sábado, 1 de maio de 2010

Food Revolution Is Real

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O Desenvolvimento do Narcisismo na Criança e a Solidão do Adulto - Uma Pequena Introdução.













Quando uma criança nasce é uma fonte de potencial. Uma criança é potencialidade. De forma a manifestar-se e assim explorado, esse potencial encontra-se em grande medida nas mãos do adulto. Todo o potencial da criança é desenvolvido através de relações sociais e a relação mais predominante nos seus primeiros anos de vida, é em regra geral, a relação mãe/fiho(a).  A criança chega ao mundo com uma potencialidade genética que foi herdada ao longo de milhões de anos de evolução de vida neste planeta, e em geral, os nossos genes são os agentes dessa potencialidade. Os genes estão no núcleo das nossas células, nos nossos cromossomas, e ditam aquilo que Pode ser feito - só há uma coisa em que os genes não ditam - Como vai ser feito. Essa característica vai em grande parte ser ditada pela relação entre mãe/ filho e como se interligam as ligações celulares nos campos afectivos emocionais no cérebro.

Quando o bebe nasce, de acordo com as fases de desenvolvimento proposta pela psiquiatra infantil Margareth Mahler, o bebé entra na Fase Autista. Prolonga-se, sensivelmente ate aos primeiros 4 meses de vida. O bebé está imerso com a mãe, não existe uma noção de separação de ‘objectos’. Em termos psicanalíticos, o termo objecto significa ‘pessoas’ (Object Relations).

Portanto, não existe diferenciação de objectos - para o bebé - a mãe é uma parte de si mesmo, de forma a obter a gratificação de todos os requisitos físicos e psicológicos, assim que necessita de obter essa mesma gratificação. É extremamente importante que a mãe (The Tigress Mother), esteja sempre em sintonia com o bebé e num constante estado de alerta de forma a satisfazer as necessidades do bebé. Num prisma neurológico, é uma fase muito sensível – a partir do ultimo trimestre até ao segundo ano de vida.

Os genes continuam a formar o seu campo de acção, por exemplo, são bastante influenciados por neuroquímicos tais como Cortisol (hormona do stress) que em demasia pode danificar substancialmente a forma como as células cerebrais se vão desenvolver e conectar. Portanto, o potencial genético existe, assim como a potencialidade das células cerebrais, todavia a característica específica de cada indivíduo será formada e ditada pela qualidade de relações sociais. A relação entre mãe e o bebé, é uma relação psico-biológica que é influenciada por ambos os agentes (mãe/filho).

Voltando à Fase Autista do bebé, a função da mãe é proporcionar um apoio onde permite que este consiga auto-regularizar e formar a sua auto- estima. Este período de vida é designado de ‘Narcisista Primário’ (Sigmund Freud). O bebé só está interessado em ter os seus desejos e necessidades imediatamente satisfeitas. Não existe uma noção de identidades diferentes entre a mãe e filho, pois o ego do bebé ainda não adquiriu uma noção de “entidade própria e autónoma” em relação à mãe. 

Não se esqueça que o ser humano nasce prematuro. Há milhões de anos, quando começamos a andar (bípedes), o período de gestação nas mulheres foi sofrendo transformações. Pensa-se que a dada altura da evolução humana, o período de gestação tenha sido de 1 ano e seis meses a 2 anos. A partir da altura que o bebé nasceu, aos nove meses, o seu cérebro não está completamente desenvolvido (nas ligações orbital frontal córtex e no lobo temporal - área das emoções).

Sensivelmente a partir do 4º mês de vida, a segunda Fase do Desenvolvimento (Sub- dividida em 4 Sub-Fases) começa a constelar-se - Fase ‘Simbiótica’. A primeira Sub-Fase da Fase Simbiótica é a Fase da Diferenciação.

Na Fase da Diferenciação, o ego e a personalidade emergente do bebé começam a identificar-se. Surge uma noção de separação física e psicológica entre sujeito (bebé) e o objecto (mãe). Este é o nascimento psicológico da criança. Utiliza outros recursos externos (ex. brinquedos) de forma a satisfazer a sua própria gratificação e é menos dependente da mãe para se auto recompensar.

De seguida surge a 2ª Sub- Fase do período Simbiótico, designado de ‘Practising’ (Oito meses, sensivelmente até aos quinze meses de vida). Esta é uma fase muito importante na vida emocional da criança. É neste período que a criança consegue utilizar as suas próprias pernas. De inicio, consegue elevar-se, a seguir agarra-se aos objectos – surgem os primeiros passos. É um período incrível, no ponto de vista da criança. O seu Ser assume um significado diferente. Controla o seu corpo, sente-se exuberante, há um sentido de omnipotência, de grandiosidade – literalmente, “o mundo está a seus pés”.

O sentido de exuberância, de interesse e grandiosidade é comprovado pelos pais e pela aprovação emocional que fornecem à criança. É um passo extremamente importante, que precisa de ser reconhecidopelos pais, para o desenvolvimento da auto-estima da criança, pois ela necessita de um “espelho” que permita reflectir a sua proficiência. É através dos adultos que as crianças que aprendem a valorizar o seu potencial.
 
Todavia, o cérebro da criança está em permanente desenvolvimento. A partir do primeiro ano e três meses até aos dois anos e meio, a 3ª Sub- Fase do Desenvolvimento entra em acção - Sub-Fase chamada a Fase ‘Rapproachement”. No inicio, a criança sente uma necessidade de separação da mãe. A criança ainda esta “apaixonada” pelos seus dotes de omnipotência, pelo seu narcisismo recém intitulado - sente-se “dona do mundo” - o mais importante é a gratificação de seus desejos e necessidades físicas, assim como das suas necessidades psicológicas. Nos estágios finais da Fase Rapproachment, o mundo da criança transforma-se radicalmente. O medo e a dor tornam-se numa realidade dolorosa para o sentimento de omnipotência e gratificação instantânea emocional. É confrontado com a ambivalência. Deseja separar-se fisicamente da mãe, mas por outro lado, não consegue permanecer seguro sem estar em contacto com a mãe. A criança adquire a noção da realidade e das suas próprias limitações. Isto é incrivelmente doloroso para uma criança, pois a fantasia de omnipotência desfaz-se a seus pés. O mundo agora apresenta-se diferente – “Querer, mas não poder”. Entre as mães esta Fase é apelidada de “A Fase Terrível dos 2 anos” (The Terrible Two’s). A criança parece fazer ‘birras’ por tudo e por nada. A criança tem a vontade de deslocar-se e adquirir autonomia, mas ao mesmo tempo, não consegue desapegar-se pois necessita de constante supervisão física (ex. prevenção de acidentes graves) e do apoio emocional da mãe. A Ferida Narcisista advém do doloroso sentimento de limitação/impotência. Perante a fantasia da grandiosidade e da omnipotência. É um período crítico para a criança. Se os progenitores conseguirem definir os limites sem humilhação, rigidez e punição (ex. ausência de afecto) a criança sente-se valorizada e o narcisismo transforma-se em auto- estima, criatividade e empatia. A criança faz uma idealização acerca dos pais através do sentimento de ser amado, amparada e estimada por alguém que é mais forte (segurança). De uma maneira ou de outra, a maioria dos adultos prosseguem nas suas vidas à procura desta imagem idealizada nos seus parceiros.

Regressemos à Fase do Rapproachment. Se não existe sensibilidade em relação às necessidades emocionais (ex. humilhação) e do potencial da criança a sua fantasia da omnipotência permanece activa na “construção”” da auto estima e de valorização. Continuará a idealizar os seus pais, em detrimento da própria auto-estima. Para a sua própria sobrevivência, a criança projecta a perfeição (fantasia) quanto aos seus pais e ostenta a necessidade que eles sejam uma imagem (ex. Espelho) dessa mesma omnipotência. Neste caso, o narcisismo interfere no auto conceito (estima) e passa a ser uma necessidade disfuncional (desejo insaciável em recuperar a sua idealização). Para a compreensão desta Fase sensível no desenvolvimento da criança é importante salientar que os progenitores tornam-se ‘self-objects’ – “ferramentas” utilizadas na procura da gratificação imediata das suas fantasias.  

A habilidade da criança em desenvolver empatia e separar o Ser de outra pessoa fica distorcida. Temas como a impulsividade e raiva tornam-se frequentes. A luta constante para “escapar” aos sentimentos da Ferida Narcisista conduz a criança a dissociar-se de certas partes emocionais si própria. O sentimento é demasiadamente doloroso para ser experimentado. A fantasia torna-se uma realidade fundamental para fugir à dor como consequência de não se sentir genuinamente amado. O Ego torna-se grandioso e a avaliação do valor pessoal e das conquistas da Vida giram em torno da procura (sede) de aprovação “alheia”, ao invés de conseguir apreciar um relacionamento onde existe respeito-mútuo, empatia e amor.

Por outro lado, quando a criança não sofre a humilhação derivado às suas limitações e vive num sistema de regras consistente e realistas (humanas) com tolerância, sente-se valorizada (potencial).

 Neste sentido, é dado mais um passo importante visando o desenvolvimento psicológico da criança. A SubFase seguinte é designada de ‘Desenvolvimento Objecto Consistente’ (Development of Object Constancy). Esta Fase ocorre sensivelmente entre o período compreendido dos 24 aos 36 meses de idade. É identificada especialmente pela aquisição de competências capazes de identificar as qualidades e os defeitos da mãe. Desenvolve a capacidade de reconhecer e tolerar a ambivalência no outro. A criança mantém a imagem internalizada da mãe e sente-se livre ao iniciar uma verdadeira separação física, mais relevante, e uma maior capacidade psicológica de permanecer “fora da alçada da mãe”, pois adquiriu a noção (espaço emocional) que a mãe volta. Estas Fases são a “estrada” da independência emocional, e mais tarde, física.

A criança vive uma ilusão (fantasia) quando não recebe empatia e o apoio emocional necessário para a regulação dos limites e auto estima. São estruturas secundárias que permitem à criança enfrentar o mundo, pois as primarias são precárias. Casos de crianças e adultos abusados, humilhados, negligenciados e desvalorizados são o que mais se encontra tanto na psicopatologia infantil, como na adulta. Desde desordens do comportamento ou hiperactividade nas crianças, às desordens de personalidade e depressão nos adultos: a traição do amor – o amor traído não faz sentido. 

Um dos factores do narcisismo é a dissociação da capacidade de empatia, dificuldade interpretar e sentir o outro como pessoa em vez da fantasia de amar a pessoa (para objecto de gratificação). A grandiosidade  - “sede insaciável” - em alimentar a falta de auto estima e a procura constante de objectos de auto gratificação imediata, são estruturas secundárias formadas para a sobrevivência emocional da alma, mas por outro lado, são como véus (Vidros Escuros) entre o ego e a alma.

Nos casos de intimidade entre adultos, estes procuram alguém que consiga apaziguar o sentimento de dor, consciente do ‘Amor Traído’. Obviamente, até certo ponto essa é a função dos casais (relacionamentos de compromisso e intimidade) para manter e promover a auto estima. A diferença da criança autónoma e amada, desenvolve-se na idade adulta, permitindo que esta consiga ver o ‘outro’ como uma pessoa única, sem recorrer à necessidade constante de afirmação e aprovação dos outros. Interpreta o sentimento de abandono como algo doloroso, mas não necessita de recorrer ao outro, como parte de si próprio, como objecto de gratificação e sobrevivência.  

Podemos concluir que em doses moderadas o narcisismo é saudável. Constitui parte da auto estima do ser humano, mas quando é uma compensação de forma a “mascarar” os medos (condutas de evitamento) torna-se numa pura solidão. Toda a criança que “carrega” uma imagem de conforto, corroborado pelos afectos, pode depender emocionalmente da mãe, com noção de limites de ambas as partes. Todos os casais que sentem que podem depender emocionalmente um do outro, aceitando sua privacidade e limitações, sentem-se livres nas suas relações. Não permanecem “acorrentados” à constante luta de um espelho das suas fantasias.

Recomendo:
--Margareth Mahler- “The Psychological Birth of the Human Infant”
--Mario Jacoby- “Individuation and Narcissism- The Psychology of Self in Jung and Kohut”
--Marion Solomon- “Narcissism and Intimacy”
--S M Jonhson- “Humanizing the Narcissistic Style”

Tanto no bom como no mau, boa sorte!

Dr. Miguel Mealha Estrada, PsyD, MBACP
Autsim Spectrum Disorders Specalist Unit,
Woolwich, London.

 email: santamaria@live.co.uk
Site: http://www.pedopsicoterapia.com/

Comentario: Agradeço ao Dr. Miguel Estrada pela sua colaboração e contributo para com o movimento da Prevenção (Mais Vale Prevenir Do Que Remediar). Proporciona ideias "recheadas" de conhecimento - ajuda-nos a pensar com perspectiva e emoção. As crianças são um "tesouro" demasiado nobre, digno para serem negligenciadas ou ignoradas. Elas representam um desafio para o desenvolvimento da própria espécie - quando nascem a Vida (evolução) proporciona-lhes o potencial e os adultos necessitam de fazer o seu "trabalho" de transformar essa potencialidade, com paixão, compromisso e integridade. Hoje crianças; amanhã são adultos. A Vida é uma longa caminhada...transformação. "Viver não custa; custa é saber Viver





segunda-feira, 29 de março de 2010

Como será este cenário em 2049?


Esta imagem ilustra na perfeição a necessidade de comunicação e "comunhão" de interesses entre os vértices do triângulo (pais, a escola e alunos), como algo "sagrado" e "imaculado". No meu trabalho nas escolas constato que existem divergências fortes e disfuncionais que interferem negativamente nesta triangulação, assim como existem nas famílias. Parece algo cultural (herança nociva) cuja tradição é baseada no controlo, no poder e no prestigio. Aparentam não existir condições para haver um dedicação à Causa e ao Rumo, entre todas as partes. 

Como diz o ditado "Se não houver dinheiro, não existe missão" ou "Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão".

Os pais fazem o investimento e cumprem a sua responsabilidade em que o filho/a seja um aluno/a (motivação, disciplina, educação, aprendizagem, modelo/referencia, apoio, tolerância e cooperação). A escola assume a responsabilidade de ensinar o aluno (motivação, disciplina, educação, modelo/referencia, aprendizagem, apoio, tolerância, cooperação. E o aluno assume a sua responsabilidade para em participar no seu projecto (motivação, disciplina, educação, modelo/referencia, aprendizagem, apoio, tolerância e cooperação). Afinal todos têm o mesmo objectivo - promover o desenvolvimento e a aprendizagem ao longo da vida (Escola da Vida). 

A nossa comunidade (presente e o futuro) precisa de pessoas especiais e apaixonadas (mentores inspirados e visionários - sejam crianças, pais e professores). 

Como será a realidade em 2049?

terça-feira, 16 de março de 2010

Adolescência - certo e errado


Adolescência: Tomar decisões e fazer escolhas.
A adolescência é uma fase de aquisição e estruturação da identidade, em que se adquire competências para viver o mundo que nos rodeia e encontrar o lugar nele (propósito e significado). Recorrência através de experiências de risco (ex. perigosas) como situações de aprendizagem e referência para a construção da identidade e limites nas relações com os outros. Grande parte da experiencia e maturidade que adquirimos, como adultos, advém dos erros que cometemos. Será que colocamos expectativas irreais nos nossos jovens?

Desde que nascemos iniciamos um processo de aprendizagem e enriquecimento contínuo ao longo da vida (ex. curiosidade, intuição, exploração e da dor/sofrimento).

Tomar decisões e fazer escolhas, na adolescência, é o período “ideal” para essa aprendizagem de forma a fomentar uma estrutura para a mudança (ex. alterações hormonais, sexualidade, o cérebro está num processo de amadurecimento) e de resiliência (gestão da adversidade). É um período fluente de motivação para a exploração e a conquista. Os mecanismos que gerem as atitudes e os comportamentos dos adolescentes influenciam mais o impulso (Faz…sem pensar…não interessa as consequências…) do que a razão (Parar… e contemplar… Pensar antes de agir.

Como adolescente, a prioridade é direccionada para a identidade, viver dentro de um sistema de relações de pares (pertença ao grupo), a comunicação e a intensidade do momento. O planeamento, a organização, auto-critica e a gestão do futuro, não correr riscos “desnecessários ou de obediência aos adultos” aparenta não ser uma prioridade, mas pode tornar-se uma fonte de angústia para pais ansiosos, facilitadores, autoritários e demasiado zelosos. Pode-se cair no erro de cada parte -filhos e pais - desejarem remar o mesmo barco para direcções opostas. A comunicação pode ficar extremamente afectada para o resto da vida.

Será que a evolução determina que os adultos sejam descrentes em relação aos adolescentes?
Aparenta existir uma crença generalizada pelos adultos de que adolescência é sinónimo de dificuldades e problemas - carga de trabalhos. Será ser rebelde questionar o pai quanto à carreira de futuro que deseja seguir? Será ser impulsivo magoar a mãe através da agressividade verbal? É irresponsabilidade usufruir demasiado tempo na internet ou não cumprir cegamente com as ordens/orientações dos adultos? E aqueles adolescentes cuja agressividade não existe apoio e monitorização dos pais, por um conjunto de factores? Estes afirmam resignados “O meu filho/a é assim não há nada a fazer… Sai ao pai” ou “Sai à mãe”. É preciso encontrar um culpado?

Por vezes, aparenta-se responsabilizar o adolescente “irresponsável, irreverente e impulsivo” com base nos mesmos critérios, comportamentos e valores morais que um adulto. Se a relação com a escola vai mal…, se a relação com a mãe e/ou pai vai mal…, se a relação com a família vai mal…, o adolescente aparenta ser o culpado. Na minha opinião, é um erro enorme. È necessário visualizar toda a “fotografia” em vez de um determinado detalhe. Por ex. qual os efeitos determinantes do consumismo, da publicidade e do marketing, a ausência de valores morais, o ritmo de vida acelerado e a pressão exercida pelos adultos nos adolescentes?

Questão. Como pai ou mãe quais os indicadores em como a sua comunicação com o seu filho/a de 3 anos é eficiente e eficaz? Aos 10 anos? Depois aos 16 anos? Qual o feedback proporcionado pelas atitudes e comportamentos do seu filho/a em relação à sua comunicação? Pergunte ao seu filho/a “Consideras que és ouvido, correspondido, apoiado e compreendido pelo pai/mãe quanto às tuas ideias, crenças e expectativas?”

Como é que o seu filho sabe que a comunicação é eficiente e eficaz com os pais? Pode ter uma ideia bem diferente. Para variar, o pai adopta características diferentes da mãe na educação e só estou a constatar uma realidade. Já pensou que durante a adolescência será necessário reinventar, monitorizar e adaptar a sua comunicação às mudanças do filho/a? Oiço imensos casos de pais que afirmam que o filho não comunica, se isola, não expressa as suas ideias e preocupações, e alguns afirmam que o seu filho/a evita os pais.

Não existem culpados, mas responsáveis para quebrar os conflitos geracionais.
Com este texto não quero afirmar que os pais são “irresponsáveis e impulsivos” na educação, viso somente proporcionar ideias que podem ser aproveitadas para melhorar a comunicação, promover a aprendizagem e o enriquecimento contínuo ao longo da vida.

Deveríamos entender os jovens, não só como pessoas a vivenciar uma fase de intensas transformações e construções, mas também como seres sociais sujeitos a pressões como o acesso à informação, à sexualidade, à venda e à publicidade que induz fortemente à adesão de tais comportamentos e valores.  Os adolescentes são um grupo com uma forte influência na sociedade em geral e nos sistemas que a compõem. São também um grupo que sofre a influência das gerações mais velhas (tradições, crenças, rituais), bem como das características da sociedade em geral. É importante o optimismo e a confiança face ao que poderão ser e fazer enquanto adultos.

Aumento na incidência de abuso das substâncias entre adolescentes (Johnston et al., 1996);
 Decréscimo da idade em que é efectuado o primeiro diagnóstico de dependência de drogas (Reich et al., 1988);
Aumento na prevalência de abuso e de dependência de drogas ao longo da vida na população geral (Lewinsohn et al., 1996);
 Uso de álcool e de drogas é a principal causa de co-morbilidade e mortalidade entre os adolescentes, quando comparada com acidentes rodoviários, comportamentos suicidas, violência, entre outros (Dep. Estatística dos EUA, 1993).

Podemos inverter estas crenças disfuncionais – Tolerância e Confiança
«A nossa Juventude ama o luxo, é mal-educada, zomba da autoridade e não tem nenhuma espécie de respeito pelos mais velhos. As crianças de hoje são tiranas. Não se levantam quando um velho entra numa sala, respondem a seus pais e são simplesmente más.» Sócrates (filosofo Grego) Sec. V a.C.

«Não tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país, se a juventude de hoje toma o mando amanhã, porque esta juventude é insuportável, sem moderação. Simplesmente terrível.» Hesíodo (poeta Grego) Sec. VIII a.C.

«O nosso mundo atingiu um estado crítico. Os filhos não escutam os pais. O fim do mundo não pode estar muito longe.» Sacerdote egípcio 2000 anos a.C.

«Esta juventude está podre desde o fundo do coração. Os jovens são maus e preguiçosos. Não serão nunca a juventude de outrora. Os de hoje não são capazes de manter a nossa cultura» Descoberta nas ruínas de Babilónia 3000 a.C.

“A juventude de hoje é rasca” Vasco Pulido Valente

Quando adolescente também ouvi este tipo de afirmações inúmeras vezes pelos adultos. A nossa cultura é o resultado das nossas acções. Nada muda, se andarmos preocupados (excesso de zelo) ou procurarmos culpados. Como indivíduos, como membros de família e cidadãos somos responsáveis pelas nossas atitudes e comportamentos. “Mais Vale Prevenir do que Remediar”

Na sua adolescência, quais os comentários que chegavam aos ouvidos?



domingo, 7 de março de 2010

Retiro Espiritual Online - PDI@


Plano Desenvolvimento Individual Online (PDI@) - Retiro Espiritual um Programa de Meditação pioneiro e inovador – “Alimento pró Pensamento.”
Na próxima semana e com o aproximar da Primavera vai dar inicio a mais um Retiro Espiritual Online. Surpresa! Transforme a sua caixa de correio electrónico numa uma “fonte” de energia espiritual e inspiradora. Onde quer que esteja em casa, no trabalho, em viagem, em ferias, doença prolongada, padrinho/ madrinha, reunião de grupo de ajuda mútua, etc. Tudo aquilo que precisa é de um computador e acesso a internet. Pode enriquecer as suas competências individuais e sociais. 
  
Se estiver interessado em participar basta enviar um email (xx.joao@gmail.com) a solicitar toda a informação. Obviamente, que a sua participação tem custos, mas é um investimento valido e acessível a todas as bolsas. É Confidencial e profissional. Toda a informação é “fruto” da minha experiência de trabalhar com pessoas. Também pode solicitar mais informação.
Estou disponível para ajudar.

Alguns temas do PDI@

Defeitos de carácter, Medo e aceitação, Vocação, Vergonha, Desapego Emocional com Amor, Lições da Arte de Bem-Viver, Perdoar e muito mais surpresas. Envie já o seu email.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Prevenção precisa-se. É uma prioridade para a nossa cultura, em defesa do presente e futuro






Prevenção das Dependências: Uma cultura emergente e diferente assente em competências individuais e sociais geradoras de valores morais e espirituais.


Para um prevenção que previna é necessário compromisso, solidariedade, conhecimento cientifico, experiência empírica, confiança, fé e esperança, empatia e investimento a médio e longo prazo.



Factores de Risco  Factores de Protecção




Domínios de Influência

                                          1. Individual

                                                             2. Família

                                                       3. Grupo de Pares

                                      4.Escola

5.Comunidade






baseada em Competências individuais e sociais













 Orgulho de pertencer e gratidão

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Palavras que reflectem a experiência e a sabedoria



Estas palavras foram reunidas durante o mês de Dezembro no Facebook, pelas pessoas que seguem o movimento/causa da Prevenção e Recuperação dos Comportamentos Adictivos.
Na minha opinião reflectem a experiência e a sabedoria. Reflectem a nossa capacidade em sonhar com um Rumo de vida. Seja positivo ou negativo, existe a liberdade de escolha e de expressão.
Agora, em Janeiro de 2010, vamos  reunir os recursos internos/externos e acreditar que a nossa motivação é suficiente e "musculada" para manter a coerência e o Rumo. Como fazem os crentes/peregrinos quando decidem fazer uma Caminha/Jornada espiritual de forma a renovar os votos da fé.
Na prevenção dos comportamentos adictivos desejamos fazer a Caminhada espiritual, não religiosa, todos os dias. Uns dias conseguimos outros não, mas o desejo mantém-se vivo, inalterável  e resiliente, apesar da adversidade

Reafirmação - Sol - Amor - Dificuldades - Assertividade - Positivo - Esperança - Loucura (a) montes -


 Fantástico - União - Realização - Crescimento - Dar - Paz - Amor - Serenidade -


 Loucura - 2 Momentos de reflexão = 20 instantes de meditação - Serenidade - 


Saúde - Felicidade - Coragem - "Limpeza" - Aceitação - Irreverência - Desespero


Esperança - Loucura - Paixão - Perseverança - Excelente - Renascimento - Bondade -


Equilíbrio - Paz - Tranquilidade - Realização - Muito Amor - Muito Trabalho - Menos Hipocrisia -


 Amor - Luz - Realização - Década - Musica - Paz - Saúde - Harmonia - Família - 


Honestidade - Equilibrio - Altruísmo - Tranquilidade - Iluminação - Fé - Dignidade -


 Respeito - Auto-estima - Criatividade - Equilíbrio - Paixão - Descoberta


Conhecimento - Esperança - Reafirma - Sucesso - Riqueza - Amizade - Entreajuda - -


Um ano de 2010 com significado e propósito. O resto não está nas nossas mãos.