Por vezes e por um conjunto de razões algumas pessoas são incompativeis. Descobrem durante a relação que afinal e, depois de algum tempo juntos, dirigem-se por caminhos diferentes e opostos ao desenvolvimento da relação de intimidade (ex. casamento ou relação romântica).
Nalguns casos, porém existem filhos e filhas, que ainda "forçam" o contacto. Nesse caso, em particular, se houver magoa, remorso, ressentimento que interfira na relação com os filhos, o PERDÃO pode ser uma direcção construtiva e salutar a medio e a longo prazo. Afinal, todos nós cometemos erros...e podemos ajudar as crianças a não cometer os mesmos erros.
Vamos "enterrar" os simbolos e as vivências que interferem na senda do Perdão.
Siga o link e comente em "Mais Vale Prevenir Do Que Remediar"
http://www.youtube.com/watch?v=NN7fb7V_tTY&feature=channel_page
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Relações e desencontros
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Os interesses financeiros na industria do alcool: A verdadeira crise

Uma notícia referia o seguinte - Retorno no patrocínio ao futebol na época 08/09 a uma empresa de telecomunicações o resultado do investimento efectuado registou um valor de 154 milhões de euros. Esta operadora cresceu 71%, imediatamente a seguir uma determinada marca de cerveja com 93% e um banco com 5%.
Segundo a mesma notícia, o retorno no ano passado à determinada marca de cerveja, o resultado desse investimento no patrocínio no futebol referia um valor de 151,3 milhões de euros.
As conclusões constam de uma empresa de estudos de mercado que analisou 1200 meios de comunicação (ex. televisão). As 11 maiores marcas, onde consta algumas cervejeiras, obtiveram um retorno total de 797 milhões de euros um valor que representa um aumento de 14%.
Depois de tomar conhecimento sobre estes valores astronómicos, obviamente testemunho impotente às “guerras entre as cervejeiras”, e os danos colaterais “escondidos” – marketing (publicidade agressiva) e as leis permissivas em função dos interesses dos “senhores da guerra”. Esta situação (oferta desproporcionada) provoca um aumento dos jovens (procura novas emoções) que abusam do álcool.
E qual o retorno na publicidade nos meses de verão, nos festivais de musica, onde o publico alvo é jovem sendo a altura do ano onde se consome mais cerveja?
Por ex. nos festivais de verão e nos jogos de futebol são os locais onde os jovens podem bebem até à embriaguez (intoxicação aguda) que afecta a capacidade de raciocínio, as decisões e o auto controlo. Existe também o fenómeno do consumo esporádico excessivo (binge drinking) que é o consumo que ultrapassa as 5/6 bebidas no homem e a 4/5 bebidas na mulher numa só ocasião e num espaço de tempo definido. Estará o álcool relacionado com a violência observada no futebol, por ex. as claques? Longe dos pais (monitorização) prevalecem as “regras” dos grupos de pares. Na intoxicação aguda, os jovens apresentam uma desinibição dos seus impulsos, por ex. sexuais, uso drogas ilícitas, comportamentos violentos e interfere na coordenação motora (ex. acidentes de viação). De salientar que no caso do sexo feminino estão mais vulneráveis (vitimas) de vários tipos de abuso.
Existem slogans hipócritas para quando se beber, ser responsável. Qual o efeito deste slogan nos jovens? Na minha opinião, absolutamente nulo.
Os lucros financeiros da indústria do álcool prevalecem e sobrepõem-se às evidências. Em Portugal, o abuso e o alcoolismo atingem proporções alarmantes e os jovens são o alvo da indústria do álcool - fidelização à marca. O álcool é uma droga lícita.
Outra questão a salientar.Quanto gasta o estado, os contribuintes, em relação às consequências negativas do álcool, nos sistemas de saúde, da segurança social e no sistema de justiça?
Aguardamos impotentes os “ventos” da mudança na crise.
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JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
A Nossa Sanidade - os numeros falam por si

"O Plano Nacional de Redução dos Problemas Ligados ao Álcool 2009 – 2012 pretende, antes de mais, operacionalizar a maioria das intenções explicitadas no Plano de Acção contra o Alcoolismo, e o seu objectivo primordial consiste em reduzir de forma significativa o consumo nocivo de álcool entre a população e diminuir os seus efeitos perniciosos em termos sociais e de saúde. Pretende proporcionar também um enquadramento que permita adoptar uma estratégia equilibrada através de diversas acções específicas, que vão ao encontro do preconizado pela Comissão Europeia."
- Resolução do Conselho de Ministros nº 166/2000 de 29 de Novembro.
Princípios e conceitos:
A Lei n.º 48/90 de 24 de Agosto de 1990, da República Portuguesa, a Lei de Bases da Saúde, consagra como princípios gerais, no seu Capítulo 1, os princípios básicos dos quais decorrem todos os outros que este Plano incorpora e que são:
1. A protecção da saúde constitui um direito dos indivíduos e da comunidade que se efectiva pela responsabilidade conjunta dos cidadãos, da sociedade e do Estado, em liberdade de procura e de prestação de cuidados, nos termos da Constituição e da Lei.
2. O Estado promove e garante o acesso de todos os cidadãos aos cuidados de saúde nos limites dos recursos humanos, técnicos e financeiros disponíveis.
3. A promoção e a defesa da saúde pública são efectuadas através da actividade do Estado e de outras entidades públicas, podendo as organizações da sociedade civil ser associadas àquela actividade.
- Resolução do Conselho de Ministros nº 166/2000 de 29 de Novembro.
Princípios e conceitos:
A Lei n.º 48/90 de 24 de Agosto de 1990, da República Portuguesa, a Lei de Bases da Saúde, consagra como princípios gerais, no seu Capítulo 1, os princípios básicos dos quais decorrem todos os outros que este Plano incorpora e que são:
1. A protecção da saúde constitui um direito dos indivíduos e da comunidade que se efectiva pela responsabilidade conjunta dos cidadãos, da sociedade e do Estado, em liberdade de procura e de prestação de cuidados, nos termos da Constituição e da Lei.
2. O Estado promove e garante o acesso de todos os cidadãos aos cuidados de saúde nos limites dos recursos humanos, técnicos e financeiros disponíveis.
3. A promoção e a defesa da saúde pública são efectuadas através da actividade do Estado e de outras entidades públicas, podendo as organizações da sociedade civil ser associadas àquela actividade.
As crianças, as Leis e o Alcool
A Convenção dos Direitos das Crianças (Assembleia Geral das Nações Unidas em 20/11/1989) reconhece “o direito das crianças a usufruir dos níveis de Saúde mais elevados”.
Por sua vez, a Organização Mundial de Saúde (OMS):
Postula na sua Constituição que “um dos direitos fundamentais de qualquer ser humano é usufruir dos níveis de saúde mais elevados, sem distinção de raça, reli-gião, crenças políticas ou condições socioeconómicas”.
Estabelece na Carta Europeia de 1995 sobre o álcool que “todas as pessoas têm direito a uma família, comunidade e ambiente laboral protegidos dos acidentes, da violência e de outras consequências negativas do consumo de álcool”.
Refere na Declaração de Estocolmo de 2001, sobre Jovens e Álcool, que as políticas de Saúde sobre álcool “devem ser formuladas com base no interesse da saúde pública sem a interferência de interesses comerciais”.
Na Carta Europeia sobre o Álcool, a OMS estabelece ainda que:
- Todas as pessoas têm direito a uma informação e educação imparciais, iniciadas tão cedo quanto possível, sobre as consequências do consumo do álcool na saúde, na família e na sociedade.
- Todas as crianças e adolescentes têm o direito a crescer num ambiente protegido das consequências negativas do consumo de álcool.
A Convenção dos Direitos das Crianças (Assembleia Geral das Nações Unidas em 20/11/1989) reconhece “o direito das crianças a usufruir dos níveis de Saúde mais elevados”.
Por sua vez, a Organização Mundial de Saúde (OMS):
Postula na sua Constituição que “um dos direitos fundamentais de qualquer ser humano é usufruir dos níveis de saúde mais elevados, sem distinção de raça, reli-gião, crenças políticas ou condições socioeconómicas”.
Estabelece na Carta Europeia de 1995 sobre o álcool que “todas as pessoas têm direito a uma família, comunidade e ambiente laboral protegidos dos acidentes, da violência e de outras consequências negativas do consumo de álcool”.
Refere na Declaração de Estocolmo de 2001, sobre Jovens e Álcool, que as políticas de Saúde sobre álcool “devem ser formuladas com base no interesse da saúde pública sem a interferência de interesses comerciais”.
Na Carta Europeia sobre o Álcool, a OMS estabelece ainda que:
- Todas as pessoas têm direito a uma informação e educação imparciais, iniciadas tão cedo quanto possível, sobre as consequências do consumo do álcool na saúde, na família e na sociedade.
- Todas as crianças e adolescentes têm o direito a crescer num ambiente protegido das consequências negativas do consumo de álcool.
- Todas as pessoas que não consomem álcool por escolha pessoal ou por razões de saúde têm o direito de ser protegidas de pressão para beber, de publicidade agressiva e devem ser apoiadas activamente na sua decisão.
A nível Nacional
Em 2003, segundo dados do World Drink Trends (2005) Portugal ocupava o 8º lugar do consumo mundial, com um consumo estimado de cerca de 9,6 litros de etanol per capita, o que corresponde ao consumo acumulado de 58,7 litros de cerveja, 42 litros de vinho e cerca de 3,3 litros de bebidas destiladas.
Em relação ao consumo de cerveja, os dados mostram que Portugal ocupava o 23.º lugar com um consumo de 58,7 litros per capita, traduzindo-se num aumento significativo no que respeita às últimas décadas. O consumo de bebidas destiladas situava-se nos 3,3 litros per capita, ocupando o nosso país o 32º lugar e registando-se um aumento relativamente aos anos transactos.
Os estudos epidemiológicos realizados até ao momento apresentam o consumo de álcool na população portuguesa como um importante problema de saúde pública.
A proporção da população que iniciou o consumo de bebidas alcoólicas entre os 15 e os 17 anos representava em 2001 cerca de 30%, tendo este valor aumentado para os 40% em 2007 (Balsa et al., 2008).
Neste inquérito de 2007, 15,4 % dos jovens dos 20 - 24 anos e 11,2% dos jovens dos 15 -19 anos diz ter-se embriagado no último mês e 0,2% dos 20-24 anos e 0,5% dos jovens dos 15-19 anos fê-lo 10 vezes ou mais (Balsa et al., 2008).
Se nos reportarmos ao último ano, 38,5% dos jovens dos 20-24 anos e 34,6 % dos jovens dos 15-19 anos embriagou-se no último ano e 2,8% dos jovens dos 20-24 anos e 1,2% dos jovens dos 15-19 anos fê-lo 10 ou mais vezes (Balsa et al., 2008).
Em Portugal o consumo tipo binge (Consumo esporádico excessivo ou binge drinking é o consumo que excede 5 a 6 bebidas no homem e 4 a 5 bebidas na mulher, numa só ocasião e num espaço de tempo limitado, estando o individuo associado a uma maior probabilidade de sofrer consequências adversas) ocorre em todas as idades, mas a sua frequência diminui nos grupos etários mais velhos. Em 48,3% dos jovens dos 15 - 24 anos registou-se um consumo de 4 a 6 ou mais bebidas numa só ocasião pelo menos uma vez, no último ano (Balsa et al., 2008).
Quanto à percepção dos jovens sobre esta matéria, 19,7% dos jovens atribui pouco ou nenhum risco ao consumo de 5 ou mais bebidas alcoólicas num fim-de-semana (Balsa et al., 2008).
Relativamente ao tipo de bebidas, constata-se que a cerveja voltou a ser a bebida com maior prevalência de consumo entre os alunos de ambos os grupos de escolaridade.
Apesar das evidências e das consequências negativas, segundo um artigo do Diário de Noticias, de 26 de Junho de 2009, o Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool 2009 - 2012 ainda está à espera de ser aprovado pelo Governo.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
O alcoolismo é um problema de saude publica

Como profissional trabalho com individuos e familias, incluindo as crianças, cujas vidas são afectadas negativamente pelo alcool alerto para a necessidade se MUDAR a nossa "Cultura Que Bebe". Ultrapassar a fase da negação, da vergonha, do estigma e iniciar a fase de mudança de atitudes e comportamentos - reconhecimento e aceitação. É preciso coragem e compromissso pela causa.
É urgente tomar medidas serias e eficazes quanto à venda, à publicidade, à distribuição e ao consumo de alcool. São necessarias medidas de prevenção de forma a evitar o aparecimento de novos casos, por ex de jovens adultos, todos os anos - uma epidemia que afecta gerações de familias e a nossa comunidade.
Siga os links e aproveite para deixar os seus comentarios em "Mais Vale Prevenir do que Remediar"
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
"Ecstasy Nocturno" - Jornal Ágora - ISMAI

A escuridão da noite tem um encanto especial quando se é adolescente. Com a primeira saída à noite, a vida adulta começa. Às vezes com exageros.
O mundo da noite deixou de ser algo desconhecido para jovens como o João Ferreira de 14 anos, a Ana Catarina Ribeiro de 15 anos e Afonso Pinto de 16. Em meios urbanos, a experiencia da vida nocturna começa cada vez mais cedo.
Quando se é adolescente, a noite representa um momento de euforia, pois dispõe de largas horas para desfrutar a vida ao máximo. É um momento de liberdade, longe dos olhares reprovadores dos pais. Para os adolescentes dá a sensação de maturidade. É como se a infância tivesse terminado.
Começar a sair á noite é algo que os jovens começam a fazer desde cedo. É entre os 14 e os 16 anos que se vai a uma discoteca pela primeira vez. João Ferreira diz que a primeira ida à discoteca foi “memorável”. Apesar de não beber nem fumar, é o próprio a admitir que as discotecas são os locais mais propícios a vícios. E as primeiras saídas significam um grande tormento par aquém fica em casa, os pais. No entanto, “nem todos têm que passar por esse azar”, e há aqueles jovens cujos pais lhes dão mais liberdade e são vistos como verdadeiros ídolos.
A juventude não gosta de ficar em casa, quer conhecer pessoas, ouvir boa música, divertir-se e acabar a noite numa discoteca. É precisamente nesta fase da noite que os maiores exageros têm lugar. Vários adolescentes admitem que a sua primeira embriaguez aconteceu com os amigos na discoteca, mas só depois de ganharem a confiança dos pais, chegando a casa sempre a horas e levando à risca as regras impostas por estes.
Curiosamente, e indo contra o que foi dito, a maior parte dos jovens admite que bebe logo na primeira vez que sai. As preferências divergem: alguns dizem que preferem cerveja, outros apreciam mais bebidas brancas, outros shots.
Enraizou-se nos jovens a ideia de que sem álcool não pode haver diversão. Muitos afirmam que bebem para se sentirem mais desinibidos, outros dizem que bebem porque os amigos também o fazem e não querem estar um passo atrás.
É precisamente devido ao excesso de álcool e drogas que ocorrem casos de violência entre jovens embriagados. Muitos admitem mesmo que começam a ter medo de sair á noite.
São vários os casos vindos a público de jovens assaltados e agredidos. Ao que parece está-se a tornar uma impossibilidade conviver na rua em paz.
São vários os casos vindos a público de jovens assaltados e agredidos. Ao que parece está-se a tornar uma impossibilidade conviver na rua em paz.
A noite, que tem de tudo para ser de liberdade está afinal, a tornar-se a “noite da perdição”.
Mário Carneiro e Tiago Carvalho
Este artigo foi publicado no Jornal do Curso de Ciências da Comunicação do Instituo Superior da Maia (ISMAI) – Ágora nº 8 – comentários: agoraccom@gmail.com
Comentário: Desde já o meu agradecimento pela autorização para publicação integral do referido texto. Tenho especial interesse quanto à perspectiva dos jovens e a prevenção das dependências porque considero que a grande maioria não é ouvida e tida em conta. O mundo continua a ser “terreno” único e exclusivo dos adultos. Alguns são irresponsáveis, egoístas, mentirosos, poderosos, manipuladores e colocam os seus interesses e os lucros acima dos valores morais e éticos. Parece que fazemos parte de uma cultura “egocêntrica e egoísta”.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Os jovens e a industria do alcool

A impotência e a resignação generalizada
Continuamos a assistir impotentes perante a hipocrisia em relação às leis que regulam a publicidade de determinadas marcas de cerveja no desporto e nos festivais de música de verão. O álcool é uma droga amplamente consumida. Em Portugal e desde há décadas o alcoolismo é reconhecido publicamente como um problema de saúde pública que infelizmente continua a ser negado, com a tendência para permanecer activo e resistente através do surgimento de novos casos – alcoólicos/as - todos os anos. Para ilustrar na perfeição a negação, recordo este cenário hipotético, por ex. em nossa casa, vive um elefante cor-de-rosa, fazemos de conta que não existe; não o vemos, não o ouvimos e não temos emoções sobre a sua presença. Se nos perguntarem “Porque é que um elefante está em tua casa?”, afirmamos resignados “Não sei, porque sim. Ele já lá vive em casa há muitos anos mesmo antes de ter nascido…”
Durante os festivais de música de verão, a queima das fitas, eventos e certas modalidades desportivas mediáticas onde o publico é maioritariamente jovem (adolescentes e jovens adultos) a publicidade (marketing) a determinadas marcas de cerveja é desproporcionada e agressiva procurando apelar aos sentidos, evocando divertimento e camaradagem. Segundo um artigo de um jornal de 20/06/2009 vendem-se 600 milhões de litros de cerveja por ano, metade (300 milhões de litros) entre Junho e Setembro. Basta fazer as contas para se entender a “guerra” assumida entre marcas, os impostos pagos ao estado e finalmente as consequências deste negócio lucrativo nos jovens.
A lei actual revela-se permissiva visto permitir ser manipulada pela poderosa indústria do álcool com a conivência das pessoas (pais e mães) que executam este tipo de legislação. Sabendo que o alcoolismo é um problema grave, segundo estudos publicamente reconhecidos, porque não se mudam as atitudes e os comportamentos? Assim como as leis? Só me ocorre uma resposta - lucro e interesses.
A verdade escondida
Afinal que interesses existem por detrás destas parcerias?
Num artigo do Diário Económico de 9/06/2009 – “Patrocinar o futebol só tem retorno com publicidade - Patrocinar uma equipa de futebol ajuda a conquistar notoriedade mas pode fazer muito mais por uma marca, em especial junto de um “target” mais generalizado ou masculino. Isto porque a “colagem” ao mundo do futebol pode ajudar a construir associações de imagem úteis para criação do valor da marca.”
Concordo na íntegra, então quer dizer, que a indústria do álcool investe “fortemente” no desporto, mesmo que no referido “target” se inclua os jovens e que associado ao desporto, a tal “colagem”, vise somente aumentar as vendas de determinada bebida alcoólica com a conivência da lei, negligenciando os efeitos negativos associados ao álcool. Esta corrida desenfreada para aumentar as vendas proporciona uma exposição e “reputação” enorme, quer seja através do desporto ou de outros eventos onde o publico é maioritariamente jovem. Os jovens são emocionais e reagem a determinados estímulos.
Por ex. segundo uma fonte MyBrand Intelligence Unit de referência e publicada no mesmo jornal, no Top 10 das marcas mais associadas ao futebol surgem três marcas de cervejas – no primeiro, no sétimo e no décimo lugar.
Ficamos com vontade de alertar “as consciências” para este tipo de negócio complexo, poderoso e lucrativo que teima em dominar apesar das consequências negativas. Quantos jovens sofrem acidentes nas estradas associados ao álcool? Quantos jovens, depois de consumirem bebidas alcoólicas, provocam acidentes que envolvem outras pessoas inocentes? Quais os crimes associados ao álcool cometidos por jovens? Quantos jovens dão entrados nas urgências dos hospitais? Doenças sexualmente transmissíveis, por ex. HIV? Quantas famílias são afectadas por perdas devastadoras, de algum dos seus membros, como consequência associado ao abuso de bebidas alcoólicas? Esta realidade aparenta permanecer escondida do público. E o slogan hipócrita “Seja responsável; beba com moderação” não “cola.”
Se alguém responder honestamente a estas questões e a outras que possam existir mas que não constam aqui seria uma forma de ficarmos informados.
Prevenir o previsível
Embora a indústria do álcool apresente uma informação substancial ao público (imagem) reflectindo os seus contributos favoráveis a nível económico e social, todavia escusa-se a ser investigada por agentes externos sobre as suas estratégias (ex. marketing), políticas e “rede” intrincada de distribuição e venda.
Neste sentido, cabe a todos nós, pais, profissionais e outras pessoas atentas informar os nossos jovens das técnicas sofisticadas de marketing que são direccionadas a eles.
Gostaria de deixar aqui uma palavra de conforto e candura para aquelas famílias que já sofreram na “pele”, a perda dos filhos e filhas em acidentes, fatalidades, doenças, etc. das consequências negativas deste negócio poderoso e lucrativo.
Participe e comente.
http://www.aacs.pt/legislacao/codigo_da_publicidade.htm
Continuamos a assistir impotentes perante a hipocrisia em relação às leis que regulam a publicidade de determinadas marcas de cerveja no desporto e nos festivais de música de verão. O álcool é uma droga amplamente consumida. Em Portugal e desde há décadas o alcoolismo é reconhecido publicamente como um problema de saúde pública que infelizmente continua a ser negado, com a tendência para permanecer activo e resistente através do surgimento de novos casos – alcoólicos/as - todos os anos. Para ilustrar na perfeição a negação, recordo este cenário hipotético, por ex. em nossa casa, vive um elefante cor-de-rosa, fazemos de conta que não existe; não o vemos, não o ouvimos e não temos emoções sobre a sua presença. Se nos perguntarem “Porque é que um elefante está em tua casa?”, afirmamos resignados “Não sei, porque sim. Ele já lá vive em casa há muitos anos mesmo antes de ter nascido…”
Durante os festivais de música de verão, a queima das fitas, eventos e certas modalidades desportivas mediáticas onde o publico é maioritariamente jovem (adolescentes e jovens adultos) a publicidade (marketing) a determinadas marcas de cerveja é desproporcionada e agressiva procurando apelar aos sentidos, evocando divertimento e camaradagem. Segundo um artigo de um jornal de 20/06/2009 vendem-se 600 milhões de litros de cerveja por ano, metade (300 milhões de litros) entre Junho e Setembro. Basta fazer as contas para se entender a “guerra” assumida entre marcas, os impostos pagos ao estado e finalmente as consequências deste negócio lucrativo nos jovens.
A lei actual revela-se permissiva visto permitir ser manipulada pela poderosa indústria do álcool com a conivência das pessoas (pais e mães) que executam este tipo de legislação. Sabendo que o alcoolismo é um problema grave, segundo estudos publicamente reconhecidos, porque não se mudam as atitudes e os comportamentos? Assim como as leis? Só me ocorre uma resposta - lucro e interesses.
A verdade escondida
Afinal que interesses existem por detrás destas parcerias?
Num artigo do Diário Económico de 9/06/2009 – “Patrocinar o futebol só tem retorno com publicidade - Patrocinar uma equipa de futebol ajuda a conquistar notoriedade mas pode fazer muito mais por uma marca, em especial junto de um “target” mais generalizado ou masculino. Isto porque a “colagem” ao mundo do futebol pode ajudar a construir associações de imagem úteis para criação do valor da marca.”
Concordo na íntegra, então quer dizer, que a indústria do álcool investe “fortemente” no desporto, mesmo que no referido “target” se inclua os jovens e que associado ao desporto, a tal “colagem”, vise somente aumentar as vendas de determinada bebida alcoólica com a conivência da lei, negligenciando os efeitos negativos associados ao álcool. Esta corrida desenfreada para aumentar as vendas proporciona uma exposição e “reputação” enorme, quer seja através do desporto ou de outros eventos onde o publico é maioritariamente jovem. Os jovens são emocionais e reagem a determinados estímulos.
Por ex. segundo uma fonte MyBrand Intelligence Unit de referência e publicada no mesmo jornal, no Top 10 das marcas mais associadas ao futebol surgem três marcas de cervejas – no primeiro, no sétimo e no décimo lugar.
Ficamos com vontade de alertar “as consciências” para este tipo de negócio complexo, poderoso e lucrativo que teima em dominar apesar das consequências negativas. Quantos jovens sofrem acidentes nas estradas associados ao álcool? Quantos jovens, depois de consumirem bebidas alcoólicas, provocam acidentes que envolvem outras pessoas inocentes? Quais os crimes associados ao álcool cometidos por jovens? Quantos jovens dão entrados nas urgências dos hospitais? Doenças sexualmente transmissíveis, por ex. HIV? Quantas famílias são afectadas por perdas devastadoras, de algum dos seus membros, como consequência associado ao abuso de bebidas alcoólicas? Esta realidade aparenta permanecer escondida do público. E o slogan hipócrita “Seja responsável; beba com moderação” não “cola.”
Se alguém responder honestamente a estas questões e a outras que possam existir mas que não constam aqui seria uma forma de ficarmos informados.
Prevenir o previsível
Embora a indústria do álcool apresente uma informação substancial ao público (imagem) reflectindo os seus contributos favoráveis a nível económico e social, todavia escusa-se a ser investigada por agentes externos sobre as suas estratégias (ex. marketing), políticas e “rede” intrincada de distribuição e venda.
Neste sentido, cabe a todos nós, pais, profissionais e outras pessoas atentas informar os nossos jovens das técnicas sofisticadas de marketing que são direccionadas a eles.
Gostaria de deixar aqui uma palavra de conforto e candura para aquelas famílias que já sofreram na “pele”, a perda dos filhos e filhas em acidentes, fatalidades, doenças, etc. das consequências negativas deste negócio poderoso e lucrativo.
Participe e comente.
http://www.aacs.pt/legislacao/codigo_da_publicidade.htm
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Um mundo para as crianças
O mundo dos adultos é demasiado assustador e perigoso para as crianças, todavia para algumas é seguro e cheio de oportunidades para brincar e aprender.
Como podemos identificar a diferença entre umas (perigoso) e outras (seguro)?
O que aconteceria se as crianças tivessem direito a voto? Em quem votariam?
ver link e comente:
http://www.youtube.com/watch?v=iTNgl2_ddKc&feature=fvsr
Como podemos identificar a diferença entre umas (perigoso) e outras (seguro)?
O que aconteceria se as crianças tivessem direito a voto? Em quem votariam?
ver link e comente:
http://www.youtube.com/watch?v=iTNgl2_ddKc&feature=fvsr
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