Mostrar mensagens com a etiqueta jovens e o álcool. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jovens e o álcool. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 15 de agosto de 2022
Egocentrismo
Quando permitimos que o ego não interfira nas decisões somos capazes de feitos extraordinários de uma nobreza fantástico.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
16:57:00
0
comments
Marcadores:
agressividade,
bullying,
estigma,
jovens e o álcool
quarta-feira, 21 de julho de 2021
Recompensas e arriscar
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
17:56:00
0
comments
Marcadores:
adicção,
bingedrinking,
emoções,
internet,
jovens e o álcool
sábado, 5 de julho de 2014
Uma triangulação polémica entre pais e filhos
Um grupo de alunos da Universidade Católica de Lisboa - Faculdade de Ciências Humanas envolvidos num trabalho para a disciplina de Métodos e Técnicas de Investigação em Ciências Sociais, com a professora doutora Teresa Líbano, convidou-me para participar no seu trabalho sobre o fenómeno das drogas e dos consumidores em Portugal.
De acordo com a minha experiencia profissional, a grande maioria dos pais lida, atrevo-me a acrescentar, reage mal quando descobrem que o filho/filha consome drogas. Quando descobrem, os comportamentos dos pais, oscila entre as ameaças verbais e os castigos desproporcionados e a passividade, a complacência e a impotência. Estes comportamentos disfuncionais revelam uma ausência de um plano ou uma estratégia sobre a temática das drogas ilícitas. Saiba mais (siga o link) Pais, filhos e as drogas
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
20:31:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
alcool,
alcool e drogas,
bingedrinking,
crianças,
cultura,
familia,
família,
jovens e o álcool,
pais,
política,
prevenção
quarta-feira, 21 de maio de 2014
A prevenção é um projecto familiar
A prevenção das dependências de todo e qualquer tipo de
drogas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas é um tema transversal na
sociedade actual. Qualquer pessoa, independentemente, do seu estatuto social,
idade, raça, sexo ou religião está vulnerável em relação ao consumo, ao abuso e
à dependência de substâncias psicoactivas do sistema nervoso central.
Apesar da prevenção das dependências ser um tema actual e
preocupante, em particular entre pais, famílias, escolas, professores e jovens,
e na sociedade em geral, todos nós, profissionais e pais lutamos contra o
estigma, a negação e a vergonha associados às drogas reforçado pelo preconceito
e o estereótipo. Muitas vezes, refiro-me a este exemplo, quando abordo o tema
nas escolas e/ou com os pais, são unânimes em reconhecer a vulnerabilidade das
crianças em relação a este problema e a necessidade de programas, mas quando
são convidados a «dar a cara», aparentam optar, conscientemente pelo silêncio
devido ao tabu, preconceito e estereotipo. Creio que um dos motivos deste afastamento
está relacionado com o estigma, a negação e a vergonha sobre as drogas: “Os
meus filhos nunca na vida irão tornar-se uns drogados ou uns bêbados.” A
maioria de nós, pais e famílias, inconscientemente, justificamos este raciocínio;
“Estes problemas dramáticos só acontecem aos outros. Estas tragédias só
acontecem às famílias desestruturadas, disfuncionais e sem recursos económicos.”
Nos dias de hoje, este tipo de justificação negligente do qual nos socorremos
para enterrar a cabeça na areia e considerarmos que a nossa família não é
desestruturada ou disfuncional, como as outras afectadas pela dependência, pode
revelar-se a médio e a longo prazo, um erro grave, porque na realidade e para
sermos verdadeiramente honestos, sentimo-nos impotentes, porque não possuirmos
um plano ou uma estratégia concreta sobre esta matéria.
Há vinte anos atrás, no final dos anos 80, início dos anos 90,
o jovem que desejasse consumir drogas ilícitas revelava-se uma tarefa difícil
obtê-las, hoje em dia, qualquer criança ou adolescente, através da internet, na
sua casa e junto aos seus pais, pode ter acesso a qualquer tipo de drogas. A
procura supera a oferta de drogas, existem drogas para todo o tipo de
preferências e tendências. No contexto
profissional, conheço inúmeros adultos, afirmam, as primeiras experiências com
drogas, enquanto crianças e adolescentes, foram com medicamentos dos seus
familiares
Alguns dados interessantes
Segundo o relatório das comissões de protecção de menores os
processos instaurados em 2013 (30.344) aumentaram comparativamente a 2012
(29.149). Aumentaram também os processos reabertos, num total de 7402 e são o
dobro das crianças abandonadas. Apesar de até aqui o escalão com maior
representatividade, fosse o dos 0 aos 5 anos, em 2013, o escalão com maior
representatividade foi o dos 15 aos 18 anos. A exposição a comportamentos, por
parte dos adultos, que podem comprometer o desenvolvimento da criança: a
violência domestica (agregado familiar), a negligência familiar, a falta de
cuidados de saúde, falta de apoio psicoafectivo, a indiferença, os maus tratos
físicos.
Após constatarmos estes factos, encontramos motivos,
suficientemente fortes para os pais ponderarem sobre a prevenção das
dependências desde o berço da criança, ao invés de ser na pré adolescência,
nessa altura, pode ser tarde demais. A prevenção das dependências é um projecto
da família.
A prevenção das dependências deve ser um projecto delineado 1.
Pais 2. Escola e 3. Sociedade.
O papel da família é
importante na prevenção das dependências desde o nascimento da criança. Antes
de a criança nascer, a família é um sistema complexo de personalidades e
dinâmicas, individuais e colectiva, refiro-me aos papéis, às regras, às funções
e convicções que regem a estrutura familiar no seu todo. A personalidade da
família revê-se nos padrões e nas espectativas, nos sentimentos, pensamentos,
nas suas crenças e tradições. O nascimento de uma criança vem modificar este
sistema.
Se um membro da
família tem um problema ou doença, esta situação dramática não afecta somente o
individuo (doente), pelo contrário, todas as pessoas são afectadas, incluindo
as crianças. Refiro-me a todo o tipo de adversidade, desde as doenças,
acidentes, crise, desemprego, divórcio, adultos dependentes de drogas e/ou álcool,
e/ou desilusões e fracassos oriundos dos projectos individuais, profissionais e
económicos dos adultos. Nesse sentido, é durante a fase da socialização que
surgem os desafios mais complexos na educação da criança, visto nenhuma família
estar a salvo da adversidade. Como adultos sabemos, pelos motivos mais
evidentes e dolorosos ao longo do devir, que a vida é difícil. Agora, como é
que integramos esta questão existencial no plano de educação do(s) nosso(s)
filho(s)? Como é que o(s) preparamos para enfrentar a adversidade?
Uma das respostas, residem no meu entender, com as nossas
características individuais e sociais, como pais e indivíduos. Ao longo da
vida, geramos aquilo que consideramos merecer e essa atitude também se reflecte
na família; se considerarmos que somos indivíduos resilientes na gestão da
adversidade e dos sentimentos, se considerarmos que somos indivíduos felizes,
se possuirmos um propósito e sentido no rumo da vida, a nossa família, também
irá colher estes frutos que a sustentaram nos momentos difíceis, caso
contrario, se nos considerarmos indivíduos egocentristas e hedonistas, com
baixa auto estima, ressentidos e umas vitimas das pessoas e do mundo, estaremos
a minar nossa família. É imprescindível que sejamos honestos connosco próprios,
a fim de consigamos monitorizar os efeitos e o impacto do nosso comportamento
na família, incluindo das crianças. Se o fizermos estaremos a garantir zelo
pela estrutura (sistema) familiar. Sabia que uma parte muito significativa do
nosso comportamento, para com a família nuclear (esposa/o e filhos), é herdado
dos nossos pais, avós ou outras pessoas significativas? Refiro-me às tradições,
aos valores e convicções e à vinculação. Podemos transportar uma herança familiar dolorosa
de abuso ou negligência que poderá afectar a vinculação com os nossos filhos e
podemos encontrar dificuldades em desempenhar a tarefa de educar e ao mesmo
tempo, ser felizes. A nossa educação parental assenta em modelos que conhecemos
e nos são familiares. Quais são as regras que nos ensinam para educar os nossos
filhos? Ainda recorremos a um método que se resume a experimentar, através da
tentativa e erro, isso significa que não dispomos de informação, assim como,
aquela informação que possuímos pode estar errada.
Por outro lado, sabemos que para se ser uma família feliz,
não é preciso ter tido uma educação fora de serie e/ou um possuir estatuto social elevado,
basta assumir um compromisso honesto, devotado ao amor e dar o melhor possível.
Um pai e uma mãe comprometida com a educação e a família na
prevenção das dependências:
- Dá o exemplo, exerce disciplina (não é ser amigo/a do filho,
ele já tem amigos suficientes, os filhos precisam de um mentor e de um/a coach),
- Negocia e comunica o mais abertamente possível sem tabus,
- Desenvolve a resiliência, ajuda os filhos a fazer a
auto-regulação dos seus sentimentos dolorosos em vez de satisfazer as suas
vontades e os ímpetos da criança porque se sente culpada/o e não consegue dizer
Não,
- Ensina a controlar o comportamentos e reforça valores e
tradições saudáveis,
- Reforça a auto conceito e a auto estima, não me refiro ao
culto do ego ou da imagem.
- Promove uma vinculação com base no encorajamento, no amparo,
na pertença e na aceitação (amor).
Já referi esta afirmação várias vezes, na prevenção das
dependências é urgente uma revolução no sistema e no paradigma actual, nos
políticos, nos líderes, nas instituições, famílias e profissionais que zelem e
se comprometam pelo futuro dos nossos filhos, porque o mundo dos adultos não é
seguro para algumas crianças vulneráveis. Se conseguirmos educar os nossos
filhos, se conseguirmos que eles possuam as competências e o talento necessário
a fim de usufruírem uma vida plena, teremos conseguido com sucesso a nossa
missão, aquela que considero ser a mais altruísta e abnegada de todas, ser pai
ou mãe.
Se não formos nós, pais e família, a abordar o tema da
prevenção das dependências e do consumo de drogas lícitas, e/ou ilícitas,
outras pessoas, que não amam os nossos filhos como nós próprios, vão faze-lo.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
11:32:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
cultura,
dependências,
educação,
jovens e o álcool,
politica,
prevenção,
programas,
resiliencia,
role models,
sociedade
sábado, 12 de abril de 2014
Verdadeiro ou Falso?
Em Portugal, o fenómeno do consumo de drogas ilícitas evolui
significativamente, a partir do final dos anos 70 e princípio dos anos 80,
nesse sentido, alguns pais que durante a adolescência consumiram drogas
socialmente, podem erradamente negligenciar sinais e sintomas da dependência
nos seus filhos. Alguns relatos de pais: "Eu também usei drogas, mas nunca tive
problemas de dependência, e quando soube que o meu filho, também consumia,
presumi, erradamente, que ele nunca iria desenvolver uma dependência. Quando o
confrontei com o assunto, já foi tarde demais. Ele estava dependente."
Sabe porque é que os adolescentes consomem drogas ilícitas? Por
curiosidade, desafiar o perigo, para relaxar, para quebrar o tédio, o
aborrecimento e para se integrarem num determinado grupo de pares. De início o
consumo de drogas é frequentemente associado ao lazer e ao convívio. Algumas
pessoas, mais vulneráveis, prolongam o consumo; aumentam a frequência, a
duração e a intensidade.
Alguns factores que contribuem para a dependência de drogas
no individuo.
1. Usar drogas antes e durante a adolescência.
2. Trauma: Abuso
emocional, físico e/ou sexual
3. Historial de dependência de drogas na família.
Apesar de não existir consenso entre investigadores sobre os factores
genéticos, uma criança que testemunhe consumo ou abuso de drogas, por pessoas
significativas, pode crescer com a crença de que usar drogas é OK.
Se você tem filhos adolescentes sabia que as probabilidades
de eles um dia consumirem drogas são reais? Eles podem parecer, de
acordo com a sua avaliação, indivíduos que sabem o que querem da vida e seguros das suas
decisões, mas o seu cérebro ainda não totalmente desenvolvido e isso significa
que a capacidade de avaliar e tomar decisões seja diferente daquela que você
pensa que eles têm na realidade.
Um dos motivos pelas quais, a maioria dos pais, reage com
indignação, negação e/ou pânico quando toma conhecimento de que um dos seus
filhos é consumidor de drogas ilícitas está relacionado com a seguinte crença:
Mito: O problema das drogas e as dependências só acontecem aos
outros.
Realidade: Um individuo que deseje consumir drogas não
precisa de fazer um grande esforço/sacrifício para satisfazer a sua vontade. A
oferta das drogas supera a procura.
A cultura associada às drogas ilícitas, o canábis, que promove
o consumo, como “droga leve” desvaloriza e nega a investigação cientifica e o
conhecimento empírico dos profissionais que trabalham na área das dependências.
Parte dessa cultura está assente no lucro, em detrimento da saúde das pessoas.
Segundo algumas previsões, nos EUA, sobre os lucros da venda legal de canábis
rondam os 3 mil milhões de dólares. Em Portugal, não existe maturidade política
e legislação que monitorizem os efeitos da publicidade (técnicas agressivas de marketing) e salvaguardar o direito do
individuo à informação, à prevenção e ao tratamento do impacto das drogas na
saúde, incluindo o apoio às famílias afectadas pelas consequências negativas,
incluindo as crianças. Podemos retirar um exemplo do fenómeno em relação ao
álcool. O álcool, como se sabe, é um problema de saúde pública, todavia, os
lucros da indústria do álcool (milhões de euros) e os interesses (lobbies
capitalistas) estão acima do direito das pessoas – saúde. De acordo com a minha
opinião, infelizmente o mesmo fenómeno irá acontecer com venda e o consumo da
canábis. Nos últimos dez anos, os casos de indivíduos que procuram ajuda
profissional, derivado ao consumo excessivo de canábis (marijuana e haxixe),
tem aumentado significativamente.
Sabia que o consumo de canábis, vulgo marijuana (planta) e
haxixe (resina), em doses elevadas podem conduzir a situações de elevada
ansiedade, pânico e até a episódios de esquizofrenia. É um mito e errado
classificar estas substâncias psicoactivas, como drogas leves. De acordo com o
seu conhecimento, o álcool é uma droga «leve» ou «dura»?
«O consumo excessivo de canábis não mata, mas pode conduzir
à loucura.»
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
20:43:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
comunicação,
crianças,
cultura,
drogas,
jovens e o álcool,
plano nacional de saude,
política,
prevenção,
resiliência
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Conduzir sob o efeito do álcool e as vitimas inocentes
Sabia que a condução sob o efeito de álcool e/ou outras drogas pode transformar a viatura numa arma letal com consequências trágicas e com vitimas inocentes.
Veja este video controverso, sobre um individuo que afirma ter morto uma pessoa enquanto conduzia o seu carro sob o efeito do álcool.
Noticias 2013
28/12/13 «428 pessoas detidas por excesso de alcool na época do natal.»05/08/13 " Político responde por homicídio negligente e condução sob o efeito de álcool num acidente que causou a morte de um jovem de 19 anos"
06/08/13 "Mais de cem condutores com alcool a mais. A GNR deteve no domingo 136 condutores com excesso de alcool."
27/08/13 "68 condutores detidos com excesso de alcool. GNR deteve, no fim de semana, (...) 68 detenções a individuos que conduziam sob o efeito do alcool."
24/09/13 "1390 detenções na Operação Verão Seguro. (...) entre 15 de agosto e 15 de setembro, 620 das quais por excesso de álcool (...)."
Partilhe este video pelos seus contatos de forma a chegar ao maior numero de pessoas a fim de sensibilizar para este tipo de tragédia.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
19:14:00
0
comments
Marcadores:
alcool,
alcool e drogas,
bingedrinking,
condução sob o efeito do alcool,
cultura,
jovens e o álcool,
política,
prevenção,
sociedade
terça-feira, 25 de junho de 2013
Recomendações urgentes ao nível da oferta do alcool
Segundo uma notícia no Jornal de Noticias, de 22/06/13, “Defendendo
aumento do preço do álcool. O Conselho Nacional de Saúde recomenda ao Governo
que aumente o preço do álcool e restrinja a disponibilidade das bebidas alcoólicas
como medida para reduzir os efeitos da crise na saúde.” Gostaria de referir que
esta notícia, no JN, surge sem o destaque que merece, pelo contrário, é
publicada nas notícias “Breves”. Pessoalmente, não chego a entender o papel de
serviço publico e de investigação dos média, porque ninguém fala do assunto com
honestidade; todos sabemos que o problema é grave, mas ninguém se atreve a abordar
e aprofundar o tema sempre actual e preocupante.
Tal como já aqui foi afirmado o abuso de álcool e o
alcoolismo representa um problema grave de saúde pública, todavia, os líderes
políticos, negligenciam, o fenómeno exponencial associado ao abuso do álcool e
do alcoolismo, agravado, tal como o Conselho Nacional de Saúde, vem alertar
através da sua recomendação, para os efeitos do álcool em indivíduos vulneráveis
à crise: por exemplo, aumento do desemprego, situações trágicas de famílias, questões
financeiras e económicas precárias (dívidas), pobreza, doença mental (aumento
dos casos de depressão e ansiedade), etc.
O Conselho Nacional da Saúde é um órgão de consulta do
Ministério da Saúde que tem por missão emitir pareceres e recomendações sobre
questões relativas à realização dos objectivos de política de saúde e propor
medidas que julgue necessárias ao seu desenvolvimento, por solicitação do
membro do Governo responsável pela área da Saúde.Saiba mais sobre as políticas de saúde.
Sabia que a Industria do álcool, promove um vasto leque de oferta
de bebidas alcoólicas a preços irrisórios, a fim de aumentar a procura. Se o álcool
está disponível, a procura tende a aumentar. O álcool é mais barato que a água.
Se não existe leis que regulem a oferta do álcool, obviamente que a Industria
do álcool aproveita a lacuna, alegando interesses económicos.
Quando é que o Governo, os líderes políticos, segue esta recomendação? Para quando os tribunais (juízes e advogados) e a legislação
contemplam os efeitos negativos na saúde pública do abuso do álcool e do alcoolismo, incluindo os jovens de
menores de idade, os adolescentes e os adultos em idade sénior?
Será que existem lóbis, junto dos políticos, que impedem que
se adoptem medidas justas e honestas em relação ao problema de saúde publica,
associado ao abuso do álcool e do alcoolismo? Se a resposta é sim, então o caso
ainda é mais grave e preocupante. O poder económico não pode estar acima dos
interesses e da saúde publica.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
20:23:00
0
comments
Marcadores:
alcool,
bingedrinking,
condução sob o efeito do alcool,
crianças,
cultura,
jovens e o álcool,
plano nacional de saude,
política,
prevenção,
sociedade
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Evidência cientifica reforça a necessidade de medidas preventivas
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) 25 e 50%
das pessoas podem ter sido abusadas fisicamente durante a sua infância. Uma
experiência definida como o uso da força física que prejudica a saúde da
criança, a sobrevivência, o seu desenvolvimento ou dignidade. Maus tratos na infância
não se restringem somente ao abuso físico, as crianças também podem ser
emocional ou sexualmente abusadas ou negligenciadas e essas experiências podem
ter implicações serias e duradouras para a saúde do adulto.
A associação entre o abuso sexual infantil e problemas de
saúde psicológica na vida adulta actualmente já estão documentadas e confirmadas. No entanto, os
resultados na saúde da criança sobre o impacto da exposição aos maus tratos,
não sexuais (abuso físico, emocional e negligência), a longo prazo, não têm
sido sistematicamente examinados.
No ano passado, uma revisão sistemática e meta-análise
publicada na PLoS Medicine (Norman e colegas, 2012) facultou um melhor
entendimento sobre a associação entre a exposição ao abuso físico, abuso
emocional e negligência na infância, os resultados de saúde física e mental
mais tarde na vida adulta.
Abuso físico, abuso emocional e negligência são normalmente ligados a efeitos na saúde física e mental
Crianças emocionalmente abusadas apresentaram um risco três
vezes maior de desenvolver doença mental – depressão e ansiedade. Efeitos idênticas
de maus tratos à criança (não-sexuais) apresentam um risco significativo de
desenvolverem perturbações do comportamentos alimentar, uso de drogas e álcool
e comportamento suicida.
O único resultado, na saúde física, para o qual existe uma
forte evidência de uma associação aos maus tratos (não sexuais) à criança é o das doenças sexualmente transmissíveis e/ ou comportamentos de risco associado ao
sexo. Estes resultados foram cerca de 1,7 vezes mais prováveis em pessoas com
uma história de abuso.
A evidência para uma associação com doenças crónicas, como o
acidente vascular cerebral, a obesidade, a artrite e dor de cabeça / enxaqueca
era fraco e inconsistente.
Norman RE, Byambaa M, De R, Butchart A, Scott J, et al.
(2012) The Long-Term Health Consequences of Child Physical Abuse, Emotional
Abuse, and Neglect: A Systematic Review and Meta-Analysis. PLoS Med 9(11):
e1001349. doi:10.1371/journal.pmed.1001349
Andrews et al (2004) Child sexual abuse. In Comparative
quantification of health risks: global and regional burden of disease
attributable to selected major risk factors (PDF) (Ezzati et al, editors). WHO,
Geneva; pp 1851-1940
Comentário: De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde sobre o numero sobre as crianças abusadas e negligenciadas, são preocupantes visto representarem um custo muito elevado (Estado) e perda da qualidade de vida (doença, crise, acidentes, dor e sofrimento etc). Apesar de, em Portugal o numero de jovens que consomem e abusam de drogas, incluindo o álcool, ao longo das suas vidas, não ser generalizado, isso não significa que não seja prioritário um plano nacional de prevenção das dependências; nicotina, canábis, álcool (qualquer bebida com teor alcoólico). De acordo com o ultimo inquérito (2007) o alto grau de dependência afeta 10% dos fumadores, sendo a motivação para parar de fumar reduzida (85,5% dos fumadores). Por outro lado, assistimos impotentes ao aparecimento de novas drogas, senão vejamos, após o recente decreto que proíbe a venda de drogas nas smartshops já surgiram seis novas substâncias psicoativas. O cánabis é a drogas mais consumida entre os jovens. Nos últimos anos têm surgido mais pedidos de ajuda a jovens que desenvolvem comportamentos problemáticos associados ao consumo excessivo de cánabis (psicoses, abstenção e redução do aproveitamento escolar, impulsividade, depressão, perda da memoria e concentração).
Apesar de o estudo realizado pela CESNOVA (Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa) revelar que o consumo generalizado, sobre a prevalência de embriaguez ter caído, é do conhecimento geral, que os jovens, alguns menores de idade, desenvolvem uma cultura de divertimento muito forte associada ao abuso do alcool (Binge Drinking) cujo intuito é a embriaguez; por exemplo as queimas, os espectáculos de musica e as saídas à noite.
Podemos concluir, depois do estudo da OMS, que as crianças que tenham sofrido qualquer tipo de abuso (emocional, físico e sexual) e negligência parental estão em risco de desenvolverem comportamentos de alto risco associado ao álcool e/outras drogas e perturbação do comportamento alimentar.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
19:29:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
cultura,
direitos da criança,
escola,
família,
jovens,
jovens e o álcool,
plano nacional de saude,
política,
prevenção,
sociedade
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Guerra sem fim à vista
“A actual estratégia internacional de controlo das drogas,
cujo objetivo central visa um mundo livre de drogas, tem sido implementada no
terreno, quase exclusivamente, através do recurso a ações policiais e a sanções
criminais. Todavia, através de estudos recentes, revelam, que esta estratégia
falhou nos seus intentos. Embora o efeito nocivo das drogas, nas vidas das
pessoas e na sociedade, esta estratégia revela-se, excessivamente punitiva e
não foi alcançada, em termos dos objetivos da saúde pública e tem contribuído
para inúmeras violações dos diretos humanos.”
- Anand Grover, comissario das Nações Unidas para os direitos humanos
Sabia que a declaração da “Guerra contra as Drogas” foi
anunciada pelo Presidente norte-americano Richard Nixon, em 1971? Passado 41
anos ainda não prevê um fim para a dita “Guerra contra as drogas”, pelo
contrário, é um fenómeno universal que veio para ficar, do qual, todos nós,
teremos que repensar sobre uma diferente estratégia.
O problema das drogas lícitas, incluindo o alcool e os
fármacos, e ilícitas é um problema transversal na sociedade portuguesa. Na
minha opinião, Portugal não possui um enquadramento, a convicção e o
compromisso politico, cívico, jurídico e da saúde pública capaz de promover uma
estratégia, de forma a lidar com os efeitos negativos das drogas lícitas e/ou
ilícitas, assim como ser capaz de potenciar um reflexão publica profunda sobre
as medidas que pretendemos adotar para o nosso país. Pelo contrário, existe um
certo marasmo generalizado. Por exemplo, em relação ao abuso do álcool e do
alcoolismo, em pleno seculo XXI, num artigo do Diário de Noticias, de 30/6/12,
referia que 70% da população de Barcelos, com idade inferior a 50 anos, é
afetada pelo alcoolismo. Considero que os jovens e as famílias portuguesas
precisam, urgentemente, de um sistema político com o qual depositem confiança e
esperança na luta contra este tipo de epidemia: O problema das drogas licitas,
incluindo o álcool, e/ou ilícitas não acontece só aos outros.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
18:49:00
0
comments
Marcadores:
cultura,
direitos humanos,
família,
jovens e o álcool,
plano nacional de saude,
política,
prevenção,
programas,
role models
domingo, 24 de junho de 2012
Pedidos de Ajuda: Quebrar o estigma, a negação e a vergonha
Alguns pedidos de ajuda que recebo por email. Todos os dados das pessoas envolvidas, nestas histórias
reais, foram modificados de forma a manter o sigilo completo. Respondo a todos os
pedidos de ajuda.
1. “Boa tarde, chamo me T. Hoje durante a hora de almoço deparei-me
com o seu blogue e gostaria de saber se pode prestar apoio.
Resumindo, o meu filho, de 16 anos, por uma questão de
alguma baixa estima (provocada por uma limitação física), talvez por não ter
tido o acompanhamento paterno que deveria e talvez também por uma questão de
fragilidade da própria personalidade, começou a consumir marijuana.
Sei que não é todos os dias, sei que não é em grandes
quantidades, mas tem todos os indícios de já ter apanhado o vício. Tem um
grupinho de colegas da escola que também fumam. Jura que nunca irá para as drogas
mais fortes, mas a verdade, é que cada vez noto-o com mais necessidade de sair
de casa, depois do jantar, para estar com o grupo de amigos. Já falei, montes
de vezes, com ele, já o chamei à razão, ele diz-me que faz menos mal que o
tabaco normal, e para eu estar descansada que ele sabe controlar-se.
Tentei proibi-lo de sair, mas ele ficou muito
revoltado. Mais tarde, pediu desculpa, dizendo que não é o filho que eu gostava
que ele fosse. Conheço bem o meu filho, é um miúdo sensível, muito amigo do seu
amigo, e isso também o torna um bocado influenciável.
Não sei muito bem como atuar, sinto que tenho de manter um equilíbrio
entre o coração e a razão, tenho tentado fazer isso, mas também penso que se o
proibir de estar com os amigos, vou perder uma grande parte da sua confiança,
até porque alguns deles são colegas de turma. Neste momento, fumar umas ganzas
é tão natural, como na minha adolescência, fumar cigarros normais.
Gostaria de um conselho. Agradecida”
2. “Chamo me A. e o acaso quis que abrisse o seu blogue sobre a
prevenção das dependências. Sou professora e a grande maioria dos meus alunos apresentam
comportamentos desviantes tendo já um percurso de vida bastante atribulado, uns
institucionalizados, outros com historiais de consumos e pequenos furtos, e
claro, todos em situação de abandono escolar. Gostaria de saber qual a
possibilidade e disponibilidade de uma intervenção sua junto das nossas turmas.
Atenciosamente."
3. Chamo me P. e tenho um filho adicto que consome drogas desde
os 12, actualmente tem 36 anos. Já fiz de tudo para o ajudar, mas ao fim de um
determinado tempo, acaba por recair, e consequentemente, também sinto na “pele”
as consequências negativas da sua adicção, visto ele viver comigo. Já estou
cansada de abordar o assunto, onde ele, inclusive, já perdeu a família,
incluindo três filhos, dos quais não pode contactar, por decisão judicial. Não
sei mais o que fazer. Por favor ajude-me. Obrigada"
4. Olá meu nome é C. e há um mês descobri que meu filho, de 14
anos, está dependente de drogas. Foge de casa, quando regressa, é um farrapo. Chora
imenso e pede ajuda para o problema das drogas, mas quando estamos dispostos a
ajuda-lo, ele afirma que não quer ajuda. Como ele não tem recursos financeiros
próprios, decidiu-se pelo tráfico para consumir, ou seja não sei mais o que faço.
Devo coloca-lo num colégio interno para afastá-lo da droga? Uma vez que ele é
menor de idade e não tem poder de decisão sobre si.
Aguardo sua opinião, Obrigada”
5. “Chamo-me R. sou estudante de um curso de nível 4 na área
das toxicodependências. Neste momento estou a fazer o estágio numa instituição
que está interessada em participar na Acção Europeia sobre a Droga (EAD), nesse
sentido, terei que propor um tema na área da prevenção. Andei a pesquisar na Internet
e descobri o seu blogue, gostaria de saber se pode facultar informação específica
sobre prevenção primária para escolas do 1º e 2ºciclo. Encontro imensa
informação, mas como sabe, é excessiva e não é muito explícita. Se puder
ajudar, agradecia imenso, visto este trabalho ter um significado muito
importante, visto tratar-se do estágio curricular.
Obrigada pela atenção, com os melhores cumprimentos”
Obrigada pela atenção, com os melhores cumprimentos”
Comentário: O motivo da publicação, deste pedidos de ajuda,
no blogue é unicamente, quebrar o estigma, a negação e a vergonha associados às
dependências de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e/ou
ilícitas. Portugal precisa, urgentemente, de uma cultura, ativa e diferente,
que previna as dependências, atualmente, não existe prevenção.
Gostaria de alertar para a cultura que bebe, que reforça e
promove o consumo de bebidas alcoólicas entre jovens menores de idade. Por
exemplo, até à data deste post,
Portugal é o único país da União Europeia, onde é permitido a venda e o consumo
de bebidas alcoólicas a menores de idade. Sabia que o abuso do álcool e o alcoolismo
são um problema de saúde pública? Sabia que o álcool é
a substâncias psicoactiva mais perigosa?
Você tem filhos? Já falou com eles sobre o consumo de
bebidas alcoólicas? Já abordou o tema das drogas ilícitas? Já abordou os riscos
do abuso (binge drinking – consumo excessivo
de bebidas alcoólicas cujo intuito é a intoxicação /embriaguez) e do
alcoolismo. Se você não o fizer outras pessoas fazem por si. Você tem alguém na
sua família com problemas associados ao abuso do álcool e/ou do alcoolismo ou
drogas ilícitas? Se a resposta for sim, mais uma razão forte para abordar o
assunto em família, incluindo os jovens. Promova a comunicação, na família, que
ajude a quebrar os tabu e os mitos
associados às drogas lícitas e/ou ilícitas.
Importante: Caso você esteja interessada/o em ver esclarecido
algumas questão em relação à prevenção das dependências envie um email. Todos os dados pessoais
confidenciais
Caso esteja interessado sobre a realidade Portuguesa e as drogas.
Caso esteja interessado sobre a realidade Portuguesa e as drogas.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
17:15:00
0
comments
Marcadores:
álcool e drogas,
família,
industria das dependencias,
jovens,
jovens e o álcool,
plano nacional de saude,
política,
prevenção,
publicidade,
sociedade
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Uma cultura que não previne
Depois de ver o vídeo: Magazine da RTP - Sociedade Civil (i) atrevo-me a confirmar, aquilo que venho a afirmar desde a existência deste blogue (2007), que não existe uma cultura de Prevenção das Dependências em Portugal. Quando se abordam "os consumos de álcool e outras dependências juvenis", nos meios de comunicação social, aborda-se o assunto de uma forma muito superficial, diria resignada e cordial entre as partes envolvidas, numa atitude de negação para com a verdadeira dimensão do problema. Alguns factos: 1. Facto: Somos uma cultura que bebe; que promove e incentiva o consumo e o abuso do alcool de jovens a menores de idade. Pessoalmente, fico preocupado quando imagino equipas de indivíduos adultos, à volta de uma mesa, a discutir técnicas agressivas de marketing cujo alvo são jovens de 16 anos e o consumo de bebidas alcoolicas. 2. Facto: O álcool é uma droga. O abuso de álcool e o alcoolismo são um problema de saúde publica. Questão da qual não conheço a resposta: Quantos portugueses, refiro-me aos indivíduos, às suas famílias, incluindo as crianças, são afectados pelo abuso do álcool e do alcoolismo?
Nota: Sem esquecer as outras substâncias psicoactivas lícitas, medicação receitada pelo medico (auto medicação), e as ilícitas.
O problema serio dos "consumos do álcool e outras dependências juvenis" persiste, intocavel e negligenciado, e assim é porque não existe vontade politica, legislação e investigação que considere a prevenção das dependências uma prioridade (plano nacional de saúde); o investimento financeiro na prevenção e na saúde das crianças e jovens, compensa, a médio e a longo prazo.
Infelizmente neste programa/magazine da RTP não abordou o fenómeno, relativamente recente, preocupante e investigado nos EUA e no Reino Unido, também varias vezes referido neste blogue, denominado Binge Drinking (http://kidshealth.org/teen/drug_alcohol/alcohol/binge_drink.html). O que é o Binge Drinking? Abuso no consumo de bebidas alcoólicas, num período reduzido de tempo, cuja principal intenção é a intoxicação (embriaguez). Por ex. entre os homens o consumo seguido de 5 ou mais bebidas e nas mulheres o consumo seguido de 4 ou mais bebidas. Este fenómeno pode ocorrer durante varios dias seguidos e afecta negativamente os comportamentos dos jovens - algumas consequências previsíveis após o Binge Drinking: acidentes, condução sob o efeito do álcool e/ou drogas, violência, agressão sexual e abuso, doenças sexualmente transmissíveis (hepatite, VIH) , intoxicação alcoólica e morte.
Para terminar, eis algumas questões que precisam de ser investigadas e reveladas ao publico em programas semelhantes ao magazine Sociedade Civil da RTP. Afinal é serviço publico.
1. As festas organizadas pelas associações de jovens estudantes, de norte a sul do país, são patrocinadas pela industria do álcool, cujo intuito é somente o lucro.
2. Nos eventos, onde o publico é maioritariamente jovem (festejos estudantis, festejos da grandes cidades) quais as medidas legislativas de forma a prevenir o marketing agressivo da industria do álcool?
3. Quantas crianças/jovens são admitidas nas urgências dos hospitais como consequência do Binge Drinking?
4. Quais as consequências, entre os jovens, do Binge Drinking?
5. Quantas mortes estão relacionadas com o Binge Drinking?
Siga o link e veja o programa da RTP
(i) RTP Magazine Sociedade Civil
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
16:56:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
alcool e drogas,
bingedrinking,
condução sob o efeito do alcool,
crianças,
cultura,
dependências,
jovens e o álcool,
pais,
plano nacional de saude,
prevenção
sexta-feira, 23 de março de 2012
Bullying - o bully e a vítima.
O bully (aquele que pratica a agressão) pode já ter sido vitima de bullying. O fenómeno do bullying entre os jovens. Os pais, as escolas e as comunidades precisam de unir esforços e competências para lidarem com este fenómeno que pode causar trauma para toda a vida.
Siga o link
http://www.youtube.com/watch?v=__IjcLVBBYc&feature=related
Siga o link
http://www.youtube.com/watch?v=__IjcLVBBYc&feature=related
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
11:45:00
0
comments
Marcadores:
bullying,
crianças,
jovens e o álcool,
mudança de comportamentos,
pais,
política,
sociedade
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Políticos e a Prevenção das dependências
De acordo com os últimos dados do Instituto da Droga e Toxicodependência
e do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência existe um numero
significativo de crianças e adolescentes portugueses afectados pelas
consequências negativas das substâncias lícitas, incluindo o álcool, e das
substâncias ilícitas. Não é novidade, mas apesar das evidências continuamos sem
uma política e uma cultura direccionada para a prevenção das dependências. Todavia,
estes relatórios não fazem referencias outro tipo de doenças do foro mental, em
muitos casos associados ao consumo de drogas, por exemplo, a depressão e o
suicídio. De acordo com a minha experiencia profissional, os dados disponíveis
estão subavaliados, isto é, sabemos apenas a ponta do “iceberg” e escondem a
verdadeira dimensão do problema.
O consumo e o abuso de substâncias psicoactivas lícitas,
incluindo o álcool, e as ilícitas entre os jovens, geram consequências graves a
nível psicossocial e elevados custos económicos ao longo da vida. A acrescentar
ao fenómeno preocupante e aos custos económicos, podemos também incluir os
danos à família, na escola e na comunidade. Para além do elevado peso económico,
o consumo e o abuso de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e
as ilícitas, também afecta as competências do desenvolvimento dos jovens, das
quais destaco os relacionamentos interpessoais saudáveis, sucesso escolar e
também a entrada no mercado do trabalho.
Como é óbvio, alguns problemas de saúde mental estão ligados
aos problemas de saúde física. Nesse sentido, podemos concluir: saúde mental saudável,
melhoras na saúde física. Todavia, os políticos portugueses, apesar do seu
conhecimento dos dados acima referidos, optam por negligenciar, e
consequentemente, aguardar até que os problemas relacionados com as dependências,
despontem, com consequências alarmantes e em alguns casos dramáticas, para
depois procurarem as soluções “atabalhoadas”, e excessivamente dispendiosas,
para os contribuintes portugueses e para a economia do país. As medidas
atabalhoadas, servem somente para “desenrascar” a situação em si, nunca o problema, na sua
verdadeira dimensão.
Na minha opinião, actualmente não existe, e nunca existiu desde
o 25 de Abril de 1974, (38 anos) uma vontade expressa e/ou um plano concertado
entre os parceiros sociais, a investigação científica, os médicos, a comunidade
escolar, os tribunais e a sociedade na área específica da prevenção das dependências.
As drogas, o alcoolismo, o tráfico, o consumo aparenta fazer parte de uma estratégia
de uma agenda política que visa, somente, angariar votos. Infelizmente, são
casos de polícia e dos tribunais. Um número significativo de reclusos, são jovens,
cujo delito está relacionado com drogas. Sabemos também que as prisões não
reabilitam ninguém, pelo contrário. Em Portugal, não existe história, cultura e
políticos que cumpram as suas promessas políticas, em prol dos direitos e das
liberdades das crianças, provavelmente, por as crianças não terem “voto na
matéria.”
Algumas áreas a necessitar de intervenção:
Prevenir a gravidez Indesejável e/ou em idade prematura.
Competências parentais /Planeamento familiar
Promover competências na escola contra o consumo de
substâncias psicoactivas, a violência (bullying),
e a educação sexual.
Prevenção das doenças do foro psicológico (depressão, suicídio,
outras)
Prevenção da adversidade e gestão das emoções e conflitos
(Separação, divorcio, dependências de substâncias dos pais, luto)
Promover comportamentos saudáveis junto de populações mais
desfavorecidas
Em plena crise social e económica, a indústria poderosa e
milionária das drogas e os seus parceiros, vai certamente proliferar. A oferta
supera a procura.
Em plena crise social e económica, a indústria poderosa e
milionária do álcool, vai certamente investir nas técnicas agressivas de
marketing e de venda, visto a legislação permitir essa ilegalidade. Por
exemplo, as bebidas alcoólicas e o desporto não se misturam.
Enquanto os políticos optarem pelo silêncio, sobre a
prevenção das dependências, estão a negligenciar e a consentir que algumas
crianças e adolescentes, famílias e comunidades continuem a sofrer as
consequências dramáticas, assim como a (des) responsabilização pelos custos
económicos elevados, associados á dependência das substâncias lícitas,
incluindo o álcool, e as substâncias ilícitas. O Mundo dos Adultos não é seguro
para algumas crianças vulneráveis. Desde tempos remotos, nunca foi, chegou a
altura de quebrar o silêncio.
Não será mais económico o investimento na prevenção dos
problemas de saúde do indivíduo, da família e da comunidade (física e mental)
em vez de o estado (contribuintes) suportar o peso elevadíssimo da factura na
negação dos sintomas e consequências? Qual o resultado pratico da luta contra
as drogas? Na minha perspectiva, não identifico um envolvimento e um
compromisso na maioria dos políticos na luta contra a droga. Precisamos de
líderes que saibam liderar e gerar confiança, precisamos de transparência nas políticas
deste país. Como diz o ditado popular: “Mais vale prevenir do que remediar”
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
11:41:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
alcool e drogas,
bullying,
cultura,
direitos da criança,
família,
jovens e o álcool,
plano nacional de saude,
politica,
sociedade
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Mais vale prevenir do que remediar
Este
post faz parte de um email enviado à Deco no seguimento de uma noticia de um
jornal que referia a existência de associações de consumidores na Europa que
estão a desenvolver campanhas que visam reduzir alguns produtos de elevado conteúdo
de açúcar, álcool ou gorduras. O meu especial interesse é direccionado para o álcool,
à publicidade e a técnicas agressivas de marketing visto em Portugal existir negligência
por parte das autoridades competentes, da ordem dos médicos, ordem dos
advogados, tribunais e sociedade em geral quanto às medidas preventivas junto
da industria do álcool. A vida das crianças está acima dos lucros e dos
interesses das empresas.
Venho por este meio agradecer a resposta da Deco e aproveito para
enaltecer o seu trabalho junto dos consumidores portugueses.
Assunto: Estudo
sobre a publicidade ao álcool e os jovens
Exmos. Srs.
Venho por este meio solicitar o seguinte. Sou vosso associado e um profissional que trabalha na área no tratamento e prevenção das dependências, refiro-me às substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool e as ilícitas (comportamentos adictivos).
Há uns dias um jornal diário fazia referência à seguinte notícia "As agências de publicidade em Portugal não estão muito a par do que se está a passar na União Europeia. Muitas associações de consumidores querem reduzir alguns produtos com elevado conteúdo de açúcar, álcool ou gorduras. Em certas categorias de produtos querem eliminar as marcas porque acham que isso vai reduzir o consumo" Anthony Gibson, presidente do grupo Publicis.
Gostaria de saber se têm conhecimento sobre as referidas associações europeias, e os respectivos contactos, envolvidas neste projecto que visa reduzir os produtos acima referidos (açúcar, álcool e alimentos altamente calóricos). Tenho especial interesse em ao relação ao álcool, visto não existir prevenção junto da sociedade (escolas, famílias, grupo de pares e comunidade) e o meu trabalho coincidir com a prevenção. Também gostaria de saber se a DECO já fez algum estudo sobre o impacto da publicidade e das técnicas agressivas de marketing, associado à Industria do álcool, em especial das cervejeiras, cujo target são os jovens. Caso tenha sido realizado solicitava o referido estudo. Caso não tenha feito, porquê?
Exmos. Srs.
Venho por este meio solicitar o seguinte. Sou vosso associado e um profissional que trabalha na área no tratamento e prevenção das dependências, refiro-me às substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool e as ilícitas (comportamentos adictivos).
Há uns dias um jornal diário fazia referência à seguinte notícia "As agências de publicidade em Portugal não estão muito a par do que se está a passar na União Europeia. Muitas associações de consumidores querem reduzir alguns produtos com elevado conteúdo de açúcar, álcool ou gorduras. Em certas categorias de produtos querem eliminar as marcas porque acham que isso vai reduzir o consumo" Anthony Gibson, presidente do grupo Publicis.
Gostaria de saber se têm conhecimento sobre as referidas associações europeias, e os respectivos contactos, envolvidas neste projecto que visa reduzir os produtos acima referidos (açúcar, álcool e alimentos altamente calóricos). Tenho especial interesse em ao relação ao álcool, visto não existir prevenção junto da sociedade (escolas, famílias, grupo de pares e comunidade) e o meu trabalho coincidir com a prevenção. Também gostaria de saber se a DECO já fez algum estudo sobre o impacto da publicidade e das técnicas agressivas de marketing, associado à Industria do álcool, em especial das cervejeiras, cujo target são os jovens. Caso tenha sido realizado solicitava o referido estudo. Caso não tenha feito, porquê?
Factos sobre sociedade portuguesa:
Como sabem o alcoolismo é um problema de saúde pública em Portugal. O álcool é uma droga (substância psicoactiva altamente adictiva). Vivemos numa "cultura que bebe."
Portugal é o único país da EU em que a idade legal para consumo (e abuso) é a partir dos 16 anos. O lema "Seja responsável beba com moderação" é desactualizado, ineficaz e responsabiliza o indivíduo que consome. Desresponsabiliza a indústria do álcool. O álcool é uma droga que gera dependência (doença crónica).
Estima-se que existam 800.000 alcoólicos e 1.000.000 bebedores problemáticos. Quantas famílias portuguesas, incluindo as crianças, são afectadas pelo alcoolismo, ao longo de varias gerações?
A mortalidade associada ao álcool estima-se como a 4ª causa de morte (cirrose hepática, neoplasias das vias respiratórias, do aparelho digestivo superior, colo-rectais, fígado, hipertensão arterial, pancreatite crónica, AVC hemorrágicos)
A violência doméstica está associada ao álcool. Podemos também acrescentar os acidentes viação, as taxas de suicídio, acidentes de trabalho, absentismo laboral e escolar, internamentos em hospitais psiquiátricos.
Os contratos milionários na publicidade ao álcool no desporto (ex. futebol). A legislação existente em Portugal, é permissiva permitindo assim este fenómeno. O álcool e o desporto não se misturam.
Qual o impacto económico, associado ao álcool, na sociedade portuguesa?
De acordo com vários estudos, nos EUA e em Inglaterra, a indústria poderosa e milionária do álcool tem vindo a aperfeiçoar as suas técnicas agressivas de marketing direccionadas ao público jovem. Estas
técnicas de marketing, em Portugal, não são supervisionadas pelas entidades responsáveis. Procuram fidelizar este tipo de target às suas marcas para o resto da vida. Existe uma relação entre a publicidade (marketing) e o consumo (por ex. binge drinking - beber álcool cujo intuito é a intoxicação pelos jovens). Aparentemente, não existe vontade política para alterar o rumo deste tipo actuação negligente. Isto é, o lucro está acima dos interesses e da saúde dos jovens. A vida das nossas crianças é demasiado valiosa para que possa ser negligenciada
Desde já convido-os a visitar os meus blogues, em especial o da prevenção das dependências, onde podem encontrar mais informação sobre este assunto.
Aguardo uma resposta, tão breve quanto possível.
Atenciosamente
João Alexandre Rodrigues
Como sabem o alcoolismo é um problema de saúde pública em Portugal. O álcool é uma droga (substância psicoactiva altamente adictiva). Vivemos numa "cultura que bebe."
Portugal é o único país da EU em que a idade legal para consumo (e abuso) é a partir dos 16 anos. O lema "Seja responsável beba com moderação" é desactualizado, ineficaz e responsabiliza o indivíduo que consome. Desresponsabiliza a indústria do álcool. O álcool é uma droga que gera dependência (doença crónica).
Estima-se que existam 800.000 alcoólicos e 1.000.000 bebedores problemáticos. Quantas famílias portuguesas, incluindo as crianças, são afectadas pelo alcoolismo, ao longo de varias gerações?
A mortalidade associada ao álcool estima-se como a 4ª causa de morte (cirrose hepática, neoplasias das vias respiratórias, do aparelho digestivo superior, colo-rectais, fígado, hipertensão arterial, pancreatite crónica, AVC hemorrágicos)
A violência doméstica está associada ao álcool. Podemos também acrescentar os acidentes viação, as taxas de suicídio, acidentes de trabalho, absentismo laboral e escolar, internamentos em hospitais psiquiátricos.
Os contratos milionários na publicidade ao álcool no desporto (ex. futebol). A legislação existente em Portugal, é permissiva permitindo assim este fenómeno. O álcool e o desporto não se misturam.
Qual o impacto económico, associado ao álcool, na sociedade portuguesa?
De acordo com vários estudos, nos EUA e em Inglaterra, a indústria poderosa e milionária do álcool tem vindo a aperfeiçoar as suas técnicas agressivas de marketing direccionadas ao público jovem. Estas
técnicas de marketing, em Portugal, não são supervisionadas pelas entidades responsáveis. Procuram fidelizar este tipo de target às suas marcas para o resto da vida. Existe uma relação entre a publicidade (marketing) e o consumo (por ex. binge drinking - beber álcool cujo intuito é a intoxicação pelos jovens). Aparentemente, não existe vontade política para alterar o rumo deste tipo actuação negligente. Isto é, o lucro está acima dos interesses e da saúde dos jovens. A vida das nossas crianças é demasiado valiosa para que possa ser negligenciada
Desde já convido-os a visitar os meus blogues, em especial o da prevenção das dependências, onde podem encontrar mais informação sobre este assunto.
Aguardo uma resposta, tão breve quanto possível.
Atenciosamente
João Alexandre Rodrigues
Conselheiro
em Comportamentos Adictivos
Addiction Counselor (Art of Counseling)
Addiction Counselor (Art of Counseling)
Resposta da Deco
Exmo. Senhor,
Exmo. Senhor,
Acusamos a recepção do seu e-mail, que
agradecemos.
A redução dos teores de vários nutrientes,
nomeadamente açúcar, sal e gordura tem sido uma preocupação das diferentes
organizações de consumidores, nomeadamente das europeias. No entanto,
desconhecemos o projecto específico que refere na sua comunicação e consequentemente
quais as associações que estão envolvidas.
O nosso trabalho relacionado com os consumos abusivos
do álcool e alcoolismo é um assunto que tem merecido a nossa atenção e sobre o
qual temos vindo a desenvolver, já há vários anos, um trabalho a vários níveis:
- Junto dos consumidores, através dos conteúdos nas
nossas publicações e no site (artigos em anexo sobre “ Venda de álcool a
menores e “Hábitos de consumo de bebidas alcoólicas)
- Junto das autoridades e agentes do mercado,
nomeadamente através da nossa participação no Fórum Álcool e Saúde, que decorre
do Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool.
O mesmo se passa em relação à redução dos teores
de açúcares, gorduras e sal. Para além dos vários artigos que temos vindo a
publicar sobre estas temáticas e nos quais apelamos sempre para uma redução dos
teores destes nutrientes, participamos na “Plataforma contra a obesidade”.
Sem outro assunto de momento, enviamos os melhores
cumprimentos.
Atentamente
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
17:07:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
alcool,
bingedrinking,
cultura,
dependencias,
direitos da criança,
jovens e o álcool,
mudança de comportamentos,
plano nacional de saude,
prevenção,
sociedade
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
ComSUMOS ACADÉMICOS
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
20:58:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
alcool,
alcool e drogas,
bingedrinking,
bullying,
condução sob o efeito do alcool,
cultura,
escola,
jovens e o álcool,
sociedade
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
As competências mais significativas contras as drogas aprendem-se em casa
Sabia que os pais que falam com os filhos sobre as drogas,
sabem o que se passa com os filhos e com quem eles se relacionam reduzem as
possibilidades de consumirem drogas (Biglan
e colegas, 2004)?
Devido às vidas atarefadas, alguns pais, infelizmente, não
reconhecem a influência que exercem sobre a vida dos filhos. Como pais,
conseguimos fazer a diferença entre aquilo que os nossos filhos pensam e fazem
em relação às drogas. Conseguimos, facilmente, estabelecer comunicação com
eles, sobre medidas que sirvam para prevenir e/ou adiar o consumo, e, caso se verifique
necessário, através de factos concretos, elaborar um plano de acção quando eles
estão envolvidos no consumo e/ou consumo problemático (abuso) de drogas.
Um estilo parental altruísta, dinâmico, carismático é
suficiente para tratar, gerir e orientar o tema das drogas e o álcool na
família. Sabemos que não é fácil, mas assumir um papel activo e assertivo, em
vez de agressivo, manipulador ou passivo poderá fazer toda a diferença na vida
dos nossos filhos.
No dia-a-dia, utilizamos drogas, tal como acontece com a
alimentação, que modificam a maneira de pensar, sentir e agir. Podemos incluir,
nesta lista, as drogas utilizadas para fins medicinais e terapêuticos, o
álcool, o tabaco e a cafeína. Pertencemos a uma cultura que consome drogas, lícitas,
incluindo o álcool e o tabaco, e as ilícitas. No entanto, existe uma
preocupação, generalizada pela sociedade, quanto ao fenómeno das drogas ilegais
(trafico, consumo, dependência), todavia, acaba por ser irónico, visto que, as drogas
que provocam mais danos e representam um risco serio para os jovens são as
drogas legais, tais como o álcool, o tabaco e a utilização indevida de
medicamentos sujeitos a receita médica. Ao constatarmos esta realidade, sabemos
que o processo de desenvolvimento dos jovens consiste em experimentar coisas
diferentes e testar os limites e algumas regras impostos pela família, escola,
comunidade e sociedade. Tal como aconteceu com os pais durante a sua
adolescência, nesse sentido, não nos surpreendemos, se alguns jovens consumirem
drogas ilegais. Felizmente, a maioria destes jovens não continuam o consumo
regular e a maioria não desenvolve problemas sérios associados às drogas (por
ex. dependência). Será mais realista pensar que os jovens permanecem curiosos
sobre o efeito das drogas, sejam legais e/ou ilegais, ao invés de negar esse
possibilidade.
Como pais, uma das preocupações é descobrir, que um dia, os
nossos filhos usam drogas. A primeira reacção pode ser de choque, raiva, culpa,
negação e procurar um/a culpado, “Como é possível isto estar a acontecer?! O
que andas a fazer à tua vida?” Embora seja normal, este tipo de reacções,
também precisamos de pensar e assumir um papel, activo e positivo, no apoio,
aos nossos filhos, nos períodos de crise e adversidade, isto é, pode ser drogas
como pode ser outro problema qualquer. O problema associado às drogas, é
daqueles cenários catastróficos que nunca pensamos possível vir a acontecer. Acreditamos
que o problema das drogas, legais e ou ilegais, só acontecem aos outros, às
famílias carenciadas e sem recursos, desestruturadas, até ao dia que acordamos
para a realidade (pesadelo). Alguns pais pensam “O que é que fiz de errado para
isto estar a acontecer?”
Numa situação desta natureza complexa, como pais, é
importante ter bem presente e em mente uma ligação privilegiada na comunicação
(canal aberto) com os nossos filhos. Será através deste “canal aberto” que
iremos manter activo o vínculo que proporcionamos no apoio que considerarmos necessário.
Apesar de tudo, somos a referência e representamos o apoio necessário para eles
se desenvolverem.
Educação parental e as drogas
Sabia que em relação à educação parental e as drogas os
comportamentos (dos pais) funcionam melhor do que as palavras? Como pais e
família precisamos de repensar o nosso próprio consumo de álcool, tabaco,
medicação e ou outras drogas. Precisamos de estar alerta, conscientes, sobre a
possibilidade de os nossos próprios lares/casas serem uma fonte acessível de
drogas legais, álcool, tabaco e ou medicação receitada pelo medico. Nesse
sentido, é preciso monitorizar o acesso a elas. Recordo vários casos,
indivíduos dependentes de substancias psicoactivas licitas e ou ilícitas, que
iniciaram os seus consumos com medicação dos seus pais, avós e outros que
beberam álcool pela primeira vez, em idade prematura, com o consentimento dos
pais.
Sabia que em relação à educação parental e as drogas é
necessário existir uma atenção genuína, espontânea e honesta sobre os
interesses e as vidas dos nossos filhos, desde crianças? Simples, converse com
eles, não faça interrogatórios. Seja um ouvinte activo em relação às
motivações, às ideias e ambições dos seus filhos. Durante a conversa com eles
pergunte a si mesmo o seguinte “O que é que ele/a está a querer dizer?”
Sabia que em relação à educação parental e as drogas a
palavra-chave é Comunicação? Ouvir, sem interromper, as ideias, as opiniões
inovadoras e diferentes, mesmo que não concordamos com elas. Desta forma, promovemos
uma maior proximidade e entendimento imprescindível (elo), afim de que, os
nossos filhos, se sintam à vontade para nos dizer coisas e sobretudo falar em
assuntos que nós, pais, não desejamos ouvir da boca deles, mas como pais,
precisamos de ouvir. Por vezes, desenvolvemos expectativas irreais em relação ao
que gostamos de ouvir dos nossos filhos, essas intenções podem não ser o mais
importante. Alguns jovens afirmam “Não falei com os meus pais sobre as drogas
porque eles iam castigar, senti medo.” Nós, os adultos, também recuamos perante
o medo, nas mais diversas questões do dia-a-dia.
Sabia que em relação à educação parental e as drogas os pais
não precisam de ter todas as respostas? Ao longo do desenvolvimento dos nossos
filhos, vamos aperfeiçoando as competências na comunicação, todavia podem
surgir assuntos mais complicados dos quais precisamos de pedir ajuda. Ao agir
desta forma, estamos também a encorajar, os nossos filhos, a pedir ajuda, aos
pais e ou a outras pessoas significativas (educadores) quando for necessário.
Sabia que em relação à educação parental e as drogas
precisamos de saber responder, o mais honestamente possível, às questões colocadas
pelos nossos filhos? Proporcionar-lhes informação actualizada e relevante, mas
que eles consigam compreender. Como pai/mãe, educador/a, considera que os seus
filhos/pupilos estão à vontade para abordar o assunto das drogas, legais e/ou
ilegais?
Falar sobre drogas, tal como outros assuntos importantes,
por exemplo o sexo, gestão de conflitos, competências, ambições, os estudos, a
alimentação saudável e diversificada faz parte da responsabilidade parental,
que ao inicio, pode ser um assunto delicado, mas havendo de ambas as partes,
pais e filhos, a abertura, o
compromisso, a disponibilidade, a honestidade, a confiança, a cumplicidade, a
intimidade suficiente, a relação entre ambos irá beneficiar através de uma
vinculação genuína, resiliente e duradoura. É do senso comum, os filhos contam com
o amor, a segurança e a protecção dos pais, para que um dia sigam o rumo das
suas vidas (saudáveis), tal como os pais também fizeram. Os pais não são amigos
dos filhos, são a família.
“Por mais que tentemos
ser árbitros perfeitamente calmos, a tarefa de educar acabará por produzir
alguns comportamentos estranhos; não estou a referir-me aos miúdos.” Bill
Cosby
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
18:48:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
álcool e drogas,
comunicação,
crianças,
educação,
emoções,
escola,
família,
jovens e o álcool,
pais,
prevenção,
relações,
resiliência,
role models,
sentimentos
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)



.jpg)


