Como sabemos os factores políticos, relacionados com o abuso e a dependência, são ignorados quando se trata por ex. do fenómeno do Alcoolismo. Todavia são factores que influenciem o aparecimento, assim como o desenvolvimento dos problemas associados ao álcool e/ou outras substancias licitas e/ou ilícitas.
Tal como tenho referido, Portugal é o único país da União Europeia onde é permitido a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a jovens com idade a partir dos 16 anos. Politicamente "falando", o álcool pode ser "abusado" livremente pelos jovens. Observo com frequência alguns grupos de jovens na praia onde levam a toalha, o telemóvel, o iphone e bebidas alcoólicas. Faz parte da sua cultura e da sua identidade.
Em Portugal, parece não existir uma abordagem cujo objectivo contemple informar a população sobre as consequências do álcool e do alcoolismo. Observo alguns adultos pedirem aos jovens, com idades inferior aos 16, para comprarem bebidas alcoólicas e isso é considerado normal. Obviamente que destaco aquelas atitudes que negligenciam e ignoram o risco. Afinal o álcool é uma droga e somos uma cultura que bebe. Recordo inúmeros de casos de familiares que afirmavam incrédulos "Como é que é possível que o meu filho/a tenha um problema com o álcool..." ou "Nunca lhe faltou nada..."
Em Portugal, a politica influencia a comercialização e a disponibilidade (oferta) do álcool à população em geral. Todos os dias somos expostos, incluindo as crianças e os jovens, a um conjunto variado de estímulos (publicidade, técnicas de marketing) associados as bebidas alcoolicas. A politica determina que consumir bebidas alcoólicas, a partir dos 16 anos, é associado ao lazer e ao bem estar.
A politica, por outro lado, reforça a existência de leis e regulamentos associados à venda e ao consumo. Os consumidores são responsabilizados caso exista infracção. Isto é, o fenómeno do abuso e alcoolismo é ignorado. Por ex. os acidentes de viação em que o condutor esta sob o abuso do álcool, as vitimas de acidentes inocentes, a violência domestica, os acidentes no trabalho, do binge drinking entre os jovens, do alcoolismo, das famílias, incluindo as crianças. Se nas drogas existe a "A Luta contra a droga..." porque é que no álcool a luta é contra os consumidores?
São necessárias medidas politicas que informem a população em geral das consequências da "Cultura que Bebe". Em Portugal, no princípios do sec. XX existia a crença que era nutritivo as crianças comerem Sopas de cavalo cansado cujo ingredientes são: vinho, pão, gema de ovo e mel. No sec. XXI em zonas do país algumas crianças ainda sejam alimentadas pelas sopas de cavalo cansado.
Alguns estudos afirmam que o acesso limitado e a ausencia à exposição ao alcool é um factor de protecção em relação ao desenvolvimento de problemas associados ao alcool (abuso e dependencia).
As politicas sociais existem contundo aparentam ser insuficientes e retrogradas.
No mundo dos adultos algumas crianças e jovens vulneráveis são ignorados e vitimas da negligência, em prol do interesses económicos.
Mais Vale Prevenir Do Que Remediar
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Factores políticos relacionados com o abuso e a dependência
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
A Maior Flor do Mundo | José Saramago
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
Killing Us Softly 3: Advertising's Image of Women
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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19:00:00
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
"Adivinha Quanto É Que Eu Gosto De Ti"
Musica do Dia do Pai e do Dia da Mãe. Na escola do Filhote (4/5anos).
"Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas nem sei o que escrever.
Sinto as pernas a tremer, quando sorris p`ra mim, quando deixo de te ver.
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu para mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti, desde aqui até à lua.
Gosto de ti, desde a lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto.
E é tão bom viver assim.
Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como hei-de te contar.
Até já fiz um avião, com um papel azul, mas voou da minha mão.
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que gosto de ti.
Gosto de ti, desde aqui até à lua.
Gosto de ti, desde a lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto.
E é tão bom viver assim.
Quantas vezes eu parei à tua porta.
Quantas vezes nem olhaste para mim.
Quantas vezes eu pedi que adivinhasses.
Quanto é que eu gosto de ti"
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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terça-feira, 8 de junho de 2010
World of Warcraft Addict
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Prevenção um Projecto Comum
Após uma década a trabalhar, num contexto terapêutico designado de Regime Residencial de Internamento, integrado numa equipa de profissionais, de uma forma comprometida e "apaixonada" apoiámos pessoas dependentes de substâncias lícitas, incluindo o álcool e/ou ilícitas (Adicção) e as suas famílias a escolher novos Rumos de vida promotores de qualidade de vida.
Ao longo deste período extraordinário adquiri conhecimento cientifico e empírico (mentores) sobre a natureza da Adicção (neuro-bio.psico.social e ambiente) e realizei que existia uma lacuna quanto à Prevenção.
Mudança de Horizontes
Foi então em 2003 que comecei a investigar e a acompanhar pessoas e instituições. Se tinha trabalhado com indivíduos dependentes, onde alguns hoje são pessoas validas e integradas na sociedade, considerei prioritário (re)começar pela génese do problema. Um dos factores que influenciou esta escolha profissional coincidiu com o nascimento do meu filhote.
1. Quais os factores (comportamentos) de risco que estão associados ao consumo, ao abuso e à doença (Adicção)?
2. Quais os factores de protecção associados a uma vida com planos, objectivos, resiliência (cognitiva/ emocional) e realização espiritual, não religioso?
Uma das minhas constatações sobre a sociedade portuguesa é de que se falarmos em dependência, junto de pais, escolas e comunidade são todos peremptórios "Prevenção das dependências?!...Sem duvida é uma prioridade..." MAS, uma parte demite-se e negligência quando é convidado a assumir o compromisso em se envolver seriamente nesta matéria tabu, desconhecida e "obscura". Parece que se falarmos abertamente é como se de uma profecia se tratasse. Estamos a antecipar o problema "nas nossas mentes" e ficamos ansiosos.
Uma estratégia de prevenção baseada e incutida, nos jovens, com base no medo, não funciona.
Uma das questões que muitos pais colocam é "João, qual a idade em que falamos sobre esse assunto com os nossos filhos?" A resposta é "Não existe uma idade (marco) que esteja definido como o mais seguro e apropriado, existe sim, uma atitude corajosa e de compromisso (plano e objectivos) que os pais (ambos) podem adoptar sobre a educação actualizada, construtiva, assertiva com empatia desde o nascimento da criança" Por vezes, também respondo com uma pergunta "Qual a idade em que os pais falam sobre a sexualidade e o sexo com os filhos?" A resposta é idêntica.
A abordagem que alguns pais e escolas "timidamente" adoptam em relação à educação sexual é encorajar a utilização do preservativo. Pergunto. E a sexualidade?
Qual a reacção dos pais quando "descobrem" que o filho é gay? Qual a reacção da família quando a filha adolescente chega a casa e afirma "Estou gravida!"
Qual a reacção dos pais quando descobrem, na maioria dos casos, tardiamente que o filho/a é "drogado/a" ou que abusa do alcool?
Sabia que a relação custo-beneficio em relação à prevenção é um investimento arriscado, mas válido e produtivo, cujo retorno é valorizado no Capital Humano?
Quanto custa ao Estado o abuso e a dependência das drogas ilícitas?
Quanto custa ao Estado o abuso e a dependência das drogas lícitas, incluindo o alcool?
Quais os custos sociais do abuso das drogas lícitas e/ou ilícitas?
Qual o "custo" a uma família a dependência de um ou varios membros?
O Cerne da Questão
Sabia que nos EUA gastam-se milhares de dólares, na Prevenção, em estudos científicos, programas, instituições e técnicos, todavia actualmente não existe um programa eficaz?
Existe a excelência em estudos científicos, em programas, instituições e técnicos MAS não existem garantias.
Contudo, todos afirmam e corroboro essa afirmação "Na realidade o que ainda funciona é a qualidade do relacionamento entre adultos e jovens" - Relações humanas honestas e genuínas.
Em Portugal estamos longe desta realidade. Existem imensas discrepâncias entre aquilo que a grande maioria dos adultos faz e aquilo que ensinam (referencias/modelos). Existe um hiato quase "profano" entre gerações (adultos e jovens). Como se os adultos não fossem responsáveis por isso. Quando se afirma que os jovens são "Isto... e aquilo..." (criticas depreciativos e isentas de responsabilidade) não se constroem relações (pontes) saudáveis e eficazes.
É necessário promover o compromisso na relação entre os adultos (mentores) e os jovens capaz de gerar experiências inesquecíveis e transformadoras de competências e talentos (design emocional).
Os jovens portugueses não precisam que os pais adoptem medidas (extremas) proteccionistas e/ou rígidas na educação. Os jovens precisam de ser valorizados e legitimados - confiança, liberdade e aprender com os seus erros (limites).
Os jovens portugueses precisam de competências e talentos que lhes permita escolher o Rumo da suas Vidas nas diferentes fases do seu desenvolvimento.
Simplificando, estes "ingredientes" são o básico para a Prevenção das Dependências independentemente da idade das crianças e dos jovens. Acrescento também...a dos adultos.
Se estiver interessado na Prevenção das Dependências contacte-me atraves do email xx.joao@gmail.com
Mais Vale Prevenir Do Que Remediar. Não acontece só aos outros...
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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23:35:00
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Jessica's "Daily Affirmation"
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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