens contraditórias, próprias da cultura, por exemplo, em
relação ao álcool. Os próprios adolescentes, encaram o consumo e abuso de
bebidas alcoólicas, por parte dos adultos, como algo legitimo e fazendo parte
do ritual de passagem para a idade adulta.
O reconhecimento da dependência é um processo,
não um único evento
Na maioria dos
casos, para os pais identificar o filho/a como um dependente de drogas é um
processo que ocorre durante algum tempo. Muitas vezes, este processo de
identificação do filho com o abuso ou dependência de drogas é dificultado, por
exemplo, devido à falta de informação sobre os sinais e sintomas do abuso e
dependência de drogas, sentimentos de culpa e responsabilidade. Por parte dos
pais, admitir que o filho/a é dependente de drogas pode desencadear sentimentos
de medo, raiva e confusão e este processo de admissão da dependência inicia-se
quando as consequências do abuso de drogas se revelam demasiado evidentes, de
tal forma que é impossível ser negado.
Considere o
seguinte exemplo. Finalmente, depois de tanto tempo, o progenitor assumiu a consciência
do problema, permitiu que o filho tivesse abusado de drogas, assim como, passar
pelas consequências negativas. O oposto a esta situação, nesta altura, um bom
exemplo de parentalidade é decidir, a qualquer custo salvar o filho. A maioria
dos pais, não possuem as competências necessárias a fim de abordarem a
dependência de drogas e recorrem a instituições de tratamento, que na maioria
dos casos não possuem as competências necessárias para abordar a dependência na
adolescência.
Focar no processo em vez de no
conteúdo
O objetivo
consiste na mudança de dinâmica por parte dos pais do jovem. Os detalhes não
são importantes para o reconhecimento do problema. É mais eficaz focar-se nas
preocupações em vez de dissecar o problema; quem, o quê, quando, onde e porquê.
Na fase do reconhecimento do problema, os pais exageram nos detalhes. Exagerar nos detalhes poderá revelar-se
enganador quanto à identificação e reconhecimento da realidade (processo) da
dependência de drogas.
A dependência na adolescência no
próprio contexto/sistema familiar
Muitas
vezes, inconscientemente, para o adolescente, sente que é o causador dos
problemas no contexto familiar. No seio do contexto familiar, os seus
comportamentos disfuncionais são encobertos, mas são apresentados ao exterior
como a causa da disfunção familiar. A dependência de drogas é capaz de gerar
ansiedade generalizada, no contexto familiar, responsável por produzir
conflitos nas relações interpessoais entre familiares. Se o adolescente está
doente, a própria família também irá manifestar os sintomas da doença.
Tipicamente, o conflito familiar é um sintoma de que cada membro da família
está a sofrer as consequências negativas; isto é, cada membro da família irá
contribuir para o problema familiar. Segundo esta desarticulação, vulgo co
dependência, é a consequência da família tentar controlar o problema, em vez de
cada um lidar com os seus próprios sentimentos. É fundamental que os
progenitores separem os seus próprios sentimentos, crenças e ideias das do
adolescente. De acordo com a minha experiência, aquilo que um progenitor
precisa de fazer, nestas situações caóticas afim de ajudar o adolescente, é em
primeiro lugar procurar ajuda para si próprio.
Aquelas
pessoas que se sentem descontroladas, para o exterior, aparentam estar
controladas.»
Comentário: Nos casos que acompanho, os pais
apresentam dois tipos de reações, perante o conhecimento dos consumos de
canábis dos seus filhos. 1) Pavor e impotência ou 2) benévolos e compreensivos.
Como existem muitas “teorias” e mitos sobre o consumo de canábis, cada um tem a
sua, os pais reagem de várias maneiras. Todavia, uma coisa é referirmo-nos ao
consumo de canábis ocasional, num contexto social e divertimento, outra coisa é
o consumo excessivo (abuso) ou dependência no contexto familiar e social.
Felizmente, a maioria dos jovens que consome canábis não abusa ou fica
dependente, escolhe outro caminho, outro rumo diferente, mas existe um grupo de
adolescentes, mais vulneráveis, que abusa e fica dependente, cujas
consequências negativas manifestam-se no seu desenvolvimento; competências
individuais e sociais. Como o processo da adolescência é complexo, revela-se
uma tarefa difícil, identificar ou diagnosticar os sintomas do abuso e da
dependência.
Gostaria de
salientar, um tema abordado pelos autores, que são as consequências negativas,
na estrutura e dinâmicas familiares, quando o adolescente é dependente. Nestes
casos, a família precisa de se manter coesa e informada a fim de evitar o caos,
consequência da dependência da canábis. Caso você identifique sinais ou
sintomas que sejam suspeitos, mantenha-se atento: alteração brusca de rotinas e
hábitos, fraco aproveitamento escolar, “esconde” os amigos, isola-se da
família, agressividade, gasta rapidamente a semanada, cheiro estranho no
quarto, pequenos furtos ou mentiras peça ajuda profissional, para a família.
Não permita que a vergonha e a negação o impeçam de abordar o tema com profissionais.
Quanto mais
depressa se identificar um problema de abuso ou dependência maiores são as
possibilidades de o tratamento surtir efeito.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
19:35:00
0
comments
Marcadores:
abuso,
alcool e drogas,
dependencias,
educação,
escola,
estigma,
familia,
prevenção,
role models
segunda-feira, 11 de junho de 2018
O estigma, a negação e a vergonha e a prevenção dos comportamentos adictivos
Por motivos históricos, culturais e morais, precisamos de
mudar a perceção de algumas crenças rígidas e disfuncionais. Segundo o
dicionário da Priberam da Língua Portuguesa estigma é. "Marca, cicatriz
perdurável, marca infame feita com ferrete." Recorremos ao estigma
("marca", rótular, preconceitos) a fim de nos diferenciar dos outros,
desta forma, estabelecemos uma identidade social, convencendo que somos aqueles
que são os "normais.". Na realidade, todos nós já sofremos com o
estigma; fomos marcados, sinalizados como “anormais - persona
non grata.
Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa negação é: "Não confessar culpa ou delito, recusar, repudiar, afirmar que algo não
existe (desmentir), rejeitar" O que é que fazemos quando não queremos ver
a verdade? Quando adiamos algo importante? Como é que se ajuda uma pessoa que
recusa ser ajudada? O que é que fazemos quando justificamos o injustificável e
o disfuncional?
Optamos por esconder, não ver, não sentir e resistir à mudança
de comportamentos e atitudes.
Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa vergonha
é: "Pudor, pejo, timidez, acanhamento, timidez, embaraço, receio de
desonra" Esta definição diz-nos pouco sobre o poder toxico da vergonha. A
vergonha tóxica está enraizada na identidade (ser); não ser digno, não merecer,
algo está errado connosco, preocupação e perfecionismo. A vergonha é mais
difícil de identificar do que o sentimento de raiva, a ansiedade e a
necessidade do controlo. Levamo-nos demasiado a sério (excesso de zelo,
moralidade) porque queremos “esconder” a vergonha tóxica.
Passamos uma parte considerável da nossa vida social a
fingir, a negar e a proteger-nos da critica alheia com medo de revelarmos os
sentimentos: desenvolvemos a crença que seremos criticados/julgados, repudiados
por isso. Na verdade, sentir é OK, independentemente, daquilo que outros pensam
ou dizem. É uma prioridade conseguirmos ser honestos connosco próprios.
Alguns factores que
reforçam o estigma, a negação e a vergonha. 1. Preocupação excessiva sobre o
que é que os outros pensam 2. medo desmesurado do desconhecido 3. necessidade
de certezas absolutas 4. ansiedade, perfecionismo 5. "ter o controlo sobre
tudo" 6. comparação e competição excessiva 7. viver de aparências ou
estilos de vida que não podemos suportar.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
12:25:00
0
comments
Marcadores:
comunicação,
comunidade,
educação,
estigma,
familia,
mudança de comportamentos,
politica,
relações,
sociedade
quarta-feira, 16 de março de 2016
«Filho és, pai serás»
« A filha precisa que o relacionamento com o pai seja uma referencia, pela qual irá servir para o futuro, na sua relação com o sexo masculino» Prego & Mommy Chat
Como pais, sabemos os desafios que representa educar e ser uma referencia positiva, para os nossos filhos. Por experiência própria, por vezes, sabemos o quão regredimos porque apesar dos nossos melhores esforços, não existe uma poção magica quanto ao papel de pai. Por outro lado, podemos responsabilizar pelo nosso próprio desenvolvimento moral e podemos fazer imenso em ambos sentidos, aprender com os erros e assumir o compromisso para mudar de atitudes e comportamentos.
Um dos grande desafios, como educadores e referências, é conseguirmos compreender a perspectiva dos filhos e conseguirmos separar os pontos de vista; a deles e a nossa. Isto é, conseguirmos compreender, a nossa experiência ( e vivências) como crianças, na relação com os nossos pais, e o nosso relacionamento com a criança/filho/a. Nas consultas, alguns pais, referem que o seu papel de pais, tem como referencia principal, a forma como foram educados pelos seus proprios pais. Esta situação pode dificultar a nossa compreensão das necessidades, da historia e da vida dos nossos filhos.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
11:20:00
0
comments
Marcadores:
cultura,
dependencias,
educação,
pais,
resiliência,
role models,
sociedade
segunda-feira, 11 de maio de 2015
As palavras são poderosas
«É da maneira como falamos com os nossos filhos que, mais
tarde, eles vão desenvolver a sua consciência.» Peggy O´Mara.
Como pais, somos responsáveis por proteger os nossos filhos
de sentimentos destrutivos, como por exemplo da vergonha. Por exemplo, facilmente
evocamos a educação para justificar a humilhação, a agressividade, manipulação,
o repúdio e o desrespeito.
- Como pai/mãe, considera que utiliza os mesmos critérios disfuncionais na educação que o seu pai/mãe utilizaram consigo?
- Considera que a sua abordagem na educação está alinhada com os interesses e o desenvolvimento dos seus filhos? Você sabe como elogiar e como criticar? Em escutar e incentivar a empatia e a assertividade?
- Sabia que as crianças aprendem mais depressa através do seu exemplo, do que através dos seus conselhos?
Por outro lado, também somos os responsáveis por desenvolver
e incutir nas crianças sentimentos positivos e competências resilientes. Por exemplo,
ajuda-los a regularizar os seus sentimentos dolorosos através das competências
individuais, em vez das recompensas materiais e através do não em vez do sim.
Desenvolver competências que visam a autonomia, a gestão dos impulsos, a
clarificação de valores morais e espirituais. Promover um contexto familiar seguro,
estimulante e aberto à discussão e à aprendizagem.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
11:45:00
0
comments
Marcadores:
crianças,
direitos da criança,
educação,
emoções,
pais,
resiliencia,
role models,
sentimentos
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
21ª Dica Arte Bem Viver, de 14/08/2011
Olá
O que é que o nosso legado familiar nos transmite sobre a
forma como gerimos a dor? Aquilo que somos e fazemos depende muito da história
(tradição) da nossa família. Na idade adulta, como aprendemos a gerir - “modus operandi” - a dor? Sabia que é a
partir da infância que aprendemos acerca da importância da programação da dor e
do prazer na vida (equilíbrio).
É do senso comum que a dor faz parte do desenvolvimento das
nossas competências e talentos, todavia, fugimos dela; negando, iludindo,
justificado e racionalizando. Este mecanismo, natural e humano, mas complexo e
delicado, pode ser potenciador para o nosso investimento, serio e prioritário,
no prazer imediato.
Quanto maior for o investimento, que façamos no prazer;
menor a capacidade crítica que desenvolvemos sobre a importância da dor no
nosso desenvolvimento emocional e espiritual (equilíbrio). Ao agirmos no prazer
imediato, na busca da gratificação e do reconhecimento, podemos negligenciar e
interferir, negativamente, na programação da dor e do prazer. Podemos confundir
necessidades (prioridades) com vontades (desejos). Queremos as coisas já…
Por vezes, recorremos às pessoas e às coisas materiais como
uma tentativa para preencher o vazio emocional, de forma a suavizar as emoções
dolorosas (ex. procurar uma imagem perfeita, controlar as mudanças do humor),
todavia e nesse sentido, monitorize, o mais honestamente possível, o padrão de
comportamento. Confie na sua intuição, pratique a reflexão e a introspecção.
“It only looks like the good life” Autor desconhecido
Votos de uma semana equilibrada; entre a dor e o prazer!
Comentário: Sabia
que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os
amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e
vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e
para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 179ª
publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um
email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte
Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Mais Vale Prevenir Do
Que Remediar.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
18:39:00
0
comments
Marcadores:
comunicação,
educação,
emoções,
honestidade,
mudança de comportamentos
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Pratique uma alimentação saudável e diversificada
Importante: O video contem cenas que podem ferir algumas pessoas mais susceptíveis.
Pratique uma alimentação saudavel e diversificada a sua saude agradece.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
17:59:00
0
comments
quarta-feira, 21 de maio de 2014
A prevenção é um projecto familiar
A prevenção das dependências de todo e qualquer tipo de
drogas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas é um tema transversal na
sociedade actual. Qualquer pessoa, independentemente, do seu estatuto social,
idade, raça, sexo ou religião está vulnerável em relação ao consumo, ao abuso e
à dependência de substâncias psicoactivas do sistema nervoso central.
Apesar da prevenção das dependências ser um tema actual e
preocupante, em particular entre pais, famílias, escolas, professores e jovens,
e na sociedade em geral, todos nós, profissionais e pais lutamos contra o
estigma, a negação e a vergonha associados às drogas reforçado pelo preconceito
e o estereótipo. Muitas vezes, refiro-me a este exemplo, quando abordo o tema
nas escolas e/ou com os pais, são unânimes em reconhecer a vulnerabilidade das
crianças em relação a este problema e a necessidade de programas, mas quando
são convidados a «dar a cara», aparentam optar, conscientemente pelo silêncio
devido ao tabu, preconceito e estereotipo. Creio que um dos motivos deste afastamento
está relacionado com o estigma, a negação e a vergonha sobre as drogas: “Os
meus filhos nunca na vida irão tornar-se uns drogados ou uns bêbados.” A
maioria de nós, pais e famílias, inconscientemente, justificamos este raciocínio;
“Estes problemas dramáticos só acontecem aos outros. Estas tragédias só
acontecem às famílias desestruturadas, disfuncionais e sem recursos económicos.”
Nos dias de hoje, este tipo de justificação negligente do qual nos socorremos
para enterrar a cabeça na areia e considerarmos que a nossa família não é
desestruturada ou disfuncional, como as outras afectadas pela dependência, pode
revelar-se a médio e a longo prazo, um erro grave, porque na realidade e para
sermos verdadeiramente honestos, sentimo-nos impotentes, porque não possuirmos
um plano ou uma estratégia concreta sobre esta matéria.
Há vinte anos atrás, no final dos anos 80, início dos anos 90,
o jovem que desejasse consumir drogas ilícitas revelava-se uma tarefa difícil
obtê-las, hoje em dia, qualquer criança ou adolescente, através da internet, na
sua casa e junto aos seus pais, pode ter acesso a qualquer tipo de drogas. A
procura supera a oferta de drogas, existem drogas para todo o tipo de
preferências e tendências. No contexto
profissional, conheço inúmeros adultos, afirmam, as primeiras experiências com
drogas, enquanto crianças e adolescentes, foram com medicamentos dos seus
familiares
Alguns dados interessantes
Segundo o relatório das comissões de protecção de menores os
processos instaurados em 2013 (30.344) aumentaram comparativamente a 2012
(29.149). Aumentaram também os processos reabertos, num total de 7402 e são o
dobro das crianças abandonadas. Apesar de até aqui o escalão com maior
representatividade, fosse o dos 0 aos 5 anos, em 2013, o escalão com maior
representatividade foi o dos 15 aos 18 anos. A exposição a comportamentos, por
parte dos adultos, que podem comprometer o desenvolvimento da criança: a
violência domestica (agregado familiar), a negligência familiar, a falta de
cuidados de saúde, falta de apoio psicoafectivo, a indiferença, os maus tratos
físicos.
Após constatarmos estes factos, encontramos motivos,
suficientemente fortes para os pais ponderarem sobre a prevenção das
dependências desde o berço da criança, ao invés de ser na pré adolescência,
nessa altura, pode ser tarde demais. A prevenção das dependências é um projecto
da família.
A prevenção das dependências deve ser um projecto delineado 1.
Pais 2. Escola e 3. Sociedade.
O papel da família é
importante na prevenção das dependências desde o nascimento da criança. Antes
de a criança nascer, a família é um sistema complexo de personalidades e
dinâmicas, individuais e colectiva, refiro-me aos papéis, às regras, às funções
e convicções que regem a estrutura familiar no seu todo. A personalidade da
família revê-se nos padrões e nas espectativas, nos sentimentos, pensamentos,
nas suas crenças e tradições. O nascimento de uma criança vem modificar este
sistema.
Se um membro da
família tem um problema ou doença, esta situação dramática não afecta somente o
individuo (doente), pelo contrário, todas as pessoas são afectadas, incluindo
as crianças. Refiro-me a todo o tipo de adversidade, desde as doenças,
acidentes, crise, desemprego, divórcio, adultos dependentes de drogas e/ou álcool,
e/ou desilusões e fracassos oriundos dos projectos individuais, profissionais e
económicos dos adultos. Nesse sentido, é durante a fase da socialização que
surgem os desafios mais complexos na educação da criança, visto nenhuma família
estar a salvo da adversidade. Como adultos sabemos, pelos motivos mais
evidentes e dolorosos ao longo do devir, que a vida é difícil. Agora, como é
que integramos esta questão existencial no plano de educação do(s) nosso(s)
filho(s)? Como é que o(s) preparamos para enfrentar a adversidade?
Uma das respostas, residem no meu entender, com as nossas
características individuais e sociais, como pais e indivíduos. Ao longo da
vida, geramos aquilo que consideramos merecer e essa atitude também se reflecte
na família; se considerarmos que somos indivíduos resilientes na gestão da
adversidade e dos sentimentos, se considerarmos que somos indivíduos felizes,
se possuirmos um propósito e sentido no rumo da vida, a nossa família, também
irá colher estes frutos que a sustentaram nos momentos difíceis, caso
contrario, se nos considerarmos indivíduos egocentristas e hedonistas, com
baixa auto estima, ressentidos e umas vitimas das pessoas e do mundo, estaremos
a minar nossa família. É imprescindível que sejamos honestos connosco próprios,
a fim de consigamos monitorizar os efeitos e o impacto do nosso comportamento
na família, incluindo das crianças. Se o fizermos estaremos a garantir zelo
pela estrutura (sistema) familiar. Sabia que uma parte muito significativa do
nosso comportamento, para com a família nuclear (esposa/o e filhos), é herdado
dos nossos pais, avós ou outras pessoas significativas? Refiro-me às tradições,
aos valores e convicções e à vinculação. Podemos transportar uma herança familiar dolorosa
de abuso ou negligência que poderá afectar a vinculação com os nossos filhos e
podemos encontrar dificuldades em desempenhar a tarefa de educar e ao mesmo
tempo, ser felizes. A nossa educação parental assenta em modelos que conhecemos
e nos são familiares. Quais são as regras que nos ensinam para educar os nossos
filhos? Ainda recorremos a um método que se resume a experimentar, através da
tentativa e erro, isso significa que não dispomos de informação, assim como,
aquela informação que possuímos pode estar errada.
Por outro lado, sabemos que para se ser uma família feliz,
não é preciso ter tido uma educação fora de serie e/ou um possuir estatuto social elevado,
basta assumir um compromisso honesto, devotado ao amor e dar o melhor possível.
Um pai e uma mãe comprometida com a educação e a família na
prevenção das dependências:
- Dá o exemplo, exerce disciplina (não é ser amigo/a do filho,
ele já tem amigos suficientes, os filhos precisam de um mentor e de um/a coach),
- Negocia e comunica o mais abertamente possível sem tabus,
- Desenvolve a resiliência, ajuda os filhos a fazer a
auto-regulação dos seus sentimentos dolorosos em vez de satisfazer as suas
vontades e os ímpetos da criança porque se sente culpada/o e não consegue dizer
Não,
- Ensina a controlar o comportamentos e reforça valores e
tradições saudáveis,
- Reforça a auto conceito e a auto estima, não me refiro ao
culto do ego ou da imagem.
- Promove uma vinculação com base no encorajamento, no amparo,
na pertença e na aceitação (amor).
Já referi esta afirmação várias vezes, na prevenção das
dependências é urgente uma revolução no sistema e no paradigma actual, nos
políticos, nos líderes, nas instituições, famílias e profissionais que zelem e
se comprometam pelo futuro dos nossos filhos, porque o mundo dos adultos não é
seguro para algumas crianças vulneráveis. Se conseguirmos educar os nossos
filhos, se conseguirmos que eles possuam as competências e o talento necessário
a fim de usufruírem uma vida plena, teremos conseguido com sucesso a nossa
missão, aquela que considero ser a mais altruísta e abnegada de todas, ser pai
ou mãe.
Se não formos nós, pais e família, a abordar o tema da
prevenção das dependências e do consumo de drogas lícitas, e/ou ilícitas,
outras pessoas, que não amam os nossos filhos como nós próprios, vão faze-lo.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
11:32:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
cultura,
dependências,
educação,
jovens e o álcool,
politica,
prevenção,
programas,
resiliencia,
role models,
sociedade
sábado, 8 de março de 2014
36ª Dica Arte Bem-Viver de 27/11/2011
Olá
Perante o fenómeno complexo das relações interpessoais, no
dia-a-dia, a comunicação honesta e assertiva assume um papel de destaque que
necessita de uma actualização constante das nossas competências.
- Na comunicação procure dar prioridade em compreender o
ponto de vista da outra pessoa, antes mesmo que expor o seu. Erradamente,
revelamos demasiada preocupação em expor o nosso ponto de vista, e só depois
entender o ponto de vista do outro. Se estiver realmente interessado/a em
aprofundar o assunto em questão, invista na arte de fazer perguntas
importantes. Oiça aquilo que é dito, não aquilo que você pensa que é.
- Na comunicação seja zeloso para com os compromissos que
assume. Não existe maior desilusão quando alguém promete algo e depois não
cumpre. Seja honesto/a consigo, e se verificar que não consegue cumprir os
compromissos, não os assuma. Simplifique, evite ser agrador/a.
Votos de uma semana produtiva na comunicação interpessoal
Cumprimentos
Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com
uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é
enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa
(Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À
data deste post vai na sua 154ª publicação.
Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta
enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica
Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Mais Vale Prevenir
Do Que Remediar
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
20:23:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
educação,
honestidade,
jovens,
mudança de comportamentos,
pais
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
A resiliência é um escudo para as dependências
10 Dicas úteis sobre como promover a resiliência no desenvolvimento
das crianças, por Margarita Tartkovsky (Leia o texto na integra).
1. Não proporcionar todos os recursos
Segundo a Dra. Lynn Lyons “ Sempre que tentamos proporcionar
segurança e conforto, estamos a atrapalhar as crianças a fim de que elas
consigam desenvolver as suas competências na resolução de problemas e na
aquisição de perícias.” Proteger excessivamente as crianças somente irá
aumentar a ansiedade delas.”
A Dra Lyons ilustrou este exemplo muito comum de uma forma
dramática. “Às 15.30, a criança sai da escola e revela aos pais, que
frequentemente fica preocupada porque não sabe se os seus pais a vão buscar a
horas. Para tranquilizar a criança, os pais chegam à escola com uma hora de
antecedência e “estacionam” á frente da janela da sala de aula, para que a
criança os veja. Outro exemplo, “ Os pais permitem que o seu filho, de 7 anos,
durma num colchão no quarto deles porque o filho se sente desconfortável em
dormir no seu próprio quarto sozinho.”
2. Evite eliminar todos os riscos
Naturalmente, os pais procuram proporcionar segurança aos
seus filhos. Mas eliminar todos os riscos retira-lhes a oportunidade de aprenderem
sobre como ser resiliente. Numa família conhecida da Dra. Lyons, durante a
ausência e segundos os critérios dos
pais , as crianças não atingiram ainda o nível de maturidade suficiente que
lhes permita tomar as refeições em casa visto haver o receio de sufocarem com a
comida, assim, segundo a Dra Lyons, também não estão habilitadas a permanecer
em casa. Se as crianças já são crescidas o suficiente para estar em casa
sozinhas, também são crescidas para se alimentarem.
O factor chave reside em permitir às crianças correr riscos
apropriados à sua idade e ensinar algumas competências essenciais ao seu
desenvolvimento. O adolescente que vai tirar a carta de condução, aos 5 anos de
idade aprendeu a andar de bicicleta e que antes de atravessar a rua, precisava abrandar
a velocidade, prestar atenção aos carros e olhar para o lado direito e para o
lado esquerdo, Proporcionar às crianças, a liberdade apropriada à sua idade,
ajuda-os a aprender a definir os seus próprios limites.
3. Ensine-os a resolver os seus próprios problemas
A criança está amedrontada por ir passar o fim-de-semana com
os amigos, num campo de férias, longe de casa. Segundo a Dra Lyons, um
progenitor ansioso afirmaria numa situação destas “Pronto, não há necessidade
em ires ao campo de férias. Podes ficar em casa.”
Todavia, uma abordagem mais correcta consiste em estabilizar
o estado de ansiedade da criança, ajudando-a a gerir as suas emoções em relação
às saudades de casa. Nesse sentido, pode perguntar à criança o é que ela pode
fazer a fim de se adaptar às saudades de casa.
Quando o filho da Dra Lyons ficava ansioso por causa do
exame final, ela e ele faziam um brainstorm sobre as possíveis estratégias para gerir melhor
o tempo e o horário para estudar. Por outras palavras, ajuda-lo a acostumar-se
a enfrentar os seus próprios desafios. Através da repetição, proporcionar-lhe
oportunidades a fim de determinar aquilo que funciona e aquilo que não
funciona.
4. Ensine aos seus filhos competências concretas
Quando a Dra Lyons, trabalha com crianças, ensina-lhes
competências específicas a fim de eles aprenderem a gerir determinadas
situações. Costuma questionar-se a si própria “Qual é o objectivo que pretendo
atingir com esta situação? Qual é a competência que eles necessitam de aprender
para atingir o objectivo?” Por exemplo, pode ensinar a criança a cumprimentar
alguém e a iniciar uma conversa.
5. Evite a pergunta “Porquê?”
Segundo a Dra Lyons, o “Porquê?” não se revela eficiente na
aquisição de competências para gerir os problemas. Por exemplo, se o seu filho
deixa a bicicleta à chuva e você pergunta, “Porquê?” O que é que elas vão
dizer? A resposta vai ser “Tenho 8 anos e sou uma criança descuidada.”
Faça perguntas utilizando o “Como”. “Olha lá, deixaste a
bicicleta à chuva e a corrente ficou enferrujada. Como é que podes reparar essa
situação?” Por exemplo, o seu filho pode ir fazer uma pesquisa à internet e
descobrir como pode reparar a corrente enferrujada ou contribuir com o seu
próprio dinheiro para uma corrente nova. A Dra Lyons também utiliza o “Como”
para ensinar competências diferenciadas. “Como é que vais levantar da cama
quando está acolhedor e os lençóis estão quentinhos?” ou “Como é que vais
lidar, com os rapazes barulhentos da tua turma, quando eles começarem a
incomodar?
6. Não lhes proporcione todas as respostas
A Dra. Lyons, afirma que, em vez de lhes dar todas as
respostas, faça o seguinte, utilizando a frase “Não sei.” Assim está a
proporcionar-lhes as competências necessárias para a gestão dos problemas.
Utilizando esta frase, está a ensinar-lhes a tolerar a incerteza e a ajuda-los
a pensar sobre as formas possíveis de enfrentar alguns desafios. Faça este
exercício quando eles são crianças, e ao longo do seu crescimento,
proporcionando-lhes pequenos desafios, está a prepara-los para desafios maiores
e mais arriscados. Eles não vão gostar, mas com o tempo vão acostumar-se.
Por exemplo, quando você vai á consulta de rotina do médico
do seu filho, e ele perguntar “Ó mãe,
vou apanhar uma pica?” em vez de o tranquilizar, diga “Não sei. É bem provável
que leves uma pica, se acontecer, vamos ver como é que vais enfrentar a
situação.” Outro exemplo semelhante, se o seu filho perguntar “Ó mãe hoje vou
ficar doente?” Em vez de responder “Não, não penses nisso. Não vai acontecer
nada.” responda “É provável, se acontecer vamos ver como lidas com isso.”
Se a criança estiver preocupada porque vai detestar a
escola, em vez de dizer “Vais adorar, vais ver!” Você pode explicar que algumas
crianças podem não gostar da escola, desta forma, você pode ajuda-lo a encontrar
outras alternativas.
7. Evite o discurso utilizando termos catastróficos
Preste muita atenção aquilo que diz em frente aos seus
filhos. Segundo a Dra Lyons, os pais ansiosos têm a tendência para utilizar
termos catastróficos. Por exemplo, em vez de dizerem “É mesmo importante
aprenderes a nadar,” dizem “É mesmo importante aprenderes a nadar porque seria
devastador, para mim, se um dia tu te afogasses.”
8. Permita que os seus filhos cometam erros
De acordo com a Dra Lyons, cometer erros não significa que
seja o fim do mundo. É esta a forma como adquirimos o discernimento, a fim de
sabermos o que fazer a seguir e a resolver a situação. Para os pais, revela-se
extremamente doloroso, permitirem a confusão e a desordem. Por outro lado, é
desta maneira que as crianças aprendem a identificar e a corrigir equívocos, e
para a próxima vez, aprendem a evitar cometer os mesmos erros. É típico dos
pais ansioso e superprotectores, quando a criança possui uma determinada
tarefa, fazem questão de que façam o trabalho o mais possível próximo da
perfeição, mesmo que numa primeira abordagem a criança, não revele
absolutamente interesse nenhum. Permita à criança identificar as consequências
das suas acções. Outro exemplo semelhante, se o seu filho não quer ir à natação,
permita que ele fique em casa, porque da próxima vez, quando ele se sentar no
sofá poderá sentir-se desconfortável.
9. Ajude o seu filho a gerir as emoções
A Dra Lyons, afirma que a gestão das emoções é o factor
principal para a resiliência. Ensine o seu filho a aceitar as emoções, como
algo perfeitamente legítimo. É normal sentir raiva quando ele ou ela perde o
jogo ou se alguém lhe come o gelado todo. Depois das emoções atribuladas, eles
precisam de pensar sobre aquilo que vão fazer de seguida. Rapidamente, as crianças
também aprendem a distinguir e a relacionar as suas emoções poderosas e aquilo
que eles querem. Os pais também precisam de aprender como lidar com suas emoções.
Como progenitor, você poderá dizer “Compreendo que te sintas frustrado e
zangado. Se estivesse no teu lugar, também me sentia da mesma maneira.
Entretanto, precisas de aprender a identificar qual é próximo passo e qual o
comportamento mais apropriado.” Se o seu filho fizer uma grande gritaria,
ficará bem claro qual o tipo de comportamento que é apropriado ou não. Você
dirá “Desculpa, mas não vou buscar outro gelado, porque esse tipo de
comportamento é inapropriado e inaceitável.
10. Resiliência
É óbvio que as crianças aprendem observando o comportamento
dos progenitores. Segundo a Dra Lyons, sugere “Seja consistente e tenha calma.
Você, como progenitor, não pode pedir aos seus filhos para controlarem as
emoções, se você não consegue controlar as suas. Na verdade, nós baralhamos
tudo e como sabemos a educação exige muita pratica.” Quando você, como
progenitor, cometer um erro, admita-o e diga “Desculpa filho, realmente
estraguei tudo. Não consegui gerir a situação com calma. Vamos falar e
descobrir outra forma diferente de lidar com a situação no futuro.”
É desde criança e ao longo da adolescência que a resiliência
proporciona orientação e competências através de caminhos, conquistas e adversidades,
por si só, inevitáveis e complexas, mas que fazem parte integrante do próprio
desenvolvimento. Crianças resilientes, mais tarde, tornam-se adultos resilientes,
capazes de sobreviver e prosperar expostos aos mais diversos tipos de
adversidade.
Saiba mais sobre a Dra Lynn Lyons
Comentário: Como
adultos sabemos o quão importante são os valores e as competências que nos
foram incutidos pelos pais ou pessoas significativas, pela família em geral,
pela escola e pela sociedade ao longo do nosso desenvolvimento. Da mesma forma,
também sabemos o quão importante foram, e ainda continuam a ser, os erros que todos
nós cometemos. É nesta dança entre a aquisição de competências e a aprendizagem
dos erros, relação causa e efeito, que a prevenção das dependências ocorre
desde o nascimento e ao longo da vida.
A prevenção das dependências, direccionada para as crianças,
só é possível se TODOS estivermos envolvidos e assumirmos esse compromisso –
causa. Por outras palavras, se sabemos que as crianças adquirem grande parte das
suas competências observando os adultos; nós como adultos, responsáveis e com
mais experiencia de vida, precisamos de ser um exemplo a seguir.
A sociedade somos todos nós. Estaremos a proporcionar às
nossas crianças um leque de oportunidades que elas precisam para explorar o
mundo? Será que estamos a incutir nas crianças um espirito que as motive a
explorar o seu próprio potencial, a prosperarem e a oferecer-lhes alternativas
para enfrentarem as adversidades? As drogas, incluindo o álcool, estão disponíveis
para aqueles jovens que não exploraram, desenvolvem e prosperaram ao longo do
seu desenvolvimento e servem, na perfeição, como uma almofada para atenuar a dor e o trauma, a
frustração, a vergonha, a rejeição, a culpa.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
11:33:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
comunicação,
cultura,
educação,
honestidade,
política,
prevenção,
role models,
sociedade
quinta-feira, 28 de março de 2013
Publicidade? "Quanto baste"
Como é que a publicidade influencia os jovens?
Apesar deste video reportar-se à realidade americana, este fenómeno das técnicas agressivas de marketing, que geram pressão social e psicológica, também afecta negativamente as jovens portuguesas. Todos os dias, 365 dias por ano, estamos sujeitos aos mais diversos estímulos cujo objectivo é simplesmente o lucro das grandes multinacionais e das modas.
Não vá em modas disfuncionais; pelo contrário faça questão de as quebrar: Seja você mesmo, ser único/a e criativo/a.
Siga o link e veja o video Causa e efeito.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
22:20:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
crianças,
cultura,
dependências,
direitos da criança,
direitos humanos,
educação,
família,
jovens,
role models
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Bullying - "Até hoje"
Até hoje!
"Eles estavam enganados..."
As consequências do bullying podem permanecer para o resto da vida: "Mais Vale Prevenir Do Que Remediar"
Veja o vídeo
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
20:32:00
0
comments
Marcadores:
agressividade,
bullying,
comunicação,
comunidade,
crianças,
direitos da criança,
educação,
empatia,
escola,
família,
internet,
pais,
política,
prevenção
sábado, 8 de setembro de 2012
O problema é grave, e a tendência é para piorar, mas negamos as evidências
Jornal de Noticias, de 18/8/2012
O Jornal de Notícias, na sua edição de 18 de Agosto, 2012,
convidou sete personalidades para a participarem num painel sobre três questões
relacionadas com a saúde em Portugal, todavia, vou somente selecionar a
primeira porque é aquela que está diretamente relacionada com o tema da
Prevenção das Dependências:
“Sociedade: Painel/ Tomar o pulso ao país” - Portugal é o
terceiro maior consumidor de álcool da OCDE. Que consequências?”
“Saúde: Portugal no
pódio do consumo do álcool. Apesar dos números revelarem uma ligeira queda face
aos últimos anos, Portugal mantém-se no pódio dos maiores consumidores de
álcool do Mundo – 12,2 gramas per capita,
a apenas uma décima de grama da França e empatado com a Áustria (números da
OCDE). E há ainda a agravante de as estatísticas não incluírem o vinho
produzido para consumo próprio. Sermos produtores de muitos e bons vinhos não
justifica tudo. Sociavelmente, o álcool continua a ser um passaporte para um
estilo “descontraído” e recebe um consentimento benevolente dentro das famílias
e instituições. O crescimento das bebedeiras selvagens (botellón) aos fins-de-semana, entre os jovens mostram como as
coisas estão a piorar ainda mais. Questão: Quem paga a factura? Quais são as consequências
físicas e sociais? Eis uma chaga que nenhum Governo consegue sarar.” Jornal de
Noticias.
Portugal é o terceiro maior consumidor de
álcool da OCDE. Que consequências?
- António Ferreira - Presidente do Conselho de Administração do Hospital de S. João. Resposta: “A) Desagregação e violência familiar; B) Exclusão social; C) Agravamento do estado de saúde e desqualificação da população, diminuição da produtividade, etc”
- Isabel Vaz - Presidente da Comissão Executiva da Espirito Santo Saúde. Resposta: “É um problema de saúde pública muito relevante pelas consequências sociais, da despesa e por ser um factor de risco de doenças cardiovasculares e hepáticas.”
- Manuel Antunes - Cirurgião Cardiotorácico e Professor da Universidade de Coimbra. Resposta: “Infelizmente, o consumo excessivo de álcool é bem tolerado, até aceite, no nosso país. O impacto na saúde, praticamente em todos os órgãos, é devastador, também com consequências económicas e sociais muito grandes.”
- Maurício Barbosa - Bastonário da Ordem os Farmacêuticos. Resposta: “ É muito preocupante, mais ainda a triste incidência em jovens de menor de idade. As consequências são péssimas para os próprios, as famílias e a sociedade. Os inevitáveis problemas de saúde refletem-se em menor qualidade de vida e em menor produtividade e conduzem inexoravelmente a mais despesa em cuidados de saúde. Os índices elevados de acidentes de trabalho, de viação, etc., e de violência também se correlacionam com o alcoolismo.
- Nuno Sousa - Diretor do Curso de Medicina da Universidade do Minho. Resposta: “Nefasta para a saúde. Claramente a carecer de uma campanha de educação.”
- Paulo Mendo - Antigo Ministro da Saúde. Resposta: É um grave problema de saúde pública, responsável por milhares de casos de doenças crónicas de cura difícil e tratamento muito caro. Pior (ou melhor), a cultura milenar do nosso povo aceita e tolera esta praga!”
- Purificação Tavares -CEO da CGC Genetics. Resposta: “Os hábitos de população e os estilos de vida favorecem este consumo, pelo que deveria haver preocupação e contenção com a publicidade a bebidas alcoólicas, assim como colocar esta tónica no sistema educativo.”
Comentário: O álcool
(etílico) é uma droga, depressora do sistema nervoso central, e é das substâncias
psicoactivas, geradoras de dependência, mais consumidas no mundo, com a
agravante de ser a mais perigosa. O álcool afecta a forma como o individuo
pensa, sente e age.
De acordo com vários estudos, efetuados nos EUA, se os
problemas com o álcool persistirem o
individuo alcoólico poderá morrer 15
anos mais cedo do que a idade media de morte da população em geral. As principais
causas de morte são ataque cardíaco, cancro, acidentes e suicídio, embora também
possa detetar doenças do fígado; cirrose.
Outra serie de estudos, efetuados nos EUA e na Escandinavia, estabeleceram a importância de
fatores genéticos na génese do alcoolismo e demonstraram que os filhos de pais
biológicos alcoólicos, que deles foram separados quando crianças, cresceram com
pais adoptivos, e sem qualquer conhecimento dos pais biológicos, apresentaram
taxas muito elevadas de alcoolismo.
Outros estudos revelam que entre filhos de pais alcoólicos,
um baixo nível de sensibilidade ao álcool resultou num risco de 60% de
alcoolismo 10 anos mais tarde, enquanto a elevada sensibilidade ao álcool
resultou apenas num risco de apenas 15%. A reação a doses moderadas de álcool possa
dificultar aos filhos de alcoólicos o recurso às suas próprias sensações,
depois de beberem, para decidirem o momento em que devem parar de beber. Estes
estudos servem para sublinhar as possíveis componentes genéticas e biológicas do
alcoolismo. Os dados recentes mais fiáveis indicam que o alcoolismo é uma
perturbação geneticamente influenciada com uma taxa de hereditariedade,
semelhante aos diabetes. Isto é, existe a possibilidade de o alcoolismo passar
de geração para geração (pais para filhos)[i]
Todos nós sabemos que o abuso do álcool e do alcoolismo é um
problema de saúde gravíssimo, mas dado à sua complexidade (epidemiologia e da etiologia,
e os efeitos sociais) vivemos uma cultura de negação associado às consequências
e aos efeitos trágicos do abuso do álcool, do alcoolismo no individuo, na família,
incluindo as crianças, e os custos para o estado. Li algures que existem um
milhão de bebedores problemáticos e 800.000 indivíduos alcoólicos, se juntarmos
a estes dados, as suas famílias, incluindo as crianças, mais os jovens
adolescentes que recorrem um binge
drinking (abusar do álcool cujo intuito é a intoxicação/embriaguez), as
despesas de saúde e as despesas para o estado, os acidentes e o suicídio, mesmo
assim, apesar das evidências e do agravamento do fenómeno, todos nós, continuamos
a abordar o problema de saúde pública, do abuso do álcool e do alcoolismo, como
se estivéssemos a discutir o problema do vizinho ou como se não tivéssemos nada
a ver com isso, atitude que designo de estigma e negação.
Para se ter uma noção da gravidade do problema, creio ser comum
encontrar na maioria das famílias portuguesas, um caso de um individuo (membro
da família, por exemplo; avô, pai, primo, tia, avó, mãe, irmã ou irmão) que
tenha sido afetado pelos problemas associados ao álcool, no passado ou no
presente; de realçar que o alcoolismo pode passar de geração em geração.
De acordo com os estudos científicos, na maioria dos países civilizados,
incluindo a Organização Mundial de Saúde é urgente investir com compromisso na
educação, na prevenção junto das populações e no tratamento do abuso e do
alcoolismo, todavia, os interesses económicos e os lobbies acabam por ditar as regras, em detrimento da saúde das
pessoas, incluindo as crianças, com o consentimento dos decisores políticos. Por
outro lado, observo há vários anos, nos meios de comunicação social, de acordo
com os sucessivos governos, promessas onde os políticos afirmam que a lei da
venda e consumo do álcool vai ser alterada, mas mantém-se inalterável; somos o
único país da EU a permitir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a menores
de idade. Aparentemente, existe um certo laxismo e desinteresse na investigação
jornalística, na legislação, na politica sobre este assunto complexo e trágico
que afeta milhares de portugueses, incluindo as crianças, e passo a citar o
jornalista do JN “Eis uma chaga que nenhum Governo consegue sarar “. Pergunto;
se é considerado uma “chaga”, porquê teimamos em negar a tragedia humana e os
custos económicos e sociais? Na minha opinião, a dita “chaga” nunca será
eliminada, pelos decisores políticos, visto haver outros interesses mais importantes
que os direitos humanos e o direito à saúde, incluindo as crianças.
À data deste post ainda
somos um país que permite e promove o consumo e o abuso de bebidas alcoólicas a
jovens menores de idade, estando assim a contribuir e para o agravamento para o
problema de saúde pública.
Esta questão é um dos motivos pela qual justifico a existência
e a minha dedicação a este blogue – Prevenção das
Dependências.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
19:21:00
0
comments
Marcadores:
alcool,
alcool e drogas,
cultura,
direitos humanos,
educação,
mudança de comportamentos,
plano nacional de saude,
política,
sociedade
domingo, 26 de agosto de 2012
"O Regresso à Escola”
Entrevista com o Dr. Miguel Mealha Estrada sobre “O Regresso à
Escola”
Por: Patrícia Tadeia (Jornalista) Jornal METRO, Portugal
Patricia Tadeia: Como é que as crianças vêem e lidam, de um modo geral, com o primeiro dia de aulas? É um dia fundamental para traçar todo o percurso escolar?
Miguel Mealha: Varia de criança para criança; varia desde a educação e disponibilidade emocional que os pais têm dado e dão à criança, desde como a sua composição genética, estará, digamos “preparada” para lidar com o desconhecido e como se vai moldando durante o desenvolvimento.
Outro factor muito importante, é que o "primeiro dia de aulas" não começa quando a criança entra na escola, mas sim, enquanto a criança, neste caso o feto, ainda está dentro da barriga da mãe (para mais detalhes ler o meu artigo no Portal da Saúde, "O Irrelembrável e o Inesquecível- A Alquimia do Nós" (http://saude.pt.msn.com/, na secção "Família- Fertilidade e Gravidez) - a criança desde essa etapa, digamos, já está a aprender. Com isto quero dizer que a preparação da criança para enfrentar e saber lidar de passo a passo com novas situações e desafios, começa pelo seu desenvolvimento, desde bebé, à cresce até ao primeiro dia de escola, e isto está dependente da capacidade dos pais de ensinar os filhos a auto-regularem-se psicologicamente entre outros factores sociais de influencia e mesmo da pré-disposição genética do ser humano, acompanhando assim os níveis de desenvolvimento do bebé e da criança (o qual não é linear) - este é um assunto extremamente importante o qual eu explicarei em mais detalhe nas seguintes perguntas; é essencial que os pais saibam, e eu farei o meu melhor em explicar em termos leigos, de certos factores muito importantes que a as ciências da neurobiologia afectiva e das relações nos informam cada vez mais sobre as frustrações, medos, ansiedades, oportunidades e possíveis resoluções de problemas que afectam a aprendizagem e o ser humano em si- tudo isto faz parte da composição da experiência emocional do aprender e ensinar.
Quanto ao "primeiro dia de aulas": é um começo, algo não concretizado, que trás uma série de expectativas (algumas conscientes e outras inconscientes), que na sua generalidade trazem sempre questões humanas tais como: um novo começo, que expectativas a criança e níveis de auto- estima trás consigo, estará preparada para lidar com o desconhecido e formar e manter relações, tanto com os professores como com os colegas- será um comprimento de desejos? A não ser que experiências negativas no passado tenham reduzido a capacidade emocional da criança para enfrentar tais dilemas; há sempre dúvidas, medos, incertezas, pensamentos "será que vou falhar?", "será que os meus pais me vão dar suporte?", "será que os meus pais vão deixar de gostar de mim se eu não conseguir?", "será que o professor ou professora irá gostar de mim?"- os riscos a tomar, o aprender cada vez mais a lidar com os medos e frustrações, o começar a saber a distinção entre as fantasias e a realidade, o saber lidar com a ansiedade e a incerteza, que neste período de desenvolvimento é crítico que tanto os pais e os professores estejam atentos e haja comunicação entre ambos para assim ajudarem a criança a desenvolver os seus mecanismos cerebrais e o seu sentido de coerência para lidar com o desconhecido, e passo a passo, a desenvolver uma aptitude mais independente na sua auto-regulação emocional- estes são alguns dos parâmetros irredutíveis dos direitos das crianças. Por tal, não digo que é o começo de uma trajectória de ensino, mas sim, mais um passo no desenvolvimento da criança que começou no útero da mãe.
Quanto ao primeiro dia de escola, existem sentimentos e comportamentos frequentes, que podem ser lidados com imaginação tais como:
Por: Patrícia Tadeia (Jornalista) Jornal METRO, Portugal
Patricia Tadeia: Como é que as crianças vêem e lidam, de um modo geral, com o primeiro dia de aulas? É um dia fundamental para traçar todo o percurso escolar?
Miguel Mealha: Varia de criança para criança; varia desde a educação e disponibilidade emocional que os pais têm dado e dão à criança, desde como a sua composição genética, estará, digamos “preparada” para lidar com o desconhecido e como se vai moldando durante o desenvolvimento.
Outro factor muito importante, é que o "primeiro dia de aulas" não começa quando a criança entra na escola, mas sim, enquanto a criança, neste caso o feto, ainda está dentro da barriga da mãe (para mais detalhes ler o meu artigo no Portal da Saúde, "O Irrelembrável e o Inesquecível- A Alquimia do Nós" (http://saude.pt.msn.com/, na secção "Família- Fertilidade e Gravidez) - a criança desde essa etapa, digamos, já está a aprender. Com isto quero dizer que a preparação da criança para enfrentar e saber lidar de passo a passo com novas situações e desafios, começa pelo seu desenvolvimento, desde bebé, à cresce até ao primeiro dia de escola, e isto está dependente da capacidade dos pais de ensinar os filhos a auto-regularem-se psicologicamente entre outros factores sociais de influencia e mesmo da pré-disposição genética do ser humano, acompanhando assim os níveis de desenvolvimento do bebé e da criança (o qual não é linear) - este é um assunto extremamente importante o qual eu explicarei em mais detalhe nas seguintes perguntas; é essencial que os pais saibam, e eu farei o meu melhor em explicar em termos leigos, de certos factores muito importantes que a as ciências da neurobiologia afectiva e das relações nos informam cada vez mais sobre as frustrações, medos, ansiedades, oportunidades e possíveis resoluções de problemas que afectam a aprendizagem e o ser humano em si- tudo isto faz parte da composição da experiência emocional do aprender e ensinar.
Quanto ao "primeiro dia de aulas": é um começo, algo não concretizado, que trás uma série de expectativas (algumas conscientes e outras inconscientes), que na sua generalidade trazem sempre questões humanas tais como: um novo começo, que expectativas a criança e níveis de auto- estima trás consigo, estará preparada para lidar com o desconhecido e formar e manter relações, tanto com os professores como com os colegas- será um comprimento de desejos? A não ser que experiências negativas no passado tenham reduzido a capacidade emocional da criança para enfrentar tais dilemas; há sempre dúvidas, medos, incertezas, pensamentos "será que vou falhar?", "será que os meus pais me vão dar suporte?", "será que os meus pais vão deixar de gostar de mim se eu não conseguir?", "será que o professor ou professora irá gostar de mim?"- os riscos a tomar, o aprender cada vez mais a lidar com os medos e frustrações, o começar a saber a distinção entre as fantasias e a realidade, o saber lidar com a ansiedade e a incerteza, que neste período de desenvolvimento é crítico que tanto os pais e os professores estejam atentos e haja comunicação entre ambos para assim ajudarem a criança a desenvolver os seus mecanismos cerebrais e o seu sentido de coerência para lidar com o desconhecido, e passo a passo, a desenvolver uma aptitude mais independente na sua auto-regulação emocional- estes são alguns dos parâmetros irredutíveis dos direitos das crianças. Por tal, não digo que é o começo de uma trajectória de ensino, mas sim, mais um passo no desenvolvimento da criança que começou no útero da mãe.
Quanto ao primeiro dia de escola, existem sentimentos e comportamentos frequentes, que podem ser lidados com imaginação tais como:
• Levantar- se cedo. Isto significa que a criança pode ter um pequeno-almoço relaxante, deixando tempo suficiente para lidar com receios - e ainda chegar à escola a tempo.
• Não falar sobre o quanto vai sentir falta do seu filho/a. Não deixe que as suas preocupações sejam um obstáculo para com a criança- aprenda a lidar com as suas ansiedades sem as projectar para com as crianças. Tanto a pé com a sua criança para a escola (ou colocar ela no autocarro da escola), conversar com outros pais se você necessita de suporte. O seu filho/a já tem o suficiente com que se preocupar com o primeiro dia de aulas sem ter que ser responsável para acalmar as ansiedades doa pais.
• Foque-se na diversão. Se escolta seu filho à escola, conhecer o professor em conjunto e dar uma vista de olhos em torno da nova aula, falando com o professor acerca de coisas de que a criança gosta, tais como arte, arte, brincadeiras preferidas, até modos de leitura.
• Se o seu filho/a ficar chateado ou com ansiedade e medos, reconhecer o sentimento e peça ao professor para sugestões, incluindo na conversa a criança. Poderá dizer, "Eu sei que estás com medo- decerto que não és só tu, outros teus colegas também estarão. "Vamos pensar sobre algo que te vá a ajudar a sentir melhor.”. Sugira ler um livro juntos ou iniciar uma actividade.
• Peça ao professor para ajudar. Se o seu filho ficar ansioso ou com uma ligeira ansiedade de separação (o que nestes tempos é bastante normal), peça ajuda ao professor. Poderá dizer, "vamos dizer olá ao teu professor juntos. Ele irá tomar conta de ti e não te esqueças que eu penso sempre em ti."
• Fazer uma saída rápida se possível. Tomar a relação para com o professor/a para com o seu o seu filho/a, mas quando é hora de ir, vá. Uma saída rápida pode ser mais útil para a criança, com um "adeus e até logo, diverte-te."
As primeiras semanas de escola são um tempo para ajudar a criança ajustar-se às rotinas, aos seus medos e ansiedades. Entusiasme-se com o que ela aprende e ajude-a a tornar-se mais independente dos pais. Aqui estão algumas sugestões de como poder ajudar:
• Conheça o professor/a. Quanto mais rápido os pais estabelecerem uma relação positiva com o professor/a do seu filho/a, a probabilidade da criança em adaptar-se a novos ambientes e tornar-se independente na generalidade será mais elevada, pois a criança terá em mente que existe um elo de confiança entre aluno/professor que é baseado na auto- confiança dos pais, que se projecta para com o professor/a. Quanto mais segura a criança se sente, mais energia ela pode pôr em aprendizagem - ou seja, a partir da perspectiva dos pais, que pretende apoiar a sua criança formando esse vínculo de qualidade para com o professor/a.
• Quando leva a criança para a sala de aulas, peça para ver alguns trabalhos. Se você sente que a criança se sente desconfortável com receios, medos e ansiedades, foque-se no positivo, mas muito importante, não descarte os seus medos- valide-os, ouça a criança e que ela sinta que os pais sentem o que ela sente, para então ela se sentir emocionalmente compreendida. Peça-lhe para lhe mostrar um projecto de arte, ou outra actividade que ele está fazendo na escola. Faça entender a criança que é normal ter medo e ansiedade nos primeiros dias de escola e que a criança saiba que os pais e professores estão emocionalmente disponíveis para dar apoio à criança.
• Se o seu filho/a sente muito a sua falta, escolha um objecto especial, que ela pode trazer para a escola. Por vezes ajuda com a transição se as crianças podem levar uma recordação da casa - uma imagem da mãe, uma nota, um lenço, ou outro objecto especial para recordar-lhes que os pais o têm em mente. Incentive a criança para mostrar o objecto ao professor/a. Faça um acordo para com o professor como esse objecto pode ser utilizado durante o dia de aulas.
• Se o seu filho/a diz, "Eu não quero ir", é muitas vezes vantajoso lembrar-lhe acerca das coisas divertidas. Pense em algo que saiba que o seu filho gosta de fazer, ou gosta na escola. Veja se pode começar a fazer tal actividade junto com a criança. Recorde a criança de todos os novos ou velhos amigos na sua classe. Se você não leva o seu filho à escola, sugira que ele/a faça algumas destas actividades quando chegar à escola, e enviar uma nota para o professor sobre as suas preocupações. Mas mais uma vez, não descarte os medos da criança, em vez, valide-os e tome a sua ansiedade a sério, pois terá de dizer á criança que ela terá que enfrentar alguns dos seus medos, mas que a criança tenha em conta que estará lá sempre para ela. Pensamento positivo em demasia e não aceitar os seus medos faz com que a criança se torne emocionalmente invisível, criando mais ansiedade e tristeza na criança, por não se sentir emocionalmente compreendida.
• Não fique surpreendido se o seu filho/a vier triste no final do dia: as crianças muitas vezes necessitam de saber e sentir que os pais estarão lá para elas - fora da patologia, na "normalidade", é normal que as crianças se sintam mais seguras em trazerem as suas frustrações para casa. É bastante saudável que as crianças tragam tais receios e ansiedades para serem lidadas em casa com os pais, para assim as dinâmicas familiares irem evoluindo tal como as propriedades emergentes psicológicas da criança no elo familiar.
• Se encontrar problemas frequentes de ajustamento, tanto cognitivos como sociais, pedir auxilio á escola. Se a separação permanece ansiosa após algumas semanas, configurar uma reunião com o professor/a de seu filho/a e/ou com o director da escola para falar sobre melhores maneiras em que todos podem colaborar sistematicamente e em sincronização. Se possível, uma reunião sem a criança, e depois, agendar uma reunião com a criança, pois a criança sabe de certa maneira onde estão os seus medos, e que assim possa ser feito um plano de suporte emocional à criança.
• Participe nos eventos da escola. Vá a reuniões. Estes acontecimentos dão-lhe a oportunidade de ver o mundo funcional, tanto cognitivo como emocional, do seu filho fora de casa, e encontrar e conhecer pessoas responsáveis (assim como outros pais) com que possa partilhar ideias e experiencias.
A chave aqui é separar os seus próprios sentimentos sobre a escola desde a sua infância, para que os seus filhos possam ter um novo começo. Você como pai poderá ter tido uma experiência horrível (o que pode fazer com que se preocupe demasiado com a criança) ou uma experiência maravilhosa (que poderá fazer os pais insensíveis aos sentimentos dos seus filhos e não reconhecerem que eles podem estar a passar por um mau bocado. É por isso que pensar-se e separar-se da sua própria experiência para com a da criança é extremamente importante!
Patrícia Tadeia: Como é que os pais devem lidar com esta “independência” da criança?
Miguel Mealha: Penso que esta pergunta em grande medida já foi respondida na pergunta anterior. O mais importante é que a criança tenha em mente que os pais e professores a têm em consideração e estarão lá para ela, tanto para a ela, tal como, sem humilhação e punição a ajudarem a ajustar-se às regras básicas do funcionamento social e do aprender a estabelecer relações de qualidade.
Leia o texto na integra siga o link.
Dr. Miguel Mealha Estrada,
Consultório da Criança & Família,
Gabinete de Observação Médico Pediátrica, Lda.
Largo Luzia Maria Martins, 1-C, esc. 2
1600-825, Lisboa
Tel.: 217260970
TM: 917502234
www.pedopsicoterapia.com
Membro da AP, Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica
Membro da International Neuropsychoanalysis Society
Membro do Concelho Científico Do Portal de Saúde Mental, Família e Medicina
Comentário: O Dr Miguel Mealha é um colaborador regular no "Mais Vale Prevenir Do Que Remediar", nesse sentido, aproveito para expressar os meus agradecimentos pela sua participação.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
23:25:00
0
comments
Marcadores:
comunicação,
crianças,
direitos da criança,
educação,
família,
pais
segunda-feira, 19 de março de 2012
Debate sobre a guerra contra as drogas
Sabia que a guerra contra as drogas foi iniciada com o presidente americano Richard Nixon? Veja o video e faça os seus comentários sobre este fenómeno global que afecta países, sociedades, comunidades, famílias, incluindo as crianças, e milhões de indivíduos em todo o mundo. Este debate tem a presença de Richard Branson.
Você já foi afectado, directa ou indirectamente, sobre este flagelo? Responda a esta questão, construtivamente. Bem haja.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
10:47:00
0
comments
Marcadores:
adicção,
adolescencia,
crianças,
cultura,
drogas,
educação,
plano nacional de saude,
política,
prevenção,
sociedade
quinta-feira, 15 de março de 2012
Estilos parentais e as escolhas de sucesso para os filhos
Conclusão de um estudo efectuado pela Brigham Young University sobre estilos parentais.
O estilo parental de educação indulgente caracterizado
pelo louvor caloroso ausente de consequências significativas, quando as
regras/limites são quebrados, apresenta um risco significativo quanto ao consumo
excessivo de álcool durante a adolescência. Este estilo parental indulgente
revela-se ineficaz porque “o tiro sai pela culatra”.
Por outro lado, um estilo parental de educação dominador e autoritário,
aplicado com consequências extremas, e por vezes desproporcionadas, em relação
ao comportamento problema (capaz de gerar um sentimento de injustiça no filho),
também se revela ineficaz, quanto a desencorajar o adolescente no consumo
excessivo de bebidas alcoólicas.
No referido estudo, o estilo parental que se revelou mais
eficiente, quanto à prevenção do consumo excessivo de álcool na adolescência,
situa-se entre os dois estilos acima referidos (entre o estilo indulgente e o
estilo dominador). O estilo parental mais eficiente, de forma a prevenir o
consumo excessivo de álcool na adolescência, é adoptado por ambos progenitores quando
incentivam e cultivam as decisões mais construtivas no seio familiar (por exemplo,
os pais são modelos e referencia das decisões saudáveis para os seus filhos), promovem
orientações específicas quando os filhos adoptam comportamentos susceptíveis de
risco, acompanhados da monitorização e da respectiva aplicação de consequências
significativas quanto as regras/limites são quebrados. O objectivo, na
aplicação deste estilo parental, consiste em proporcionar a liberdade
suficiente ao adolescente, a fim de tomar as suas próprias decisões, e assumir
a devida responsabilidade das consequências, sejam elas positivas e/ou
negativas, no rumo da sua vida. Baseia-se na liberdade de fazer escolhas, de
preferência, as mais positivas possível.
É extremamente importante educar os jovens sobre os perigos
do consumo do álcool, por exemplo, em relação ao fenómeno do binge drinking (consumo excessivo de álcool
cujo intuito é a intoxicação e a embriaguez), em relação ao abuso do álcool, do
alcoolismo e do abuso de drogas lícitas e/ou ilícitas. No entanto, este tipo de
educação, por si só, revela-se insuficiente. É importante para os pais, em
especial, e a família, em geral, ensinarem o adolescente a tomar decisões
construtivas e saudáveis. Obviamente, que é mais fácil dizer do que fazer. Todavia,
os progenitores devem estar disponíveis de forma a implementar e a experimentar
diferentes estilos parentais cujo objectivo principal vise promover as decisões
saudáveis, geradoras de qualidade de vida, e explorarem as oportunidades de
sucesso ao longo do desenvolvimento dos seus filhos.
Comentário: Gostaria de salientar o papel importante sobre a
educação (estilos parentais) dos filhos por ambos progenitores. O paradigma da
educação dos filhos incidir sobre a “batuta” da mãe e o pai desempenhar o papel
mais distante, e em alguns casos ausente, em relação aos afectos, creio estar
desactualizado no mundo complexo de estímulos diversificados, das modas, de
crises e mudanças. O papel da educação dos filhos deve ser, na minha opinião,
desempenhado tanto pela mãe como pelo pai (à mesma “voz” e em uníssono, afinal
ambos desejam o sucesso para o filho). Na educação dos filhos, as diferenças de
género não significa incompatibilidade, pelo contrário, complementam-se. A mãe
não pode correr o risco de assegurar a educação do filho ao seu estilo, assim
como, o pai não pode ausentar-se sobre a importância dos afectos (necessidades
emocionais). A educação do filho é um projecto da família, do qual podemos designar
de trabalho de equipa.
Algumas afirmações, mais comuns, que revelam as incompatibilidades
no estilo parental.
Afirmação do pai (autoritário) “A culpada de o filho ser
assim, é da mãe. Faz-lhe as vontades todas e depois o miúdo faz aquilo que quer
e lhe apetece. Comigo não é assim, eu é que mando lá em casa. ”
Afirmação da mãe (indulgente) “O meu filho tem medo do pai.
Porque ele quando fala com o miúdo é agressivo ou prefere ignorar os problemas.
Não gosta de ser incomodado. Eu não sou assim, custa-me imenso ver o meu filho
a sofrer.”
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
18:06:00
0
comments
Marcadores:
direitos da criança,
educação,
pais,
prevenção,
relações,
resiliência,
role models
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
É tudo urgente?
Se é tudo urgente, qual o tempo disponível que dispomos para relaxar, divertir e recuperar as energias positivas? Qual é o modelo de gestão que adoptamos que nos permite usufruir da companhia da família (momentos de intimidade), incluindo os filhos, dos amigos, lazer? Sorrir, conviver com a família e filhos, amigos, ter um sono reparador, ir ao cinema, dar um passeio, alimentação diversificada e saudável, exercício físico.
Hoje o stress é um assunto actual e em destaque,
nem é preciso pensar muito sobre isso, basta ligar a televisão e ou comprar o
jornal e ficamos em stress, por exemplo o desemprego aumenta, o aumento dos
impostos, dos preços das coisas essenciais, da incompetência de alguns políticos
dos quais depositamos a confiança para a gestão do país, da falta de
oportunidade de realização das ambições pessoais, das dívidas etc.
Não ter
tempo para nada, segundo as nossas expectativas, gera stress. Facilmente, caímos
na armadilha de andar a lamentar (queixas) e descontentes pela falta de tempo,
do emprego que não satisfaz, do carro, da 2ª feira, do ordenado, da conta bancária,
do corpo, do patrão, dos colegas, da crise, da mulher/marido, dos filhos, da
conta bancária, da chuva/sol, mas quando estamos de fim-de-semana e ou de férias
queixamo-nos porque não temos nada para fazer.
Stress e as Relações. Se é TUDO urgente quando é
que estamos disponíveis para amar e ser amados? Sim, porque sendo assim, tudo
urgente, um dia até podemos estar disponíveis para amar, mas a/a nossa/o
parceiro/a pode não estar porque para ele/a, naquela altura, é TUDO urgente. Adquirimos
o sentimento de que somos mal amados. Qual o timming para amar numa relação entre duas pessoas, quando tudo à volta é
urgente?
Considero
que, na maioria dos casos, adoptamos a máxima do stress “É tudo urgente…”
sofremos as consequências ao nível da saúde física, mental e
emocional/espiritual, parece que, para sermos indivíduos precisamos de sofrer,
todavia, se o sofrimento não possuir um propósito e um sentido construtivo,
resiliente e saudável, não se aprende nada. Nada muda, com a agravante de a
tolerância ao sofrimento aumentar. Ficamos cristalizados na autopiedade, na
vitimização, “mártir”. Evocam-se causas nobres para sofrer, mas na realidade
nada muda, na infelicidade, na frustração e o no isolamento. Com tendência para
piorar. É tudo urgente, gera mais stress.
Se é tudo
urgente, revelamos uma necessidade exagerada em projectar, no futuro, as nossas
desilusões, falhanços e desenvolvemos preconceitos e estereótipos em relação aquelas
pessoas que pensam e agem de maneira diferente por exemplo marido/mulher,
filhos, colega de trabalho, amigos/as. Consequentemente, iremos ficar
paralisados e incapazes de criar soluções construtivas, comunicar as nossas
necessidades e estar atentas às necessidades dos outros, estabelecer
relacionamentos de intimidade com as pessoas significativas, incluindo os
nossos filhos. Enquanto permanecermos ansiosos, projectando cenários
catastróficos nas nossas mentes, será difícil sentir confiança, auto estima,
capacidade crítica e motivação, porque é tudo urgente.
Segundo um
estudo publicado na revista Psychological
Science, quando as pessoas se sentem mal em relação a elas mesmo, ficam
predispostas para criticar e desenvolver preconceitos em relação às pessoas que
são distintas. Esta é uma das razões, mais remotas, pela qual criticamos e
julgamos (preconceitos e estereótipos) as outras pessoas.
Adopte um
modelo de gestão do stress que realmente funcione e seja saudável.
Dicas:
Faça um serio
investimento no tempo e energia que dedica ao sono. Durma oito horas e
recarregue as baterias positivas e assim contribui para um melhor desempenho da
memória, da concentração, da gestão das emoções e gestão dos conflitos.
Faça
uma actualização pormenorizada aos seus critérios se pensar que dormir é perda
de tempo. Identifica sentimentos de culpa ou embaraço por dormir uma sesta? Se
pensar que dormir é sinónimo de preguiça, essas atitudes estão desactualizadas.
Faça exercício
físico com regularidade, de preferência integrado num grupo de pessoas. Convide
familiares e ou amigos para caminharem.
Alguns factores que só servem para desmotivar. Falta de confiança,
falta de ambição, andar sempre a lamentar e descontente daquilo que não tem,
não consegue e não faz. Definir objectivos ambíguos e irreais, falta de
reconhecimento, não participar no processo de mudança com acções construtivas e
responsáveis.
Cultive o hábito de avaliar os seus sentimentos, principalmente, o
medo, a raiva e o ressentimento, o sentimento de culpa. Reduza o seu
investimento (prioridade) na avaliação dos sentimentos dos outros em detrimento
dos seus. Não coloque rótulos em si, em função daquilo que sente Aprenda a
distinguir aquilo que são os seus sentimentos daquilo que você é realmente. Não
somos aquilo que sentimos, mas aquilo que fazemos com os sentimentos.
Nas situações de stress aprenda a inspirar e a expirar (respirar).
Assim estará a fornecer oxigénio ao cérebro, em vez de se privar dele (apneia).
Nestas alturas de tensão/esgotamento diga a si mesmo mensagens que auxiliem o
relaxamento (mantras) “Calma…vou
relaxar”, uma oração e ou outras.
Na prevenção das dependências, não é tudo urgente, antecipasse o
imprevisto e o indesejável através de planos concretos, objectivos realistas, competências
individuais e sociais (pessoas). Os nossos filhos merecem esse investimento e
como pais crescemos junto com eles, em vez de cristalizarmos.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
12:36:00
0
comments
Marcadores:
compromisso,
comunicação,
cultura,
educação,
emoções,
familia,
mudança de comportamentos,
pais,
relações,
sociedade
Subscrever:
Mensagens (Atom)









.jpg)

.jpg)



.jpg)

