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sábado, 25 de maio de 2024
What is Prevention | Introduction
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
Lisa Damour: Adolescência não é assim tão simples
Visite o video da Dra Lisa Damour (Fundação Francisco Manuel dos Santos)
A adolescência, é uma fase, explorar diferentes caminhos, desenvolver competências individuais e sociais - identidade e socialização. Nesta fase, os adolescentes herdam aquilo que a sociedade tem para oferecer, de bom e mau, certo errado. Fomos nós adultos que construimos o ambiente e o contexto para os adolescentes crescerem. Nesta fase, os pais são uma referência, um "farol", uma rede, que às vezes dão um "empurrão" para enfrentarem o desconhecido. Os filhos não escolhem os seus pais, merecem amor e desapego
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segunda-feira, 18 de setembro de 2023
Big Alcohol: Explained
lucros exorbitantes da indústria do álcool. veja o video
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quarta-feira, 31 de março de 2021
É mais apelativo encontrar culpados do que soluções para os problemas
Desde certa altura da vida, fomos impulsionados para encontrar defeitos nos outros e foi exatamente aquilo que encontramos
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sexta-feira, 13 de novembro de 2020
Substance use among 15- to 16-year-old students (ESPAD 2019)
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quarta-feira, 1 de julho de 2020
As pessoas mais felizes gostam de pessoas
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terça-feira, 9 de junho de 2020
O poder da palavra
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quarta-feira, 27 de maio de 2020
Sonho, magia e sentido
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segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Campanha publicitária
Campanha publicitária "Há conversas mais fáceis" visa sensibilizar os pais de filhos até 18 anos sobre os riscos do abuso de bebidas alcoólicas. Esta iniciativa foi promovida pelo Clube de Criativos de Portugal, em parceria com o Serviço de Intervenção dos Comportamentos Adictivos e Auto Regulação Publicitária. Autores dos cartazes Roberta Batista e Gonçalo Martinho
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017
10 anos de existência na blogosfera 2007/2017
- Setembro de 2007/2017 – O blogue comemora 10 anos de existência. Em 2007, decidi criar dois blogues: 1. Sobre a prevenção das dependências e o 2. sobre o tratamento e a recuperação da adicção. Foram os primeiros blogues, em Portugal, a abordar a prevenção das dependências/comportamentos adictivos por um profissional.
- Recordo a minha ambivalência em relação às primeiras publicações, estava consciente das minhas limitações e duvidas, em termos da escrita. Tinha varias questões na minha mente: «Será que alguém vai interessar-se pelos temas?» ou «Será que as pessoas vão gostar do meu estilo de escrita?». Existiam um rol infindável de duvidas e questões para as quais não conseguia obter uma resposta concreta, mas por outro lado, estava motivado e entusiasmado em explorar o potencial da Internet e lançar a discussão publica a fim de quebrar o estigma, a negação e a vergonha, partilhando ideias, experiência profissional, conhecimento e alguns avanços na investigação cientifica. Em setembro, decidi arriscar. Passados dez anos ainda bem que o fiz.
- Se naquela altura, a prevenção já era um tema atual e preocupante, devido ao estigma, da negação e da vergonha associados às dependências, passados dez anos, o tema continua a estar em voga; o mundo dos adultos não é seguro para alguns jovens vulneráveis.
- O blogue aborda varias temáticas sobre a prevenção das dependências e conta com a participação de varios profissionais dedicados.
- Passados dez anos, recebo uma media de 2 emails por semana de indivíduos que procuram orientação sobre a problemática das dependências nas suas famílias e/ou escolas.
- Numero total de visualizações 45.025
- O blogue é interactivo com o Facebook, o Google + e o LinkedIn .
- Para terminar aproveito também para manifestar a minha gratidão a todos aqueles que participam com textos, incluindo a colaboração de profissionais, mensagens, partilhas e comentários ao longo de dez anos. Aproveito para dar uma boa noticia, o blogue irá continuar disponível e a lançar a discussão aberta e honesta contra o estigma, a negação e a vergonha. «Mais vale prevenir do que remediar»
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Todos nós temos dificuldades, mas uns têm dificuldades desde a nascença
As crianças oriundas de contextos familiares de pobreza, estão expostas a níveis elevados de stress, responsável por despoletar problemas psicológicos ao longo das suas vidas.
De acordo com investigadores da Universidade de Cornell, nos
EUA, as crianças que vivem em contextos familiares de pobreza estão predispostas
a desenvolver problemas de memória e aprendizagem, comportamentos
violentos/agressivos e antissociais, tais como o bullying. O resultado da investigação, não revela que todas as
crianças provenientes de contextos familiares de pobreza se tornam violentas,
mas o risco de isso acontecer é elevado. Aquilo que o Dr. Gary Evan, autor do
estudo, afirma é «Se a criança nasce pobre, está mais vulnerável quanto a
desenvolver problemas psicológicos e ser pobre representa uma fonte enorme de
stress. Todas as pessoas são afetadas pelo stress, mas as famílias com baixos
rendimentos, incluindo as crianças, sofrem muito mais. Estas crianças
vulneráveis, expostas ao stress excessivo, sofrem o efeito cumulativo e de interação.»
Neste estudo sobre a memoria, envolveu crianças de classe
media e crianças pobres, durante quinze anos (desde os 9 aos 24 anos) e segundo
o autor, as crianças oriundas de classes sociais mais desfavorecidas apresentavam
maiores dificuldades no desenvolvimento das suas competências cognitivas, por
exemplo, na linguagem e desenvolvimento pessoal. Este estudo também veio
mostrar que os adultos, oriundos de classes desfavorecidas, apresentavam níveis
crónicos de stress desde crianças. Afim de prevenir este tipo de perturbações
psicológicas em crianças pobres é necessária uma intervenção prematura e
eficaz. Uma forma de o fazer é proporcionar apoios sociais aos pais destas
crianças, a fim de melhorar os seus orçamentos familiares. Este estudo foi recentemente
publicado em Proceedings of the National Academic Sciences.
Visando combater as assimetrias sociais, os investigadores
das universidades de Portsmouth (Reino Unido) e Viena (Áustria) apelam que a
saúde deve ser uma prioridade antes da riqueza e confirmam que desde 2009 até
2015 são cada vez mais os jovens do sexo masculino que se suicidam nos países
pobres da Europa (UE) na consequência das medidas de austeridade destinadas a combater
a crise. O desemprego que afeta, as classes mais desfavorecidas, é segundo os
autores deste estudo, uma das principais causas de suicídio entre os jovens.
Este estudo foi pioneiro no género porque visou relacionar as variáveis - austeridade
e taxas de suicídio.
Segundo o Observatório das Desigualdades, existiam em
Portugal 1.967 milhão de pessoas (dados de 2010) em risco de pobreza.
Durante mais de uma década trabalhei em instituições de
tratamento (regime residencial de internamento) para indivíduos adultos dependentes
de drogas lícitas, incluindo o álcool, e ilícitas, e venho por este meio
corroborar este estudo da Universidade de Cornell. Escutava com muita frequência,
por parte de indivíduos oriundos de classes desfavorecidas, o stress que representava
para eles ser rotulado como «pobre». Significava ser considerado um marginal
(estigma), viver dependente de apoios sociais e não possuir as mesmas
oportunidades, numa sociedade democrática, cujo sistema privilegia os indivíduos
de classes sociais mais favorecidas. Para finalizar, os indivíduos referiam que
o stress, era vivido antes mesmo de serem «apanhados» pela dependência de
substâncias psicoativas do Sistema Nervoso Central.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
"Agora não posso"
Tradução - Filho:"Papá", resposta do pai "Agora não posso, filho."
Uns anos mais tarde, o filho diz; "Papá", resposta do pai, "Agora não posso, filho."
Uns anos mais tarde, o filho diz: "Pai" reposta do pai, "Agora não posso."
Uns anos mais tarde (adolescência), o pai diz: "Filho" o filho responde: "Agora não posso, pai"
Comentário: Esta pequena, mas significativa historia, faz-me lembrar as afirmações de alguns pais de filhos com problemas de dependência de drogas ilicitas que afirmavam: "Sempre dei tudo aos meus filhos...fartei-me de trabalhar para os sustentar...nunca imaginei que um dia, um dos meus filhos pudesse ter um problema com drogas. Que desilusão, como é que é possível?"
Como progenitores, precisamos de conseguir comunicar com os nossos filhos, e vice versa, e compreender as suas angustias, os seus medos, os seus anseios e inseguranças. Para isso, precisamos de fazer um investimento serio, todavia, este desafio complexo só será conseguido se dedicarmos uma parte significativa de tempo e não só, disponibilidade (mental) a fim de reforçarmos os vinculos de confiança. Os nossos filhos, ao longo do seu desenvolvimento, sejam do sexo feminino ou masculino, precisam de referencias e o pai, diferente da mãe, também é um modelo muito importante a ter em conta.
- Como pai, que tipo de modelo/referencia é para o seu/sua filho/a?
- Como pai considera que uma parte significativa do seu tempo é dedicado à relação/comunicação com o/a seu/sua filho/a?
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Como comunicar com um filho adolescente, por Cristina Valente
Sosseguem, pais, não precisam de ter um
Mestrado em Comunicação para conseguirem comunicar com o vosso adolescente! Mas
algumas ideias preciosas (embora simples) podem ajudar!
As 6
Ferramentas “Carinho e Firmeza” são a solução para dar espaço a estes filhos
que já não são crianças mas que ainda não são adultos…e para dar-lhes
fronteiras, orientando-os ao mesmo tempo….
Empatia: lembre-se de usar a empatia. Quando o seu
adolescente tiver feito alguma “asneira” diga-lhe algo como: “Que incrível!
Como é que isso aconteceu? Se tivesse sido comigo eu teria ficado nervoso! E
como é que te sentiste?”.
Encorajamento: em vez de dar sermões (aos quais o seu filho
vai resistir!) e de derrubá-lo, encoraje-o: “Não sei exatamente o que fizeste.
Podes ter feito uma coisa errada, mas continuas a ser o meu filho, uma boa
pessoa e um ser humano cheio de valor”.
Perguntas sinceras: se os pais conseguirem fazer o mais difícil
- não julgar, não culpar e não assumir que sabe o que ele pensa e, melhor, nem
dizer-lhe o que ele deveria pensar…então estão preparados para adoptar uma
técnica bastante eficaz: as perguntas sinceras. Chamamos-lhe “sinceras” porque os
pais querem realmente saber o que se passou e entender a perspetiva do filho,
mesmo que (e sobretudo se) for diferente da sua perspetiva de adulto.
As perguntas
isentas de julgamento e que expressam um desejo sincero de compreender o ponto
de vista do filho costumam “fazer milagres”! Perguntas como as seguintes,
depois de o adolescente ter cometido algum erro, são verdadeiramente eficazes
para criar proximidade entre pais e filhos: ”O que é que aconteceu? Em que é
que estavas a pensar quando fizeste isto? Qual era o teu objectivo? Qual o
significado que teve para ti? Qual foi a coisa mais importante que aprendeste
com esta experiência? Como é que achas que podes lidar com uma situação destas
no futuro?”
Partilhar experiências: os pais podem partilhar com os seus filhos
algumas experiências da sua própria adolescência e com as quais tenham
aprendido lições importantes: “Lembro-me de quando tinha a tua idade e…!”
Amor incondicional: amor incondicional por um filho é aquele
amor que continuamos a sentir apesar dos erros que ele comete e apesar da
decepção que esses erros nos provocam. É o
“vou amar-te para sempre, independentemente de tudo”.
Este cenário
ilustra um apoio incondicional da parte dos pais e contribui para a
aprendizagem de competências para a vida. Muito mais do que o castigo.
Frequentemente, quando os adolescentes cometem erros, os pais castigam-nos.
Quando os
pais castigam os seus adolescentes, em vez de apoiá-los, estão a pensar apenas
nos seus próprios pontos de vista; não estão a considerar o mundo e as percepções
dos seus filhos. A maioria dos adultos tende a esquecer-se dos seus tempos de
adolescência. Os que se lembram, muitas vezes não compreendem como é diferente
a vida para os adolescentes nos dias de hoje. Para além de que, ao castigar
adolescentes, os pais perdem a oportunidade de ensinar-lhes a melhor forma de
lidar com algo que vão encontrar sempre ao longo da sua vida – erros.
Responsabilidade: no entanto, o amor incondicional não é o
mesmo que tomarmos a responsabilidade pelos erros dos filhos: “Vou amar-te para
sempre, independentemente de tudo…mas é tua responsabilidade resolveres os problemas
que surgem dos erros que cometes. Apoio-te, mas és tu quem os resolve.
O valor dos erros: os erros provam que os nossos filhos estão a
tentar. A tentar viver. A tentar aprender. A tentar ser adulto…Lembre-se: uma
vez cometido o erro, este não pode ser desfeito. O adolescente pode ser capaz
de aprender algo com o erro ou resolvê-lo, mas não vai ser capaz nunca de
desfazê-lo. Contudo, o processo de aprendizagem e resolução pode ser tão
valioso, que as situações e as relações podem tornar-se ainda melhores devido a
um erro. Quando nos focalizamos no erro em vez de nos preocuparmos com o que
podemos aprender com isso, estaremos a desperdiçar grandes oportunidades de
aprender e de crescer.
Para
terminar, lembre-se também: o seu filho não é um adulto crescido. O seu filho
está a crescer!...
Cristina
Valente
Psicóloga
(Coach Parental), Autora e Mentora de Famílias de Sucesso em Projectos
de Home Business
Telefone: + 351 93 930 05 99
Skype ID: cristina.valente66
Comentário: Gostaria de agradecer a colaboração da Dr. Cristina Valente no "Mais Vale Prevenir Do Que Remediar". Actualmente, neste mundo imprevisível, como pais, conseguir comunicar com os nossos filhos representa um serio e complexo desafio, todavia porém, o desafio poderá ser mais simples, do que imaginamos se dedicarmos tempo, disponibilidade, empenho e conseguirmos ser uma referencia positiva a fim de que eles consigam orientar as suas vidas.
Aos nossos adolescentes, devemos incutir, desde cedo e ao longo do seu desenvolvimento, valores que contemplem a honestidade, a autonomia, o talento, a auto estima (amor próprio, não me refiro ao culto do ego), a solidariedade e uma vida resiliente com um propósito.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Como pensar com opções criativas
Tradução: “ As crianças devem ser ensinadas; como pensar em
vez de sobre o que pensar.”
Precisamos de criar uma nova forma de expressão e uma
identidade cultural que seja coerente com o propósito da vida, baseado em
convicções e valores imateriais e universais.
Precisamos de pensar fora da "caixa" - forma
retrograda de viver dentro do "velho" sistema disfuncional e
proporcionar aos nossos filhos as competências necessárias na gestão das
emoções, na clarificação de valores, livres de vergonha e do sentimento de
culpa, que promovam a felicidade, a gratidão e a ajuda mutua. Precisamos de
(re)inventar, conectar e encontrar sinergias com base na arte de bem-viver-
estilo de vida saudavel.
Numa sociedade imprevisível e consumista, como pais, cabe a
nós, orientar e estimular o pensamento criativo, a imaginação, o sonho e o
propósito dos nossos filhos. Se nós, adultos possuirmos valores, os nossos
filhos também serão crianças com valores.
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sábado, 5 de julho de 2014
Uma triangulação polémica entre pais e filhos
Um grupo de alunos da Universidade Católica de Lisboa - Faculdade de Ciências Humanas envolvidos num trabalho para a disciplina de Métodos e Técnicas de Investigação em Ciências Sociais, com a professora doutora Teresa Líbano, convidou-me para participar no seu trabalho sobre o fenómeno das drogas e dos consumidores em Portugal.
De acordo com a minha experiencia profissional, a grande maioria dos pais lida, atrevo-me a acrescentar, reage mal quando descobrem que o filho/filha consome drogas. Quando descobrem, os comportamentos dos pais, oscila entre as ameaças verbais e os castigos desproporcionados e a passividade, a complacência e a impotência. Estes comportamentos disfuncionais revelam uma ausência de um plano ou uma estratégia sobre a temática das drogas ilícitas. Saiba mais (siga o link) Pais, filhos e as drogas
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
A prevenção é um projecto familiar
A prevenção das dependências de todo e qualquer tipo de
drogas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas é um tema transversal na
sociedade actual. Qualquer pessoa, independentemente, do seu estatuto social,
idade, raça, sexo ou religião está vulnerável em relação ao consumo, ao abuso e
à dependência de substâncias psicoactivas do sistema nervoso central.
Apesar da prevenção das dependências ser um tema actual e
preocupante, em particular entre pais, famílias, escolas, professores e jovens,
e na sociedade em geral, todos nós, profissionais e pais lutamos contra o
estigma, a negação e a vergonha associados às drogas reforçado pelo preconceito
e o estereótipo. Muitas vezes, refiro-me a este exemplo, quando abordo o tema
nas escolas e/ou com os pais, são unânimes em reconhecer a vulnerabilidade das
crianças em relação a este problema e a necessidade de programas, mas quando
são convidados a «dar a cara», aparentam optar, conscientemente pelo silêncio
devido ao tabu, preconceito e estereotipo. Creio que um dos motivos deste afastamento
está relacionado com o estigma, a negação e a vergonha sobre as drogas: “Os
meus filhos nunca na vida irão tornar-se uns drogados ou uns bêbados.” A
maioria de nós, pais e famílias, inconscientemente, justificamos este raciocínio;
“Estes problemas dramáticos só acontecem aos outros. Estas tragédias só
acontecem às famílias desestruturadas, disfuncionais e sem recursos económicos.”
Nos dias de hoje, este tipo de justificação negligente do qual nos socorremos
para enterrar a cabeça na areia e considerarmos que a nossa família não é
desestruturada ou disfuncional, como as outras afectadas pela dependência, pode
revelar-se a médio e a longo prazo, um erro grave, porque na realidade e para
sermos verdadeiramente honestos, sentimo-nos impotentes, porque não possuirmos
um plano ou uma estratégia concreta sobre esta matéria.
Há vinte anos atrás, no final dos anos 80, início dos anos 90,
o jovem que desejasse consumir drogas ilícitas revelava-se uma tarefa difícil
obtê-las, hoje em dia, qualquer criança ou adolescente, através da internet, na
sua casa e junto aos seus pais, pode ter acesso a qualquer tipo de drogas. A
procura supera a oferta de drogas, existem drogas para todo o tipo de
preferências e tendências. No contexto
profissional, conheço inúmeros adultos, afirmam, as primeiras experiências com
drogas, enquanto crianças e adolescentes, foram com medicamentos dos seus
familiares
Alguns dados interessantes
Segundo o relatório das comissões de protecção de menores os
processos instaurados em 2013 (30.344) aumentaram comparativamente a 2012
(29.149). Aumentaram também os processos reabertos, num total de 7402 e são o
dobro das crianças abandonadas. Apesar de até aqui o escalão com maior
representatividade, fosse o dos 0 aos 5 anos, em 2013, o escalão com maior
representatividade foi o dos 15 aos 18 anos. A exposição a comportamentos, por
parte dos adultos, que podem comprometer o desenvolvimento da criança: a
violência domestica (agregado familiar), a negligência familiar, a falta de
cuidados de saúde, falta de apoio psicoafectivo, a indiferença, os maus tratos
físicos.
Após constatarmos estes factos, encontramos motivos,
suficientemente fortes para os pais ponderarem sobre a prevenção das
dependências desde o berço da criança, ao invés de ser na pré adolescência,
nessa altura, pode ser tarde demais. A prevenção das dependências é um projecto
da família.
A prevenção das dependências deve ser um projecto delineado 1.
Pais 2. Escola e 3. Sociedade.
O papel da família é
importante na prevenção das dependências desde o nascimento da criança. Antes
de a criança nascer, a família é um sistema complexo de personalidades e
dinâmicas, individuais e colectiva, refiro-me aos papéis, às regras, às funções
e convicções que regem a estrutura familiar no seu todo. A personalidade da
família revê-se nos padrões e nas espectativas, nos sentimentos, pensamentos,
nas suas crenças e tradições. O nascimento de uma criança vem modificar este
sistema.
Se um membro da
família tem um problema ou doença, esta situação dramática não afecta somente o
individuo (doente), pelo contrário, todas as pessoas são afectadas, incluindo
as crianças. Refiro-me a todo o tipo de adversidade, desde as doenças,
acidentes, crise, desemprego, divórcio, adultos dependentes de drogas e/ou álcool,
e/ou desilusões e fracassos oriundos dos projectos individuais, profissionais e
económicos dos adultos. Nesse sentido, é durante a fase da socialização que
surgem os desafios mais complexos na educação da criança, visto nenhuma família
estar a salvo da adversidade. Como adultos sabemos, pelos motivos mais
evidentes e dolorosos ao longo do devir, que a vida é difícil. Agora, como é
que integramos esta questão existencial no plano de educação do(s) nosso(s)
filho(s)? Como é que o(s) preparamos para enfrentar a adversidade?
Uma das respostas, residem no meu entender, com as nossas
características individuais e sociais, como pais e indivíduos. Ao longo da
vida, geramos aquilo que consideramos merecer e essa atitude também se reflecte
na família; se considerarmos que somos indivíduos resilientes na gestão da
adversidade e dos sentimentos, se considerarmos que somos indivíduos felizes,
se possuirmos um propósito e sentido no rumo da vida, a nossa família, também
irá colher estes frutos que a sustentaram nos momentos difíceis, caso
contrario, se nos considerarmos indivíduos egocentristas e hedonistas, com
baixa auto estima, ressentidos e umas vitimas das pessoas e do mundo, estaremos
a minar nossa família. É imprescindível que sejamos honestos connosco próprios,
a fim de consigamos monitorizar os efeitos e o impacto do nosso comportamento
na família, incluindo das crianças. Se o fizermos estaremos a garantir zelo
pela estrutura (sistema) familiar. Sabia que uma parte muito significativa do
nosso comportamento, para com a família nuclear (esposa/o e filhos), é herdado
dos nossos pais, avós ou outras pessoas significativas? Refiro-me às tradições,
aos valores e convicções e à vinculação. Podemos transportar uma herança familiar dolorosa
de abuso ou negligência que poderá afectar a vinculação com os nossos filhos e
podemos encontrar dificuldades em desempenhar a tarefa de educar e ao mesmo
tempo, ser felizes. A nossa educação parental assenta em modelos que conhecemos
e nos são familiares. Quais são as regras que nos ensinam para educar os nossos
filhos? Ainda recorremos a um método que se resume a experimentar, através da
tentativa e erro, isso significa que não dispomos de informação, assim como,
aquela informação que possuímos pode estar errada.
Por outro lado, sabemos que para se ser uma família feliz,
não é preciso ter tido uma educação fora de serie e/ou um possuir estatuto social elevado,
basta assumir um compromisso honesto, devotado ao amor e dar o melhor possível.
Um pai e uma mãe comprometida com a educação e a família na
prevenção das dependências:
- Dá o exemplo, exerce disciplina (não é ser amigo/a do filho,
ele já tem amigos suficientes, os filhos precisam de um mentor e de um/a coach),
- Negocia e comunica o mais abertamente possível sem tabus,
- Desenvolve a resiliência, ajuda os filhos a fazer a
auto-regulação dos seus sentimentos dolorosos em vez de satisfazer as suas
vontades e os ímpetos da criança porque se sente culpada/o e não consegue dizer
Não,
- Ensina a controlar o comportamentos e reforça valores e
tradições saudáveis,
- Reforça a auto conceito e a auto estima, não me refiro ao
culto do ego ou da imagem.
- Promove uma vinculação com base no encorajamento, no amparo,
na pertença e na aceitação (amor).
Já referi esta afirmação várias vezes, na prevenção das
dependências é urgente uma revolução no sistema e no paradigma actual, nos
políticos, nos líderes, nas instituições, famílias e profissionais que zelem e
se comprometam pelo futuro dos nossos filhos, porque o mundo dos adultos não é
seguro para algumas crianças vulneráveis. Se conseguirmos educar os nossos
filhos, se conseguirmos que eles possuam as competências e o talento necessário
a fim de usufruírem uma vida plena, teremos conseguido com sucesso a nossa
missão, aquela que considero ser a mais altruísta e abnegada de todas, ser pai
ou mãe.
Se não formos nós, pais e família, a abordar o tema da
prevenção das dependências e do consumo de drogas lícitas, e/ou ilícitas,
outras pessoas, que não amam os nossos filhos como nós próprios, vão faze-lo.
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sábado, 12 de abril de 2014
Verdadeiro ou Falso?
Em Portugal, o fenómeno do consumo de drogas ilícitas evolui
significativamente, a partir do final dos anos 70 e princípio dos anos 80,
nesse sentido, alguns pais que durante a adolescência consumiram drogas
socialmente, podem erradamente negligenciar sinais e sintomas da dependência
nos seus filhos. Alguns relatos de pais: "Eu também usei drogas, mas nunca tive
problemas de dependência, e quando soube que o meu filho, também consumia,
presumi, erradamente, que ele nunca iria desenvolver uma dependência. Quando o
confrontei com o assunto, já foi tarde demais. Ele estava dependente."
Sabe porque é que os adolescentes consomem drogas ilícitas? Por
curiosidade, desafiar o perigo, para relaxar, para quebrar o tédio, o
aborrecimento e para se integrarem num determinado grupo de pares. De início o
consumo de drogas é frequentemente associado ao lazer e ao convívio. Algumas
pessoas, mais vulneráveis, prolongam o consumo; aumentam a frequência, a
duração e a intensidade.
Alguns factores que contribuem para a dependência de drogas
no individuo.
1. Usar drogas antes e durante a adolescência.
2. Trauma: Abuso
emocional, físico e/ou sexual
3. Historial de dependência de drogas na família.
Apesar de não existir consenso entre investigadores sobre os factores
genéticos, uma criança que testemunhe consumo ou abuso de drogas, por pessoas
significativas, pode crescer com a crença de que usar drogas é OK.
Se você tem filhos adolescentes sabia que as probabilidades
de eles um dia consumirem drogas são reais? Eles podem parecer, de
acordo com a sua avaliação, indivíduos que sabem o que querem da vida e seguros das suas
decisões, mas o seu cérebro ainda não totalmente desenvolvido e isso significa
que a capacidade de avaliar e tomar decisões seja diferente daquela que você
pensa que eles têm na realidade.
Um dos motivos pelas quais, a maioria dos pais, reage com
indignação, negação e/ou pânico quando toma conhecimento de que um dos seus
filhos é consumidor de drogas ilícitas está relacionado com a seguinte crença:
Mito: O problema das drogas e as dependências só acontecem aos
outros.
Realidade: Um individuo que deseje consumir drogas não
precisa de fazer um grande esforço/sacrifício para satisfazer a sua vontade. A
oferta das drogas supera a procura.
A cultura associada às drogas ilícitas, o canábis, que promove
o consumo, como “droga leve” desvaloriza e nega a investigação cientifica e o
conhecimento empírico dos profissionais que trabalham na área das dependências.
Parte dessa cultura está assente no lucro, em detrimento da saúde das pessoas.
Segundo algumas previsões, nos EUA, sobre os lucros da venda legal de canábis
rondam os 3 mil milhões de dólares. Em Portugal, não existe maturidade política
e legislação que monitorizem os efeitos da publicidade (técnicas agressivas de marketing) e salvaguardar o direito do
individuo à informação, à prevenção e ao tratamento do impacto das drogas na
saúde, incluindo o apoio às famílias afectadas pelas consequências negativas,
incluindo as crianças. Podemos retirar um exemplo do fenómeno em relação ao
álcool. O álcool, como se sabe, é um problema de saúde pública, todavia, os
lucros da indústria do álcool (milhões de euros) e os interesses (lobbies
capitalistas) estão acima do direito das pessoas – saúde. De acordo com a minha
opinião, infelizmente o mesmo fenómeno irá acontecer com venda e o consumo da
canábis. Nos últimos dez anos, os casos de indivíduos que procuram ajuda
profissional, derivado ao consumo excessivo de canábis (marijuana e haxixe),
tem aumentado significativamente.
Sabia que o consumo de canábis, vulgo marijuana (planta) e
haxixe (resina), em doses elevadas podem conduzir a situações de elevada
ansiedade, pânico e até a episódios de esquizofrenia. É um mito e errado
classificar estas substâncias psicoactivas, como drogas leves. De acordo com o
seu conhecimento, o álcool é uma droga «leve» ou «dura»?
«O consumo excessivo de canábis não mata, mas pode conduzir
à loucura.»
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sábado, 8 de março de 2014
36ª Dica Arte Bem-Viver de 27/11/2011
Olá
Perante o fenómeno complexo das relações interpessoais, no
dia-a-dia, a comunicação honesta e assertiva assume um papel de destaque que
necessita de uma actualização constante das nossas competências.
- Na comunicação procure dar prioridade em compreender o
ponto de vista da outra pessoa, antes mesmo que expor o seu. Erradamente,
revelamos demasiada preocupação em expor o nosso ponto de vista, e só depois
entender o ponto de vista do outro. Se estiver realmente interessado/a em
aprofundar o assunto em questão, invista na arte de fazer perguntas
importantes. Oiça aquilo que é dito, não aquilo que você pensa que é.
- Na comunicação seja zeloso para com os compromissos que
assume. Não existe maior desilusão quando alguém promete algo e depois não
cumpre. Seja honesto/a consigo, e se verificar que não consegue cumprir os
compromissos, não os assuma. Simplifique, evite ser agrador/a.
Votos de uma semana produtiva na comunicação interpessoal
Cumprimentos
Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com
uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é
enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa
(Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À
data deste post vai na sua 154ª publicação.
Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta
enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica
Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Mais Vale Prevenir
Do Que Remediar
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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sábado, 25 de janeiro de 2014
Como não avançamos a tendência é para cristalizar
Em pleno seculo XXI, a prevenção das drogas em Portugal ainda
é um mito.
Você considera que a nossa cultura reforça a prevenção das
dependências? Na minha opinião, a resposta não é fácil, mas creio haver necessidade
de uma revolução, porque as dependências de substâncias psicoactivas licítas,
do Sistema Nervoso Central, incluindo o álcool e as ilícitas, são uma epidemia
e representam um problema de saúde pública com custos elevadíssimos. Caso não
se tomem as devidas precauções a tendência é para se agravarem visto negarmos esta realidade. E enquanto for negada vai assumindo proporções
epidémicas. Só para se ter uma ideia, o álcool é a droga mais perigosa,
comparativamente a todos as outras,por ser ser aceite socialmente.
Segundo Edward B. Tylor cultura é «Aquele todo complexo que
inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos
os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da
sociedade.» A sociedade somos nós.
O fenómeno tende a
alastrar-se
Desde o princípio dos anos 80, após a revolução do 25 de
Abril de 1974, não existe uma política que contemple um plano de prevenção das
dependências direccionado para os jovens, pais e escolas. Não existe uma
cultura de investigadores, de educadores, de instituições e profissionais e de
pais que assumam um compromisso sobre a prevenção. Outra situação idêntica, educação
sexual inexistente nas escolas. Se o ser humano pratica sexo há milhares de
anos, qual é o problema abordar o tema abertamente? São os mitos? Os
preconceitos? Ou outra razão que eu desconheça? O mesmo acontece com o álcool e
outras drogas. Se o ser humano sempre consumiu drogas, desde os primórdios da
humanidade, qual é o problema em abordar o tema abertamente?
Se o ser humano sempre consumiu drogas, a partir dos anos
60, este fenómeno assumiu proporções epidémicas em todo o mundo. O mundo das
drogas (produção, trafico, consumo e a dependência) é complexo, mas também
precisamos de admitir que o contexto social tem sido terreno fértil para a sua
propagação. Existe uma cultura (moda) que procura sensações fortes de prazer e
bem-estar a fim de descomprimir das tensões, do tédio e que visa acabar com o
sofrimento através de drogas, incluindo a auto medicação, substâncias sujeitas
a prescrição medica (por exemplo, os ansiolíticos). Existem drogas diferentes
para todos os tipos de preferências, tendências, contextos e estatuto sociais, a
procura supera a oferta; estão criadas as condições para um negócio lucrativo. O
tráfico, o consumo ocasional, o abuso e a dependência são uma indústria com
lucros muito significativos. Estima-se em 160 mil milhões de dólares, oriundos do narcotráfico, anualmente, lavados na banca internacional. O negócio global de muitos milhões de dólares,
dinheiro sujo das drogas, é constituído por um sem número de parceiros,
interesses e «fiéis» colaboradores que ajudam a sustentar a economia global. É
um círculo vicioso.
A prevenção das
dependências de drogas, incluindo o álcool, começa no berço.
Em Portugal, a prevenção das drogas nunca foi uma prioridade
para os decisores políticos, apesar de os candidatos às eleições visitarem
instituições, para pessoas com problemas com drogas, somente para angariarem
votos e fazerem promessas que depois não cumprem. Por exemplo em relação às
drogas ilícitas, os líderes políticos centram o combate no tráfico, recorrendo
às forças policiais. Esta estratégia não visa a prevenção, e está provado que
não surte efeito. Prende-se um traficante, imediatamente este é substituído por
mais dois ou três. Alguns países da Ásia, ainda aplicam a pena de morte aos
traficantes, mesmo assim, este tipo de leis não conseguem erradicar o tráfico de
drogas naqueles países.
Como referência de mudança de mentalidades e cultura, após o
25 de Abril de 1974 e o boom das
drogas ilícitas (por exemplo, refiro-me ao canábis, à heroína e à cocaína), passados 40 anos, actualmente
algumas pessoas ainda consideram «os drogados» uns criminosos e marginais que
deviam ir presos. As prisões não tratam as dependências. Alguns pais ainda
adoptam a estratégia de prevenção, em relação aos filhos adolescentes,
afirmando «Se tocas em drogas, esquece que sou teu pai», as ameaças ou a
agressividade nunca funcionaram, muito menos nos dia de hoje, enquanto outros pais,
creio serem em maioria, optarem pelo silêncio. Desde 1974 até 2014 quais são as
diferenças culturais que contemplam a prevenção das dependências? Ao longo dos
últimos 40 anos quais foram as lições que aprendemos sobre a prevenção das
dependências? Desde os anos 80, e após os avanços tecnológicos nos anos 90, continuamos
a ter pânico que os nossos filhos se tornem dependentes de drogas e ou álcool,
como se fosse um vírus, mas na realidade, pouco fazemos para mudar esse cenário
assustador. Negamos as evidências, com a agravante de ainda acreditarmos que esse
tipo de problema só acontece aos outros. Paradoxalmente, recordo conversas com pais,
políticos, professores, médicos, onde o tema central é a prevenção, e todos são
unânimes “ É urgente fazer qualquer coisa.” Falta passar das palavras aos
actos. O estigma, a negação e a vergonha relacionado com as drogas interferem
na prevenção das dependências. Isto é, sabemos que o problema subsiste, mas negamos
os factos.
Actualmente, relativamente à educação dos filhos, uma grande
parte dos pais tem sentimentos de culpa, porque considera que falharam em algo.
Surpreendentemente, o sentimento de culpa já existia antes mesmo de ser pai ou
mãe, já existia na família, na educação, no emprego ou carreira profissional. Delegamos
à escola e à sociedade, essa tarefa complexa da educação, porque como pais, não
possuímos disponibilidade para o fazer. Quando alguma coisa corre mal,
imediatamente apontamos o dedo e arranjamos um culpado. Não iremos resolver as
questões mais complexas encobrindo aquilo que realmente precisa de ser feito
procurando culpados. Oiço muitos pais afirmarem “ Ser pai/mãe é difícil. Não
existe um livro que nos ensine a educar os nossos filhos.» Eu acrescento, se
existisse o tal livro, não tínhamos tempo para ler. Andamos numa correria, sem
ter um propósito concreto. Como pais ansiamos que a educação que incutimos nos
nossos filhos resulte. Paralelamente, também ambicionamos ideais de grandeza e
sucesso para eles, mas por outro lado, como educadores sobrevivemos como
podemos a acontecimentos que colocam em risco a segurança e a pertença (amor).
Existe um sentimento geral de impotência perante o poder económico, a crise
financeira e social (injustiça, as desigualdades, o desemprego, a precariedade).
Será honesto e legitimo ambicionar ideais de grandeza e sucesso, para os nossos
filhos, quando na realidade, como pais sentimo-nos culpados e impotentes
perante a sociedade consumista e hedonista? Perante a sociedade, queremos ser
mais inteligentes, mas não somos. Queremos ser mais ricos, mas não somos.
Queremos ser mais felizes, mas não somos. Queremos um futuro para os nossos
filhos, mas não sabemos como orienta-los - qualquer coisa que possamos fazer,
nunca chega e nunca é suficiente, é preciso mais e mais.
É do conhecimento geral, e reforçado pelos estudos, que a pré-adolescência
é o período critico em que os jovens iniciam as suas primeiras experiências com
as drogas; primeiro com o tabaco, depois o álcool, de seguida, outras drogas
ilícitas. Sabendo deste fenómeno e os custos elevados, quais são as estratégias
de prevenção adoptadas para o período pré-adolescência/infância? Quais são as
estratégias de prevenção do binge
drinking, beber álcool cujo intuito é a intoxicação/embriaguez? Do tabaco?
Do consumo das drogas ilícitas? Da condução sob o efeito do álcool? Da gravidez
indesejada? Do suicídio? Da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis?
Alguns dados
- Outro fenómeno preocupante são as novas drogas legais. Sabia que até Abril 2013 foram identificadas 105 novas drogas legais. O consumo de droga, incluindo o álcool, é uma das principais causas de morte entre os jovens na Europa, refere o Relatório Europeu sobre Drogas 2013, divulgado em Lisboa pela agência europeia de informação sobre este problema (EMCDDA).
- Em Junho de 2011 a Comissão Global de Política de Drogas afirmou: "A guerra global contra as drogas falhou, com consequências devastadoras para indivíduos e sociedades pelo mundo. Cinquenta anos após o início da Convenção de Narcóticos da ONU, e anos depois do presidente Nixon ter lançado a guerra contra as drogas, reformas fundamentais no controlo global de drogas a nível nacional e internacional são urgentemente necessárias"
- A indústria do álcool, através do recurso a técnicas agressivas de marketing, da comunicação social e dos lóbis insistem em associar o consumo de bebidas alcoólicas e o desporto. Por exemplo, colando marcas de bebidas alcoólicas à selecção portuguesa de futebol e à Liga de Futebol. Na minha opinião, é inadmissível e são incompatíveis; não colam. O desporto e as drogas não são compatíveis. O álcool é uma droga lícita, tal como o tabaco. Esta situação só é possível graças aos milhares de euros, aos lobis e outros interesses. Causa-me consternação, agravada com a conivência das autoridades, existirem empresas e pessoas, membros de família e com filhos, que dedicam horas, dias e meses do seu trabalho a elaborar estratégias (marketing agressivo) que visam o consumo de álcool direccionado para os jovens.
- Segundo um inquérito aos alunos da Universidade de Lisboa (UL), resultado de uma parceria entre a UL, o Conselho Nacional de Juventude e o Serviço de Intervenção em Comportamentos Adctivos, afirma que 40% dos alunos do Superior já experimentaram drogas. Canábis lidera os consumos, seguido pelas smart drugs, anfetaminas e cocaína. 36,2% dos jovens que bebem álcool fizeram-no pela primeira vez antes dos 15 anos.
- 01/12/2013 Reportagem no Jornal de Noticias: “100 mil pessoas na rua naquela que é a noite mais longa em Guimarães. Recorde álcool no pinheiro Nicolino. (…) O que não se esperava é que os Bombeiros de Guimarães tiveram tanto trabalho no transporte de nicolinos alcoolizados. Foram 26 internamentos por princípio de coma alcoólico ou mesmo efectivado. O maior numero de sempre, sendo que no ano passado foram 17.”
- O Epiteen estudo realizado, pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, ao longo da última década, a quase três mil jovens, todos nascidos em 1990 e alunos nas escolas públicas e privadas do Porto, que avaliou os participantes aos 13, aos 17 e aos 21 anos revela relação de violência na adolescência com agressões mais tarde. 77% dos jovens afirmaram experimentar drogas por curiosidade. Canábis lidera os consumos, seguido pelo álcool e tranquilizantes. Segundo os jovens (24%) a escola é o local onde é possível obter o canábis.
- Anúncios entre programas de televisão infantis. Segundo o Conselho Económico e Social Europeu defende a erradicação total da publicidade nos intervalos de programas infantis, de forma a evitar outros efeitos, o aumento do «bullying de marca».
- Notícia do Jornal de Noticias: «Filhos dos pobres não conseguem fugir da pobreza. Portugal é dos países onde é mais difícil quebrar ciclos de pobreza entre gerações muito por causa da imobilidade educativa: pais pouco instruídos têm, sobretudo, filhos também pouco instruídos. Situação educativa e económica das famílias é determinante para o futuro dos filhos.»
- «A pobreza é como que hereditária” Eurostat, dados de 2011.
- Segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, registou 261 mortos, entre a população jovem, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de 2010 a 2012. O álcool está associado à mortalidade rodoviária entre os jovens.
- De acordo com um testemunho de um jovem de 24 anos, acerca da condução sobre o efeito do álcool afirmou: «É normal, já estou habituado.»
- As campanhas de sensibilização sobre os perigos da condução sobre o efeito do álcool não são suficientes. O objectivo das campanhas estão direccionadas para o comportamento do individuo, visando desresponsabilizar, os decisores políticos e a indústria do álcool. Quantas mortes são necessárias para inverter esta politica de negação?
Já diz o ditado popular «Mais vale prevenir do que remediar» e na prevenção das dependências urge uma revolução.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
A resiliência é um escudo para as dependências
10 Dicas úteis sobre como promover a resiliência no desenvolvimento
das crianças, por Margarita Tartkovsky (Leia o texto na integra).
1. Não proporcionar todos os recursos
Segundo a Dra. Lynn Lyons “ Sempre que tentamos proporcionar
segurança e conforto, estamos a atrapalhar as crianças a fim de que elas
consigam desenvolver as suas competências na resolução de problemas e na
aquisição de perícias.” Proteger excessivamente as crianças somente irá
aumentar a ansiedade delas.”
A Dra Lyons ilustrou este exemplo muito comum de uma forma
dramática. “Às 15.30, a criança sai da escola e revela aos pais, que
frequentemente fica preocupada porque não sabe se os seus pais a vão buscar a
horas. Para tranquilizar a criança, os pais chegam à escola com uma hora de
antecedência e “estacionam” á frente da janela da sala de aula, para que a
criança os veja. Outro exemplo, “ Os pais permitem que o seu filho, de 7 anos,
durma num colchão no quarto deles porque o filho se sente desconfortável em
dormir no seu próprio quarto sozinho.”
2. Evite eliminar todos os riscos
Naturalmente, os pais procuram proporcionar segurança aos
seus filhos. Mas eliminar todos os riscos retira-lhes a oportunidade de aprenderem
sobre como ser resiliente. Numa família conhecida da Dra. Lyons, durante a
ausência e segundos os critérios dos
pais , as crianças não atingiram ainda o nível de maturidade suficiente que
lhes permita tomar as refeições em casa visto haver o receio de sufocarem com a
comida, assim, segundo a Dra Lyons, também não estão habilitadas a permanecer
em casa. Se as crianças já são crescidas o suficiente para estar em casa
sozinhas, também são crescidas para se alimentarem.
O factor chave reside em permitir às crianças correr riscos
apropriados à sua idade e ensinar algumas competências essenciais ao seu
desenvolvimento. O adolescente que vai tirar a carta de condução, aos 5 anos de
idade aprendeu a andar de bicicleta e que antes de atravessar a rua, precisava abrandar
a velocidade, prestar atenção aos carros e olhar para o lado direito e para o
lado esquerdo, Proporcionar às crianças, a liberdade apropriada à sua idade,
ajuda-os a aprender a definir os seus próprios limites.
3. Ensine-os a resolver os seus próprios problemas
A criança está amedrontada por ir passar o fim-de-semana com
os amigos, num campo de férias, longe de casa. Segundo a Dra Lyons, um
progenitor ansioso afirmaria numa situação destas “Pronto, não há necessidade
em ires ao campo de férias. Podes ficar em casa.”
Todavia, uma abordagem mais correcta consiste em estabilizar
o estado de ansiedade da criança, ajudando-a a gerir as suas emoções em relação
às saudades de casa. Nesse sentido, pode perguntar à criança o é que ela pode
fazer a fim de se adaptar às saudades de casa.
Quando o filho da Dra Lyons ficava ansioso por causa do
exame final, ela e ele faziam um brainstorm sobre as possíveis estratégias para gerir melhor
o tempo e o horário para estudar. Por outras palavras, ajuda-lo a acostumar-se
a enfrentar os seus próprios desafios. Através da repetição, proporcionar-lhe
oportunidades a fim de determinar aquilo que funciona e aquilo que não
funciona.
4. Ensine aos seus filhos competências concretas
Quando a Dra Lyons, trabalha com crianças, ensina-lhes
competências específicas a fim de eles aprenderem a gerir determinadas
situações. Costuma questionar-se a si própria “Qual é o objectivo que pretendo
atingir com esta situação? Qual é a competência que eles necessitam de aprender
para atingir o objectivo?” Por exemplo, pode ensinar a criança a cumprimentar
alguém e a iniciar uma conversa.
5. Evite a pergunta “Porquê?”
Segundo a Dra Lyons, o “Porquê?” não se revela eficiente na
aquisição de competências para gerir os problemas. Por exemplo, se o seu filho
deixa a bicicleta à chuva e você pergunta, “Porquê?” O que é que elas vão
dizer? A resposta vai ser “Tenho 8 anos e sou uma criança descuidada.”
Faça perguntas utilizando o “Como”. “Olha lá, deixaste a
bicicleta à chuva e a corrente ficou enferrujada. Como é que podes reparar essa
situação?” Por exemplo, o seu filho pode ir fazer uma pesquisa à internet e
descobrir como pode reparar a corrente enferrujada ou contribuir com o seu
próprio dinheiro para uma corrente nova. A Dra Lyons também utiliza o “Como”
para ensinar competências diferenciadas. “Como é que vais levantar da cama
quando está acolhedor e os lençóis estão quentinhos?” ou “Como é que vais
lidar, com os rapazes barulhentos da tua turma, quando eles começarem a
incomodar?
6. Não lhes proporcione todas as respostas
A Dra. Lyons, afirma que, em vez de lhes dar todas as
respostas, faça o seguinte, utilizando a frase “Não sei.” Assim está a
proporcionar-lhes as competências necessárias para a gestão dos problemas.
Utilizando esta frase, está a ensinar-lhes a tolerar a incerteza e a ajuda-los
a pensar sobre as formas possíveis de enfrentar alguns desafios. Faça este
exercício quando eles são crianças, e ao longo do seu crescimento,
proporcionando-lhes pequenos desafios, está a prepara-los para desafios maiores
e mais arriscados. Eles não vão gostar, mas com o tempo vão acostumar-se.
Por exemplo, quando você vai á consulta de rotina do médico
do seu filho, e ele perguntar “Ó mãe,
vou apanhar uma pica?” em vez de o tranquilizar, diga “Não sei. É bem provável
que leves uma pica, se acontecer, vamos ver como é que vais enfrentar a
situação.” Outro exemplo semelhante, se o seu filho perguntar “Ó mãe hoje vou
ficar doente?” Em vez de responder “Não, não penses nisso. Não vai acontecer
nada.” responda “É provável, se acontecer vamos ver como lidas com isso.”
Se a criança estiver preocupada porque vai detestar a
escola, em vez de dizer “Vais adorar, vais ver!” Você pode explicar que algumas
crianças podem não gostar da escola, desta forma, você pode ajuda-lo a encontrar
outras alternativas.
7. Evite o discurso utilizando termos catastróficos
Preste muita atenção aquilo que diz em frente aos seus
filhos. Segundo a Dra Lyons, os pais ansiosos têm a tendência para utilizar
termos catastróficos. Por exemplo, em vez de dizerem “É mesmo importante
aprenderes a nadar,” dizem “É mesmo importante aprenderes a nadar porque seria
devastador, para mim, se um dia tu te afogasses.”
8. Permita que os seus filhos cometam erros
De acordo com a Dra Lyons, cometer erros não significa que
seja o fim do mundo. É esta a forma como adquirimos o discernimento, a fim de
sabermos o que fazer a seguir e a resolver a situação. Para os pais, revela-se
extremamente doloroso, permitirem a confusão e a desordem. Por outro lado, é
desta maneira que as crianças aprendem a identificar e a corrigir equívocos, e
para a próxima vez, aprendem a evitar cometer os mesmos erros. É típico dos
pais ansioso e superprotectores, quando a criança possui uma determinada
tarefa, fazem questão de que façam o trabalho o mais possível próximo da
perfeição, mesmo que numa primeira abordagem a criança, não revele
absolutamente interesse nenhum. Permita à criança identificar as consequências
das suas acções. Outro exemplo semelhante, se o seu filho não quer ir à natação,
permita que ele fique em casa, porque da próxima vez, quando ele se sentar no
sofá poderá sentir-se desconfortável.
9. Ajude o seu filho a gerir as emoções
A Dra Lyons, afirma que a gestão das emoções é o factor
principal para a resiliência. Ensine o seu filho a aceitar as emoções, como
algo perfeitamente legítimo. É normal sentir raiva quando ele ou ela perde o
jogo ou se alguém lhe come o gelado todo. Depois das emoções atribuladas, eles
precisam de pensar sobre aquilo que vão fazer de seguida. Rapidamente, as crianças
também aprendem a distinguir e a relacionar as suas emoções poderosas e aquilo
que eles querem. Os pais também precisam de aprender como lidar com suas emoções.
Como progenitor, você poderá dizer “Compreendo que te sintas frustrado e
zangado. Se estivesse no teu lugar, também me sentia da mesma maneira.
Entretanto, precisas de aprender a identificar qual é próximo passo e qual o
comportamento mais apropriado.” Se o seu filho fizer uma grande gritaria,
ficará bem claro qual o tipo de comportamento que é apropriado ou não. Você
dirá “Desculpa, mas não vou buscar outro gelado, porque esse tipo de
comportamento é inapropriado e inaceitável.
10. Resiliência
É óbvio que as crianças aprendem observando o comportamento
dos progenitores. Segundo a Dra Lyons, sugere “Seja consistente e tenha calma.
Você, como progenitor, não pode pedir aos seus filhos para controlarem as
emoções, se você não consegue controlar as suas. Na verdade, nós baralhamos
tudo e como sabemos a educação exige muita pratica.” Quando você, como
progenitor, cometer um erro, admita-o e diga “Desculpa filho, realmente
estraguei tudo. Não consegui gerir a situação com calma. Vamos falar e
descobrir outra forma diferente de lidar com a situação no futuro.”
É desde criança e ao longo da adolescência que a resiliência
proporciona orientação e competências através de caminhos, conquistas e adversidades,
por si só, inevitáveis e complexas, mas que fazem parte integrante do próprio
desenvolvimento. Crianças resilientes, mais tarde, tornam-se adultos resilientes,
capazes de sobreviver e prosperar expostos aos mais diversos tipos de
adversidade.
Saiba mais sobre a Dra Lynn Lyons
Comentário: Como
adultos sabemos o quão importante são os valores e as competências que nos
foram incutidos pelos pais ou pessoas significativas, pela família em geral,
pela escola e pela sociedade ao longo do nosso desenvolvimento. Da mesma forma,
também sabemos o quão importante foram, e ainda continuam a ser, os erros que todos
nós cometemos. É nesta dança entre a aquisição de competências e a aprendizagem
dos erros, relação causa e efeito, que a prevenção das dependências ocorre
desde o nascimento e ao longo da vida.
A prevenção das dependências, direccionada para as crianças,
só é possível se TODOS estivermos envolvidos e assumirmos esse compromisso –
causa. Por outras palavras, se sabemos que as crianças adquirem grande parte das
suas competências observando os adultos; nós como adultos, responsáveis e com
mais experiencia de vida, precisamos de ser um exemplo a seguir.
A sociedade somos todos nós. Estaremos a proporcionar às
nossas crianças um leque de oportunidades que elas precisam para explorar o
mundo? Será que estamos a incutir nas crianças um espirito que as motive a
explorar o seu próprio potencial, a prosperarem e a oferecer-lhes alternativas
para enfrentarem as adversidades? As drogas, incluindo o álcool, estão disponíveis
para aqueles jovens que não exploraram, desenvolvem e prosperaram ao longo do
seu desenvolvimento e servem, na perfeição, como uma almofada para atenuar a dor e o trauma, a
frustração, a vergonha, a rejeição, a culpa.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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11:33:00
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