sábado, 1 de maio de 2010
Food Revolution Is Real
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
10:33:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
alimentação saudavel,
cultura,
família,
obesidade,
pais,
plano nacional de saude,
politica,
sociedade
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O Desenvolvimento do Narcisismo na Criança e a Solidão do Adulto - Uma Pequena Introdução.
Quando uma criança nasce é uma fonte de potencial. Uma criança é potencialidade. De forma a manifestar-se e assim explorado, esse potencial encontra-se em grande medida nas mãos do adulto. Todo o potencial da criança é desenvolvido através de relações sociais e a relação mais predominante nos seus primeiros anos de vida, é em regra geral, a relação mãe/fiho(a). A criança chega ao mundo com uma potencialidade genética que foi herdada ao longo de milhões de anos de evolução de vida neste planeta, e em geral, os nossos genes são os agentes dessa potencialidade. Os genes estão no núcleo das nossas células, nos nossos cromossomas, e ditam aquilo que Pode ser feito - só há uma coisa em que os genes não ditam - Como vai ser feito. Essa característica vai em grande parte ser ditada pela relação entre mãe/ filho e como se interligam as ligações celulares nos campos afectivos emocionais no cérebro.
Quando o bebe nasce, de
acordo com as fases de desenvolvimento proposta pela psiquiatra infantil
Margareth Mahler, o bebé entra na Fase Autista. Prolonga-se, sensivelmente ate
aos primeiros 4 meses de vida. O bebé está imerso com a mãe, não existe uma noção
de separação de ‘objectos’. Em termos psicanalíticos, o termo objecto significa
‘pessoas’ (Object Relations).
Portanto, não existe diferenciação
de objectos - para o bebé - a mãe é uma parte de si mesmo, de forma a obter a
gratificação de todos os requisitos físicos e psicológicos, assim que necessita
de obter essa mesma gratificação. É extremamente importante que a mãe (The Tigress Mother), esteja sempre em
sintonia com o bebé e num constante estado de alerta de forma a satisfazer as
necessidades do bebé. Num prisma neurológico, é uma fase muito sensível – a partir
do ultimo trimestre até ao segundo ano de vida.
Os genes continuam a
formar o seu campo de acção, por exemplo, são bastante influenciados por neuroquímicos
tais como Cortisol (hormona do stress) que em demasia pode danificar
substancialmente a forma como as células cerebrais se vão desenvolver e
conectar. Portanto, o potencial genético existe, assim como a potencialidade
das células cerebrais, todavia a característica específica de cada indivíduo será
formada e ditada pela qualidade de relações sociais. A relação entre mãe e o
bebé, é uma relação psico-biológica que é influenciada por ambos os agentes (mãe/filho).
Voltando à Fase Autista
do bebé, a função da mãe é proporcionar um apoio onde permite que este consiga
auto-regularizar e formar a sua auto- estima. Este período de vida é designado
de ‘Narcisista Primário’ (Sigmund Freud). O bebé só está interessado em ter os
seus desejos e necessidades imediatamente satisfeitas. Não existe uma noção de
identidades diferentes entre a mãe e filho, pois o ego do bebé ainda não
adquiriu uma noção de “entidade própria e autónoma” em relação à mãe.
Não se esqueça que o ser
humano nasce prematuro. Há milhões de anos, quando começamos a andar (bípedes),
o período de gestação nas mulheres foi sofrendo transformações. Pensa-se que a
dada altura da evolução humana, o período de gestação tenha sido de 1 ano e
seis meses a 2 anos. A partir da altura que o bebé nasceu, aos nove meses, o
seu cérebro não está completamente desenvolvido (nas ligações orbital frontal córtex
e no lobo temporal - área das emoções).
Sensivelmente a partir do
4º mês de vida, a segunda Fase do Desenvolvimento (Sub- dividida em 4 Sub-Fases)
começa a constelar-se - Fase ‘Simbiótica’. A primeira Sub-Fase da Fase Simbiótica
é a Fase da Diferenciação.
Na Fase da Diferenciação,
o ego e a personalidade emergente do bebé começam a identificar-se. Surge uma noção
de separação física e psicológica entre sujeito (bebé) e o objecto (mãe). Este
é o nascimento psicológico da criança. Utiliza outros recursos externos (ex.
brinquedos) de forma a satisfazer a sua própria gratificação e é menos
dependente da mãe para se auto recompensar.
De seguida surge a 2ª Sub-
Fase do período Simbiótico, designado de ‘Practising’ (Oito meses, sensivelmente
até aos quinze meses de vida). Esta é uma fase muito importante na vida
emocional da criança. É neste período que a criança consegue utilizar as suas próprias
pernas. De inicio, consegue elevar-se, a seguir agarra-se aos objectos – surgem
os primeiros passos. É um período incrível, no ponto de vista da criança. O seu
Ser assume um significado diferente. Controla o seu corpo, sente-se exuberante,
há um sentido de omnipotência, de grandiosidade – literalmente, “o mundo está a seus pés”.
O sentido de exuberância,
de interesse e grandiosidade é comprovado pelos pais e pela aprovação emocional
que fornecem à criança. É um passo extremamente importante, que precisa de ser reconhecidopelos pais, para o desenvolvimento da auto-estima da criança, pois ela necessita
de um “espelho” que permita reflectir
a sua proficiência. É através dos adultos que as crianças que aprendem a
valorizar o seu potencial.
Todavia, o cérebro da criança
está em permanente desenvolvimento. A partir do primeiro ano e três meses até
aos dois anos e meio, a 3ª Sub- Fase do Desenvolvimento entra em acção - Sub-Fase
chamada a Fase ‘Rapproachement”. No inicio, a criança sente uma necessidade de separação
da mãe. A criança ainda esta “apaixonada” pelos seus dotes de omnipotência,
pelo seu narcisismo recém intitulado - sente-se “dona do mundo” - o mais importante é a gratificação de seus desejos
e necessidades físicas, assim como das suas necessidades psicológicas. Nos estágios
finais da Fase Rapproachment, o mundo da criança transforma-se radicalmente. O
medo e a dor tornam-se numa realidade dolorosa para o sentimento de omnipotência
e gratificação instantânea emocional. É confrontado com a ambivalência. Deseja separar-se
fisicamente da mãe, mas por outro lado, não consegue permanecer seguro sem
estar em contacto com a mãe. A criança adquire a noção da realidade e das suas
próprias limitações. Isto é incrivelmente doloroso para uma criança, pois a
fantasia de omnipotência desfaz-se a seus pés. O mundo agora apresenta-se
diferente – “Querer, mas não poder”. Entre
as mães esta Fase é apelidada de “A Fase Terrível dos 2 anos” (The Terrible Two’s).
A criança parece fazer ‘birras’ por tudo e por nada. A criança tem a vontade de
deslocar-se e adquirir autonomia, mas ao mesmo tempo, não consegue desapegar-se
pois necessita de constante supervisão física (ex. prevenção de acidentes
graves) e do apoio emocional da mãe. A Ferida Narcisista advém do doloroso
sentimento de limitação/impotência. Perante a fantasia da grandiosidade e da omnipotência.
É um período crítico para a criança. Se os progenitores conseguirem definir os
limites sem humilhação, rigidez e punição (ex. ausência de afecto) a criança sente-se valorizada e o narcisismo transforma-se
em auto- estima, criatividade e empatia. A criança faz uma idealização acerca
dos pais através do sentimento de ser amado, amparada e estimada por alguém que
é mais forte (segurança). De uma
maneira ou de outra, a maioria dos adultos prosseguem nas suas vidas à procura
desta imagem idealizada nos seus parceiros.
Regressemos à Fase do
Rapproachment. Se não existe sensibilidade em relação às necessidades
emocionais (ex. humilhação) e do potencial da criança a sua fantasia da omnipotência
permanece activa na “construção”” da auto
estima e de valorização. Continuará a idealizar os seus pais, em detrimento da
própria auto-estima. Para a sua própria sobrevivência, a criança projecta a
perfeição (fantasia) quanto aos seus
pais e ostenta a necessidade que eles sejam uma imagem (ex. Espelho) dessa mesma omnipotência. Neste caso, o narcisismo interfere
no auto conceito (estima) e passa a ser uma necessidade disfuncional (desejo
insaciável em recuperar a sua idealização). Para a compreensão desta Fase
sensível no desenvolvimento da criança é importante salientar que os
progenitores tornam-se ‘self-objects’ – “ferramentas”
utilizadas na procura da gratificação imediata das suas fantasias.
A habilidade da criança
em desenvolver empatia e separar o Ser de outra pessoa fica distorcida. Temas
como a impulsividade e raiva tornam-se frequentes. A luta constante para “escapar” aos sentimentos da Ferida Narcisista
conduz a criança a dissociar-se de certas partes emocionais si própria. O
sentimento é demasiadamente doloroso para ser experimentado. A fantasia
torna-se uma realidade fundamental para fugir à dor como consequência de não se
sentir genuinamente amado. O Ego torna-se grandioso e a avaliação do valor
pessoal e das conquistas da Vida giram em torno da procura (sede) de aprovação “alheia”, ao invés de conseguir apreciar um relacionamento onde
existe respeito-mútuo, empatia e amor.
Por outro lado, quando a criança
não sofre a humilhação derivado às suas limitações e vive num sistema de regras
consistente e realistas (humanas) com tolerância, sente-se valorizada
(potencial).
Neste sentido, é dado mais um passo importante
visando o desenvolvimento psicológico da criança. A SubFase seguinte é
designada de ‘Desenvolvimento Objecto Consistente’ (Development of Object
Constancy). Esta Fase ocorre sensivelmente entre o período compreendido dos 24
aos 36 meses de idade. É identificada especialmente pela aquisição de
competências capazes de identificar as qualidades e os defeitos da mãe. Desenvolve
a capacidade de reconhecer e tolerar a ambivalência no outro. A criança mantém a
imagem internalizada da mãe e sente-se livre ao iniciar uma verdadeira separação
física, mais relevante, e uma maior capacidade psicológica de permanecer “fora da alçada da mãe”, pois adquiriu a noção
(espaço emocional) que a mãe volta. Estas Fases são a “estrada” da independência
emocional, e mais tarde, física.
A criança vive uma ilusão
(fantasia) quando não recebe empatia e o apoio emocional necessário para a regulação
dos limites e auto estima. São estruturas secundárias que permitem à criança
enfrentar o mundo, pois as primarias são precárias. Casos de crianças e adultos
abusados, humilhados, negligenciados e desvalorizados são o que mais se encontra
tanto na psicopatologia infantil, como na adulta. Desde desordens do comportamento
ou hiperactividade nas crianças, às desordens de personalidade e depressão nos
adultos: a traição do amor – o amor traído não faz sentido.
Um dos factores do
narcisismo é a dissociação da capacidade de empatia, dificuldade interpretar e sentir
o outro como pessoa em vez da fantasia de amar a pessoa (para objecto de gratificação).
A grandiosidade - “sede insaciável” - em
alimentar a falta de auto estima e a procura constante de objectos de auto gratificação
imediata, são estruturas secundárias formadas para a sobrevivência emocional da
alma, mas por outro lado, são como véus (Vidros
Escuros) entre o ego e a alma.
Nos casos de intimidade
entre adultos, estes procuram alguém que consiga apaziguar o sentimento de dor,
consciente do ‘Amor Traído’. Obviamente,
até certo ponto essa é a função dos casais (relacionamentos de compromisso e
intimidade) para manter e promover a auto estima. A diferença da criança
autónoma e amada, desenvolve-se na idade adulta, permitindo que esta consiga
ver o ‘outro’ como uma pessoa única, sem recorrer à necessidade constante de
afirmação e aprovação dos outros. Interpreta o sentimento de abandono como algo
doloroso, mas não necessita de recorrer ao outro, como parte de si próprio,
como objecto de gratificação e sobrevivência.
Podemos concluir que em
doses moderadas o narcisismo é saudável. Constitui parte da auto estima do ser
humano, mas quando é uma compensação de forma a “mascarar” os medos (condutas de evitamento) torna-se numa pura solidão.
Toda a criança que “carrega” uma
imagem de conforto, corroborado pelos afectos, pode depender emocionalmente da mãe,
com noção de limites de ambas as partes. Todos os casais que sentem que podem
depender emocionalmente um do outro, aceitando sua privacidade e limitações,
sentem-se livres nas suas relações. Não permanecem “acorrentados” à constante
luta de um espelho das suas fantasias.
Recomendo:
--Margareth Mahler- “The Psychological
Birth of the Human Infant”
--Mario Jacoby- “Individuation and
Narcissism- The Psychology of Self in Jung and Kohut”
--Marion Solomon- “Narcissism and Intimacy”
--S M Jonhson- “Humanizing the Narcissistic
Style”
Tanto no bom como no mau,
boa sorte!
Dr. Miguel Mealha Estrada, PsyD, MBACP
Autsim Spectrum Disorders Specalist Unit,
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
22:18:00
0
comments
Marcadores:
crianças,
pais,
prevenção,
relações,
resiliência,
role models
segunda-feira, 29 de março de 2010
Como será este cenário em 2049?
Esta imagem ilustra na perfeição a necessidade de comunicação e "comunhão" de interesses entre os vértices do triângulo (pais, a escola e alunos), como algo "sagrado" e "imaculado". No meu trabalho nas escolas constato que existem divergências fortes e disfuncionais que interferem negativamente nesta triangulação, assim como existem nas famílias. Parece algo cultural (herança nociva) cuja tradição é baseada no controlo, no poder e no prestigio. Aparentam não existir condições para haver um dedicação à Causa e ao Rumo, entre todas as partes.
Como diz o ditado "Se não houver dinheiro, não existe missão" ou "Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão".
Os pais fazem o investimento e cumprem a sua responsabilidade em que o filho/a seja um aluno/a (motivação, disciplina, educação, aprendizagem, modelo/referencia, apoio, tolerância e cooperação). A escola assume a responsabilidade de ensinar o aluno (motivação, disciplina, educação, modelo/referencia, aprendizagem, apoio, tolerância, cooperação. E o aluno assume a sua responsabilidade para em participar no seu projecto (motivação, disciplina, educação, modelo/referencia, aprendizagem, apoio, tolerância e cooperação). Afinal todos têm o mesmo objectivo - promover o desenvolvimento e a aprendizagem ao longo da vida (Escola da Vida).
A nossa comunidade (presente e o futuro) precisa de pessoas especiais e apaixonadas (mentores inspirados e visionários - sejam crianças, pais e professores).
Como será a realidade em 2049?
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
16:58:00
0
comments
Marcadores:
compromisso,
educação,
escola,
espiritualidade,
pais
terça-feira, 16 de março de 2010
Adolescência - certo e errado
Adolescência:
Tomar decisões e fazer escolhas.
A
adolescência é uma fase de aquisição e estruturação da identidade, em que se
adquire competências para viver o mundo que nos rodeia e encontrar o lugar nele
(propósito e significado). Recorrência através de experiências de risco (ex. perigosas)
como situações de aprendizagem e referência para a construção da identidade e
limites nas relações com os outros. Grande parte da experiencia e maturidade que
adquirimos, como adultos, advém dos erros que cometemos. Será que colocamos
expectativas irreais nos nossos jovens?
Desde que nascemos iniciamos
um processo de aprendizagem e enriquecimento contínuo ao longo da vida (ex.
curiosidade, intuição, exploração e da dor/sofrimento).
Tomar decisões e fazer
escolhas, na adolescência, é o período “ideal” para essa aprendizagem de forma a
fomentar uma estrutura para a mudança (ex. alterações hormonais, sexualidade, o
cérebro está num processo de amadurecimento) e de resiliência (gestão da
adversidade). É um período fluente de motivação para a exploração e a
conquista. Os mecanismos que gerem as atitudes e os comportamentos dos
adolescentes influenciam mais o impulso (Faz…sem
pensar…não interessa as consequências…) do que a razão (Parar… e contemplar… Pensar antes de agir.)
Como adolescente, a prioridade é direccionada para a identidade, viver dentro
de um sistema de relações de pares (pertença ao grupo), a comunicação e a intensidade
do momento. O planeamento, a organização, auto-critica e a gestão do futuro,
não correr riscos “desnecessários ou de obediência aos adultos” aparenta não
ser uma prioridade, mas pode tornar-se uma fonte de angústia para pais ansiosos,
facilitadores, autoritários e demasiado zelosos. Pode-se cair no erro de cada
parte -filhos e pais - desejarem remar o mesmo barco para direcções opostas. A
comunicação pode ficar extremamente afectada para o resto da vida.
Será
que a evolução determina que os adultos sejam descrentes em relação aos
adolescentes?
Aparenta existir uma crença
generalizada pelos adultos de que adolescência é sinónimo de dificuldades e
problemas - carga de trabalhos. Será
ser rebelde questionar o pai quanto à carreira de futuro que deseja seguir? Será
ser impulsivo magoar a mãe através da agressividade verbal? É irresponsabilidade
usufruir demasiado tempo na internet ou não cumprir cegamente com as
ordens/orientações dos adultos? E aqueles adolescentes cuja agressividade não
existe apoio e monitorização dos pais, por um conjunto de factores? Estes afirmam
resignados “O meu filho/a é assim não há
nada a fazer… Sai ao pai” ou “Sai à mãe”. É preciso encontrar um culpado?
Por vezes, aparenta-se
responsabilizar o adolescente “irresponsável, irreverente e impulsivo” com base
nos mesmos critérios, comportamentos e valores morais que um adulto. Se a
relação com a escola vai mal…, se a relação com a mãe e/ou pai vai mal…, se a
relação com a família vai mal…, o adolescente aparenta ser o culpado. Na minha
opinião, é um erro enorme. È necessário visualizar toda a “fotografia” em vez de
um determinado detalhe. Por ex. qual os efeitos determinantes do consumismo, da
publicidade e do marketing, a ausência de valores morais, o ritmo de vida
acelerado e a pressão exercida pelos adultos nos adolescentes?
Questão. Como pai ou mãe quais
os indicadores em como a sua comunicação com o seu filho/a de 3 anos é
eficiente e eficaz? Aos 10 anos? Depois aos 16 anos? Qual o feedback
proporcionado pelas atitudes e comportamentos do seu filho/a em relação à sua
comunicação? Pergunte ao seu filho/a “Consideras
que és ouvido, correspondido, apoiado e compreendido pelo pai/mãe quanto às
tuas ideias, crenças e expectativas?”
Como é que o seu filho sabe
que a comunicação é eficiente e eficaz com os pais? Pode ter uma ideia bem
diferente. Para variar, o pai adopta características diferentes da mãe na
educação e só estou a constatar uma realidade. Já pensou que durante a
adolescência será necessário reinventar, monitorizar e adaptar a sua
comunicação às mudanças do filho/a? Oiço imensos casos de pais que afirmam que
o filho não comunica, se isola, não expressa as suas ideias e preocupações, e
alguns afirmam que o seu filho/a evita os pais.
Não
existem culpados, mas responsáveis para quebrar os conflitos geracionais.
Com este texto não quero
afirmar que os pais são “irresponsáveis e impulsivos” na educação, viso somente
proporcionar ideias que podem ser aproveitadas para melhorar a comunicação,
promover a aprendizagem e o enriquecimento contínuo ao longo da vida.
Deveríamos
entender os jovens, não só como pessoas a vivenciar uma fase de intensas
transformações e construções, mas também como seres sociais sujeitos a pressões como o acesso à informação, à sexualidade, à venda e à publicidade que induz
fortemente à adesão de tais comportamentos e valores. Os adolescentes são
um grupo com uma forte influência na sociedade em geral e nos sistemas que a
compõem. São também um grupo que sofre a influência das gerações mais velhas
(tradições, crenças, rituais), bem como das características da sociedade em
geral. É importante o optimismo e a confiança face ao que poderão ser e fazer
enquanto adultos.
Aumento
na incidência de abuso das substâncias entre adolescentes (Johnston et al.,
1996);
Decréscimo
da idade em que é efectuado o primeiro diagnóstico de dependência de drogas
(Reich et al., 1988);
Aumento
na prevalência de abuso e de dependência de drogas ao longo da vida na
população geral (Lewinsohn et al., 1996);
Uso
de álcool e de drogas é a principal causa de co-morbilidade e mortalidade entre
os adolescentes, quando comparada com acidentes rodoviários, comportamentos
suicidas, violência, entre outros (Dep. Estatística dos EUA, 1993).
Podemos inverter estas
crenças disfuncionais – Tolerância e Confiança
«A
nossa Juventude ama o luxo, é mal-educada, zomba da autoridade e não tem
nenhuma espécie de respeito pelos mais velhos. As crianças de hoje são tiranas.
Não se levantam quando um velho entra numa sala, respondem a seus pais e são
simplesmente más.» Sócrates (filosofo Grego) Sec. V a.C.
«Não
tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país, se a juventude de hoje toma o
mando amanhã, porque esta juventude é insuportável, sem moderação. Simplesmente
terrível.» Hesíodo (poeta Grego) Sec. VIII a.C.
«O
nosso mundo atingiu um estado crítico. Os filhos não escutam os pais. O fim do
mundo não pode estar muito longe.» Sacerdote egípcio 2000 anos a.C.
«Esta
juventude está podre desde o fundo do coração. Os jovens são maus e
preguiçosos. Não serão nunca a juventude de outrora. Os de hoje não são capazes
de manter a nossa cultura» Descoberta nas ruínas de Babilónia 3000 a.C.
“A
juventude de hoje é rasca” Vasco Pulido Valente
Quando adolescente também ouvi
este tipo de afirmações inúmeras vezes pelos adultos. A nossa cultura é o
resultado das nossas acções. Nada muda, se andarmos preocupados (excesso de
zelo) ou procurarmos culpados. Como indivíduos, como membros de família e cidadãos
somos responsáveis pelas nossas atitudes e comportamentos. “Mais Vale Prevenir
do que Remediar”
Na sua adolescência, quais
os comentários que chegavam aos ouvidos?
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
11:53:00
0
comments
Marcadores:
adolescencia,
comunicação,
comunidade,
geração,
pais
domingo, 7 de março de 2010
Retiro Espiritual Online - PDI@
Plano Desenvolvimento Individual Online (PDI@) - Retiro Espiritual um Programa de Meditação pioneiro e
inovador – “Alimento pró
Pensamento.”
Na próxima semana e com o aproximar da Primavera vai dar inicio a mais um Retiro
Espiritual Online. Surpresa! Transforme a sua caixa de correio electrónico numa
uma “fonte” de energia espiritual e inspiradora. Onde quer que esteja em casa, no trabalho, em viagem, em
ferias, doença prolongada, padrinho/ madrinha, reunião de grupo de ajuda mútua,
etc. Tudo aquilo que precisa é de um computador e acesso a internet. Pode enriquecer as suas competências individuais e sociais.
Se estiver interessado em participar basta enviar um
email (xx.joao@gmail.com) a solicitar toda a informação. Obviamente, que a sua participação tem
custos, mas é um investimento valido e acessível a todas as bolsas. É
Confidencial e profissional. Toda a informação é “fruto” da minha experiência de trabalhar com pessoas. Também pode solicitar mais informação.
Estou disponível para ajudar.
Alguns temas do PDI@
Defeitos de carácter, Medo e aceitação, Vocação, Vergonha, Desapego Emocional com Amor, Lições da Arte de Bem-Viver, Perdoar e muito mais surpresas. Envie já o seu email.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
08:44:00
0
comments
Marcadores:
comunicação,
meditação,
relações,
resiliência,
retiro espiritual
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Prevenção precisa-se. É uma prioridade para a nossa cultura, em defesa do presente e futuro
Prevenção das Dependências: Uma cultura emergente e diferente assente em competências individuais e sociais geradoras de valores morais e espirituais.
Para um prevenção que previna é necessário compromisso, solidariedade, conhecimento cientifico, experiência empírica, confiança, fé e esperança, empatia e investimento a médio e longo prazo.
Domínios de Influência

2. Família
4.Escola
baseada em Competências individuais e sociais
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
12:16:00
0
comments
Marcadores:
comunidade,
cultura,
prevenção
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Palavras que reflectem a experiência e a sabedoria
Estas palavras foram reunidas durante o mês de Dezembro no Facebook, pelas pessoas que seguem o movimento/causa da Prevenção e Recuperação dos Comportamentos Adictivos.
Na minha opinião reflectem a experiência e a sabedoria. Reflectem a nossa capacidade em sonhar com um Rumo de vida. Seja positivo ou negativo, existe a liberdade de escolha e de expressão.
Agora, em Janeiro de 2010, vamos reunir os recursos internos/externos e acreditar que a nossa motivação é suficiente e "musculada" para manter a coerência e o Rumo. Como fazem os crentes/peregrinos quando decidem fazer uma Caminha/Jornada espiritual de forma a renovar os votos da fé.
Na prevenção dos comportamentos adictivos desejamos fazer a Caminhada espiritual, não religiosa, todos os dias. Uns dias conseguimos outros não, mas o desejo mantém-se vivo, inalterável e resiliente, apesar da adversidade
Reafirmação - Sol - Amor - Dificuldades - Assertividade - Positivo - Esperança - Loucura (a) montes -
Fantástico - União - Realização - Crescimento - Dar - Paz - Amor - Serenidade -
Loucura - 2 Momentos de reflexão = 20 instantes de meditação - Serenidade -
Saúde - Felicidade - Coragem - "Limpeza" - Aceitação - Irreverência - Desespero -
Esperança - Loucura - Paixão - Perseverança - Excelente - Renascimento - Bondade -
Equilíbrio - Paz - Tranquilidade - Realização - Muito Amor - Muito Trabalho - Menos Hipocrisia -
Amor - Luz - Realização - Década - Musica - Paz - Saúde - Harmonia - Família -
Honestidade - Equilibrio - Altruísmo - Tranquilidade - Iluminação - Fé - Dignidade -
Respeito - Auto-estima - Criatividade - Equilíbrio - Paixão - Descoberta -
Conhecimento - Esperança - Reafirma - Sucesso - Riqueza - Amizade - Entreajuda - Fé -
Um ano de 2010 com significado e propósito. O resto não está nas nossas mãos.
Postado por
JOÃO ALEXANDRE RODRIGUES conselheiro certificado abuso de drogas e alcool
às
13:25:00
0
comments
Marcadores:
auto-estima,
compromisso,
comunidade,
espiritualidade,
pais
Subscrever:
Mensagens (Atom)










.jpg)
