quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
A prevenção das dependências começa em casa
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Fenomeno Binge Drinking
terça-feira, 28 de junho de 2011
Festas de Verão e a publicidade agressiva da Industria do Alcool sem prevenção
É um fenómeno recorrente, nesta altura do ano (Verão) a publicidade, o marketing agressivo e a venda em relação às bebidas alcoólicas, em especial das cervejas, assume uma proporção muito significativa e capaz de influenciar e encorajar o consumo das referidas bebidas, principalmente entre os mais jovens, isto é, novos consumidores (fidelização à marca), técnicas de marketing que visam o publico jovem e o binge drinking (abuso de bebidas alcoólicas cujo intuito é a intoxicação - embriaguez). Por exemplo, nas Queimas das Fitas, nos festivais de música e nos Santos Populares. Estes eventos sazonais movimentam milhares de pessoas, incluindo os jovens, e são extremamente lucrativos para as marcas de cerveja.
Sou um profissional que trabalha na Prevenção e Tratamento das Dependências de Substancias Psicoactivas e venho por este meio solicitar o vosso apoio para o meu trabalho sobre a publicidade, a venda de bebidas alcoólicas (cervejas) e o super visionamento pelas entidades responsáveis por tais práticas. Qual o histórico e o V. papel activo na prevenção deste tipo de mercado extremamente agressivo e lucrativo por parte da industria do álcool? Nesse sentido, gostaria de vos enviar um questionário e saber a quem pode ser dirigido.
Desde já os meus agradecimentos e estou disponível para qualquer esclarecimento adicional.
Atenciosamente
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Acusamos a recepção do Vosso email que mereceu a nossa melhor atenção. Nesse âmbito informamos que também nós estamos cientes dos perigos inerentes ao consumo de álcool pelo que também nós temos colaborado com as autoridades no sentido de sensibilizar os vários participantes e espectadores das Festas de Lisboa.
Caso possamos ajudar na Vossa acção estaremos ao Vosso dispor
Cumprimentos
- Resposta da EGEAC ao questionário
Exmo. Senhor
Conforme solicitado colocamos as nossas respostas junto das Vossas perguntas
Cumprimentos EGEAC
Questionário: Festas dos Santos Populares
1. Qual a função da EGEAC durante as Festas dos Santos Populares?
3. Quais os incumprimentos mais detectados pela EGEAC sobre a publicidade, o marketing agressivo e a venda em relação às bebidas alcoólicas, nos últimos 5 anos?
4. Quais as medidas especificas tomadas pela EGEAC durante as Festas dos Santos Populares de forma a monitorizar e a prevenir a publicidade e o marketing agressivo pela industria do álcool?
5. Consideram que a Industria do álcool, durante as Festas dos Santos Populares, adopta uma postura responsável em relação à publicidade e ao marketing?
6. Na opinião da EGAEC, qual o efeito do slogan pratico "Seja responsável beba com moderação" durante as Festas dos Santos Populares?
Como sabem o Álcool é uma substância psicoactiva depressora do sistema nervoso central (droga lícita). O Alcoolismo é um problema de saúde pública em Portugal, isto é revelador na medida, em que, somos uma "cultura que bebe".
7. Quais a medidas especificas tomadas pela EGAEC, durante as Festas dos Santos Populares, de forma a monitorizar e a prevenir o Fenómeno Binge Drinking entre os jovens (Abuso de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação - embriaguez. Por ex. entre os homens, o consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante dias seguidos e afecta negativamente os comportamentos dos jovens. Algumas consequências previsíveis após o Binge-Drinking por ex. acidentes, condução
sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência e abuso - ex. bullying, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, intoxicação alcoólica e morte), e o consumo por jovens menores de idade (legal) que é de 16 anos?
8. Quais as medidas especificas tomadas, pela Organização das Festas dos Santos Populares, de forma a monitorizar e a prevenir o abuso das bebidas alcoólicas, não só entre os jovens mas também entre os adultos?
O Álcool (substância psicoactiva geradora de dependência) e o alcoolismo· (doença) assumem uma dimensão preocupante visto as consequências representarem um elevado preço, quer seja para o próprio Estado, para as famílias, incluindo as crianças, para a comunidade e para a sociedade em geral.
As gerações futuras necessitam de orientação e apoio nos momentos mais críticos das suas vidas, por ex. a adolescência. Uma única vitima do abuso do álcool e ou do alcoolismo é demasiado.
Mais uma vez os meus sinceros agradecimentos pelo V. apoio.
Estou disponível para qualquer esclarecimento adicional
Atenciosamente
desde já os meus agradecimentos pela prontidão da resposta ao email/questionário.
Depois de ler, atenciosamente, as suas respostas surgem outras questões às quais continuam sem resposta.
Nesse sentido, se me permite, gostaria de colocar as seguintes questões.
Segundo o vosso site as Festas dos Santos Populares fazem parte de um conjunto de iniciativas das Festas de Lisboa, "sendo a EGAEC uma empresa municipal responsável pela programação das mais variadas iniciativas· (Equipamentos e Eventos), onde se incluem as Festas dos Santos Populares.” E ainda "Contudo só em 1934 a Câmara Municipal de Lisboa chamou a si a organização dos tradicionais festejos inspirados nos Santos Populares." Desde 1934 até 2011 a Câmara Municipal de Lisboa organiza os tradicionais festejos.
NO ENTANTO NÃO É DA SUA RESPONSABILIDADE A TOTALIDADE DAS MUITAS INICIATIVAS
QUE TÊM LUGAR NA CIDADE NESTE PERÍODO.
Quem são as entidades publicas ou privadas responsáveis, durante as festas dos Santos Populares, pelas medidas implementadas no local de forma a monitorizar e prevenir a publicidade e o marketing agressivo pela industria do álcool? Recordo a sua resposta; 1,5 milhões de espectadores. É um número apetecível e extremamente atraente para a Industria do álcool e dos seus parceiros, refiro-me à publicidade, ao marketing agressivo e à venda.
QUANTO ÀS ENTIDADES PRIVADAS JÁ AS MENCIONEI AS MESMAS QUE SÃO CERTAMENTE
TAMBÉM DO SEU CONHECIMENTO.
Qual a entidade publica ou privada competente capaz de responder à questão
da pergunta nº 5?
Qual a entidade publica ou privada competente para responder à questão nº6?
Sendo a EGEAC, a entidade organizadora das Festas de Lisboa, da qual as Festas dos Santos Populares fazem parte mas, não sendo a única, visto existirem um conjunto significativo de entidades, qual delas (entidade envolvidas na organização) competente e capaz de responder à pergunta nº 7?
ALCOÓLICAS QUER MEDIANTE CONTROLO NA VENDA DAS MESMAS JUNTO PÚBLICO PARA SE EVITAREM EXCESSOS.
Quais os parceiros, que refere, competentes para responder à pergunta nº8?
EGEAC: IDEM, IBIDEM - SENSIBILIZANDO JOVENS E ADULTOS NO ACTO DA COMPRA, PUBLICITANDO MAIS AS BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS E/OU SEM ALCÓOL .
Mais uma vez gostaria de destacar o carácter social e preocupante que o alcoolismo, o abuso do álcool, o binge drinking, o consumo de bebidas alcoólicas por jovens menores de idade assumem nos dias de hoje, com a agravante de o referido fenómeno assumir dimensões preocupantes.
EGEAC: ESTAMOS TOTALMENTE CIENTES DESSE PROBLEMA PELO QUE AS NOSSAS INICIATIVAS PROCURAM SEMPRE NÃO INCENTIVAR AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS NEM OUTRAS SUBSTÂNCIAS TAMBÉM PREJUDICIAIS À SAÚDE.
Mais uma vez agradeço a sua disponibilidade
Atenciosamente, EGEAC
Agradeço a sua disponibilidade em responder, pela segunda vez, às questões do referido questionário.
Pelo que percebo das suas respostas o assunto específico a que o questionário se refere Publicidade, e Marketing Agressivo sobre a venda de bebidas alcoólicas aparenta não existir, na V. organização, dos Santos Populares, uma entidade responsável e competente que monitorize este fenómeno que assume proporções alarmantes (a Publicidade e as técnicas
agressivas de marketing da Industria do álcool).
Como deve saber, existem estudos nos Estados Unidos da América e no Reino Unido que estabelecem uma ligação entre a publicidade e o abuso de bebidas alcoólicas entre os jovens (novos consumidores e fidelização às marcas para o resto das suas vidas). Desde o final dos anos 90 existem medidas que monitorizam este tipo de práticas abusivas. Caso esteja interessado, posso reencaminhar alguns desses estudos.
Desde 1993 que trabalho na Prevenção e no Tratamento e posso assegurar-lhe o fenómeno do abuso do álcool e do alcoolismo surge cada vez mais cedo (precoce) na vida dos indivíduos que estão vulneráveis a este fenómeno.
Mais uma vez os meus sinceros agradecimentos ao ter, prontamente, respondido
aos emails.
Atenciosamente
Gostaria que não interpretasse de forma incorrecta o que informei. A EGEAC é uma empresa municipal que tem por missão a organização e desenvolvimento de um conjunto de actividades culturais e gestão de equipamentos culturais que possam servir a Cidade e quem nela habita e/ou visita.
Como várias vezes informei nas respostas que lhe forneci a EGEAC está totalmente ciente do flagelo do consumo de bebidas alcoólicas em grau de excesso e como tal tem sempre trabalhado com os seus parceiros por forma a evitar que tal se realize nas iniciativas que são da responsabilidade directa desta empresa.
Mais informo que nas respectivas iniciativas que organizamos não se têm registado acontecimentos ocorridos relativamente ao excesso de álcool.
Mantemos no entanto a monitorização e o trabalho conjunto com os parceiros para se evitarem passar mensagens que indiciem o consumo desse tipo de bebidas.
Como várias vezes informei Festas dos Santos Populares é uma coisa, Festas de Lisboa outra. Gostaria pois que não fossem interpretadas de forma incorrecta as palavras
que escrevi.
Infelizmente esse fenómeno que nos projecta é um grave problema do dia a dia e não só no período dos Santos Populares.
Certos da sua compreensão e desejando um bom trabalho, gostaria por último de informar que a EGEAC irá manter-se alerta e tudo fazer para que não se alastre essa situação
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Binge Drinking e a Industria do Álcool
Desde já felicito-os pelo magnífico espectáculo musical da qual Portugal muito se orgulha.
Trabalho na área da Prevenção, Intervenção, no Tratamento e na Recuperação dos Comportamentos Adictivos (dependência das drogas licitas e/ou ilícitas, incluindo o álcool e a nicotina, o jogo, distúrbio alimentar, sexo, compras, shoplifting, trabalho, relações de dependência).
Desde 2007 estudo o fenómeno da Prevenção e Redução de Comportamentos de Risco relacionado com os Comportamentos Adictivos (drogas licitas, incluindo o álcool, e as drogas ilícitas) e os jovens.
Venho por este meio solicitar a vossa colaboração no referido estudo com as seguintes perguntas.
1. Segundo os vossos dados quantas pessoas participam (ano)?
2. Consideram que os participantes do são maioritariamente jovens? Se sim, quais as faixas etárias?
Tendo em consideração que o álcool é uma droga e que o alcoolismo é um problema de saúde pública em Portugal, existe uma "cultura que bebe".
3. Consideram que a Organização do festival e a Industria do Álcool permitem e utilizam técnicas de marketing agressivo de forma a estimular o abuso de bebidas alcoólicas entre os jovens, visando unicamente o lucro, durante o festival?
4. Na opinião da organização do Festival qual é o efeito pratico e efectivo do slogan "Seja responsável, beba com moderação" durante o festival?
Fenómeno Binge Drinking - Abuso no consumo de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação (embriaguez). Por ex. entre os homens o consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante dias seguidos e afecta negativamente os comportamentos dos jovens (algumas consequências previsíveis após o Binge-drinking: acidentes, condução sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência e abuso, doenças sexualmente transmissíveis, intoxicação alcoólica e morte.
5. A organização considera que o fenómeno do Binge-drinking está presente no Festival?
6. Consideram que o Binge- drinking assume contornos e consequências preocupantes entre os jovens?
7. Quais a medidas tomadas pela Organização do Festival de Musica de forma a monitorizar e a prevenir o binge-drinking e comportamentos de riscos, assim como o abuso e as consequências negativas associadas ao consumo excessivo de álcool e/ou drogas licitas e/ou licitas?
Lamento ocupar o V. tempo, mas como sabem esta temática é demasiada importante e afecta milhares de lares em Portugal e no Mundo.
Aguardo uma resposta tão breve quanto possível.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Factores políticos relacionados com o abuso e a dependência
Tal como tenho referido, Portugal é o único país da União Europeia onde é permitido a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a jovens com idade a partir dos 16 anos. Politicamente "falando", o álcool pode ser "abusado" livremente pelos jovens. Observo com frequência alguns grupos de jovens na praia onde levam a toalha, o telemóvel, o iphone e bebidas alcoólicas. Faz parte da sua cultura e da sua identidade.
Em Portugal, parece não existir uma abordagem cujo objectivo contemple informar a população sobre as consequências do álcool e do alcoolismo. Observo alguns adultos pedirem aos jovens, com idades inferior aos 16, para comprarem bebidas alcoólicas e isso é considerado normal. Obviamente que destaco aquelas atitudes que negligenciam e ignoram o risco. Afinal o álcool é uma droga e somos uma cultura que bebe. Recordo inúmeros de casos de familiares que afirmavam incrédulos "Como é que é possível que o meu filho/a tenha um problema com o álcool..." ou "Nunca lhe faltou nada..."
Em Portugal, a politica influencia a comercialização e a disponibilidade (oferta) do álcool à população em geral. Todos os dias somos expostos, incluindo as crianças e os jovens, a um conjunto variado de estímulos (publicidade, técnicas de marketing) associados as bebidas alcoolicas. A politica determina que consumir bebidas alcoólicas, a partir dos 16 anos, é associado ao lazer e ao bem estar.
A politica, por outro lado, reforça a existência de leis e regulamentos associados à venda e ao consumo. Os consumidores são responsabilizados caso exista infracção. Isto é, o fenómeno do abuso e alcoolismo é ignorado. Por ex. os acidentes de viação em que o condutor esta sob o abuso do álcool, as vitimas de acidentes inocentes, a violência domestica, os acidentes no trabalho, do binge drinking entre os jovens, do alcoolismo, das famílias, incluindo as crianças. Se nas drogas existe a "A Luta contra a droga..." porque é que no álcool a luta é contra os consumidores?
São necessárias medidas politicas que informem a população em geral das consequências da "Cultura que Bebe". Em Portugal, no princípios do sec. XX existia a crença que era nutritivo as crianças comerem Sopas de cavalo cansado cujo ingredientes são: vinho, pão, gema de ovo e mel. No sec. XXI em zonas do país algumas crianças ainda sejam alimentadas pelas sopas de cavalo cansado.
Alguns estudos afirmam que o acesso limitado e a ausencia à exposição ao alcool é um factor de protecção em relação ao desenvolvimento de problemas associados ao alcool (abuso e dependencia).
As politicas sociais existem contundo aparentam ser insuficientes e retrogradas.
No mundo dos adultos algumas crianças e jovens vulneráveis são ignorados e vitimas da negligência, em prol do interesses económicos.
Mais Vale Prevenir Do Que Remediar
domingo, 30 de maio de 2010
Notícias sobre o Plano Nacional Redução dos Problemas Ligados ao Alcool 2009-2012
Aproximadamente um ano depois surgiram notícias sobre o Plano Nacional de Redução dos Problemas Ligados ao Alcool 2009-2012
Algumas Metas do Plano para 2012.
Quem são os responsáveis pelas leis? Quem são os responsáveis pelos direitos das crianças (filhos de pais alcoólicos) e dos jovens? Quem são os responsáveis pelas Universidades e pelos estudos científicos? Quem é o responsável para informar e educar a população portuguesa a fazer escolhas saudáveis? Qual o acordo tácito entre a industria poderosa do álcool e as "mentes brilhantes" deste país?
terça-feira, 25 de maio de 2010
O Mundo dos Adultos Não É Seguro Para Algumas Crianças Vulneraveis
O tema da Prevenção das Dependências é um fenómeno negligênciado pela maioria dos portugueses.
1. A autoridade máxima da igreja esteve em Portugal, parece não ter sido questionado em relação à pedofilia. Questão: Durante a visita do Papa onde estavam os políticos, os juízes, os deputados, os advogados, os jornalistas portugueses que zelam pelos direitos das crianças?
2. Durante uma sessão de treino os jogadores da selecção portuguesa de futebol ostentavam nas suas camisolas (publicidade) a marca de uma determinada marca de cerveja. Questão: Como é possível ? É proibido a publicidade de bebidas alcoólicas no desporto. A lei parece ser demasiado permissiva e ineficaz.
3. Somos o único país da Europa, dito civilizado, que adoptou uma lei (permissiva e ineficaz) que permite aos jovens a partir dos 16 anos serem livres de consumirem e abusarem (binge-drinking) de bebidas alcoólicas. Questão: Qual ou quais os estudos científicos que afirmam, reforçam e promovem o consumo e abuso de bebidas alcoólicas pelos jovens a partir dos 16 anos? Parece que os interesses económicos estão acima dos interesses e direitos das crianças.
Siga a link e comente esta informação:
http://www.deco.proteste.pt/bebidas/alcool-venda-a-menores-de-16-sem-controlo-s600631.htm
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Publicidade ao Alcool e conteudos perigosos no Facebook

quinta-feira, 25 de junho de 2009
Os jovens e a industria do alcool

Continuamos a assistir impotentes perante a hipocrisia em relação às leis que regulam a publicidade de determinadas marcas de cerveja no desporto e nos festivais de música de verão. O álcool é uma droga amplamente consumida. Em Portugal e desde há décadas o alcoolismo é reconhecido publicamente como um problema de saúde pública que infelizmente continua a ser negado, com a tendência para permanecer activo e resistente através do surgimento de novos casos – alcoólicos/as - todos os anos. Para ilustrar na perfeição a negação, recordo este cenário hipotético, por ex. em nossa casa, vive um elefante cor-de-rosa, fazemos de conta que não existe; não o vemos, não o ouvimos e não temos emoções sobre a sua presença. Se nos perguntarem “Porque é que um elefante está em tua casa?”, afirmamos resignados “Não sei, porque sim. Ele já lá vive em casa há muitos anos mesmo antes de ter nascido…”
Durante os festivais de música de verão, a queima das fitas, eventos e certas modalidades desportivas mediáticas onde o publico é maioritariamente jovem (adolescentes e jovens adultos) a publicidade (marketing) a determinadas marcas de cerveja é desproporcionada e agressiva procurando apelar aos sentidos, evocando divertimento e camaradagem. Segundo um artigo de um jornal de 20/06/2009 vendem-se 600 milhões de litros de cerveja por ano, metade (300 milhões de litros) entre Junho e Setembro. Basta fazer as contas para se entender a “guerra” assumida entre marcas, os impostos pagos ao estado e finalmente as consequências deste negócio lucrativo nos jovens.
A lei actual revela-se permissiva visto permitir ser manipulada pela poderosa indústria do álcool com a conivência das pessoas (pais e mães) que executam este tipo de legislação. Sabendo que o alcoolismo é um problema grave, segundo estudos publicamente reconhecidos, porque não se mudam as atitudes e os comportamentos? Assim como as leis? Só me ocorre uma resposta - lucro e interesses.
A verdade escondida
Afinal que interesses existem por detrás destas parcerias?
Num artigo do Diário Económico de 9/06/2009 – “Patrocinar o futebol só tem retorno com publicidade - Patrocinar uma equipa de futebol ajuda a conquistar notoriedade mas pode fazer muito mais por uma marca, em especial junto de um “target” mais generalizado ou masculino. Isto porque a “colagem” ao mundo do futebol pode ajudar a construir associações de imagem úteis para criação do valor da marca.”
Concordo na íntegra, então quer dizer, que a indústria do álcool investe “fortemente” no desporto, mesmo que no referido “target” se inclua os jovens e que associado ao desporto, a tal “colagem”, vise somente aumentar as vendas de determinada bebida alcoólica com a conivência da lei, negligenciando os efeitos negativos associados ao álcool. Esta corrida desenfreada para aumentar as vendas proporciona uma exposição e “reputação” enorme, quer seja através do desporto ou de outros eventos onde o publico é maioritariamente jovem. Os jovens são emocionais e reagem a determinados estímulos.
Por ex. segundo uma fonte MyBrand Intelligence Unit de referência e publicada no mesmo jornal, no Top 10 das marcas mais associadas ao futebol surgem três marcas de cervejas – no primeiro, no sétimo e no décimo lugar.
Ficamos com vontade de alertar “as consciências” para este tipo de negócio complexo, poderoso e lucrativo que teima em dominar apesar das consequências negativas. Quantos jovens sofrem acidentes nas estradas associados ao álcool? Quantos jovens, depois de consumirem bebidas alcoólicas, provocam acidentes que envolvem outras pessoas inocentes? Quais os crimes associados ao álcool cometidos por jovens? Quantos jovens dão entrados nas urgências dos hospitais? Doenças sexualmente transmissíveis, por ex. HIV? Quantas famílias são afectadas por perdas devastadoras, de algum dos seus membros, como consequência associado ao abuso de bebidas alcoólicas? Esta realidade aparenta permanecer escondida do público. E o slogan hipócrita “Seja responsável; beba com moderação” não “cola.”
Se alguém responder honestamente a estas questões e a outras que possam existir mas que não constam aqui seria uma forma de ficarmos informados.
Prevenir o previsível
Embora a indústria do álcool apresente uma informação substancial ao público (imagem) reflectindo os seus contributos favoráveis a nível económico e social, todavia escusa-se a ser investigada por agentes externos sobre as suas estratégias (ex. marketing), políticas e “rede” intrincada de distribuição e venda.
Neste sentido, cabe a todos nós, pais, profissionais e outras pessoas atentas informar os nossos jovens das técnicas sofisticadas de marketing que são direccionadas a eles.
Gostaria de deixar aqui uma palavra de conforto e candura para aquelas famílias que já sofreram na “pele”, a perda dos filhos e filhas em acidentes, fatalidades, doenças, etc. das consequências negativas deste negócio poderoso e lucrativo.
Participe e comente.
http://www.aacs.pt/legislacao/codigo_da_publicidade.htm
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
A Industria do Alcool e os Jovens

A Industria do Álcool
Artigo sobre “A Industria do Álcool” realizado pela American Medical Association - Office of Alcohol and Other Drug Abuse por um grupo dedicado de médicos que zelam por uma América saudável procurando assim, dar o seu contributo moral e ético, para a redução do consumo do álcool por jovens.
» Alguns pontos “chave” (específicos e sensíveis) sobre - A Industria do Álcool
* È uma industria complexa, distinta e reconhecida em todo o mundo.
* Politicamente influente e poderosa. Capaz de influenciar políticas/medidas nacionais, regionais e locais relacionadas com o álcool.
* Capaz de influenciar eficazmente as pessoas (cargos de relevo em instituições publicas e privadas) que tomam decisões, ao nível dos Média; sobre o álcool, o consumo de bebidas alcoólicas e problemas relacionados com o álcool.
* Inflexível e implacável nas suas medidas e políticas - estratégias de marketing e de informação que reforçam - beber é um acto / escolha individual e que os problemas relacionados com o álcool são causados por pessoas irresponsáveis (a maioria das pessoas que bebem são responsáveis) e também controlam as leis e regulamentos que visam punir, unicamente os indivíduos “irresponsáveis” que causam problemas com a bebida – mais ninguém será responsabilizado.
Este artigo permite uma perspectiva diferente sobre A Industria do Álcool. Na sua constante e convincente procura, por parte desta industria, em influenciar a normalização do consumo de bebidas alcoólicas, bem como, a sua oposição às medidas e programas de prevenção que sejam interpretados como uma ameaça às suas campanhas que fomentam o consumo de bebidas alcoólicas. Este artigo é uma publicação da Associação Medica Americana (AMA) Office of Alcohol and Other Drugs, de Janeiro de 2004 subordinado ao tema sempre actual - “Industria do Álcool: Um Parceiro Social ou um Inimigo Social?”
Tal como a industria do tabaco, a industria do álcool produz uma droga legal e largamente consumida; dominada por um conjunto restrito de produtores de bebidas alcoólicas que investe e emprega uma combinação poderosa de dólares e publicidade, visa estratégias de marketing eficaz e complexo, contribuições em campanhas políticas e tácticas sofisticadas na criação de parceiros (lobbies) que permitam desenvolver e manter os seus interesses económicos e políticos a um nível regular e lucrativo.
Exige um novo e constante aliciamento de jovens consumidores (target) de forma a manter e aumentar a sua base de clientes “fieis”. Mmantem a recusa e o afastamento, da investigação cientifica, tanto quanto possível, que comprove que o álcool é uma droga adictiva, embora seja legal, com consequências negativas a nível da saúde física, mental e da própria comunidade.
Embora a industria do álcool apresente uma informação substancial ao publico (imagem) reflectindo os seus contributos favoráveis a nível económico e social, todavia escusa-se a ser investigada por agentes externos sobre as suas estratégias, políticas e a sua implementação no terreno.
A industria do álcool é amplamente visível, pelo publico em geral, como produtora de bebidas, pela publicidade (ex. meios de comunicação social, outdoors, etc.) e apoia grupos dentro da comunidade, incluindo, por ex. prevenção rodoviária. Raramente é reconhecida como um sistema complexo e poderoso que influencia a política, a cultura de um país e a forma como interpretamos e vivemos no dia-a-dia com os problemas relacionados com o álcool.
A industria do álcool, tem representado eficazmente, em termos da sua imagem publica, mantendo o foco (prioridade) no consumidor, em vez de nos seus vendedores, nos seus produtores e promotores e dos seus produtos. O álcool é uma substancia química que afecta seriamente o corpo e a mente, é uma droga poderosa que provoca um numero significativo de mortes prematuras entre outras doenças mais do que todas as outras drogas ilícitas juntas. Apesar destes factos, a industria do álcool tem influenciado a opinião publica e forçado governos de forma a que o álcool, não seja encarado como uma droga, mas como um artefacto cultural, um valioso artigo de comercio, semelhante a um alimento, quase necessário á vida.
Enquanto negocio, a industria do álcool, tem encoberto essa sua vertente através de informação constante e generalizada, perante a opinião publica, cuja única ambição e objectivo é ser um agente social somente interessado na segurança e no bem-estar dos seus clientes.
De forma encorajar uma maior discussão e conhecimento sobre a industria do álcool, este conjunto de artigos abrangem:
Diversidade e estrutura (formação)
Sistemas de produção e distribuição
Estratégias de marketing e de promoção
Campanhas de marketing que promovem políticas saudáveis sobre consumo de bebidas alcoólicas
Tácticas e campanhas centralizadas em lobbies poderosos que visam influenciar, derrubar e anular regulamentos e políticas que possam afectar, restringir ou anular a operacionalidade desta industria – negocio.
O aprofundar cuidadoso e detalhado dos tópicos, acima referidos, poderá desfazer os mitos, falsas crenças, criados ao longo dos tempos, sobre o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cujo ênfase se centra somente no resultado de uma escolha individual, acabando assim, por negligenciar a responsabilidade da industria do álcool na contribuição de fatalidades, no risco para a saúde, na violência e outro tipo de problemas associados ao consumo de bebidas alcoólicas por jovens entre outras situações de alto risco.»
Comentário: Ao ler este artigo dei por mim a pensar seriamente sobre o negocio do álcool em Portugal e nos nossos jovens. Sobre a publicidade “agressiva” direccionada aos jovens em relação ao álcool? E a publicidade de bebidas alcoólicas e o desporto? Recordo-me de uma reportagem na televisão, no telejornal das 20 horas cuja peça teve direito a um tempo significativo de antena ,que assisti incrédulo, fazia referencia às baixas temperaturas no verão passado e como consequência, houve um declínio de consumo de bebidas alcoólicas fazendo com que a industria do álcool sofresse prejuízos de não sei quantos milhares de euros. Não percebi a importancia de tal reportagem, e pensei será publicidade? No artigo referia que nos EUA a industria do álcool contribui para prevenção rodoviária. Será que a industria do álcool, em Portugal, contribui para alguma causa humanitária e/ou social? Caso afirmativo, gostaria de saber qual.
Outra questão que gostaria de dar especial destaque tem a ver com o target (alvo) desta industria – negocio. Refiro-me aos jovens. È do senso comum que o álcool, apesar de legal, é uma droga. Para mim é extremamente difícil aceitar que existam campanhas, estratégias, que seja gasto imenso dinheiro, que existam pessoas adultas e responsáveis que estejam, directa e indirectamente, envolvidas e cujo objectivo e ambição é aumentarem os lucros com o recrutamento de mais jovens consumidores desta droga.
Quantos destes jovens sofrem acidentes nas estradas depois de consumirem bebidas alcoólicas? Quantos destes jovens, depois de consumirem bebidas alcoólicas, provocam acidentes que envolvem outras pessoas inocentes? Quantos jovens e outras pessoas inocentes são vitimas de violência? Quantos crimes são cometidos por jovens depois de consumirem bebidas alcoólicas? Quantos jovens dão entrada nas urgências dos hospitais como consequência do consumo do álcool? Quantas jovens, depois de consumirem bebidas alcoólicas, adoptam comportamentos de risco, por ex. sexo desprotegido, com o alto risco de contagio de doenças, por ex HIV . Quantos jovens morrem? Quantas famílias são devastadas por perdas avassaladoras, de algum dos seus membros, como consequência do consumo de bebidas alcoólicas?
Neste sentido, cabe a todos nós, pais, profissionais e outras pessoas interessadas nesta matéria informar os nossos jovens dos estímulos (ex. publicidade) que são submetidos e dos riscos que correm.
Por outro lado, se alguém pudesse responder honestamente a estas questões e a outras que possam existir mas que não constam aqui seria uma forma de ficarmos informados.
Gostaria de deixar aqui uma palavra, um “gesto” de conforto e candura para aquelas famílias que já sofreram na “pele” (acidentes, fatalidades, etc) as consequências negativas deste negocio poderoso e lucrativo de alguns.
http://www.aacs.pt/legislacao/codigo_da_publicidade.htm




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