sexta-feira, 14 de março de 2014

sábado, 8 de março de 2014

36ª Dica Arte Bem-Viver de 27/11/2011


Olá
Perante o fenómeno complexo das relações interpessoais, no dia-a-dia, a comunicação honesta e assertiva assume um papel de destaque que necessita de uma actualização constante das nossas competências.

- Na comunicação procure dar prioridade em compreender o ponto de vista da outra pessoa, antes mesmo que expor o seu. Erradamente, revelamos demasiada preocupação em expor o nosso ponto de vista, e só depois entender o ponto de vista do outro. Se estiver realmente interessado/a em aprofundar o assunto em questão, invista na arte de fazer perguntas importantes. Oiça aquilo que é dito, não aquilo que você pensa que é.
- Na comunicação seja zeloso para com os compromissos que assume. Não existe maior desilusão quando alguém promete algo e depois não cumpre. Seja honesto/a consigo, e se verificar que não consegue cumprir os compromissos, não os assuma. Simplifique, evite ser agrador/a.
Votos de uma semana produtiva na comunicação interpessoal

Cumprimentos

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 154ª publicação.

Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Mais Vale Prevenir Do Que Remediar

sábado, 25 de janeiro de 2014

Como não avançamos a tendência é para cristalizar


Em pleno seculo XXI, a prevenção das drogas em Portugal ainda é um mito.
Você considera que a nossa cultura reforça a prevenção das dependências? Na minha opinião, a resposta não é fácil, mas creio haver necessidade de uma revolução, porque as dependências de substâncias psicoactivas licítas, do Sistema Nervoso Central, incluindo o álcool e as ilícitas, são uma epidemia e representam um problema de saúde pública com custos elevadíssimos. Caso não se tomem as devidas precauções a tendência é para se agravarem visto negarmos esta realidade. E enquanto for negada vai assumindo proporções epidémicas. Só para se ter uma ideia, o álcool é a droga mais perigosa, comparativamente a todos as outras,por ser ser aceite socialmente.

Segundo Edward B. Tylor cultura é «Aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade.» A sociedade somos nós.

O fenómeno tende a alastrar-se
Desde o princípio dos anos 80, após a revolução do 25 de Abril de 1974, não existe uma política que contemple um plano de prevenção das dependências direccionado para os jovens, pais e escolas. Não existe uma cultura de investigadores, de educadores, de instituições e profissionais e de pais que assumam um compromisso sobre a prevenção. Outra situação idêntica, educação sexual inexistente nas escolas. Se o ser humano pratica sexo há milhares de anos, qual é o problema abordar o tema abertamente? São os mitos? Os preconceitos? Ou outra razão que eu desconheça? O mesmo acontece com o álcool e outras drogas. Se o ser humano sempre consumiu drogas, desde os primórdios da humanidade, qual é o problema em abordar o tema abertamente?

Se o ser humano sempre consumiu drogas, a partir dos anos 60, este fenómeno assumiu proporções epidémicas em todo o mundo. O mundo das drogas (produção, trafico, consumo e a dependência) é complexo, mas também precisamos de admitir que o contexto social tem sido terreno fértil para a sua propagação. Existe uma cultura (moda) que procura sensações fortes de prazer e bem-estar a fim de descomprimir das tensões, do tédio e que visa acabar com o sofrimento através de drogas, incluindo a auto medicação, substâncias sujeitas a prescrição medica (por exemplo, os ansiolíticos). Existem drogas diferentes para todos os tipos de preferências, tendências, contextos e estatuto sociais, a procura supera a oferta; estão criadas as condições para um negócio lucrativo. O tráfico, o consumo ocasional, o abuso e a dependência são uma indústria com lucros muito significativos. Estima-se em 160 mil milhões de dólares, oriundos do narcotráfico, anualmente, lavados na banca internacional. O negócio global de muitos milhões de dólares, dinheiro sujo das drogas, é constituído por um sem número de parceiros, interesses e «fiéis» colaboradores que ajudam a sustentar a economia global. É um círculo vicioso.

A prevenção das dependências de drogas, incluindo o álcool, começa no berço.  
Em Portugal, a prevenção das drogas nunca foi uma prioridade para os decisores políticos, apesar de os candidatos às eleições visitarem instituições, para pessoas com problemas com drogas, somente para angariarem votos e fazerem promessas que depois não cumprem. Por exemplo em relação às drogas ilícitas, os líderes políticos centram o combate no tráfico, recorrendo às forças policiais. Esta estratégia não visa a prevenção, e está provado que não surte efeito. Prende-se um traficante, imediatamente este é substituído por mais dois ou três. Alguns países da Ásia, ainda aplicam a pena de morte aos traficantes, mesmo assim, este tipo de leis não conseguem erradicar o tráfico de drogas naqueles países. 

Como referência de mudança de mentalidades e cultura, após o 25 de Abril de 1974 e o boom das drogas ilícitas (por exemplo, refiro-me ao canábis, à heroína e à cocaína), passados 40 anos, actualmente algumas pessoas ainda consideram «os drogados» uns criminosos e marginais que deviam ir presos. As prisões não tratam as dependências. Alguns pais ainda adoptam a estratégia de prevenção, em relação aos filhos adolescentes, afirmando «Se tocas em drogas, esquece que sou teu pai», as ameaças ou a agressividade nunca funcionaram, muito menos nos dia de hoje, enquanto outros pais, creio serem em maioria, optarem pelo silêncio. Desde 1974 até 2014 quais são as diferenças culturais que contemplam a prevenção das dependências? Ao longo dos últimos 40 anos quais foram as lições que aprendemos sobre a prevenção das dependências? Desde os anos 80, e após os avanços tecnológicos nos anos 90, continuamos a ter pânico que os nossos filhos se tornem dependentes de drogas e ou álcool, como se fosse um vírus, mas na realidade, pouco fazemos para mudar esse cenário assustador. Negamos as evidências, com a agravante de ainda acreditarmos que esse tipo de problema só acontece aos outros. Paradoxalmente, recordo conversas com pais, políticos, professores, médicos, onde o tema central é a prevenção, e todos são unânimes “ É urgente fazer qualquer coisa.” Falta passar das palavras aos actos. O estigma, a negação e a vergonha relacionado com as drogas interferem na prevenção das dependências. Isto é, sabemos que o problema subsiste, mas negamos os factos.

Actualmente, relativamente à educação dos filhos, uma grande parte dos pais tem sentimentos de culpa, porque considera que falharam em algo. Surpreendentemente, o sentimento de culpa já existia antes mesmo de ser pai ou mãe, já existia na família, na educação, no emprego ou carreira profissional. Delegamos à escola e à sociedade, essa tarefa complexa da educação, porque como pais, não possuímos disponibilidade para o fazer. Quando alguma coisa corre mal, imediatamente apontamos o dedo e arranjamos um culpado. Não iremos resolver as questões mais complexas encobrindo aquilo que realmente precisa de ser feito procurando culpados. Oiço muitos pais afirmarem “ Ser pai/mãe é difícil. Não existe um livro que nos ensine a educar os nossos filhos.» Eu acrescento, se existisse o tal livro, não tínhamos tempo para ler. Andamos numa correria, sem ter um propósito concreto. Como pais ansiamos que a educação que incutimos nos nossos filhos resulte. Paralelamente, também ambicionamos ideais de grandeza e sucesso para eles, mas por outro lado, como educadores sobrevivemos como podemos a acontecimentos que colocam em risco a segurança e a pertença (amor). Existe um sentimento geral de impotência perante o poder económico, a crise financeira e social (injustiça, as desigualdades, o desemprego, a precariedade). Será honesto e legitimo ambicionar ideais de grandeza e sucesso, para os nossos filhos, quando na realidade, como pais sentimo-nos culpados e impotentes perante a sociedade consumista e hedonista? Perante a sociedade, queremos ser mais inteligentes, mas não somos. Queremos ser mais ricos, mas não somos. Queremos ser mais felizes, mas não somos. Queremos um futuro para os nossos filhos, mas não sabemos como orienta-los - qualquer coisa que possamos fazer, nunca chega e nunca é suficiente, é preciso mais e mais.

É do conhecimento geral, e reforçado pelos estudos, que a pré-adolescência é o período critico em que os jovens iniciam as suas primeiras experiências com as drogas; primeiro com o tabaco, depois o álcool, de seguida, outras drogas ilícitas. Sabendo deste fenómeno e os custos elevados, quais são as estratégias de prevenção adoptadas para o período pré-adolescência/infância? Quais são as estratégias de prevenção do binge drinking, beber álcool cujo intuito é a intoxicação/embriaguez? Do tabaco? Do consumo das drogas ilícitas? Da condução sob o efeito do álcool? Da gravidez indesejada? Do suicídio? Da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis?
   
Alguns dados
  • Outro fenómeno preocupante são as novas drogas legais. Sabia que até Abril 2013 foram identificadas 105 novas drogas legais. O consumo de droga, incluindo o álcool, é uma das principais causas de morte entre os jovens na Europa, refere o Relatório Europeu sobre Drogas 2013, divulgado em Lisboa pela agência europeia de informação sobre este problema (EMCDDA).
  • Em Junho de 2011 a Comissão Global de Política de Drogas afirmou: "A guerra global contra as drogas falhou, com consequências devastadoras para indivíduos e sociedades pelo mundo. Cinquenta anos após o início da Convenção de Narcóticos da ONU, e anos depois do presidente Nixon ter lançado a guerra contra as drogas, reformas fundamentais no controlo global de drogas a nível nacional e internacional são urgentemente necessárias"
  • A indústria do álcool, através do recurso a técnicas agressivas de marketing,  da comunicação social e dos lóbis insistem em associar o consumo de bebidas alcoólicas e o desporto. Por exemplo, colando marcas de bebidas alcoólicas à selecção portuguesa de futebol e à Liga de Futebol. Na minha opinião, é inadmissível e são incompatíveis; não colam. O desporto e as drogas não são compatíveis. O álcool é uma droga lícita, tal como o tabaco. Esta situação só é possível graças aos milhares de euros, aos lobis e outros interesses. Causa-me consternação, agravada com a conivência das autoridades, existirem empresas e pessoas, membros de família e com filhos, que dedicam horas, dias e meses do seu trabalho a elaborar estratégias (marketing  agressivo) que visam o consumo de álcool direccionado para os jovens.
  • Segundo um inquérito aos alunos da Universidade de Lisboa (UL), resultado de uma parceria entre a UL, o Conselho Nacional de Juventude e o Serviço de Intervenção em Comportamentos Adctivos, afirma que 40% dos alunos do Superior já experimentaram drogas. Canábis lidera os consumos, seguido pelas smart drugs, anfetaminas e cocaína. 36,2% dos jovens que bebem álcool fizeram-no pela primeira vez antes dos 15 anos.
  • 01/12/2013 Reportagem no Jornal de Noticias: “100 mil pessoas na rua naquela que é a noite mais longa em Guimarães. Recorde álcool no pinheiro Nicolino. (…) O que não se esperava é que os Bombeiros de Guimarães tiveram tanto trabalho no transporte de nicolinos alcoolizados. Foram 26 internamentos por princípio de coma alcoólico ou mesmo efectivado. O maior numero de sempre, sendo que no ano passado foram 17.”
  • O Epiteen estudo realizado, pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, ao longo da última década, a quase três mil jovens, todos nascidos em 1990 e alunos nas escolas públicas e privadas do Porto, que avaliou os participantes aos 13, aos 17 e aos 21 anos revela relação de violência na adolescência com agressões mais tarde. 77% dos jovens afirmaram experimentar drogas por curiosidade. Canábis lidera os consumos, seguido pelo álcool e tranquilizantes. Segundo os jovens (24%) a escola é o local onde é possível obter o canábis.
  • Anúncios entre programas de televisão infantis. Segundo o Conselho Económico e Social Europeu defende a erradicação total da publicidade nos intervalos de programas infantis, de forma a evitar outros efeitos, o aumento do «bullying de marca».
  • Notícia do Jornal de Noticias: «Filhos dos pobres não conseguem fugir da pobreza. Portugal é dos países onde é mais difícil quebrar ciclos de pobreza entre gerações muito por causa da imobilidade educativa: pais pouco instruídos têm, sobretudo, filhos também pouco instruídos. Situação educativa e económica das famílias é determinante para o futuro dos filhos.»
  • «A pobreza é como que hereditária” Eurostat, dados de 2011.
  • Segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, registou 261 mortos, entre a população jovem, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de 2010 a 2012. O álcool está associado à mortalidade rodoviária entre os jovens.
  • De acordo com um testemunho de um jovem de 24 anos, acerca da condução sobre o efeito do álcool afirmou: «É normal, já estou habituado.»
  • As campanhas de sensibilização sobre os perigos da condução sobre o efeito do álcool não são suficientes. O objectivo das campanhas estão direccionadas para o comportamento do individuo, visando desresponsabilizar, os decisores políticos e a indústria do álcool. Quantas mortes são necessárias para inverter esta politica de negação? 

Já diz o ditado popular «Mais vale prevenir do que remediar» e na prevenção das dependências urge uma revolução.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Conduzir sob o efeito do álcool e as vitimas inocentes




Sabia que a condução sob o efeito de álcool e/ou outras drogas pode transformar a viatura numa arma letal com consequências trágicas e com vitimas inocentes.
Veja este video controverso, sobre um individuo que afirma ter morto uma pessoa enquanto conduzia o seu carro sob o efeito do álcool.
Noticias 2013
28/12/13 «428 pessoas detidas por excesso de alcool na época do natal.»
05/08/13 " Político responde por homicídio negligente e condução sob o efeito de álcool num acidente que causou a morte de um jovem de 19 anos"
06/08/13 "Mais de cem condutores com alcool a mais. A GNR deteve no domingo 136 condutores com excesso de alcool."
27/08/13 "68 condutores detidos com excesso de alcool. GNR deteve, no fim de semana, (...) 68 detenções a individuos que conduziam sob o efeito do alcool."
24/09/13 "1390 detenções na Operação Verão Seguro. (...) entre 15 de agosto e 15 de setembro, 620 das quais por excesso de álcool (...)."

Partilhe este video pelos seus contatos de forma a chegar ao maior numero de pessoas a fim de sensibilizar para este tipo de tragédia.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A resiliência é um escudo para as dependências



10 Dicas úteis sobre como promover a resiliência no desenvolvimento das crianças, por Margarita Tartkovsky (Leia o texto na integra).


1. Não proporcionar todos os recursos
Segundo a Dra. Lynn Lyons “ Sempre que tentamos proporcionar segurança e conforto, estamos a atrapalhar as crianças a fim de que elas consigam desenvolver as suas competências na resolução de problemas e na aquisição de perícias.” Proteger excessivamente as crianças somente irá aumentar a ansiedade delas.”
A Dra Lyons ilustrou este exemplo muito comum de uma forma dramática. “Às 15.30, a criança sai da escola e revela aos pais, que frequentemente fica preocupada porque não sabe se os seus pais a vão buscar a horas. Para tranquilizar a criança, os pais chegam à escola com uma hora de antecedência e “estacionam” á frente da janela da sala de aula, para que a criança os veja. Outro exemplo, “ Os pais permitem que o seu filho, de 7 anos, durma num colchão no quarto deles porque o filho se sente desconfortável em dormir no seu próprio quarto sozinho.”

2. Evite eliminar todos os riscos
Naturalmente, os pais procuram proporcionar segurança aos seus filhos. Mas eliminar todos os riscos retira-lhes a oportunidade de aprenderem sobre como ser resiliente. Numa família conhecida da Dra. Lyons, durante a ausência  e segundos os critérios dos pais , as crianças não atingiram ainda o nível de maturidade suficiente que lhes permita tomar as refeições em casa visto haver o receio de sufocarem com a comida, assim, segundo a Dra Lyons, também não estão habilitadas a permanecer em casa. Se as crianças já são crescidas o suficiente para estar em casa sozinhas, também são crescidas para se alimentarem.
O factor chave reside em permitir às crianças correr riscos apropriados à sua idade e ensinar algumas competências essenciais ao seu desenvolvimento. O adolescente que vai tirar a carta de condução, aos 5 anos de idade aprendeu a andar de bicicleta e que antes de atravessar a rua, precisava abrandar a velocidade, prestar atenção aos carros e olhar para o lado direito e para o lado esquerdo, Proporcionar às crianças, a liberdade apropriada à sua idade, ajuda-os a aprender a definir os seus próprios limites.


3. Ensine-os a resolver os seus próprios problemas
A criança está amedrontada por ir passar o fim-de-semana com os amigos, num campo de férias, longe de casa. Segundo a Dra Lyons, um progenitor ansioso afirmaria numa situação destas “Pronto, não há necessidade em ires ao campo de férias. Podes ficar em casa.”
Todavia, uma abordagem mais correcta consiste em estabilizar o estado de ansiedade da criança, ajudando-a a gerir as suas emoções em relação às saudades de casa. Nesse sentido, pode perguntar à criança o é que ela pode fazer a fim de se adaptar às saudades de casa.
Quando o filho da Dra Lyons ficava ansioso por causa do exame final, ela e ele faziam um brainstorm  sobre as possíveis estratégias para gerir melhor o tempo e o horário para estudar. Por outras palavras, ajuda-lo a acostumar-se a enfrentar os seus próprios desafios. Através da repetição, proporcionar-lhe oportunidades a fim de determinar aquilo que funciona e aquilo que não funciona.

4. Ensine aos seus filhos competências concretas
Quando a Dra Lyons, trabalha com crianças, ensina-lhes competências específicas a fim de eles aprenderem a gerir determinadas situações. Costuma questionar-se a si própria “Qual é o objectivo que pretendo atingir com esta situação? Qual é a competência que eles necessitam de aprender para atingir o objectivo?” Por exemplo, pode ensinar a criança a cumprimentar alguém e a iniciar uma conversa.

5. Evite a pergunta “Porquê?”
Segundo a Dra Lyons, o “Porquê?” não se revela eficiente na aquisição de competências para gerir os problemas. Por exemplo, se o seu filho deixa a bicicleta à chuva e você pergunta, “Porquê?” O que é que elas vão dizer? A resposta vai ser “Tenho 8 anos e sou uma criança descuidada.”
Faça perguntas utilizando o “Como”. “Olha lá, deixaste a bicicleta à chuva e a corrente ficou enferrujada. Como é que podes reparar essa situação?” Por exemplo, o seu filho pode ir fazer uma pesquisa à internet e descobrir como pode reparar a corrente enferrujada ou contribuir com o seu próprio dinheiro para uma corrente nova. A Dra Lyons também utiliza o “Como” para ensinar competências diferenciadas. “Como é que vais levantar da cama quando está acolhedor e os lençóis estão quentinhos?” ou “Como é que vais lidar, com os rapazes barulhentos da tua turma, quando eles começarem a incomodar?

6. Não lhes proporcione todas as respostas
A Dra. Lyons, afirma que, em vez de lhes dar todas as respostas, faça o seguinte, utilizando a frase “Não sei.” Assim está a proporcionar-lhes as competências necessárias para a gestão dos problemas. Utilizando esta frase, está a ensinar-lhes a tolerar a incerteza e a ajuda-los a pensar sobre as formas possíveis de enfrentar alguns desafios. Faça este exercício quando eles são crianças, e ao longo do seu crescimento, proporcionando-lhes pequenos desafios, está a prepara-los para desafios maiores e mais arriscados. Eles não vão gostar, mas com o tempo vão acostumar-se.
Por exemplo, quando você vai á consulta de rotina do médico do seu filho, e ele perguntar  “Ó mãe, vou apanhar uma pica?” em vez de o tranquilizar, diga “Não sei. É bem provável que leves uma pica, se acontecer, vamos ver como é que vais enfrentar a situação.” Outro exemplo semelhante, se o seu filho perguntar “Ó mãe hoje vou ficar doente?” Em vez de responder “Não, não penses nisso. Não vai acontecer nada.” responda “É provável, se acontecer vamos ver como lidas com isso.”
Se a criança estiver preocupada porque vai detestar a escola, em vez de dizer “Vais adorar, vais ver!” Você pode explicar que algumas crianças podem não gostar da escola, desta forma, você pode ajuda-lo a encontrar outras alternativas.

7. Evite o discurso utilizando termos catastróficos
Preste muita atenção aquilo que diz em frente aos seus filhos. Segundo a Dra Lyons, os pais ansiosos têm a tendência para utilizar termos catastróficos. Por exemplo, em vez de dizerem “É mesmo importante aprenderes a nadar,” dizem “É mesmo importante aprenderes a nadar porque seria devastador, para mim, se um dia tu te afogasses.”

8. Permita que os seus filhos cometam erros
De acordo com a Dra Lyons, cometer erros não significa que seja o fim do mundo. É esta a forma como adquirimos o discernimento, a fim de sabermos o que fazer a seguir e a resolver a situação. Para os pais, revela-se extremamente doloroso, permitirem a confusão e a desordem. Por outro lado, é desta maneira que as crianças aprendem a identificar e a corrigir equívocos, e para a próxima vez, aprendem a evitar cometer os mesmos erros. É típico dos pais ansioso e superprotectores, quando a criança possui uma determinada tarefa, fazem questão de que façam o trabalho o mais possível próximo da perfeição, mesmo que numa primeira abordagem a criança, não revele absolutamente interesse nenhum. Permita à criança identificar as consequências das suas acções. Outro exemplo semelhante, se o seu filho não quer ir à natação, permita que ele fique em casa, porque da próxima vez, quando ele se sentar no sofá poderá sentir-se desconfortável.

9. Ajude o seu filho a gerir as emoções
A Dra Lyons, afirma que a gestão das emoções é o factor principal para a resiliência. Ensine o seu filho a aceitar as emoções, como algo perfeitamente legítimo. É normal sentir raiva quando ele ou ela perde o jogo ou se alguém lhe come o gelado todo. Depois das emoções atribuladas, eles precisam de pensar sobre aquilo que vão fazer de seguida. Rapidamente, as crianças também aprendem a distinguir e a relacionar as suas emoções poderosas e aquilo que eles querem. Os pais também precisam de aprender como lidar com suas emoções. Como progenitor, você poderá dizer “Compreendo que te sintas frustrado e zangado. Se estivesse no teu lugar, também me sentia da mesma maneira. Entretanto, precisas de aprender a identificar qual é próximo passo e qual o comportamento mais apropriado.” Se o seu filho fizer uma grande gritaria, ficará bem claro qual o tipo de comportamento que é apropriado ou não. Você dirá “Desculpa, mas não vou buscar outro gelado, porque esse tipo de comportamento é inapropriado e inaceitável.

10. Resiliência
É óbvio que as crianças aprendem observando o comportamento dos progenitores. Segundo a Dra Lyons, sugere “Seja consistente e tenha calma. Você, como progenitor, não pode pedir aos seus filhos para controlarem as emoções, se você não consegue controlar as suas. Na verdade, nós baralhamos tudo e como sabemos a educação exige muita pratica.” Quando você, como progenitor, cometer um erro, admita-o e diga “Desculpa filho, realmente estraguei tudo. Não consegui gerir a situação com calma. Vamos falar e descobrir outra forma diferente de lidar com a situação no futuro.”

É desde criança e ao longo da adolescência que a resiliência proporciona orientação e competências através de caminhos, conquistas e adversidades, por si só, inevitáveis e complexas, mas que fazem parte integrante do próprio desenvolvimento. Crianças resilientes, mais tarde, tornam-se adultos resilientes, capazes de sobreviver e prosperar expostos aos mais diversos tipos de adversidade.
Saiba mais sobre a Dra Lynn Lyons 

 Comentário: Como adultos sabemos o quão importante são os valores e as competências que nos foram incutidos pelos pais ou pessoas significativas, pela família em geral, pela escola e pela sociedade ao longo do nosso desenvolvimento. Da mesma forma, também sabemos o quão importante foram, e ainda continuam a ser, os erros que todos nós cometemos. É nesta dança entre a aquisição de competências e a aprendizagem dos erros, relação causa e efeito, que a prevenção das dependências ocorre desde o nascimento e ao longo da vida.
A prevenção das dependências, direccionada para as crianças, só é possível se TODOS estivermos envolvidos e assumirmos esse compromisso – causa. Por outras palavras, se sabemos que as crianças adquirem grande parte das suas competências observando os adultos; nós como adultos, responsáveis e com mais experiencia de vida, precisamos de ser um exemplo a seguir.
A sociedade somos todos nós. Estaremos a proporcionar às nossas crianças um leque de oportunidades que elas precisam para explorar o mundo? Será que estamos a incutir nas crianças um espirito que as motive a explorar o seu próprio potencial, a prosperarem e a oferecer-lhes alternativas para enfrentarem as adversidades? As drogas, incluindo o álcool, estão disponíveis para aqueles jovens que não exploraram, desenvolvem e prosperaram ao longo do seu desenvolvimento e servem, na perfeição, como uma almofada para atenuar a dor e o trauma, a frustração, a vergonha, a rejeição, a culpa. 



domingo, 28 de julho de 2013

Consumo de Canabis (Marijuana) e o cérebro do adolescente

sábado, 13 de julho de 2013

"A minha declaração de compromisso para com as minhas crianças"



Tradução: A minha declaração de compromisso para com as minhas crianças.
Enquanto eu estiver vivo irei sempre ser, em primeiro lugar o/a teu pai/tua mãe, e em segundo lugar, serei teu amigo/a. Porque te amo, irei ser o teu amparo, irei reagir às tuas investidas contra certas regras, irei dar conselhos e lições de moral, irei deixar- te cheio de raiva, irei ser o teu pior pesadelo e irei à tua procura como um cão de caça. Quando realmente perceberes que o meu papel é este, nessa altura, vou aceitar que já és um adulto responsável. Ao longo da tua vida, não irás encontrar ninguém que te ame, apoie, reze e se preocupe contigo, mais do que eu. O meu trabalho como progenitor/a, para contigo, nunca estará completo se tu, pelo menos uma vez, não resmungares, “Eu odeio-te”, em toda a tua vida.  

Se você é pai/mãe e concorda com este texto, partilhe este post.
Autor Anónimo