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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

A importância dos relacionamentos


 

Dica arte bem viver nº 168

Olá,

7 Questões para reflectir sobre a forma com se relaciona com os outros

Seres sociais - A importância dos relacionamentos.

1. Somos dependentes dos relacionamentos uns com os outros, nesse sentido, a forma de reforçar os vínculos é através da comunicação. Quando conseguimos comunicar e gerar sintonia com outra pessoa esse feito pode ser considerado uma verdadeira vitória porque reforça a necessidade de pertencer versus a rejeição. Comunicar é escutar aquilo que o outro diz (conteúdo) e aquilo que ele quer dizer (significado).

 

2. Se detestamos que os outros invadam a nossa privacidade e/ou questionem a nossa integridade através de intrigas, boatos e calunias porque é que fazemos a mesma coisa? Ao contrário daquilo que você pode pensar desenvolvemos a nossa consciência à medida que adquirimos a consciência do outro.

 

3. O amor é o principal vínculo do qual dependemos a fim de pertencer e sentirmos segurança – porto seguro. O amor ou a rejeição (do amor) podem revelar o melhor e/ ou pior do ser humano. Amar o outro, sem o devido amor-próprio, revela-se reconfortante mas desprovido de honestidade, intimidade e de compromisso. Apesar de muito se dizer e escrever, muitas questões importantes sobre o amor ainda permanecem ocultas.

 

4. Duas das características que mais admiramos no outro são a coragem e a honestidade.

 

5. Desde o nível mais básico ao mais complexo, da nossa consciência, dependemos do amor a fim de evoluirmos. O amor não se resume a um sentimento, é um fenómeno muito mais complexo, maravilhoso e misterioso. São um conjunto de variações de energias da natureza indispensáveis para uma vida plena.

 

6. Quando conseguimos partilhar alguns dos nossos problemas existênciais com as outras pessoas, ficamos perplexos porque na realidade o nosso problema não é único. Foi antes, porque decidimos esconde-lo e a vergonha assumiu diversos significados disfuncionais na nossa mente confusa. Quando partilhamos os sentimentos dolorosos descobrimos que algumas pessoas também se confrontam com sentimentos idênticos. Se houvesse mais empatia a complexidade dos relacionamentos de intimidade seria menos angustiante.

 

7. As pessoas mais felizes gostam de pessoas, seja feliz.

 

Exclusivamente para si, uma excelente semana.

 

Cumprimentos

 

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 252ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis.

 

 

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Gestão de conflitos


 Cometer erros é Ok, mas podemos agravar a situação quando os justificamos com mentiras

quarta-feira, 31 de março de 2021

135ª Dica Arte Bem Viver


Olá,

De acordo com a minha experiência profissional de duas décadas posso assegurar que os seres humanos evitam o conflito e fogem dos problemas. Qualquer actividade, associada a problemas e/ou que provoque sensações desagradáveis, que exige esforço mental é evitada. Talvez por isso, ficamos bloqueados, perante a possibilidade de desafiar o estatuto e o sistema de crenças que são disfuncionais. Isto é, se algo se revela desconfortável, mas familiar, acabamos por aceitar, conformados, em vez de desafiar o medo do desconhecido. Não é por acaso que a «lei do menor esforço» se tornou uma lei.

Adoptamos o conformismo, quando isso implica desafiar a nossa zona de conforto, refiro-me ao auto conhecimento e ao desenvolvimento pessoal. Considero que o conformismo afecta, negativamente, um número considerável de pessoas que permanecem cristalizadas em dogmas, modas e tradições ultrapassados. Na prática, essas pessoas aceitam um conjunto de princípios, ideias, instituídas por outras pessoas, que até consideram desfavorável, sem questionar ou por em causa. Por exemplo, podemos reportar à actual crise que atravessamos onde o Dr. Daniel Kahneman, vencedor do prémio Nobel de economia, afirma “Uma das lições da crise financeira é que há períodos em que a concorrência, entre especialistas e entre organizações, cria poderosas forças que favorecem uma cegueira colectiva ao risco e à incerteza.”

O conformismo individual é abdicarmos das nossas próprias ideias e convicções, e seguirmos a “cegueira colectiva” competindo pelo estatuto, sucesso e o poder. A pressão social e económica assegura-nos, falsamente, que estamos seguros. Neste frenesim, desistimos da nossa identidade, do eu verdadeiro, em prol do sucesso e do estatuto social. Ficamos confinados ao ego, criando assim, uma falsa sensação de confiança.

•             Abdique do conformismo, mesmo que isso implique conflito. Na prática, pode significar que você é aceite, ou não, por aquilo que pensa e defende. Possui ideias e convicções próprias.

•             Pense pela sua própria cabeça, reforçado pelas suas convicções, e acrescente algo, com as ideias dos outros. Isso significa abertura à discussão, em vez de agir mediante ideias (disfuncionais) instituídas por outros.

•             Reforce a sua identidade: Escute os seus sentimentos, expresse as suas ambições, siga as suas motivações, concretize os seus sonhos, seja persistente com os objectivos, acredite na sua intuição e seja curioso/a com o mundo à sua volta.

•             Aquele que ambiciona grandes recompensas, ao nível do seu desenvolvimento pessoal, precisa de se sujeitar a grandes riscos. 

Seja um/a inconformado/a no seu desenvolvimento pessoal. Votos de uma excelente semana.

Cumprimentos

    

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 250ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Empatia


 Podíamos disseminar a empatia na família, no trabalho e na sociedade. Seriamos mais felizes.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Historias e memorias

Porque é que as memorias são importantes? Porque duram para sempre.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Quebrar o silêncio disfuncional

 

Existem palavras poderosas que mudam as pessoas, para melhor. É através das palavras que quebramos o silêncio disfuncional da negação e da vergonha.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Florescer significa ir mais além do que somente sobreviver




Se queremos florescer, precisamos de amor como de oxigénio para respirar.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Não basta sobreviver é preciso ir mais além



A genialidade humana reclama que não estejamos limitados a sobreviver, mas que sejamos inovadores e resilientes na arte de bem viver.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

É OK cometer erros




É OK cometer erros porque não sabemos todas as respostas

quarta-feira, 1 de julho de 2020

As pessoas mais felizes gostam de pessoas




As pessoas mais felizes gostam de pessoas

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Algumas soluções exigem inovação e criatividade




Precisamos de concentrar-nos na solução, porque os problemas vieram para ficar

terça-feira, 19 de maio de 2020

Onde é que procuramos a sorte?





Onde é que procuramos a sorte? Na tentativa e no erro

segunda-feira, 11 de junho de 2018

O estigma, a negação e a vergonha e a prevenção dos comportamentos adictivos




Por motivos históricos, culturais e morais, precisamos de mudar a perceção de algumas crenças rígidas e disfuncionais. Segundo o dicionário da Priberam da Língua Portuguesa estigma é. "Marca, cicatriz perdurável, marca infame feita com ferrete." Recorremos ao estigma ("marca", rótular, preconceitos) a fim de nos diferenciar dos outros, desta forma, estabelecemos uma identidade social, convencendo que somos aqueles que são os "normais.". Na realidade, todos nós já sofremos com o estigma; fomos marcados, sinalizados como “anormais -  persona non grata.  

Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa negação é: "Não confessar culpa ou delito, recusar, repudiar, afirmar que algo não existe (desmentir), rejeitar" O que é que fazemos quando não queremos ver a verdade? Quando adiamos algo importante? Como é que se ajuda uma pessoa que recusa ser ajudada? O que é que fazemos quando justificamos o injustificável e o disfuncional?
Optamos por esconder, não ver, não sentir e resistir à mudança de comportamentos e atitudes. 

Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa vergonha é: "Pudor, pejo, timidez, acanhamento, timidez, embaraço, receio de desonra" Esta definição diz-nos pouco sobre o poder toxico da vergonha. A vergonha tóxica está enraizada na identidade (ser); não ser digno, não merecer, algo está errado connosco, preocupação e perfecionismo. A vergonha é mais difícil de identificar do que o sentimento de raiva, a ansiedade e a necessidade do controlo. Levamo-nos demasiado a sério (excesso de zelo, moralidade) porque queremos “esconder” a vergonha tóxica.

Passamos uma parte considerável da nossa vida social a fingir, a negar e a proteger-nos da critica alheia com medo de revelarmos os sentimentos: desenvolvemos a crença que seremos criticados/julgados, repudiados por isso. Na verdade, sentir é OK, independentemente, daquilo que outros pensam ou dizem. É uma prioridade conseguirmos ser honestos connosco próprios.
 Alguns factores que reforçam o estigma, a negação e a vergonha. 1. Preocupação excessiva sobre o que é que os outros pensam 2. medo desmesurado do desconhecido 3. necessidade de certezas absolutas 4. ansiedade, perfecionismo 5. "ter o controlo sobre tudo" 6. comparação e competição excessiva 7. viver de aparências ou estilos de vida que não podemos suportar.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Os conflitos entre pais, não envolvem os filhos


Qual é o impacto que o conflito entre os pais (e famílias) tem nas vidas das crianças?

A perturbação traumática é capaz de induzir a criança num estado de alerta constante, resposta fisiológica - lutar, fugir, cristalizar, vulgo fight or fly response. Este estado de alerta constante desencadeia a libertação de hormonas do stress no seu organismo, capaz de interferir, negativamente no desenvolvimento (arquitetura) do cérebro. Segundo a Academia Americana de Pediatras afirma que a resposta biológica a este estado de alerta constante pode revelar-se altamente destrutiva e durar a vida inteira. Segundo exames de ressonância magnética em crianças revela que episódios de violência, abuso emocional e/ou sexual, violência domestica ou pais adictos a drogas lícitas e/ou ilícitas, incluindo o álcool, entre outras perturbações traumáticas, podem comprometer algumas áreas cruciais sobre o funcionamento do cérebro. Segundo um estudo conduzido em mais de 17.000 doentes num Hospital de S. Diego (Kaiser Permanente, USA 1998) revela que as pessoas com perturbações traumáticas estão mais predispostas para abusarem de drogas e sofrerem de alcoolismo, desenvolverem doenças mentais, suicídio e cancro.

Como bem sabemos, o conflito faz parte do relacionamento com as pessoas. Quando conhecemos alguém, mais tarde ou mais cedo, iremos desenvolver um conflito com essa pessoa por discordarmos e/ou confrontarmos ou vice-versa. Se imaginarmos o mesmo cenário, mas acrescentarmos o facto de vivermos na mesma casa, “debaixo do mesmo teto”, durante um período considerável, a probabilidade do surgimento do conflito ainda é mais elevada.  Todavia, a questão fulcral é o que é que os pais podem fazer de forma a gerir o conflito sem envolverem as crianças, pelo menos o menos possível. É possível? Sim, nestas alturas de conflito, como adultos, precisamos de recordar que as crianças possuem uma interpretação completamente diferente sobre o conflito e contemplar uma estratégia, “plano de batalha entre adultos” com critérios bem definidos, a fim de salvaguardar a criança de eventuais danos. Convém também salvaguardar que nem todo o conflito gera dano/trauma, mas quando este se revela frequente, intenso e duradoiro, certamente irá gerar consequências negativas na criança. 

Existem evidências cientificas sobre o conflito entre pais, quer estejam a viver em conjunto/maritalmente ou estejam separados/divorciados, revelam que o conflito pode comprometer seriamente a saúde mental da criança, assim como, durante o seu percurso de vida.

Quando houver conflitos, entre pais, ambos ou pelo menos um dos progenitores, faça questão de que a criança não assista à “guerra dos adultos”, explique à criança que é assunto de adultos e que aconteça o que acontecer os pais vão sempre ama-la com honestidade, compromisso e esperança. Os pais são uma referência para o desenvolvimento da criança.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Retiro Espiritual Online - Programa Desenvolvimento Pessoal @ - Kit




Retiro online pioneiro e inovador. 

Importante: Todos os seus dados são mantidos sob o mais rigoroso sigilo (confidencialidade).  Durante 30 dias consecutivos pode participar num  Retiro Espiritual – momentos iluminados de inspiração apelando:



  • À intuição e à curiosidade (mente aberta). 
  • À fé (conexão/crenças morais universais espirituais) num Poder Superior/Espírito Criador, conforme você O/A concebe, (religioso ou não). Por exemplo, Deus, Alá, Ensinamentos do Buda, Deusa, Deuses, Anjo, Natureza, etc. O conceito espiritual, neste retiro, visa reforçar as suas próprias crenças individuais, a relação com as outras pessoas e com um mundo transcendental e imaterial, não religioso, com ou sem dogmas e/ou divindades. Você é que decide em quem acredita e o quê; o importante é acreditar. O objetivo do retiro é enriquecer a sua literacia emocional/espiritual e não determinar quaisquer crenças/valores. 
  • À oração e à meditação (monitorizar qualidade de pensamentos), 
  • À tolerância e à esperança contra o preconceito, 
  • Aos afetos e à integridade (amor), 
  • Ao significado e propósito (rumo da vida), 
  • À sua criança interior (criativa e espontânea - sentimentos).


Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, a palavra retiro significa: “refugio, remanso, período de afastamento da vida ativa consagrado à meditação religiosa, à oração.
Gostaria de reforçar que este Kit não tem um cariz religioso (exemplo, dogma e/ou divindades), todavia cabe a você, proporcionar a orientação espiritual, em relação às suas próprias crenças, que considerar validas. A espiritualidade, característica inusitada e intrínseca ao ser humano, é uma aprendizagem contínua e uma jornada que se desenrola ao longo da vida; sentimos, acreditamos e isso basta, para se ser espiritual.


Para a grande maioria de nós, torna-se difícil dispor de um fim-de-semana para frequentar um retiro espiritual, longe da agitação do dia-a-dia. Falo por experiência própria, visto ter frequentado alguns retiros em Portugal e no estrangeiro. Este PDP@/Retiro Online, em formato PDF, surge como forma de ultrapassar estas condicionantes e proporcionar-lhe um acesso a uma porta iluminada - conceitos e valores espirituais, sempre presentes no dia a dia, mas em muitos casos negligenciados pelas nossas vidas agitadas e consumistas (pressão e correrias). 
Caso esteja interessado/a envie email para joaoalexx@sapo.pt e escreva no assunto da mensagem PDP@. 


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Eu, eu e eu e depois tu.


«As crianças que são expostas à violência, na família, o seu cérebro revela o mesmo tipo de actividade que os soldados em combate.» ThePsychmind.com

Muito se escreve e se fala em violência domestica entre adultos, mas não podemos esquecer as crianças, oriundas de famílias disfuncionais, também elas expostas à violência pelos pais. Em muitos casos, estas crianças são manipuladas pelos pais narcisistas. O mundo dos adultos não é seguro para algumas crianças vulneráveis.
Eis algumas características de pais narcisistas e os seus jogos psicológicos segundo o Dr Dan Neuharth.
  • Proíbem os filhos de discordar do pai/mãe.
  • Utilizam a culpa, a manipulação e a pressão afim de satisfazer, em primeiro lugar, as necessidades do pai/mãe.
  • Comportamento imprevisível do pai/mãe.
  • Arruínam momentos felizes por causa do comportamento egoísta do pai/mãe.
  • Dramatizam, «culpam tudo e todos» e destabilizam a harmonia familiar.
  • Adotam jogos psicológicos – vitima/mártir.
  • Dizem aos filhos que podem confiar no pai/mãe, mas depois desiludem, visto não serem capazes de manter o compromisso por muito tempo.
  • Necessidade de ser o centro das atenções ou dominar os temas das conversas.
  • Estes pais nunca estão satisfeitos com o comportamento dos filhos.
  • Minimizam ou ridicularizam os sentimentos das crianças. Por exemplo, a criança chora e o pai/mãe faz chacota da situação em publico.


Se você é filho de um pai ou mãe narcisista, certamente não será o único e podemos considerar que é um sobrevivente. Existem muitos pais resilientes, que procuram educar os seus filhos de forma diferente dos seus pais narcisistas. Você considera que é um desses pais? 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Elogiar é essencial, mas com arte.


«A melhor forma de recompensar, os nossos filhos, é ensina-los a gostar de desafios, ficarem intrigados com os erros que cometem, a apreciar o esforço, permanecerem motivados e comprometidos pelo processo de aprendizagem. Desta maneira, eles não precisam de ficar «escravos» dos louvores e dos elogios. Ao longo da vida, eles irão ter imensas oportunidades para desenvolver e construir a sua própria autoconfiança.» Carol Dweck, professora de Psicologia na Universidade de Stanford, EUA e autora de vários livros, entre eles destaco Mindset; a atitude mental para o sucesso.

Comentário. A Dra. Carol Dweck e os seus colegas, desenvolveram vários estudos, com crianças, sobre o elogio e chegaram à conclusão, de que, elogiar a inteligência das crianças prejudica a sua motivação e prejudica o seu desempenho. É verdade, o elogio permite-lhes um impulso e um fulgor adicional, mas só funciona naquele momento. Contudo, mais tarde, quando encontrarem um obstáculo, não irão possuir a confiança e a motivação necessária.

Como é que podemos apoiar e motivar as nossas crianças a gostar de desafios?
Como pais, professores, profissionais e mentores sabemos dos desafios que contempla a educação das nossas crianças. Cada criança apresenta desafios diferentes e complexos; todas são diferentes e únicas.  Ouvimos afirmações de pais, dos quais me incluo, «Pelos meus filhos, sou capaz de tudo…» todavia, muitas vezes, a realidade, não é bem assim. Isto é, quando pensamos que estamos a fazer bem, podemos estar a prejudica-los. Como sabemos, o desenvolvimento da criança até à idade adulta, contempla varias transições, isso significa, que irão encontrar vários e complexos desafios e oportunidades, enquanto o nosso trabalho é apoiar, incentivar, orientar, proteger com vista à autonomia, à resiliência, ao amor, à compaixão, à motivação e à confiança. Somos cuidadores bem-intencionados, «somos capazes de tudo…», mas precisamos de conseguir passar uma mensagem realista, especifica e coerente sobre a diferença entre o sucesso e o fracasso, em vez projetarmos ideais moralistas e irreais, muito em voga, na sociedade atual, consumista e hedonista. Elogiar as crianças terá mais impacto, para o seu desenvolvimento, se o fizermos em resultado do seu esforço, pela sua persistência, talento, gestão dos problemas e reforço de valores. Não quer dizer, que não devemos elogiar as crianças, pelo contrario, queremos que os elogios permaneçam bem presentes, nas mentes dos nossos filhos, nas alturas mais importantes das suas vidas. Quais foram os elogios, mais significativos, que ouvimos dos nossos pais, professores ou mentores que ainda permanecem vivos nas memorias e recordamos nos momentos mais adversos?



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dia Mundial da Criança




A fim de a criança ser um adulto feliz precisa de brincar, precisa de segurança, precisa de amor, de ser ensinada a lidar com a frustração e a importância dos limites (valores morais universais), precisa de aprender o valor da gratidão e precisa de sentir confiança.
Segundo uma noticia do Jornal de Noticias, alguns especialistas alertam para o facto de as crianças levarem uma vida programada até à exaustão e acrescentam «As crianças levam uma vida de executivos» Manuel Coutinho, psiquiatra e coordenador da linha SOS da Criança. 
o mundo dos adultos não é seguro para algumas crianças vulneráveis.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Queremos as coisas, mas não sabemos negociar; a raiva é a única opção.


A imagem desta fotografia é elucidativa quanto à forma como a raiva e o ressentimento, são expressados através de manifestações agressivas, intimidadoras, controladoras e manipuladoras que podem afectar negativamente a dinâmica na família com consequências devastadoras a médio e a longo prazo.

O pai grita com mãe, o pai e a mãe gritam com o filho, e o filho manifesta a sua raiva (com a utilização do martelo) destruindo os seus brinquedos preferidos.
A raiva é um sentimento poderoso que nos proporciona a falsa sensação de poder e protecção. Em raiva (explosão) é-nos permitido insultar, castigar e em último caso agredir verbal e fisicamente.
Será possível expressarmos a raiva sem ser de uma forma explosiva e impulsiva com consequências negativas para a família? A resposta é sim. O problema não é a raiva, mas a forma como gerimos os sentimentos dolorosos e os conflitos.

 Algumas questões importantes na gestão da raiva:
Sabia que a vergonha (crenças rígidas e perfeccionistas) é um dos factores associados à "explosão" da raiva.
  • Quais são as suas expectativas na gestão dos seus sentimentos dolorosos e os conflitos?
  • Quais são as suas expectativas como membro da família?
  • Quais são as suas expectativas na resolução e gestão de conflitos?
  • Você anda stressado/a há vários meses? Anos? E não possui um plano de redução da ansiedade, dos impulsos, dos conflitos e gestão do tempo?

Facilmente nos iludimos. Colocamos expectativas elevadas e desproporcionadas sobre nós próprios e outros à nossa volta; pensamos que lideramos pela intimidação, manipulação e pelo controlo. Apesar das nossas melhores intenções, na maioria das vezes, queremos as coisas à nossa maneira, temos sempre razão, ansiamos pela resolução imediata e milagrosa dos problemas do dia-a-dia, antecipamos cenários catastróficos sobre o futuro e ao longo deste processo disfuncional vamos sabotando a comunicação honesta, a auto estima, a escuta activa, o respeito e a individualidade, a intimidade e a cumplicidade nos relacionamentos.
  
Caso você tenha problemas com "explosões" de raiva e deseja investir na literacia emocional procure orientação. Envie email para xx.joao@gmail.com

quinta-feira, 15 de março de 2012

Estilos parentais e as escolhas de sucesso para os filhos


Conclusão de um estudo efectuado pela Brigham Young  University sobre estilos parentais.
O estilo parental de educação indulgente caracterizado pelo louvor caloroso ausente de consequências significativas, quando as regras/limites são quebrados, apresenta um risco significativo quanto ao consumo excessivo de álcool durante a adolescência. Este estilo parental indulgente revela-se ineficaz porque “o tiro sai pela culatra”.

Por outro lado, um estilo parental de educação dominador e autoritário, aplicado com consequências extremas, e por vezes desproporcionadas, em relação ao comportamento problema (capaz de gerar um sentimento de injustiça no filho), também se revela ineficaz, quanto a desencorajar o adolescente no consumo excessivo de bebidas alcoólicas. 

No referido estudo, o estilo parental que se revelou mais eficiente, quanto à prevenção do consumo excessivo de álcool na adolescência, situa-se entre os dois estilos acima referidos (entre o estilo indulgente e o estilo dominador). O estilo parental mais eficiente, de forma a prevenir o consumo excessivo de álcool na adolescência, é adoptado por ambos progenitores quando incentivam e cultivam as decisões mais construtivas no seio familiar (por exemplo, os pais são modelos e referencia das decisões saudáveis para os seus filhos), promovem orientações específicas quando os filhos adoptam comportamentos susceptíveis de risco, acompanhados da monitorização e da respectiva aplicação de consequências significativas quanto as regras/limites são quebrados. O objectivo, na aplicação deste estilo parental, consiste em proporcionar a liberdade suficiente ao adolescente, a fim de tomar as suas próprias decisões, e assumir a devida responsabilidade das consequências, sejam elas positivas e/ou negativas, no rumo da sua vida. Baseia-se na liberdade de fazer escolhas, de preferência, as mais positivas possível.

É extremamente importante educar os jovens sobre os perigos do consumo do álcool, por exemplo, em relação ao fenómeno do binge drinking (consumo excessivo de álcool cujo intuito é a intoxicação e a embriaguez), em relação ao abuso do álcool, do alcoolismo e do abuso de drogas lícitas e/ou ilícitas. No entanto, este tipo de educação, por si só, revela-se insuficiente. É importante para os pais, em especial, e a família, em geral, ensinarem o adolescente a tomar decisões construtivas e saudáveis. Obviamente, que é mais fácil dizer do que fazer. Todavia, os progenitores devem estar disponíveis de forma a implementar e a experimentar diferentes estilos parentais cujo objectivo principal vise promover as decisões saudáveis, geradoras de qualidade de vida, e explorarem as oportunidades de sucesso ao longo do desenvolvimento dos seus filhos.

Comentário: Gostaria de salientar o papel importante sobre a educação (estilos parentais) dos filhos por ambos progenitores. O paradigma da educação dos filhos incidir sobre a “batuta” da mãe e o pai desempenhar o papel mais distante, e em alguns casos ausente, em relação aos afectos, creio estar desactualizado no mundo complexo de estímulos diversificados, das modas, de crises e mudanças. O papel da educação dos filhos deve ser, na minha opinião, desempenhado tanto pela mãe como pelo pai (à mesma “voz” e em uníssono, afinal ambos desejam o sucesso para o filho). Na educação dos filhos, as diferenças de género não significa incompatibilidade, pelo contrário, complementam-se. A mãe não pode correr o risco de assegurar a educação do filho ao seu estilo, assim como, o pai não pode ausentar-se sobre a importância dos afectos (necessidades emocionais). A educação do filho é um projecto da família, do qual podemos designar de trabalho de equipa.

Algumas afirmações, mais comuns, que revelam as incompatibilidades no estilo parental.
Afirmação do pai (autoritário) “A culpada de o filho ser assim, é da mãe. Faz-lhe as vontades todas e depois o miúdo faz aquilo que quer e lhe apetece. Comigo não é assim, eu é que mando lá em casa. ”

Afirmação da mãe (indulgente) “O meu filho tem medo do pai. Porque ele quando fala com o miúdo é agressivo ou prefere ignorar os problemas. Não gosta de ser incomodado. Eu não sou assim, custa-me imenso ver o meu filho a sofrer.”