Podíamos disseminar a empatia na família, no trabalho e na sociedade. Seriamos mais felizes.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
Empatia
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quarta-feira, 1 de julho de 2020
As pessoas mais felizes gostam de pessoas
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terça-feira, 23 de junho de 2020
Ego insuflado vs. ego dorido
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Qual é o tipo de educação que você escolhe para o seu filho?
«As crianças ouvem tudo aquilo que os pais dizem. Elas imitam tudo aquilo que você faz. Seja uma referencia/modelo positivo.»
- Se você bebe bebidas alcoólicas, na frente dos seus filhos, faça-o de uma forma responsável.
- Se você consome drogas ilícitas, não o faça na frente dos seus filhos e não o encoraje a seguir o mesmo caminho em relação às drogas. Proporcione-lhes conhecimento cientifico sobre o assunto. Lá porque você não identifica problemas, relacionados com o uso de drogas, isso não quer dizer que o mesmo aconteça com o seu filho.
- Se você é fumador, evite fazê-lo na presença do seu filho. Assuma perante o seu filho que a sua escolha em fumar está errada e que pode acarretar consequências graves de saúde e perda de qualidade de vida. Admita a dependência e fale com ele sobre o assunto.
- Se você toma medicação, sujeita a receita medica, não o faça na frente do seu filho, é um assunto que só diz respeito a si próprio; faça-o de uma forma discreta e mantenha (guarde) os medicamentos longe do alcance das crianças.
- Pratique desporto com o seu filho e encoraje-o a fazê-lo com os amigos.
- Faça um tipo de alimentação diversificada, equilibrada e saudavel. Evite expor o seu filho ao consumo excessivo de açucar.
Dê oportunidades ao seu filho para descobrir o mundo. Um mundo seguro, mágico, que desperta e estimula a curiosidade e interessante. Como pai/mãe seja um bom guia. Proporcione às crianças valores e princípios, morais universais, que fomentem a honestidade, a felicidade, a empatia, a confiança, a liberdade, a resiliência e a justiça livre de drogas.
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Desigualdades sociais; a política, a economia e a prevenção das dependências
- Segundo uma notícia divulgada no jornal Expresso, refere que Portugal ocupa uma das piores posições, comparativamente aos outros países da União Europeia (U.E.) sobre a justiça social. E como é que se mede? Pela pobreza, os cuidados de saúde e o acesso ao mercado de trabalho. O ranking foi publicado pela fundação alemã Bertelsmann que comparou vários indicadores estatísticos de cada país da U.E. concluindo que, nos últimos anos, a injustiça social tem vindo a aumentar em geral.
- O Instituto Nacional de Estatística revela que segundo o Índice de bem-estar as famílias sentem-se mais vulneráveis a nível económico (por exemplo, diferenças salariais, menos rendimento).
- Segundo um questionário realizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra revela que 35% dos casais com filhos criam conflitos em torno de questões financeiras. Cerca de 80% referem que a crise afectou significativamente o orçamento familiar e mais de 25% procuram o médico por problemas emocionais, de ansiedade e insónia.
- Segundo o relatório da Unicef revela que a recessão, desde 2008, contribuiu para o empobrecimento de 2.6 milhões de crianças (abaixo do limiar de pobreza) nos países mais ricos, aumentando assim para 76,5 milhões de crianças probres no Mundo desenvolvido.
- Segundo o Instituto Nacional de Estatística, em 2013 a pobreza atinguiu 30% das crianças portuguesas.
- De 24 países analisados pela UNICEF, Portugal é o que apresenta maior taxa de pobreza das crianças, mesmo após a atribuição de subsídios.
- Segundo uma revelação do Credit Suisse – “Global Wealth Report, 2014” Portugal tem mais de 10 mil milionários. Este relatório avalia os índices de riqueza no Mundo. Eis alguns números, preocupantes. Trinta e cinco (35) milhões de milionários (mais de 789 mil euros) representam 0,7 da população adulta, acumulam 44% da riqueza mundial. No sentido oposto, 3,3 mil milhões de pessoas vivem com menos de 7, 9 mil euros, representa 69,8% da população e apenas com 2,9% da riqueza mundial. Segundo o mesmo relatório, em Portugal, 10% dos mais ricos possuem 58,3% da riqueza (mais 2,3 pontos percentuais desde 2007).
Infelizmente,
não é uma novidade, porque a sociedade portuguesa sempre foi marcada pela
negativa quanto às desigualdades sociais; pobreza, injustiça social e
desemprego. Também sabemos, pela experiência, que as crises acentuam o fosso
entre ricos e pobres. São os ricos que beneficiam com a crise. As desigualdades
sociais contribuem para prejudicar uns (pobres) e para beneficiar outros
(ricos).
As
desigualdades sociais, o fosso entre os ricos e os pobres, fomentam a pobreza,
a injustiça social e o desemprego, fenómenos associados à venda (oferta) e o
consumo (procura) de drogas ilícitas.
Alguns
factores de risco associado às desigualdades sociais:
- Comportamentos caracterizados por rebelião e alienação face às normas sociais instituídas.
- Grupos que apresentam comportamentos relacionados com o abuso de drogas, lícitas e/ou ilícitas, ou comportamentos anti-sociais; actividades ligadas à delinquência.
- Desorganização na estrutura familiar na gestão de problemas, atitudes parentais que oscilam entre a excessiva severidade, a inconsistência e a ausência de monitorização da disciplina nos filhos. Alguns exemplos, violência domestica, abuso físico, emocional e sexual.
- Historial familiar com antecedentes de abuso e/ou dependência de drogas e actividades ilícitas. Estas famílias podem promover o consumo de drogas junto das crianças em idade pré adolescente.
- Insucesso escolar, ausência de valores e competências sociais.
- Acesso fácil (oferta/procura) às drogas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas
Algumas das
crianças portuguesas, apesar de sonharem durante a infância, quando atingem a idade adulta não têm um futuro digno.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Pratique uma alimentação saudável e diversificada
Importante: O video contem cenas que podem ferir algumas pessoas mais susceptíveis.
Pratique uma alimentação saudavel e diversificada a sua saude agradece.
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O ciclo da vida é um processo continuo mas composto por varias fases.
Legenda: “Digo Não e é Meu porque estou a crescer e a aprender a ser eu próprio, em vez de ser considerado um fedelho egoísta. “
Comentário: Desde que nascemos até morrermos, o ciclo da vida caracteriza-se, pelo desenvolvimento do individuo, através de diversos estágios bem definidos – infância, adolescência, adulto e idade sénior. Cada um destes estágios serve um propósito específico, a fim de que cada fase seja executada na sua plenitude.
Ainda não há muitos anos, em meados dos anos 70 e 80, as crianças que não se adaptavam ao contexto escolar ou que os pais não tinham recursos económicos e financeiros eram obrigadas a trabalhar.
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
As pessoas mais felizes gostam de pessoas
Somos mais parecidos uns com os outros do que aquilo que imaginamos. As pessoas mais felizes gostam de pessoas
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sábado, 5 de julho de 2014
Uma triangulação polémica entre pais e filhos
Um grupo de alunos da Universidade Católica de Lisboa - Faculdade de Ciências Humanas envolvidos num trabalho para a disciplina de Métodos e Técnicas de Investigação em Ciências Sociais, com a professora doutora Teresa Líbano, convidou-me para participar no seu trabalho sobre o fenómeno das drogas e dos consumidores em Portugal.
De acordo com a minha experiencia profissional, a grande maioria dos pais lida, atrevo-me a acrescentar, reage mal quando descobrem que o filho/filha consome drogas. Quando descobrem, os comportamentos dos pais, oscila entre as ameaças verbais e os castigos desproporcionados e a passividade, a complacência e a impotência. Estes comportamentos disfuncionais revelam uma ausência de um plano ou uma estratégia sobre a temática das drogas ilícitas. Saiba mais (siga o link) Pais, filhos e as drogas
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sábado, 12 de abril de 2014
Verdadeiro ou Falso?
Em Portugal, o fenómeno do consumo de drogas ilícitas evolui
significativamente, a partir do final dos anos 70 e princípio dos anos 80,
nesse sentido, alguns pais que durante a adolescência consumiram drogas
socialmente, podem erradamente negligenciar sinais e sintomas da dependência
nos seus filhos. Alguns relatos de pais: "Eu também usei drogas, mas nunca tive
problemas de dependência, e quando soube que o meu filho, também consumia,
presumi, erradamente, que ele nunca iria desenvolver uma dependência. Quando o
confrontei com o assunto, já foi tarde demais. Ele estava dependente."
Sabe porque é que os adolescentes consomem drogas ilícitas? Por
curiosidade, desafiar o perigo, para relaxar, para quebrar o tédio, o
aborrecimento e para se integrarem num determinado grupo de pares. De início o
consumo de drogas é frequentemente associado ao lazer e ao convívio. Algumas
pessoas, mais vulneráveis, prolongam o consumo; aumentam a frequência, a
duração e a intensidade.
Alguns factores que contribuem para a dependência de drogas
no individuo.
1. Usar drogas antes e durante a adolescência.
2. Trauma: Abuso
emocional, físico e/ou sexual
3. Historial de dependência de drogas na família.
Apesar de não existir consenso entre investigadores sobre os factores
genéticos, uma criança que testemunhe consumo ou abuso de drogas, por pessoas
significativas, pode crescer com a crença de que usar drogas é OK.
Se você tem filhos adolescentes sabia que as probabilidades
de eles um dia consumirem drogas são reais? Eles podem parecer, de
acordo com a sua avaliação, indivíduos que sabem o que querem da vida e seguros das suas
decisões, mas o seu cérebro ainda não totalmente desenvolvido e isso significa
que a capacidade de avaliar e tomar decisões seja diferente daquela que você
pensa que eles têm na realidade.
Um dos motivos pelas quais, a maioria dos pais, reage com
indignação, negação e/ou pânico quando toma conhecimento de que um dos seus
filhos é consumidor de drogas ilícitas está relacionado com a seguinte crença:
Mito: O problema das drogas e as dependências só acontecem aos
outros.
Realidade: Um individuo que deseje consumir drogas não
precisa de fazer um grande esforço/sacrifício para satisfazer a sua vontade. A
oferta das drogas supera a procura.
A cultura associada às drogas ilícitas, o canábis, que promove
o consumo, como “droga leve” desvaloriza e nega a investigação cientifica e o
conhecimento empírico dos profissionais que trabalham na área das dependências.
Parte dessa cultura está assente no lucro, em detrimento da saúde das pessoas.
Segundo algumas previsões, nos EUA, sobre os lucros da venda legal de canábis
rondam os 3 mil milhões de dólares. Em Portugal, não existe maturidade política
e legislação que monitorizem os efeitos da publicidade (técnicas agressivas de marketing) e salvaguardar o direito do
individuo à informação, à prevenção e ao tratamento do impacto das drogas na
saúde, incluindo o apoio às famílias afectadas pelas consequências negativas,
incluindo as crianças. Podemos retirar um exemplo do fenómeno em relação ao
álcool. O álcool, como se sabe, é um problema de saúde pública, todavia, os
lucros da indústria do álcool (milhões de euros) e os interesses (lobbies
capitalistas) estão acima do direito das pessoas – saúde. De acordo com a minha
opinião, infelizmente o mesmo fenómeno irá acontecer com venda e o consumo da
canábis. Nos últimos dez anos, os casos de indivíduos que procuram ajuda
profissional, derivado ao consumo excessivo de canábis (marijuana e haxixe),
tem aumentado significativamente.
Sabia que o consumo de canábis, vulgo marijuana (planta) e
haxixe (resina), em doses elevadas podem conduzir a situações de elevada
ansiedade, pânico e até a episódios de esquizofrenia. É um mito e errado
classificar estas substâncias psicoactivas, como drogas leves. De acordo com o
seu conhecimento, o álcool é uma droga «leve» ou «dura»?
«O consumo excessivo de canábis não mata, mas pode conduzir
à loucura.»
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Conduzir sob o efeito do álcool e as vitimas inocentes
Sabia que a condução sob o efeito de álcool e/ou outras drogas pode transformar a viatura numa arma letal com consequências trágicas e com vitimas inocentes.
Veja este video controverso, sobre um individuo que afirma ter morto uma pessoa enquanto conduzia o seu carro sob o efeito do álcool.
Noticias 2013
28/12/13 «428 pessoas detidas por excesso de alcool na época do natal.»05/08/13 " Político responde por homicídio negligente e condução sob o efeito de álcool num acidente que causou a morte de um jovem de 19 anos"
06/08/13 "Mais de cem condutores com alcool a mais. A GNR deteve no domingo 136 condutores com excesso de alcool."
27/08/13 "68 condutores detidos com excesso de alcool. GNR deteve, no fim de semana, (...) 68 detenções a individuos que conduziam sob o efeito do alcool."
24/09/13 "1390 detenções na Operação Verão Seguro. (...) entre 15 de agosto e 15 de setembro, 620 das quais por excesso de álcool (...)."
Partilhe este video pelos seus contatos de forma a chegar ao maior numero de pessoas a fim de sensibilizar para este tipo de tragédia.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
A resiliência é um escudo para as dependências
10 Dicas úteis sobre como promover a resiliência no desenvolvimento
das crianças, por Margarita Tartkovsky (Leia o texto na integra).
1. Não proporcionar todos os recursos
Segundo a Dra. Lynn Lyons “ Sempre que tentamos proporcionar
segurança e conforto, estamos a atrapalhar as crianças a fim de que elas
consigam desenvolver as suas competências na resolução de problemas e na
aquisição de perícias.” Proteger excessivamente as crianças somente irá
aumentar a ansiedade delas.”
A Dra Lyons ilustrou este exemplo muito comum de uma forma
dramática. “Às 15.30, a criança sai da escola e revela aos pais, que
frequentemente fica preocupada porque não sabe se os seus pais a vão buscar a
horas. Para tranquilizar a criança, os pais chegam à escola com uma hora de
antecedência e “estacionam” á frente da janela da sala de aula, para que a
criança os veja. Outro exemplo, “ Os pais permitem que o seu filho, de 7 anos,
durma num colchão no quarto deles porque o filho se sente desconfortável em
dormir no seu próprio quarto sozinho.”
2. Evite eliminar todos os riscos
Naturalmente, os pais procuram proporcionar segurança aos
seus filhos. Mas eliminar todos os riscos retira-lhes a oportunidade de aprenderem
sobre como ser resiliente. Numa família conhecida da Dra. Lyons, durante a
ausência e segundos os critérios dos
pais , as crianças não atingiram ainda o nível de maturidade suficiente que
lhes permita tomar as refeições em casa visto haver o receio de sufocarem com a
comida, assim, segundo a Dra Lyons, também não estão habilitadas a permanecer
em casa. Se as crianças já são crescidas o suficiente para estar em casa
sozinhas, também são crescidas para se alimentarem.
O factor chave reside em permitir às crianças correr riscos
apropriados à sua idade e ensinar algumas competências essenciais ao seu
desenvolvimento. O adolescente que vai tirar a carta de condução, aos 5 anos de
idade aprendeu a andar de bicicleta e que antes de atravessar a rua, precisava abrandar
a velocidade, prestar atenção aos carros e olhar para o lado direito e para o
lado esquerdo, Proporcionar às crianças, a liberdade apropriada à sua idade,
ajuda-os a aprender a definir os seus próprios limites.
3. Ensine-os a resolver os seus próprios problemas
A criança está amedrontada por ir passar o fim-de-semana com
os amigos, num campo de férias, longe de casa. Segundo a Dra Lyons, um
progenitor ansioso afirmaria numa situação destas “Pronto, não há necessidade
em ires ao campo de férias. Podes ficar em casa.”
Todavia, uma abordagem mais correcta consiste em estabilizar
o estado de ansiedade da criança, ajudando-a a gerir as suas emoções em relação
às saudades de casa. Nesse sentido, pode perguntar à criança o é que ela pode
fazer a fim de se adaptar às saudades de casa.
Quando o filho da Dra Lyons ficava ansioso por causa do
exame final, ela e ele faziam um brainstorm sobre as possíveis estratégias para gerir melhor
o tempo e o horário para estudar. Por outras palavras, ajuda-lo a acostumar-se
a enfrentar os seus próprios desafios. Através da repetição, proporcionar-lhe
oportunidades a fim de determinar aquilo que funciona e aquilo que não
funciona.
4. Ensine aos seus filhos competências concretas
Quando a Dra Lyons, trabalha com crianças, ensina-lhes
competências específicas a fim de eles aprenderem a gerir determinadas
situações. Costuma questionar-se a si própria “Qual é o objectivo que pretendo
atingir com esta situação? Qual é a competência que eles necessitam de aprender
para atingir o objectivo?” Por exemplo, pode ensinar a criança a cumprimentar
alguém e a iniciar uma conversa.
5. Evite a pergunta “Porquê?”
Segundo a Dra Lyons, o “Porquê?” não se revela eficiente na
aquisição de competências para gerir os problemas. Por exemplo, se o seu filho
deixa a bicicleta à chuva e você pergunta, “Porquê?” O que é que elas vão
dizer? A resposta vai ser “Tenho 8 anos e sou uma criança descuidada.”
Faça perguntas utilizando o “Como”. “Olha lá, deixaste a
bicicleta à chuva e a corrente ficou enferrujada. Como é que podes reparar essa
situação?” Por exemplo, o seu filho pode ir fazer uma pesquisa à internet e
descobrir como pode reparar a corrente enferrujada ou contribuir com o seu
próprio dinheiro para uma corrente nova. A Dra Lyons também utiliza o “Como”
para ensinar competências diferenciadas. “Como é que vais levantar da cama
quando está acolhedor e os lençóis estão quentinhos?” ou “Como é que vais
lidar, com os rapazes barulhentos da tua turma, quando eles começarem a
incomodar?
6. Não lhes proporcione todas as respostas
A Dra. Lyons, afirma que, em vez de lhes dar todas as
respostas, faça o seguinte, utilizando a frase “Não sei.” Assim está a
proporcionar-lhes as competências necessárias para a gestão dos problemas.
Utilizando esta frase, está a ensinar-lhes a tolerar a incerteza e a ajuda-los
a pensar sobre as formas possíveis de enfrentar alguns desafios. Faça este
exercício quando eles são crianças, e ao longo do seu crescimento,
proporcionando-lhes pequenos desafios, está a prepara-los para desafios maiores
e mais arriscados. Eles não vão gostar, mas com o tempo vão acostumar-se.
Por exemplo, quando você vai á consulta de rotina do médico
do seu filho, e ele perguntar “Ó mãe,
vou apanhar uma pica?” em vez de o tranquilizar, diga “Não sei. É bem provável
que leves uma pica, se acontecer, vamos ver como é que vais enfrentar a
situação.” Outro exemplo semelhante, se o seu filho perguntar “Ó mãe hoje vou
ficar doente?” Em vez de responder “Não, não penses nisso. Não vai acontecer
nada.” responda “É provável, se acontecer vamos ver como lidas com isso.”
Se a criança estiver preocupada porque vai detestar a
escola, em vez de dizer “Vais adorar, vais ver!” Você pode explicar que algumas
crianças podem não gostar da escola, desta forma, você pode ajuda-lo a encontrar
outras alternativas.
7. Evite o discurso utilizando termos catastróficos
Preste muita atenção aquilo que diz em frente aos seus
filhos. Segundo a Dra Lyons, os pais ansiosos têm a tendência para utilizar
termos catastróficos. Por exemplo, em vez de dizerem “É mesmo importante
aprenderes a nadar,” dizem “É mesmo importante aprenderes a nadar porque seria
devastador, para mim, se um dia tu te afogasses.”
8. Permita que os seus filhos cometam erros
De acordo com a Dra Lyons, cometer erros não significa que
seja o fim do mundo. É esta a forma como adquirimos o discernimento, a fim de
sabermos o que fazer a seguir e a resolver a situação. Para os pais, revela-se
extremamente doloroso, permitirem a confusão e a desordem. Por outro lado, é
desta maneira que as crianças aprendem a identificar e a corrigir equívocos, e
para a próxima vez, aprendem a evitar cometer os mesmos erros. É típico dos
pais ansioso e superprotectores, quando a criança possui uma determinada
tarefa, fazem questão de que façam o trabalho o mais possível próximo da
perfeição, mesmo que numa primeira abordagem a criança, não revele
absolutamente interesse nenhum. Permita à criança identificar as consequências
das suas acções. Outro exemplo semelhante, se o seu filho não quer ir à natação,
permita que ele fique em casa, porque da próxima vez, quando ele se sentar no
sofá poderá sentir-se desconfortável.
9. Ajude o seu filho a gerir as emoções
A Dra Lyons, afirma que a gestão das emoções é o factor
principal para a resiliência. Ensine o seu filho a aceitar as emoções, como
algo perfeitamente legítimo. É normal sentir raiva quando ele ou ela perde o
jogo ou se alguém lhe come o gelado todo. Depois das emoções atribuladas, eles
precisam de pensar sobre aquilo que vão fazer de seguida. Rapidamente, as crianças
também aprendem a distinguir e a relacionar as suas emoções poderosas e aquilo
que eles querem. Os pais também precisam de aprender como lidar com suas emoções.
Como progenitor, você poderá dizer “Compreendo que te sintas frustrado e
zangado. Se estivesse no teu lugar, também me sentia da mesma maneira.
Entretanto, precisas de aprender a identificar qual é próximo passo e qual o
comportamento mais apropriado.” Se o seu filho fizer uma grande gritaria,
ficará bem claro qual o tipo de comportamento que é apropriado ou não. Você
dirá “Desculpa, mas não vou buscar outro gelado, porque esse tipo de
comportamento é inapropriado e inaceitável.
10. Resiliência
É óbvio que as crianças aprendem observando o comportamento
dos progenitores. Segundo a Dra Lyons, sugere “Seja consistente e tenha calma.
Você, como progenitor, não pode pedir aos seus filhos para controlarem as
emoções, se você não consegue controlar as suas. Na verdade, nós baralhamos
tudo e como sabemos a educação exige muita pratica.” Quando você, como
progenitor, cometer um erro, admita-o e diga “Desculpa filho, realmente
estraguei tudo. Não consegui gerir a situação com calma. Vamos falar e
descobrir outra forma diferente de lidar com a situação no futuro.”
É desde criança e ao longo da adolescência que a resiliência
proporciona orientação e competências através de caminhos, conquistas e adversidades,
por si só, inevitáveis e complexas, mas que fazem parte integrante do próprio
desenvolvimento. Crianças resilientes, mais tarde, tornam-se adultos resilientes,
capazes de sobreviver e prosperar expostos aos mais diversos tipos de
adversidade.
Saiba mais sobre a Dra Lynn Lyons
Comentário: Como
adultos sabemos o quão importante são os valores e as competências que nos
foram incutidos pelos pais ou pessoas significativas, pela família em geral,
pela escola e pela sociedade ao longo do nosso desenvolvimento. Da mesma forma,
também sabemos o quão importante foram, e ainda continuam a ser, os erros que todos
nós cometemos. É nesta dança entre a aquisição de competências e a aprendizagem
dos erros, relação causa e efeito, que a prevenção das dependências ocorre
desde o nascimento e ao longo da vida.
A prevenção das dependências, direccionada para as crianças,
só é possível se TODOS estivermos envolvidos e assumirmos esse compromisso –
causa. Por outras palavras, se sabemos que as crianças adquirem grande parte das
suas competências observando os adultos; nós como adultos, responsáveis e com
mais experiencia de vida, precisamos de ser um exemplo a seguir.
A sociedade somos todos nós. Estaremos a proporcionar às
nossas crianças um leque de oportunidades que elas precisam para explorar o
mundo? Será que estamos a incutir nas crianças um espirito que as motive a
explorar o seu próprio potencial, a prosperarem e a oferecer-lhes alternativas
para enfrentarem as adversidades? As drogas, incluindo o álcool, estão disponíveis
para aqueles jovens que não exploraram, desenvolvem e prosperaram ao longo do
seu desenvolvimento e servem, na perfeição, como uma almofada para atenuar a dor e o trauma, a
frustração, a vergonha, a rejeição, a culpa.
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terça-feira, 25 de junho de 2013
Recomendações urgentes ao nível da oferta do alcool
Segundo uma notícia no Jornal de Noticias, de 22/06/13, “Defendendo
aumento do preço do álcool. O Conselho Nacional de Saúde recomenda ao Governo
que aumente o preço do álcool e restrinja a disponibilidade das bebidas alcoólicas
como medida para reduzir os efeitos da crise na saúde.” Gostaria de referir que
esta notícia, no JN, surge sem o destaque que merece, pelo contrário, é
publicada nas notícias “Breves”. Pessoalmente, não chego a entender o papel de
serviço publico e de investigação dos média, porque ninguém fala do assunto com
honestidade; todos sabemos que o problema é grave, mas ninguém se atreve a abordar
e aprofundar o tema sempre actual e preocupante.
Tal como já aqui foi afirmado o abuso de álcool e o
alcoolismo representa um problema grave de saúde pública, todavia, os líderes
políticos, negligenciam, o fenómeno exponencial associado ao abuso do álcool e
do alcoolismo, agravado, tal como o Conselho Nacional de Saúde, vem alertar
através da sua recomendação, para os efeitos do álcool em indivíduos vulneráveis
à crise: por exemplo, aumento do desemprego, situações trágicas de famílias, questões
financeiras e económicas precárias (dívidas), pobreza, doença mental (aumento
dos casos de depressão e ansiedade), etc.
O Conselho Nacional da Saúde é um órgão de consulta do
Ministério da Saúde que tem por missão emitir pareceres e recomendações sobre
questões relativas à realização dos objectivos de política de saúde e propor
medidas que julgue necessárias ao seu desenvolvimento, por solicitação do
membro do Governo responsável pela área da Saúde.Saiba mais sobre as políticas de saúde.
Sabia que a Industria do álcool, promove um vasto leque de oferta
de bebidas alcoólicas a preços irrisórios, a fim de aumentar a procura. Se o álcool
está disponível, a procura tende a aumentar. O álcool é mais barato que a água.
Se não existe leis que regulem a oferta do álcool, obviamente que a Industria
do álcool aproveita a lacuna, alegando interesses económicos.
Quando é que o Governo, os líderes políticos, segue esta recomendação? Para quando os tribunais (juízes e advogados) e a legislação
contemplam os efeitos negativos na saúde pública do abuso do álcool e do alcoolismo, incluindo os jovens de
menores de idade, os adolescentes e os adultos em idade sénior?
Será que existem lóbis, junto dos políticos, que impedem que
se adoptem medidas justas e honestas em relação ao problema de saúde publica,
associado ao abuso do álcool e do alcoolismo? Se a resposta é sim, então o caso
ainda é mais grave e preocupante. O poder económico não pode estar acima dos
interesses e da saúde publica.
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
Evidência cientifica reforça a necessidade de medidas preventivas
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) 25 e 50%
das pessoas podem ter sido abusadas fisicamente durante a sua infância. Uma
experiência definida como o uso da força física que prejudica a saúde da
criança, a sobrevivência, o seu desenvolvimento ou dignidade. Maus tratos na infância
não se restringem somente ao abuso físico, as crianças também podem ser
emocional ou sexualmente abusadas ou negligenciadas e essas experiências podem
ter implicações serias e duradouras para a saúde do adulto.
A associação entre o abuso sexual infantil e problemas de
saúde psicológica na vida adulta actualmente já estão documentadas e confirmadas. No entanto, os
resultados na saúde da criança sobre o impacto da exposição aos maus tratos,
não sexuais (abuso físico, emocional e negligência), a longo prazo, não têm
sido sistematicamente examinados.
No ano passado, uma revisão sistemática e meta-análise
publicada na PLoS Medicine (Norman e colegas, 2012) facultou um melhor
entendimento sobre a associação entre a exposição ao abuso físico, abuso
emocional e negligência na infância, os resultados de saúde física e mental
mais tarde na vida adulta.
Abuso físico, abuso emocional e negligência são normalmente ligados a efeitos na saúde física e mental
Crianças emocionalmente abusadas apresentaram um risco três
vezes maior de desenvolver doença mental – depressão e ansiedade. Efeitos idênticas
de maus tratos à criança (não-sexuais) apresentam um risco significativo de
desenvolverem perturbações do comportamentos alimentar, uso de drogas e álcool
e comportamento suicida.
O único resultado, na saúde física, para o qual existe uma
forte evidência de uma associação aos maus tratos (não sexuais) à criança é o das doenças sexualmente transmissíveis e/ ou comportamentos de risco associado ao
sexo. Estes resultados foram cerca de 1,7 vezes mais prováveis em pessoas com
uma história de abuso.
A evidência para uma associação com doenças crónicas, como o
acidente vascular cerebral, a obesidade, a artrite e dor de cabeça / enxaqueca
era fraco e inconsistente.
Norman RE, Byambaa M, De R, Butchart A, Scott J, et al.
(2012) The Long-Term Health Consequences of Child Physical Abuse, Emotional
Abuse, and Neglect: A Systematic Review and Meta-Analysis. PLoS Med 9(11):
e1001349. doi:10.1371/journal.pmed.1001349
Andrews et al (2004) Child sexual abuse. In Comparative
quantification of health risks: global and regional burden of disease
attributable to selected major risk factors (PDF) (Ezzati et al, editors). WHO,
Geneva; pp 1851-1940
Comentário: De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde sobre o numero sobre as crianças abusadas e negligenciadas, são preocupantes visto representarem um custo muito elevado (Estado) e perda da qualidade de vida (doença, crise, acidentes, dor e sofrimento etc). Apesar de, em Portugal o numero de jovens que consomem e abusam de drogas, incluindo o álcool, ao longo das suas vidas, não ser generalizado, isso não significa que não seja prioritário um plano nacional de prevenção das dependências; nicotina, canábis, álcool (qualquer bebida com teor alcoólico). De acordo com o ultimo inquérito (2007) o alto grau de dependência afeta 10% dos fumadores, sendo a motivação para parar de fumar reduzida (85,5% dos fumadores). Por outro lado, assistimos impotentes ao aparecimento de novas drogas, senão vejamos, após o recente decreto que proíbe a venda de drogas nas smartshops já surgiram seis novas substâncias psicoativas. O cánabis é a drogas mais consumida entre os jovens. Nos últimos anos têm surgido mais pedidos de ajuda a jovens que desenvolvem comportamentos problemáticos associados ao consumo excessivo de cánabis (psicoses, abstenção e redução do aproveitamento escolar, impulsividade, depressão, perda da memoria e concentração).
Apesar de o estudo realizado pela CESNOVA (Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa) revelar que o consumo generalizado, sobre a prevalência de embriaguez ter caído, é do conhecimento geral, que os jovens, alguns menores de idade, desenvolvem uma cultura de divertimento muito forte associada ao abuso do alcool (Binge Drinking) cujo intuito é a embriaguez; por exemplo as queimas, os espectáculos de musica e as saídas à noite.
Podemos concluir, depois do estudo da OMS, que as crianças que tenham sofrido qualquer tipo de abuso (emocional, físico e sexual) e negligência parental estão em risco de desenvolverem comportamentos de alto risco associado ao álcool e/outras drogas e perturbação do comportamento alimentar.
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segunda-feira, 25 de março de 2013
Onde é que ficamos? Qual é afinal a realidade? Decida você
“Governo recua e
distingue vinho e cerveja das bebidas espirituosas. Nova lei proíbe álcool de
teor elevado a menores mas mantém os 16 anos para bebidas “leves”. Associação
de bebidas e peritos falam em cedência a lóbis. A diferenciação dos limites
etários – 16 e 18 anos- consoante o teor de álcool, definida no novo diploma,
aprovado, no dia 21/2/13, pelo Conselho de Ministros, veio defraudar entidades
ouvidas durante a elaboração da lei para o consumo do álcool. É conhecida a
posição de Pires de Lima contra a proposta da proibição alargada aos 18 anos.
Pires de Lima é o presidente da Associação de Produtores de Cerveja e também
presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP. ” Lê se na notícia do Jornal de Notícias de
22/2/13. Podemos acrescentar na mesma notícia, segundo o secretário de Estado
adjunto da Saúde “(…) a medida tenciona sobretudo impedir a embriaguez dos
jovens” Jornal de Noticias, 22/2/13. Esta é a versão dos políticos, dos interesses da Industria
do Álcool (lobbies) e que contam com
a conivência dos órgãos da comunicação social, sobre o problema de saúde pública
relacionado com o álcool.
Repito mais uma vez, visto ter publicado já este facto no blogue, você sabia que existem um milhão e meio de
pessoas que bebe em excesso e metade delas é alcoólica, em Portugal? No artigo
do JN, para espanto de todos aqueles que trabalham nesta área e ou das
famílias, incluindo as crianças afectadas pelo álcool, o jornalista ainda refere
na notícia, “bebidas leves.” Apesar dos média teimarem em confundir a opinião
publica e alimentar mitos, não existe este conceito “bebidas leves” quando
sabemos o álcool é uma droga psicoactiva.
Reacções à Nova Lei
- “Há três, quatro meses, a proposta à qual tivemos acesso, o limite de 18 anos aplicava-se a todo o tipo de álcool. Esta proposta não é consistente, o elemento álcool está presente em todas. Não podemos diferenciar o bom álcool do mau álcool. Tínhamos ficado satisfeitos para a subida de idade mínima dos 16 para os 18 anos. A lei parece ceder a pressões de vários grupos. O álcool é sempre prejudicial aos jovens. Na cerveja há também vários graus” George Sandeman, presidente da Associação de Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos
- “Uma cedência total aos lobbies. Esta lei serve a estratégia de fidelizar os jovens para o consumo de álcool – beber desde cedo, para criar hábito. É uma cedência total aos lobbies das grandes empresas e das multinacionais. Estamos a mascarar o problema. O álcool é álcool. É uma medida trágica.” João Manuel Ramos, responsável pela Associação de Cidadãos Auto Mobilizados
- “A medida fica coxa, é uma medida a medo. Quem trabalha nesta área sabe que se está diante do efeito de pressões. A lei é confusa criando uma mensagem difícil de explicar aos mais novos” Rui Tato Marinho, medico e coordenador de hepatologia da Ordem dos Médicos
Excertos de uma
reportagem publicada no suplemento que faz parte da edição do Correio da Manhã. “Noite de copos. Consumo de álcool por adolescentes em Portugal
aumentou. Não há lei que trave. No grupo
de Alberto (nome fictício) já não há menores de idade. O mais novo dos seis
rapazes, Paulo (nome fictício), celebrava nessa noite 18 anos. Pelo menos, foi
o que disseram. Um afirma que começou a sair à noite aos 14 anos e já apanhou “algumas
bebedeiras. O acesso às bebidas, mesmo brancas, nunca foi problema, Nem vai
mudar com a lei. Os comerciantes querem é fazer dinheiro e fecham os olhos às
idades. E se não for assim, leva-se uma fotocópia do BI falsa, garante Alberto”
“Até dá dó. Às vezes, é preciso sair do carro para tocar às campainhas
e pô-los dentro do prédio para chegarem a casa. No outro dia era uma miúda que
estava estendida no largo, completamente inconsciente. A que estava com ela só
olhava. Ainda saí do carro e fui lá, mas outro colega já tinha chamado uma
ambulância” taxista na zona de Santos.
Segundo João Goulão, o presidente do Instituto da Droga e da
Toxicodependência, “(…) diz nada ter a acrescentar, depois de reconhecer, no
ano passado, que o consumo de bebidas alcoólicas aumentou entre os jovens, mas
que estes apanham “menos bebedeiras” e bebem” cada vez mais cerveja” num
consumo regular.
- “Álcool é sempre álcool e quando se faz a avaliação de um doente conta apenas o número de unidades que bebe e não o tipo de bebida. Todas são igualmente perigosas” Francisco Henriques, da Unidade de Alcoologia de Lisboa.
- “Esta lei é cínica e desrespeita o plano que fizemos com o Ministério da Saúde” Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais
- “Está provado que não se deveria beber antes dos 18 anos por causa do desenvolvimento cerebral” Luís Patrício, psiquiatra
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Bullying - "Até hoje"
Até hoje!
"Eles estavam enganados..."
As consequências do bullying podem permanecer para o resto da vida: "Mais Vale Prevenir Do Que Remediar"
Veja o vídeo
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Vale a pena mudar ou permanecer cristalizados e impotentes?
Noticia no Jornal de Noticias de 30/12/12: “Portugueses devem prevenir doenças para ajudar SNS”
O atual Secretario do Estado da Saúde considera que “ os
portugueses têm a obrigação de contribuir para a sustentabilidade do Serviço
Nacional de Saúde prevenindo doenças e recorrendo menos aos serviços.” Ainda na
mesma notícia referia, e é esta a parte que mais interessa, visto contemplar a
questão da prevenção das dependências, “Os problemas ligados ao tabaco, ao
álcool e à diabetes tipo 2 (que é prevenível) representam um encargo para o
Estado de cerca de 800 milhões de euros. O tabaco custa 500 milhões, o álcool
200 milhões e a diabetes 100 milhões, só em medicamentos. Na prevenção, os
ministérios da Saúde e da Educação vão promover um campanha nacional nas
escolas para alertar para os malefícios do tabaco, álcool e novas drogas. Em
relação ao álcool, o Governo prepara-se para apresentar legislação que limita a
venda de bebidas alcoólicas a maiores de 18 anos e que restringe a sua
comercialização em bombas de gasolina ou lojas de conveniência durante o
período noturno.”
Evitando entrar nas questões políticas e dos partidos, mas
aproveitando o discurso do senhor secretário do estado, aproveito para abordar,
mais uma vez, a inexistência de políticas nacionais que contemplam a Prevenção
das Dependências. Segundo os números avançados pelo senhor secretário do
estado, em relação aos custos para o Estado, quanto ao tabaco (500 milhões),
álcool (200 milhões) onde não faz qualquer referência dos encargos relacionados
com as drogas ilícitas, por exemplo as drogas ditas “leves”, posso concluir,
mais uma vez pelas palavras do senhor secretario do estado que todos os esforços
em relação à politica nacional da prevenção das dependências em Portugal ou são
inexistentes visto não haver uma avaliação concreta ou não estão a dar
resultados ou mais preocupante não existe. Esta realidade já é uma herança
amarga de dezenas de anos, visto não haver vontade politica para mudar; a
prevenção nunca funcionou e não funciona com campanhas nas escolas. A prevenção
faz-se antes, durante, após o nascimento e ao longo da vida, como sabemos ninguém
nasce com um manual de “boas praticas”, neste mundo em constante “alvoroço” e
perigoso para algumas crianças vulneráveis.
De acordo com estudos, nos EUA, cada dólar investido na
prevenção poupa-se sete dólares no tratamento e vinte e um dólares em serviços
sociais. Então se poupa com a prevenção do que é que estamos à espera?
Na minha deslocação pelas escolas e famílias sobre a
prevenção todos são unanimes em afirmar que é preciso fazer qualquer coisa
porque o fenómeno já se transformou num flagelo, mas depois, quando é
necessário elaborar programas e objetivos, assumir compromissos e envolver a
investigação e a experiencia o resultado é nulo, porque não existem pessoas que
assumam verdadeiramente a causa, com compromisso pela missão.
Por exemplo, quanto à afirmação do senhor secretario do
estado sobre a alteração da legislação que limita a venda de bebidas alcoólicas
a maiores de 18 anos, na minha opinião, a alteração já peca por tardia, visto
haver noticias e a investigação realçar o surgimento do fenómeno denominado
Binge Drinking entre adolescentes, e em alguns casos entre jovens com 12 e 13 anos. Acredito que exista
vontade política em mudar as mentalidades, mas na prática, é só um plano de
intenções, porque nada muda. Esta “promessa” dos políticos e dos partidos,
sobre a legislação que limita a venda de bebidas alcoólicas a maiores de 18 é
difundida há vários anos, diria pelo menos há uma década, e permanece na
secretaria dos ministros, visto não ser urgente e eventualmente, haver lobbies, da industria do álcool, que
pretendam que as coisas permaneçam como estão, porque os nossos jovens, menores
de idade, continuam a representar uma fonte de receita devido ao consumo
excessivo de bebidas alcoólicas. Se é assim com o álcool, como será com a
legalização do cannabis? Não basta legalizar, e depois quais são as estruturas
e políticas existentes para a prevenção? E para o tratamento?
De acordo com uma notícia do JN, em 2010, os hospitais
portugueses registaram 28 óbitos por uso de álcool ou drogas. Neste mesmo ano,
segundo dados da Direção Geral de Saúde (DGS) 3000 doentes foram assistidos por
estes motivos, consumos de álcool ou drogas. Convém salientar que o álcool
também é uma droga psicoativa e a mais perigosa. No mesmo relatório da DGS
sobre a morbilidade hospitalar no Serviço Nacional de Saúde, 2010, houve 3197
doentes a receber alta dos hospitais por uso de álcool e ou outras drogas e
perturbações mentais induzidas por estas substancias. Estes doentes representam
quase 40 mil dias de internamento durante um ano. Em relação a 2009
registaram-se 31 óbitos por consumo de álcool ou droga, mais 4000 dias de
internamento e mais 200 doentes observados por esta causa.
Definitivamente, “mais vale prevenir do que remediar”. A
saúde e a qualidade de vida das nossas crianças, tem estar acima dos interesses
económicos e dos lobbies. É preciso
que os decisores políticos, em conjunto com a sociedade civil, assumam a negligência
e mudem os paradigmas disfuncionais que reforçam o consumo, o abuso e as
dependências de substâncias psicoativas lícitas, incluindo o álcool e as
ilícitas, para depois não virem dizer que o Estado gasta não sei quanto milhões
de euros. Em relação ao assunto das dependências, se nada muda, a tendência é para
agravar.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Efeitos da Ingestão Aguda de Álcool, segundo o Dr. Pedro Girão
O consumo de álcool…
- Torna mais fácil a integração no grupo.
- Reduz a tensão e a ansiedade.
- Alivia o stress e a baixa autoestima.
- Ajuda a esquecer preocupações, sentimentos depressivos e problemas relacionados com escola/família.
- Aumenta a confiança e atracão sexual.
Consequências do uso/abuso frequente
do álcool nos jovens:
- Queda no desempenho escolar;
- Dificuldades de aprendizagem/memória;
- Problemas no desenvolvimento emocional;
- Complicações decorrentes da desinibição excessiva (acidentes, etc.)
- Gastrite;
- Hepatite, pancreatite (fase crónica).
Intoxicação aguda: alcoolémia
- Para uma determinada quantidade de álcool ingerido, a alcoolémia (taxa de álcool no sangue) nem sempre é fácil de prever, variando sobretudo com o peso e o sexo (as raparigas são mais vulneráveis).
- Em média, ao fim de meia hora:
- 1 Dose bebida menos graduada – 12 grau alcoólico = 0,30 g/l
- 1 Dose bebida mais graduada – 40 grau alcoólico = 0,46 g/l
- Limite legal para conduzir: 0,5 g/l
- Taxa de 0,5 g/l - redução do stress, alívio da ansiedade;
- Taxa de 1,5 g/l - ligeira intoxicação (linguagem desinibida)
- Taxa> = 2,5 g/l - graves sintomas de intoxicação com perda de controlo. Pode ocorrer turvação da visão, descoordenação muscular, diminuição da capacidade de reação, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, deterioração da capacidade de raciocínio e da atividade social, irritabilidade, descoordenação, amnésia, etc.
- Taxa> 4,5 g/l - existe perigo de vida: risco de depressão respiratória,
Intoxicação aguda: quadro típico
- Hálito característico (nem sempre, por exemplo a vodka)
- Falta de coordenação de movimentos e dificuldade na articulação de palavras;
- Alegria e exuberância de atitudes;
- Conflitualidade;
- Ventilação irregular e acelerada;
- Palidez e suores frios;
- Contrações de pequenos grupos musculares;
- Alterações da lucidez, equilíbrio, força e consciência (em casos mais graves pode surgir o coma alcoólico).
Intoxicação aguda: coma alcoólico
- O coma alcoólico é o estado de coma causado pelo excesso de álcool no organismo. Esse quadro é grave e tem indicação para internamento hospitalar urgente. Caracteriza-se por:
- Ausência de resposta a estímulos (físicos, verbais);
- Perda de reflexos (tosse, deglutição);
- Depressão respiratória.
- Hipoglicémia: Baixa concentração de açúcar no sangue, podendo provocar um quadro convulsivo.
- Hipotermia: Baixa temperatura corporal (valores inferiores a 35ºC), provocando alterações das funções vitais.
Intoxicação aguda: atitudes a ter em
conta
- Se a vítima estiver consciente:
- Provocar o vómito para eliminar o conteúdo gástrico;
- Dar bebidas fortemente açucaradas;
- Manter a temperatura corporal;
- Vigiar as funções vitais.
Se a vítima estiver
inconsciente:
- Promover o transporte imediato para o hospital.
- Manter a via aérea permeável;
- Colocar a vítima em PLS (decúbito lateral);
- Manter a temperatura corporal;
- Colocar açúcar debaixo da língua;
- Vigiar as funções vitais;
Dr. Pedro Girão, Anestesista
Comentário: O meu
agradecimento ao Dr. Pedro Girão pela sua participação no Recuperar das Dependências.
Tal como já foi referido neste blogue, inúmeras vezes, alguns jovens,
que frequentemente recorrem ao álcool para se divertirem (desinibir, divertir) estão
expostos ao fenómeno do Binge Drinking
(Abuso na ingestão de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja
principal intenção é a intoxicação (embriaguez). Por ex. entre os homens o
consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou
mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante vários dias seguidos e afecta
negativamente o comportamento dos jovens - algumas consequências previsíveis
após o Binge Drinking:
acidentes, condução sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência, agressão
sexual e abuso, doenças sexualmente transmissíveis (hepatites, VIH, DST),
intoxicação alcoólica, coma e morte.
Hoje em dia através da internet você possui imensa
informação sobre este fenómeno, nesse sentido, organize atividades lúdicas
(jogos) em família. Seja criativo/a. Aborde esta temática junto dos seus filhos,
antes que surjam problemas associados ao abuso do álcool e/ou consumo de substâncias
psicoactivas ilícitas. Caso pretenda ajuda pode contatar-me através do email: xx.joao@gmail.com
«Mais vale prevenir
do que remediar»
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Prevenção: O poder do dinheiro sujo fala mais alto
Questão: "Consideram que chegamos ao fim da guerra contra as drogas? Não, Não, Não."
Comentário: Esta imagem é sugestiva quanto à ineficácia da estratégia da prevenção das dependências. O lucro associado ao trafico e ao consumo de substâncias psicoactivas ilícitas movimenta muitos milhões de dólares, "dinheiro sujo", todavia, de acordo com os interesses económicos e financeiros justificam por si só a sua existência, com a conivência das autoridades, politicos e de instituições ditas credíveis. Com guerra ou sem guerra contra as drogas haverá sempre vitimas da dependência (Adicção), incluindo as famílias e as crianças.
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sábado, 8 de setembro de 2012
O problema é grave, e a tendência é para piorar, mas negamos as evidências
Jornal de Noticias, de 18/8/2012
O Jornal de Notícias, na sua edição de 18 de Agosto, 2012,
convidou sete personalidades para a participarem num painel sobre três questões
relacionadas com a saúde em Portugal, todavia, vou somente selecionar a
primeira porque é aquela que está diretamente relacionada com o tema da
Prevenção das Dependências:
“Sociedade: Painel/ Tomar o pulso ao país” - Portugal é o
terceiro maior consumidor de álcool da OCDE. Que consequências?”
“Saúde: Portugal no
pódio do consumo do álcool. Apesar dos números revelarem uma ligeira queda face
aos últimos anos, Portugal mantém-se no pódio dos maiores consumidores de
álcool do Mundo – 12,2 gramas per capita,
a apenas uma décima de grama da França e empatado com a Áustria (números da
OCDE). E há ainda a agravante de as estatísticas não incluírem o vinho
produzido para consumo próprio. Sermos produtores de muitos e bons vinhos não
justifica tudo. Sociavelmente, o álcool continua a ser um passaporte para um
estilo “descontraído” e recebe um consentimento benevolente dentro das famílias
e instituições. O crescimento das bebedeiras selvagens (botellón) aos fins-de-semana, entre os jovens mostram como as
coisas estão a piorar ainda mais. Questão: Quem paga a factura? Quais são as consequências
físicas e sociais? Eis uma chaga que nenhum Governo consegue sarar.” Jornal de
Noticias.
Portugal é o terceiro maior consumidor de
álcool da OCDE. Que consequências?
- António Ferreira - Presidente do Conselho de Administração do Hospital de S. João. Resposta: “A) Desagregação e violência familiar; B) Exclusão social; C) Agravamento do estado de saúde e desqualificação da população, diminuição da produtividade, etc”
- Isabel Vaz - Presidente da Comissão Executiva da Espirito Santo Saúde. Resposta: “É um problema de saúde pública muito relevante pelas consequências sociais, da despesa e por ser um factor de risco de doenças cardiovasculares e hepáticas.”
- Manuel Antunes - Cirurgião Cardiotorácico e Professor da Universidade de Coimbra. Resposta: “Infelizmente, o consumo excessivo de álcool é bem tolerado, até aceite, no nosso país. O impacto na saúde, praticamente em todos os órgãos, é devastador, também com consequências económicas e sociais muito grandes.”
- Maurício Barbosa - Bastonário da Ordem os Farmacêuticos. Resposta: “ É muito preocupante, mais ainda a triste incidência em jovens de menor de idade. As consequências são péssimas para os próprios, as famílias e a sociedade. Os inevitáveis problemas de saúde refletem-se em menor qualidade de vida e em menor produtividade e conduzem inexoravelmente a mais despesa em cuidados de saúde. Os índices elevados de acidentes de trabalho, de viação, etc., e de violência também se correlacionam com o alcoolismo.
- Nuno Sousa - Diretor do Curso de Medicina da Universidade do Minho. Resposta: “Nefasta para a saúde. Claramente a carecer de uma campanha de educação.”
- Paulo Mendo - Antigo Ministro da Saúde. Resposta: É um grave problema de saúde pública, responsável por milhares de casos de doenças crónicas de cura difícil e tratamento muito caro. Pior (ou melhor), a cultura milenar do nosso povo aceita e tolera esta praga!”
- Purificação Tavares -CEO da CGC Genetics. Resposta: “Os hábitos de população e os estilos de vida favorecem este consumo, pelo que deveria haver preocupação e contenção com a publicidade a bebidas alcoólicas, assim como colocar esta tónica no sistema educativo.”
Comentário: O álcool
(etílico) é uma droga, depressora do sistema nervoso central, e é das substâncias
psicoactivas, geradoras de dependência, mais consumidas no mundo, com a
agravante de ser a mais perigosa. O álcool afecta a forma como o individuo
pensa, sente e age.
De acordo com vários estudos, efetuados nos EUA, se os
problemas com o álcool persistirem o
individuo alcoólico poderá morrer 15
anos mais cedo do que a idade media de morte da população em geral. As principais
causas de morte são ataque cardíaco, cancro, acidentes e suicídio, embora também
possa detetar doenças do fígado; cirrose.
Outra serie de estudos, efetuados nos EUA e na Escandinavia, estabeleceram a importância de
fatores genéticos na génese do alcoolismo e demonstraram que os filhos de pais
biológicos alcoólicos, que deles foram separados quando crianças, cresceram com
pais adoptivos, e sem qualquer conhecimento dos pais biológicos, apresentaram
taxas muito elevadas de alcoolismo.
Outros estudos revelam que entre filhos de pais alcoólicos,
um baixo nível de sensibilidade ao álcool resultou num risco de 60% de
alcoolismo 10 anos mais tarde, enquanto a elevada sensibilidade ao álcool
resultou apenas num risco de apenas 15%. A reação a doses moderadas de álcool possa
dificultar aos filhos de alcoólicos o recurso às suas próprias sensações,
depois de beberem, para decidirem o momento em que devem parar de beber. Estes
estudos servem para sublinhar as possíveis componentes genéticas e biológicas do
alcoolismo. Os dados recentes mais fiáveis indicam que o alcoolismo é uma
perturbação geneticamente influenciada com uma taxa de hereditariedade,
semelhante aos diabetes. Isto é, existe a possibilidade de o alcoolismo passar
de geração para geração (pais para filhos)[i]
Todos nós sabemos que o abuso do álcool e do alcoolismo é um
problema de saúde gravíssimo, mas dado à sua complexidade (epidemiologia e da etiologia,
e os efeitos sociais) vivemos uma cultura de negação associado às consequências
e aos efeitos trágicos do abuso do álcool, do alcoolismo no individuo, na família,
incluindo as crianças, e os custos para o estado. Li algures que existem um
milhão de bebedores problemáticos e 800.000 indivíduos alcoólicos, se juntarmos
a estes dados, as suas famílias, incluindo as crianças, mais os jovens
adolescentes que recorrem um binge
drinking (abusar do álcool cujo intuito é a intoxicação/embriaguez), as
despesas de saúde e as despesas para o estado, os acidentes e o suicídio, mesmo
assim, apesar das evidências e do agravamento do fenómeno, todos nós, continuamos
a abordar o problema de saúde pública, do abuso do álcool e do alcoolismo, como
se estivéssemos a discutir o problema do vizinho ou como se não tivéssemos nada
a ver com isso, atitude que designo de estigma e negação.
Para se ter uma noção da gravidade do problema, creio ser comum
encontrar na maioria das famílias portuguesas, um caso de um individuo (membro
da família, por exemplo; avô, pai, primo, tia, avó, mãe, irmã ou irmão) que
tenha sido afetado pelos problemas associados ao álcool, no passado ou no
presente; de realçar que o alcoolismo pode passar de geração em geração.
De acordo com os estudos científicos, na maioria dos países civilizados,
incluindo a Organização Mundial de Saúde é urgente investir com compromisso na
educação, na prevenção junto das populações e no tratamento do abuso e do
alcoolismo, todavia, os interesses económicos e os lobbies acabam por ditar as regras, em detrimento da saúde das
pessoas, incluindo as crianças, com o consentimento dos decisores políticos. Por
outro lado, observo há vários anos, nos meios de comunicação social, de acordo
com os sucessivos governos, promessas onde os políticos afirmam que a lei da
venda e consumo do álcool vai ser alterada, mas mantém-se inalterável; somos o
único país da EU a permitir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a menores
de idade. Aparentemente, existe um certo laxismo e desinteresse na investigação
jornalística, na legislação, na politica sobre este assunto complexo e trágico
que afeta milhares de portugueses, incluindo as crianças, e passo a citar o
jornalista do JN “Eis uma chaga que nenhum Governo consegue sarar “. Pergunto;
se é considerado uma “chaga”, porquê teimamos em negar a tragedia humana e os
custos económicos e sociais? Na minha opinião, a dita “chaga” nunca será
eliminada, pelos decisores políticos, visto haver outros interesses mais importantes
que os direitos humanos e o direito à saúde, incluindo as crianças.
À data deste post ainda
somos um país que permite e promove o consumo e o abuso de bebidas alcoólicas a
jovens menores de idade, estando assim a contribuir e para o agravamento para o
problema de saúde pública.
Esta questão é um dos motivos pela qual justifico a existência
e a minha dedicação a este blogue – Prevenção das
Dependências.
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