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quarta-feira, 30 de julho de 2014

As pessoas mais felizes gostam de pessoas



Somos mais parecidos uns com os outros do que aquilo que imaginamos. As pessoas mais felizes gostam de pessoas

sábado, 8 de março de 2014

36ª Dica Arte Bem-Viver de 27/11/2011


Olá
Perante o fenómeno complexo das relações interpessoais, no dia-a-dia, a comunicação honesta e assertiva assume um papel de destaque que necessita de uma actualização constante das nossas competências.

- Na comunicação procure dar prioridade em compreender o ponto de vista da outra pessoa, antes mesmo que expor o seu. Erradamente, revelamos demasiada preocupação em expor o nosso ponto de vista, e só depois entender o ponto de vista do outro. Se estiver realmente interessado/a em aprofundar o assunto em questão, invista na arte de fazer perguntas importantes. Oiça aquilo que é dito, não aquilo que você pensa que é.
- Na comunicação seja zeloso para com os compromissos que assume. Não existe maior desilusão quando alguém promete algo e depois não cumpre. Seja honesto/a consigo, e se verificar que não consegue cumprir os compromissos, não os assuma. Simplifique, evite ser agrador/a.
Votos de uma semana produtiva na comunicação interpessoal

Cumprimentos

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 154ª publicação.

Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Mais Vale Prevenir Do Que Remediar

domingo, 28 de julho de 2013

Consumo de Canabis (Marijuana) e o cérebro do adolescente

sábado, 13 de julho de 2013

"A minha declaração de compromisso para com as minhas crianças"



Tradução: A minha declaração de compromisso para com as minhas crianças.
Enquanto eu estiver vivo irei sempre ser, em primeiro lugar o/a teu pai/tua mãe, e em segundo lugar, serei teu amigo/a. Porque te amo, irei ser o teu amparo, irei reagir às tuas investidas contra certas regras, irei dar conselhos e lições de moral, irei deixar- te cheio de raiva, irei ser o teu pior pesadelo e irei à tua procura como um cão de caça. Quando realmente perceberes que o meu papel é este, nessa altura, vou aceitar que já és um adulto responsável. Ao longo da tua vida, não irás encontrar ninguém que te ame, apoie, reze e se preocupe contigo, mais do que eu. O meu trabalho como progenitor/a, para contigo, nunca estará completo se tu, pelo menos uma vez, não resmungares, “Eu odeio-te”, em toda a tua vida.  

Se você é pai/mãe e concorda com este texto, partilhe este post.
Autor Anónimo

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Evidência cientifica reforça a necessidade de medidas preventivas



De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) 25 e 50% das pessoas podem ter sido abusadas fisicamente durante a sua infância. Uma experiência definida como o uso da força física que prejudica a saúde da criança, a sobrevivência, o seu desenvolvimento ou dignidade. Maus tratos na infância não se restringem somente ao abuso físico, as crianças também podem ser emocional ou sexualmente abusadas ou negligenciadas e essas experiências podem ter implicações serias e duradouras para a saúde do adulto.
A associação entre o abuso sexual infantil e problemas de saúde psicológica na vida adulta actualmente já estão documentadas e confirmadas. No entanto, os resultados na saúde da criança sobre o impacto da exposição aos maus tratos, não sexuais (abuso físico, emocional e negligência), a longo prazo, não têm sido sistematicamente examinados.

No ano passado, uma revisão sistemática e meta-análise publicada na PLoS Medicine (Norman e colegas, 2012) facultou um melhor entendimento sobre a associação entre a exposição ao abuso físico, abuso emocional e negligência na infância, os resultados de saúde física e mental mais tarde na vida adulta.

Abuso físico, abuso emocional e negligência são normalmente ligados a efeitos na saúde física e mental
Crianças emocionalmente abusadas apresentaram um risco três vezes maior de desenvolver doença mental – depressão e ansiedade. Efeitos idênticas de maus tratos à criança (não-sexuais) apresentam um risco significativo de desenvolverem perturbações do comportamentos alimentar, uso de drogas e álcool e comportamento suicida.

O único resultado, na saúde física, para o qual existe uma forte evidência de uma associação aos maus tratos (não sexuais) à criança é o das doenças sexualmente transmissíveis e/ ou comportamentos de risco associado ao sexo. Estes resultados foram cerca de 1,7 vezes mais prováveis em pessoas com uma história de abuso.
A evidência para uma associação com doenças crónicas, como o acidente vascular cerebral, a obesidade, a artrite e dor de cabeça / enxaqueca era fraco e inconsistente.

Norman RE, Byambaa M, De R, Butchart A, Scott J, et al. (2012) The Long-Term Health Consequences of Child Physical Abuse, Emotional Abuse, and Neglect: A Systematic Review and Meta-Analysis. PLoS Med 9(11): e1001349. doi:10.1371/journal.pmed.1001349
Andrews et al (2004) Child sexual abuse. In Comparative quantification of health risks: global and regional burden of disease attributable to selected major risk factors (PDF) (Ezzati et al, editors). WHO, Geneva; pp 1851-1940

Comentário: De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde sobre o numero sobre as crianças abusadas e negligenciadas, são preocupantes visto representarem um custo muito elevado (Estado) e perda da qualidade de vida (doença, crise, acidentes, dor e sofrimento etc). Apesar de, em Portugal  o numero de jovens que consomem e  abusam de drogas, incluindo o álcool, ao longo das suas vidas, não ser generalizado, isso não significa que não seja prioritário um plano nacional de prevenção das dependências;  nicotina, canábis,  álcool (qualquer bebida com teor alcoólico). De acordo com o ultimo inquérito (2007) o alto grau de dependência afeta 10% dos fumadores, sendo a motivação para parar de fumar reduzida  (85,5% dos fumadores). Por outro lado, assistimos impotentes ao aparecimento de novas drogas, senão vejamos, após o recente decreto que proíbe a venda de drogas nas smartshops já surgiram seis novas substâncias psicoativas. O cánabis é a drogas mais consumida entre os jovens. Nos últimos anos têm surgido mais pedidos de ajuda a jovens que desenvolvem comportamentos problemáticos associados ao consumo excessivo de cánabis (psicoses, abstenção e redução do aproveitamento escolar, impulsividade, depressão, perda da memoria e concentração). 
Apesar de o estudo realizado pela CESNOVA (Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa) revelar que o consumo generalizado, sobre a prevalência de embriaguez ter caído, é do conhecimento geral, que os jovens, alguns menores de idade, desenvolvem uma cultura de divertimento muito forte associada ao abuso do alcool (Binge Drinking) cujo intuito é a embriaguez; por exemplo as queimas, os espectáculos de musica e as saídas à noite. 
Podemos concluir, depois do estudo da OMS, que as crianças que tenham sofrido qualquer tipo de abuso (emocional, físico e sexual) e negligência parental estão em risco de desenvolverem comportamentos de alto risco associado ao álcool e/outras drogas e perturbação do comportamento alimentar.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Publicidade? "Quanto baste"


Como é que a publicidade influencia os jovens?
Apesar deste video reportar-se à realidade americana, este fenómeno das técnicas agressivas de marketing, que geram pressão social e psicológica,  também  afecta negativamente as jovens portuguesas. Todos os dias, 365 dias por ano, estamos sujeitos aos mais diversos estímulos  cujo objectivo é simplesmente o  lucro das grandes multinacionais e das modas. 
Não vá em modas disfuncionais; pelo contrário faça questão de as quebrar: Seja você mesmo, ser único/a e criativo/a.
Siga o link e veja o video Causa e efeito.

domingo, 24 de junho de 2012

Pedidos de Ajuda: Quebrar o estigma, a negação e a vergonha


Alguns pedidos de ajuda que recebo por email. Todos os dados das pessoas envolvidas, nestas histórias reais, foram modificados de forma a manter o sigilo completo. Respondo a todos os pedidos de ajuda.

1. “Boa tarde, chamo me T. Hoje durante a hora de almoço deparei-me com o seu blogue e gostaria de saber se pode prestar apoio.
 Resumindo, o meu filho, de 16 anos, por uma questão de alguma baixa estima (provocada por uma limitação física), talvez por não ter tido o acompanhamento paterno que deveria e talvez também por uma questão de fragilidade da própria personalidade, começou a consumir marijuana.
Sei que não é todos os dias, sei que não é em grandes quantidades, mas tem todos os indícios de já ter apanhado o vício. Tem um grupinho de colegas da escola que também fumam. Jura que nunca irá para as drogas mais fortes, mas a verdade, é que cada vez noto-o com mais necessidade de sair de casa, depois do jantar, para estar com o grupo de amigos. Já falei, montes de vezes, com ele, já o chamei à razão, ele diz-me que faz menos mal que o tabaco normal, e para eu estar descansada que ele sabe controlar-se.
Tentei proibi-lo de sair, mas ele ficou muito revoltado. Mais tarde, pediu desculpa, dizendo que não é o filho que eu gostava que ele fosse. Conheço bem o meu filho, é um miúdo sensível, muito amigo do seu amigo, e isso também o torna um bocado influenciável.
Não sei muito bem como atuar, sinto que tenho de manter um equilíbrio entre o coração e a razão, tenho tentado fazer isso, mas também penso que se o proibir de estar com os amigos, vou perder uma grande parte da sua confiança, até porque alguns deles são colegas de turma. Neste momento, fumar umas ganzas é tão natural, como na minha adolescência, fumar cigarros normais.
Gostaria de um conselho. Agradecida”

2. “Chamo me A. e o acaso quis que abrisse o seu blogue sobre a prevenção das dependências. Sou professora e a grande maioria dos meus alunos apresentam comportamentos desviantes tendo já um percurso de vida bastante atribulado, uns institucionalizados, outros com historiais de consumos e pequenos furtos, e claro, todos em situação de abandono escolar. Gostaria de saber qual a possibilidade e disponibilidade de uma intervenção sua junto das nossas turmas. Atenciosamente."

3. Chamo me P. e tenho um filho adicto que consome drogas desde os 12, actualmente tem 36 anos. Já fiz de tudo para o ajudar, mas ao fim de um determinado tempo, acaba por recair, e consequentemente, também sinto na “pele” as consequências negativas da sua adicção, visto ele viver comigo. Já estou cansada de abordar o assunto, onde ele, inclusive, já perdeu a família, incluindo três filhos, dos quais não pode contactar, por decisão judicial. Não sei mais o que fazer. Por favor ajude-me. Obrigada"

4. Olá meu nome é C. e há um mês descobri que meu filho, de 14 anos, está dependente de drogas. Foge de casa, quando regressa, é um farrapo. Chora imenso e pede ajuda para o problema das drogas, mas quando estamos dispostos a ajuda-lo, ele afirma que não quer ajuda. Como ele não tem recursos financeiros próprios, decidiu-se pelo tráfico para consumir, ou seja não sei mais o que faço. Devo coloca-lo num colégio interno para afastá-lo da droga? Uma vez que ele é menor de idade e não tem poder de decisão sobre si.
 Aguardo sua opinião, Obrigada”

5. “Chamo-me R. sou estudante de um curso de nível 4 na área das toxicodependências. Neste momento estou a fazer o estágio numa instituição que está interessada em participar na Acção Europeia sobre a Droga (EAD), nesse sentido, terei que propor um tema na área da prevenção. Andei a pesquisar na Internet e descobri o seu blogue, gostaria de saber se pode facultar informação específica sobre prevenção primária para escolas do 1º e 2ºciclo. Encontro imensa informação, mas como sabe, é excessiva e não é muito explícita. Se puder ajudar, agradecia imenso, visto este trabalho ter um significado muito importante, visto tratar-se do estágio curricular.
Obrigada pela atenção, com os melhores cumprimentos”

Comentário: O motivo da publicação, deste pedidos de ajuda, no blogue é unicamente, quebrar o estigma, a negação e a vergonha associados às dependências de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas. Portugal precisa, urgentemente, de uma cultura, ativa e diferente, que previna as dependências, atualmente, não existe prevenção.
Gostaria de alertar para a cultura que bebe, que reforça e promove o consumo de bebidas alcoólicas entre jovens menores de idade. Por exemplo, até à data deste post, Portugal é o único país da União Europeia, onde é permitido a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a menores de idade. Sabia que o abuso do álcool e o alcoolismo são um problema de saúde pública? Sabia que o álcool é a substâncias psicoactiva mais perigosa?
Você tem filhos? Já falou com eles sobre o consumo de bebidas alcoólicas? Já abordou o tema das drogas ilícitas? Já abordou os riscos do abuso (binge drinking – consumo excessivo de bebidas alcoólicas cujo intuito é a intoxicação /embriaguez) e do alcoolismo. Se você não o fizer outras pessoas fazem por si. Você tem alguém na sua família com problemas associados ao abuso do álcool e/ou do alcoolismo ou drogas ilícitas? Se a resposta for sim, mais uma razão forte para abordar o assunto em família, incluindo os jovens. Promova a comunicação, na família, que ajude a quebrar os tabu e  os mitos associados às drogas lícitas e/ou ilícitas.
Importante: Caso você esteja interessada/o em ver esclarecido algumas questão em relação à prevenção das dependências envie um email. Todos os dados pessoais confidenciais
Caso esteja interessado sobre a realidade Portuguesa e as drogas.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Questionário: Jovens Adultos e a Relação com o álcool (Queima das Fitas 2011)



"Assunto: Questionário sobre Jovens Adultos e a Relação com o Álcool
Exmos. Srs. da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAV) e organização da Semana Académica,

Sou um profissional que trabalha na área das dependências - comportamentos adictivos (álcool e drogas). Neste momento, estou a fazer um trabalho sobre os adolescentes (jovens adultos) e a relação com o álcool e gostaria de saber se podem responder a este pequeno questionário relacionado com a Festa Académica.
Lamento ocupar o V. tempo, mas como sabem esta temática é demasiada importante e afecta milhares de lares (famílias, incluindo as crianças) em Portugal.

Aguardo uma resposta tão breve quanto possível.

Atenciosamente,
João Alexandre Rodrigues
Addiction Counselor"

A seguir apresento as respostas enviadas pela Associação Académica Universidade de Aveiro (AAUAV).

Questionário:
1. Qual o numero de aproximado de pessoas que participaram na Festa Académica? Por ex. nos eventos musicais?
AAUAV: O número de participantes no total ronda os 35.000, cerca de 4.000 por dia.

2. Consideram que os participantes na Semana Académica são maioritariamente jovens? Se sim, qual a faixa etária?
AAUAV: São maioritariamente jovens na faixa etária entre os 18 e os 25 anos.
«»
Tendo em consideração que o álcool é uma droga e que o alcoolismo é um problema de saúde pública em Portugal, existe uma "cultura que bebe".

3. Consideram que a Organização da Semana Académica, em conjunto com a Industria do Álcool através de técnicas de marketing agressivo, permitem estimular o abuso de bebidas alcoólicas entre os jovens, visando unicamente o lucro, durante a Semana Académica?
AAUAV: Não. O álcool é encarado não só pelos participantes nas festas académicas como um pouco pela sociedade em geral como um apoio à diversão. O marketing de guerrilha não afecta unicamente as semanas académicas pois verifica-se que o consumo do álcool aumenta nos jovens é cada vez mais cedo. Na semana académica de Aveiro não existe excepções neste caso, ou seja, o álcool também é encarado como um facilitador. No entanto, a actividade da Associação Académica, em conjunto com os seus parceiros, pauta-se não pela proibição, dado o meio em que a festa se realiza, mas antes pela sensibilização e prevenção de comportamentos de risco.

4. Na opinião da organização qual o efeito pratico e efectivo do slogan "Seja responsável, beba com moderação" durante a Semana Académica?
AAUAV:  Este slogan tem um maior efeito prático noutras ocasiões mas nas semanas académicas permite reduzir alguns consumos.

5. Qual o numero de pessoas admitidas nos serviços de saúde por problemas relacionados com o abuso de álcool?
AAUAV:  O número de pessoas não é um dado relevante principalmente por ser reduzido.
«»
Fenómeno Binge Drinking - Abuso no consumo de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação (embriaguez). Por ex. entre os homens o consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante dias seguidos e afecta negativamente os comportamentos dos jovens (algumas consequências previsíveis após o Binge-Drinking: acidentes, condução sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência e abuso, doenças sexualmente transmissíveis, intoxicação alcoólica e morte

6. A organização considera que o fenómeno do Binge-Drinking está presente durante a Semana Académica?
AAUAV: Pode considerar-se que é uma técnica usada em pequenos grupos.

7. Consideram que o Binge- Drinking assume contornos e consequências preocupantes entre os jovens, em Portugal?
AAUAV: Esta é uma técnica que poderá ter tendência a aumentar principalmente pelo uso do "shot". Os jovens são mais vulneráveis a esta situação pelo que neles os contornos são mais preocupantes, principalmente pelo conceito do álcool facilitador da introdução social.

8. Quais a medidas tomadas pela Organização da Semana Académica de forma a monitorizar e a prevenir o Binge-Drinking e comportamentos de riscos, assim como o abuso e as consequências negativas associadas ao consumo excessivo de álcool e/ou drogas licitas e/ou licitas?
AAUAV: Como referi anteriormente estamos perante uma faixa etária muito específica pelo que o nosso papel não deve incidir em proibições (excepto as que são realmente proibidas), mas antes adoptar uma postura de prevenção e sensibilização.   O papel da Associação Académica também é formar pelo que damos a conhecer os vários caminhos apelando para aqueles que consideramos correctos. Depois disso a escolha cabe a cada um. Poderá não ser o trabalho mais eficaz mas tem dado os seus frutos.
Agradecido pelo contacto e disponível para outras colaborações.
Atentamente

AAUAV"

Após esta resposta ao questionário constatei ser necessário reenviar novo email de forma a elucidar uma questão importante e central neste contexto sobre o Binge Drinking.

"Boa noite,
desde já os meus agradecimentos pela sua resposta e participação no questionário.

Permita-me só uma pequena questão.

Não referiu as medidas preventivas (concretas) assumidas pela organização quanto ao Binge Drinking e ao abuso do álcool durante as festas. De salientar o número elevado de participantes, como refere "O papel da Associação Académica também é formar pelo que damos a conhecer os vários caminhos apelando para aqueles que consideramos correctos."

O Binge Drinking não é uma técnica mas um fenómeno social entre os jovens, emergente e preocupante, que está a ser estudado, desde o final dos anos 90 nos EUA e em Inglaterra, infelizmente, em Portugal ainda é desconhecido e negado do público em geral.

Estou ao V. dispor para qualquer esclarecimento adicional."

Comentário: Enviei questionários para as mais variadas associações académicas de norte a sul do país, mas infelizmente só obtive resposta da Associação Académica de Aveiro que desde já felicito pela sua participação no questionário da Prevenção das Dependências.
A resposta ao questionário revela a falta de informação sobre o fenómeno Binge Drinking (abusar de bebidas alcoólicas cujo intuito é a intoxicação, embriaguez, e que pode prolongar-se por vários dias) e a inexistência de medidas preventivas.

O abuso do álcool ainda é associado, erradamente, ao lazer entre os jovens e não só. Creio que esta constatação se deve, a uma “cultura que bebe” e também aos esforços da Industria do álcool, através das suas técnicas de marketing agressivo, e à negação e estigma na nossa sociedade. Esta infeliz, mas esperada, constatação justifica este projecto - Prevenção das Dependências. Comente este post.




sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Se és jovem...qual a tua atitude?


Se és jovem e consideras o assunto - drogas licitas e ou ilicitas, incluindo o alcool e as dependências interessante podes seguir este link e ver o video (inglês). São jovens que atraves da informação e experiência desenvolveram uma atitude (escolha) sobre as drogas e as consequências adversas.


1. Se és jovem, consideras-te em risco de desenvolver uma dependência de drogas licitas e ou ilicitas, incluindo o alcool?


2. Se és jovem, consideras-te informado (realista, concreta, investigação, aconselhado) sobre o risco de abuso de drogas licitas e ou ilicitas, incluindo o alcool?


3. Se és jovem, sabes quais os factores de risco e os factores de protecção em relação a ti e às drogas licitas e ou ílicitas?


4. Se és jovem, discutes abertamente o assunto dependências e drogas em casa com os teus pais, técnicos?


Se és jovem podes enviar as respostas atraves do email xx.joao@gmail.com

Participa

Ver mais:


sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Prepare O Seu Filho Para Entrar Num Mundo Cheio de Drogas


"Já alguma vez sentiu uma dessas incríveis experiências paternas quando, por um instante, viu claramente quanta alegria, encanto e amor o seu filho trouxe à sua vida? Tive um desses instantes, anos atrás. Quando era estudante da Universidade da Carolina do Norte e o meu filho Danny tinha apenas quatro anos. Numa manhã de Inverno, acordei cedo para acabar um trabalho de fim de período antes do barulho do dia começar.
De repente, Danny saiu correr do quarto, gritando: “Neve! Neve!.” Olhei pela janela da cozinha e vi que o solo estava coberto por um manto espesso de neve fresca. As mãos de Danny tremiam ao tentar calçar as botas e vestir o casaco em cima do pijama. Estava corado e os seus olhos brilhavam. Lá fora, no alpendre, Charlie, o cão, sentiu a excitação e saltava no ar, tentando espreitar para dentro da janela da porta da cozinha. Finalmente, vestido, Danny precipitou-se lá para fora, tropeçou no Charlie e saltou do alpendre, com o cão nos calcanhares. Danny rindo e o Charlie a ladrar, correram pela neve acabada de cair.

Afastei o trabalho para o lado e fiquei sentado à mesa da cozinha, sozinho aquela hora da manhã, e observei o meu filho a brincar. Para ele, era o momento de pura e perfeita alegria. Para mim, era um momento perfeito como pai. Então atras de mim, o radio-despertador começou a funcionar, programado para tocar as sete da manhã. O noticiário dizia que uma capsula espacial tripulada iria entrar de novo na atmosfera terrestre naquela manhã.

Estávamos a meio da década de sessenta e os voos espaciais pilotados já eram considerados perigosos ao entrar em orbita, mas a entrada na atmosfera terrestre ainda causava um período de grande preocupação. Durante este período, os astronautas tinham de sair da segurança em orbita e atravessar um espaço durante o qual não conseguiam comunicar com a terra e os riscos aumentavam.

Enquanto observava Dannny e ouvia a radio, senti um medo vago e frio subir dentro de mim. Depois, Danny riu outra vez e desapareceu da minha vista. Sabia o que me causara medo; vira, algures no meu espirito, a comparação entre Danny e os astronautas prestes a entrar na atmosfera terrestre.

Naquele momento, ele estava lá fora, correndo em círculos no pequeno e seguro jardim das traseiras. Estava em comunicação directa com a família. Estava em orbita, às voltas. São e salvo. Mas também ele, como os astronautas, teria em breve de entrar no mundo. A escola, o desporto, novos amigos e novas coisas a fazer tirá-lo-iam da segurança da sua orbita familiar. Também ele, teria de passar por um período perigoso e sem comunicação. E um dos maiores riscos que o meu filho teria de enfrentar seria a droga. Isso eu sabia, mas pouco mais do que isso. Não fazia a ideia de como o ajudar a preparar-se para isso.

Esta consciência que interrompera e terminara o meu momento perfeito como pai, dera-me uma visão apenas dos ricos que o meu filho teria de enfrentar, e não o que fazer em relação a esses riscos. Só anos mais tarde, depois de Danny ter entrado no mundo e se envolver com drogas, tomei conhecimento das coisas que os pais podem fazer para dar aos seus filhos o saber, a capacidade e a força de que precisam para entrar num mundo cheio de drogas e poderem ultrapassa-lo. Seguem-se quatro amaneiras de ajudar o seu filho durante o tempo em que entra na mundo.

Fale com o seu filho sobre a influencia das drogasFaça com que os seus filhos conheçam todas as influencias das drogas. Diga-lhes que os espera. Use a lista de influencias para dizer ao seus filho o que os outros jovens dirão sobre a droga e a sua utilização. Temos de dizer aos nossos filhos – antes de outros adolescentes lhes dizerem – que o álcool e as drogas podem faze-los sentirem-se bem temporariamente. Temos de permitir que os nossos filhos saibam – antecipadamente – que alguns dos seus amigos irão usar drogas e pressiona-los a usa-las também. Se os nosso filhos souberem o que os espera, isso ajudá-los-á a fazerem planos e a prepararem-se.

Ouça o seu filho
È importante conversar com os nossos filhos sobre o álcool e outras drogas. Mas também precisamos de os ouvir.
Faça algumas perguntas para que eles se abram:
- O que é que pensas das drogas?
- O que mais te preocupa?
- O que estas a aprender sobre a droga?
- Há drogas na tua escola?
Depois ouça. Não debata nem discuta. Ouça apenas.

Ajude o seu filho a preparar-se para dizer «não» às drogas.
Podemos ajudar os nossos filhos a prepararem-se para dizer «não» às drogas, fazendo uma espécie de jogo. Nós assumimos o papel de um amigo ou de outra pessoa qualquer que lhes oferece álcool ou drogas, e deixamos que os nossos filhos se treinem connosco a dizer «não».
Também podemos ajudar os nossos filhos a prepararem-se para se livrarem de situações de consumo de drogas, ajudando-os a planear desculpas para sair dessa situação. Diga-lhes que qualquer desculpa serve, e que esta será confirmada por si. Eles podem dizer, por exemplo, que têm de ir ao dentista, ou que estão á espera deles em casa para limpar a garagem. Diga-lhes para dizer tudo o que for necessário e depois que lhe telefonem. Diga-lhes que irá busca-los a qualquer sitio, em qualquer altura.

Dê amor e apoio
Dizer «não» ás drogas pode fazer com que os adolescentes se sintam perdidos e infelizes. Os velhos amigos vão-se embora, e é difícil arranjar outros. Por vezes, dizer «não» pode causar solidão.
Durante estes momentos dolorosos, o amor e o apoio em casa pode tornar-se vital. Não minimize nem negue a dor do seu filho; dê-lhe apoio, dizendo: “ Eu sei que esta é uma altura difícil para ti. Sei que estás magoado. Quero que saibas que eu apoio a tua decisão de não ingerires drogas, e que gosto muito de ti.”

O amor é muito importante para ajudar os seus filhos a dizerem «não». Infelizmente, quando os adolescentes se envolvem com as drogas, o amor não conquista tudo. Por toda a América do Norte, há milhares de pais cheios de amor que podem dizer isto por experiência própria. Os pais também precisam de ser firmes."

“Os Nossos Filhos Livres da Droga” William Mack Perkins e Nancy Mcmurtie-Perkins


Comentário: Na minha opinião faz imenso sentido um pai/mãe ou pessoa significativa partilhar as suas experiência de sucessos e falhanços em relação à educação dos seus filhos. “Estamos todos no mesmo barco”. Revela o nosso lado humano (todos cometemos erros na educação dos nosso filhos e não somos pais perfeitos, isso não existe. Como não existem filhos perfeitos). Por outro lado, podemos sempre aprender com os erros dos outros e assim criar sinergias duradouras e saudáveis .Tal como este pai, podemos investir na prevenção. È um erro pensarmos que o nosso filho/a estará sempre em segurança (debaixo da alçada da família) em relação ao riscos de exposição e ou consumos de drogas. Hoje em dia as drogas, incluindo o álcool, encontram disponíveis em locais e pessoas que nunca imaginaríamos ser possível. Se não falarmos com sobre este assunto com os nosso filhos alguém poderá faze-lo, mais tarde, com o risco de a fonte dessa informação ser incorrecta, duvidosa e ou confusa.


[1] Algumas razões pelas quais nossos os jovens se envolvem nas drogas: “Todos os meus amigos bebem”; “Não pensei que me acontecesse a mim ter um problema com drogas”; “As pessoas que mais admiro bebem e tomam drogas”; “È proibido e perigoso” ;Televisão, cinema e musica; “Queria ser alguém”; “Está na moda ”; “È ser diferente

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Os Pais São Os Modelos dos Seus Filhos

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

"Os Amigos São Para As Ocasiões"


Como é que o problema do meu amigo/a pode ser assim tão sério……?“ A minha amiga Clara usa demasiado drogas e anda-me a preocupar. Ela pensa que consegue controlar, mas sinto que não. Ela afirma que usar drogas não é crime nenhum, é uma coisa perfeitamente natural.”



Nem todas as pessoas que bebem e que usam drogas desenvolvem todas o mesmo tipo de sintomas e sinais e ou consequências, mas uma coisa em comum têm de certeza:
- Se o teu amigo/a tem um problema com drogas ou com álcool e, senão pedir ajuda, as coisas podem tornar-se cada vez piores.As pessoas com problemas sérios de drogas e ou álcool não gostam de admitir esse problema, mesmo para eles próprios. No principio, podem afirmar que se sentem óptimos, que beber uns copos, fumar uns charros, usar umas linhas de cocaína são as melhores coisas que aconteceram nas suas vidas. Mas depois as coisas mudam e ficam piores. Eventualmente, se não pedirem ajuda podem desenvolver sérios problemas físicos, ex.; danos no fígado e disfunção no cérebro (células/neurónios), depressão e suicídio e alguns podem morrer com overdose. Ficar bêbado ou pedrado afecta negativamente a capacidade de raciocínio e do julgamento (avaliar as situações perigosas e de risco) podendo conduzir a comportamentos que as pessoas normalmente não têm se estivessem sem a influencia dessas substancias – tais como, fazer sexo sem tomar as devidas precauções, que pode resultar em gravidez indesejada, VIH (SIDA) ou outras doenças sexualmente transmissíveis. Consumir substancias, pode tornar-se perigoso para a saúde do teu amigo, também pode provocar o insucesso escolar, perder amigos verdadeiros, perder valores morais, acabando mesmo por perder o respeito si mesmo.

Os problemas com drogas e ou álcool não escolhem as pessoas. Também não se preocupam com que tipo de pessoa és, que tipo de cor, se és rico ou pobre, com a tua idade, com a tua sexualidade, ou de onde és. Não se importam se és um pessoa boa, ou se és um bom jogador de futebol. Qualquer pessoa poderá ter problemas com drogas ou álcool. È preciso prevenir comportamentos de risco e procurar recursos disponíveis, por ex; na escola, em amigos verdadeiros, em familiares ou profissionais.

"O que é que pode causar um problema deste tipo num dos meus amigos?"
Imensas coisas podem acontecer que conduzam a este tipo especifico de problemas. Uma dos problemas mais frequentes surge nas famílias, tal como doenças do coração, do cancro e diabetes. Se ambos ou um dos pais do teu amigo é um alcoólico, ou se existe uma historia de alcoolismo ou dependência de drogas é muito provável que o teu amigo também se torne num alcoólico ou num dependente de drogas.
Na maioria dos casos, as pessoas bebem ou consomem drogas como forma de evitar os problemas mais aborrecidos e desconfortáveis que surgem no dia-a-dia. Por exemplo, usam substâncias se sofrerem algum tipo de pressão da parte do seu grupo de amigos, se têm stress/pressão na relação familiar, a irritação e o sentimento de que os adultos têm uma tendência para tentar controlar a vida dos filhos/as , e ou o sentimento horrível de que se é diferente das outras pessoas todas. Usam drogas e ou álcool para se sentirem melhor consigo mesmos. Beber ou consumir drogas, pode tornar as coisas ainda piores, porque depois de experimentar, o mais importante é ficar pedrado ou sob o efeito do álcool, e uma vez que isto aconteça torna-se difícil parar. Depois precisa de usar mais, e mais, para se sentir normal. Isto é um problema na vida dos jovens que consomem substancias. O álcool e as drogas alteram a forma como se pensa. Sob o efeito de substancias os jovens acreditam que as coisas estão melhor ou pior do que realmente estão. O álcool e ou drogas fazemproporcionam uma sensaçãode bem estar; “sintas bem” quando “pedrado”, mas quando o efeito desaparece, começam a sentir-se deprimidos.

"Porque é que é tão difícil para as pessoas receberem ajuda?"Para a maioria das pessoas, incluindo os jovens, torna-se muito difícil e doloroso admitir que tem um sério problema com substancias. È especialmente difícil, porque quando se é jovem nunca se imagina que um problema destes possa existir. A maioria das pessoas pensa que os dependentes e os alcoólicos são pessoas adultas, de idade e que vivem na rua, na realidade, pode acontecer a qualquer um. As pessoas que desenvolveram um problema sério com substancias, incluindo o álcool, dizem que o problema não é assim tão grave, que não consomem assim tanto e que eles sabem perfeitamente o que está a acontecer. Afirmam que controlam a situação. Nestes casos, negar a existência de um problema é muito comum. De facto, esta negação, em conjunto com o esconder o abuso das substancias dos amigos, torna-se em muitos casos, um problema tão sério como o próprio problema de dependência das drogas e ou do álcool. Ficar dependente de álcool ou drogas acaba por “cortar” com as relações com as pessoas que se preocupam com o bem-estar, acabando por ficar sozinho, confuso e assustado.
Os dependentes acabam por passar grande parte do seu tempo sozinhos, afirmam que conseguem resolver sozinhos o problema e ou pensam que arranjando um namorado/a ira conseguir resolver o problema por eles. Seguem este comportamento como forma de manter escondido o problema de abuso de substancias. Em primeiro lugar, o teu amigo precisa de admitir que o abuso de drogas ou álcool esta a desgovernar completamente a sua vida. De qualquer maneira, ainda podes fazer alguma coisa caso o teu amigo não admita que tenha problema.

"O que é que posso fazer para ajudar o meu amigo/a?"È possível, ajudares um amigo que tem um problema sério com álcool e ou outras drogas. Se o teu amigo aceita ou não a tua perspectiva e ou sugestão é na realidade da única e exclusiva responsabilidade dele. Por vezes, uma abordagem a um amigo que está com problemas, acompanhado de um outro amigo mutuo, pode tornar a vossa intervenção mais fácil porque estás em vantagem em termos de segurança e apoio, visto vocês serem duas pessoas.
O primeiro passo para que o vosso amigo receba realmente a ajuda é; ele precisa de falar com alguém que o possa orientar sobre o seu problema com o uso de drogas ou álcool. Eventualmente, poderá admitir que tem um problema sério e concordar em parar completamente com os consumos de alcool e ou outras drogas. O teu amigo precisa de auxilio e de alguém em quem confie o seu problema. Tu não consegues forçar ou convencer alguém a pedir ajuda, mas podes encorajar e apoiar o teu amigo a procurar ajuda e quem sabe a encontrar ajuda profissional.
Se estás preocupado com um amigo que tem problemas é importantíssimo que fales com alguém, em privado, que sintas que te pode ajudar e orientar numa situação tão difícil como esta. Falar com alguém sobre o problema do teu amigo não significa que sejas desleal ou que o estejas a trair. È importante saberes os factos, coisas concretas que tenham acontecido e ou que eventualmente tenhas observado, se consideras ajuda-lo. Não procures ajudar o teu amigo sozinho, sem antes falares com alguém em quem confies; por exemplo, um professor/a, doutor/a, enfermeiro/a, pai ou mãe, um profissional de saúde (psicólogo ou conselheiro) que tenha conhecimento e que te possa orientar neste teu plano. Podes pedir a esta pessoa que mantenha a vossa conversa confidencial, contudo é importante fazer algo, antes que possa acontecer algum acidente. A vida do teu amigo/a é demasiado importante, por isso é preciso agir. Não precisas de mencionar o nome do teu amigo, podes optar por falar de uma maneira geral sobre o problema. Como podes compreender falar com um profissional poderá ajudar-te a escolher qual a orientação mais eficiente numa situação tão delicada como esta.
Se decidires falar com o teu amigo podemos dar-te algumas orientações que podem ajudar-te e também ao teu amigo considerando um plano sobre como e o que é que podem fazer:
- Procura perceber se a altura para falarem sobre esse assunto é a mais apropriada. Fala com o teu amigo/a quando ele esta sóbrio e com “a cabeça no lugar”; por exemplo, antes da escola começar.
- Nunca acuses o teu amigo de ser um alcoólico ou um drogado, em vez disso, procura expressar as tuas preocupações. Tenta não culpar o teu amigo pelo seu problema; se o fizeres ele/ela pode virar-te as costas imediatamente.
- Fala sobre os teus sentimentos em relação aquilo que consideras que é o problema. Diz ao teu amigo/a que estás preocupado, e como te sentes ao vê-lo bêbado ou sobre o efeito das drogas.
- Diz ao teu amigo o que é que o viste fazer por ex. algo disparatado e inapropriado, enquanto ele estava sob o efeito do álcool e ou outras drogas. Dá exemplos específicos. Diz ao teu amigo que estás a procurar ajuda-lo, da melhor maneira possível.
- Fala de uma maneira compreensiva, sem "pena dele", mas realça a importância da amizade, principalmente quando se precisa do apoio de uma amigo.
- Prepara-te para a negação e para a raiva (hostilidade, agressividade verbal). O teu amigo pode reagir dizendo que não existe problema nenhum e ficar zangado contigo. Muitas pessoas com problemas com álcool e ou outras drogas reagem desta maneira. Quando confrontados com o uso a tendência é defenderem-se, culpar as outras pessoas pelo problema, ou dar uma longa lista de desculpas/razões pelas quais usam álcool ou outras drogas. Prepara-te, porque também poderá culpabilizar-te e dizer-te que não compreendes os seus problemas. Lembra-te de que não és responsavel ou culpado, pelo problema dele. Estas a dizer-lhe que estas disposto a ajuda-lo, se ele quiser.

- Procura identificar onde é que podes ser útil. Podes acompanha-lo e irem juntos procurar ajuda. Prepara-te para seguires este plano. Este gesto poderá revelar ao teu amigo que realmente estas ali para o ajudares e que te preocupas com ele.

Caso te sintas magoado ou desconfortavel com alguma coisa procura alguem para desabafar, alguem que sintas que te poderá orientar e ajudar, familiar, pai e/ou mãe, conselheiro ou psicologo, neste assunto tão delicado. Por vezes, acontecem situações na nossa vida em que nos sentimo impotentes e confusos e a melhor forma de lidar com estas emoções é partilhar com alguém de confiança.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Comportamentos de Risco e Agir na Prevenção


Por vezes são as pequenas coisas, simples, na relação que nós, adultos temos com os jovens, que podem fazer a diferença. Sabemos que essa diferença pode parecer curta e /ou insignificante. Como pais ou profissionais a informação que obtemos dos jovens têm a importancia que nós lhe damos, mas se nos mantivermos atentos (escutar a mensagem) e seguir a nossa intuição acredito que podemos estar à altura dos desafios que implica educar, bem como dos recursos que dispomos.

“O meu nome é Bob Laipply e fui o Director de Projecto de Prevenção, no meu distrito durante dois anos. Antes estive envolvido no ensino durante 28 anos no secundário.(...) Há muitos anos, estive envolvido num projecto que abrangia comportamentos de risco em jovens. Um dia um aluno veio ter comigo e contou-me que um dos seus amigos andava a beber imenso durante o terceiro período. Por acaso, o miúdo que andava a beber em excesso era filho de um amigo meu. Imediatamente fui ter com o rapaz de forma a ajuda-lo e juntos encontrarmos uma solução para os seus comportamentos problemáticos. Após a conversa, o rapaz, assumiu o problema e prometeu que ia acabar definitivamente com o problema da bebida, agradeceu o meu apoio e disse para não me preocupar mais com ele, mas pediu que eu não falasse com o seu pai sobre aquele assunto. Dois meses mais tarde, fui ao seu funeral por ter bebido e teve um acidente fatal no seu carro, tive que olhar o seu pai nos olhos, também meu amigo, e lamentar o sucedido. Recordo de o meu amigo me ter dito “Se soubesse, podia ter impedi-lo de sair naquela noite”
Decidi fazer uma promessa a mim mesmo, que a partir daquele momento nunca mais manteria aquele tipo de informação para mim próprio. Quando surge algum tipo de informação semelhante na minha interacção com jovens, procuro confirmar a veracidade daquilo que me foi dito, e depois informo os pais. Conto-lhes o que ouvi dos seus filhos e disponho-me a ajudar. Já aconteceu ouvir comentários do tipo “ O quê?! Isso é impossível... O meu filho não faz esse tipo de coisas. Meta-se na sua vida” e outras coisas que não posso mencionar. Contudo, mesmo assim, e depois de ainda continuar a ouvir este tipo de comentários não permaneço em silencio. A vida de uma criança é demasiadamente preciosa e o risco sério que espreita os seus comportamentos são demasiado serios.
Já discuti em conjunto com os meus próprios filhos sobre as possíveis consequências negativas de não se contar as coisas (serias) aos pais vs. o potencial risco de manterem em segredo. Eles sabem perfeitamente de que se eu soubesse algo sobre a vida deles iria agir, em vez de ignorar. Por vezes na vida é preferível perder um amigo, em vez de o ver desaparecer para sempre. Este tipo de situações não são nada fáceis de gerir, mas no meu caso prefiro que um amigo fique com raiva de mim, do que saber que ele morreu.”
Bob Laipply
Coordenador de Projectos de Prevenção

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Definir uma estrategia e criar um compromisso


Quanto às estrategias de prevenção nas escolas, no meu contacto com algumas unidades de ensino, a grande maioria, aparenta estar a atravessar um período de instabilidade e desorientação quanto à forma como abordam e informam os seus alunos, pessoal docente e não docente sobre esta matéria. Na minha opinião, a oferta e o acesso as substâncias atingiram níveis preocupantes. Não quero com isto afirmar que todos os jovens consomem drogas, mas aqueles que decidem fazê-lo não precisam um grande esforço para as obter. Acho que a maioria das estratégias de prevenção nas escolas são generalizadas e insuficientes. Sabendo nós que a escola é um local priveligiado e um "palco" de representações torna-se urgente criar condições a implementar estrategias, claras e realistas.

O acesso a drogas ilegais é efectuado através do grupo de pares, na escola, nas zonas residências, nas férias, em casa de famílias, nas festas, etc. Qualquer sítio que possamos imaginar. É entre irmãos, entre colegas de escola, entre familiares e amigos. Recordo-me de pais preocupados em que a sua principal fonte do problema são os amigos (amizades) do seu filho/a. De que estes é que são os responsáveis pelos problemas. Esta afirmação é meia verdade não é contudo, a causa dos comportamentos problematicos. É importante educar os nossos filhos a escolher os amigos, isto significa na prática, ensinar conceitos de amizade, lealdade, respeito e empatia nas relações entre pessoas. Como sabemos, parte desta aprendizagem é feita em casa, onde eles observam as dinâmicas existentes dentro da família.Por outro lado, é muito difícil para quem não esteja familiarizado com esta matéria conseguir identificar sintomas e sinais de alguém que esteja sob o efeito de drogas, isto porque, existem drogas, por exemplo o haxixe, cujo sintomas de consumo passam despercebido ao observador comum.

sábado, 30 de junho de 2007

A Mudança de atitudes pode ser uma janela de oportunidades



Umas das minhas prioridades na area da prevenção é informar e educar, os jovens, sobre um vastíssimo leque de escolhas positivas e construtivas quando à forma como se podem divertir, gerir os seus conflitos, os seus valores morais, a pressão entre pares, escolher amizades, lidar com as suas emoções negativas (raiva, medo, vergonha, frustração, rejeição, lidar com os seus impulsos, etc), tomar decisões construtivas e gestão do stress sem necessitarem de substancias psicoactivas. 
Também procuro a partilha de informação e a discussão sobre os efeitos e consequências do consumo de substâncias psico activas, licitas e/ou ilícitas, onde o objectivo se centra em desmistificar mitos e valsas crenças. Alguns jovens fumam tabaco para se sentirem adultos e consomem substâncias, incluindo o álcool, para se divertirem. Estas realidades vão continuar, não existem soluções “milagrosas”, todavia, acredito que um projecto estruturado e continuado podemos ajudá-los a fazerem escolhas, no seu dia-a-dia, que promovam o desenvolvimento pessoal e que visem reforçar factores protectores. 


Existem contradições, a droga aparece como a preocupação numero um nos pais em relação aos seus filhos, por outro lado, alguns pais parecem manifestar a intenção de permanecerem isentos do papel de educadores, a tempo inteiro. Constato que os pais manifestam a suas preocupações, reais, relativamente ao possível consumo e ou abuso(consumo problemático) de substâncias, por outro lado quando convidados a participar activamente neste problema parecem excluir-se. Aparenta existir uma atitude passiva e ambivalente por um lado, rígida, controladora e austera, por outro. São os lados da mesma moeda. Este tipo de atitude, na nossa cultura, reforça e promove a discriminação, o estigma, a negação associado aos consumos de drogas. Recordo-me de pais que, após tomarem conhecimento que um filho consumia drogas, a vergonha e o sentimento de culpa, associado à impotência que sentiam, paralisava-os, acabando por afectar todo o ambiente familiar.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Sinais que são Informação Util

Tal como ja foi referido varias vezes iniciam-se os consumos de qualquer substância alteradora do humor porque, essa mesma substância, provoca prazer e uma sensação de bem-estar imediata. Se assim não fosse provavelmente não existiria o problema do abuso e da dependência, e que tanto preocupa a nossa sociedade. Depois ninguém fica dependente de drogas ou álcool de um dia para o outro. A dependência (adicção) é um processo progressivo que ocorre na vida de uma pessoa, que afecta física, mental e espiritual.

Existem alguns sinais que revelam um potencial de risco. Por exemplo:

baixo rendimento escolar, 
roubos e mentiras constantes, 
absentismo na escola, redução em actividades extracurriculares, desinteresse em hobbies, ignorar reg
ras/valores familiares, 
antagonismo e arrogância extrema (justificação exagerada, “ser o dono da razão”), 
hostilidade e manipulação, 
“Promessas quebradas” quanto à mudança de comportamentos, 
mudança no ciclo de amigos. 
Também devem ser considerados a perda ou ganho excessivo de peso, 
fraca gestão dos recursos financeiros (gastos excessivos e pedidos frequentes de reforço financeiro aos pais e ou colegas, 
pedir dinheiro emprestado e acumulação de dividas), 
perda do interesse na aparência pessoal, 
higiene e auto-estima e o isolamento ou agressividade verbal/fisica entre pares e professores.

sábado, 23 de junho de 2007

Informar e Comunicar Antes de Agir...Depois Pode Ser Tarde

Gostaria de salientar que quando pensamos em abordagens a adoptar sobre os consumos de substancias psicoactivas, incluindo o alcool, o problema, em primeiro lugar, coloca-se nas pessoas “cada caso um caso”. O acto de consumir substancias licitas ou ilícitas é um acto voluntário. Ficar dependente não. Quando se começa a usar substancias de uma forma regular, ninguém deseja, conscientemente, ficar dependente. Ninguém escolhe sofrer as consequências (individual, familiar e social) da dependência.

Uma jovem que consome haxixe de vez em quando pode não ser considerado um problema grave a curto ou medio prazo, nesta situação considero pertinente o/a consumidor/a ser informada dos riscos de consumir uma substancia psico activa (alteradora do humor e toxica). O haxixe possui uma substancia THC (tetrahidrocannabinol Delta-9) sabe-se que este cannabinoide existente no haxixe é mais potente, em termos do seu efeito toxico, comparativamente com o mesmo cannabinoide, há 10 anos atras, logo poderá causar mais dano e permanece no organismo aproximadamente cinco ou mais dias.

Considero importante desmistificar certas crenças que enfatizam e reforçam o consumo, principalmente entre os jovens e os pais, visto ser uma substancia que aparenta comportar menos riscos para a saúde. Os jovens que consomem haxixe podem adoptar comportamentos de risco que incluem HIV/Sida, gravidez indesejada, problemas na escola e abuso de bebidas alcoólicas ou uso concomitante de varias substancias, entre outros.
Enquanto que se consumir heroína o risco de se tornar dependente a curto ou médio prazo (adicto/patologia) pode ser muito elevado. Existem drogas altamente adictivas, caso da heroína e a cocaína, em que essa pessoa corre o risco de ficar dependente num período por exemplo, de 6 meses ou menos. Caso se torne dependente necessitará de apoio profissional.

Conheço casos de pessoas, que atingiram a dependência de heroina ao fim de um ano, enquanto outras ao fim de vários anos. Casos de pessoas que consomem haxixe “sociavelmente” enquanto outras recorreram a tratamento (ajuda profissional) por dependência e também pelo aparecimento de outro tipo de diagnostico/patologia (por ex. psicoses) relacionados com os consumos. Existem critérios (DSM IV) definidos (patient placement criteria) que possibilitam o diagnostico em termos 1. abuso e 2. dependência de substancias psico-activas (adicção).

Acredito que os consumidores de haxixe, mesmo os ocasionais, o risco de um dia consumirem heroina e ou cocaína é maior do que aqueles que não consomem essa mesma substancia. Ao longo da minha experiência profissional, constato que a grande maioria das pessoas adictas/dependentes a substancias (heroina e ou cocaína) iniciaram o consumo de substancias psico activas com o haxixe. Contam-me “Comecei a fumar um charrinho de vez em quando, todos diziam que não fazia mal nenhum.”

sábado, 19 de maio de 2007

Oferta e procura: uma realidade dificil

Constatamos que nos dias de hoje que a oferta e acessibilidade das substancias geradoras dependencia, sejam elas licitas ou ilicitas atingiu niveis preocupantes de norte a sul do país, gerando assim uma "cultura" de pressão sobre o consumo entre os jovens. Qualquer jovem corre o risco de usar drogas, ninguem está "a salvo". Parece ser "normal" e fazer parte do rituais do convivio ou do divertimento, por exemplo, uma festa, um concerto, uma ida a um bar pode ser uma boa oportunidade em se consumir uns charros. Alguns jovens, com quem trabalho, comentam comigo "Mas hoje em dia todos os jovens consomem drogas, principalmente bebidas alcool e ou haxixe..." esta crença generalizada é falsa e promove uma enorme pressão, influenciando atitudes e comportamentos que reforçam e promovem o consumo, por exemplo, entre grupo de jovens, "se não fizeres a mesma coisa poderás não ser aceite no grupo."
Não é verdade que todos os jovens consomem drogas. Existem muitos jovens que se divertem, que convivem, que gozam a vida que optam (escolhem) por nao consumir drogas, incluindo o alcool. Não sou contra as drogas, sou contra aqueles que fazem pressão nesta ideia generalizada, entre jovens, de que para se ser "cool", ou ser diferente e radical ou outra coisa qualquer é preciso fazer coisas (consumir), ignorando as eventuais consequencias desse tipo de comportamento. A primeira causa de acidentes entre jovens está relacionada com o consumo de bebidas alcoolicas.

terça-feira, 15 de maio de 2007

As Drogas, a Dinâmica de Grupo e as Emoções



Os jovens , tal como os adultos, iniciam os seus consumos porque as drogas/álcool provocam uma sensação de prazer e bem-estar,também aliado ao factor curiosidade. A atitude de um jovem "Eu sei que não devo tocar em drogas, mas os meus amigos estão a faze-lo e estão a divertir-se, por isso também vou experimentar, para não ser um "careta"...é só esta vez", ou noutros casos, sujeito á pressão dos pares, á eventual rejeição "Vá lá...qual é a tua?! Fuma só um charro, não sejas maricas...mas qual é o problema?! estamos na boa...eu também to a fumar...". Como é evidente está implícito, nesta dinâmica de grupo a mensagem - "Para seres como um de nós e para te divertires connosco, tens de fazer o mesmo, senão não és bem vindo ao grupo". São raros os casos de jovens que iniciam os seus consumos sozinhos. Alguns jovens fumam tabaco para se sentirem adultos, noutros casos, ingerem bebidas alcoólicas para se divertirem. È importante falar/ouvir os nossos jovens sobre esta dinâmica disfuncional e ajuda-los a desmistificar e interpretar sobre estas crenças negativas, mitos e tabus. Podemos influenciar de uma forma positiva e construtiva, as decisões de jovens, educando-os e informando-os promovendo e desenvolvendo competências e vínculos na forma como tomam as suas decisões e difíceis e gerir as suas emoções desconfortáveis.