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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A prevenção das dependências começa em casa


Os jovens são mais afetados pela publicidade ao álcool, revela estudo europeu recente. Segundo este estudo a exposição à publicidade a bebidas alcoólicas tem um enorme impacto no consumo entre os jovens e a autorregulação da industria não funciona. O estudo, em questão, publicado na reputada revista cientifica Addiction alerta para o impacto que o consumo de álcool tem entre os mais jovens e também alerta que o consumo de bebidas alcoólicas é a principal causa de incapacidade ou morte entre os jovens do sexo masculino com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos.

 O resultado deste estudo, vem corroborar outros , portanto não se trata de nenhuma novidade. Todavia, conscientes do problema, quais são as medidas impostas, pelos decisores políticos, que visam travar estes fenómenos? 1. O abuso do álcool, o consumo de bebidas alcoólicas por jovens com idades abaixo do permito por lei e  2. binge drinking (beber bebidas alcoólicas com o intuito de ficar intoxicado) e 3. abuso de bebidas alcoólicas é a principal causa de incapacidade ou morte entre os jovens do sexo masculino.

Quando contemplamos, o abuso de álcool pelos jovens, não o devemos fazer somente através dos reguladores institucionalizados com recurso a leis restritivas. Sabemos que as leis existem, mas também existem formas engenhosas de as contornar. Por exemplo, as marcas de cerveja, anunciam a cerveja sem álcool, todavia, é a fidelização à marca que importa e o lucro das cervejas sem álcool não creio que seja relevante comparativamente à cerveja com álcool. Nas camadas jovens, quem é que bebe cerveja sem álcool? Nos festivais de verão quem é que consome cerveja sem álcool? Nas festas académicas quem é que consome cerveja sem álcool? Na minha opinião, o consumo é residual comparativamente à cerveja com álcool. Para agravar a situação, a cerveja com álcool, neste tipo de eventos, para além de estar disponível em garrafas, também é servida a copos, que torna a venda mais acessível (e mais lucrativa), mesmo para aqueles jovens com fracos recursos financeiros.
      

Por outro lado, considero que o problema são o comportamento das pessoas e não o álcool, propriamente dito. O problema não é o álcool. O problema não são as leis, são as pessoas que delineiam estratégias de marketing (publicidade) que visam somente o lucro (economia de mercado), o problema são os decisores políticos que evocam as questões económicas em detrimentos das consequências do álcool nas camadas mais jovens, o problema são os media que não fazem investigação e não alertam ( e sensibilizam) a sociedade para as consequências do álcool,  as Instituições de ensino que formam profissionais, sem que estes estejam qualificados para abordar o assunto nas consultas e/ou nas urgências hospitalares e todos nós (sociedade civil) que compactua com esta «velha» tradição, imposta na nossa cultura, associada ao abuso do álcool, por exemplo, nas consultas ouço casos de alguns pais, com filhos de 11 e 13 anos, que afirmam o seguinte: “Os meus filhos já experimentam bebidas alcoólicas, começam a faze-lo em casa na presença dos pais. Por exemplo, numa festa é-lhes permitido, experimentar o álcool, com um gole.”. Contrariamente a este exemplo desafortunado, a prevenção mais eficaz, contra o abuso do álcool, começa em casa.

 Infelizmente, o álcool ainda não é encarado como uma droga (substância psicoactiva do sistema nervoso central). Entre outras drogas o álcool é a droga mais perigosa, simplesmente, porque está disponível e porque permanecemos passivos perante todos estes fenómenos acimas referidos. Felizmente, nem todos os jovens abusam do álcool ou recorrem ao binge drinking, mas mesmo assim, a vida dos nossos jovens, mesmo em numero reduzido (refiro me aqueles que apresentam vulnerabilidades associados ao abuso do álcool), são mais importantes que o lucro das empresas e/ou tradições/tendências disfuncionais e retrogradas. É possível ser feliz, sem beber bebidas alcoolicas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Fenomeno Binge Drinking



Este video revela o Binge Drinking entre os jovens ingleses, todavia o fenomeno é identico em relação aos jovens em Portugal. 
Proporcione aos seus filhos uma educação realista sobre as consequencias negativas do consumo abusivo do alcool, por exemplo doenças sexualmente transmissiveis, gravidez indesejada, bullying, condução sob o efeito do alcool (crime), intoxicação aguda pelo alcool. 
Fenómeno Binge Drinking entre os jovens - Abuso no consumo de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação (embriaguez).


terça-feira, 28 de junho de 2011

Festas de Verão e a publicidade agressiva da Industria do Alcool sem prevenção


No seguimento do trabalho sobre as Festas de Verão e a publicidade agressiva da Industria do álcool da qual os jovens são  alvo, na nossa sociedade, já de si extremamente afectada pelo alcoolismo, desde há dezenas de anos (cultura que bebe), onde tem permanecido activo e intocável ao longo das gerações. Na pratica, o álcool (substancia psicoactiva, depressora do sistema nervoso central – droga licita) e o alcoolismo (doença referida no DSM - Manual de Diagnostico e Estatísticas das Perturbações Mentais e no CID - Classificação Internacional de Doenças) são fenómenos ignorados e negligenciados ainda em Portugal, a nível da saúde, da prevenção, da vontade dos políticos, da legislação e das consequências sociais (ex. violência domestica, acidentes sob o efeito do álcool, o consumo e abuso de bebidas alcoólicos por menores de idade, a prevenção, o tratamento).

Desta vez, convidei uma empresa municipal (Camara Municipal de Lisboa) a EGEAC a participar num pequeno questionário sobre as Festas dos Santos Populares e a Industria do Álcool, que mais uma vez agradeço a sua disponibilidade.

Gostaria de destacar a inexistência de entidades competentes e/ou medidas que visem a Prevenção das Dependências durante as Festas de Verão, porque o lucro está acima dos direitos dos jovens. 
As respostas vieram confirmar os piores receios: O Mundo dos Adultos não é seguro para alguns jovens vulneráveis.   



Exmos srs EGEAC

É um fenómeno recorrente, nesta altura do ano (Verão) a publicidade, o marketing agressivo e a venda em relação às bebidas alcoólicas, em especial das cervejas, assume uma proporção muito significativa e capaz de influenciar e encorajar o consumo das referidas bebidas, principalmente entre os mais jovens, isto é, novos consumidores (fidelização à marca), técnicas de marketing que visam o publico jovem e o binge drinking (abuso de bebidas alcoólicas cujo intuito é a intoxicação - embriaguez). Por exemplo, nas Queimas das Fitas, nos festivais de música e nos Santos Populares. Estes eventos sazonais movimentam milhares de pessoas, incluindo os jovens, e são extremamente lucrativos para as marcas de cerveja.

Sou um profissional que trabalha na Prevenção e Tratamento das Dependências de Substancias Psicoactivas e venho por este meio solicitar o vosso apoio para o meu trabalho sobre a publicidade, a venda de bebidas alcoólicas (cervejas) e o super visionamento pelas entidades responsáveis por tais práticas. Qual o histórico e o V.  papel activo na prevenção deste tipo de mercado extremamente agressivo e lucrativo por parte da industria do álcool? Nesse sentido, gostaria de vos enviar um questionário e saber a quem pode ser dirigido.

Desde já os meus agradecimentos e estou disponível para qualquer esclarecimento adicional.
Atenciosamente
João Alexandre Rodrigues

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Resposta da EGEAC
Exmo. Senhor,
Acusamos a recepção do Vosso email que mereceu a nossa melhor atenção. Nesse âmbito informamos que também nós estamos cientes dos perigos inerentes ao consumo de álcool pelo que também nós temos colaborado com as autoridades no sentido de sensibilizar os vários participantes e espectadores das Festas de Lisboa.

Caso possamos ajudar na Vossa acção estaremos ao Vosso dispor
Cumprimentos
EGEAC

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Nota: Após a disponibilidade da EGEAC, em participar, reencaminhei um questionário com oito perguntas sobre a Publicidade e o Marketing agressivo em relação à venda de bebidas alcoólicas.



  • Resposta da EGEAC ao questionário

Exmo. Senhor
Conforme solicitado colocamos as nossas respostas junto das Vossas perguntas
Cumprimentos EGEAC

Questionário: Festas dos Santos Populares

1. Qual a função da EGEAC durante as Festas dos Santos Populares?

EGEAC: IMPORTA DESDE JÁ REALIZAR UM ESCLARECIMENTO, UMA COISA É O PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA DO QUAL A EGEAC É A ENTIDADE ORGANIZADORA E RESPONSÁVEL, OUTRA A FESTA DOS SANTOS POPULARES ONDE UM CONJUNTO MUITO SIGNIFICATIVO DE ENTIDADES E PRIVADOS DESENVOLVEM AS SUAS INICIATIVAS

2. Qual o numero aproximado, segundo os v. dados, de participantes nas Festas dos Santos Populares?

EGEAC: NÃO NOS É POSSÍVEL TERMOS UM VALOR EXACTO. NO QUE DIZ RESPEITO AO PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA O VALOR DEVERÁ RONDAR 1,5 MILHÕES DE ESPECTADORES CONTANDO COM AS TRANSMISSÕES DA TELEVISÃO.

3. Quais os incumprimentos mais detectados pela EGEAC sobre a publicidade, o marketing agressivo e a venda em relação às bebidas alcoólicas, nos últimos 5 anos?

EGEAC: EMBORA CIENTES DESSE PROBLEMA, NÃO ESTÁ NA MISSÃO DESTA EMPRESA MUNICIPAL ESSE TIPO DE AVALIAÇÃO. JULGAMOS NO ENTANTO QUE ACTUALMENTE O PROBLEMA NÃO RESIDE NO PERÍODO DAS FESTAS DE LISBOA MAS SIM ANUALMENTE CONSIDERANDO A RECENTE MODA DO "BOTILHÃO" OU SEJA A VENDA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS EM LOJAS QUE ESTÃO ABERTAS DIA E NOITE SEM NENHUM CONTROLO.

4. Quais as medidas especificas tomadas pela EGEAC durante as Festas dos Santos Populares de forma a monitorizar e a prevenir a publicidade e o marketing agressivo pela industria do álcool?

EGEAC: VOLTO A REFORÇAR A IDEIA DE QUE A EGEAC NÃO TEM COMO MISÃO TOMAR MEDIDAS SOBRE ESTA SITUAÇÃO. ESSE DEVER PRENDE-SE COM OUTRAS ENTIDADES E INSTITUIÇÕES QUE TÊM POR BASE NA SUA ACTIVIDADE AVALIAR E PREVENIR ESSA SITUAÇÃO, NOMEADAMENTE NO CAMPO DA FISCALIZAÇÃO. A EGEAC APENAS PROCURA QUE OS SEUS PARCEIROS CUMPRAM COM OS REQUISITOS QUE NÃO POSSIBILITEM UM CONSUMO EXAGERADO DESSE TIPO DE BEBIDAS NOS EVENTOS QUE REALIZA.

5. Consideram que a Industria do álcool, durante as Festas dos Santos Populares, adopta uma postura responsável em relação à publicidade e ao marketing?

EGEAC: VOLTO A FRISAR QUE NÃO COMPETE À EGEAC AVALIAR E/OU PRONUNCIAR-SE SOBRE ESSA SITUAÇÃO. TEMOS NO ENTANTO PROCURADO TRABALHAR COM OS NOSSOS PARCEIROS DIRECTOS PARA QUE A IMAGEM E O MARKETING UTILIZADO RELAIZE MAIS UMA ASSOCIAÇÃO DE MARCAS À MARCA LISBOA E FESTAS DE LISBOA DO QUE AO PRODUTO PROPRIAMENTE DITO, PROCURANDO DESTA FORMA DESENVOLVER UMA ACÇÃO PEDAGÓGICA. RELEMBRO NO ENATNTO QUE NO PERÍODO DOS SANTOS POPULARES EXISTEM OUTRAS ENTIDADES E MARCAS QUE NÃO POSSUEM ESSA PREOCUPAÇÃO.

6. Na opinião da EGAEC, qual o efeito do slogan pratico "Seja responsável beba com moderação" durante as Festas dos Santos Populares?

EGEAC: SÓ NOS PODEMOS PRONUNCIAR RELATIVAMENTE ÀS INICIATIVAS DIRECTAMENTE REALIZADAS PELA EGEAC. CONSIDERAMOS QUE A RESPECTIVA MENSAGEM TEM TIDO OS SEUS RESULTADOS QUANDO BEM VEICULADA.

Como sabem o Álcool é uma substância psicoactiva depressora do sistema nervoso central (droga lícita). O Alcoolismo é um problema de saúde pública em Portugal, isto é revelador na medida, em que, somos uma "cultura que bebe".

7. Quais a medidas especificas tomadas pela EGAEC, durante as Festas dos Santos Populares, de forma a monitorizar e a prevenir o Fenómeno Binge Drinking entre os jovens (Abuso de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação - embriaguez. Por ex. entre os homens, o consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante dias seguidos e afecta negativamente os comportamentos dos jovens. Algumas consequências previsíveis após o Binge-Drinking por ex. acidentes, condução
sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência e abuso - ex. bullying, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, intoxicação alcoólica e morte), e o consumo por jovens menores de idade (legal) que é de 16 anos?

EGEAC: VOLTAMOS A REFORÇAR A MENSAGEM: UMA COISA É O PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA DO QUAL A EGEAC É RESPONSÁVEL E ONDE A SITUAÇÃO QUE REPORTA NA SUA QUESTÃO NÃO SE COLOCA, OUTRA COISA TOTALMENTE DISTINTA SÃO AS FESTAS DOS SANTOS POPULARES QUE SÃO DA RESPONSABILIDADE DE VÁRIAS ENTIDADES E PRIVADOS E SOBRE O QUAL A EGEAC NÃO TEM CONHECIMENTO SOBRE OS PROCEDIMENTOS ADOPTADOS. JULGAMOS QUE A SITUAÇÃO APONTADA NA VOSSA QUESTÃO NÃO SÓ SE REPORTA AO PERÍODO DOS SANTOS POPULARES

8. Quais as medidas especificas tomadas, pela Organização das Festas dos Santos Populares, de forma a monitorizar e a prevenir o abuso das bebidas alcoólicas, não só entre os jovens mas também entre os adultos?

EGEAC: VOLTO A INFORMAR QUE A EGEAC APENAS INTERVÉM NAS ACÇÕES DO PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA SOBRE SUA RESPONSABILIDADE, PELO QUE PROCURAMOS SEMPRE JUNTO DOS NOSSOS PARCEIROS QUE AS ACÇÕES A REALIZAR NÃO PRODUZAM GRANDE CONSUMO DE ÁLCOOL JUNTO DOS VÁRIOS PÚBLICOS PARTICIPANTES.

O Álcool (substância psicoactiva geradora de dependência) e o alcoolismo· (doença) assumem uma dimensão preocupante visto as consequências representarem um elevado preço, quer seja para o próprio Estado, para as famílias, incluindo as crianças, para a comunidade e para a sociedade em 
geral.
As gerações futuras necessitam de orientação e apoio nos momentos mais críticos das suas vidas, por ex. a adolescência. Uma única vitima do abuso do álcool e ou do alcoolismo é demasiado.
Mais uma vez os meus sinceros agradecimentos pelo V. apoio.
Estou disponível para qualquer esclarecimento adicional
Atenciosamente
João Alexandre Rodrigues

Nota: Após as respostas inconclusivas ao referido questionário voltei a reencaminhar outro email com novas questões.

Boa tarde,

desde já os meus agradecimentos pela prontidão da resposta ao email/questionário.
Depois de ler, atenciosamente, as suas respostas surgem outras questões às quais continuam sem resposta.
Nesse sentido, se me permite, gostaria de colocar as seguintes questões.

Segundo o vosso site as Festas dos Santos Populares fazem parte de um conjunto de iniciativas das Festas de Lisboa,  "sendo a EGAEC uma empresa municipal responsável pela programação das mais variadas iniciativas· (Equipamentos e Eventos), onde se incluem as Festas dos Santos Populares.” E ainda "Contudo só em 1934 a Câmara Municipal de Lisboa chamou a si a organização dos tradicionais festejos inspirados nos Santos Populares." Desde 1934 até 2011 a Câmara Municipal de Lisboa organiza os tradicionais festejos.

EGEAC: COMO MENCIONEI A CML/EGEAC SÃO AS ENTIDADES RESPONSÁVEIS PELA ORGANIZAÇÃO DO PROGRAMA DAS FESTAS DE LISBOA QUE INCLUI AS PRINICIPAIS INICIATIVAS CELEBRATIVAS DOS SANTOS POPULARES, NOMEADAMENTE DO SANTO ANTÓNIO.
NO ENTANTO NÃO É DA SUA RESPONSABILIDADE A TOTALIDADE DAS MUITAS INICIATIVAS
QUE TÊM LUGAR NA CIDADE NESTE PERÍODO
.

Tendo em conta a sua resposta, ao primeiro questionário, não faz qualquer referência específica ao "...conjunto muito significativo de entidades e privados desenvolvem as suas iniciativas".Quem são e o que fazem, de acordo com o teor do questionário? Quem são as entidades responsáveis públicas ou privadas pela monitorização da publicidade e o marketing agressivo assim como a venda das bebidas alcoólicas?

EGEAC: COMO CERTAMENTE SABERÁ ESSAS ENTIDADES SÃO DESDE AS VÁRIAS ASSOCIAÇÕES, COLECTIVIDADES, ESCOLAS, AGRUPAMENTOS DE ESCUTEIROS, ENTRE OUTROS QUE TAMBÉM ELAS REALIZAM NESTE PERÍODO VÁRIAS INICIATIVAS E NEGOCEIAM COM EMPRESAS DE BEBIDAS A SUA PRESENÇA NO ESPAÇO PÚBLICO E RESPECTIVA VENDA DE BEBIDAS.

Quem são as entidades publicas ou privadas responsáveis, durante as festas dos Santos Populares, pelas medidas implementadas no local de forma a monitorizar e prevenir a publicidade e o marketing agressivo pela industria do álcool? Recordo a sua resposta; 1,5 milhões de espectadores. É um número apetecível e extremamente atraente para a Industria do álcool e dos seus parceiros, refiro-me à publicidade, ao marketing agressivo e à venda.

EGEAC: VOLTO A FRISAR QUE ESSE NÚMERO QUE APONTEI DIZ RESPEITO AOS ESPECTADORES QUE ESTÃO PRESENTES NAS ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA EGEAC E/OU ASSISTEM ÀS MESMAS VIA OPERADOR TELEVISIVO PARCEIRO DA EGEAC.
QUANTO ÀS ENTIDADES PRIVADAS JÁ AS MENCIONEI AS MESMAS QUE SÃO CERTAMENTE
TAMBÉM DO SEU CONHECIMENTO.

Qual a entidade publica ou privada competente capaz de responder à questão
da pergunta nº 5?

EGEAC: NÃO SEREI EU A DIZER-LHE. NÃO ME CABE A MIM MENCIONAR, ATÉ PORQUE CERTAMENTE NÃO É DO MEU CONHECIMENTO.

Qual a entidade publica ou privada competente para responder à questão nº6?

EGEAC: IDEM, IBIDEM.

Sendo a EGEAC, a entidade organizadora das Festas de Lisboa, da qual as Festas dos Santos Populares fazem parte mas, não sendo a única, visto existirem um conjunto significativo de entidades,   qual delas (entidade envolvidas na organização) competente e capaz de responder à pergunta nº 7?

EGEAC: AS PERGUNTAS QUE INSISTE EM COLOCAR-ME NÃO PODEREI RESPONDER, POR NÃO SER A PESSOA ADEQUADA E OU POR DESCONHECIMENTO. REFORÇO UMA VEZ MAIS A IDEIA DE QUE NAS INICIATIVAS DA NOSSA RESPONSABILIDADE A EGEAC TEM PROCURADO JUNTO DOS SEUS PARCEIROS QUE SE REALIZE UM CONTROLO QUER EM TERMOS DE PUBLICITAÇÃO DE MARCAS ALCOÓLICAS, PROCURANDO SUBSTITUIR AS MESMAS POR MARCAS NÃO
ALCOÓLICAS QUER MEDIANTE CONTROLO NA VENDA DAS MESMAS JUNTO PÚBLICO PARA SE EVITAREM EXCESSOS.

Quais os parceiros, que refere, competentes para responder à pergunta nº8?
EGEAC: IDEM, IBIDEM - SENSIBILIZANDO JOVENS E ADULTOS NO ACTO DA COMPRA, PUBLICITANDO MAIS AS BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS E/OU SEM ALCÓOL .

Mais uma vez gostaria de destacar o carácter social e preocupante que o alcoolismo, o abuso do álcool, o binge drinking, o consumo de bebidas alcoólicas por jovens menores de idade assumem nos dias de hoje, com a agravante de o referido fenómeno assumir dimensões preocupantes.

EGEAC: ESTAMOS TOTALMENTE CIENTES DESSE PROBLEMA PELO QUE AS NOSSAS INICIATIVAS PROCURAM SEMPRE NÃO INCENTIVAR AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS NEM OUTRAS SUBSTÂNCIAS TAMBÉM PREJUDICIAIS À SAÚDE.

Mais uma vez agradeço a sua disponibilidade

Atenciosamente, EGEAC
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Nota: Voltei a reenviar o ultimo email:
Boa tarde,

Agradeço a sua disponibilidade em responder, pela segunda vez, às questões do referido questionário.

Pelo que percebo das suas respostas o assunto específico a que o questionário se refere Publicidade, e Marketing Agressivo sobre a venda de bebidas alcoólicas  aparenta não existir, na V. organização, dos Santos Populares,   uma entidade responsável e competente que monitorize este fenómeno que assume proporções alarmantes (a Publicidade e as técnicas
agressivas de marketing da Industria do álcool).

Lamento que assim seja, porque, como bem sabe, o abuso do álcool e o alcoolismo é um problema de saúde pública e o álcool é uma substancia psicoactiva depressora do sistema nervoso central. Como é possível determinadas praticas sejam permitidas, assim a como negação das consequências negativas refiro me por ex. ao binge drinking (abusar do alcool cujo intuito é a intoxicação/embriaguez) e ao consumo e abuso de bebidas alcoólicas por jovens menores de idade. O lucro não pode estar acima dos direitos das crianças e dos jovens.

Como deve saber, existem estudos nos Estados Unidos da América e no Reino Unido que estabelecem uma ligação entre a publicidade e o abuso de bebidas alcoólicas entre os jovens (novos consumidores e fidelização às marcas para o resto das suas vidas). Desde o final dos anos 90 existem medidas que monitorizam este tipo de práticas abusivas. Caso esteja interessado, posso reencaminhar alguns desses estudos.

Desde 1993 que trabalho na Prevenção e no Tratamento e posso assegurar-lhe o fenómeno do abuso do álcool e do alcoolismo surge cada vez mais cedo (precoce) na vida dos indivíduos que estão vulneráveis a este fenómeno.

Existem jovens adultos com idades entre os 25 e os 30 anos com sérios problemas de alcoolismo. Provavelmente, começaram a beber aos 15 ou 16 anos. Há 20 anos atrás o alcoolismo surgia aos 45 e/ou 50 anos.

Mais uma vez os meus sinceros agradecimentos ao ter, prontamente, respondido
aos emails.

Atenciosamente
João Alexandre Rodrigues
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Nota: Ultima resposta da EGEAC

Exmo. Senhor,
Gostaria que não interpretasse de forma incorrecta o que informei. A EGEAC é uma empresa municipal que tem por missão a organização e desenvolvimento de um conjunto de actividades culturais e gestão de equipamentos culturais que possam servir a Cidade e quem nela habita e/ou 
visita.
Como várias vezes informei nas respostas que lhe forneci a EGEAC está totalmente ciente do flagelo do consumo de bebidas alcoólicas em grau de excesso e como tal tem sempre trabalhado com os seus parceiros por forma a evitar que tal se realize nas iniciativas que são da responsabilidade directa desta empresa.
Mais informo que nas respectivas iniciativas que organizamos não se têm registado acontecimentos ocorridos relativamente ao excesso de álcool.
Mantemos no entanto a monitorização e o trabalho conjunto com os parceiros para se evitarem passar mensagens que indiciem o consumo desse tipo de bebidas.
Como várias vezes informei Festas dos Santos Populares é uma coisa, Festas de Lisboa outra. Gostaria pois que não fossem interpretadas de forma incorrecta as palavras
que escrevi.

Gostaria igualmente que ficasse uma vez mais reiterado que da nossa parte existe total preocupação relativamente a esse assunto que pelos vistos tem trabalho, e com todo o sentido de responsabilidade, ao longo dos anos. 
Infelizmente esse fenómeno que nos projecta é um grave problema do dia a dia e não só no período dos Santos Populares.

Certos da sua compreensão e desejando um bom trabalho, gostaria por último de informar que a EGEAC irá manter-se alerta e tudo fazer para que não se alastre essa situação
Cumprimentos,  EGEAC



sexta-feira, 23 de julho de 2010

Binge Drinking e a Industria do Álcool



Na senda em explorar e estudar a relação do fenómeno entre o Binge drinking (jovens) e a publicidade, o marketing agressivo da Industria do Álcool decidi enviar um email à organização de dois festivais de musica de verão (Rock n`Rio e o Super Bock Super Rock) solicitando informação sobre algumas questões.
Todavia, não recebi nenhuma resposta de ambos.
Nesse sentido, divulgo o referido email.

Exmos srs

Desde já felicito-os pelo magnífico espectáculo musical da qual Portugal muito se orgulha.

Trabalho na área da Prevenção, Intervenção, no Tratamento e na Recuperação dos Comportamentos Adictivos (dependência das drogas licitas e/ou ilícitas, incluindo o álcool e a nicotina, o jogo, distúrbio alimentar, sexo, compras, shoplifting, trabalho, relações de dependência).

Desde 2007 estudo o fenómeno da Prevenção e Redução de Comportamentos de Risco relacionado com os Comportamentos Adictivos (drogas licitas, incluindo o álcool, e as drogas ilícitas) e os jovens.
Venho por este meio solicitar a vossa colaboração no referido estudo com as seguintes perguntas.

1. Segundo os vossos dados quantas pessoas participam (ano)?

2. Consideram que os participantes do são maioritariamente jovens? Se sim, quais as faixas etárias?

Tendo em consideração que o álcool é uma droga e que o alcoolismo é um problema de saúde pública em Portugal, existe uma "cultura que bebe".

3. Consideram que a Organização do festival e a Industria do Álcool permitem e utilizam técnicas de marketing agressivo de forma a estimular o abuso de bebidas alcoólicas entre os jovens, visando unicamente o lucro, durante o festival?

4. Na opinião da organização do
Festival qual é o efeito pratico e efectivo do slogan "Seja responsável, beba com moderação" durante o festival?

Fenómeno Binge Drinking - Abuso no consumo de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação (embriaguez). Por ex. entre os homens o consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante dias seguidos e afecta negativamente os comportamentos dos jovens (algumas consequências previsíveis após o Binge-drinking: acidentes, condução sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência e abuso, doenças sexualmente transmissíveis, intoxicação alcoólica e morte.

5. A organização considera que o fenómeno do Binge-drinking está presente no Festival?

6. Consideram que o Binge- drinking assume contornos e consequências preocupantes entre os jovens?

7. Quais a medidas tomadas pela Organização do Festival de Musica de forma a monitorizar e a prevenir o binge-drinking e comportamentos de riscos, assim como o abuso e as consequências negativas associadas ao consumo excessivo de álcool e/ou drogas licitas e/ou licitas?

Lamento ocupar o V. tempo, mas como sabem esta temática é demasiada importante e afecta milhares de lares em Portugal e no Mundo.

Aguardo uma resposta tão breve quanto possível.

Atenciosamente.


Comentário: As crianças e os jovens não podem ser “exploradas” e negligenciadas pelos adultos e pela sociedade, em prol de interesses políticos e económicos. A crise económica que atravessamos é fruto de uma crise social.
Qual o custo para o estado das consequências do álcool e do alcoolismo?
Qual o custo para a saúde dos jovens e famílias?
Quais as consequências de uma “cultura que bebe”?
Como será daqui a 10 anos?
Para onde nos dirigimos nesta crise social?


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Factores políticos relacionados com o abuso e a dependência

Como sabemos os factores políticos, relacionados com o abuso e a dependência, são ignorados quando se trata por ex. do fenómeno do Alcoolismo. Todavia são factores que influenciem o aparecimento, assim como o desenvolvimento dos problemas associados ao álcool e/ou outras substancias licitas e/ou ilícitas.

Tal como tenho referido, Portugal é o único país da União Europeia onde é permitido a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a jovens com idade a partir dos 16 anos. Politicamente "falando", o álcool pode ser "abusado" livremente pelos jovens. Observo com frequência alguns grupos de jovens na praia onde levam a toalha, o telemóvel, o iphone e bebidas alcoólicas. Faz parte da sua cultura e da sua identidade.

Em Portugal, parece não existir uma abordagem cujo objectivo contemple informar a população sobre as consequências do álcool e do alcoolismo. Observo alguns adultos pedirem aos jovens, com idades inferior aos 16, para comprarem bebidas alcoólicas e isso é considerado normal. Obviamente que destaco aquelas atitudes que negligenciam e ignoram o risco. Afinal o álcool é uma droga e somos uma cultura que bebe. Recordo inúmeros de casos de familiares que afirmavam incrédulos "Como é que é possível que o meu filho/a tenha um problema com o álcool..." ou "Nunca lhe faltou nada..."

Em Portugal, a politica influencia a comercialização e a disponibilidade (oferta) do álcool à população em geral. Todos os dias somos expostos, incluindo as crianças e os jovens, a um conjunto variado de estímulos (publicidade, técnicas de marketing) associados as bebidas alcoolicas. A politica determina que consumir bebidas alcoólicas, a partir dos 16 anos, é associado ao lazer e ao bem estar.

A politica, por outro lado, reforça a existência de leis e regulamentos associados à venda e ao consumo. Os consumidores são responsabilizados caso exista infracção. Isto é, o fenómeno do abuso e alcoolismo é ignorado. Por ex. os acidentes de viação em que o condutor esta sob o abuso do álcool, as vitimas de acidentes inocentes, a violência domestica, os acidentes no trabalho, do binge drinking entre os jovens, do alcoolismo, das famílias, incluindo as crianças. Se nas drogas existe a "A Luta contra a droga..." porque é que  no álcool a luta é contra os consumidores?

São necessárias medidas politicas que informem a população em geral das consequências da "Cultura que Bebe". Em Portugal, no princípios do sec. XX existia a crença que era nutritivo as crianças comerem Sopas de cavalo cansado  cujo ingredientes são: vinho, pão, gema de ovo e mel. No sec. XXI em zonas do país algumas crianças ainda sejam alimentadas pelas sopas de cavalo cansado.

Alguns estudos afirmam que o acesso limitado e a ausencia à exposição ao alcool é um factor de protecção em relação ao desenvolvimento de problemas associados ao alcool (abuso e dependencia).
As politicas sociais existem contundo aparentam ser insuficientes e retrogradas.

No mundo dos adultos algumas crianças e jovens vulneráveis são ignorados e vitimas da negligência, em prol do interesses económicos.

Mais Vale Prevenir Do Que Remediar



domingo, 30 de maio de 2010

Notícias sobre o Plano Nacional Redução dos Problemas Ligados ao Alcool 2009-2012


Aproximadamente um ano depois surgiram notícias sobre o Plano Nacional de Redução dos Problemas Ligados ao Alcool 2009-2012 

Algumas Metas do Plano para 2012.

Atenção aos Jovens: Baixar de 34,6% para 30% a prevalência de embriaguez entre os 15 e os 19 anos. Reduzir de 48,3% para 40% a prevalência de binge-drinking nos Jovens.

Baixar de 9,6% para 8 litros: Reduzir de 20,7% em 2007 para 18% a prevalência da embriaguez na população e baixar de 9,6 litros em 2003, para 8 litros em 2012 o consumo per capita.

Alguns jovens com idade abaixo dos 30 anos foi diagnosticado cirrose (doenças do fígado) afirmou o presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência.

Adiamento das duas principais medidas
- Aumento dos 16 para os 18 anos a idade legal para o consumo de bebidas alcoólicas.
- Redução de 0,5 para 0,2 a taxa de alcoolemia entre jovens encartados.

O secretario de estado adjunto e da saúde mental, Manuel Pizarro, foi questionado sobre se a decisão de adiar as medidas legislativas não é uma forma de o Governo se demitir das suas responsabilidades e ceder às criticas da industria do álcool. Este afirmou "Este é um plano em que o estado se compromete com metas."
Noticia publicado no Jornal de Noticias no dia 27.05.2010

Comentário:  Sabia que a cirrose é um processo progressivo, Esta doença (relacionada com o abuso do alcool e outras drogas ) surge entre os indivíduos a partir dos 50 anos.  
1. Qual a diferença entre as consequências do álcool e as outras drogas lícitas e/ou ilícitas? 
O Álcool é uma droga. O alcoolismo é um problema de saúde publica, em Portugal. 
Quais os custos das consequências associadas ao álcool para os contribuintes? (saúde, família, incluindo, as crianças, trabalho, legal)?

2. Na "luta" contra a droga o especial ênfase é direccionado às substancias e ao comércio. 
Porque é quanto ao álcool o ênfase são as pessoas, em vez do álcool? O slogan "Seja responsável, beba com moderação" é ineficaz e hipócrita.
Quem são os responsáveis pelas leis? Quem são os responsáveis pelos direitos das crianças (filhos de pais alcoólicos) e dos jovens?  Quem são os responsáveis pelas Universidades e pelos estudos científicos? Quem é o responsável para informar e educar a população portuguesa a fazer escolhas saudáveis? Qual o acordo tácito entre a industria poderosa do álcool e as "mentes brilhantes" deste país?

3. Na noticia os dados divulgados estão em percentagens. 
Quem quer saber de percentagens? Qual o tipo de leitura que um cidadão faz? 
Exige-se a verdade. Onde estão os factos concretos e estudos científicos. 

Como não me revejo numa atitude passiva e apática, como pai, profissional e cidadão livre, reclamo as respostas a estas questões às "mentes brilhantes" sentadas no conforto dos seus "luxuosos" gabinetes? 



terça-feira, 25 de maio de 2010

O Mundo dos Adultos Não É Seguro Para Algumas Crianças Vulneraveis

São incontáveis os casos e situações onde o Mundo dos Adultos Não É Seguro Para Algumas Crianças Vulneráveis.
O tema da Prevenção das Dependências é um fenómeno negligênciado pela maioria dos portugueses.


1. A autoridade máxima da igreja esteve em Portugal, parece não ter sido questionado em relação à pedofilia. Questão: Durante a visita do Papa onde estavam os políticos, os juízes, os deputados, os advogados, os jornalistas portugueses que zelam pelos direitos das crianças?

2. Durante uma sessão de treino os jogadores da selecção portuguesa de futebol ostentavam nas suas camisolas (publicidade) a marca de uma determinada marca de cerveja.  Questão: Como é possível ? É proibido a publicidade de bebidas alcoólicas no desporto. A lei parece ser demasiado permissiva e ineficaz.

3. Somos o único país da Europa, dito civilizado, que adoptou uma lei (permissiva e ineficaz) que permite aos jovens a partir dos 16 anos serem livres de consumirem e abusarem (binge-drinking)  de bebidas alcoólicas. Questão: Qual ou quais os estudos científicos que afirmam, reforçam e promovem o consumo e abuso de bebidas alcoólicas pelos jovens a partir dos 16 anos? Parece que os interesses económicos estão acima dos interesses e direitos das crianças.

Siga a link e comente esta informação:

http://www.deco.proteste.pt/bebidas/alcool-venda-a-menores-de-16-sem-controlo-s600631.htm

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Publicidade ao Alcool e conteudos perigosos no Facebook


Os senhores da guerra da Industria do Alcool e o Facebook.

A publicidade agressiva apelando ao consumo de bebidas alcoolicas continua a invadir os lares, neste caso especificio, os computadores das crianças e dos adolescentes atraves da internet.


Uma instituição americana, Marin Institute, veio revelar e alertar que está a ser permitido, atraves do Facebook, a publicidade e conteudos que encorajam o abuso de bebidas alcoolicas entre os jovens.
Na minha opinião e sem desejar ser alarmista, mas como profissional e pai repudio este tipo de publicidade e conteudos na internet, seja atraves do Facebook ou de outra rede social.
Só para lembrar que no Facebook existem aproximadamente 100 milhões de utilizadores cujas idades encontram-se abaixo dos 21 anos.
Se for utilizador do Facebook não permita este ABUSO.


Siga o link e veja o video (replay). Comente em Mais Vale Prevenir Do Que Remediar.



Leia o artigo na revista Global Drug Policy:

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Os jovens e a industria do alcool


A impotência e a resignação generalizada

Continuamos a assistir impotentes perante a hipocrisia em relação às leis que regulam a publicidade de determinadas marcas de cerveja no desporto e nos festivais de música de verão. O álcool é uma droga amplamente consumida. Em Portugal e desde há décadas o alcoolismo é reconhecido publicamente como um problema de saúde pública que infelizmente continua a ser negado, com a tendência para permanecer activo e resistente através do surgimento de novos casos – alcoólicos/as - todos os anos. Para ilustrar na perfeição a negação, recordo este cenário hipotético, por ex. em nossa casa, vive um elefante cor-de-rosa, fazemos de conta que não existe; não o vemos, não o ouvimos e não temos emoções sobre a sua presença. Se nos perguntarem “Porque é que um elefante está em tua casa?”, afirmamos resignados “Não sei, porque sim. Ele já lá vive em casa há muitos anos mesmo antes de ter nascido…”

Durante os festivais de música de verão, a queima das fitas, eventos e certas modalidades desportivas mediáticas onde o publico é maioritariamente jovem (adolescentes e jovens adultos) a publicidade (marketing) a determinadas marcas de cerveja é desproporcionada e agressiva procurando apelar aos sentidos, evocando divertimento e camaradagem. Segundo um artigo de um jornal de 20/06/2009 vendem-se 600 milhões de litros de cerveja por ano, metade (300 milhões de litros) entre Junho e Setembro. Basta fazer as contas para se entender a “guerra” assumida entre marcas, os impostos pagos ao estado e finalmente as consequências deste negócio lucrativo nos jovens.

A lei actual revela-se permissiva visto permitir ser manipulada pela poderosa indústria do álcool com a conivência das pessoas (pais e mães) que executam este tipo de legislação. Sabendo que o alcoolismo é um problema grave, segundo estudos publicamente reconhecidos, porque não se mudam as atitudes e os comportamentos? Assim como as leis? Só me ocorre uma resposta - lucro e interesses.

A verdade escondida
Afinal que interesses existem por detrás destas parcerias?
Num artigo do Diário Económico de 9/06/2009 – “Patrocinar o futebol só tem retorno com publicidade - Patrocinar uma equipa de futebol ajuda a conquistar notoriedade mas pode fazer muito mais por uma marca, em especial junto de um “target” mais generalizado ou masculino. Isto porque a “colagem” ao mundo do futebol pode ajudar a construir associações de imagem úteis para criação do valor da marca.”
Concordo na íntegra, então quer dizer, que a indústria do álcool investe “fortemente” no desporto, mesmo que no referido “target” se inclua os jovens e que associado ao desporto, a tal “colagem”, vise somente aumentar as vendas de determinada bebida alcoólica com a conivência da lei, negligenciando os efeitos negativos associados ao álcool. Esta corrida desenfreada para aumentar as vendas proporciona uma exposição e “reputação” enorme, quer seja através do desporto ou de outros eventos onde o publico é maioritariamente jovem. Os jovens são emocionais e reagem a determinados estímulos.

Por ex. segundo uma fonte MyBrand Intelligence Unit de referência e publicada no mesmo jornal, no Top 10 das marcas mais associadas ao futebol surgem três marcas de cervejas – no primeiro, no sétimo e no décimo lugar.

Ficamos com vontade de alertar “as consciências” para este tipo de negócio complexo, poderoso e lucrativo que teima em dominar apesar das consequências negativas. Quantos jovens sofrem acidentes nas estradas associados ao álcool? Quantos jovens, depois de consumirem bebidas alcoólicas, provocam acidentes que envolvem outras pessoas inocentes? Quais os crimes associados ao álcool cometidos por jovens? Quantos jovens dão entrados nas urgências dos hospitais? Doenças sexualmente transmissíveis, por ex. HIV? Quantas famílias são afectadas por perdas devastadoras, de algum dos seus membros, como consequência associado ao abuso de bebidas alcoólicas? Esta realidade aparenta permanecer escondida do público. E o slogan hipócrita “Seja responsável; beba com moderação” não “cola.”

Se alguém responder honestamente a estas questões e a outras que possam existir mas que não constam aqui seria uma forma de ficarmos informados.

Prevenir o previsível
Embora a indústria do álcool apresente uma informação substancial ao público (imagem) reflectindo os seus contributos favoráveis a nível económico e social, todavia escusa-se a ser investigada por agentes externos sobre as suas estratégias (ex. marketing), políticas e “rede” intrincada de distribuição e venda.

Neste sentido, cabe a todos nós, pais, profissionais e outras pessoas atentas informar os nossos jovens das técnicas sofisticadas de marketing que são direccionadas a eles.

Gostaria de deixar aqui uma palavra de conforto e candura para aquelas famílias que já sofreram na “pele”, a perda dos filhos e filhas em acidentes, fatalidades, doenças, etc. das consequências negativas deste negócio poderoso e lucrativo.

Participe e comente.

http://www.aacs.pt/legislacao/codigo_da_publicidade.htm

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A Industria do Alcool e os Jovens



A Industria do Álcool

Artigo sobre “A Industria do Álcool” realizado pela American Medical Association - Office of Alcohol and Other Drug Abuse por um grupo dedicado de médicos que zelam por uma América saudável procurando assim, dar o seu contributo moral e ético, para a redução do consumo do álcool por jovens.

» Alguns pontos “chave” (específicos e sensíveis) sobre - A Industria do Álcool

* È uma industria complexa, distinta e reconhecida em todo o mundo.

* Politicamente influente e poderosa. Capaz de influenciar políticas/medidas nacionais, regionais e locais relacionadas com o álcool.

* Capaz de influenciar eficazmente as pessoas (cargos de relevo em instituições publicas e privadas) que tomam decisões, ao nível dos Média; sobre o álcool, o consumo de bebidas alcoólicas e problemas relacionados com o álcool.


* Inflexível e implacável nas suas medidas e políticas - estratégias de marketing e de informação que reforçam - beber é um acto / escolha individual e que os problemas relacionados com o álcool são causados por pessoas irresponsáveis (a maioria das pessoas que bebem são responsáveis) e também controlam as leis e regulamentos que visam punir, unicamente os indivíduos “irresponsáveis” que causam problemas com a bebida – mais ninguém será responsabilizado.

Este artigo permite uma perspectiva diferente sobre A Industria do Álcool. Na sua constante e convincente procura, por parte desta industria, em influenciar a normalização do consumo de bebidas alcoólicas, bem como, a sua oposição às medidas e programas de prevenção que sejam interpretados como uma ameaça às suas campanhas que fomentam o consumo de bebidas alcoólicas. Este artigo é uma publicação da Associação Medica Americana (AMA) Office of Alcohol and Other Drugs, de Janeiro de 2004 subordinado ao tema sempre actual - “Industria do Álcool: Um Parceiro Social ou um Inimigo Social?”

Tal como a industria do tabaco, a industria do álcool produz uma droga legal e largamente consumida; dominada por um conjunto restrito de produtores de bebidas alcoólicas que investe e emprega uma combinação poderosa de dólares e publicidade, visa estratégias de marketing eficaz e complexo, contribuições em campanhas políticas e tácticas sofisticadas na criação de parceiros (lobbies) que permitam desenvolver e manter os seus interesses económicos e políticos a um nível regular e lucrativo.

Exige um novo e constante aliciamento de jovens consumidores (target) de forma a manter e aumentar a sua base de clientes “fieis”. Mmantem a recusa e o afastamento, da investigação cientifica, tanto quanto possível, que comprove que o álcool é uma droga adictiva, embora seja legal, com consequências negativas a nível da saúde física, mental e da própria comunidade.

Embora a industria do álcool apresente uma informação substancial ao publico (imagem) reflectindo os seus contributos favoráveis a nível económico e social, todavia escusa-se a ser investigada por agentes externos sobre as suas estratégias, políticas e a sua implementação no terreno.

A industria do álcool é amplamente visível, pelo publico em geral, como produtora de bebidas, pela publicidade (ex. meios de comunicação social, outdoors, etc.) e apoia grupos dentro da comunidade, incluindo, por ex. prevenção rodoviária. Raramente é reconhecida como um sistema complexo e poderoso que influencia a política, a cultura de um país e a forma como interpretamos e vivemos no dia-a-dia com os problemas relacionados com o álcool.

A industria do álcool, tem representado eficazmente, em termos da sua imagem publica, mantendo o foco (prioridade) no consumidor, em vez de nos seus vendedores, nos seus produtores e promotores e dos seus produtos. O álcool é uma substancia química que afecta seriamente o corpo e a mente, é uma droga poderosa que provoca um numero significativo de mortes prematuras entre outras doenças mais do que todas as outras drogas ilícitas juntas. Apesar destes factos, a industria do álcool tem influenciado a opinião publica e forçado governos de forma a que o álcool, não seja encarado como uma droga, mas como um artefacto cultural, um valioso artigo de comercio, semelhante a um alimento, quase necessário á vida.

Enquanto negocio, a industria do álcool, tem encoberto essa sua vertente através de informação constante e generalizada, perante a opinião publica, cuja única ambição e objectivo é ser um agente social somente interessado na segurança e no bem-estar dos seus clientes.

De forma encorajar uma maior discussão e conhecimento sobre a industria do álcool, este conjunto de artigos abrangem:

Diversidade e estrutura (formação)

Sistemas de produção e distribuição

Estratégias de marketing e de promoção

Campanhas de marketing que promovem políticas saudáveis sobre consumo de bebidas alcoólicas

Tácticas e campanhas centralizadas em lobbies poderosos que visam influenciar, derrubar e anular regulamentos e políticas que possam afectar, restringir ou anular a operacionalidade desta industria – negocio.

O aprofundar cuidadoso e detalhado dos tópicos, acima referidos, poderá desfazer os mitos, falsas crenças, criados ao longo dos tempos, sobre o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cujo ênfase se centra somente no resultado de uma escolha individual, acabando assim, por negligenciar a responsabilidade da industria do álcool na contribuição de fatalidades, no risco para a saúde, na violência e outro tipo de problemas associados ao consumo de bebidas alcoólicas por jovens entre outras situações de alto risco.»

Comentário: Ao ler este artigo dei por mim a pensar seriamente sobre o negocio do álcool em Portugal e nos nossos jovens. Sobre a publicidade “agressiva” direccionada aos jovens em relação ao álcool? E a publicidade de bebidas alcoólicas e o desporto? Recordo-me de uma reportagem na televisão, no telejornal das 20 horas cuja peça teve direito a um tempo significativo de antena ,que assisti incrédulo, fazia referencia às baixas temperaturas no verão passado e como consequência, houve um declínio de consumo de bebidas alcoólicas fazendo com que a industria do álcool sofresse prejuízos de não sei quantos milhares de euros. Não percebi a importancia de tal reportagem, e pensei será publicidade? No artigo referia que nos EUA a industria do álcool contribui para prevenção rodoviária. Será que a industria do álcool, em Portugal, contribui para alguma causa humanitária e/ou social? Caso afirmativo, gostaria de saber qual.
Outra questão que gostaria de dar especial destaque tem a ver com o target (alvo) desta industria – negocio. Refiro-me aos jovens. È do senso comum que o álcool, apesar de legal, é uma droga. Para mim é extremamente difícil aceitar que existam campanhas, estratégias, que seja gasto imenso dinheiro, que existam pessoas adultas e responsáveis que estejam, directa e indirectamente, envolvidas e cujo objectivo e ambição é aumentarem os lucros com o recrutamento de mais jovens consumidores desta droga.

Quantos destes jovens sofrem acidentes nas estradas depois de consumirem bebidas alcoólicas? Quantos destes jovens, depois de consumirem bebidas alcoólicas, provocam acidentes que envolvem outras pessoas inocentes? Quantos jovens e outras pessoas inocentes são vitimas de violência? Quantos crimes são cometidos por jovens depois de consumirem bebidas alcoólicas? Quantos jovens dão entrada nas urgências dos hospitais como consequência do consumo do álcool? Quantas jovens, depois de consumirem bebidas alcoólicas, adoptam comportamentos de risco, por ex. sexo desprotegido, com o alto risco de contagio de doenças, por ex HIV . Quantos jovens morrem? Quantas famílias são devastadas por perdas avassaladoras, de algum dos seus membros, como consequência do consumo de bebidas alcoólicas?
Neste sentido, cabe a todos nós, pais, profissionais e outras pessoas interessadas nesta matéria informar os nossos jovens dos estímulos (ex. publicidade) que são submetidos e dos riscos que correm.


Por outro lado, se alguém pudesse responder honestamente a estas questões e a outras que possam existir mas que não constam aqui seria uma forma de ficarmos informados.


Gostaria de deixar aqui uma palavra, um “gesto” de conforto e candura para aquelas famílias que já sofreram na “pele” (acidentes, fatalidades, etc) as consequências negativas deste negocio poderoso e lucrativo de alguns.

http://www.aacs.pt/legislacao/codigo_da_publicidade.htm