domingo, 21 de dezembro de 2008

Prendas sim, mas com limites e amor



Qual é o melhor brinquedo para as crianças e para os pais? As pessoas, afirmam os estudiosos do comportamento humano. Então, porque se gasta tanto dinheiro em presentes? “Porque as pessoas têm pouca satisfação em estar umas com as outras e sentem a necessidade de compensação”, explica o pedopsiquiatra e psicanalista Emílio Salgueiro.

O Presidente do Colégio de Psiquiatria da Infância a da Adolescência da Ordem dos Médicos está convicto de que a vida moderna padece de uma crise social e a cura passa pela ponderação. ”Os pais devem reflectir sobre o espírito com que dão brinquedos. Quanto mais os adultos têm a sensação de que estão ausentes, mais brinquedos oferecem. É uma forma de se desculpabilizarem pela falta de disponibilidade e é isso que se vê na actual angústia natalícia”. A prova esta à vista de todos: As vendas de brinquedos aumentam de ano para ano.

O número de prendas é quase sempre proporcional ao orçamento, contudo, o excesso diminui valor dos presentes. ”Como são muitos, não é atribuído tanto valor e o gosto de desfrutar também é menor. É um pouco anestesiar as crianças”, ironiza Emílio salgueiro. Também pedopsiquiatra e psicanalista Maria José Gonçalves reconhece que “há de facto, uma tendência consumista e uma variedade de oferta que favorece que as crianças tenham mais brinquedos”. Ainda assim, esta realidade não tem de ser negativa. “Não há números ideais, mas os pais devem escolher os brinquedos de acordo com a idade da criança, as suas capacidades e interesses e não em função dos seus próprios gostos”.

E é preciso disciplina para não dar tudo o que é pedido. “As crianças lidam melhor com a frustração do que às vezes mostram ou do que os pais pensam. A satisfação imediata, seja em que área da vida da criança for, dificulta-lhes o lidar com a realidade e com os seus constrangimentos”, acrescenta.

Dosear e bom senso parental são as palavras de ordem, mesmo para os especialistas que estudam os adolescentes e crianças. “Os pais devem estabelecer limites para tudo menos para o amor firme”, sublinha o catedrático de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa, Daniel Sampaio. Mais do que o número de presentes, os estudiosos são unânimes em afirmar que “o importante é brincar com as crianças. O ideal era que os pais fizessem os brinquedos em conjunto com os filhos”, diz o psiquiatra José Gameiro.

Não o fazem porque dizem não ter tempo. “A sociedade actual tem dificuldade em esperar. As pessoas sentem-se hoje mais vazias, e por isso, com necessidade de presenteamento. Contudo, as crianças não precisam de compensação, mas sim de atenção”, sublinha Emílio Salgueiro. As brincadeiras entre pais e filhos são uma solução. “Mas, brincar não é infantilizar (com os pais a brincarem com carrinhos), é estar com as crianças e ser capaz de se colocar no seu nível de interesse. E não é preciso ter brinquedos”. Como se faz? Usam-se as situações do quotidiano: “um dos melhores lugares para a interacção entre pais e filhos é a viagem de carro entre casa e a escola”, diz a psiquiatra clínica, Inês Marques.
Artigo do Jornal Expresso, 20 de Dezembro 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008

Pedido de Ajuda Corajoso - Agressividade



Pedido de Ajuda
Sou mãe de um jovem de dezoito anos, que durante a sua infância e pré adolescência nunca manifestou comportamentos agressivos ou algo do género, sempre foi um filho sensível, meigo e atencioso, com um bom senso que por vezes desejaríamos que alguns adultos tivessem.

O meu filho completou 18 anos em Julho 2008 mas...em Janeiro de 2008 começou a ter atitudes agressivas, prepotentes e de uma falta de educação inaceitável.
Falava com alguns familiares e amigos sobre o seu comportamento e iam-me dizendo, tens que ter calma, é uma fase, isso passa.

Eu sou muito carinhosa com os meus filhos mas ao mesmo tempo exigente e "pego no pé "como os meus filhos dizem, mas só quero o melhor para eles.
E quando digo, isto é, mesmo quando eles tem um comportamento incorrecto chamo atenção e sou chata se for necessário.

Mas tudo isto tem sido bastante complicado de gerir ,O meu filho sai quase todas as noites e quando eu lhe digo que não sais, por isto por aquilo etc... ele ameaça que sai, e sai mesmo, mesmo magoando.

Entrou este ano na faculdade, numa área que não era do seu agrado, depois de muito argumentar para que não desistisse mas aproveita-se as mais valias da frequência desse curso e que logo que a oportunidade surgisse mudava de curso, em vão faltou ate desistir definitivamente.

Desconfiei que andava a jogar no Casino, mas não tenho a certeza e como não consigo demove-lo de se envolver em situações que o possam vir a prejudicar fui desistindo porque vivo apavorada e tudo me passa pela cabeça até que esteja a drogar-se mesmo.

A linguagem dele alterou completamente até o grupo de amigos mais próximo dele tem reparado, começou a sair com outro tipo de amizades ,as quais nem me deixa chegar perto, não conheço nenhum dos amigos dele neste momento, poucos são os amigos que tinha que ainda se relacionam com ele.

Começou a trabalhar com o tio (irmão do meu marido, falta as responsabilidades todos os dias chega atrasado, sai do local de trabalho, mente, inventa desculpas maior parte descabidas.

Não consegue iniciar um projecto, e termina-lo normalmente, seja a coisa mais básica que possamos imaginar... por ex. diz que vai tomar banho depois arrumar o quarto ou fazer uma coisa qualquer, o telemóvel não pára, basta uma mensagem e ele muda o rumo da vida dele.

Grita comigo a toda a hora, mesmo quando lhe digo que não lhe admito mais faltas de educação , que o repreendo.

A resposta passou a ser Oh Pá! Oh Pá! E coisas do género. Antes de ontem (sábado) chegou as 6.30 da manhã a casa quando chegou ao local de trabalho , mandou uma mensagem ao tio a dizer que vinha a casa tomar banho e tomar o pequeno almoço, nunca mais lá apareceu. Quando chegou a casa perguntei-lhe, Então? Vieste embora hoje que a loja tem tanto movimento e o tio precisa de ti? Ele respondeu “Já falei com o tio e fiquei de ir de tarde.” Mais tarde vim a saber pelo meu cunhado que apenas lhe tinha enviado uma mensagem e lhe tinha dito ele que ia de tarde. Eu disse pois... deste um toque para o telefone. A mãe ligou e disseram-me que tinhas saído não está correcto. Miguel, (nome fictício) hoje é que o tio precisa de ti e é assim consegues ganhar o teu ordenado?

O meu filho responde..."não sabe, não fala" fiquei atónica, revoltada envergonhada não foi isto que ensinei aos meus filhos tenho a certeza. Refilei com ele disse-lhe que não lhe admitia tanta falta de educação e que estava saturada de tanta má criação do meu próprio filho. Mas de nada valeu ,foi-se deitar e disse agora deixa-me dormir eu nem posso acreditar este é o meu filho. Aquele a quem ensinei que a atitude era a melhor forma de enfrentar a vida que a educação era o nosso bilhete de identidade enfim uma infinidade de valores que considero vitais na minha vida.

Preciso de ajuda , estou a enlouquecer com tudo isto e para alem deste meu filho tenho uma menina com dez anos a quem ele maltrata constantemente, chegando até a bater-lhe, sem qualquer tipo de racionalização. Sinto-me tão sozinha o meu marido está sempre fora, ele não respeita ninguém nem ao próprio pai que anda dia e noite a tentar recuperar a nossa vida que nestes últimos dois anos deu uma reviravolta em termos económicos indescritíveis.

A minha menina e eu choramos todos os dias juntas, muitas vezes com medo do que possa ele fazer a seguir.
Estamos todos os dias sozinhas em casa e eu penso quando ela chegar á adolescência qual o efeito que esta situação terá nela?

Amo demais os meus filhos e não consigo viver nesta angustia, neste medo constante do que vem a seguir.

Amélia (nome fictício)

Resposta ao pedido de ajuda
Boa noite,
Lamento que esteja a atravessar um período difícil e compreendo perfeitamente a sua mágoa e a ansiedade.

Como sabe hoje em dia qualquer família está exposta e vulnerável a todo tipo de crises, por ex. doenças, desemprego, instabilidade financeira, luto, divórcio ou separações, acidentes, etc. Apesar de contemplarmos esta possibilidade, visto acontecer a inumeras pessoas à nossa volta, lá no fundo desejamos que nunca sejamos expostos a estas situações dolorosas.

Por vezes, tenho observado que quando surgem crises e privações nas famílias estes períodos de dor e confusão, adquirem um efeito catalisador que fomenta a coesão do grupo e a entreajuda. São nos momentos difíceis e de adversidade que nós nos revelamos. Isto é, aquilo que dizemos saber fazer é “posto à prova”. Falo-lhe por experiencia própria.

Apesar de estar limitado quanto à informação e ao conhecimento do problema (historial) posso sugerir algumas orientações.

È necessário manter a união familiar a todo o custo. Zelar pelas tradições, rituais e valores que proporcionam segurança, pertença e identificação. Por outro lado, rever a organização e procedimentos (ex. limites) nos “papéis” de cada um. Qual a função dos adultos – pai / mãe? Qual a função das crianças individualmente e entre eles? Será que estão todos desempenhar as suas funções? Caso a reposta seja não esta é a oportunidade ideal para que todos se reúnam e “afinem as agulhas”. Os adultos devem adoptar um plano concreto e específico.

Nada está perdido, e se calhar não existem culpados. Pode recomeçar HOJE a fazer a mudança na “casa.” O passado é história.

Sugeria que identificasse os aspectos vulneráveis na família (ex. crianças, finanças) e os recursos existentes a vossa disposição (ex. instituições e ou profissionais). Alterar a sua atitude em relação à sua filha mais nova. Ela precisa de segurança e de ter referencias resilientes dos pais. Se a Sra. estiver angustiada e quiser chorar é legitimo que o faça, mas não na presença da sua filha. Fale com o seu marido e partilhe com ele as suas emoções dolorosas. Ele também se vai identificar consigo.

Atenuar, o mais possível, a agressividade verbal e eliminarem a agressividade física. Definir um plano e tarefas que caso não sejam seguidas o V. filho sofre as consequências. È importante que as consequências sejam proporcionais ao comportamento problema. Por ex. se não arrumar o quarto irá viver na sua própria desorganização – monitorizado com frequência ou se for violento com a irmã ou com a mãe ser exigido um pedido de desculpas honesto. Fica de castigo no quarto sem internet ou sem telemóvel, reduzirem a semanada durante um período de tempo; sempre sujeito a monitorização dos pais.

Se houver mudanças por parte do V. filho fazer o reforço positivo dos seus comportamentos e nessas alturas cruciais revelar-lhe que estão disponíveis para o ouvir, apoiar e orientar na sua vida. Fomentar o diálogo construtivo e honesto sempre que possível e que existam condições.

Se necessário pode leva-lo ao médico e efectuar exames ou análises específicas de forma a detectar-se algo anormal.

Se desejar a minha orientação profissional pode também recorrer a consultas presenciais ou consultas online. Caso deseje mais informação pode contactar-me por correio electrónico ou telefone.

Se possível irei publicar no meu blogue o seu pedido de ajuda salvaguardando TODOS os seus dados pessoais (confidencialidade). Através do seu pedido de ajuda outras famílias que sofrem em silêncio com problemas semelhantes podem seguir o seu exemplo corajoso.

Desejo-lhe coragem, sabedoria e resiliência.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

60 anos de Direitos Humanos

Dia 10 de Dezembro comemora-se os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=12&Itemid=98

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

É apenas a ponta do Iceberg



Um novo estudo realizado na Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA) efectuado pelo departamento de pediatria revela que a maioria dos médicos aparenta ignorar as orientações gerais sobre o Plano Nacional de Saúde – Prevenção de Comportamentos de Risco. Durante as consultas aos adolescentes, os médicos deveriam promover um dialogo construtivo sobre comportamentos de risco, tais como; o uso de álcool e/ou drogas e outros assuntos relacionados com comportamentos de risco.

Os pesquisadores administraram um questionário a 2.192 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos de idade. Os jovens eram questionados sobre se alguma vez o seu médico/a tinha falado sobre o uso de tabaco, álcool, drogas (licitas e ilícitas), cinto de segurança e doenças sexualmente transmissíveis.

Mais de 80% dos médicos não abordam questões de segurança tais como; a utilização do cinto de segurança e o uso de capacete e pelos menos 70% não falam sobre o uso de substancias.

A violência entre adolescentes é o assunto menos discutido enquanto o exercício físico e a nutrição são os assuntos mais abordados refere o estudo.

Estudo publicado no Journal of Adolescent Health

Comentário: Pelo menos, nos EUA, algumas instituições de elevado valor, escutam os jovens e depois publicam o resultado dos estudos. Pelo menos alguns médicos, têm a humildade suficiente para em público, reconhecer que é preciso melhorar a abordagem da Prevenção das Dependências. Pelo menos, algum do dinheiro dos contribuintes é gasto a favor dos filhos/as desses mesmos contribuintes.

Considero que ignorar a realidade “escondida” será contribuir para uma sociedade “doente” que promove uma “ velha cultura que bebe” evoluindo para uma “jovem cultura” que consome substâncias adictivas licitas e/ou ilicitas. Sabemos que entre os jovens consumir drogas, incluindo o álcool, é um acto social. Quantos destes jovens se tornam dependentes, enquanto os adultos permanecem impotentes perante este fenómeno?

De acordo com o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (2003) estudos realizados em escolas dos países membros revelaram que 33% dos jovens portugueses entre 15 e os 16 anos de idade já experimentaram o estado de embriaguez. Portugal é dos países da União Europeia que apresenta taxas mais elevadas de consumo de bebidas alcoólicas, assim como problemas graves associados a esta prática, numa percentagem que chega atingir os 10% da população. Esta é apenas a “ponta do iceberg.”
“Mais vale prevenir do que remediar”

Plano Nacional de Saude


sábado, 22 de novembro de 2008

Objectivo - Prevenção das Dependencias


Sempre com a Prevenção das Dependências como objectivo – actualização e informação:
Alguns sites interessantes à distância de um clique,apesar da CRISE:

Ciência Viva

Apoio À Vitima

Apoio À Vitima Para Os Jovens

Direcção geral dos Estabelecimentos Escolares

Sicad


Comentário: Apesar de não se falar de outra coisa nos dias que correm - CRISE financeira e económica (aliada à "velha" crise de talentosos gestores e politicos honestos) que o mundo atravessa, incluindo Portugal, é bom relembrar que a Prevenção das Dependências é sempre um assunto a ter em conta no dia-a-dia.

Senão vejamos; desemprego, precariedade, crise, endividamento, depressão, ansiedade, são apenas alguns sinónimos de instabilidade e vulnerabilidade no indivíduo, na família e na sociedade (CRISE SOCIAL). Contudo a "velha" CRISE SOCIAL não é um assunto merecedor de tanta tinta, papel,de gente anónima e peritos a debaterem o assunto,da preocupação de empresarios, de apoios financeiros pelo Estado, de justiça, de tanto tempo de antena nas TV`s,nos jornais, etc.

Para aqueles que se encontram numa "crise social" estão mais preocupados em como "sobreviver" no dia-a-dia do que preocupados com o desenvolvimento do país.O dinheiro (inofensivo) não é o principal problema desta CRISE, mas os valores a ele atribuidos pela sociedade (é a cultura do poder, do sucesso,da saude, da felicidade,da segurança, da competição,da mentira, do egoismo, do fanatismo, etc). Isto sim é a verdadeira CRISE.

Actualmente, negligenciar, desvalorizar ou negar a Prevenção das Dependências é adoptar um comportamento susceptível de potenciar a tão afamada CRISE SOCIAL (individual, familiar e sociedade) terreno fértil para o surgimento de atitudes e comportamentos disfuncionais e/ou destrutivos dos subsistemas familiares (relação entre os adultos -pais, relação entre adultos e as crianças e a relação entre os irmãos).

Todavia a crise também poderá ser sinónimo de MUDANÇA de ESTILO DE VIDA (união, intimidade, solidariedade, comunicação, entreajuda) em todos os sectores da nossa sociedade, sendo assim a oportunidade que tanto desejamos.
Se estamos em CRISE; venha ela e que DEUS nos ajude.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pedofilia - Predadores humanos



No outro dia recebi um email sobre a pedofilia, é obvio que me despertou a atenção visto tratar-se de um assunto sempre actual, por um lado, e digno de interesse (informação), por outro, infelizmente.

Ao longo da minha experiencia profissional já acompanhei inúmeros indivíduos (homens e mulheres) adultos que afirmaram ser vítimas de abuso físico, emocional e sexual, enquanto crianças. A prevenção activa e resiliente de eventuais situações de potencial abuso por parte de adultos - “predadores” homens e mulheres, parece ser um objectivo (desafio)ambicioso e presente no dia-a-dia por todos os adultos, incluindo as próprias crianças.

Na maioria dos casos o pedofilo "predador"(homem ou mulher)surge de onde menos se espera.

Considero urgente ensinar as nossas crianças a defenderem-se deste tipo de indivíduos. Não basta dizer NÂO a isto e NÂO aquilo. Ao enfrentarmos este assunto não serve de nada entrar em alarmismos. È preciso estar informado, atento e acima de tudo saber comunicar.

Não conheço a veracidade desta informação, creio que seja credível e digna de confiança. Ver link no final do texto.
Eis o conteúdo do email.

“ATENÇÃO AOS SIMBOLOS DE PEDOFILIA
Em Janeiro de 2008 o Federal Bureau of Investigation (FBI) elaborou um relatório sobre pedofilia. São referenciados uma serie de símbolos usados pelos pedófilos para se identificarem entre si mesmos. Os símbolos são, sempre, compostos pela união de 2 semelhantes, um dentro do outro. A forma maior identifica o adulto, a menor a criança. A diferença de tamanho entre elas demonstra a preferência por crianças maiores ou menores. Os homens “predadores” são triângulos, as mulheres “predadoras” corações. Os símbolos são encontrados em sites, moedas, jóias, entre outros objectos.

Os triângulos representam homens que abusam de crianças do sexo masculino, o detalhe cruel é o triângulo mais fino, representam homens que abusam de crianças de tenra idade; o coração são homens (ou mulheres) que abusam de crianças do sexo feminino e a borboleta são aqueles que abusam de ambos. De acordo com o relatório estas são informações recolhidas pelo FBI durante suas investigações. A ideia dos triângulos e corações concêntricos é a da figura maior envolvendo a figura menor, numa genialidade pervertida de um conceito gráfico. Existe um requinte de crueldade, pois esses seres fazem questão de se exibirem em código para outros, fazendo desses símbolos bijutaria, moedas, troféus, etc.

Clique no link para ter acesso a uma copia do relatório onde os símbolos são mostrados. Conhecer esses símbolos poderá ajudar a identificar esses indivíduos.”

https://secure.wikileaks.org/leak/FBI-pedophile-symbols.pdf

sábado, 8 de novembro de 2008

Pedido de Ajuda Corajoso - Bullying

Recebi este pedido de ajuda corajoso que publico salvaguardando os dados pessoais dos intervenientes(confidencialidade).

“Boa tarde! O meu nome é Fernanda (nome fictício) tenho um filho com 7 anos que se chama Marco (nome fictício). Anda na 2ª classe e desde do ano passado que tenho tido bastantes problemas com ele na escola por causa de um colega que lhe bate muito e esta constantemente a chamar-lhe nomes tipo " és um idiota", Parvalhão entre outros mais graves.

O Marco o ano passado foi internado no hospital, porque estava paralisado da barriga para baixo não fazia coco nem xixi, pensavam os cirurgiões que seria uma apendicite, da qual ao fim de dia e meio a pediatra de serviço diria que era tudo nervos, que lhe estavam a bloquear na barriga, pensei eu SERÁ QUE O MARCO ESTÁ COM UMA CRISE DE NERVOS?! MAS PORQUE?!

Durante todo o ano passado sempre fui alertando a professora para a situação, finalmente chega ao fim de ano e daí vem as ferias, boas para o Marco parecia outro rapaz.

Este ano ele volta à escola que começou a pouco mais de 2 meses nem tanto, e já tive diversos problemas com ele, nunca me contou o que se passava apenas me dizia que tinha muitas dores de barriga, ate que um por um dia destes me apareceu em casa com a marca de um pé na cara e com a orelha toda vermelha, parecia que a tinha entalado numa porta sei lá.

Desde essa altura resolveu apresentar queixa no agrupamento escolar, do qual me responderam que o meu filho também agredia os colegas, pensei; será possível? Procurei saber.

Há coisa de 15 dias sempre que o vou buscar à escola os colegas do 4º ano me dizem que em todos os intervalos 4 ou 5 colegas da sala dele chegam-lhe perto e começam dar-lhe pontapés sem motivo algum, as meninas da sala dele dizem que lhe roubam os ténis e fogem dele, que lhe atam cordas na barriga, que lhe dão pontapés nas costas e que durante a aula de ginástica lhe chamam muitos nomes.

O meu filho desde que sabe que eu apresentei queixa no agrupamento deixou de me contar o que lhe fazem, mas não consegue copiar uma palavra que esta escrita mesmo à sua frente, não dorme de noite, e quando sai de casa para brincar no pátio da mesma cai sempre no chão O que poderei fazer para ajuda-lo?

Como poderei evitar estas situações? Já pedi transferência dele para outra escola mas dizem que não tem vagas.

Que poderei fazer?
Muito obrigada pela sua atenção
Atentamente"

Resposta: Boa noite Fernanda Imagino que seja uma situação complicada e ao mesmo tempo sensível de gerir.

È provável que o Marco esteja a sofrer as consequências do fenómeno "bullying" que está afecta imensas crianças mas que ainda é ignorado e negligenciado pelas autoridades escolares competentes.

Se calhar o Marco não será o único na escola a sofrer deste problema. Sugeria que contactasse a associação de pais da escola, caso não exista, pense seriamente em criar uma em conjunto com outros pais. Isto se não conseguir a tão desejada transferência.

Não gostaria de dramatizar, mas ser realista. Pelo seu relato (sinais e sintomas físicos e psicológicos) do Marco parece que a situação pode ser mais grave. Como sabe este sofrimento (pressão) pode influenciar o seu desenvolvimento do seu filho. Os miúdos (bullies/rufias) são em muitos casos "cruéis", manipuladores e também podem ser vítimas de algum tipo de “abuso” ex: humilhação, desrespeito, falta de limites e regras, ausência de monitorização dos seus comportamentos pelos pais e ou na escola.

Devem existir formas de você se "socorrer" nesta situação, exemplo: Ministério da Educação, Associações de Pais, psicólogos da própria escola, livros sobre o assunto, procure apoio em instituições que trabalhem neste tipo específico de problemas, etc.
Fernanda, sugeria que continuasse a sua debanda por soluções assim como perceber mais sobre o problema. Como já referi, provavelmente existem muitas crianças vítimas do bullying que permanecem em silêncio. No caso do Marco, você parece uma mãe atenta e zeladora. Expresse a sua compreensão, amor, apoio e segurança que só uma MÃE pode dar ao seu filho. Um dia esse amor pode "salvar-lhe" a vida.

Lembrei-me agora que se ele praticasse judo, visto ser um tipo de exercício físico, que promove a auto-defesa, a auto-estima, a disciplina, competências sociais o ajudasse no presente e no futuro a lidar com conflitos de uma forma saudável e construtiva.

Continue a procura de soluções.
Um Grande Bem Haja

Comentário: O fenómeno do bullying afecta muitas crianças principalmente nas escolas. Ainda parece ser negligenciado, conforme é perfeitamente ilustrado neste caso pela própria escola. Aparenta não existir medidas de prevenção (programas) que abordem e avaliem as dimensões deste problema. Não se vê, não se fala e não se sente – regra do silêncio. Este problema não é recente. Quando éramos crianças provavelmente alguns de nós fomos confrontados por colegas da escola que se divertiam a humilhar e agredir.

Recordo um caso de um jovem com 12 anos que frequentava a escola, que hoje em dia é adulto e pai de 2 filhotas.

Certo dia foi abordado por um colega mais velho da mesma escola (bullie/rufia) na casa de banho e este obrigou-o a fazer sexo, contra a sua vontade. Após o acto foi avisado para se manter em silêncio caso contrário, toda a escola teria conhecimento do sucedido sendo assim alvo de chacota e humilhação. A partir desse dia, aquela criança guardou para si próprio as memórias deste incidente. Como odiava ir para aquela escola, todos os dias dizia aos pais que não queria voltar. O pai não sendo informado do incidente não descortinando motivos razoáveis para tal atitude, levava o filho para a escola onde ele permaneceu por mais uns anos. De salientar que esta criança era confrontada diariamente com o seu agressor vivendo situações de pânico, angustia e desespero. Muitos anos mais tarde esta criança, hoje adulto, decidiu falar pela primeira vez deste incidente marcante e traumatizante. Memorias que ainda permanecem “vivas” na sua vida.

Este tipo de comportamento disfuncional que tem a designação de bullying deve ser identificado, avaliado e abordado desenvolvendo-se programas específicos que promovam mudança e medidas eficazes envolvendo as crianças, os pais e a escola.

Um grande aplauso a esta mãe corajosa e resiliente que apesar de estar a atravessar momentos difíceis é uma grande mãe, com todas as letras. Desejo que seja um exemplo de inspiração para muitas mães e pais. Os nossos filhos merecem.