Precisamos de concentrar-nos na solução, porque os problemas vieram para ficar
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quarta-feira, 17 de junho de 2020
Algumas soluções exigem inovação e criatividade
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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terça-feira, 2 de junho de 2020
Crise e mudança
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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segunda-feira, 11 de maio de 2015
As palavras são poderosas
«É da maneira como falamos com os nossos filhos que, mais
tarde, eles vão desenvolver a sua consciência.» Peggy O´Mara.
Como pais, somos responsáveis por proteger os nossos filhos
de sentimentos destrutivos, como por exemplo da vergonha. Por exemplo, facilmente
evocamos a educação para justificar a humilhação, a agressividade, manipulação,
o repúdio e o desrespeito.
- Como pai/mãe, considera que utiliza os mesmos critérios disfuncionais na educação que o seu pai/mãe utilizaram consigo?
- Considera que a sua abordagem na educação está alinhada com os interesses e o desenvolvimento dos seus filhos? Você sabe como elogiar e como criticar? Em escutar e incentivar a empatia e a assertividade?
- Sabia que as crianças aprendem mais depressa através do seu exemplo, do que através dos seus conselhos?
Por outro lado, também somos os responsáveis por desenvolver
e incutir nas crianças sentimentos positivos e competências resilientes. Por exemplo,
ajuda-los a regularizar os seus sentimentos dolorosos através das competências
individuais, em vez das recompensas materiais e através do não em vez do sim.
Desenvolver competências que visam a autonomia, a gestão dos impulsos, a
clarificação de valores morais e espirituais. Promover um contexto familiar seguro,
estimulante e aberto à discussão e à aprendizagem.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
As pessoas mais felizes gostam de pessoas
Somos mais parecidos uns com os outros do que aquilo que imaginamos. As pessoas mais felizes gostam de pessoas
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
A prevenção é um projecto familiar
A prevenção das dependências de todo e qualquer tipo de
drogas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas é um tema transversal na
sociedade actual. Qualquer pessoa, independentemente, do seu estatuto social,
idade, raça, sexo ou religião está vulnerável em relação ao consumo, ao abuso e
à dependência de substâncias psicoactivas do sistema nervoso central.
Apesar da prevenção das dependências ser um tema actual e
preocupante, em particular entre pais, famílias, escolas, professores e jovens,
e na sociedade em geral, todos nós, profissionais e pais lutamos contra o
estigma, a negação e a vergonha associados às drogas reforçado pelo preconceito
e o estereótipo. Muitas vezes, refiro-me a este exemplo, quando abordo o tema
nas escolas e/ou com os pais, são unânimes em reconhecer a vulnerabilidade das
crianças em relação a este problema e a necessidade de programas, mas quando
são convidados a «dar a cara», aparentam optar, conscientemente pelo silêncio
devido ao tabu, preconceito e estereotipo. Creio que um dos motivos deste afastamento
está relacionado com o estigma, a negação e a vergonha sobre as drogas: “Os
meus filhos nunca na vida irão tornar-se uns drogados ou uns bêbados.” A
maioria de nós, pais e famílias, inconscientemente, justificamos este raciocínio;
“Estes problemas dramáticos só acontecem aos outros. Estas tragédias só
acontecem às famílias desestruturadas, disfuncionais e sem recursos económicos.”
Nos dias de hoje, este tipo de justificação negligente do qual nos socorremos
para enterrar a cabeça na areia e considerarmos que a nossa família não é
desestruturada ou disfuncional, como as outras afectadas pela dependência, pode
revelar-se a médio e a longo prazo, um erro grave, porque na realidade e para
sermos verdadeiramente honestos, sentimo-nos impotentes, porque não possuirmos
um plano ou uma estratégia concreta sobre esta matéria.
Há vinte anos atrás, no final dos anos 80, início dos anos 90,
o jovem que desejasse consumir drogas ilícitas revelava-se uma tarefa difícil
obtê-las, hoje em dia, qualquer criança ou adolescente, através da internet, na
sua casa e junto aos seus pais, pode ter acesso a qualquer tipo de drogas. A
procura supera a oferta de drogas, existem drogas para todo o tipo de
preferências e tendências. No contexto
profissional, conheço inúmeros adultos, afirmam, as primeiras experiências com
drogas, enquanto crianças e adolescentes, foram com medicamentos dos seus
familiares
Alguns dados interessantes
Segundo o relatório das comissões de protecção de menores os
processos instaurados em 2013 (30.344) aumentaram comparativamente a 2012
(29.149). Aumentaram também os processos reabertos, num total de 7402 e são o
dobro das crianças abandonadas. Apesar de até aqui o escalão com maior
representatividade, fosse o dos 0 aos 5 anos, em 2013, o escalão com maior
representatividade foi o dos 15 aos 18 anos. A exposição a comportamentos, por
parte dos adultos, que podem comprometer o desenvolvimento da criança: a
violência domestica (agregado familiar), a negligência familiar, a falta de
cuidados de saúde, falta de apoio psicoafectivo, a indiferença, os maus tratos
físicos.
Após constatarmos estes factos, encontramos motivos,
suficientemente fortes para os pais ponderarem sobre a prevenção das
dependências desde o berço da criança, ao invés de ser na pré adolescência,
nessa altura, pode ser tarde demais. A prevenção das dependências é um projecto
da família.
A prevenção das dependências deve ser um projecto delineado 1.
Pais 2. Escola e 3. Sociedade.
O papel da família é
importante na prevenção das dependências desde o nascimento da criança. Antes
de a criança nascer, a família é um sistema complexo de personalidades e
dinâmicas, individuais e colectiva, refiro-me aos papéis, às regras, às funções
e convicções que regem a estrutura familiar no seu todo. A personalidade da
família revê-se nos padrões e nas espectativas, nos sentimentos, pensamentos,
nas suas crenças e tradições. O nascimento de uma criança vem modificar este
sistema.
Se um membro da
família tem um problema ou doença, esta situação dramática não afecta somente o
individuo (doente), pelo contrário, todas as pessoas são afectadas, incluindo
as crianças. Refiro-me a todo o tipo de adversidade, desde as doenças,
acidentes, crise, desemprego, divórcio, adultos dependentes de drogas e/ou álcool,
e/ou desilusões e fracassos oriundos dos projectos individuais, profissionais e
económicos dos adultos. Nesse sentido, é durante a fase da socialização que
surgem os desafios mais complexos na educação da criança, visto nenhuma família
estar a salvo da adversidade. Como adultos sabemos, pelos motivos mais
evidentes e dolorosos ao longo do devir, que a vida é difícil. Agora, como é
que integramos esta questão existencial no plano de educação do(s) nosso(s)
filho(s)? Como é que o(s) preparamos para enfrentar a adversidade?
Uma das respostas, residem no meu entender, com as nossas
características individuais e sociais, como pais e indivíduos. Ao longo da
vida, geramos aquilo que consideramos merecer e essa atitude também se reflecte
na família; se considerarmos que somos indivíduos resilientes na gestão da
adversidade e dos sentimentos, se considerarmos que somos indivíduos felizes,
se possuirmos um propósito e sentido no rumo da vida, a nossa família, também
irá colher estes frutos que a sustentaram nos momentos difíceis, caso
contrario, se nos considerarmos indivíduos egocentristas e hedonistas, com
baixa auto estima, ressentidos e umas vitimas das pessoas e do mundo, estaremos
a minar nossa família. É imprescindível que sejamos honestos connosco próprios,
a fim de consigamos monitorizar os efeitos e o impacto do nosso comportamento
na família, incluindo das crianças. Se o fizermos estaremos a garantir zelo
pela estrutura (sistema) familiar. Sabia que uma parte muito significativa do
nosso comportamento, para com a família nuclear (esposa/o e filhos), é herdado
dos nossos pais, avós ou outras pessoas significativas? Refiro-me às tradições,
aos valores e convicções e à vinculação. Podemos transportar uma herança familiar dolorosa
de abuso ou negligência que poderá afectar a vinculação com os nossos filhos e
podemos encontrar dificuldades em desempenhar a tarefa de educar e ao mesmo
tempo, ser felizes. A nossa educação parental assenta em modelos que conhecemos
e nos são familiares. Quais são as regras que nos ensinam para educar os nossos
filhos? Ainda recorremos a um método que se resume a experimentar, através da
tentativa e erro, isso significa que não dispomos de informação, assim como,
aquela informação que possuímos pode estar errada.
Por outro lado, sabemos que para se ser uma família feliz,
não é preciso ter tido uma educação fora de serie e/ou um possuir estatuto social elevado,
basta assumir um compromisso honesto, devotado ao amor e dar o melhor possível.
Um pai e uma mãe comprometida com a educação e a família na
prevenção das dependências:
- Dá o exemplo, exerce disciplina (não é ser amigo/a do filho,
ele já tem amigos suficientes, os filhos precisam de um mentor e de um/a coach),
- Negocia e comunica o mais abertamente possível sem tabus,
- Desenvolve a resiliência, ajuda os filhos a fazer a
auto-regulação dos seus sentimentos dolorosos em vez de satisfazer as suas
vontades e os ímpetos da criança porque se sente culpada/o e não consegue dizer
Não,
- Ensina a controlar o comportamentos e reforça valores e
tradições saudáveis,
- Reforça a auto conceito e a auto estima, não me refiro ao
culto do ego ou da imagem.
- Promove uma vinculação com base no encorajamento, no amparo,
na pertença e na aceitação (amor).
Já referi esta afirmação várias vezes, na prevenção das
dependências é urgente uma revolução no sistema e no paradigma actual, nos
políticos, nos líderes, nas instituições, famílias e profissionais que zelem e
se comprometam pelo futuro dos nossos filhos, porque o mundo dos adultos não é
seguro para algumas crianças vulneráveis. Se conseguirmos educar os nossos
filhos, se conseguirmos que eles possuam as competências e o talento necessário
a fim de usufruírem uma vida plena, teremos conseguido com sucesso a nossa
missão, aquela que considero ser a mais altruísta e abnegada de todas, ser pai
ou mãe.
Se não formos nós, pais e família, a abordar o tema da
prevenção das dependências e do consumo de drogas lícitas, e/ou ilícitas,
outras pessoas, que não amam os nossos filhos como nós próprios, vão faze-lo.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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terça-feira, 13 de maio de 2014
38ª Dica Arte Bem-Viver de 11/12/2011
Olá
Em algumas Dicas Arte Bem-Viver procuro dar especial
ênfase à importância dos relacionamentos significativos e dos princípios que
sustentam esses elos frágeis, mas resilientes, por ex. a honestidade, a
empatia, a responsabilidade, assertividade, o compromisso, a confiança,
intimidade. Ao longo da vida criamos um Sistema de relacionamentos, uns mais
significativos que outros, visto a nossa sanidade mental depender deles.
Um sistema consiste num conjunto de factores interligados de
modo a formar um todo organizado. Qualquer tipo de sistema serve um determinado
objectivo. No sistema de relacionamentos existe um conjunto, complexo e
delicado de factores que geram um fluxo de energia e um equilíbrio, idêntico a
uma dança. Por exemplo, porque é que mantemos um relacionamento íntimo e
honesto, com uma pessoa, durante vários anos enquanto com outra pessoa
diferente, resume-se a poucas semanas? Todavia, podemos escolher os amigos, mas
não escolhemos a família.
1. No sistema de relacionamentos é normal existir crises ou
separações. Os sentimentos de dor inerente à crise ou à separação serão mais
valorizados se encontrar um sentido/propósito, visto identificar as
competências e os recursos necessários através da adversidade.
2. No sistema de relacionamentos é mais importante saber
quando é que uma crise pode ocorrer, do que preocupar-se, se a crise vai surgir
ou não, antecipando cenários catastróficos.
3. No sistema de relacionamentos é essencial a comunicação
honesta, quer seja durante as crises ou não. Fomente a flexibilidade das
ideias, a melhor maneira para o conseguir é parar de falar e começar a ouvir.
4. No seu sistema de relacionamentos seja comunicativo. É
normal haver diferenças de ideias e de opiniões, diferentes experiencias.
Invista nos interesses em comum, dos relacionamentos, em vez das posições
individuais. Não perca demasiado tempo a discutir problemas, centre-se nas
soluções.
5. No seu sistema de relacionamentos seja comunicativo não
tolere a violência física, emocional, agressões verbais, humilhações ou
qualquer outro tipo de maus tratos.
Lubrifique o seu sistema de relacionamentos significativos e
faça a manutenção.
Votos de uma semana comunicativa e re-invente-se nos
relacionamentos.
Cumprimentos
Comentário: Sabia
que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os
amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e
vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e
para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 164ª publicação.
Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) gratuitamente,
basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva:
Dica Arte Bem-Viver.
As pessoas mais felizes gostam de pessoas. Mais Vale Prevenir Do Que
Remediar
Todos os dados são confidenciais.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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terça-feira, 19 de abril de 2011
À deriva na ambivalência (crise)
Mais Vale Prevenir Do Que Remediar procura ampliar a sua acção na divulgação, na informação, no apoio junto do maior numero possível de pessoas e instituições de forma a sensibilizar para a importância da Prevenção das Dependências e na luta contra o estigma, a negação e a vergonha. Desta vez, publiquei um artigo no Portal de Educação (Educare.pt) com o titulo "À deriva na ambivalência (crise)".
Acredito que os nossos jovens (portugueses) necessitem de alargar os seus horizontes e competências individuais e sociais (valores morais e espirituais) e explorar conceitos como o Propósito, o Sentido e o Significado do Rumo das suas vidas, desde o seu nascimento e ao longo do seu desenvolvimento, com o apoio dos pais, família, grupo de pares, da escola e da comunidade. Ao contrario do que vem acontecendo ao longo das ultimas décadas, onde o consumismo, o materialismo, o ego frenético através do individualismo, assume um papel preponderante na cultura portuguesa e no mundo, um óptimo exemplo é a crise social que actualmente afecta milhares de familias.
Neste preciso momento, enquanto você lê este post, algumas pessoas, incluindo as crianças, estão a sofrer com a perda de qualidade de vida.
Siga o link. Procure na rubrica designada por A PALAVRA A... "À deriva na ambivalência (Crise)" e faça o seu comentário.
http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=90393CD55894F36DE0400A0AB8001D4D&channelid=90393CD55894F36DE0400A0AB8001D4D&schemaid=&opsel=2
Os meus sinceros agradecimentos à equipa coordenadora do EDUCARE.pt pela sua total disponibilidade em apoiar o Mais Vale Prevenir Do Que Remediar no seu movimento junto de pessoas e instituições, através do seu site. As crianças são um tesouro demasiado valioso para ser negligênciado.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
A Maior Flor do Mundo | José Saramago
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sábado, 28 de novembro de 2009
Fantasmas na Familía que precisam de ser identificados

Como a Qualidade de Laços na Família Previne ou Contribui para a Psicopatologia Infantil e da Adolescência.
Todas as crianças precisam de uma pessoa, nas suas vidas, que seja doida por elas. Todas as crianças necessitam de saber que existe uma pessoa que é doida por elas e que estará lá sempre. Foi assim que conseguimos evoluir e sobreviver como uma espécie neste planeta. É por haver pessoas que são doidas por nós, enquanto somos crianças, que conseguimos sobreviver. Geralmente, essas pessoas são os nossos pais e/ou outras pessoas significativas. Para muitos, os primeiros anos de vida são aqueles que não importam muito. Parte da existência que muitos já não se lembram do que aconteceu. Mas na realidade, será verdade?
Sabias que, aproximadamente ao 7º ano de vida, o teu cérebro ja esta programado para lidar com o mundo e programado na forma como experienciar o mundo? Sabias que é no primeiro ano de vida, que aprendes a lidar com sentimentos, tais como, a confiança e a desconfiança? Sabias que quando nasces, a capacidade de absorver memória emocional está completamente formada? Sabias que, nos teus mecanismos cerebrais, a memória das coisas que te lembras é diferente da memória emocional? Quantas vezes já pensaste sobre um assunto de maneira diferente, ao longo de um período de tempo, mas o sentimento não muda? O sentimento está registado na “memória” do teu corpo.
Quando os pais expõem as suas preocupações sobre o comportamento dos seus filhos, regra geral, eles querem saber o que é que posso fazer para mudar o comportamento, para que obedeçam aos pais. No caso de trauma para que fiquem saudáveis, e assim por diante. Agora, o que raramente acontece é aparecerem pais a perguntarem-me “O que é que eu posso mudar nas minhas atitudes e no meu comportamento para ajudar o meu filho/filha?”.
Tendo em consideração a psico-biologia da criança, o papel dos pais é ensinar aos filhos, como se auto-regularem psicologicamente, pois é com essas “ferramentas” que vão lidar com o mundo. E é utilizando essas competências (ferramentas) que vão construir outros laços significativos e/ou desenvolver relações destrutivas com outras pessoas.
Quando o bebe nasce, uma das suas primeiras competências é o desenvolvimento da visão, são os pais, para quem ele vai olhar (identificar), sente que estão lá para cuidar dele, é o primeiro passo, da sua personalidade emergente, para o desenvolvimento da auto-estima. Quando o bebé chora e os pais acodem de imediato, ele sente-se seguro, num “mundo” repleto de possíveis predadores. Posso também acrescentar, por exemplo enquanto o bebé chora, e um dos seus progenitores procura sossegar (embalar), através de uma voz suave, (ex. cantando uma velha cantiga), o cérebro do bebe é ajustado/regulado, reduzindo substancialmente os níveis de cortisol, (possibilitando a comunicação dos neurotransmissores), retornando então o balanço homeostatico (homeostase). È através deste processo que o bebé aprende a auto-regular (equilíbrio da emoções), não conseguindo fazer sem a contribuição dos pais. E pela atenção (disponibilidade emocional) que lhe presta quando brinca com ele, quando lhe dá banho, quando o consola quando chora, quando o alimenta, quando tem fome, que se sente digno de receber, ao ser valorizado, e por sua vez, aprende a valorizar e a dar.
Quando a crianças crescem, precisam de alguém significativo, de forma a assegurarem-se que não existe um dragão que os vai comer de noite quando ficam sozinhos no quarto. A criança precisa de protecção e orientação dos pais/pessoas significativas para lhe mostrar como se lida com as pessoas, de forma a aprender a construir e a manter laços saudáveis nos relacionamentos. Aprender a identificar uma injustiça e prevenir outra. Entre imensas necessidades, a crianças precisa também que os seus sentimentos sejam prezados, assim como, ensinado a lidar com eles. Aceitar a sua própria tristeza e estar presente nesses momentos dolorosos, aceitar a raiva sem o desvalorizar pessoalmente, mas mantendo sempre regras básicas que sejam justas e ajuda-lo a exprimir a sua raiva o mais congruentemente possível. A crianças precisam de orientação dos pais para que aprendam a lidar com a vergonha e saber lidar com a ansiedade, gerado pelo de sentimento de culpa. A criança precisa dos pais para descobrir que o segredo baseado em medo corrói mais do que nada, e por isso a criança precisa da compreensão, aceitação e justiça, enfim, precisa que os pais sejam um espelho da sua alma para que se veja nos seus olhos, para que se encontre neste mundo e desenvolva uma capacidade saudável de estar consigo próprio e em se relacionar com outros. Não te esqueças, pai, mãe ou pessoa significativa, és o primeiro arquétipo, o primeiro significado da vida da criança.
Pai, mãe e/ou pessoa significativa, isto só pode ser feito de duas maneiras. Primeira, como criança foste assim educado, respeitado e continuaste a seguir esse rumo, ou segundo, com as melhores das intenções foste moldado à expectativa dos outros e nunca te encontraste, pois os caminhos que te indicaram não eram as estradas da tua alma, e como te perdes a maioria das vezes, perdes os outros também.
Tiveste então que seguir um caminho pelo qual a estrada nem sempre foi a direito (como qualquer outra estrada) e também foste aprendendo ao longo da tua vida a identificar os teus direitos como criança, para que agora como pai e/ou mãe consigas fazer diferente, daquilo que fizeram contigo, com os teus filhos.
“Would not God find a way out, some superior deception such as the grownups and the powerful always contrived, producing one more trump card at the last moment, shaming me after all, not taking me seriously, humiliating me under the damnable mask of kindness?”
Hermann Hesse, “A Child’s Heart”
Aproximadamente, em 90% dos casos a psicopatologia infantil não é uma doença mental. São originados por conflitos emocionais (neuroses), juntamente com problemas de comportamento. Podem ser criados pela educação, pelo meio ambiente, juntamente com os genes. Mas atenção, não são os genes que ditam o comportamento, é o ambiente que reflecte e selecciona os genes que as tuas células vão utilizar. É assim que se forma a tua percepção, a tua memória emocional consciente e inconsciente assim como filtras e assimilas a realidade.
Se como pai, mãe e/ou pessoa significativa não conseguir regular a raiva do seu filho/a, provavelmente no futuro, ele não irá conseguir tolerar a raiva dos outros. Como pai, mãe e/ou pessoa significativa não conseguir estabelecer regras justas e regular os sentimentos de culpa do seu filho/a, é muito possível que ele não aprenda o significado de justiça, sentindo-se responsável pelos sentimentos dos outros quando crescer. Como pai, mãe e/ou pessoa significativa não permitiu a expressão das emoções, é natural que o seu filho/a, quando crescer, não saiba lidar com as suas emoções, assim como viver com as dos outros. E a lista continua.
Estes são os fantasmas “vivos” que atravessam gerações, mas que ninguém aborda, pois para muitos pais não sabem como lidar com estes assuntos (mitos e tabus). Como pai, mãe e/ou pessoa significativa para conseguir expressar e abordar estes fantasmas é necessário conhecer os seus “nomes”. A criança que não foi emocionalmente regulada/educada e não teve um “espelho da sua grandeza”, na realidade, nunca viu a sua cara.
A maior prevenção na saúde mental e psicopatologia, antes de medidas sociais e profissionais, sao vocês, como pais, mãe e/ou pessoa significativa. A sua missão como progenitor é desenvolver uma estrutura familiar segura aos seus filhos, para que eles aprendam a construir as deles.
Se queres saber mais sobre psicologia infantil e ideias praticas como lidar com as suas crianças, siga os links:
Dr. Miguel Mealha Estrada, PsyD, MBACP
Child and Adolescent Clinical Psychotherapist
Autism Spectrum Disorders Specialist Unit, London .
Contacto: santamaria@live.co.uk
Comentário: Desde já gostaria de expressar os meus agradecimentos ao Dr. Miguel Estrada pela sua participação no movimento/causa sobre a Prevenção. A prevenção assume um papel significativo na educação das nossas crianças e na nossa comunidade.
Como aprendemos a ser os adultos que somos? Na minha opinião, não existem fases (expressões populares entre pais) "Ah, o meu filho/a está numa idade dificil..." ou "Sabem como é....adolescência...é problematico." Todos nós, seres humanos sofremos as adversidades da vida.
Não é sinonimo de educação fazer com que os nossos filhos/as nos obedeçam (cegamente), atraves de regras desactualizadas, rigidas e ou demasiado passivas. Para eles (crianças) é demasiado confuso, por ex. um pai dizer/fazer uma coisa, e depois a mãe dizer/fazer outra. Há que encontrar, atraves da criatividade e do exemplo um espaço para educar e aprender a viver em conjunto/familía. Porque afinal, como adultos, também estamos a aprender com os erros...e algumas vezes os nossos filhos (crianças) sofrem as consequencias desses mesmos erros.
Prevenção é tolerancia, orientação, compaixão, assertividade (ex. dizer NÂO), limites e liberdade de escolha, é aprender a receber e a dar.
Um grande bem haja Miguel e abraço iluminado.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
How to Raise a Drug-Free Kid: The Straight Dope for Parents
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Resiliência e Alcoolismo
O estudo da resiliência tem me apaixonado e motivado, quer seja na área profissional quer seja na área pessoal. Tenho acompanhado desde alguns anos este “fenómeno” tão interessante e potencial da raça humana, da capacidade de nos surpreender-mos (descoberta e conhecimento interior) e pela auto realização. Muitas das vezes encontramos “forças” onde jamais imaginaríamos possível.Até recentemente, estudos revelavam que o impacto que pais que consumiam de drogas e ou álcool provocavam nas crianças era unicamente negativo, quer a curto e a longo prazo. Contudo a evidencia revela um padrão diferente no impacto neste tipo de problemas. “De uma maneira geral associava-se, com demasiado ênfase no passado, sérios riscos a filhos de pais que apresentavam problemas relacionados com o álcool quando estes atingissem a idade adulta, todavia a resiliência de tal associação/ligação tem sido menosprezada.” (Velleman & Templeton, 2003. Estudos revelam alguns factores que podem minimizar o impacto negativo de problemas relacionados com o álcool e com drogas. Parece que algumas crianças resilientes não desenvolvem problemas significativos, ou não desenvolvem problemas diferentes de crianças, cujos pais não apresentem comportamentos problema relacionados com o abuso de substancias, quer seja na fase da adolescência que seja na fase adulta; eles próprios desenvolvem as suas próprias famílias.
A resiliência pode ser encontrada num numero identificado de factores de protecção e dinâmicas (processo), que presentes podem ser um apoio benéfico para a criança ou o jovem. Podemos considerar factores de protecção a auto estima elevada e a auto confiança, eficácia pessoal, habilidade em gerir a mudança, apresentar um leque variado de competências capazes de resolver problemas, experiência previa de sucesso e auto-realização, tal como crescer numa família pequena, diferenças de idade significativas entre irmãos, separação reduzida durante o primeiro ano de vida da pessoa mais significativa (ex. mãe), laço/vinculo positivo e forte com pelo menos um adulto num papel protector (ex. pais, irmãos e avós), sistema de apoio positivo por detrás desta relação significativa e envolvimento numa variedade de actividades.
O processo do factor de protecção inclui redução no impacto de risco ( “falsificar” / dissipar o risco ou alterar a exposição a esse mesmo risco), redução na cadeia de reacções negativas, manutenção da auto estima e na eficácia pessoal, presença de oportunidades, bem como, competências, temperamento e valores individuais que contribuam para uma utilização eficiente das habilidades pessoais, estilo e características (combinação / referência) do papel dos pais, apoio de adultos significativos, oportunidades positivas em fases de transição da vida pessoal . Como é que a resiliência pode ser promovida e direccionada nas transições chaves da vida ou é em fases de desenvolvimento. Assim em termos de intervenção com crianças e ou jovens afectados por pais com problemas de consumo de substancias é importante que os profissionais, tenham em linha de conta, qual abordagem que melhor se adapta a cada caso, com base em factores de risco ou em factores de protecção; evidentemente esta abordagem irá claramente depender das circunstancias, todavia pode ser determinante permanecer atento a ambas abordagens.
A resiliência tem que ver com a capacidade de um indivíduo para ultrapassar os traumatismos e construir-se apesar das feridas. O funcionamento resiliente edifica-se através de um jogo complexo de processos defensivos de ordem intrapsíquica e de factores de protecçõo internos e externos. O estudo da resiliência vem completar o campo da psicologia clínica e da psicopatologia ao constituir um novo modelo fundado na abordagem do sujeito encarado na sua globalidade, com os seus recursos e os seus processos defensivos assim como com as suas fragilidades.
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